Arquivos para setembro 16th, 2006
16 setembro, 2006 - 08:41h

Autoridades de saúde de todo o mundo fizeram um alerta na quarta-feira (13) para o problema da diabetes. Os especialistas pediram a adoção de programas de governo e o apoio das Nações Unidas para combater o mal. A doença já afeta 230 milhões de pessoas em todo o mundo.
"Não fazer nada não é uma opção", disse o doutor Martin Silink, presidente da FID - Federação Internacional de Diabetes, durante conferência em Copenhague organizada pela federação e pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk, o principal fabricante de medicamentos para tratar a doença.
Segundo Silink, que é professor do Instituto de Diabetes da Universidade de Sydney, na Austrália, 350 milhões de pessoas podem ser afetadas pela doença nos próximos 20 anos se nada for feito para reverter o que chamou de uma possível catástrofe sanitária global.
Uma pessoa morre de diabetes no mundo a cada 10 segundos e o mal é a quarta causa de morte por doenças, segundo a FID.
O diabetes é uma doença crônica, na qual o corpo não produz o hormônio insulina em quantidade suficiente ou não consegue fazer uso da insulina que produz. A falta de insulina causa flutuações da concentração de açúcar no sangue. A doença pode provocar cegueira, doenças cardíacas, amputações e falência renal.
Fonte: Folha Online
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16 setembro, 2006 - 08:38h

Mesmo com o envio ao Ministério da Justiça do processo sobre a demarcação como reserva indígena de terras da Aracruz Celulose no Espírito Santo, tupiniquins e guaranis de aldeias em Aracruz (92 km de Vitória) prosseguiram na quarta-feira (13) com a derrubada de eucaliptos numa área da empresa.
A onda de manifestações teve início na quarta-feira passada e entrou ontem (13) no seu quinto dia. Eles exigem a demarcação de 11 mil hectares pertencentes à Aracruz Celulose.
No início, as lideranças entre os índios diziam que os protestos tinham como objetivo pressionar a Funai - Fundação Nacional do Índio para que enviasse o caso logo ao ministério, a quem cabe tomar a decisão pela demarcação ou não.
O processo foi remetido ao ministério anteontem, com a recomendação do presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, pela demarcação.
O cacique Djaguareté, da aldeia Caieiras Velhas, afirmou que a disposição agora é continuar com invasões e corte de eucaliptos pelo menos até hoje, para pressionar o ministério a decidir rapidamente.
"O ministério não precisa de 30, 60 dias para analisar. O seu papel agora é assinar a portaria (que determina a demarcação), não ficar enrolando. Esse caso já foi analisado pela Funai", declarou o cacique tupiniquim.
Ele disse que poderá haver radicalização dos protestos, com a queima de toras de madeira acumuladas perto de uma torre que sustenta uma linha de transmissão de energia que cruza a propriedade, com objetivo de interromper o fornecimento à empresa.
O gerente regional florestal da Aracruz no Estado, Marcelo Ambrogi, reagiu dizendo que "tudo pode acontecer" e afirmou que a empresa não seria afetada, pois é auto-suficiente em energia. "Os mais prejudicados seriam os moradores das comunidades próximas à nossa área", declarou.
A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça informou que não iria comentar as declaração do cacique e que o caso está em análise pela Consultoria Jurídica do órgão, que tem prazo de um mês para entregar uma conclusão ao ministro Márcio Thomaz Bastos.
Por: Eduardo de Oliveira
Fonte: Folha Online
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16 setembro, 2006 - 08:35h

O Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente aprovou nesta quinta-feira (14) a resolução que vai dar maior transparência à gestão de florestas públicas, tanto em nível federal quanto estaduais. A nova norma cria um sistema de dados e informações no âmbito do Sisnama - Sistema Nacional do Meio Ambiente, assegurando a eficiência da gestão compartilhada das florestas públicas.
De acordo com o texto, União, estados e DF terão de publicar na internet dados sobre autorizações de plano de manejo, supressão de vegetação nativa e planos integrados de indústria e floresta. A ministra Marina Silva, que abriu os trabalhos do Conama, disse que a resolução define as bases de compartilhamento da gestão florestal. Para que isso aconteça, segundo ela, é necessário estruturar e capacitar os estados para essas atribuições. "O que está sendo tratado é exatamente como fazer para que os estados possam se estruturar e se organizar para também fazer essa gestão, sem que isso signifique ausência do poder público federal", lembrou.
Segundo o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, antes havia muitos problemas de informação, como justaposição de licenciamentos e ações duplicadas, já que a União não tinha um sistema integrado com as unidades federativas. "Agora, os sistemas de gestão florestais vão ter mais segurança, podendo ser acompanhados on line pela sociedade, já que os processos estarão sempre disponíveis", afirmou.
Nesta sexta-feira (15), o Conama continua o processo de votação de mais duas propostas de resolução. A que regulamenta o artigo 19 do Código Florestal, que estabelece competências para o licenciamento de exploração florestal, e outra que trata sobre o licenciamento ambiental simplificado para estações de tratamento de esgotos (ETE). Para Marina Silva, a regulamentação do artigo 19 do Código Florestal é fundamental para a estruturação do Sisnama, além de ser decisiva para a implementação da Lei de Gestão de Florestas Públicas no que diz respeito ao repasse de competência para os estados. Com a norma, disse, haverá uma otimização dos esforços "potencializando mais atores e mais agentes públicos nesse processo de controle".
Sobre o licenciamento ambiental simplificado para as unidades de transporte e de tratamento de esgoto sanitário, Marina Silva disse ser importante tanto do ponto de vista ambiental quanto da saúde pública, pois vai facilitar a despoluição de recursos hídricos, a melhoria da condição de vida das pessoas, principalmente em bacias hidrográficas importantes, como a do Rio São Francisco. "A questão das estações de tratamento de esgoto se constitui como um elemento fundamental para o êxito da revitalização do São Francisco", afirmou.
Por: Gerusa Barbosa
Fonte: MMA
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16 setembro, 2006 - 08:31h

O Diário Oficial da União deve publicar nesta sexta-feira a Instrução Normativa nº 48, assinada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Gabriel Alves Maciel, que reconhece o Estado da Paraíba como área livre da praga Sigatoka Negra. O fungo da sigatoka negra (Mycosphaerella fijiensis) ataca plantas de bananeiras. Embora inócua para o ser humano, a praga, de fácil disseminação, é economicamente devastadora.
Com a publicação da instrução normativa, fica liberado o trânsito de plantas e partes de plantas de bananeira e hilocônias (da mesma família das bananeiras, plantas ornamentais consideradas flores tropicais e exportadas para outros países) para qualquer estado brasileiro, sem maiores restrições.
Na Paraíba, a área cultiva com bananeiras é de 16,9 mil hecatres, com produtividade de 16,9 quilos por hectare. A estimativa de produção anual é de 287,7 milhões de toneladas das variedades Pacovan, Maçã, Prata, Comprida e Cavendish (Nanica e Nanicão). A cadeia produtiva da banana no Estado gera 82.230 empregos diretos 164.460 indiretos.
Para caracterização de área livre da Sigatoka Negra, o estado deve cumprir várias exigências estabelecidas pelo Mapa, entre as quais, descrever a situação da cultura da banana (área plantada, variedades cultivadas, estimativa de produção, destino da produção, etc); apresentar, em mapa cartográfico, as rotas de trânsito de banana no estado; e elaborar mapa georreferenciado, identificando áreas de produção comercial e focos de ocorrência da praga.
Originário da Ilhas Fiji (no Pacífico), o fungo da sigatoka negra foi identificado em 1998, nos municípios amazonenses de Benjamim Constant e Tabatinga, de onde se espalhou para outros municípios do estado e para o Acre, Rondônia, Pará, Roraima e Mato Grosso.Antes de Pernambuco, Bahia e Goiás já haviam sido declarados como livres da praga pelo Mapa.
Fonte: MAPA
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16 setembro, 2006 - 08:28h

O secretário da Agricultura do Paraná, Newton Pohl Ribas, assinou resolução estadual que define regras de trânsito de aves, produtos e subprodutos, resíduos de criatórios, incubatórios e abatedouros de aves no Estado. A resolução 094/2006 proíbe a entrada, no Paraná, de aves de descarte - que já cumpriram o ciclo produtivo - procedentes de outros Estados, segundo informou o governo, por meio de nota.
O secretário explicou que a medida atinge "avós e matrizes", no caso da reprodução. Na produção, as regras afetam aves de corte, postura, avestruzes e emas acima de 90 dias, codornas, aves silvestres, exóticas, coloniais e não industriais. A nota esclarece que ficam excluídas da proibição aves procedentes de estabelecimentos certificados pelo Plano Nacional de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura, de Estados com a mesma norma sanitária do Paraná, e as que se destinam a estabelecimentos de abate com inspeção federal.
Antes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul editaram medidas semelhantes de regulamentação do trânsito de aves e produtos derivados, nos dias 15 de agosto e 1º de setembro, respectivamente.
Fonte: Cocamar
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16 setembro, 2006 - 08:25h

Buscar novas políticas de incentivo, diferenciar reflorestamento de silvicultura, produzir Pinus de maneira sustentável dentro de critérios sociais, econômicos e ambientais, fazer do Paraná um "mosaico florestal", integrar lavoura-pecuária: estes foram os desafios lançados no II Congresso Internacional do Pinus, que reuniu cerca 470 pessoas, entre empresários, especialistas, estudantes e profissionais do setor, de 12 a 14 de setembro, na FIEP/Pr, em Curitiba.
Segundo Alysson Paulinelli, ex-ministro da Agricultura, existem muitas alternativas para a promoção e crescimento do setor, mas é preciso organização e integração. "O futuro do setor florestal brasileiro é extraordinário, pois a economia do Brasil precisa dele. Nós possuímos uma madeira de qualidade diferenciada e seu valor irá crescer muito em breve. Entretanto, é de extrema importância que o setor se organize e integre suas ações na busca de alternativas brasileiras para os problemas brasileiros", relata.
Com o crescimento populacional, é imprescindível o aumento das áreas florestais no Brasil. "A população mundial é de 6 bilhões de pessoas; em 2050 serão 12 bilhões, que começam com um bercinho e terminam com um caixão. Desta forma, o mercado vai precisar plantar muita madeira, muito Pinus, para que as empresas florestais possam ser totalmente sustentáveis", explica Roberto Gava, Presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE). Neste contexto, a Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS) faz um alerta: a demanda por madeira de Pinus que está em 42 milhões de metros cúbicos, irá aumentar para mais de 80 milhões de metros cúbicos em 2020. Caso o plantio do Pinus não aumente no decorrer dos anos, o Brasil terá sérios problemas de escassez.
O Brasil figura como o maior exportador mundial de compensado de Pinus. Sua área total é de 1,9 milhão de hectares plantados que geram 2,7 milhões de empregos diretos e indiretos, com 25 mil empresas. O consumo atual está em cerca de 300 milhões de metros cúbicos por ano, promovendo 7 bilhões de reais em divisas.
O Congresso mostrou também a importância da Educação neste contexto. Para tanto, promoveu ações para estender à sociedade as reais dimensões dos problemas e dos benefícios das florestas, como a Mostra Benefício das Florestas e o Desenvolvimento Florestal Sustentável; a Exposição de Produtos de Base Florestal com Pinus; e a Mostra de Trabalhos Técnico-Científicos, Administrativos e Gerenciais para o Desenvolvimento da Cadeia Produtiva de Pinus e Setor Florestal, com a visitação de escolas de ensino fundamental.
Outro evento paralelo foi o Workshop sobre Oportunidades de Investimento na Atividade Florestal, promovido pela Embrapa Florestas em parceria com o Senar/Pr, UFPR e Seab-Divisão de Produtos Florestais, que debateu temas como: Oportunidades de Negócios na Atividade Florestal; Alternativas de Fontes de Financiamento; Programas de Capacitação Rural.
O Congresso foi promovido pelo Grupo Remade, Co-Promovido pela Universidade Federal do Paraná - UFPR e pela Embrapa Florestas, e contou com o patrocínio da FIEP/SENAI e da Revista da Madeira.
Fonte: Assessora de Imprensa do Congresso
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16 setembro, 2006 - 08:20h

No passado ano de 2005, foi celebrada a passagem dos 400 anos da primeira iniciativa legal de conservação das nossas florestas graças à legislação sobre o pau-brasil, cuja proteção foi tentada por meio de Regimento, de 12 de dezembro de 1605. Naquele, e neste ano, importantes Leis relacionadas à matéria ambiental também foram lembradas. Podem ser comemorados seus aniversários, mas nem tantas felicidades para garantir os muitos anos de vida. Exemplo é o Código Florestal e sua pouca efetividade nesses 40 anos. De permanente, nas áreas de preservação, só podemos registrar o conflito entre os interesses do uso dos terrenos e a sua função ecológica.
Em São Paulo, podemos lembrar da antiga Lei de Proteção dos Mananciais, Nº 898/75. Passados mais de 30 anos de sua promulgação, as invasões tomaram conta das nascentes e córregos que abastecem os principais reservatórios da Região Metropolitana. Foram impostas regras, mas deixadas em último plano a gestão e infra-estrutura para seu cumprimento.
Como alternativa, resta sempre a segurança do Judiciário. E aqui festejamos os 20 anos da Ação Civil Pública, Lei 7347/85. No mesmo período, assistimos a tramitação de algumas ações propostas no final da década de 80, atualmente ainda em fase pericial. Boa notícia, o Tribunal de Justiça de São Paulo instituiu, recentemente, Câmaras Ambientais, que deverão dar maior norte e agilidade às demandas de matéria ambiental. Essencialmente, possibilitarão que se dê maior resguardo aos objetivos das normas ambientais, do que às suas frias letras.
Também memorável a antiga Lei de Biossegurança, 8974/95. Passaram-se 10 anos, a antiga Lei foi revogada pela nova, de 2005. Ainda hoje, poucos têm noção do que são OGMs, mais populares "transgênicos".
Esse processo de se imaginar a implantação de mecanismos de proteção ambiental, primordial e necessariamente por meio de lei, já tem longa data. E é lamentável.
Após a promulgação da Constituição de 1988, a valorização da questão ambiental caminhava a bons passos e já estava pra lá de bem instrumentalizada. Surgiam idéias de incentivos que impulsionavam bons trabalhos de gestão, com ganho certo para o meio ambiente. Mas veio a Lei de Crimes Ambientais, 10 anos mais tarde. Nesse mesmo período, souberam os criadores, intérpretes e aplicadores da Constituição, dar vida às penalidades ambientais, mas deixaram em último plano, mais uma vez, a capacitação técnica e infra-estrutura necessária para a compreensão da razão dessas penalidades. Novamente, também a educação, sempre aclamada em todas as Constituições, foi esquecida. Curioso observar que a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) foi instituída, por Lei, em 1999, depois, portanto, da Lei de Crimes Ambientais.
O meio ambiente é questão simples. Está no dia-a-dia, seja no meio rural ou urbano. Sua valorização não pode ser perseguida por meio de instrumentos tradicionais, pela só força, e tantas vezes insensata, da Lei. Senão, como na física, a reação será de igual força, em sentido contrário e, certamente, devastadora. Assim foi com o pau-brasil em 1605, cuja pena, para seu corte não-autorizado, era a de morte. A árvore se foi. E, infelizmente, muitos devem ter morrido, em razão dos interesses em tão rica e bela madeira, árvore que integrava nossas florestas litorâneas, também tão reduzidas ao longo do tempo. Quatrocentos anos depois, é preciso estar atento à sustentabilidade e ao fato de que essa é inviável se não há engajamento da sociedade, como prevê a PNEA. Engajamento que não é alcançado por meio de Lei.
Por: Walter José Senise, advogado especializado em Direito Ambiental
Fonte Revista eco21 nº115
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16 setembro, 2006 - 08:15h

O CGEN - Conselho de Gestão do Patrimônio Genético ratificou, durante a 43ª Reunião Ordinária ocorrida no dia 31 de agosto de 2006, a aprovação da resolução que dispensa algumas pesquisas científicas do cumprimento da Medida Provisória nº 2.186-16/2001, que trata do acesso ao patrimônio genético, do acesso aos conhecimentos tradicionais associados e da repartição de benefícios. A Resolução nº. 21 foi publicada no Diário Oficial da União do dia 12 de setembro deste ano.
A proposta de descaracterização de algumas pesquisas científicas como acesso ao patrimônio genético foi apresentada pelo Ibama durante a 41ª Reunião Ordinária do CGEN. Na 42ª Reunião, a proposta foi aprovada no mérito. Entretanto, o Ministério da Defesa apresentou algumas preocupações sobre a descaracterização das pesquisas realizadas no mar como acesso ao patrimônio genético, sobretudo aquelas executadas na ZEE - Zona Econômica Exclusiva.
O Ministério da Defesa propôs que as pesquisas executadas na ZEE fossem excetuadas da Resolução, ou seja, permanecessem sujeitas a aplicação da Medida Provisória nº 2.186-16/2001. Após longa discussão, na qual o Ibama citou outros instrumentos legais que resguardam o direito da Marinha de se manifestar sobre as pesquisas executadas no mar, havendo ou não acesso ao patrimônio genético, a aprovação da Resolução foi ratificada pelo CGEN sem a exclusão proposta pelo Ministério da Defesa.
O envio de material biológico para instituições sediadas no exterior, mesmo quando descaracterizada a remessa de amostra de componente do patrimônio genético nos termos da Medida Provisória nº 2.186-16/2001, continua sujeito às outras normas pertinentes a exportação.
Fonte: Ibama
16 setembro, 2006 - 08:09h

As usinas de açúcar e álcool do centro-sul do país processaram 239,6 milhões de toneladas de cana até o dia 1º de setembro, volume 10,9% maior em relação ao mesmo período da safra passada, segundo levantamento da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica). Até o momento, as usinas colheram 65% do total estimado para a safra 2006/07, de 370 milhões de toneladas.
A produção de açúcar totalizou 16,8 milhões de toneladas até o início deste mês, um volume 20,2% maior em relação a igual período da safra passada. A oferta de álcool total - anidro e hidratado - ficou em 9,97 bilhões de litros, 11,8% maior sobre o mesmo período de 2005.
O avanço da colheita reflete a antecipação da safra, de maio para março. O clima seco também favoreceu a colheita, mesmo durante a interrupção dos trabalhos por conta da proibição da queimada da cana em algumas regiões produtoras de São Paulo.
De acordo com a Unica, a estiagem verificada desde o início da safra deverá reduzir a produtividade agrícola da cana que deverá ser colhida neste último terço da safra 2006/07. A seca também favorece a concentração do teor de sacarose na cana.
Com o balanço atual da safra, a Unica informa que o setor sucroalcooleiro tem volume de combustível suficiente para que o governo eleve a mistura do álcool anidro dos atuais 20% para 25%. O governo, contudo, ainda aguarda relatório de oferta e demanda que deverá ser apresentado pelas usinas para se decidir se vai alterar a mistura.
Fonte: Valor Econômico
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16 setembro, 2006 - 08:06h

Os produtores independentes de suínos de Santa Catarina estiveram reunidos ontem com o representante do Japan Carbon Finance (JCF), Hiroshi Tomita, para negociar vendas de créditos de carbono. O contrato ainda não foi assinado, mas segundo Tomita, as tratativas estão avançadas.
Cerca de 60 produtores de suínos catarinenses querem vender aos japoneses créditos de carbono provenientes dos dejetos suínos. A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) procurou o JCF na tentativa de eliminar intermediários no processo de comercialização e encontrar alguém que tivesse expertise no assunto, principalmente para as certificações internacionais exigidas. Os japoneses desenvolverão toda a forma de operacionalização dos biodigestores.
Segundo Tomita, o projeto de crédito de carbono por meio da suinocultura de Santa Catarina mostrou-se atrativo não só em termos econômicos, mas também nas condições de estruturação da operação, que prevê desenvolvimento sustentável, e negociação com granjas agrupadas. "Seria muito difícil negociar com cada granja", disse ele.
Não foi revelado o valor da transação. Além do acordo com suinocultores no Estado, Tomita está negociando crédito de carbono provenientes de aterros sanitários - outro importante filão de negócio para países em desenvolvimento, como o Brasil - em outras regiões do sul do país.
De acordo com o presidente da ACCS, Wolmir de Souza, no dia 25 deste mês um novo encontro será feito em Concórdia para que os japoneses conheçam os produtores. O Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), que participou da reunião de ontem, deverá ser o avalista da transação.
O projeto de venda de crédito de carbono, ainda incipiente no país, vem sendo negociado há um ano e meio pelos suinocultores, segundo Souza. A negociação com o JCF envolve antecipação da venda de crédito para a construção de instalações de biodigestores. Ainda não é revelado quanto os 60 produtores gerariam de crédito de carbono.
Fonte: Valor Econômico
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16 setembro, 2006 - 08:02h
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O que o Rio Nilo, a praia de Copacabana e o porto de Sidney têm em comum? Todos estão entre os vários lugares em que, no próximo fim de semana, acontecerão limpezas ambientais lideradas pela comunidade, como parte da campanha mundial Clean Up the World.
Mais de 600 membros, mobilizados por 35 milhões de voluntários de 122 países, irão participar do Fim de Semana da Limpeza Mundial deste ano, celebrado mundialmente de 15 a 17 de setembro.
A campanha, realizada em conjunto com o Pnuma - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, tem crescido fortemente desde o evento inaugural em 1993.
As atividades de limpeza vão desde pequenas vilas até países inteiros. Em muitas comunidades regionais, também são implementadas programas educaionais sobre reclicagem, assim como projetos de conservação de água e energia.
Desde o início da campanha, membros do Clean Up the World em todo o mundo coletaram um estimado de 3.574.991 toneladas de lixo - o suficiente para encher 5.710 piscinas olímpicas. Plastico, vidro, metal e tocos de cigarro estão entre os ítens mais achados todos os anos.
"De lugares ícones até comunicades locais remotas,a campanha Clean Up the World agrega as pessoas em torno de uma atividade significativa, que muda para melhor suas vidas e o meio ambiente", disse o presidente e fundador da campanha, Ian Kiernan.
"O Clean Up the World mobiliza aspessoas em torno de uma idéia poderosa - trazer a mudança ambiental e o desenvolvimento sustentável para a frente de nossas portas, para os nossos quintais e para os demais lugares em todo o globo. Ela (a campanha) vem com uma outra idéia que o Pnuma acredita fortemente, a qual diz: o que hoje nós consideramos lixo e desperdício poderia se tornar recursos para amanhã", disse o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner.
Voluntários de 14 países ao longo do mar Mediterâneo irão se dedicar em uma ampla gama de atividades, que vão desde limpezas debaixo d'água até desfiles ambientais em esforço comum para promover uma vida mais verde nessa importante região.
No Egito, o Escritório Árabe para a Juventude e o Meio Ambiente está focando na limpeza do Nilo, com a participação de 17 cidades, que procuram realçar a importância do Rio para a agricultura e o desenvolvimento nesta região propensa à desertificação.
Crianças de várias escolas, mergulhadores e voluntários estarão limpando uma das mais famosas praias do mundo, a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, Brasil. O evento de limpeza é coordenado pelo popular programa de TV brasileiro "Programa na Praia", que promove a consciência ambiental em todo o país.
Na ilha de Newfoundland, na costa atlântica do Canadá, vonluntários da Rede Oceânica (Ocean Net) vão celebrar, com a limpeza subaquática da praia de Topsail, a milésima limpeza marinha, que acontece deste o estabelecimento do grupo em 1997.
Na cidade chinesa de Shaoxing, situada no delta do Rio Yangtze, aproximadamente 100 ciclistas apaixonados irão coletar lixo à beira da pista durante um passeio de bicicleta no Fim de Semana da Limpeza Mundial, tendo como alvo sacolas plásticas e recipientes de bebidas.
Na Austrália, onde a campanha Clean Up the World começou 14 anos atrás, voluntários irão remover lixo do porto de Sindey e do Parque Nacional Lane Cove. Muitos voluntários australianos irão trabalhar com comunidades estrangeiras, como Ghana, Filipinas e Reino do Tonga, ajudando a melhorar o meio ambiente e a subsistência local e promovendo esta campanha australiana em todo o mundo.
"Muitas comunidades em todo o globo enfrentaram algumas incertezas nos últimos anos. Clean Up the World é uma oportunidade para quebrar as barreiras geográficas e políticas, trabalhando juntos para cuidar do Meio Ambiente que compartilhamos. Eu encorajo mais grupos para se juntarem a nós na criação de cidades e comunidades mais verdes em todo o mundo", declarou Ian Kiernan
De 624 membros do Clean Up the World em 2006, 207 são da África, 171 da Ásia Oriental, 82 da Europa, 138 da América Latina e do Caribe, 11 da América do Norte e 15 da Ásia ocidental
Os países com maior participação este ano são: Índia, Nigéria, Argentina e Quênia. Os países que participam da campanha pela primeira vez este ano são: Afeganistão, Albania, Guiana e Latvia.
Para mais informações, contate Xenya Cherny Scanlon at +61 2 9692 1215, world@cleanup.com.au ou visite www.cleanuptheworld.org.
Fonte: Pnuma
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16 setembro, 2006 - 07:57h

Preservar rios e nascentes e manter o controle em tempo real da exploração florestal no país. Essas são alguns temas que foram debatidos até esta sexta-feira (15), na 49ª reunião do Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente para a atualização da legislação ambiental. Com a modernização da lei, a implementação, nas cidades, de estações de esgoto de pequeno porte será facilitada.
Outra mudança que deve ser aprovada pelo órgão é o fortalecimento do Sisnama - Sistema Nacional do Meio Ambiente. O objetivo é promover mais integração entre União, estados e municípios nas ações de combate ao desmatamento. Juntos, eles vão trocar informações para garantir melhor fiscalização, por exemplo, na extração e transporte ilegal de madeira.
De acordo com a ministra do Meio Ambiente,Marina Silva, as mudanças serão importantes para reduzir o desmatamento nas florestas brasileiras. "É só observar o que aconteceu com a Mata Atlântica, que tinha 1,3 milhão de quilômetros quadrados, e hoje tem apenas 7% disso. É só verificar o que tem acontecido ao longo dos anos com o Cerrado, com a Caatinga e, recentemente, com a Amazônia, que perdeu 17% da sua cobertura vegetal", disse. "Em 300 anos de exploração, não tinha um órgão que trabalhasse na gestão de florestas e na política de fomento e preservação do recurso natural. Essas mudanças serão altamente vantajosas".
A ministra informou que também serão votadas mudanças para as licitações de estações de esgoto. Atualmente, as de pequeno porte enfrentam as mesmas dificuldades de instalação que as de grande porte, o que prejudica o saneamento básico de alguns estados. O novo processo de licenciamento trará mais facilidade, tanto nas licitações quanto no acompanhamento da preservação do meio ambiente.
"O tratamento de esgoto favorece a saúde, a proteção do meio ambiente e estabelece melhor qualidade de vida às pessoas. Quando o esgoto é lançado sem nenhum tratamento dentro de córregos e rios, causa um impacto ambiental na degradação dos recursos hídricos. Impedir isso é importante", afirmou Marina.
A população poderá acompanhar as ações realizadas nas florestas para combater o desmatamento. Até 2007, deverá ser criado um sistema de dados e informações que vão estar disponíveis a qualquer cidadão na internet.
Por: Manoela Alcântara
Fonte: Agência Brasil
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16 setembro, 2006 - 07:53h

A persistente seca e as elevadas temperaturas deste verão têm levado a um decréscimo na produção de leite em toda a União Européia (UE).
Os teores de gordura e proteína também estão inferiores ao que costuma haver nesta época do ano. Segundo o site Agrodigital, durante o primeiro semestre do ano, as entregas de leite da UE caíram em 1,4% com relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados da Europen Dairy Farmers.
Na Alemanha e na França, a redução das entregas neste período foi de 3,3% e 3,9%, respectivamente. A produção de queijos e de produtos lácteos se mantém estável, o que, somado à redução na produção, conduz a uma queda na fabricação de manteiga e leite em pó desnatado.
Fonte: www.milkpoint.com.br
Foto: ilustrativa