Arquivos para maio, 2006
31 maio, 2006 - 14:56h

ANTA
Nome científico: Tapirus terrestris.
Nome em inglês: "Tapir".
Ordem: Perissodactyla.
Família: Tapiridae.
Habitat: Florestas Tropicais, Pantanal e Cerrado.
Distribuição geográfica: Colômbia, Venezuela, Brasil e norte da Argentina.
Gestação: Dura cerca de 400 dias.
Número de filhotes: 01. Raramente nasce mais de um filhote; este possui uma coloração diferente dos adultos: são rajados de marrom e branco. Ele é amamentado até quando a mãe estiver lactando. Em um ano e meio já está crescido e com a aparência dos adultos.
Alimentação: Comem frutos, folhas, caules, brotos, pequenos ramos, grama, plantas aquáticas, cascas de árvores, organismos aquáticos e pastam inclusive sobre plantações de cana, melão, cacau, arroz e milho.
Características: Pode atingir até 02m de comprimento por 1m de altura. Quando adulto pode pesar até 300 kilogramas. Possui uma pequena tromba móvel na ponta do focinho e uma cauda curta, além de 04 unhas nas patas dianteiras e 03 nas traseiras. O jovem apresenta listras e manchas claras e coloração parda avermelhada. À medida que envelhece, sua coloração vai ficando marrom escura e uniforme pelo corpo.
Curiosidades: Uma lenda conta que, quando o mundo foi feito, o Criador formou a anta com partes tomadas de empréstimo de outros animais. Isto explicaria porque a anta ou tapir tem a forma de um porco, pé de rinoceronte, cascos de boi e o focinho como uma pequena tromba de elefante. Em temperamento, porém, não é igual a nenhum desses animais.
Animais de hábitos solitários são encontrados acompanhados apenas durante a época de acasalamento ou durante a amamentação. Os machos urinam regularmente nos mesmos locais, talvez para mostrar aos outros indivíduos da mesma espécie sua presença no local.
A anta possui glândulas faciais usadas para deixar rastro de cheiro. Pode viver até 35 anos. Possui hábitos noturnos. É o maior mamífero brasileiro. A visão é fraca, mas a audição e o olfato são muito apurados. Seus meios de percepção baseiam-se em odores e sinais acústicos.
Existem quatro espécies de antas: duas sul-americanas, uma centro-americana e uma asiática. Há uma espécie andina que localiza-se na Colômbia, no Equador e no Peru. A outra espécie sul-americana vai da Venezuela até o Paraguai. Na América Central, desenvolve-se no sul do México até o Panamá. Na Ásia, ocorre na Tailândia, Malásia e Sumatra. A anta asiática tem uma capa de pelo branco no meio das costas. Isso faz dela uma presa fácil para os tigres.
A anta toma banhos freqüentes de lama e de água para se livrar de parasitas como carrapatos, moscas, etc. Por isso é encontrada próxima a rios e florestas úmidas. Durante o dia, a anta fica escondida na floresta. À noite, deixa o esconderijo para pastar. Suas pegadas, difíceis de serem confundidas, podem ser vistas logo ao amanhecer nas trilhas abertas na floresta, nas margens dos rios e até no fundo das lagoas.
Entre os predadores da anta estão o homem, sucuris e a onça. Quando surpreendida ou ameaçada, ela mergulha na água ou se esconde entre arbustos fechados. É capaz de galopar, derrubando pequenas árvores e arbustos, fazendo muito barulho, além de nadar e escalar terrenos íngremes muito bem. Entre as vocalizações emitidas pela anta, incluem-se o guincho estridente, usado para demonstrar medo, dor e apaziguamento; o estalido que pode ser usado para identificar indivíduos da mesma espécie e o bufo que significa agressão.
Durante o acasalamento, os machos atraem as fêmeas com assobios estridentes. A cópula pode ocorrer tanto dentro quanto fora da água. O casal se separa após isso. Os índios tupis chamam a anta de "tapir" e os norte‑americanos adotaram esse nome, mas para os índios guaranis a anta é "emborebi". A força da anta é tamanha, quando vai arrebentando galhos e arbustos para avançar no meio da mata, que as verdadeiras picadas que ela abre são chamadas de "embopirape", que significa estrada da anta.
A Via‑Láctea tem o mesmo nome, porque os índios acreditam que só uma anta correndo pelos ares teria sido capaz de deixar um rastro tão brilhante como aquele mar de estrelas, atravessando o céu de lado a lado.
Alerta: Sua população está aos poucos diminuindo, devido à caça predatória e à destruição de seu ambiente natural.
Por; Délcio Rocha
Referências Bibliográficas
http://www.rio.rj.gov.br/riozoo/zoo48.htm http://www.brazilnature.com/fauna/anta.html http://www.itaipu.gov.br/ http://br.wrs.yahoo.com/;_ylt=AlwV.Fx2okkmORk0rMxcGg_.6Qt.;_ylu=X3oDMTA4NDgyNWN0BHNlYwNwcm9m/SIG=12bdtjrgk/EXP=1125330077/**http://www.altamiranet.com.br/natureza/anta.asp http://www.saudeanimal.com.br/ http://www.naturezaselvagem.hpg.ig.com.br/biografias/anta.htm http://www.barcohotelbonanca.com.br/anta.htm http://www.pampasafari.com.br/site/animais.htm
Queiroz, Luiz R. de S. 100 animais brasileiros publicados no Estadão O estado de São Paulo, 1997.
31 maio, 2006 - 13:59h

JAGUATIRICA
Nome científico: Felis pardalis.
Nome em inglês: "Ocelot".
Ordem: Carnívora.
Família: Felidae.
Habitat: Cerrado, Caatinga, Pantanal, Florestas Tropicais e Sub-Tropicais.
Distribuição geográfica: Sudoeste do Texas (EUA) e do Oeste do México até o Norte da Argentina.
Características: O adulto pode pesar até 15 kg e medir 50 cm de altura, sendo considerado um felino de médio porte. Seus hábitos são diurnos/noturnos. Gestação: Dura cerca de 70 a 85 dias.
Número de filhotes: 01 a 04.
Alimentação: Aves, répteis, roedores, coelhos, cutias, e pacas. Em cativero alimenta-se de carne picada e pequenos animais abatidos.
Curiosidades: A jaguatirica é o terceiro maior felino das Américas, perdendo apenas para o jaguar e a suçuarana. Sua pelagem é curta e espessa, macia e toda pintada.
Dourada na cabeça e no meio do dorso, sendo os flancos esbranquiçados e rajados de finas estrias e manchas redondas ou ovais, com pintas negras que se destacam sobre o fundo mais claro e que se juntam para formar anéis na cauda.
As manchas são mais destacadas nos machos. Esse gato selvagem é tão bravo que os colombianos o chamam de "tigrillo", isto é, tigrinho, enquanto para os paraguaios é “yaguaretá‑í”, que quer dizer onça pequena. Isso não impediu que o animal fosse extinto nos Estados Unidos, que agora querem tanto a jaguatirica de volta que ofereceram animais valiosos e raros em troca de jaguatiricas criadas em cativeiro pelo Zoológico de São Paulo, que no futuro devem ser usadas em programas de repovoamento.
A jaguatirica é noturna, passa os dias dormindo sobre as árvores e não perdoa um galinheiro, onde faz estragos com a pata, sua principal arma, guarnecida por unhas que o animal afia constantemente na casca das árvores. Só depois de derrubar a presa com uma patada é que a jaguatirica morde o pescoço da vítima, para acabar de matar.
Para garantir sua reserva de caça, a jaguatirica não permite a presença de competidores na área.
A fêmea só deixa o macho entrar em seu território na hora de acasalar, mas expulsa o macho antes mesmo de ter os filhotes, que cria sem nenhuma aiuda. Pode nadar muito bem e subir em árvores com facilidade. Geralmente reproduzem-se durante os meses frios e os pequenos felinos são então amamentados e carregados pela mãe até estarem aptos a segui-la e caçarem sozinhos.
A família abriga-se em troncos ocos e grotas. Pode viver 20 anos, em média. O período de gestação é de 70 a 85 dias e nascem de um a quatro filhotes, que atingem a maturidade sexual aos 3 anos de idade. Jaguatirica ainda jovem pode ser domesticada, mas quando adulto suas garras crescem e seu temperamento já não é o mesmo.
Por isso é difícil domesticá-la. Entre os felinos, a Jaguatirica é um dos poucos que anda em pares. É ágil para suas caças e caso sinta-se ameaçada esconde em árvores ou rios.
Alerta: Está ameaçada de extinção devido à caça predatória e a devastação de seu habitat. A jaguatirica já foi muito caçada para venda de sua pele e abatida no caso de invasão de fazendas com criações.
O perigo de extinção da jaguatirica se deve ao alto valor comercial de sua pele bem como à captura e venda ilegal. O mercado negro era (e ainda é) alimentado pelo costume adotado em muitos países de transformá-la em animal exótico de estimação.
Hoje em dia, existe uma lei de proteção à espécie que tem contribuído para o declínio deste comércio e preservação da mesma. Por seu pequeno porte e pela sua beleza, os pequenos zoológicos (principalmente os clandestinos) encontravam menor dificuldade em mantê-las em cativeiro.
Em áreas onde seu habitat natural sofreu a pressão do homem, extinguidas suas presas naturais, passavam a atacar animais domésticos. Em cativeiro, a reprodução de Leopardus pardalis tem sido positiva. No Zoológico de São Paulo o público pode apreciar um exemplar de jaguatirica na Rua dos Felinos.
Foto: Luiz R. Queiroz
Por: Délcio Rocha
Referências Bibliográficas http://www.rio.rj.gov.br/riozoo/zoo28.htm http://www.barcohotelbonanca.com.br/jaguatirica.htm http://www.brazilnature.com/fauna/jaguatirica.html http://www.bdt.fat.org.br www.eco.tur.br www.treknature.com www.pantanalms.tur.br www.apacampinas.cnpm.embrapa.br www.iflorestsp.br www.zoologico.sp.gov.br
Queiroz, Luiz R. de S. 100 animais brasileiros publicados no Estadão. O estado de São Paulo, 1997.
15 maio, 2006 - 23:07h
Urubu Rei
Nome Popular: Urubu Rei
Ordem: Falconiformes
Família: Cathartidae
Espécie: Sarcaramphus papa
Nome Científico: Safcoramphus papa
Habitat: regiões permeadas de matas e campos, distantes dos urbanos.
Reprodução: nidifica em árvores altas, pode aproveitar-se de um ninho já existentes. Põe de 2 a 3 ovos brancos uniformes. Período de incubação de 50 a 56 dias.
Tamanho adulto: 79 cm de comprimento, 180 cm de envergadura e 3 kg de peso.
Distribuição: do México à Bolívia, norte da Argentina e Uruguai, no Brasil encontrado na parte central, norte, nordeste.
Habitat: São encontrados nas Florestas Tropicais do sul do México, através da Floresta Amazônica até a Argentina.
Hábitos alimentares: Alimenta-se de animais em decomposição, inclusive os de porte avantajado.
Reprodução: A fêmea põe de 1 a 2 ovos e o período de incubação é de 50 a 56 dias.
Particularidades: O urubu‑rei é na verdade um abutre e dos mais coloridos, com o olho branco cercado por vermelho, o bico rosado, a carúncula laranja e as penas brancas e pretas.
As pernas são amarelo vivo. Esta espécie pode chegar a pesar 3 kg e medir 79 centímetros e de envergadura 1,80 metro.
Ele é tão bonito que é caçado como troféu, e é pena, porque, mesmo comum em outros países, esse urubu é raro no Brasil e vive no Norte e no Brasil Central.
O urubu‑rei não tem garras, mas pés que servem de apoio no chão e para dar os saltos elásticos que é seu jeitão de andar.
O que a ave tem de forte é o bico, capaz de rasgar o couro de um boi ou de um cavalo morto, de que se alimenta. Embora bonito, o urubu‑rei é porcalhão, pois come bichos mortos e podres e faz suas necessidades sobre as próprias pernas, primeiro sujando uma, depois a outra, num processo que, acredita‑se, tem a ver com a manutenção de sua temperatura.
O estômago do urubu tem um suco gástrico tão forte que anula as toxinas da carne estragada que ele come, mas quando em cativeiro e alimentado com carne fresca passa a ser um animal muito limpo e perde o cheiro de carne podre.
A 3 mil metros de altura o urubu‑rei enxerga uma presa de 30 centímetros no solo, mas prefere animais grandes e só depois que terminou de comer é que os outros urubus se aproximam.
O primeiro a comer depois do rei é o urubu‑de‑cabeça‑vermelha, por isso é chamado de "urubu‑ministro". Esta espécie encontra-se ameaçada de extinção. Tem sido caçado pela suspeita de que seja transmissor de doenças ao gado. Entretanto seu hábito de comer carniça é de grande valor na remoção de fontes de infecção.
Na Natureza: Animal raro no Rio Grande do Sul, considerado o mais bonito dos urubus pela variedade e suavidade das cores de sua plumagem. Tem uma ótima visão e facilmente avista um animal morto. É o primeiro a chegar, pois possui um bico forte, capaz de rasgar o couro de um boi ou cavalo. Depois que ele se alimenta é que as outras aves podem se aproximar.
No Zôo: No Zoológico já nasceram vários filhotes de urubu-rei a partir de ovos incubados em chocadeiras. Nascem completamente brancos, mas depois de alguns meses a plumagem vai ficando escura e só mais tarde adquirirem a coloração dos adultos. Alguns dos filhotes nascidos no Zôo foram enviados para um criatório da Alemanha.
No parque estão em exposição dois machos e uma fêmea, esta procedente da Colômbia e hoje com 43 anos de idade. Em cativeiro alimentam-se de carne crua ou pequenos roedores abatidos.
A Extinção: Encontra-se ameaçada de extinção principalmente pela destruição e redução do habitat e, também, pela perseguição motivada pelo medo de ataque às criações domésticas. Segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Rio Grande do Sul (2003), o urubu-rei encontra-se na Categoria Ameaçada - Criticamente em Perigo.
Foto: nº2: www.amazoniabrasil.org.br
Por: Délcio Rocha
Referências Bibliográficas http://www.rio.rj.gov.br/riozoo/zoo71.htm www.fzb.rs.gov.br/ novidades/bichomesurubu.htm www.zooparque.com.br www.bibvirt.futuro.usp.br www.amazoniabrasil.org.br www.fzb.rs.gov.br members.tripod.com.br/ passaroazul/urubu.htm Fundação Zoobotânica do RS Queiroz, Luiz R. de S. 100 animais brasileiros publicados no Estadão O estado de São Paulo, 1997.
7 maio, 2006 - 04:37h

A agropecuária e o exercício da frustração
Defender os produtores rurais brasileiros nos diferentes governos, independente de suas diversidades ideológicas, tem sido um eterno exercício da frustração.
Temos enfrentado invariavelmente os mesmos ciclos, e a agropecuária nacional segue, aos trancos e barrancos, rumo ao seu inevitável destino de expansão e produtividade. As políticas públicas destinadas à regulação e desenvolvimento da atividade não têm nenhum sentido estratégico.
Os governantes, de qualquer matiz, não se deram conta do tamanho que o setor rural da economia brasileira pode ter. A soja do Centro-Oeste cresceu sem passes de mágica. O complexo soja passou a exportar US$ 9,5 bilhões por ano. Qual foi o programa de apoio público que levou isso a acontecer? Nenhum, zero. Tudo ocorreu a despeito do Ibama, das invasões de terras, da inexistência de infra-estrutura. Foi o doido do gaúcho que se embrenhou nesse norte do país.
Foi a pesquisa brasileira, que tinha a semente apropriada. Qual é o programa que o Brasil implementou para ser o maior exportador de carne do mundo? Nenhum, zero.
O tal crédito favorecido de 8,75% de juros praticamente não existe para a pecuária, enquanto a concorrência externa recebe crédito de 3% a 4% de juros ao ano, além de altos subsídios. Sem apoio nenhum, o pecuarista brasileiro melhorou sua tecnologia, aprimorou e expandiu seus rebanhos.
É como se a seleção agrícola brasileira tivesse que disputar o campeonato mundial entrando em campo sem chuteira, sem técnico e sem massagista. E se isso mudar? E se alguém entender o que o mundo inteiro sabe e teme? Se os assuntos importantes que nos perseguem -fundiário, indígena, ambiental e trabalhista - forem administrados sob a ótica do desenvolvimento nacional, atendendo aos interesses brasileiros, ao legítimo anseio de justiça social, sem se curvar às conveniências dos tolos, dos que têm boa-fé, mas não conhecem o assunto, dos que seguem as idéias das marionetes nacionais? O cenário é de abandono, fundamentado no ranço ideológico, no total desconhecimento dos temas do setor, na desigualdade de tratamento em relação aos demais segmentos da economia e à concorrência externa. Ainda assim, a balança comercial brasileira não entra no vermelho porque a balança agropecuária equilibra o jogo. Mas, e se isso acabar? Ou se esse quadro melhorar, com os ministros da agricultura passando a ter o amparo das áreas financeiras dos governos?
Dan Glickman, secretário de Agricultura dos EUA no governo Clinton, indagou certa vez que hospital em que país do mundo poderia ombrear com os resultados obtidos pelo aprimoramento genético de uma variedade de trigo desenvolvida pelo agrônomo norte-americano.
Dillman Bullock, cujo consumo poupou 100 mil mortes por ano por inanição na Índia e no Paquistão. O questionamento demonstra, na prática, o potencial do setor em termos de resultados socioeconômicos. Serve também para avaliar a dimensão e o alcance das conseqüências da já anunciada crise do setor agropecuário.
Os custos da atividade aumentaram consideravelmente, e as produções são menores devido à baixa remuneração da atividade. O que se vê é um enorme desacerto na cadeia produtiva, que se apropria dos ganhos obtidos com o crescimento do setor.
A agricultura cresceu, apresentou resultados, sustenta a balança comercial, mas o agricultor ficou mais pobre. Contribuem para esse quadro a excessiva tributação, a falta de infra-estrutura e a informalidade. A agropecuária gera US$ 38,4 bilhões de superávit na balança comercial, equilibra as despesas do país, mas não fecha a conta de quem produz. Não há mecanismos de financiamento e fomento para a manutenção da renda do produtor. A agricultura está ficando tão cara e tão mesquinha na remuneração do trabalho do agricultor que o processo constitui um perverso sistema de exclusão. Os menos eficientes são expulsos, e os que restam continuam enxergando o fim dos seus negócios num horizonte muito próximo.
As ações oficiais começam a produzir um contingente de novos produtores rurais que logo se tornarão desamparados e sujeitos às mesmas agruras dos outros mais antigos -certamente ainda mais vulneráveis, pela pequena dimensão de suas economias e pela pobreza da gerência. A parte sadia do setor é dinâmica, moderna e competitiva, com resultado econômico-social surpreendente para um país que optou por crescer sem investir em nenhum tipo de política pública constante e definida.
O modelo em vigor distribui a renda ao longo das cadeias produtivas, sacrificando o elo da produção. Seria de utilidade estratégica para o Brasil dedicar mais esforço e matéria cinzenta política para que o setor continue a crescer de forma mais sadia.
Aí, talvez, houvesse recursos para escolas, hospitais, estradas, portos e, quem sabe, até pudéssemos trocar o que sabemos produzir pelos aviões de caça de última geração que a FAB precisa e pela televisão digital japonesa, que faz o papel do circo onde nem sempre há pão.
Por: Antônio Ernesto de Salvo, engenheiro agrônomo Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA Fonte: Folha de São Paulo