Arquivos para março, 2006
27 março, 2006 - 21:16h
Evolução no processamento de embalagens
Nos dois primeiros meses de 2006 já foram processadas 2.490 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos, número equivalente ao volume destinado no mesmo período do ano anterior.
Os estados que mais destinaram embalagens nesse período foram Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com respectivamente 560, 414, 325, 266 e 243 toneladas de embalagens. Nos últimos 12 meses (período compreendido entre março de 2005 e fevereiro de 2006) foram recicladas ou incineradas 17.880 toneladas de embalagens.
Mesmo após 4 anos de funcionamento do sistema, ainda há estados que apresentam evolução, como é o caso de Minas Gerais que destinou 25% a mais de embalagens (passou de 212 toneladas no primeiro bimestre de 2005 para 266 toneladas em 2006), São Paulo, que destinou 14% a mais de embalagens (passou de 363 para 414 toneladas de embalagens) e Mato Grosso que processou 9% a mais de embalagens (passou de 513 para 560 toneladas).
Além dos estados citados acima, que são os que apresentam os maiores índices de recolhimento, merecem destaque Pernambuco com 479% de crescimento (passou de 8 para 50 toneladas), Bahia com 68% de crescimento (passou de 85 para 143 toneladas de embalagens) e Mato Grosso do Sul que apresentou crescimento de 57% na devolução de embalagens (passou de 121 para 191 toneladas de embalagens).
As embalagens vazias de agrotóxicos são recebidas nas mais de 350 unidades de recebimento dispostas em 23 estados do Brasil. Depois de recebidas e avaliadas, podem ter dois destinos finais: reciclagem ou incineração.
O inpEV possui 8 empresas parceiras para a reciclagem que produzem 16 artefatos a partir do material destas embalagens, como conduíte, embalagem para óleo lubrificante, madeira plástica, barricas de papelão, tampas, entre outros. Atualmente são recicladas 87% das embalagens devolvidas.
O sistema de destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos é formado pela integração de diversos elos da cadeia produtiva agrícola como agricultores, canais de distribuição, cooperativas, indústria e o poder público.
O inpEV - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias - é uma entidade sem fins lucrativos que representa a indústria fabricante de defensivos agrícolas em sua responsabilidade de destinar corretamente as embalagens devolvidas pelos agricultores.
O instituto atende às determinações da Lei Federal 9.974/00 e possui atualmente 58 empresas e 7 entidades do setor como associados.
Fontes: O Estado do Paraná http://spaces.msn.com/ambienteemfoco/
19 março, 2006 - 00:05h

Características Gerais das Aves
As aves são vertebrados que descendem dos répteis e após passarem por um período evolutivo complicado, atualmente possuem as seguintes características:
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são vertebrados amniotas, alantoidianos e homeotérmicos;
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são bípedes, pela transformação dos membros anteriores em asas, o que lhes permite (na maioria das vezes) voar;
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o corpo é coberto de penas que contribuem para o vôo e para a manutenção da temperatura corpórea;
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os maxilares foram transformados em bicos e atualmente são desprovidos de dentes;
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existência de um só côndilo ocipital e escamas nas pernas e nos pés (heranças deixadas pelos répteis);
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adaptações que facilitam o vôo como os sacos aéreos nos pulmões, que se enchem de ar e se comunicam com os óssos pneumáticos;
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sistema digestivo completo (com pâncreas, fígado e vesícula biliar) e circulação dupla e completa;
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olhos bem desenvolvidos, com percepção de cores e em alguns casos é composto por duas fovea centralis, o que lhes confere maior campo de visão. Além das pálpebras, há a membrana nictiante que corre cobrindo o olho no sentido horizontal;
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os sexos são separados com certo dimorfismo sexual.
Fontes: http://spaces.msn.com/ambienteemfoco/ www.faunabrasil.com.br
18 março, 2006 - 18:29h

Rastreabilidade garante mercado para produto brasileiro
A oferta de alimentos de qualidade e com certificação de origem está se tornando um dos principais itens de competitividade do agronegócio mundial. E o Brasil tem se destacado como um importante fornecedor de alimento com estas características.
Prova disso, é que 95% do suco de laranja consumido pela rede mundial de lanchonetes McDonald´s, por exemplo, é vendido por produtores brasileiros.
Segundo o vice-presidente da rede no Brasil, Alcides de Mattos Terra Júnior, para atender às exigências de cerca de 1,5 milhão de consumidores da McDonald´s em todo o mundo, os fornecedores brasileiros garantem a rastreabilidade dos produtos, atendendo às normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Tanto os brasileiros como os europeus e os norte-americanos podem e devem saber a origem do produto que consomem”, destacou o executivo. Por isso, acrescentou, a empresa está atenta aos processos da cadeia produtiva dos seus fornecedores. “Só em carne, a rede internacional compra mais de US$ 2 bilhões anualmente”, informou.
A oferta de produtos com garantia de qualidade estará em debate durante a II Conferência Internacional sobre Rastreabilidade de Produtos Agropecuários. O evento acontecerá entre 10 e 12 de abril, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, com a participação de especialistas de 27 países.
O objetivo da conferência é fortalecer mecanismos de intercâmbio em experiências internacionais, sobre sistemas de qualidade e marcos regulatórios em processos agropecuários, tendo em vista a melhoria da inserção brasileira em estratégicos mercados internacionais, especialmente o de alimentos, com qualidade e competitividade.
Fontes: MAPA http://spaces.msn.com/ambienteemfoco/ http://www.flog.0br.net/zootecnia
11 março, 2006 - 12:39h

O agronegócio faz nascer outra urbanização
No Brasil a urbanização se acentuou com o processo de industrialização, acelerado com a revolução de 30. É impossível tentar entender-se o gigantismo de algumas cidades brasileiras – São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente – sem buscar a origem do processo, do fato.
Gradativamente, a política manufatureira de substituição de importações vai sendo substituída por outra política industrial. Esta, baseada na incorporação de novas técnicas, sacrifica o fator trabalho, amputando empregos. A partir daí cria-se nova empresa industrial.
É certo que uma empresa de software é só pessoas, mas a grande parte da indústria tem reduzido pessoal. Ela precisa ter custos competitivos porque, caso contrário, estará eliminada pela concorrência. Ao mesmo tempo, o agronegócio se impõe como a vertente número um na geração de renda.
E o agronegócio, diferentemente da indústria, distribui melhor os empregos pelo espaço físico do país. Não teremos mais cidades em forma e tamanho de megalópolis como as capitais dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Já como conseqüência desta nova realidade, pesquisas constantes do IBGE, focadas na realidade local, apontam: 1- crescimento maior da população de determinadas cidades anteriormente consideradas pequenas. Não todas, mas muitas e bem distribuídas sobre o território físico do país, 2- antes, uma expansão maior de renda per capita nestes mesmos municípios, acentua-se atualmente. Em nossa região, alguns casos já estão se confirmando seguidamente. Luiz Antônio, Gavião Peixoto, Colômbia, Bebedouro, Vista Alegre do Alto – para ficarmos em alguns municípios apenas – têm tido maior crescimento de renda do que os mais populosos. É também por isto que estão tendo renda per capita bem expressiva. É também por isto que começam a atrair pessoas para ali residirem.
O fato é muito bom. Um dos problemas da paisagem brasileira, talvez o maior, é a concentração social e mesmo espacial de rendimentos. A espacial, pelo menos, começa a mudar. Não como um evento, mas como um processo. E, na medida em que esta renda se desconcentrar, na medida em que novas oportunidades forem surgindo, serão elas portos seguros para chamar pessoas que, no passado, buscavam os centros industrializados pelas chances que eles ofereciam.
A cidade de São Paulo, no auge da industrialização, foi uma terra de oportunidades. Que deixou de ser exatamente quando a economia brasileira começou a se alterar. Como estamos vendo.
Centros industrializados normalmente têm muitas favelas.É que onde há favela, há emprego. O que ocorre é que o emprego gerado é sempre em quantidade menor do que a procura crescente pelo poder de atração que sua economia exerce nas pessoas de outras cidades. E, na medida em que não há tanto emprego, não há tanta oferta de imóveis para locação.
A perda de importância econômica das cidades de maior porte pode-se ver na crise que acomete o mercado de locação, sobretudo o da vertente residencial.
Por: Antônio Vicente Golfeto
Fonte: Jornal A Cidade http://spaces.msn.com/ambienteemfoco/ http://fotolog.terra.com.br/agronegocios
9 março, 2006 - 20:57h

Escorpiões – seus perigos e precauções necessárias
Os escorpiões são aracnídeos (isso mesmo, não são insetos!) e sua origem é pré-histórica, datada de mais de 400 milhões de anos. Desta forma, estes animais sobreviveram a todas as grandes catástrofes naturais que o planeta já viveu, sendo sobreviventes e, conseqüentemente, mais eficientes que grandes animais, como os gigantes dinossauros.
Existem centenas de espécies de escorpiões e nem todas apresentam perigo para as pessoas, apesar de algumas espécies serem extremamente venenosas e letais.
Podem viver até 5 anos, atingindo a maturidade sexual com cerca de 1 ano e meio. O principal aspecto relacionado aos escorpiões que preocupa a maioria das pessoas é o seu veneno. São animais considerados perigosos e até mesmo mortais, pois seu veneno pode mesmo causar a morte.
Não existem estatísticas confiáveis no Brasil, que relatem o número de acidentes por envenenamento de escorpião. Mesmo assim, podemos afirmar que crianças e pessoas idosas são mais suscetíveis, correndo maiores riscos quando expostos ao veneno destes animais.
Os escorpiões conseguem controlar a quantidade de veneno inoculado em uma ferroada, utilizando quantidades maiores para animais maiores ou quantidades reduzidas, quando o animal for pequeno. Entretanto, nem sempre o escorpião injeta seu veneno quando aplica a ferroada em uma presa.
Estes animais podem ser encontrados em quase todo o mundo, não sendo diferente aqui no Brasil. Mesmo em grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, etc., os escorpiões podem ser facilmente encontrados, o que pode trazer grandes riscos às populações. O primeiro cuidado a ser tomado para evitar acidentes com escorpiões é não acumular lixo ou entulho em quintais, pastos ou mesmo em garagens. Este lixo e a umidade criam um ambiente perfeito para a proliferação dos escorpiões.
Outro cuidado que podemos ter é manter os ambientes sempre livres de insetos, pois estes são os principais alimentos dos escorpiões.
Quando uma pessoa é picada por um escorpião o primeiro sintoma é a dor, que pode ser localizada ou não. Outros sintomas possíveis são náuseas, vômitos e falta de ar.
O veneno atua, principalmente, no sistema nervoso e pode causar morte por insuficiência cardíaca e respiratória. Se houver suspeita de ferroada de escorpião, a vítima deverá se encaminhar, o mais rápido possível, a um hospital ou ao centro de controle de zoonoses (CCZ) de sua cidade.
Fontes: Ruralnews http://www.faunabrasil.com.br http://spaces.msn.com/ambienteemfoco/
5 março, 2006 - 20:33h

Turismo gerou US$ 402 milhões no mês de janeiro
A entrada de turistas estrangeiros no Brasil em janeiro gerou um recorde de receita do setor: US$ 402 milhões, segundo dados do Banco Central (BC). O valor representa a maior entrada mensal de divisas registrada em um único mês, além do aumento de 11,6% em relação a agosto e dezembro de 2005, que tiveram, cada um, receita de US$ 360 milhões, a maior até então. Em relação a janeiro do ano passado, o crescimento é de 17,8%.
De acordo com Ministério do Turismo, o aumento de recursos se deve ao crescente número de estrangeiros que visitam o país, que passaram de 3,7 milhões, em 2002, para 5,5 milhões, em 2005. O resultado também reflete a maior entrada de europeus, que superou o número de sul-americanos, os estrangeiros que, tradicionalmente, mais viajavam ao país.
Mais europeus, segundo o ministério, significa maior ingresso de recursos. O ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, atribui o crescente interesse dos estrangeiros pelo país às ações de divulgação no exterior realizadas pelo governo e por características do Brasil e dos brasileiros destacadas em pesquisas pelos próprios estrangeiros. “Eles vêm por causa do patrimônio histórico, da natureza, das festas, da gastronomia e pela alegria, a cortesia do povo brasileiro”, observou.
Contratações
A expectativa do setor de turismo para 2006 é aumentar o faturamento e o número de contratações no primeiro semestre. A tendência foi apontada pelo Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, publicação trimestral elaborada pelo Ministério do Turismo e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O estudo pesquisou 748 empresas de oito setores relacionados ao turismo. Das agências de turismo, 75% avaliam que terão aumento de faturamento em comparação com o primeiro semestre de 2005.
No setor de eventos, 40% esperam faturar mais e, nas operadoras de turismo, esse índice chega a 100%. Alguns analisam que será preciso contratar mais pessoal, como o setor de hotelaria. Para atender à demanda o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, afirma que alguns setores terão que investir em infra-estrutura. O setor aéreo, por exemplo, precisa crescer mais de 20% em 2006 para atender a demanda, de acordo com o ministro.
Walfrido espera ainda aumentar o número de estrangeiros que visitam o país e também a entrada de divisas internacionais. A expectativa é que fique entre 6,5 milhões e 7 milhões em 2006. Em 2005, o ingresso de dólares cresceu 18%, chegando a US$ 3,8 bilhões. “Vamos chegar perto dos US$ 5 bilhões em 2006 só na entrada formal do Bacen (Banco Central do Brasil)”, estima o ministro.
O estudo abrange as agências de viagens, eventos, hotelaria, operadoras, receptivo, restaurantes, transporte aéreo, parques temáticos e atrações turísticas. Os três últimos foram incluídos a partir desta edição.
Fonte: O Estado do Paraná
5 março, 2006 - 19:47h
Brasil implanta programa para controlar resíduos biológicos
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) enviou em 02/03/06 para publicação no Diário Oficial da União a portaria que institui o Programa Nacional de Controle de Resíduos Biológicos para 2006 (PNCR) em carnes (bovina, aves, suína e eqüina) leite, mel, ovos e pescados.
O Plano visa dar as garantias de controle, do monitoramento dos resíduos e contaminantes dos produtos pecuários brasileiros com destino à exportação e ao mercado interno.
Para atender compromissos firmados anteriormente com a União Européia, o Mapa, juntamente com a iniciativa privada, decidiu ampliar as garantias previstas no PNCR para o exercício de 2006 para o mel, incluindo a análise de mais sete substâncias às seis que constam no plano original.
A informação obtida do bloco europeu foi de que a importação do mel brasileiro deverá ser suspensa devido a não implementação dos compromissos anteriormente firmados em relação ao monitoramento do produto.
Embargo ao mel - De acordo com o coordenador de Resíduos e Contaminantes da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Adauto Lima Rodrigues, com a inclusão das novas substâncias resgata-se o compromisso oficial junto às autoridades sanitárias européias e é uma demonstração objetiva da parte do Brasil para que o embargo ao mel brasileiro seja reavaliado pela União Européia.
Segundo ele, não temos conhecimento de nenhuma notificação quanto à qualidade do mel produzido no Brasil e as medidas adotadas pelo ministério podem ajudar na reavaliação do possível embargo.
Para os representantes do setor privado, que estiveram reunidos hoje com técnicos do Mapa, o eventual embargo ao produto brasileiro vai gerar um impacto social grande para o país, uma vez que a produção de mel brasileira é feita em sua maioria por pequenos produtores.
Em 2005, o Brasil exportou 14,4 mil toneladas de mel que gerou uma receita de US$ 18, 9 milhões para o país. São Paulo (US$ 7,72 milhões), Ceará (US$ 3,4 milhões) Piauí (US$ 3,05 milhões) e Santa Catarina (US$ 2,93 milhões) foram os principais produtores.
Fontes: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Imprensa http://spaces.msn.com/ambienteemfoco/ http://www.flog.0br.net/ecologia
5 março, 2006 - 17:12h

A aftosa e o prato do brasileiro
Embora até o presente momento a crise sanitária protagonizada pela febre aftosa não tenha apresentado nenhum risco à saúde humana — pelo menos não há registro conhecido de tal fato, a não ser o prejuízo econômico —, ela traz à tona o descuido com o bem-estar animal e, conseqüentemente, com o dos consumidores, mais em particular, com o dos brasileiros.
Paralelamente à polêmica que insurgiu entre o governo federal e o estadual em relação à questão, e ao fato de Brasil e Argentina torcerem para que a ocorrência da enfermidade se agrave mais em um país do que em outro, a fim de evitar perdas pontuais de mercado e, de modo geral, ampliar a presença, respectivamente, de suas carnes e derivados no mundo, surge uma vertente dessa crise muito mais local e não menos importante. Trata-se da qualidade do produto que consumimos dentro do território nacional. Lamentavelmente, as regras criadas pelo governo federal — voltadas à segurança alimentar e que só podem ser garantidas a partir da adoção do conceito da rastreabilidade pela cadeia produtiva “do pasto ao prato” — só servirão às exigências do mercado externo. Os consumidores brasileiros, ora os consumidores brasileiros… Em termos de mercados externos, as maiores exigências partem da União Européia (UE).
O bloco econômico responde por 37% das nossas exportações de carne bovina. O livro branco da Segurança Alimentar da União Européia é bem preciso nas suas exigências. Para os europeus, somente o conhecimento da origem dos produtos, com base na rastreabilidade, permite assegurar o consumo.
Cabe lembrar que, em 2005, o Brasil embarcou 2,391 milhões de toneladas de carne bovina (equivalente/carcaça), correspondente a uma receita de US$ 3,149 bilhões. É isto que mobiliza o governo federal e o setor exportador a deflagrarem ações direcionadas à defesa da sanidade animal. Enquanto isso, em terras brasileiras, nós abatemos 45 milhões de bovinos em 2005.
Desse volume, estima-se que o nível de operações clandestinas alcance algo em torno de 40%. Embora no Brasil exista uma legislação preventiva voltada a coibir essa prática ilegal — o abate de carne sem inspeção sanitária é crime punível com prisão de até dois anos e multa para quem o fizer para consumo público — é muito raro o registro de alguém que tenha sido preso em virtude disso.
Entre os motivos que provocam essa fragilidade no sistema de defesa sanitária animal no País estão os recursos financeiros. Os valores disponibilizados pelos cofres públicos Brasil ficam aquém do necessário para a realização de um controle mínimo de fiscalização.Por sua vez, o Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa) também não consegue estabelecer um fundo para assistir à América do Sul. Vale lembrar que a erradicação da febre aftosa em um país com as dimensões territoriais do Brasil e suas extensas áreas de fronteiras, exige não só controle interno, mas também dos países vizinhos, uma vez que a proximidade é muito grande.
De um lado da porteira, solo brasileiro. De outro, pasto uruguaio, argentino, paraguaio e boliviano, muitas vezes, separados por uma simples cerca de arame farpado. Ainda que seja para defender apenas o bom desempenho da balança comercial e dos exportadores nacionais, a questão da biosseguridade — implantação de um conjunto de normas sobre os cuidados necessários para proteger um rebanho da introdução de doenças — é vital para um país que deseja consolidar sua liderança como fornecedor mundial de proteína animal e seus derivados.
Afinal de contas, se não conseguimos cuidar da febre aftosa, como poderemos assegurar aos clientes de nossas carnes que temos controle sobre a encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida popularmente como “mal da vaca louca”, e a Influenza aviaria, a “gripe do frango”, ambas fatais caso sejam contraídas por seres humanos? Enquanto isso, do outro lado do balcão do açougue, o brasileiro, muitas vezes alheio a todas essas questões, enfrenta fila para garantir o churrasco de domingo.
Resta saber até quando as cadeias das carnes continuarão a tratar com desdém o público brasileiro. O certo seria, como pregam os sábios orientais, aproveitar o momento de crise e transformá-lo em oportunidade. Chance de fazer a lição de casa bem-feita desta vez não só para inglês ver, mas para brasileiro também poder saborear.
Por: Manoel Henrique Farias RamosVice-presidente FecomércioFederação do Comércio do Estado de São Paulo
Fontes: DCI - Comércio Indústria & Serviço http://spaces.msn.com/ambienteemfoco/
4 março, 2006 - 20:46h

Evitar e combater queimadas, bom para a ecologia e para o produtor rural
As queimadas são tragédias ecológicas que acontecem em grande parte do território brasileiro, todos os anos, principalmente durante a época de estiagem. Com a vegetação ressecada pela falta de chuva, qualquer fagulha pode detonar uma catástrofe, dizimando enormes áreas de vegetação e matando uma grande quantidade de animais. Além disso, o prejuízo pode se estender por áreas produtivas, como pastagens, lavouras ou, até mesmo, áreas habitadas.
Outro aspecto muito importante que diz respeito às queimadas é que os gases emanados atuam no efeito estufa, assunto que tanto preocupa toda a comunidade internacional. Monitorados por satélites, os focos de queimadas no Brasil estão crescendo em um ritmo alarmante, causando a emissão de toneladas de gases que contribuem para o aumento do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, mudanças climáticas e outras possíveis devastações ecológicas.
O aspecto mais preocupante no que diz respeito à natureza das queimadas no Brasil é que a maior parte delas poderia ser evitada ou minimizada, pois são diretamente causadas pela irresponsabilidade de produtores rurais que ateiam fogo em pastagens ou lavouras para, posteriormente, iniciar uma nova cultura no local. Além disso há, também, o descaso e o descuido que as provocam, como um simples cigarro aceso jogado da janela de um automóvel, na beira de uma estrada ou, ainda, a criminosa prática de "soltar balões", principalmente durante a época das secas.
O que queremos ressaltar é a importância da responsabilidade de cada produtor rural, individualmente, policiar sua propriedade e região. Isto é vital, pois sem a ajuda deles, as autoridades pouco podem fazer para conter o avanço da devastação. Existem algumas providências simples que podem ajudar na prevenção de acidentes que acarretem grandes queimadas e incêndios.
Podemos citar, por exemplo, as seguintes: - nunca realizar queimadas em pastos ou lavouras, mesmo que, aparentemente, seja algo totalmente controlável; - proibir os funcionários de fumar nos pastos e nas lavouras. Isso é bastante difícil, mas sempre surte algum efeito, pois alguns se intimidam diante da possibilidade de perder o emprego, caso sejam descobertos; - quando uma determinada área apresentar a vegetação muito seca, se possível, deve-se "regar" ou molha-la, não totalmente, mas em pontos estratégicos, visando prevenir ou ajudar a conter um possível incêndio; - Capinar, preventivamente, faixas de terra, deixando-as totalmente limpas e usando-as para isolar outras áreas com perigo potencial de ocorrência de incêndios.
Existe um grande número de medidas preventivas que podem e devem ser tomadas. É aconselhável que se procure o grupamento de bombeiros da região, para obter orientação preventiva e, se possível, que todas as pessoas envolvidas no trabalho na propriedade rural assistam as instruções dadas pelos bombeiros.
Esta é a primeira e mais importante medida de segurança que o produtor rural deve tomar, para evitar prejuízos com as queimadas e para, conscientemente, ajudar na proteção ambiental.
Fontes: Redação RuralNews http://spaces.msn.com/ambienteemfoco/
3 março, 2006 - 17:52h

Projeto permite exploração de palmeiras em reserva legal
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6424/05, do Senado, que permite a reposição de áreas florestais, em reservas legais, com palmeiras que podem ser exploradas economicamente, como o açaí, o dedenzeiro e o babaçu.
O projeto modifica o Código Florestal (Lei 4771/65). A proposta deixa claro que a palmeira pode ser nativa ou não da área onde será cultivada. Outras plantas nativas do local também terão prioridade na recomposição das reservas legais.
Atualmente, as empresas agroindustriais são obrigadas a preservar parte da área explorada para manutenção do ecossistema. Essa parte é chamada de reserva legal. O percentual de proteção varia de acordo com a região e chega, por exemplo, a 80% nas propriedades rurais da Amazônia.
Se o projeto for aprovado, mesmo essa parte destinada à preservação poderá ser manejada economicamente.
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fontes:Agência Câmara http://spaces.msn.com/ambienteemfoco http://www.flog.0br.net/ecologia
3 março, 2006 - 15:05h
Indústria de equipamentos mira biodiesel
Aumento no número de projetos de usinas leva empresas a apostar em novo segmento de negócios. O avanço dos projetos de instalação de usinas para produção de biodiesel - que começaram a sair do papel no segundo semestre de 2005 - já movimentam o mercado de equipamentos. A procura por máquinas para esmagar grãos e refinar óleos vegetais para a produção do combustível levou indústrias a investir na reformulação de equipamentos e na abertura de um novo segmento de negócios.
De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, existem hoje oito usinas em operação no Brasil e há projetos para instalação de outras 26. A produção de biodiesel atingiu 736,1 mil de litros o ano passado e deve chegar a 815 mil este ano. Com a entrada em operação de todas as usinas, a capacidade produtiva chegará a 1,118 bilhão de litros por ano.
A Andritz Separation, empresa do grupo austríaco Andritz, atua no Brasil desde 1994 na produção de equipamentos para indústrias de mineração e papel e celulose. Desde o ano passado, o grupo iniciou a venda de equipamentos adaptados para a filtragem de óleos vegetais.
Maurício Heinzle, co-diretor geral da Andritz Separation, afirma que a empresa vendeu equipamentos para três usinas-piloto, e a tendência é de que as vendas cresçam mais este ano."A demanda está crescendo no Brasil. O avanço desse segmento vai depender da política a ser adotada na área de combustíveis", observa Heinzle.
Ele relata que tem recebido consultas também de indústrias de países da América do Sul. Heinzle projeta para este ano um crescimento de 20% nas vendas de equipamentos de filtragem em relação a 2005 (esse número inclui máquinas para a área de mineração, carro-chefe da empresa).
A Ecirtec Equipamentos e Acessórios Industriais, com sede em Bauru (SP), também está com a carteira de pedidos mais ampla este ano por conta da demanda na área de biodiesel. Adilson Manzano, sócio-proprietário, informa que a empresa vendeu equipamentos para a instalação de dez usinas de pequeno porte em 2005.
Segundo Manzano, a procura tem partido principalmente de universidades (que instalam usinas-piloto para o desenvolvimento de biocombustíveis) e produtores rurais. O custo para a montagem de uma usina de pequeno porte, capaz de processar 500 quilos de grãos por hora, é de aproximadamente R$ 20 mil. "Para este ano estamos com uma carteira de pedidos boa, com média de mais de duas usinas por mês, incluindo equipamentos para plantas de grande porte, que produzem até 20 mil litros de biodiesel por dia."
O avanço dos projetos na área de biodiesel também estimulou o engenheiro químico Sebastião Carlos de Oliveira a montar uma indústria de equipamentos para biodiesel. Fundada há dois anos em Piracicaba (SP), a Petrobio é a única no país que obteve certificado de qualidade da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para produção de equipamentos capazes de produzir biodiesel com etanol.
Oliveira diz que já recebeu consultas de empresários russos, italianos, americanos e franceses interessados em investir em usinas de biodiesel no Brasil. Ele tem encomendas para a instalação de seis usinas de biodiesel este ano.
De acordo com Newton Mello, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), esses equipamentos são similares aos usados pelas indústrias de alimentos e farmacêuticas e ainda não há estatística específica sobre o segmento. "É um setor incipiente, mas já se percebe um movimento de expansão da demanda", diz.
Segundo a Abimaq, em 2005, o setor de máquinas cresceu 17,8% no mercado interno, com vendas de R$ 55,617 bilhões. Para este ano, a entidade prevê resultados próximos aos de 2005, com perdas em alguns segmentos em função do câmbio e melhora nas vendas de equipamentos para indústrias gráfica, de máquinas rodoviárias e equipamentos pesados devido ao ano eleitoral.
Fontes: Valor Econômico http://spaces.msn.com/ambienteemfoco/