Arquivos da categoria: 'Queimadas'
6 setembro, 2010 - 16:07h
Mato Grosso é o estado com maior número de focos, seguido do Pará.
Em Tocantins, Ilha do Bananal já perdeu 45% de sua área total.
A estiagem que já dura meses no centro do país é a principal responsável pelo aumento de focos de incêndio. A situação registrada em agosto é preocupante, pois o número de casos triplicou na comparação com agosto do ano passado.
O total de focos de incêndio em agosto chegou a 26.954, aumento de 260% em relação ao mesmo período do ano passado. Mato Grosso é o estado com o maior número de registros: 8.359 focos, 500% mais que há um ano. No Pará, foram registrados 5.772 focos, aumento de 140%.
Em Tocantins, foram 4.357 casos, variação superior a 600% na comparação com agosto de 2009. No estado, o fogo destruiu quase metade da vegetação da Ilha do Bananal e o trabalho dos bombeiros para controlar as chamas é intenso. No total, 150 homens estão em alerta, reunindo forças do Exército, do Ibama e do Corpo de Bombeiros, além de indígenas que se dividem em dois grupos para que o combate não seja interrompido. Dos mais de 2 milhões de hectares da Ilha do Bananal, pelo menos 45% já foram destruídos.
Em Mato Grosso, o fogo já atingiu a mesma área três vezes nos últimos dias e sobrou pouca coisa nas propriedades rurais. Pastagens foram queimadas e há muita fumaça.
Uma das regiões atingidas é a do assentamento Antônio Conselheiro, onde vivem cerca de 1.500 famílias. Na propriedade, o fogo atravessou a pastagem e chegou ao bananal, onde cerca de 3.000 pés foram perdidos em menos de 24 horas.
A agricultora Maria Aparecida Souza teve de assistir ao fogo destruir sua propriedade de 25 hectares sem poder fazer nada. "Queimou tudo que eu tinha e agora fiquei sem onde apanhar minhas três cabeças de criação", afirma.
Em Brasília, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, avaliou a situação das queimadas no país. "O dado do Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (Inpe) é que tem menos queimadas hoje na Amazônia do que teve no passado e tem queimada bastante crítica acontecendo no cerrado, embora não seja o ano mais crítico. Nós tivemos uma situação mais crítica em 2007", disse ela.
Fonte: G1/Amazônia
3 setembro, 2010 - 16:04h
Novos incêndios atingiram áreas florestais no Rio de Janeiro. No Parque Estadual dos Três Picos, administrados pelo Instituto Estadual de Florestas, Inea, cerca de 80 hectares de pastagens, florestas e campos rupestres foram atingidos.
O foco foi identificado em um local chamado de Buraco do Ouro, em Teresópolis. O combate foi feito por 25 homens, incluindo agentes do Inea, bombeiros e guarda-parques. Na quinta-feira, 02, foi realizada a operação de rescaldo no local.
A administração do parque acredita que o fogo teve início a partir de queimadas de limpeza de pasto realizadas por proprietários rurais do entorno do parque. O fogo alastrou-se para a régio do parque devido às condições climáticas, com tempo seco e baixa umidade.
Outro incêndio foi identificado, no final de semana, na região das Torres de Bonsucesso, atingindo cerca de 20 hectares. Denúncias indicam que jovens teriam soltados fogos de artifício no local.
Nos dois casos, será apurada a responsabilidade dos suspeitos, que podem ser multados e responder a processo por crime ambiental.
O Inea registra em seu site um relatório com o Índice de Risco de Incêndios, com atualização diária, conforme publicado em EXCLUSIVO: Inea lança alerta contra incêndios em unidades de conservação no Rio. O endereço para acesso aos índices é: http://www.inea.rj.gov.br/.
*Fonte: Portal Ambiental com informações do Inea.
3 setembro, 2010 - 15:31h
Um estudo sobre o potencial econômico das Unidades de Conservação do Brasil, como parques e florestas públicas, é desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo é levar os resultados obtidos à COP-10, a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, que acontece em novembro, na cidade de Nagoya, no Japão.
A partir do estudo, será elaborado um diagnóstico das oportunidades econômicas que áreas de preservação brasileiras oferecem. "O país tem um amplo potencial de aproveitamento dos parques, que ainda é pouco conhecido e explorado", diz Fábio França de Araújo, diretor do departamento de áreas protegidas do MMA.
Das 310 áreas de conservação federais e 374 estaduais apenas 26,7% permitem variedade de usos econômicos, como ecoturismo, pesquisa científica, manejo de recursos florestais e agricultura. Nos Estados Unidos, por exemplo, o turismo em parques nacionais promove uma receita de US$ 15 bilhões na economia e gera 250 mil empregos.
Fonte: Globo Rural
1 setembro, 2010 - 15:52h
Apesar da alta incidência de focos de incêndio no Brasil, o desmatamento na Amazônia diminuiu 48% entre agosto de 2009 e julho de 2010, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De acordo com o balanço foram desmatados 2.293,61 quilômetros quadrados (km2) na Amazônia, enquanto no período anterior, entre agosto de 2008 e julho de 2009, o total devastado foi de 4.372,79 km2. A expectativa da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, é de que o desmate diminua ainda mais até o fim de 2010.¿Nós estamos otimistas, porque o Deter nos sinaliza essa redução em relação ao ano passado, que já havia sido o menor ano em desmatamento , com dado bastante específico, de quase 50% de redução, o que sugere que nós poderemos ter um número de redução também expressivo no fim do ano¿, projetou a ministra.
Izabella Teixeira afirmou que o levantamento atual apresenta maior solidez do que o do ano passado, pois foi feito em um período com menor incidência de nuvens, o que permite um registro melhor das imagens da Terra pelo satélite. Segundo a ministra, o MMA está tentando identificar as causas do que está ocorrendo no estado do Amazonas, onde houve um crescimento de 8% no desmatamento em relação a 2009. Os municípios de Lábrea e Apuí são os principais responsáveis pelo aumento da área desmatada.
Deter
O Deter é um levantamento feito mensalmente pelo Inpe, desde maio de 2004, sobre desmatamento na Amazônia, por meio de dados dos satélites Terra/Aqua e Cbers. O programa foi desenvolvido como um sistema de alerta para dar suporte ao controle do desmate e à fiscalização. O sistema mapeia tanto áreas de corte raso, como áreas em processo de desmatamento por degradação florestal.
Listamos para você os resultados registrados pelo Deter desde o início da operação do sistema:2004/2005: 12.310 km2 de área desmatada;2005/2006: 10.937 km2;2006/2007: 4.972 km2;2007/2008: 8.139 km2;2008/2009: 4.373 km2;2009/2010: 2.294 km2.
Queimadas
O MMA também divulgou nesta terça-feira que foram detectados 259.942 focos de calor em todo o país no mês de agosto. Embora este número não signifique ocorrência de incêndios em todos os casos, foi constatado que 85 unidades de conservação foram atingidas (em seu interior ou no seu entorno). Segundo a ministra Izabella Teixeira, a situação é pior no Parque Nacional das Emas, no interior de Goiás, que foi totalmente destruído pelo fogo, iniciado no dia 13 deste mês.
As condições climáticas desfavoráveis (baixa umidade) e o grande número de queimadas ilegais, feitas principalmente por agricultores, são os principais responsáveis pelo alto índice de incêndios, segundo a ministra Izabella Teixeira.
Em 2010, cerca de 46 mil focos de queimadas foram registradas pelo Inpe em todo o país. O número representa aumento de aproximadamente 150% em relação aos focos detectados em 2009. Apesar deste ano ter temperaturas mais altas, umidade relativa do ar mais baixa e menos chuvas do que o ano passado, não se deve creditar o aumento de incêndios às causas climáticas, de acordo com a pesquisadora do instituto, Karla Longo.
¿O fato de termos uma estação seca e outra úmida, é natural, mas uma estação de queimadas é opção do país. As pessoas assumem essa sazonalidade como normal, o que não é verdade¿, explicou a pesquisadora. Segundo ela, as condições atmosféricas favorecem os incêndios e 99% das queimadas são provocadas, mas as principais causas são econômicas e culturais.
Fonte: Portal Terra
1 setembro, 2010 - 15:41h
O Parque Nacional das Emas, no sudoeste de Goiás, perdeu 90% de sua área em dois dias devido a incêndios originados em fazendas de seu entorno no dia 13 de agosto, sexta-feira.
Os dados foram divulgados ontem pela ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente). Uma perícia do Corpo de Bombeiros está sendo feita no local, e os responsáveis pelo fogo podem pegar até quatro anos de prisão.
Ela reafirmou que o governo está agindo para conter as queimadas, que explodiram em agosto."Se está acontecendo do jeito que está acontecendo é porque a gente preveniu. Poderia ser muito pior", afirmou a ministra.
O mês inteiro registrou 259 mil focos de calor, um número que Teixeira qualificou de "fora da curva".
Luciano Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), atribuiu a explosão das queimadas em agosto de 2010 a limpeza de áreas "represada" devido às chuvas de 2009, que impediram os produtores de queimar áreas desmatadas.
"As queimadas controladas fugiram do controle", afirma. Ele diz que a fiscalização neste ano foi maior do que no ano passado, quando tanto queimadas quanto desmatamentos tiveram baixa em relação à média histórica.
Fonte: Folha.com
1 setembro, 2010 - 15:31h
O Ministério do Meio Ambiente divulgou, nesta terça-feira (31), que foram detectados 259.942 focos de calor em todo o país no mês de agosto e, embora isso não signifique ocorrência de incêndios em todos os casos, foi constatado que 85 unidades de conservação, em seu interior ou no seu entorno, foram atingidas. Segundo a ministra Izabella Teixeira, a situação é pior no Parque Nacional das Emas, no interior de Goiás, que foi totalmente destruído pelo fogo, iniciado no dia 13 de agosto.
Ela disse que as responsabilidades pelo incêndio, iniciado fora do parque, serão apuradas para que os culpados sejam processados. O Parque Nacional das Emas é cercado por fazendas de soja, que, segundo a ministra, podem ter provocado o incêndio. Em 24 horas, conforme fotos exibidas por ela, o parque foi inteiramente destruído.
Izabella Teixeira disse que os principais focos de calor atualmente estão na região de Cerrado. Os gastos do governo no combate a incêndios em áreas de vegetação somam R$ 29,3 mil. O estado com maior quantidade de focos é Mato Grosso, com 63.992 (27%); seguido do Pará, com 62.718 (26%); Tocantins, 32.014 (13%); Maranhão,14.218 (6%); e de Rondônia,14.056 (5%).
Fonte: Jorge Wamburg/ Agência Brasil
1 setembro, 2010 - 15:29h
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, divulgou nesta terça-feira (31) dados que indicam que os incêndios no país estão concentrados no bioma Cerrado. Mais de 67% do total de focos localizados estão em áreas privadas e acontecem porque fazendeiros e índios usam o fogo como manejo e perdem o controle das queimadas provocadas. De acordo com o levantamento, 13% dos focos estão em áreas indígenas, 8% em assentamentos da reforma agrária e 7% em unidades de conservação.
O Ibama e o Instituto Chico Mendes fizeram, também, um levantamento das ações do governo no combate ao fogo. Foram consumidos R$ 30 milhões nas operações, que envolvem mais de cinco mil homens, oito aviões, sete helicópteros e pelo menos 90 viaturas, trabalhando em todos os turnos e em todas as 109 áreas críticas.
Foi anunciada, ainda, a liberação de mais R$ 20 milhões para dar continuidade às operações, que devem se estender até meados de setembro, quando as chuvas voltam à região. A ministra informou, ainda, que uma parte significativa de toda a estrutura montada pelo PrevFogo, do Ibama, e coordenada pelo Pronafogo, que envolve vários órgãos federais e estaduais, é gasta para apagar incêndios em propriedades privadas no entorno de unidades de conservação. Sem essa medida, o fogo avançaria sobre os parques e reservas ambientais comprometendo a biodiversidade protegida, esclarece.
Na entrevista coletiva, o MMA apresentou imagens de satélite que mostram o Parque Nacional das Emas sendo consumido pelo fogo, que começou em sua região de entorno. Os 10 km em volta do parque são ocupados pelo plantio da soja de onde teria partido a frente de fogo. Entre os dias 13 e 14 de agosto, o vento espalhou as chamas pelo parque em menos de 48 horas, apesar dos esforços dos brigadistas e das equipes do Ibama e ICMBio e só agora está sob controle. De acordo com ela, a perícia está apurando onde começou o incêndio e de quem é a responsabilidade pela destruição de mais 90% dos 132 mil hectares de área protegida do Centro-Oeste. O que sabemos e as imagens de satélite confirmam é que o fogo começou fora do parque. Há fortes suspeitas de que o incêndio tenha sido criminoso. Identificados os autores, eles podem pagar multas de até 50 milhões de reais e entre dois e quatro anos de prisão.
Os quase 260 mil focos de calor registrados pelos satélites utilizados pelo Inpe para o monitoramento não correspondem ao número de incêndios, que podem ser bem menor. Segundo Izabella esse não é o ano onde ocorreu a maior quantidade de queimadas. Em 2007 esse número foi maior, chegando a quase 38 mil contra os 12,5 mil registrados até agora. O levantamento final sobre a situação real só sairá em novembro. "Existem várias outras fontes de calor, e mesmo uma específica pode aparecer mais de uma vez no levantamento. Há limitações que são da tecnologia usada para monitorar", explicou Izabella.
Os números envolvidos no combate ao fogo impressionam, mas, segundo a ministra, ainda são poucos para dar conta do número de queimadas que ocorrem em todo o País. "Há vinte anos não havia qualquer estrutura, hoje já temos equipes nos parques, brigadistas e uma estrutura de combate aos incêndios", diz. No total, o Ibama emprega 1 mil e 300 brigadistas e o ICMBio 1 mil e 600, além dos 200 servidores das unidades de conservação.
Fonte: Paulenir Constâncio/ MMA
30 agosto, 2010 - 16:04h
O incêndio que atinge a Serra da Canastra, no centro-sul de Minas Gerais, já destruiu pelo menos 80 mil hectares de mata preservada, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O fogo começou na noite de quinta-feira, 26, e o os bombeiros foram acionados na sexta-feira, 27.
Ontem, o fogo tomou grandes proporções, segundo a corporação. Cerca de 30 brigadistas do Parque Nacional da Canastra e 15 bombeiros tentam controlar as chamas.
Fonte: Paraná Online
30 agosto, 2010 - 15:43h
Três regiões do país (Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste) têm quase a totalidade de seus territórios sob risco crítico de fogo, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). De acordo com imagens de satélite, os únicos Estados que registram condições classificadas como de risco mínimo são Roraima e Amapá.
Além deles, as maiores áreas sem risco estão no Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Rondônia e no Nordeste.
O risco de fogo foi desenvolvido pelo Inpe com base na análise da ocorrência de centenas de milhares de queimadas nos principais tipos de vegetação do país durante os últimos anos, em função das condições e históricos meteorológicos na área de cada evento.
Quanto mais dias sem chuva, maior o risco de queima da vegetação –são incluídos no cálculo também o tipo e o ciclo natural de desfolhamento da vegetação, temperatura máxima e umidade relativa mínima do ar, assim como a presença de fogo.
QUEIMADAS
Da meia-noite de ontem até o fim da manhã de hoje, foram registrados 1.391 focos de incêndios no país. Mato Grosso foi o Estado com maior incidência de queimadas, com 729 focos, segundo o monitoramento do Inpe. Só neste mês de agosto, já são 22.730 pontos de queimadas registrados no país.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o número de focos pode não refletir a gravidade dos incêndios. O ministério destaca que a situação é preocupante em sete regiões: Tocantins, leste de Mato Grosso, oeste da Bahia, algumas áreas do Piauí e de Minas Gerais, Rondônia e no sul do Pará.
Ainda segundo o ministério, cerca de 10 mil pessoas estão envolvidas no trabalho de combate ao fogo, principalmente nas áreas de proteção ambiental. Desse contingente, 3.000 são do Instituto Chico Mendes e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e 7.000 são bombeiros de todo país.
Esta semana, o Ibama já aplicou mais de R$ 4 milhões em multas por queimadas ilegais na região Norte. Em Rondônia, uma pessoa foi presa em flagrante ontem (26) por atear fogo, sem autorização, em uma pastagem. Além da prisão, o infrator recebeu multa de R$ 3,4 milhões.
No Pará, sete proprietários rurais dos municípios de Novo Progresso e Altamira, no oeste do Estado, também foram multados. Eles provocaram queimadas em 724,91 hectares de pastos e florestas em regeneração. Além da multa de R$ 726 mil, o Ibama embargou as áreas.
Segundo o Ibama, a multa por queimada irregular é de R$ 1.000 por hectare em área de pasto e de R$ 5.000 em áreas de conservação, reservas legais ou áreas de proteção permanente. A orientação dos órgãos ambientais é para que não sejam feitas queimadas, mesmo controladas, nesta época do ano. Seguindo essa recomendação, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) proibiu a queima da palha da cana-de-açúcar, que costuma ser feita durante a colheita.
A chamada queima controlada, que era permitida entre às 20h e às 6h, está sob restrição total desde ontem (26) até que a umidade relativa do ar se estabilize em níveis acima de 20%.
Fonte: Folha.com
30 agosto, 2010 - 15:36h
Do início do ano até sexta-feira (27), o total de queimadas no Brasil atingiu 41.636 focos, um aumento de 134% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 17.788 incêndios. Os dados são do satélite de referência do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Segundo especialistas, o salto pode ser atribuído a ações criminosas e especulativas, clima seco prolongado e avanço da fronteira agrícola.
"É uma confluência de fatores. O tempo está mais seco que em outros anos e a gente não tem no Brasil um sistema nacional de prevenção e combate a incêndio", disse o consultor de florestas e clima Tasso Rezende de Azevedo.
Foi a primeira vez que o índice registrou crescimento desde 2007, quando as queimadas atingiram o pico de 59.915 focos no período.
Os Estados mais afetados estão em área de cerrado, como Mato Grosso, Tocantins, sul do Pará, Rondônia, Piauí, Goiás e Minas Gerais, enquanto Acre, Rio Grande do Sul e Amazonas figuram entre os que mais diminuíram seus focos.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que 7.000 bombeiros trabalham no combate às queimadas, além de homens do Exército e brigadistas.
Para ela, "o fogo se deve a práticas ilegais costumeiras no cerrado", que abrange 12 Estados brasileiros. A chefe da pasta solicitou perícias para apurar causas e aplicar punições. Segundo o ministério, R$ 90 milhões estão destinados às operações de combate ao fogo.
O Ibama já aplicou mais de R$ 14 milhões em multas nesta semana por queimadas ilegais. Em Rondônia, uma pessoa foi presa em flagrante ao colocar fogo numa pastagem. No Pará, o órgão multou sete proprietários rurais.
Clima - O consultor Azevedo alertou para o agravamento das mudanças climáticas no país. "Os cenários previstos apontam que esses períodos secos mais prolongados e mais intensos vão se agravar", afirmou.
Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a umidade relativa do ar está abaixo dos 20% em grande parte de Mato Grosso, Tocantins, interior do Nordeste, Minas Gerais, Rio de Janeiro, interior de São Paulo e norte de Mato Grosso do Sul.
Na capital paulista, a umidade atingiu 12% na tarde de ontem, mínima recorde para o ano e dentro da faixa registrada no deserto do Saara - de 10 a 15%. Desde 1961, quando começou a medição, o menor número foi atingido em 14 de agosto de 2009, com 10%.
"A baixa umidade está associada ao período longo sem chuva: é a seca prolongada", disse o meteorologista do Inmet, Luiz Cavalcanti. Não há chuvas significativas em São Paulo há 41 dias, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências). O meteorologista afirma que, sem chuva, a vegetação seca e fica suscetível às queimadas.
A situação piora quando as queimadas atingem as regiões que já estão com baixos índices de umidade. Com o aumento das temperaturas pelo fogo, diz Cavalcanti, "a pouca quantidade de vapor que tem naquela parcela da atmosfera vai se expandir mais ainda".
O diretor de políticas públicas da organização SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, foi mais a fundo. Ele acredita que o aumento das queimadas pode estar ligado à especulação em razão do novo Código Florestal, aprovado em julho pela Comissão Especial na Câmara dos Deputados.
Entre as mudanças mais polêmicas do projeto está a proibição de abertura de novas áreas para a agropecuária por cinco anos.
"Essa especulação que está havendo no Brasil é responsável, num ano de evento climático, por uma degradação que a gente nunca viu, promovida pelo pior tipo de forma de manejar área, que é o fogo", disse Mantovani. "O que está acontecendo é um crime contra a sociedade", afirmou.
Fonte: Folha.com
30 agosto, 2010 - 15:30h
O risco de incêndios florestais nas unidades de conservação estaduais do Rio de Janeiro atingiram o nível máximo, devido a estiagem e a baixa umidade do ar. Diariamente o Instituto Estadual do Ambiente, Inea, órgão executivo da Secretaria Estadual do Ambiente, mede o índice de risco.
Pelo menos três parques já foram atingidos por incêndios de pequenas proporções desde que o índice chegou ao seu maior nível, no dia 21.
O primeiro foco registrado pode ter sido causado por um balão, no cume da Pedra da Ermitage, em Teresópolis, dentro dos limites do Parque Estadual dos Três Picos. O fogo chegou a atingir uma área de 1,8 mil metros.
No dia 24, dois focos forma identificados, um no Parque da Pedra Branca e na Reserva Biológica e Arqueológica de Guaratiba, no Rio, e outro no Parque Estadual da Serra da Concórdia (Valença).
O combate aos incêndios é feito por equipes que reúnem cerca de 40 guarda-parques e 60 funcionários em 14 parques, além do Corpo de Bombeiros, segundo o Inea.
A colaboração da população é importante, segundo o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, André Ilha, para evitar que os incêndios causem danos à vegetação. "Todas as equipes estão de sobreaviso. Pedimos que a população não jogue pontas de cigarro aceso nem faça oferendas com velas ou queimadas", destacou.
O risco de incêndios florestais pode ser acompanhado diariamente, pela internet, no endereço: www.inea.rj.gov.br.
*Fonte: Portal Ambiental com informações do Inea
27 agosto, 2010 - 09:53h
O número de incêndios em Minas durante o mês de junho é quase duas vezes maior neste ano, em relação a 2009, segundo relatório do Corpo de Bombeiros divulgado nesta quinta-feira (26). No relatório, foram identificados 829 focos de queimadas, contra 475 no ano passado.
Ainda segundo o relatório do Corpo de Bombeiros, no primeiro semestre de 2010 foram registradas cerca de mil ocorrências. Em 2010, já foram registrados cerca de dois mil e 300 incêndios no mesmo período.
Serra da Canastra - Nesta quinta-feira (26), um incêndio ameaça o Parque Nacional da Serra da Canastra, no centro-oeste do estado. Segundo os bombeiros, o fogo começou fora do parque e já dura cerca de três dias.
Esse é o quinto incêndio na Serra da Canastra em menos de dez dias. A estimativa é de que sejam queimados mais de 30 mil hectares. Nos quatro primeiros, foram destruídos mais de 21 mil hectares, o que corresponde a 10% do total do parque.
Até a noite desta quinta-feira (26), cerca de 30 mil hectares já foram destruídos pelo fogo, de acordo com os bombeiros. Bombeiros de Passos, no sul de Minas, e Piumhi, no centro-oeste do estado, estão no local combatendo o fogo. Ao todo, são 65 brigadistas, três bombeiros e quatro aeronaves.
A nascente do Rio São Francisco que estava ameaçada pelo incêndio está preservada, segundo os bombeiros.
Serra do Paredão - Na Serra do Paredão, no município de São Sebastião da Bela Vista, no sul de Minas, um incêndio já dura 15 dias. Até a manhã desta quinta-feira (26), o incêndio já destruiu cerca de 100 hectares - o que equivale a 100 campos de futebol -, segundo os bombeiros.
O difícil acesso e o vento forte dificultaram o trabalho dos bombeiros que vão recomeçar o combate nesta sexta-feira (27). Vinte e dois funcionários das prefeituras das cidades de São Sebastião da Bela Vista e de Santa Rita do Sapucaí trabalharam para apagar o incêndio.
Fonte: G1
27 agosto, 2010 - 09:50h
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) decretou nesta quinta-feira (26) alerta máximo em todas as unidades de conservação do Rio de Janeiro por causa da falta de chuva e dos níveis muito baixos da umidade relativa do ar.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, não há previsão de chuva até a próxima semana e a média da umidade do ar no Rio tem ficado entre 20% e 30%, mas ontem chegou a 12% na zona oeste da cidade.
As equipes do instituto estão em prontidão 24 horas por dia, mapeando as áreas mais suscetíveis a incêndios e passando as informações para o Centro Integrado de Gerenciamento de Incêndios Florestais. Criado há seis meses, o centro desenvolve estratégias para prevenção e combate a incêndios em matas, com base em um índice de risco de incêndios florestais.
Apesar do alerta em quase todo o estado, o presidente do Inea, Luiz Firmino, destacou que a maior preocupação é com o Parque Estadual da Pedra Branca, na zona oeste do Rio, e com o Parque do Desengano, na região de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. Estas áreas, segundo ele, são muito áridas e mais propensas a incêndios.
Na manhã desta quarta-feira, bombeiros foram acionados para apagar um incêndio no alto do morro do Andaraí, na zona norte do Rio. O fogo, que foi controlado horas depois, destruiu uma grande área de vegetação e assustou moradores de uma comunidade do morro.
Nesta semana, também foram registrados incêndios no cume da Pedra da Ermitage, em Teresópolis; no Parque da Pedra Branca; na Reserva Biológica e Arqueológica de Guaratiba no Rio; e no Parque Estadual da Serra da Concórdia, em Valença.
Fonte: Cristiane Ribeiro/ Agência Brasil
Anteriores