Arquivos para junho, 2006
30 junho, 2006 - 09:15h

Sociedade Protetora dos Animais defende transparência em pesquisas
A Suipa - Sociedade União Internacional Protetora dos Animais defende que as instituições de pesquisas precisam prestar contas ao cidadão, que é quem paga as pesquisas, sobre o que é feito, quanto é investido, quantos animais são utilizados, com que finalidade e porque não são utilizados métodos alternativos.
De acordo Izabel Cristina Nascimento, que dirige a entidade no Rio de Janeiro, a lei deveria começar por estabelecer um controle das pesquisas realizadas pelas instituições. "Queremos em primeiro lugar que os cientistas brasileiros se modernizem, se atualizem, já que existem alternativas em experimentos sem a utilização de animais. Em segundo lugar, que seja dada à população uma segurança sobre pesquisas que são feitas", disse.
Para a diretora da Suipa, as instituições devem abrir suas portas para que a sociedade acompanhe as condições de manutenção e de utilização dos animais.
Izabel Cristina Nascimento questiona não só a crueldade de se utilizar animais nos experimentos, mas também a eficiência das pesquisas científicas baseadas em animais: "Nem tudo o que é testado com animais, tem o mesmo efeito para os seres humanos", argumentou.
Ela também citou como exemplo as pesquisas para o tratamento da aids que já utilizaram centenas de macacos e até agora não encontraram cura para a doença e do medicamento Talidomida, que mesmo testado em animais, provocou má formação durante a gestação de mais de 800 bebês na década de 60.
Nascimento sugere como alternativa à utilização dos animais, que os medicamentos sejam testados em seres humanos, voluntários para experimentá-los, e afirma que isso já é feito no exterior.
Ela acredita os pesquisadores brasileiros utilizam animais porque seria um método mais barato, além de, segundo ela, não se interessarem em descobrir e utilizar formas alternativas de pesquisa.
Por: Adriana Brendler
Fonte: Agência Brasil
Foto: ilustrativa
30 junho, 2006 - 08:51h

Cientistas descobrem serpente "camaleã" na Indonésia
O WWF - Fundo Mundial para a Natureza informou na segunda-feira (26) que descobriu um novo tipo de serpente que possui a habilidade de mudar espontaneamente de cor, na floresta tropical indonésia do Coração de Bornéu. Para a comunidade científica, essa serpente ainda era desconhecida.
"Encontrar a serpente ´camaleã´ no Coração de Bornéu revela um dos segredos mais bem guardados da natureza. Sua habilidade de mudar de cor a mantinha oculta da ciência até hoje", afirmou o coordenador internacional do programa do WWF na região, Stuart Chapman.
A capacidade de mudar a coloração da pele é conhecida em alguns répteis, como o camaleão, mas tinha sido observada raramente em serpentes como esta. A espécie foi batizada como "serpente do barro de Kapuas", devido ao local em que o cientista alemão Mark Auliya encontrou o espécime.
O cientista capturou duas serpentes venenosas na região pantanosa das florestas adjacentes ao rio Kapuas, na Indonésia, onde o WWF apóia um trabalho de conservação ecológica. Auliya observou a mudança da pigmentação em uma das duas espécies.
"Coloquei a serpente de cor marrom avermelhada em um cubo escuro. Quando a peguei, minutos mais tarde, ela estava quase que inteiramente branca", afirma o especialista em comunicado de imprensa divulgado pelo WWF em Genebra.
O gênero Enhydris, o mesmo deste réptil, agrupa 22 tipos de espécies, dos quais apenas dois são comuns. O restante possui uma variedade descrita pela associação como "muito limitada".
A descoberta desse novo tipo de serpente, que os cientistas consideram exclusiva das margens do rio Kapuas, eleva para 361 o número de espécies animais e vegetais encontrado nos últimos dez anos em um território que é o dobro da área da Alemanha.
No entanto, os especialistas advertem que a extensão florestal da ilha de Bornéu diminuiu 75% desde meados dos anos 80. Por isso, o habitat dessa serpente está "ameaçado".
Os três governos da ilha (Malásia, Indonésia e Brunei) lançaram a iniciativa "Coração de Bornéu" em março, com o objetivo de preservar o local, um dos centros de diversidade biológica mais importantes do mundo. O WWF espera que projetos como este contribuam para reverter a anunciada tendência de destruição do meio ambiente.
Fonte: Estadão Online
foto: ilustrativa ( madagascar - nosybe.com)
30 junho, 2006 - 08:43h

COMPANHIAS AÉREAS PODEM PERDER O DIREITO DE POLUIR
A busca por destinos exóticos, passeios de férias, viagens a negócios - cada vez mais as pessoas utilizam os aviões como meio de transporte. Essa preferência tem estimulado um grande crescimento nas atividades das linhas aéreas em todo o mundo. Os números de vôos estão projetados para dobrar até 2020 e triplicar até 2030. Mas esse crescimento fenomenal das companhias é acompanhado pelo aumento nas emissões dos gases causadores do efeito estufa e pela devastação do clima.
De acordo com cientistas do Tyndall Centre, uma das primeiras instituições do Reino Unido a lidar com mudanças climáticas, as emissões provenientes da aviação estão crescendo tão rápido que ultrapassarão todas as reduções vindas de outros setores se não forem controladas.
A menos que as empresas aéreas cortem suas emissões de maneira significativa nas próximas décadas, não será possível emitir CO2 de nenhuma outra fonte, seja pela manufatura, meios de transporte, aquecimento doméstico, se desejarem alcançar as metas e estabilizar os níveis de carbono na atmosfera.
Contando que os avanços tecnológicos sozinhos não são capazes de conter esse nível de crescimento, uma escolha parece clara: ou reduz-se a expansão da aviação ou desiste-se de atacar as mudanças climáticas como um todo.
Embora o progresso seja pequeno, o Reino Unido e a União Européia se comprometeram em atacar o que Tony Blair tem chamado de "a maior ameaça ambiental já enfrentada" - e isso significa reverter o crescimento já projetado para a quantidade de vôos.
O Reino Unido está longe de aceitar (publicamente, pelo menos, apoia uma aproximação "de previsão e fornecimento" e autorizou um programa nacional de construção de pistas de decolagens para acomodar esses vôos extras), mas a União Européia está propondo medidas para combater os impactos ambientais causados pelos aviões, com o propósito imediato de fazer as companhias aéreas participarem do seu esquema de negociações de emissões (ETS).
Várias empresas têm feito lobby para isso durante meses, cientes de que serão forçadas a tomar alguma providência. E dentre as opções, a de se incorporarem ao já existente ETS seria a que traria menos prejuízos para o seu crescimento contínuo.
O princípio de dar às empresas aéreas acesso irrestrito ao ETS significa que elas poderiam comprar o direito de emitir CO2 de outras indústrias. O fato é relevante primeiro porque as emissões das aeronaves são entre duas e quatro vezes mais prejudiciais ao clima do que as de outras indústrias (parcialmente pela altitude em que são emitidas).
Em segundo lugar, as companhias vão, perversamente, assim como outros setores, receber uma bolada dos contribuintes se simplesmente derem suas atribuições iniciais de graça (modificando as regras), antes de fazer com que paguem o preço de mercado, por leilão, pelo que é, afinal de contas, uma mercadoria negociável valiosa.
Terceiro, a alta exigência da aviação por licenças de emissões faz uma pressão significativa no sistema existente, com o risco real de que os membros atuais façam lobby agressivo para uma perda de capital total, reduzindo a eficácia do esquema inteiro.
Por último, a Comissão Européia admitiu que o aumento no preço das passagens resultante da entrada as companhias no ETS poderia ser tão pequeno quanto dois euros por vôo, e provavelmente não excederia 9 euros. Esse aumento no preço teria pouco efeito na redução de procura por vôos.
Para as negociações de emissões entrarem no jogo teriam que ser genuinamente designadas para cortar as emissões do setor de aviação ano a ano - mais do que para promover o crescimento - e na medida em que é o poluidor e não o consumidor que pague a conta. Em outras palavras, deveria ser um sistema "fechado" em que as companhias competissem entre si para direitos limitados de emitir. O capital inicial total deveria ser rigoroso, com reduções anuais estritas de suas atribuições. E o esquema precisaria ser apoiado por outras medidas, como cobranças por emissões e ataque às emissões non-CO2.
Por: Sabrina Domingos
Fonte: CarbonoBrasil
Foto: ilustrativa (modelcircus)
30 junho, 2006 - 08:35h

Ibama começa a fiscalizar carvão vindo do Paraguai
O Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis começará a fiscalizar, nesta quarta-feira (28), a entrada de carvão procedente do Paraguai e, em troca, o governo paraguaio fiscalizará com mais rigor a importação de agrotóxicos procedentes do Brasil.
O acordo foi feito nesta terça-feira (27) em Assunção, por representantes dos dois países. O Brasil esteve representado por Flávio Montiel, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, e o Paraguai pelo ministro de Ambiente, Alfredo Molinas, e diretores de vários órgãos de defesa ambiental.
O Paraguai se queixa de que cerca de U$ 80 milhões em carvão são enviados ilegalmente ao Brasil todo ano pela fronteira seca do Estado de Canindeyú (o trânsito desse produto é permitido apenas em Salto del Guairá), que faz fronteira com o Mato Grosso do Sul. Com isso, o país vizinho deixa de recolher impostos e perde reservas florestais. O Ibama mobilizará um helicóptero para interceptar caminhões que transportam esse produto.
A repressão ao comércio de agrotóxicos pelos paraguaios é necessária porque, segundo o Ibama, esse produto é importado pelos paraguaios com impostos reduzidos e reintroduzido ilegalmente no Brasil. O Paraguai se comprometeu a cadastrar todas as empresas que comercializam agrotóxicos.
De acordo com o Ibama, o Paraguai importa exageradamente alguns produtos como o Clethodim (duas vezes mais que o necessário), Tebuconazole (dez vezes), Imidacloprid (19 vezes), Clorimurom (91 vezes), Carbendazil (17 vezes) e Metsulfuron y Metil (137 vezes).
Por: José Antonio Pedriali
Fonte: Estadão Online
Foto: inda.org
30 junho, 2006 - 08:19h

Governos europeus próximos de acordo contra a poluição
Governos da União Européia estão próximos de acertar um plano para reduzir a poluição do ar, que de acordo com a Comissão Européia mata 370.000 cidadãos do bloco a cada ano. Os ministros de Meio Ambiente concordaram com uma nova proposta para a redução de todos os principais poluentes, principalmente partículas emitidas diretamente no ar, que segundo especialistas são as mais perigosas para a saúde humana e encontram-se no smog (mistura de fumaça e neblina) e no ozônio de baixa altitude.
A proposta de lei, chamada Diretriz de Qualidade Ambiental do Ar, inclui propostas para a criação de novos padrões de emissão para veículos a diesel, adoção de um limite máximo de tolerância para o smog nas cidades e redução na burocracia prevista na legislação ambiental atual, para melhorar a implementação das regras já existentes.
O acordo dos ministros deverá encarar problemas no Parlamento Europeu, que estudará a proposta e fará emendas. O comitê de meio ambiente do Parlamento já exige limites mais estritos para a emissão de partículas, principalmente as menores e mais finas, conhecidas como PM2.5 e que são consideradas, por especialistas, a maior ameaça à saúde humana.
A meta do plano europeu é reduzir em 40% o número de mortes prematuras causadas por doenças ligadas à qualidade do ar até 2020. Autoridades já reconheceram que os novos limites para a poluição - de automóveis a pesticidas - custará às empresas e governos cerca de US$ 8,9 bilhões ao ano, para implementação.
A Comissão Européia estima que o prejuízo à saúde humana causado pela poluição custa à economia do bloco entre US$ 537 bilhões e US$ 993 bilhões ao ano.
Fonte: Estadão Online
Foto: ilustrativa
30 junho, 2006 - 08:10h

ONU aprova proposta brasileira para uso de dados geoespaciais
ONU aprova proposta brasileira para uso de dados geoespaciais O Copuos - Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço aprovou, durante reunião plenária realizada em junho em Viena, a proposta apresentada pelo Brasil visando o incentivo à cooperação internacional na promoção do uso de dados geoespaciais para o desenvolvimento sustentável. O documento passa a integrar a agenda de debates do Copuos, com um plano de trabalho de três anos (2007-2009).
O Brasil integra o Copuos desde a sua criação, em 1959. O Comitê é composto por 67 dos 192 países-membros da Organização das Nações Unidas e constitui-se no mais alto fórum intergovernamental para o exame, a avaliação e a regulamentação das atividades espaciais para fins pacíficos.
A partir da aprovação da proposta, o Brasil espera criar um princípio internacional que reconheça a necessidade de cada país de construir uma competência nacional para receber, processar, analisar e gerenciar informações geoespaciais, como ferramenta estratégica de seus programas de desenvolvimento sustentável e das políticas públicas.
Nos próximos três anos, representantes de instituições e empresas ligadas à área de observação da Terra de diversos países terão a oportunidade de debater o tema e apresentar suas idéias e propostas.
O Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, levará ao Copuos sua experiência nos programas de aplicações em sensoriamento remoto, em especial a política de distribuição gratuita de imagens de satélite.
O Brasil é o maior distribuidor de imagens de satélite do mundo, graças a essa política, implantada em junho de 2004. Em dois anos de funcionamento do Catálogo de Imagens, foram distribuídas mais de 200 mil imagens CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) a usuários do território brasileiro, pela internet. Mais de 1.500 instituições, entre órgãos públicos, universidades, centros de pesquisas e ONGs, além da iniciativa privada, utilizam as imagens do satélite sino-brasileiro.
Fonte: Estadão Online
Foto: citi
30 junho, 2006 - 08:01h

A caprinocultura no contexto da agricultura familiar
O Brasil como país tropical, apresenta boas condições para exploração de ruminantes em condições de pastejo. Nosso país de dimensão continental possui distintas condições ambientais e em algumas regiões apresenta diversos ecossistemas, com solos e vegetação que em seus habitat naturais dificultam a produção de ruminantes a pasto, portanto, sendo necessário a introdução de técnicas adequadas na exploração animal nesta zonas. A diversidade das condições agroecológicas e socioeconômicas tem destaque mais marcantes na região semi-áridas do Nordeste, sendo de grande complexidade, gerando pobreza e grande êxodo nas comunidades rurais, em épocas de secas.
A região Nordeste representa menos de 20% da área territorial brasileira e concentra aproximadamente 93% do rebanho caprino nacional com oito milhões de cabeças (2004), representando 1,2% do total mundial. Salvo algumas exceções, esta atividade é geralmente desenvolvida com baixo nível tecnológico e sistema extensivo, não oferecendo competitividade no mercado globalizado.
Sabe-se, entretanto, que a exploração de pequenos ruminantes no semi-árido tem sido motivo de fixação do homem à terra, trazendo paz social no campo, grande contribuição à região, gerando empregos, ocupando a farta mão-de-obra local, além de trazer renda e bem estar ao homem do campo, nessa marcha de incentivo à agricultura familiar, realizada pelo Governo Federal.
Entretanto, um dos principais entraves à exploração destes animais é o conhecimento técnico em relação ao manejo e principalmente a nutrição animal, com dificuldades em épocas secas, quando existe carência de forragens, debilitando ou tornando inviável a exploração animal.
Por outro lado, a exploração da cultura da cana-de-açúcar em nosso país gera em torno de 100 milhões de toneladas bagaço de cana, que poderiam ser utilizados para gerar um aumento de cerca de 20 milhões de toneladas de carcaça de ruminantes, apenas com este resíduo da agroindústria e assim dispor mais produtos de origem animal de qualidade superior na mesa dos brasileiros. Isto, com certeza ajudaria a minimizar os graves problemas de carência de proteínas por que passa a população brasileira e diminuir os problemas sociais decorrentes desta situação.
A cana-de-açúcar é a cultura de maior importância do Estado de Alagoas, ocupando uma área de 420 mil hectares , com uma produção de 25 milhões de toneladas. Deste total, de 30 a 33% se transforma em bagaço que pode ser perfeitamente aproveitados pelos ruminantes, gerando empregos, renda e saciando a fome da população urbana, carente de proteína de boa qualidade.
A produção resíduos originados da cana-de-açúcar, após seu esmagamento nas moendas, geralmente coincide com o período de escassez de forragem em determinadas regiões, por ocorrência das secas cíclicas. Desta forma, esta enorme quantidade de biomassa produzida nas usinas de açúcar e destilarias, sendo o bagaço o principal resíduo fibroso, pode servir de alimento básico para os ruminantes na ausência de boas pastagens, desde que devidamente tratado e administrado corretamente na alimentação animal.
A finalidade básica do tratamento é a hidrólise que ocorre dentro da parede celular, causando o rompimento da forte ligação entre a lignina e a celulose, fazendo com que a primeira, sendo indigesta, seja expulsa dentro do trato gastrointestinal e a segunda, consequentemente melhor, seja aproveitada.
Além dos resíduos da cana-de-açúcar, existem outros resíduos que sobram em grandes quantidades no Estado de Alagoas e outras regiões brasileiras como, por exemplo, palhas de feijão, de milho, de arroz, etc., que podem perfeitamente servir de alimentação alternativa para os ruminantes, uma vez que alguns destes alimentos fibrosos são produzidos em épocas de escassez de volumosos durante o período seco, o que causa muitos transtornos ao produtor rural, na hora de arraçoar o gado.
Já foi observado e comprovado através de pesquisas, que os tipos nativos de animais do Nordeste, quando são criados em meio adequado de manejo, apresentam desempenho zootécnico acima da média do rebanho regional.
Por outro lado, um dos maiores entraves ao desempenho zootécnico, é a falta de alimentos volumosos durante a estação seca, o que poderia ser contornado com a alimentação alternativa, ou seja o tratamento químico de resíduos lignocelulósicos com uréia, para uso na alimentação de ruminantes, como preconiza o autor em seus livros e trabalhos técnico-científicos publicados e divulgados.
Enfim, sabe-se que o potencial genético de nossos rebanhos caprinos e ovinos tem se manifestado quando adotamos métodos adequados de manejo e criação, sanidade e, principalmente, nutrição.
Justifica-se desta forma, o uso de materiais lignocelulósicos tratados adequadamente para incrementar a produtividade dos rebanhos Nordestinos, evitando desta forma a precariedade habitual no manejo dos rebanhos.
A baixa produtividade dos rebanhos ovino, caprino e ruminantes, de maneira geral, em regiões áridas e semi áridas, em um sistema impróprio de criação, principalmente para o pequeno produtor rural, tem despertado o interesse de órgãos governamentais, visando a resolução dos problemas que afetam diretamente a produção animal. Neste sentido, o autor tem se manifestado e incentivado o uso constante destes materiais fibrosos que são indispensáveis na alimentação de poligástricos, uma vez que estes animais podem perfeitamente utilizar estes resíduos, sem nenhuma utilidade aparente na alimentação humana, porém de grande utilidade na alimentação de ruminantes, já que este animais são dotados de uma peculiaridade no seu trato gastrointestinal que podem aproveitar com vantagem e assim otimizar o uso destes materiais fibrosos.
Por: Onaldo Souza - Izabele Emiliano dos Santos - Aloísio Monteiro de Carvalho Júnior
Fonte: Rural News
Foto:Délcio Rocha
29 junho, 2006 - 19:21h
IBGE: pesquisa mostra produção de leite e couro no 1º trimestre
No primeiro trimestre de 2006 foram adquiridos 4,174 bilhões de litros de leite, segundo a Pesquisa Trimestral do Leite divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, este volume é 4,56% menor do que a produção de leite em relação ao quarto trimestre de 2005 - mas representa um aumento de 4,99% ante o primeiro trimestre de 2005.
Os principais Estados em aquisição de leite são: Minas Gerais (participação de 28% no total de produção de leite), Goiás (13% de participação), São Paulo e Rio Grande do Sul (12%, cada um, em participação).
A pesquisa do instituto também revela que, no primeiro trimestre de 2006, a aquisição de couro cru teve altas de 14,12% e de 3,27% em relação ao primeiro e ao quarto trimestres de 2005, respectivamente. "Foram adquiridas 9,989 milhões de unidades de couro pelos curtumes brasileiros. Por origem, as principais fontes de couros são os matadouros frigoríficos (59%), seguido por salgadores (13%) e matadouros municipais (1%). São Paulo (22%), Rio Grande do Sul (13%) e Mato Grosso (11%) lideraram em aquisição de couro", informou o IBGE, em comunicado.
O instituto informou, ainda, que, no primeiro trimestre de 2006, a produção nacional de ovos de galinha (510,885 milhões de dúzias) cresceu 5,47% em relação ao mesmo período de 2005 (484,401 milhões de dúzias). "A produção de ovos de galinha encontra-se distribuída por todo o território nacional, sendo os principais estados produtores São Paulo (34%), Minas Gerais (13%) e Paraná (8%)", informou o IBGE.
Fonte: Estadão - Agronegócios
Foto: ilustrativa
29 junho, 2006 - 19:07h
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA QUER SOLUCIONAR PROBLEMA DE TRÂNSITO DE ANIMAIS
A Embrapa Informática Agropecuária (Campins-SP), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, vai desenvolver um sistema de informação para cadastro de propriedades, proprietários, exploração pecuária e de controle de movimentação de animais.
"Isso, na verdade, é uma exigência de mercado", explica Sônia Ternes, pesquisadora da Embrapa Informática Agropecuária que participou da reunião com a Coordenação de Trânsito e Quarentena Animal-CTQA, na qual foi definida a elaboração de um projeto piloto com informações dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Com base nas informações coletadas, os pesquisadores vão elaborar o projeto com ações, cronogramas e orçamento, que será submetido à aprovação do Mapa e implementado num prazo de doze meses. "Ao final, teremos uma forma operacional de coletar dados nas unidades locais de alguns estados sobre cadastro de propriedades, proprietários e exploração agropecuária e emissão dos GTA´s informatizada", diz Sônia.
Nos dias 27 e 28 de junho, a pesquisadora participa, em Campo Grande-MS, de uma reunião técnica para avaliar o sistema de informação que o estado já possui. Serão realizadas visitas a escritórios de atendimento locais para verificar a situação de cada um deles e a possibilidade de se ter a transmissão de dados via computador. "Existem alguns estados brasileiros que estão bastante avançados na questão de informática, outros não", explica Sônia Ternes.
Segundo Sônia, o sistema tem que ser adaptado a todas essas realidades diferentes. O objetivo é que o Ministério da Agricultura possa ter acesso a dados tanto de cadastro de propriedades quanto a dados dos GTA´s para a emissão de relatórios, controle de acontecimento de alguma doença e de alerta sanitário.
No Brasil, existem 2,7 milhões de propriedades de pecuária de corte (gado de corte, gado de leite e aves), com um rebanho estimado de 200 milhões de cabeças. Ao total, são emitidos 15 milhões de guias de movimentação de todo tipo de animal, o que significa mais de 1 milhão de GTA´s por mês. "Essas guias são cadastradas de várias formas nos estados brasileiros (manual, informatizada disponível on line e informatizada localmente). Esse trabalho de organização dos dados é o primeiro passo para a rastreabilidade, exigência da comunidade européia", informa a pesquisadora.
"Se o Brasil não atender a todas essas obrigações, o país vai perder a posição de maior exportador de carne bovina", alerta o pesquisador Marcos Visoli. Para ele, são duas estratégias principais, "uma delas é agregar informações no Ministério com o objetivo de ter uma visão geral e oferecer consultas para os próprios estados; outra ação, em paralelo, é informatizar os estados que ainda não estão informatizados e agilizar o envio dessas informações para o Mapa para fazer parte dessa base agregada".
O Mapa criou um Comitê para Assuntos de Informação das Atividades de Sanidade Animal. Esse comitê é formado por representantes desse ministério e dos Estados do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Acre, que avaliam formato de cadastro de propriedade e modificação na emissão de GTA´s.
Na próxima reunião do Comitê, prevista para acontecer nos dias 14 e 15 de setembro, será apresentada uma análise crítica da situação atual elaborada com base nos dados coletados nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Fonte: Embrapa - Assessoria de Comunicação Social
Foto: ilustrativa
29 junho, 2006 - 18:59h

Poluir menos e ganhar mais
Organizações política e ecologicamente corretas agregam incomensurável ganho à sua imagem institucional e desfrutam vantagens competitivas e comerciais expressivas, considerando que os consumidores valorizam cada vez mais os princípios da ética no universo da economia. Além desses indiscutíveis valores, o Protocolo de Quioto, que entrou em vigor em fevereiro de 2005, possibilita que numerosas empresas, de distintos ramos de atividades, também aufiram lucro com a venda de créditos de carbono, diminuindo a poluição atmosférica por gases causadores do efeito estufa.
O tratado prevê a redução de pelo menos 5,2% da emissão desses gases pelos países industrializados. Segundo o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), mediado pela Organização das Nações Unidas, cada tonelada de gás carbônico (CO2) que deixar de ser emitida ou for removida da atmosfera por um país em desenvolvimento, como o Brasil, poderá ser negociada no mercado mundial, por meio da venda do CER (Certificado de Emissões Reduzidas). Este documento é validado por entidades acreditadas pela ONU e organismos internos de cada país, como a brasileira Autoridade Nacional Designada.
Até 2012, quando terminará o primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto, é importante que o Brasil possa desenvolver todo o seu potencial no desenvolvimento desses projetos de produção limpa, que geram divisas e empregos, além de contribuírem para a melhoria da qualidade de vida das comunidades. Os ganhos são muitos, tanto no aspecto social, quanto na preservação do solo e mananciais de água.
Atualmente, o País tem dez projetos registrados no Conselho Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Apenas sete em todo o Planeta já tiveram créditos de carbono emitidos. Um deles é brasileiro: aproveitamento de metano proveniente de biogás - aterro em Salvador. No âmbito da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, que analisa a contribuição dos projetos para o desenvolvimento sustentável, até janeiro de 2006 haviam sido aprovadas 49 propostas, com previsão de redução de emissões de aproximadamente 13.685.154 toneladas de CO2/ano.
A demanda por créditos de emissão em 2012, segundo projeções especializadas, deve ser de US$ 30 bilhões anuais. A participação brasileira nesse mercado é estimada, no mínimo, em 10%. Este índice significa cerca de 130 milhões de toneladas de CO2 a menos na atmosfera. A expectativa, já para 2007, é a de que o mercado de créditos de carbono atinja a casa dos US$ 13 bilhões em todo o mundo.
Um dos segmentos no Brasil com grande potencial para o desenvolvimento de negócios relativos aos créditos de carbono é a pecuária, que se constitui em significativa fonte de emissão de gás metano, que contribui para o efeito estufa. Embora a sua ocorrência na atmosfera seja menor do que a de dióxido de carbono, seu poder de aquecimento é cerca de 21 vezes maior. O gado emite metano naturalmente pela respiração, como subproduto da cadeia de seu processo digestivo.
Considerando-se que o País tem rebanho bovino de 195 milhões de cabeças (dados de 2004, fonte ABIEC - Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), as oportunidades de projetos são grandes. É esta peculiaridade que torna o mercado de crédito carbono uma opção interessante para os produtores rurais que trabalham com o gado em sistema de confinamento. Os projetos relativos ao setor encaixam-se perfeitamente no perfil dos que têm sido validados pelas Entidades Operacionais Designadas (DOE). Isto é muito positivo, pois poluir menos e ganhar mais (qualidade de vida, ambiente saudável, dinheiro, empregos…) é tudo o que o Brasil precisa. Assim, é importante que esses projetos sejam realizados da maneira correta, pois são muito criteriosos e rigorosos os processos de aprovação.
Autor: Laércio Bruno Filho, especialista em Mudanças Climáticas da ERM Brasil (Environmental Resources Management).
Fonte: Revista Cultivar
Foto: ilustrativa
29 junho, 2006 - 18:50h

IBGE: abate de bovinos e frangos cresce no 1º trimestre
O abate de bovinos no primeiro trimestre deste ano cresceu 3,25% em relação ao quarto trimestre de 2005 e aumentou 9,84% em relação ao primeiro trimestre de 2005, de acordo com a Pesquisa Trimestral do Abate do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foram abatidas 7,081 milhões de cabeças de bovinos, considerando-se que a pesquisa acompanha o abate efetuado por estabelecimentos que recebem algum tipo de inspeção, seja municipal, estadual ou federal. Do total de abates, Mato Grosso concentrou 16% do abate total de bovinos; São Paulo, 13%; e Mato Grosso do Sul, 12%.
Segundo a mesma pesquisa, no primeiro trimestre de 2006 o abate de suínos (5,822 milhões de animais) caiu 5,23% ante o quarto trimestre de 2005 - mas, ainda assim, foi 9,18% maior do que o abate no mesmo período do ano passado. Os principais Estados em abate de suínos no primeiro trimestre de 2006 foram Santa Catarina (com participação de 31% no total de abates), Rio Grande do Sul (22%), Paraná (16%) e Minas Gerais (10%).
A pesquisa também revelou que no primeiro trimestre de 2006 foram abatidos 1,014 bilhão de cabeças de frangos, aumento de 12,21% ante os abates de frango no primeiro trimestre de 2005 e de 1,17% ante o quarto trimestre deste mesmo ano.
Fonte: Estadão - Agronegócios
29 junho, 2006 - 18:37h
Ecoturismo não pode ser ecodestruição
Com o aumento da conscientização com o meio ambiente, a importância da preservação ambiental, da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável, as pessoas estão desenvolvendo um sentimento de cumplicidade com o nosso planeta. Nessa "onda" de conscientização, o ecoturismo tornou-se um fenômeno de sucesso, muito valioso para o ser humano e para o planeta. Sua principal utilidade é de reforçar a consciência ambiental da pessoas: quanto mais contatos as pessoas tiverem com o meio ambiente seja na terra ou mar, menor será o sentimento de indiferença às grandes destruições que o homem vem promovendo ao longo da história.
Por ser bastante atrativo, o ecoturismo conseguiu seguidores fiéis em todo o mundo, o que ajuda, não só na conscientização mas, também, na fiscalização das reservas, parques e regiões onde o homem não deveria interferir com a natureza. Apesar disso, devido ao grande número de ecoturistas, tanto no Brasil como no resto do mundo, algumas distorções já podem ser observadas, no que diz respeito às características básicas da proposta do próprio ecoturismo, a principal e mais danosa é que, além de invadir áreas que não deveriam ser destinadas a esse tipo de atividade, o grande número de turistas acaba ajudando a destruir ou danificar áreas que deveriam ser mantidas como santuários naturais.
Por ser um país privilegiado com recursos naturais, grandes florestas, matas, e a maior biodiversidade do planeta, o Brasil é alvo da preocupação de ambientalistas de todo o mundo que, com toda a razão, defendem a manutenção da integridade natural brasileira.
Apesar disso, por uma grande falta de informação, outros países julgam que os esforços feitos por ambientalistas brasileiros e até mesmo pelo Governo Federal, não são eficientes e que não estão surtindo nenhum efeito positivo. É claro que muito ainda precisa ser feito mas existem grupos brasileiros de proteção ambiental que desenvolvem atividades de imenso valor para a preservação, grupos que já conseguiram resultados impressionantes, como o Projeto Tamar e o S.O.S Mata Atlântica, por exemplo.
O IBAMA, órgão do Governo Federal que atua na proteção e fiscalização do meio ambiente, apesar de suas restrições, principalmente orçamentárias, atua de maneira decisiva no combate aos crimes contra o meio ambiente e na regulamentação das atividades que possam por em risco a natureza. Com toda essa "vigilância" ambiental, ainda é muito grande a extensão da devastação da natureza no Brasil, apesar dos resultados obtidos mostrarem uma redução no rítimo desta destruição.
O que gostaríamos de ressaltar é que, nesse amplo contexto de preservação ambiental, o ecoturismo é de grande importância, mas deve ser feito com coerência, responsabilidade e sem que haja desrespeito ao meio ambiente. O problema é que em muitos casos, esse tipo de atividade é explorada por empresários que apenas visam lucro e que pouco fazem para conservar a região explorada, permitindo que os turistas acabam interfiram com o meio ambiente que vieram apreciar e que gostariam de ver sempre preservado.
Desta forma, é muito importante que as pessoas, ao se aventurarem em uma viagem de turismo ecológico, fiquem atentos se os organizadores estão tomando medidas para evitar a interferência ou permitam que os turistas façam algum tipo de mal como destruir vegetação, sujar as matas ou até levar animais silvestres como "recordação". O turismo ecológico é acima de tudo um turismo cultural, de conscientização. Se esse tipo de desrespeito ambiental estiver acontecendo, as pessoas devem comunicar à polícia e ao IBAMA, para que as providências cabíveis sejam tomadas. Não devemos permitir que atividades voltadas para o ecoturismo, ao contrário do que deveria ser, ajudem a destruir o meio ambiente.
Fonte: Redação RuralNews
Foto: ilustrativa
29 junho, 2006 - 18:30h

Parques marinhos não estão protegendo recifes de coral
Os parques marinhos estão falhando em proteger os recifes de coral do mundo, um importante pesquisador da Nova Zelândia disse nesta quarta-feira (28), com menos de 2% deles recebendo a proteção adequada destes santuários.
Muitos dos parques continuam "vulneráveis aos riscos que vêm de além de suas fronteiras, como sedimentação, poluição, desenvolvimento costeiro", disse Mark Costello, da Universidade de Auckland, que supervisou um estudo dos parques que apareceu na revista Science mais cedo neste mês.
"É desapontador que a administração da maioria dos parques não esteja empenhada em proteger completamente as espécies lá", disse Costello. "Eles precisam aumentar o nível de proteção nos parques".
Costello, cuja equipe incluiu pesquisadores do Canadá e Reino Unido, descobriu que cerca de 19% dos recifes de coral do mundo ficam em 980 parques marinhos - com apenas 1,6% dos recifes em parques que limitam as atividades humanas e só 0,1% que proíbem a caça.
Costello disse que alguns problemas vêm de uma falha no acompanhamento do estabelecimento de um parque com "boa administração". O dinheiro também teve um papel, disse Costello, com a falta, em países em desenvolvimento como as Filipinas ou a Indonésia, de fundos para fornecer níveis adequados de proteção. O tamanho dos parques também foi um problema, disse ele.
Quarenta por cento das áreas marinhas protegidas são menores que 2 quilômetros quadrados - um tamanho insuficiente para proteger grandes peixes e outros animais, afirmou Costello. Esses animais tendem a se mover em largas distâncias, passando tempo significativo fora dos limites de proteção, acrescentou.
Costello e sua equipe recomendaram que os parques marinhos tenham de 10 a 20 quilômetros de diâmetro para proteger as espécies que precisam de grandes áreas de hábitat, e com espaçados o suficiente para assegurar a troca genética entre as áreas. Isso iria exigir a proteção de 25.590 quilômetros quadrados ou cerca de 5% dos recifes de coral do mundo, disse Costello.
Fonte: Estadão Online
Foto:Léo Dutra
Anteriores