Arquivos para outubro, 2006
31 outubro, 2006 - 07:23h

O horário de verão deste ano começa no próximo dia 5 de novembro para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A medida vai durar até o dia 25 de fevereiro de 2007.
Durante o período, os relógios deverão ser adiantados em uma hora em dez Estados e no Distrito Federal.
O objetivo do horário de verão é reduzir a demanda máxima no horário em que o sistema elétrico é mais utilizado.
Segundo nota do Ministério das Minas e Energia, "o aumento de consumo nessa época é resultado, sobretudo, do incremento da produção industrial, face às encomendas de Natal, e ao aumento da temperatura com a chegada do verão".
O governo avalia que a medida dá maior segurança e confiabilidade ao sistema nos horários de pico. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a previsão é de uma redução no consumo de 1560 MW, o que equivale a duas vezes ao consumo máximo de Brasília. Já na região Sul, a economia estimada é de 530 MW, o que equivale a 80% da carga no horário de pico de Porto Alegre.
Fonte: Folha Online
Foto: ilustrativa
31 outubro, 2006 - 07:19h

Se não for controlado, o aquecimento global devastará a economia mundial numa escala comparável à das duas Guerras Mundiais e da Grande Depressão, informa um relatório divulgado nesta segunda-feira (30) pelo governo britânico. Ao apresentar o trabalho, o premier do Reino Unido, Tony Blair, afirmou que o custo final de uma mudança climática descontrolada ficará entre 5% e 20% do PIB mundial, a cada ano.
Blair pediu uma "ação audaciosa e decisiva" para reduzir as emissões de gás carbônico e deter as piores conseqüências da elevação das temperaturas.
O autor do relatório, sir Nicholas Stern, um importante economista do governo, disse que agir agora para reduzir as emissões custará 1% do PIB global a cada ano. "Isso é administrável", disse ele. "Podemos crescer e ser verdes".
Blair, Stern e o chefe do Tesouro britânico, Gordon Brown - que encomendou o relatório - destacaram que a batalha contra o aquecimento global só será vencida com a colaboração de gigantes como os EUA e a China.
O relatório Stern, de 700 páginas, representa um grande esforço para quantificar os custos econômicos da mudança climática, e afirma que a evidência mostra que "ignorar a mudança climática levará, inevitavelmente, a danos ao crescimento econômico".
"Nossas ações pelas próximas décadas poderão criar riscos de grandes prejuízos às atividades econômicas e sociais, ainda neste século e no próximo, numa escala similar à associada às grandes guerras e à depressão econômica da primeira metade do século 20", afirma o texto.
Blair, por sua vez, ressaltou o consenso científico em torno do assunto. "Não há dúvida de que, se a ciência estiver certa, as conseqüências para o planeta serão desastrosas", afirmou o primeiro-ministro.
Stern declarou que o mundo precisa mudar para "uma economia global de baixo carbono", por meio de medidas como impostos, regulamentação da emissão de gases e o comércio do carbono. Brown disse que a Grã-Bretanha liderará um esforço internacional contra a mudança climática, estabelecendo "uma economia que é tanto pró-crescimento quanto pró-verde". Ele pede que a Europa corte suas emissões de carbono em 30% até 2020, e 60% até 2050.
Mas, com exceção da Grã-Bretanha, França, Alemanha e poucas outras nações industrializadas, as emissões de gases do efeito estufa vêm aumentando neste século. Entre 2000 e 2004, segundo a ONU, houve um aumento de 2,4% nas emissões de 41 países industrializados, principalmente por conta da retomada da atividade econômica nos países da Europa Oriental, após a depressão causada pelo fim da União Soviética.
Política americana - O relatório Stern marca um forte contraste com a postura do governo americano frente ao aquecimento global, descrita como sendo de "esperar para ver".
O presidente dos EUA, George W. Bush, manteve seu país - de longe, o maior emissor de gás carbônico e outras substâncias causadoras do aquecimento global - fora do tratado de Kyoto, um acordo global para combater o efeito estufa. Bush afirma que o acordo prejudicaria interesses econômicos americanos.
Blair, o principal aliado de Bush na invasão do Iraque, já deixou claro que considera as políticas do líder americano, na questão do aquecimento global, inaceitáveis.
Brown, que deverá suceder Blair como líder do trabalhismo britânico, anunciou que o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, será um consultor do governo do Reino unido para questões de aquecimento global. Gore, derrotado por Bush na disputa pela Casa Branca em 2000, emergiu como um influente porta-voz das preocupações globais com o meio ambiente.
Fonte: AP/ Estadão Online
Foto: ilustrativa
31 outubro, 2006 - 07:15h
O secador abre possibilidades para exportação, pois melhora a qualidade final do produto.
Construa uma câmara com madeira, plástico e vidro. Instale uma chaminé. Controle o fluxo da entrada de ar. Assim fica pronto o secador solar para produtos agroflorestais, cujo protótipo desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA) foi um dos destaques da Feira do Empreendedor, evento promovido pelo Sebrae na capital paraense.
O pesquisador Osmar Aguiar, criador da inovação tecnológica, informa que o modelo vem sendo aprimorado há dois anos e já foi testado com sucesso para secagem de madeira, fibras de côco e folhas de nim. Nos testes feitos com jatobá, atualmente a madeira de maior valor para exportação, reduz-se a umidade para 10% em apenas 40 dias de secagem solar. "Muito mais rápido que na secagem ao ar", compara o pesquisador, lembrando como exemplo que, na região Sul, a secagem ao ar de tábuas de eucalipto demora de quatro a cinco meses.
De acordo com o pesquisador, o secador solar desenvolvido pela Embrapa, além de mais econômico para o produtor em relação à secagem industrial, é mais rápido que a secagem ao ar, dispensa o uso de produtos químicos, otimiza a higienização, evita a contaminação por fungos e abre possibilidades para a exportação, pois melhora a qualidade final do produto.
Osmar Aguiar cita que os dois principais diferenciais do modelo apresentado pela Embrapa são as suas câmaras internas (de aquecimento, secagem e desumidificação), e a chaminé, que elimina de forma natural a umidade. Dentro do secador, a temperatura chega a ser 35 graus centígrados mais alta que a do ambiente externo.
O modelo em atividade na sede da instituição em Belém mede 6,42 metros de comprimento por 2,20 de largura e 2,50 de altura. As paredes laterais são de plástico transparente, o teto de vidro, estruturas e chão de madeira, mais a chaminé. O valor do investimento para se construir um igual varia de R$ 3 mil a 5 mil, estima o pesquisador.
Agronegócio regional - A Embrapa Amazônia Oriental, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, participou da Feira do Empreendedor expondo suas tecnologias em mais dois setores reservados ao agronegócio regional. Na grande área dedicada à mandioca - cultura que tem no Pará seu maior produtor nacional, com 80% da produção nas mãos de pequenos produtores -, a Embrapa de Belém divulgou o projeto que desenvolve com vários parceiros, entre eles o Sebrae, voltado à gestão estratrégica orientada para resultados. O trabalho abrange 62 comunidades em quatro municípios (Paragominas, São Miguel do Guamá, Aurora do Pará e Ipixuna do Pará).
A coordenadora do projeto pela Embrapa, pesquisadora Alejandra Albuquerque, explica que o objetivo é desenvolver a cadeia da mandioca com o aumento da produtividade e da renda dos produtores, organizados em núcleos produtivos na região de Paragominas. Ela adianta que, para combater a podridão radicular, causada por fungos que vêm dizimando os mandiocais de algumas áreas atendidas pelo projeto, a Embrapa começa a disponibilizar manivas de cultivares tolerantes à doença, com as quais será implantado um campo de multiplicação.
Na área destinada às tecnologias para grãos, o público teve acesso ao Sistema Bragantino, lançado há um ano pelo pesquisador Manoel Cravo como um modelo inovador que permite ao produtor fazer três cultivos anuais no mesmo espaço, ao invés de um. O sistema funciona em rotação e consórcio de mandioca, feijão-caupi (feijão da colônia), milho e arroz, a partir da correção da fertilidade do solo, do plantio direto e do uso de espaçamentos que permitem a mecanização. Entre outros benefícios, causa menos danos ao ambiente, pois diminui a prática de derruba-e-queima da vegetação, em uso no Nordeste Paranese há mais de um século e que tanto enfraquece o solo.
Por: Izabel Drulla Brandão (MTb 1084/PR)
Fonte; Embrapa Amazônia Oriental
Contatos: 3204 1200
31 outubro, 2006 - 07:13h
Um cientista descobriu uma abelha de 100 milhões de anos presa em âmbar. Esta é, possivelmente, a mais antiga abelha já encontrada. "Eu soube imediatamente o que era, porque já tinha vista abelhas em âmbar mais recente", disse George Poinar, professor de Zoologia da Universidade Estadual do Oregon.
Esta abelha é cerca de 40 milhões de anos mais antiga que as mais velhas descobertas anteriormente. A abelha antiga pode ajudar a explicar a rápida disseminação das plantas com flores, na mesma época.
Poinar descobriu a abelha no âmbar extraído de uma mina do vale Hukawng, no norte de Mianmá, a antiga Birmânia. Muitos pesquisadores compram sacolas de âmbar dos mineradores, para procurar fósseis. O âmbar, uma substância rígida e translúcida, começa sua existência como uma resina de árvore. Antes de endurecer, a resina escorre, e pode envolver pólen, insetos e outros organismos, preservando-os.
Fonte: AP/ Estadão Online
31 outubro, 2006 - 07:12h

A dificuldade para negociar os preços para a banana, o arroz e o fumo, principais itens da produção agrícola em Praia Grande, no Extremo-Sul catarinense, levou cerca de 30 famílias agricultoras a se unirem em torno de uma alternativa: o cultivo de produtos sem agrotóxicos.
Apesar do mercado resistente e do preço elevado agregado, a Associação dos Colonos Ecologistas do Vale do Mampituba (Acevam) cresce para conquistar destaque na produção orgânica regional.
A forte tendência a uma opção alimentar natural livre de agrotóxicos, porém, não combina com as restrições ainda existentes no mercado para o produto, destaca o técnico agrícola da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC (Epagri) em Praia Grande, Rogério Dal Pont.
- O preço alto e a pouca oportunidade de expor o produto praticamente inviabilizam a produção. O justo seria agregar 30% a mais no preço, e não mais de 100%, como ocorre - afirma Dal Pont.
A produção orgânica é mais forte na bananicultura. Nos cem hectares cultivados no município, um terço são reservados para a fruta orgânica, o que rende 500 toneladas ao ano, vendidas por R$ 0,60 o quilo.
A Acevam revela que, desse montante, 300 toneladas ficam no mercado de orgânicos e a outra parte (200 toneladas sem agrotóxicos) é vendida em meio às produzidas com defensivos.
A produção de verduras, grãos, legumes e raízes envolve apenas 30 hectares, mas já têm destaque na região. Atualmente, a produção das famílias agricultoras de Praia Grande vai para feiras ecológicas e prefeituras de Caxias do Sul e Bagé, no Rio Grande do Sul, além de abastecer os programas Fome Zero dos municípios de Criciúma e Praia Grande.
Fonte: Valor Econômico/Revista Globo Rural
Foto: ilustrativa
31 outubro, 2006 - 07:09h
O líder indígena caiapó Megaron Txucarramãe disse no domingo (29) que vai propor que a Funai - Fundação Nacional do Índio instale um posto de fiscalização no local dos destroços onde caiu o avião da Gol. O acidente, em setembro, deixou 154 mortos.
A medida poderia evitar que curiosos se aproximem do local do acidente, dentro da reserva Capoto-Jarinã e próximo ao Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso.
Megaron liderou um grupo de 30 pessoas - 22 delas indígenas - que apoiou a operação de busca e resgate da FAB - Força Aérea Brasileira de vítimas do acidente, que ontem completou um mês. Administrador da Funai em Colíder (MT), Megaron, 56, iniciou a viagem até o local do acidente em 30 de setembro. Percorreu cerca de 60 km em carros e barcos até a fazenda Jarinã, base da operação.
O grupo percorreu mais 32 km de barco até encontrar um ponto para acampar na margem do rio Jarinã, que agora servirá ao posto de fiscalização, diz Megaron. Depois, andou mais 6 km até os destroços, com apoio de bússola e de um major do Corpo de Bombeiros.
"A primeira coisa que vi foram pedaços de avião nas árvores. Mais difícil foi quando começamos a achar corpos. Nossa ajuda era limpar em volta e abrir caminho para os militares. Não tocamos em nada."
A FAB continua com cerca de 310 militares na operação de busca, sediada na fazenda Jarinã, para localizar o corpo do bancário Marcelo Paixão, única vítima cujos restos não foram achados, e destroços que possam auxiliar nas investigações. Familiares do bancário marcaram para hoje uma visita à fazenda Jarinã.
Por: Kátia Brasil
Fonte: Folha Online
31 outubro, 2006 - 06:43h

Cientistas descobriram uma nova variedade de gripe aviária que parece escapar das vacinas que existem atualmente. A cepa está infectando aves e pessoas na Ásia, e alguns pesquisadores temem que a evolução do novo vírus tenha sido estimulada pelas vacinas contra a gripe H5N1.
A descoberta, feira por Yi Guan, da Universidade de Hong Kong, é descrita na edição desta terça-feira do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences. A nova versão já é a variedade principal do vírus em diversas províncias chinesas, e já chegou a Hong Kong, Laos, Malásia e Tailândia. Está sendo chamada de H5N1 tipo fujiano.
"Não sabemos o que está impulsionando isso", informa o co-autor do trabalho, o americano Robert G. Webster. Novas vacinas serão necessárias, afirma ele.
Muitos cientistas teorizarão que o programa de vacinação encoraja o vírus a evoluir até se tornar resistente, acrescentou ele. Mas o cientista afirma que vacinas de boa qualidade podem reduzir a prevalência da doença e evitar o surgimento de variantes.
O novo vírus já infectou pessoas, mas não há evidência de que possa passar de um ser humano a outro, afirma Webster.
A gripe H5N1 devastou as populações de aves de granja da China e diversos outros países do sudeste asiático, além de reclamar mais de 150 vidas humanas. A maioria das pessoas afetadas vivia perto de galinheiros ou outras grandes concentrações de aves.
Autoridades sanitárias temem que o vírus sofra uma mutação e passe a se disseminar livremente entre seres humanos, desencadeando uma epidemia global da doença.
Fonte: AP/ Estadão Online
Foto: ilustrativa
31 outubro, 2006 - 06:39h
Cientistas britânicos desenvolveram uma espécie de pequeno dispositivo metálico e capaz de emitir uma luz que vai facilitar o tratamento dos cânceres de pele mais leves, anunciaram especialistas.
O dispositivo de alta tecnologia, que funciona com uma bateria de bolso fácil de transportar, permitirá que os pacientes sejam tratados em sua casa ou nos ambulatórios, em vez de terem de passar horas no hospital.
A invenção, desenvolvida por analistas da universidade escocesa de Saint Andrews, consiste simplesmente em uma adaptação do atual tratamento com terapia fotodinâmica, no qual o paciente recebe emissões controladas de luz após ter seu corpo coberto com um creme fotossensível contra o câncer.
O problema deste tratamento é a necessidade de os pacientes ficarem horas trancados no hospital, já que ele é feito com grandes focos de luz.
O novo dispositivo realiza a mesma função, mas é menor, mais leve e prático de carregar. O professor Ifor Samuel, um dos inventores do aparelho, afirmou que "aplicando a última tecnologia a um tratamento existente, é possível desenvolver uma fonte de luz compacta para tratar o câncer de pele mais comum".
"O paciente pode levá-lo de forma similar a um adesivo, enquanto a bateria é transportada como se fosse um ´iPod´", explicou.
Os tratamentos com terapia fotodinâmica são efetivos apenas para os cânceres menos graves, já que os mais sérios só podem ser tratados com radioterapia, cirurgia ou quimioterapia.
A universidade de Saint Andrews procura agora um financiamento para comercializar os novos dispositivos, que seus criadores acreditam também que poderiam ser usados para tratamentos contra o envelhecimento ou em casos de acne.
Fonte: Efe/ Estadão Online
31 outubro, 2006 - 06:25h
Os preços dos produtos agrícolas subiram 3,56% no atacado em outubro ante aumento de 1,55% em setembro no âmbito do IGP-M. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a fundação, ainda no atacado, os preços dos produtos industriais registraram deflação de 0,25% em outubro ante variação zero em setembro.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais apresentaram taxa negativa de 0,16% em outubro ante queda de 0,28% em setembro. Por sua vez, os preços dos bens intermediários registraram queda de 0,35% em outubro ante aumento de 0,28% em setembro. Já os preços das matérias-primas brutas subiram 3,76% em outubro ante aumento de 1,43% em setembro.
Fonte: Estadão
31 outubro, 2006 - 06:24h

Não adianta mostrar para o ser humano uma banana em tons de cinza. Desde que essa pessoa já tenha visto a fruta com sua marcante cor amarela, ela praticamente não vai enxergar o objeto de outra maneira.
Essa percepção natural das cores, guardada na memória cerebral, acaba de ser decifrada por um estudo realizado na Universidade de Giessen, na Alemanha. O trabalho está publicado na edição mais recente da revista científica "Nature Neuroscience".
"Quando nós vemos uma banana, na maioria dos casos, ela é amarela. Essa associação forte forma o que chamamos de memória colorida, que fica registrada em uma parte do córtex cerebral", explicou Thorsten Hansen, o primeiro autor do trabalho alemão, à Folha. O estudo é assinado por outros três pesquisadores que também são da Alemanha.
Por causa disso, ao enxergar novamente a fruta, existe uma espécie de retroalimentação dessa informação que é somado àquilo que os olhos estão realmente enxergando. "Então, a banana acaba aparecendo mais amarela do que nunca para aquela pessoa", disse. Isso tanto é verdade, que o experimento realizado com estudantes alemães produziu fatos bastante inusitados.
Todos os 14 participantes foram convidados a ajustar a tela de seus computadores, onde aparecia a banana amarela, de modo que a figura ficasse preta e branca. Depois, todos tiveram que mudar novamente as cores para que a fruta voltasse a ter sua cor natural. Resultado. A banana ficou azul.
O cérebro, ao atuar junto com os olhos, acabou processando uma imagem da banana como se ela realmente fosse da cor amarela. Com certeza, essa figura já estava guardada na memória das pessoas.
"Isso porque, no início do segundo experimento, o cérebro enxergou a fruta amarelada e não preta e branca", explica Hansen, que é ligado ao departamento de Psicologia da instituição de ensino alemã.
Segundo o cientista, a partir de agora, as teorias existentes que estudam o processo de retroalimentação das informações sensoriais terão que passar a incorporar essa nova descoberta. "Está claro, pelos nossos dados, que existe uma memória das cores que interfere sobre a informação que está sendo captada exclusivamente pelos olhos do ser humano." Apesar de ter sido feito apenas na Alemanha, com pessoas nascidas naquele país, o estudo deve apresentar os mesmos resultados em outros locais do mundo, segundo o pesquisador. "Uma vez que existe a associação entre a fruta e a cor lá dentro da mente o efeito será o mesmo, independente da cultura ou da nação que esse tipo de experimento seja realizado", afirma Hansen.
O próprio trabalho já realizado na Europa também detectou a existência de uma forte memória colorida, guardada no cérebro, para outros seis tipos de vegetais. Estão nessa lista a laranja, a cenoura e o pepino, por exemplo.
Em todos os casos, os resultados foram exatamente os mesmos. Primeiro, os participantes tiveram que ajustar a coloração dos objetos para que todos ficassem preto e branco. Na etapa seguinte, quando teoricamente todos deveriam fazer os itens alimentícios voltarem a aparecer como são conhecidos, ocorreu a transformação. Isso porque o cérebro enxergava de uma forma aquilo que os olhos estavam vendo.
"A nossa visão de mundo afeta bastante a nossa percepção visual", explica Hansen. Para o pesquisador europeu, os mecanismos que determinam a aparência colorida das coisas, que fazem funcionar o sistema visual humano, vai da retina ao córtex cerebral e agora, também, inclui a memória visual que as pessoas têm.
Por: Eduardo Geraque
Fonte: Folha Online
Foto: ilustrativa
31 outubro, 2006 - 06:21h
O diretor do Departamento de Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressan, lembrou que os países ricos são grandes consumidores de energia e estimou que eles usam de 60% a 65% dos combustíveis fósseis disponíveis no mundo. São esses países, disse o diretor, os maiores interessados em adquirir combustíveis produzidos a partir da biomassa. Ele citou os Estados Unidos, países da Europa e da Ásia como potenciais compradores. "Eles querem saber se o Brasil tem capacidade de produzir o suficiente", comentou.
Os países localizados nos trópicos têm clima favorável ao plantio de cana-de-açúcar e madeira, matérias-primas usadas nesse tipo de produção. "O álcool é um produto eficiente, seguro e fácil de ser produzido. Além disso, é ambientalmente seguro e de fonte renovável", destacou ele, que participa de um seminário sobre agroenergia organizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).
Fonte: Agência Estado
31 outubro, 2006 - 06:19h
O Corpo de Bombeiros resgatou na manhã desta segunda-feira (30) um veado-campeiro que havia caído em uma estação de água da Copasa - Companhia de Saneamento de Minas Gerais no bairro Vera Cruz, em Belo Horizonte.
Segundo os bombeiros, o animal nadava em um tanque cheio, saiu do reservatório e caiu em outro que estava vazio.
Como o tanque tem três metros de profundidade, ele não conseguiu sair sozinho, e os bombeiros foram acionados. A operação de resgate durou cerca de 40 minutos.
O animal foi levado para o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
Fonte: Folha Online
30 outubro, 2006 - 14:04h

Com uma enorme torta de bambu e nata, a panda gigante Taotao, a mais velha em cativeiro na China, completou 34 anos, atingindo uma idade equivalente a cerca de 105 anos para um ser humano, informou hoje a imprensa local.
- Ela ainda tem bom apetite. Além de folhas de bambu, come dois ovos e bebe 1,25 litro de leite por dia - disse à agência Xinhua Zhou Baohui, um dos tratadores do zôo de Jinan, na província de Shandong, no leste.
Taotao (em mandarim, Brincalhona) tem dois anos para igualar o recorde de sobrevivência de um panda gigante em cativeiro. Meimei, uma fêmea que morreu de velhice no ano passado, chegou aos 36 anos.
Durante sua festa de aniversário, Taotao comeu um pedaço do bolo, feito em forma de pêssego, fruta que simboliza a longevidade para os chineses, além das folhas de bambu da decoração. Enquanto isso, as crianças de um colégio cantavam "Parabéns".
Segundo a Administração Florestal Estatal e o grupo ambientalista WWF, cerca de 1.600 pandas, uma das espécies em maior perigo de extinção do planeta, vivem nas montanhas da província de Sichuan e nos montes Qinling, na província de Shanxi.
Fonte: EFE / JB Online
Foto: ilustrativa
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