Arquivos para setembro, 2006
28 setembro, 2006 - 15:30h

Depois de regulamentar uma lei que permitirá a renegociação de R$ 4 bilhões em dívidas dos produtores do Nordeste, o governo anunciou nesta quarta-feira (27) que o pagamento dos débitos dos agricultores familiares correspondentes às operações com Cédula do Produto Rural (CPR-Alimentos) de 2003 e 2004 será prorrogado por até 4 anos. A CPR é um instrumento de comercialização, que prevê a venda antecipada da produção com entrega futura. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura.
Segundo nota distribuída pela assessoria de imprensa da pasta, a resolução que permitiu a prorrogação foi definida pelo Grupo Gestor do Programa de Aquisição de Alimentos. A proposta que vale a partir desta quarta-feira estabelece que a dívida poderá ser quitada por meio da entrega de alimentos ou do pagamento do valor correspondente à operação.
O número de parcelas será negociado caso a caso e a primeira deve ser paga até dezembro de 2007. Segundo o ministério, o pedido de prorrogação foi feito por agricultores familiares e a expectativa do governo é que a medida beneficie cerca de 47 mil agricultores.
Cada produtor terá até o dia 30 de março de 2007 para pedir a prorrogação. Fazem parte do grupo gestor representantes dos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Desenvolvimento Agrário, do Planejamento, da Fazenda e também da Conab - Companhia Nacional de Abastecimento, que representa a pasta da Agricultura nesse grupo.
Por: Fabíola Salvador
Fonte: Estadão Online
Foto: ilustrativa
28 setembro, 2006 - 15:28h

Um grupo de cientistas descobriu que tarântula-zebra (Aphonopelma seemanni) segrega teia pelas patas para aderira superfícies lisas e verticais e caminhar por elas, segundo explicou um dos autores do trabalho, Stanislav N. Gorb. Encontrada na Costa Rica, essa vistosa aranha negra é caracterizada por pequenas listras brancas nas patas e pela capacidade de se mover e escalar com grande rapidez.
Os cientistas, cujo trabalho aparece no número mais recente da revista Nature, comprovaram que a Aphonopelma seemanni se vale de minúsculos dutos nas patas para produzir fluidos que se solidificam em contato com o ar e grudam em superfícies lisas durante a locomoção. Além disso, a tarântula também segrega a teia comum pelo abdome, que usa para capturar insetos.
As demais aranhas escalam superfícies por meio de filamentos "secos" localizados nas extremidades, que funcionam como minúsculos ganchos, e só segregam teia pelo abdome.
Gorb, do Instituto Max Planck na Alemanha, garantiu que a descoberta poderá levar a uma reavaliação da história evolutiva do processo de produção de teia nas aranhas.
"Nosso estudo faz pensar que as aranhas usaram a teia, inicialmente, para se locomover", diz ele. A pesquisa foi realizada com a observação do movimento da Aphonopelma seemanni sobre um cristal vertical.
Fonte: Efe/ Estadão Online
Foto: ilustrativa
28 setembro, 2006 - 15:24h
O amendoim de Senador Guiomard (AC) é uma grife tamanha é a identificação da cultura com o município. A atividade que começou com uma colônia de japoneses há 25 anos, hoje, já abrange 100 produtores que vendem no mercado local cerca de 85 toneladas por ano. O crescimento da cultura criou demandas e abriu perspectivas para novos negócios como a instalação de uma agroindústria, em 2007, para diversificar a produção.
Para concretizar esse projeto, a prefeitura de Senador Guiomard, em parceria com produtores e técnicos do Sebrae, Seater, Senar, Embrapa Acre (Rio Branco - AC), Banco do Brasil e gabinete do senador Sibá Machado, desenhou uma estratégia para atender as principais demandas como modernização do sistema de produção, logística, crédito, beneficiamento, assistência técnica, estudo de mercado e comercialização.
Uma das ações concretas dessa iniciativa é o curso que acontece até sexta-feira, 29, na Secretaria de Ação Social do município. Pesquisadores da Embrapa Algodão (Campina Grande - PB), centro nacional para pesquisas com oleaginosas, mostrarão experiências inovadores de outras regiões e os sistemas acessíveis a pequenos produtores. "Uma mudança no espaçamento pode significar maior produtividade e menos trabalho com capinas", exemplificou Dalfran Gonçalves Vale, da Embrapa Algodão.
Para o pesquisador Tarcísio Gondim a produção integrada é outro ponto a ser trabalhado. "O sistema monitora todos os processos e permite a rastreabilidade, substituindo práticas onerosas ou danosas ao meio ambiente. Com isso o produto ganha credibilidade".
O diagnóstico feito pelo Sebrae e pela prefeitura identificou que a média de produtividade em Senador Guiomard é de 1.200 kg de amendoim com casca por hectare. No entanto, alguns produtores que empregam tecnologias chegam a 2.500kg/ha com variedades do tipo runner e jumbo. Hoje, a venda in natura é praticamente a única forma de comercialização e rende cerca de R$ 2,50 o quilo.
Apenas 30 toneladas por ano recebem o mínimo de beneficiamento, como a torração, que eleva o preço do produto para até R$ 14 o quilo. Outros produtos como doces, paçocas e sorvetes, bem como o óleo para fins medicinais, alimentícios ou energéticos podem ampliar as oportunidades de negócio em toda a cadeia produtiva.
Fonte: Embrapa Acre
28 setembro, 2006 - 15:21h
O Parque Nacional Serra do Cipó, iniciou algumas atividades para combater, controlar e monitorar a braquiária (Bachiaria spp.), capim de origem africana, muito utilizado na região para produção de pastos, por ser resistente. O projeto será implantado nas dependências do Parque e também na Área de Proteção Ambiental Morro da Pedreira, em Minas Gerais. O parque está localizado a 100 quilômetros de Belo Horizonte e tem área total de 33.800 hectares.
O projeto prevê o reflorestamento com espécies nativas, para proporcionar sombras nas áreas atingidas, pois a braquiária morre na ausência de sol. Também serão feitas atividades de educação ambiental para alertar a população sobre os riscos da utilização de vegetação como essa. O trabalho será feito por meio de mobilização social e voluntariado.
O projeto está orçado em 37 mil reais e será financiado pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com Instituto Guaicuy/SOS Rio das Velhas (Projeto Manuelzão). As atividades serão realizadas de 2006 à 2008.
Por: Ester Junia
Fonte: Ibama
28 setembro, 2006 - 15:20h

Uma equipe internacional de cientistas descobriu que a aparente estabilidade dos níveis de metano na atmosfera da Terra é resultado de uma diminuição da emissão do gás pelos pântanos, que mascara um aumento das emissões provocadas por atividade humana. O estudo com essas conclusões está publicado na edição desta semana da revista Nature. O metano é um dos gases causadores do aquecimento global.
De acordo com um dos autores do artigo, o pesquisador Paul Steele, da Pesquisa Atmosférica e Marinha da Austrália, o ressecamento prolongado das áreas úmidas, como pântanos e mangues - provocado pela drenagem artificial e pelo aquecimento global - levou a uma redução no metano emitido naturalmente, o que disfarça a elevação no metano gerado pela poluição.
"Se não fosse por essa redução nas emissões das áreas úmidas, os níveis atmosféricos de metano teriam, muito provavelmente, continuado a subir", diz ele.
Os pesquisadores usaram simulações de computador sobre como o gás se desloca pela atmosfera, rastreando-o de volta à fonte, com base em 20 anos de medições dos níveis de metano no ar.
Os resultados indicam que uma redução - ou ganho de eficiência - no uso de gás natural no Hemisfério Norte ajudou a reduzir os níveis de metano gerado por atividade humana durante os anos 90, e que a elevação registrada a partir de 1999 foi causada por uma ampliação acentuada nas emissões originadas no Norte da Ásia.
Os cientistas também mostraram como mudanças em emissões a partir de terras úmidas e, em menor extensão, incêndios florestais, respondem por variações nos níveis de metano, de um ano para o outro.
Fonte: Estadão Online
Foto: ilustrativa
28 setembro, 2006 - 15:17h
As mudanças na legislação de produtos agrotóxicos, previstas em um novo decreto submetido à consulta pública pela Casa Civil, correm o risco de não sair do papel. As propostas de alteração esbarram em pressões antagônicas exercidas por multinacionais do setor e pela representação de produtores rurais e cooperativas. Em jogo, está um mercado de US$ 4,2 bilhões anuais.
Reunidas na Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), as múltis são contra a isenção de estudos de resíduos e de eficácia agronômica para os chamados produtos formulados, que são vendidos diretamente aos produtores, com base em produtos técnicos equivalentes, usados na mistura do produto final. Nos bastidores, as empresas argumentam já ter sido obrigadas a fazer os testes e que os concorrentes, sobretudo companhias chinesas, teriam vantagens competitivas com o aumento da oferta de produtos. A isenção reduziria, segundo o governo, em pelo menos um ano o prazo para fazer o chamado pré-registro dos produtos - os estudos são feitos em um safra para ser apresentados na outra. Procurada, a Andef não atendeu aos contatos da reportagem.
De outro lado, porém, a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) exigem a livre importação de produtos genéricos e a equivalência de registro de produtos do Mercosul para baixar os preços internos e reduzir custos de produção. Hoje, as empresas pagam até R$ 4 milhões ao longo do processo para registrar um novo produto. O novo decreto pode reduzir o custo para algo próximo de R$ 100 mil a R$ 200 mil, dependendo do número de culturas e alvos biológicos. "Mas se continuarem as filigranas e as 'pegadinhas' no texto do novo decreto de nada adiantará", diz Ricardo Cotta, superintendente técnico da CNA.
Em meio a pressões e impasses internos, o governo brasileiro é ameaçado pela Argentina de ser acionado no Tribunal Arbitral do Mercosul por descumprimento de resoluções do bloco previstas desde 1996. As regras permitiriam a livre circulação de 27 ingredientes ativos. Na semana passada, os argentinos voltaram a pressionar durante conversas no Itamaraty. Além disso, pequenas empresas, inclusive as chinesas, também querem normas menos restritivas para elevar investimentos e ocupar parte de um mercado, cuja fatia de 85% é controlada por dez empresas.
A liberação comercial de novos defensivos genéricos no mercado brasileiro tem em sua defesa uma associação de 53 empresas. O diretor-executivo da Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos (Aenda), Túlio Teixeira de Oliveira, diz que as mudanças propostas no decreto "harmonizam" a lei brasileira com outros países e acelerariam a liberação comercial de 250 produtos hoje à espera de aprovação pelos ministérios da Agricultura, da Saúde e do Meio Ambiente. "A consulta pública só foi feita após a Argentina reclamar junto ao Itamaraty", lembra Oliveira.
A Aenda quer a criação de um grupo de trabalho composto pelos três ministérios para analisar "de uma só vez" os pedidos de liberação. Oliveira informou defender as determinações sobre a simplificação dos testes com defensivos. "Se um produto tem a mesma composição química de outro que já é liberado, não há necessidade de se fazer novos testes", argumenta.
A Aenda afirma que 40% dos defensivos ofertados no mercado brasileiro são genéricos. "A média mundial chega a 60%", diz Oliveira. Dos 438 ingredientes ativos liberados para venda no país, 74% só têm uma empresa ofertante. Túlio Oliveira observa ainda que de 250 pedidos em análise nos ministérios, apenas três foram aprovados: glifosato (Atanor), paraquat (Sinon) e carbendazin (Rotam do Brasil).
Fonte: Valor Econômico
28 setembro, 2006 - 15:14h

O debate sobre o Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) é o principal tema da reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina. O encontro está marcado para hoje, das 14h às 17h, na sala de reuniões no térreo do edifício sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Brasília (DF).
O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Márcio Portocarrero, afirmou que o atual Sisbov é resultante de um ano e meio de trabalho conjunto com representantes de toda a cadeia produtiva da carne e "representa uma matriz de rastreabilidade com base no conceito da propriedade rastreada".
O sistema é de adesão voluntária, permanecendo a obrigatoriedade nos casos de comercialização para mercados que exijam rastreabilidade, como a União Européia, Chile e Reino Unido.
Fonte: MAPA
Foto:ilustrativa
28 setembro, 2006 - 15:12h
O Brasil conseguiu se livrar do dragão da inflação e nossos políticos-burocratas, como para comemorar, lançaram nossas moedas em aço inoxidável. Muito bem, até aí, tudo bem, pois tratava-se realmente de um acontecimento memorável merecia uma "comemoração" a altura. As moedas de R$ 0,01; de R$ 0,05; de R$ 0,10; R$ 0,50; e de R$ 1,00 foram lançadas em aço inoxidável. Nos brasileiros pensavamos que nossa moeda se tornaria "eterna", forte, sólida, imperecível e intocável como o aço inoxidável. O real com o poder aquisitivo igual ao do dólar! Alias, é bom que se recorde, os padrões das moedas americanas são os mesmos desde o seu lançamento.
Pouco tempo se passou, nosso real inflacionou, em relação ao dólar, e nossos políticos - burocratas resolveram trocar nossas moedas de aço inoxidável que seriam eternas por moedas de cobre e liga de cobre, frágeis, tóxicas e perecíveis.
Só para se ter uma idéia do estrago, vamos fazer um rápido estudo sobre a última moeda trocada pelo Banco Central - Casa da Moeda, isto é, a moeda de R$ 1,00 (um real).
A moeda de um real pesa mais ou menos sete gramas. Havia circulando em torno de 900 (novecentas) toneladas de moedas de um real de aço inox no Brasil.
Imaginem o tamanho do rombo nos cofres públicos com esse gasto desnecessário, inexplicável e nebuloso.
Por que será que fizeram essa troca? Já pensaram no custo da moeda atual de um real, por exemplo, com ligas duplas, de aço inoxidável no centro e uma coroa de liga de cobre? A quem interessaria essa manobra desastrada?
Há outros aspectos a serem abordados:
Dessa nova família de moedas, a única que fornece alguma segurança ao manuseio é a de 10 centavos, aquela dourada, porque é bastante resistente a corrosão (oxidação) por ser uma liga de cobre e estanho. As outras de cobre, começam logo a se oxidar, a se decomporem, as ligas de cobre começam a escurecer imediatamente, devido à formação do carbonato de cobre, o azinhavre, um terrível veneno, na presença do ar e da umidade. O carbonato de cobre é tóxico, pode ser absorvido pela pele, pelo contato, pelas mucosas. O cobre é um metal pesado é tóxico.
É fácil se fazer um teste, leve a mão ao nariz, sinta o cheiro característico que fica nos dedos após o manuseio de uma dessas moedas de liga de cobre! Isso significa que ficaram partículas de carbonato de cobre nas nossas mãos e que se não forem imediatamente lavadas poderão ser absorvidas pelo organismo. Imaginem, os cofrinhos de nossas crianças, abarrotados de moedas tóxicas, de veneno. Imaginem essas moedas, em nossos bolsos, em contato com a pele, com o suor.
As moedas de baixo valor aquisitivo, por exemplo, as de um centavo, são atiradas fora gerando focos de contaminação ambiental.
Essas não deveriam existir, bastaria o registro de seu valor contábil e não fisicamente a moeda.
Lembram-se do vasilhame de cobre que nossos pais e avós utilizavam? Foram abolidos porque representavam perigo à saúde.
O cobre deixou de ser utilizado no fabrico de muitos utensílios domésticos, nos componentes eletroeletrônicos e nas redes de elétricas e eletrônicas sendo substituído pelo alumínio, estanho, fibra ótica e até pelo aço inoxidável. É claro que os "produtores" de cobre precisavam vender, arranjar outras aplicações para sua produção, não é mesmo? A população que se dane!
O retorno das moedas de cobre ao convívio dos brasileiros representa um retrocesso gigantesco.
Por falar nisso, onde terá ido parar toda a sucata de aço inoxidável gerada nesta troca dos padrões das moedas nacionais?
Diria mesmo que a substituição do aço inoxidável pelo cobre em nossas moedas deveria ser tratada como caso a ser investigado pelo Ministério Público Federal.
Por: Antonio Germano Gomes Pinto, (bacharel em Química, licenciado em Química, químico industrial, engenheiro químico, especialista em Recursos Naturais com ênfase em Geologia, especialista em Tecnologia e Gestão Ambiental, professor universitário e autor de duas patentes registradas no INPI e em grande número de países.
E-mails: aggpinto@hotmail.com ou ag.pinto@uol.com.br)
Fonte: AmbienteBrasil
28 setembro, 2006 - 15:10h

Já está disponível na página eletrônica do Serviço Florestal Brasileiro a minuta com os pontos da Lei de Gestão de Florestas Públicas que deverão ser objeto de regulamentação. Quem quiser participar pode baixar o documento na internet e enviar suas contribuições para a elaboração do texto do decreto até o dia 6 de outubro.
A Lei de Gestão Florestas Públicas foi aprovada no início do ano e trata da preservação e do uso sustentável das florestas públicas brasileiras; criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal.
Além da internet, o Serviço Florestal organizou um calendário de debates com especialistas, reuniões governamentais, audiências públicas e consultas à CGFLOP - Comissão Nacional de Florestas, cujos temas serão os pontos da Lei que deverão receber regulamentação especifica: Cadastro das Florestas Públicas, Plano Anual de Outorga Florestal, processo de licitação e contratos, processo de monitoramento, controle e auditoria.
"Essa agenda tem o objetivo de dar mais transparência e participação ao processo de regulamentação da Lei", afirma o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo.
Para as reuniões abertas com especialistas, marcadas para o dia 03 de outubro no Centre/Ibama-DF, foram convidados representantes dos mais diversos órgãos públicos, ONGs e profissionais ligados à área.
As reuniões são abertas ao público, que deverá se cadastrar na página eletrônica do Serviço Florestal - para melhor organização do local. Os participantes serão divididos em duas turmas: Tema I - Cadastro Nacional de Florestas Públicas e Plano Anual de Outorga e Tema II - licitação, contratos, monitoramento, fiscalização e auditoria. Os debates terão início às 9 horas, prolongado-se durante todo o dia.
O interessado pode baixar a minuta com os pontos da Lei a serem regulamentados na página eletrônica do Serviço Florestal Brasileiro (www.mma.gov.br/sfb). O Serviço Florestal receberá as contribuições até o dia 6 de outubro, pelo seguinte endereço eletrônico: sfb@mma.gov.br.
No dia 16 de outubro, uma primeira versão do decreto será apresentada para a Comissão Nacional de Florestas e depois publicada na página eletrônica do Serviço Florestal Brasileiro (www.mma.gov.br/sfb). A Lei de Gestão de Florestas Públicas também pode ser consultada na página. Mais informações pelo tel (61) 4009-1779.
Por: Luiz da Motta
Fonte: Ibama
Foto: ilustrativa
28 setembro, 2006 - 15:08h
A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) promoveu ontem e segunda-feira, em São Paulo, encontro com autoridades americanas e entidades de classe para negociar a abertura do mercado americano à carne bovina in natura e à genética zebuína brasileira.
"O objetivo é que Miami seja a porta de entrada da carne bovina in natura, depois de erradicarmos a aftosa", disse o gerente de Relações Internacionais da ABCZ, Gerson Simão. "Ficou definida a integração das atividades do Grupo Interamericano de Erradicação da Febre Aftosa (Giefa), que prevê a erradicação da doença na América do Sul até 2010."
Fonte: Estadão - Agronegócios
Foto: ilustrativa
28 setembro, 2006 - 15:06h
O preconceito contra os povos indígenas tornou-se uma realidade na academia, após a adoção de cotas. A constatação é da professora de Lingüística Ana Suelly Cabral, da UnB - Universidade de Brasília, onde se realiza desde segunda-feira (25) o seminário Universidade e preconceitos - Discutindo e enfrentando realidades.
No debate desta quarta-feira (27), sobre A Voz e as Línguas dos Índios, a professora destacou a importância do seminário e da discussão na UnB, "uma das pioneiras no sentido de trazer índios para integrá-los ao ensino universitário no país".
Também participaram do debate o presidente do Comitê Intertribal, Marcos Terena, e o coordenador das frentes de proteção etno-ambiental da Funai - Fundação Nacional do Índio, Elia dos Santos Bigio. Doutorando em História, ele foi o mediador do encontro. O seminário será encerrado na sexta-feira (29).
Por: Aline Bravim
Fonte: Agência Brasil
28 setembro, 2006 - 15:04h

Cientistas do Centro de Pesquisa Internacional do Ártico da Universidade do Alasca em Fairbanks documentaram, nos últimos meses, a chegada de correntes de águas quentes do Atlântico Norte ao Oceano Ártico. Essas massas de água movem-se na direção do Alasca e da Bacia Canadense.
As observações foram feitas durante um cruzeiro oceanográfico a bordo de um quebra-gelo russo, o Kapitan Dranitsyn, como parte do programa Nabos - Nansen and Amundsen Basins Observational Systems. Dados reunidos pelo Nabos e outros programas mostram que, durante a última década, o movimento de águas quentes em direção ao Ártico tem aumentado. As leituras do cruzeiro mais recente mostram um aquecimento sem precedentes em algumas áreas.
"A grande área do Oceano Ártico promete ficar muito mais quente", disse o principal cientista do Nabos, Igor Polyakov. A análise mostra que a água quente penetra cada vez mais na região, e poderá elevar a temperatura geral no Ártico. A causa do influxo ainda precisa ser determinada, mas as observações sugerem que o Oceano Ártico como um todo tende a um estado de maior temperatura, algo que poderá ter implicações para o clima global.
Fonte: Estadão Online
Foto: ilustrativa (antartida)
27 setembro, 2006 - 06:48h

Duas espécies de coral-cérebro se reproduzem apenas no litoral brasileiro, a Mussismilia harttii e a Mussismilia hispida. Isso ocorre todos os anos, mas apenas na semana passada pesquisadores conseguiram observar ao mesmo tempo os processos de reprodução.
Em 2005, os pesquisadores do Projeto Coral Vivo haviam documentado a reprodução das duas espécies, mas isoladamente. "No ano passado, nos concentramos na observação da desova da espécie M. harttii. Desde então, começamos a ter algumas evidências de que outra espécie do mesmo gênero, a M. hispida, poderia ter seu período de reprodução próximo", explica Débora Pires, coordenadora do projeto e pesquisadora do Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Segundo a pesquisadora, o monitoramento feito neste mês revelou que o grupo estava no caminho certo. "Era o que estávamos esperando. Ambas desovaram juntas, na mesma hora. A observação por si só é muito relevante, pois as duas espécies são de enorme importância como construtoras dos recifes brasileiros, além de serem endêmicas do Brasil", explicou Débora.
Os cientistas agora trabalham com a hipótese de que possa haver algum tipo de hibridização entre as espécies. Os resultados preliminares, de experimentos realizados há poucos dias, demonstram que os ovócitos de M. hispida podem ser fecundados por espermatozóides de M. harttii, mas que o inverso não ocorre.
Em outubro, quando o processo de desova no mar voltará a ocorrer, os testes para a verificação da eventual hibridização, que são feitos em laboratório, também serão refeitos. "Vamos tentar confirmar novamente esse fenômeno de uma espécie ser fecundada pela outra", explica Débora. Depois das observações, um artigo científico será escrito para posterior publicação.
Todo o trabalho de campo do Projeto Coral Vivo é feito na base de pesquisa localizada no Arraial d'Ajuda Ecoparque, no litoral sul da Bahia. O evento reprodutivo da espécie M. hispida, em agosto, durou cinco dias, sempre no fim de tarde. Com base nessas primeiras observações, foi possível prever que as fecundações ocorreriam de forma simultânea.
Fonte: Agência Fapesp/ Estadão Online
Foto: André Luís Martins
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