Arquivos da categoria: 'AMBIENTE URBANO'
8 setembro, 2010 - 15:15h
Os meses de agosto e setembro, época de maior estiagem no Brasil, são marcados também pela intensificação de queimadas. Incêndios que, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, acontecem em grande parte em propriedades privadas, onde fazendeiros e índios usam fogo para ampliar áreas de cultivo. Na tentativa de amenizar o problema que causa danos tanto a saúde quanto a natureza, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vem desenvolvendo tecnologias, acessíveis ao pequeno produtor, para evitar o fogo nas atividades agrícolas e pecuárias.
Embora o fogo seja uma das mais antigas práticas incorporadas aos sistemas de produção, por facilitar a limpeza de área e, segundo os produtores, tornar a terra mais fértil, pesquisas comprovam que a queima provoca a perda de 98% de carbono, 96% de nitrogênio, 76% de enxofre, 48% de potássio, 47% de fósforo, 40% de magnésio e 30% de sódio, provocando o empobrecimento do solo.
Alternativas
Segundo o órgão, tecnologias simples e acessíveis, como o uso de leguminosas, podem substituir o sistema de derruba e queima. A planta mucuna preta está entre as alternativas utilizadas por agricultores de diversos municípios do estado do Acre para evitar o uso do fogo na agricultura, ajudando na recuperação de áreas degradadas.
De fácil cultivo, a planta proporciona benefícios ao solo e pode melhorar a produtividade agrícola. Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Falberni Costa, o cultivo de plantas de cobertura de solo, como as leguminosas, ajuda na proteção contra os processos erosivos, causados pela ação da chuva, adiciona nitrogênio orgânico ao solo, para cultivos sucessores às leguminosas, auxilia no combate às ervas daninhas, com reflexos na limpeza das áreas para cultivo, e incorpora matéria orgânica ao solo, servindo de adubo natural.
"O uso destas plantas, porém, deve ser associado a outras práticas agronômicas para garantir a recuperação e o aumento da fertilidade de solos empobrecidos com o sistema de derruba e queima. Para maior eficiência desta técnica é necessário, por exemplo, a associação a programas de correção e fertilização de solos, além da diversificação da produção e dos sistemas agrícolas que revolvam minimamente o solo, como é o caso do plantio direto", explica Costa.
Pecuária
Outra alternativa para uma agricultura sem fogo é a trituração da capoeira, que serve de cobertura e adubo natural para o solo. Esta prática é possível com o equipamento conhecido como Tritucap, um trator de grande porte equipado com triturador de capoeira. A tecnologia desenvolvida pela Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA), em parceria com duas Universidades alemãs, já é adotada em alguns estados da Amazônia e, em breve, será realidade também para produtores acrianos.
As tecnologias alternativas ao uso do fogo, desenvolvidas pela Embrapa Acre, também contemplam a pecuária. Entre elas está o amendoim forrageiro, leguminosa bastante utilizada em consórcio com gramíneas. Suas folhas e talos secos servem para adubar o solo, aumentando a fertilidade e a capacidade produtiva, resultando em melhoria na qualidade das pastagens e aumento da longevidade dos capins e evitando a queima para renovação de pastagens.
Fonte: Globo Rural Online
8 setembro, 2010 - 15:02h
A ciência será obrigada a deixar de utilizar na Europa os grandes símios em seus experimentos e terá que limitar ao máximo, de acordo com regras rígidas, o uso de outros animais, em uma decisão aprovada pelo Parlamento Europeu após dois anos de intensas negociações.
A nova regra proíbe o uso de chimpanzés, gorilas e orangotangos em experimentos científicos, enquanto o uso de outros primatas será objeto de uma "restrição estrita".
A Eurocâmara aprovou, em termos gerais, que as experiências com animais sejam substituídas, na medida do possível, por um método alternativo cientificamente satisfatório.
Os cientistas terão que trabalhar para que "a dor e o sofrimento infligidos sejam reduzidos ao mínimo", afirma o texto aprovado em sessão plenária pelo Parlamento Europeu, com sede em Estrasburgo (França).
O uso dos animais só pode acontecer nos experimentos que têm como objetivo fazer avançar a pesquisa sobre o homem, os animais ou doenças (câncer, esclerose múltipla, Alzheimer e Parkinson).
A norma, que tem prazo de dois anos para ser adotada pelos Estados europeus, completa uma lei aprovada em 2009 que proíbe os testes de produtos cosméticos em animais. Mas o texto desagradou tanto os defensores de uma abolição total como os favoráveis à causa científica.
"O progresso da medicina é crucial para a humanidade e, infelizmente, para avançar é necessára a experimentação animal", afirmou o eurodeputado conservador italiano Herbert Dorfmann.
Já a eurodeputada parlamentar belga Isabelle Durant, verde, afirmou que "é possível reduzir o número de animais utilizados com fins científicos sem prejudicar a pesquisa".
Quase 12 milhões de animais são utilizados a cada ano com fins experimentais na UE. Segundo os especialistas, o estado atual do conhecimento científico não permite a supressão total do uso.
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:59h
Um estudo científico validou o consumo controlado de psilocibina, substância encontrada em cogumelos alucinógenos, como tratamento para melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer em estado avançado, informou hoje o jornal "Los Angeles Times".
Na primeira pesquisa realizada em humanos com drogas psicodélicas em mais de 35 anos, os cientistas do Los Angeles Biomedical Research Institute (LA BioMed) demonstraram que o consumo dessa substância tem efeitos benéficos aos doentes. A psilocibina, um alucinógeno natural, foi fornecida a 12 pacientes com tumor em estado avançado que não respondiam a tratamentos convencionais e foi observada uma redução na ansiedade e uma melhora no ânimo durante os seis meses seguintes. "Este estudo mostrou que é possível administrar de forma segura a psilocibina e que deveriam ser realizadas mais pesquisas com alucinógenos para estabelecer seus benefícios potenciais", disse Charles S. Grob, diretor do estudo.
O resultado deste trabalho foi publicado esta semana na revista Archives of General Psychiatry, e é considerado o primeiro passo para restaurar a reputação dessas drogas.
Durante as décadas de 50 e 60, foram realizados numerosos estudos que concluíram que as substâncias alucinógenas tinham efeitos positivos sobre o humor e a ansiedade, do mesmo modo que diminuíam a necessidade de aplicar narcóticos para atenuar a dor de pacientes com câncer avançado.
Estas linhas de pesquisa foram abandonadas nos anos 70, coincidindo com a popularidade alcançada pelo consumo de alucinógenos com fins lúdicos, o que levou ao endurecimento da legislação nos EUA contra essas substâncias.
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:57h
Cientistas mexicanos fizeram um estudo que contesta conclusões sobre a falta de vida em Marte tiradas com base em coletas feitas no planeta por uma sonda da Nasa em 1976.
A noção de que o planeta vermelho seria estéril tinha sido reforçada após a missão da sonda Viking, que coletou e examinou amostras do solo de Marte, sem encontrar evidências da existência de moléculas ricas em carbono ou de vida no planeta.
Mas os cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México, da Cidade do México, afirmam que as substâncias que poderiam comprovar a chance de que poderia haver vida no planeta tinham sido destruídas no local da coleta quando a sonda pousou no planeta.
Reavaliação
Os cientistas resolveram reavaliar a questão sobre presença de moléculas orgânicas ricas em carbono em Marte após o envio de outra sonda ao planeta, em 2008. A sonda Phoenix Mars Lander registrou a presença da substância química perclorato, que contém cloro, na região "ártica" do planeta.
Por causa dessa descoberta, os cientistas resolveram fazer uma experiência para reproduzir as condições do pouso da sonda Viking em Marte com o conhecimento de que haveria perclorato no solo. A equipe de cientistas foi ao deserto de Atacama, no Chile, onde as circunstâncias seriam similares às de Marte.
Após adicionar perclorato ao solo e aquecê-lo, os cientistas descobriram que os gases produzidos eram dióxido de carbono e traços de clorometano e diclorometano - os mesmos gases liberados por reações químicas após as sondas Viking terem aquecido o solo de Marte mais de três décadas atrás.
Eles também descobriram que as reações químicas destruíram todos os componentes orgânicos no solo. "Nossos resultados indicam que não apenas (substâncias) orgânicas, mas também perclorato, podem ter estado presentes no solo nos dois locais onde as (sondas) Viking pousaram", diz o autor principal do estudo, Rafael Navarro-González.
Cedo para comemorar
Apesar de animados pela descoberta, os pesquisadores afirmam que é muito cedo para concluir que tenha existido vida em Marte. "Isso nada diz em relação à questão da existência ou não de vida em Marte, mas pode fazer uma grande diferença em como procuramos evidências para responder a essa pergunta", diz Chris McKay, do Ames Research Center da Nasa, na Califórnia.
McKay explicou que substâncias orgânicas podem vir de fontes biológicas ou não biológicas - muitos meteoritos que caíram na Terra possuem matéria orgânica. O perclorato, um íon de cloro e oxigênio, pode ter estado presente em Marte por bilhões de anos e ter se manifestado apenas quando aquecido, destruindo todas as substâncias orgânicas presentes no solo.
Quando cientistas examinaram originalmente as informações das sondas Viking, eles interpretaram os compostos orgânicos que continham cloro como contaminantes dos fluidos de limpeza levados na nave. Ainda não está claro se as moléculas orgânicas são naturais de Marte ou se chegaram ao planeta por meio de meteoritos.
Descobrir isto é um dos objetivos das próximas missões para Marte. A Nasa planeja dar início em 2011 à sua missão Mars Science Laboratory (MSL), com o veículo espacial Curiosity projetado para procurar material orgânico no planeta.
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:49h
Contrário a exploração ilegal de madeira e qualquer tipo de produção extrativista sem responsabilidade, a Coimma Balanças e Troncos de Contenção, líder no segmento no País, demonstra o seu compromisso com o meio ambiente e sustentabilidade de produção das cadeias, ao investir em um plano estratégico de manejo florestal sustentável na Fazenda Bom Destino, em Rio Branco (AC), área incluída no bioma Amazônia.
Iniciado em 2002 o projeto do grupo Coimma conta aproximadamente com uma extensão de mil hectares de reserva nativa, chancelada e certificada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Governo do Estado do Acre. Na área, anualmente 7.000 m³ de madeira em toras são retiradas da mata, sendo 90% oriundas da espécie cumaru ferro - conhecida pela resistência a fungos, insetos e brocas marinhas.
Com grande variedade de espécies nativas em seus diversos biomas, o Brasil apresenta enorme competitividade no mercado de produtos florestais. Para atender essa demanda o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabeleceu em 2009 a resolução 406/09 que padroniza critérios de elaboração, análise e fiscalização dos planos de manejo florestal em toda a Amazônia, além de prever procedimentos de rastreabilidade da origem da madeira por órgãos ambientais competentes.
A nova regulamentação é o complemento mais recente do código florestal brasileiro de 1965 (artigo 15) no qual define que as florestas da Amazônia só poderiam ser utilizadas através de plano de manejo. Desde a década de 1960, inúmeras regulamentações (decretos lei, medidas provisórias, portarias e instruções normativas) posteriormente foram estabelecidas para aprimorar e ordenar as regras do processo.
Para comprovar a importância do setor florestal brasileiro na economia brasileira, dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA) de 2000, apontam que a atividade representa 4% do PIB nacional e 8% das exportações brasileiras, gerando receita de US$ 30 bilhões/ano. Somente na silvicultura mais de 300 milhões de m³ de madeira são consumidos anualmente no país, sendo 110 milhões provenientes de florestas plantadas e 190 milhões de reservas nativas.
Segundo Paulo César Dancieri Filho, diretor de Desenvolvimento da Coimma e especialista em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, as concessões florestais surgiram para mudar a lógica da ilegalidade da atividade e abastecer o mercado interno. Outro fator importante é a possibilidade de regenerar a floresta com a entrada de luz e oxigênio nos espaços abertos, mantendo a biodiversidade animal/vegetal e o clima estabilizado.
O especialista explica ainda que os órgãos fiscalizadores que controlam a concessão especificam também as espécies que podem ser extraídas e mapeiam todo o terreno autorizado para o manejo.
"A legalidade da atividade é muito benéfica. Além de gerar receita para economia do País, o valor agregado do produto certificado aumenta consideravelmente. No caso da Coimma a madeira utilizada na produção de balanças e troncos de contenção tem longa vida útil, durando de 25 a 30 anos com o mesmo patamar de produtividade", acrescenta o profissional.
• Mais informações sobre a Coimma podem ser obtidas no telefone 0800 11 2555 ou no site www.coimma.com.br
Fonte: Portal do Agronegócio
8 setembro, 2010 - 14:47h
Um estudo realizado pela Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) e publicado como 'Global Survey of Agricultural - Mitigation Projects' (Levantamento Global da Produção Agrícola - Projetos de Mitigação) aponta o projeto Verde Rio como uma das iniciativas que mais combatem alterações climáticas. A pesquisa foi divulgada no final de agosto, foram analisados 50 projetos de agricultura com foco nas alterações climáticas, e apenas 22 deles tratam dos Gases do Efeito Estufa (GEE), e que acabaram sendo divulgados no estudo.
O estudo contribui para a discussão atual a respeito de maneiras de integrar pequenos agricultores em atividades de redução de danos agrícolas. Este estudo foi dividido em duas partes. A primeira fazia uma breve análise de todos os 50 projetos desenvolvidos para a mitigação agrícola, mas foram extraídos 22 que corresponderam às expectativas para evitar, reduzir e sequestrar emissões de GEE. A segunda parte do projeto da FAO dá uma visão geral dos resultados que tem por objetivo específico a redução de GEE.
"Para nós do Instituto Ação Verde, é bastante satisfatório saber que o Projeto Verde Rio está alinhado com as recomendações da FAO, no Pagamento de Serviços Ambientais, que deve ser feito na cadeia produtiva, e não somente em áreas indígenas, parques nacionais, etc. A criação da Unidade de Bens e Serviços Ambientais (UBSA) vem ao encontro, fazer com que o setor agroindustrial do estado de Mato Grosso coloque à disposição do mundo os seus ativos ambientais", relata o superintendente executivo do Instituto, Paulo Borges.
Incluso também nesse estudo há projetos nacionais e internacionais de ONG's, universidades e instituições de pesquisas, em países da África (20), Ásia e no Pacífico (14), América Latina e Caribe (15) e na Europa Oriental. O Brasil está em primeiro no ranking com quatro projetos, seguido de Quênia, Nigéria e Índia. No Brasil, o projeto do Instituto Ação Verde selecionado foi o Projeto Verde Rio, que visa recuperar as áreas degradadas, gerar renda de Pagamentos de Serviços Ambientais (PSA) e crédito de carbono para agricultores.
Mais informações:
www.fao.org/climatechange/22641-0-0.pdf h
www.fao.org/climatechange/micca/en
Fonte: Portal do Agronegócio
8 setembro, 2010 - 14:42h
Uma nota técnica do Ministério da Saúde confirmou o alto índice de complicações em animais vacinados contra a raiva no Estado de SP.
O material, divulgado a profissionais do setor e obtido pela Folha, diz que o lote n.º 59/10 foi o único usado em São Paulo e Guarulhos, onde os casos de reações adversas se concentram.
Há duas semanas, o ministério disse que não havia problemas com a vacina e que a campanha -suspensa no Estado em 20 de agosto após mortes de sete animais- deveria continuar.
Procurado na segunda-feira (6), não comentou a nota técnica e informou que detalhes serão divulgados nesta semana.
Estudo feito pelas secretarias estadual e municipal de Saúde aponta que o número de complicações em cães e gatos na cidade de São Paulo foi 177 vezes maior em 2010 do que no ano passado.
Em 2009, 53 reações foram registradas, uma incidência de 0,05 casos a cada mil doses. Agora, passou para 2.198 reações, o que representa 8,88 a cada mil. No interior, o índice é de 1,13 a cada mil.
A vacina, produzida pelo laboratório Biovet, está sendo usada pela primeira vez na rede pública.
Uma investigação dos casos deve ser concluída em 15 dias. Até lá, a secretaria estadual decidiu manter a campanha suspensa.
Em todo o Estado, 2.627 animais imunizados tiveram reações adversas associadas, sendo 1.903 gatos, 713 cães e 11 em processo de identificação. Desses, 66 morreram.
Laboratório - O Biovet informou que a qualidade da vacina foi comprovada em testes feitos pelo Laboratório Nacional Agropecuário, ligado ao Ministério da Agricultura, e que está realizando análises internas.
Fonte: Folha.com
8 setembro, 2010 - 14:40h
O Peru é o maior produtor de um principais fertilizantes naturais e totalmente orgânicos encontrado no mundo: o guano, feito dos excrementos de pássaros como o cormorão guanay e o piquero e o pelicano.
A indústria existe há séculos na costa do Peru, mas agora, as ilhas do Pacífico são exploradas em um sistema de rodízio, com o objetivo de respeitar o habitat das aves e permite a recomposição das montanhas de fezes.
Embora as autoridades peruanas tentem manejar sustentavelmente a indústria, cientistas alertam que a população de animais marinhos ainda enfrenta a ameaça da pesca excessiva de anchovas, principal alimento dos pássaros.
O estoque do peixes também depende da corrente de Humboldt, que empurra a água da Antártica para o Equador e que é cada vez mais afetada pelo fenômeno El Niño.
População de aves - Mesmo assim, a população de pássaros marinhos aumentou de 3,2 milhões para 5 milhões nos últimos quatro anos, mas isso nem se compara aos 60 milhões que já existiram no país.
As fezes de pássaro já foram o centro da economia peruana, e chegaram a provocar guerras com os países vizinhos no século 19. Nos platôs da ilha Guanape Sur, há ninhos de piqueros peruanos e milhares de cormorões guanay, chamados assim por causa da grande quantidade de fezes ricas em nitrogênio que depositam no solo.
Em alguns lugares, os depósitos têm vários metros de profundidade. O guano, uma palavra da língua nativa da região, o quíchua, exerce um papel crucial na expansão da indústria de produtos orgânicos do país.
Pequenos empresários - Quase um milhão de pequenos fazendeiros de produtos orgânicos têm suas plantações tratadas com guano. O processo de coleta de guano permanece o mesmo há séculos. Trabalhadores extraem as fezes do platô com pás e picaretas, e carregam mais de cem sacos de 50 quilos de guano para barcos à espera do produto.
A maioria dos trabalhadores é de pequenos fazendeiros que investem o salário em suas terras. Eles ganham em média 1,2 mil novos sóis peruanos (cerca de R$ 740) por mês, mais do que o dobro do salário mínimo no Peru.
Os chocolates orgânicos peruanos são venerados na França e um café peruano, Tunki, foi eleito Café do Ano pela Speciality Coffee Association of America, que premia os grãos com melhor sabor produzidos em microclimas especiais no mundo.
Cerca de cem toneladas de guano por dia são produzidas, mas a Agrorural, agência de desenvolvimento rural do Peru, pretende coletar mais de 23 mil toneladas este ano.
Segundo oficiais da agência, a indústria de guano se expande 40% ao ano, graças à demanda da Califórnia e do Brasil, principais compradores. "É um recurso renovável que você não vai achar em nenhum outro lugar do mundo", diz Rodolfo Beltran, diretor da Agrorural. "Os pássaros marinhos são fábricas de guano, então fazemos o possível para manter o ecossistema deles protegido."
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:38h
Pesquisadores da Coppe/UFRJ, no Rio de Janeiro, desenvolveram um sistema eficiente para remover mercúrio de efluentes líquidos e do petróleo.
O processo inovador já gerou dois pedidos de patente e promete reduzir o impacto ambiental da contaminação do mercúrio no ar, na água e no solo.
O sistema capta o mercúrio sem gerar resíduo tóxico, evitando o passivo ambiental produzido nos métodos tradicionais utilizados para esse fim.
Coordenado pelos pesquisadores Vera Salim e Neuman S. de Resende, do Programa de Engenharia Química da Coppe, o projeto conta com o apoio da Petrobras.
Emissões de mercúrio no ambiente - As atividades industriais e a queima de combustíveis fósseis são responsáveis pela emissão de altas taxas de mercúrio no meio ambiente.
Segundo mapeamento do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP na sigla em inglês), estima-se um aumento de 1480 toneladas emitidas em 2005 para 1850 toneladas em 2020 nos níveis mundiais de mercúrio, atingindo regiões até então pouco afetadas como alguns países da América do Sul, entre eles o Brasil.
Os pesquisadores advertem que, se nada for feito, até 2050 serão lançadas na atmosfera cerca de 8 mil toneladas de mercúrio, com acumulação de 2 a 3 mil toneladas no meio ambiente.
Entre os países com índices mais altos de mercúrio no mundo estão China, Índia e Estados Unidos. O Brasil aparece em sétimo lugar.
No encontro promovido pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, em junho deste ano, na Suécia, os pesquisadores discutiram a necessidade de elaborar uma legislação para o controle dos níveis de mercúrio no mundo. "Apesar de verificarmos um crescimento expressivo dos níveis do metal no Brasil e no mundo, há carência de dados precisos para melhor avaliarmos seus efeitos", afirma Vera.
Remoção do mercúrio - No sistema concebido pelos pesquisadores do Laboratório de Fenômenos Interfaciais da Coppe, o mercúrio passa por uma coluna com adsorvente, um sólido à base de fosfato, que capta o mercúrio sem gerar resíduo.
A grande vantagem em relação aos métodos convencionais é que esse sistema possibilita a fixação do mercúrio na sua estrutura, evitando a recontaminação e os eventuais procedimentos de gerenciamento do material tóxico produzido.
Pelo método tradicional, ao regenerar o adsorvente o mercúrio é volatilizado e condensado, transformando-se no final do processo em mercúrio líquido, que é removido e estocado.
"Não temos dados sobre a quantidade e a forma como esse metal é armazenado. O risco de gerar um passivo ambiental é grande e os dados não são divulgados de forma transparente, o que dificulta uma avaliação precisa do índice de emissão e do risco de contaminação desse material no meio ambiente", afirma Vera Salim.
Há cerca de oito anos a Coppe desenvolve pesquisa em processos de descontaminação de mercúrio. O processamento de petróleo, por exemplo, gera inevitavelmente resíduos tóxicos e a emissão do mercúrio na atmosfera.
Outra preocupação é o mercúrio acumulado, que é reintroduzido no meio ambiente, constituindo uma ampla cadeia de contaminação: o mercúrio é transportado pelas chuvas, levado a regiões estuárias, podendo acumular-se nos sedimentos ou no ar, por meio de fotossíntese.
Mercúrio no meio ambiente - O mercúrio está presente no meio ambiente em três formas distintas: metálico, orgânico e inorgânico.
"O mercúrio orgânico é o mais letal e pode estar presente, por exemplo, em peixes contaminados. Um rio afetado contamina peixes que, ingeridos, contaminam pessoas. As correntes atmosféricas e a migração dos pássaros também são capazes de levar o mercúrio a longas distâncias. Por essa razão, medidas regionais não são suficientes para conter a contaminação. Precisamos de decisões de alcance global, pois o mercúrio tem grande capacidade de disseminação, com transporte de longo alcance", alerta Vera.
O mercúrio também está presente no dia-a-dia de todos, em produtos como amálgamas dentárias e lâmpadas fluorescentes que podem contaminar o meio ambiente após o seu descarte.
"É preciso ter consciência ambiental e regras para efetuar o descarte desse material. Precisamos estabelecer normas capazes de conter a disseminação do mercúrio e cumpri-las", adverte Vera Salim.
As erupções vulcânicas também são responsáveis por emissões. Segundo a professora da Coppe, ainda é difícil medir o impacto desse fenômeno. "Não sabemos, por exemplo, quais são as consequências da erupção do vulcão na Islândia, que este ano despejou grande quantidade de fumaça e cinzas na atmosfera".
Fonte: Site Inovação Tecnológica
8 setembro, 2010 - 14:36h
Com exceção daqueles que são acostumados com clima de deserto, os animais também sofrem a baixa umidade que atinge algumas regiões do País. Segundo Enrico Ortolani, professor da Faculdade de Medicina Veterinário e Zootecnia da USP, o tempo seco, o calor e a poeira podem causar problemas respiratórios mesmo em gigantes da natureza.
"Determinados lagartos, ratos e outros animais que vivem em ambientes desérticos e são mais adaptados a condições de clima seco. Agora, animais de clima tropical e que vivem em ambientes com grande umidade sofrem muito com a baixa umidade", diz o professor. Até algumas espécies acostumadas com locais com pouca chuva - como os leões e os elefantes originários da savana africana - sofrem com esse clima que estamos vivendo.
Ortolani explica que a baixa umidade e a poeira fazem com que os cílios do sistema respiratório desses animais percam viscosidade e mobilidade, o que diminui a sua capacidade de impedir que partículas de sujeira cheguem ao pulmão dos animais.
De acordo com o professor, a primeira coisa a fazer é oferecer o máximo de hidratação possível. Se não há um lago onde o animal possa refrescar, pelo menos algumas bacias deveriam ser deixadas próximas a ele.
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:34h
O Ministério do Meio Ambiente decretou estado de emergência ambiental em 14 estados e no Distrito Federal (DF) por causa do grande número de focos de queimadas. Estão na lista os estados do Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, do Pará, Piauí, Tocantins, da Bahia e de Goiás e Minas Gerais.
Com o decreto, se for preciso, os estados podem contratar brigadistas para combater o fogo sem necessidade de licitação. A portaria com a lista foi publicada na segunda-feira (6) no Diário Oficial da União. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os 14 estados estão sob emergência ambiental desde abril. A portaria de segunda-feira inclui o Distrito Federal na lista.
Levantamento do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostra a existência de 1.178 focos de incêndio no país nesta terça-feira (7), conforme dados do satélite de referência. Do total, o maior número foi registrado em Goiás, 392. Em seguida aparecem Tocantins (288 focos), Bahia (239), Minas Gerais (203), Distrito Federal (31), Mato Grosso (17) e São Paulo (8).
Fonte: Carolina Pimentel/ Agência Brasil
8 setembro, 2010 - 14:33h
Desastres naturais têm causado menos mortes, mas a mudança climática deve interferir nestas estatísticas ao provocar condições mais extremas do clima, e que deixam sequelas posteriores como doenças e má nutrição, dizem especialistas.
Temperaturas elevadas podem agravar os desastres, tanto quanto provocar a interrupção da produção de alimentos. Segundo as Nações Unidas, o aquecimento global causará mais secas, incêndios florestais, ondas de calor, inundações, deslizamentos de terra e aumento do nível do mar - todas ocorrências são uma ameaça para uma população que deve sair dos 6,8 bilhões para 9 bilhões de pessoas até 2050.
Os efeitos pós desastres naturais frequentemente são os piores, em termos de mortes adicionais. "Mortes em condições extremas de clima, como aconteceu neste ano nas inundações do Paquistão, são um alerta de que precisamos rever os esforços para manter a mudança climática sob controle", diz o diretor da London School of Hygiene and Tropical Medicine, Andrew Haines.
Mais de 1.750 pessoas morreram nas inundações do Paquistão, e outras milhares correm riscos devido a doenças. Ao menos 54 morreram nos incêndios na Rússia, em julho e agosto, que levaram ao aumento do preço de grãos - ameaçando os pobres com a má nutrição.
"Há um crescimento da taxa de mortalidade por causas indiretas. As pessoas estão mais pobres, e a mortalidade infantil que não é normal aumenta", completa Haines. "Deve haver significativas mortes que são subestimadas", diz ele. "A mudança climática poderia ser acrescentada aos prejuízos posteriormente provocados por desastres naturais."
As melhorias em alertas sobre ciclones e ondas de calor, assim como no índice da pobreza, em países em desenvolvimento, tornaram essas nações mais preparadas para condições extremas do tempo, o que colabora para frear o número de mortes.
"Estamos indo bem em termos de salvar de pessoas", diz o especialista sênior da Organização Mundial da Saúde (WHO, na sigla em inglês) das Nações Unidas, Diarmid Campbell-Lendrum. "Mas não há garantias futuras, já que vemos o perigo aumentando, principalmente como o calor [em regiões] onde não estamos bem preparados', disse à Reuters.
"A mudança climática apenas acrescenta outro motivo ao por que devemos controlar a malária, a diarreia, e a lidar com o problema da má nutrição", diz. "Esses são os grandes desafios."
Números subestimados - A Organização Mundial da Saúde vai divulgar uma pesquisa, no ano que vem, para atualizar os dados de um estudo de 2003, que estima que 150 mil pessoas morreriam a cada ano por causa do aquecimento global - a maioria por má nutrição, diarreia e malária. Esses números devem dobrar até 2030, mas o diretor do órgão evita anunciar os novos números.
"A resposta, a curto prazo, é de prevenção a desastres para ajudar a salvar vidas", diz Achim Steiner, chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que cita o exemplo de sucesso em Bangladesh e Cuba no controle de mortes provocadas por tempestades em décadas recentes.
Em Bangladesh, por exemplo, um alerta inicial e abrigos ajudaram. O ciclone Bhola matou 300 mil pessoas em 1970, enquanto outro ciclone de 1991 matou 139 mil, segundo o banco de dados EM-DAT, com sede na Bélgica. Já em 2007, o ciclone Sidr registrou 3.500 mortes fatais.
Com investimentos de prevenção contra inundações no Paquistão, ou melhores informações sobre como lidar com as ondas de calor, Steiner completa, as soluções de longo prazo deveriam ser o corte na emissão de gases do efeito estufa, principalmente os originados pela queima de combustíveis fósseis.
"O ponto fundamental da mudança climática será levar o mundo a investir no gerenciamento do desastre ou no desenvolvimento", Steiner diz à Reuters. "Esta é a opção desta geração."
Campbell-Lendrum diz que o estudo de 2003 da Organização Mundial da Saúde pode ter subestimado o impacto de inundações como as que ocorreram no Paquistão e as ondas de calor na Rússia (mais de 70 mil pessoas morreram na Europa em 2003 em decorrência das ondas de calor).
Ele diz que a mudança climática era um argumento de apoio para serviços básicos de saúde em nações pobres, onde 830 milhões de pessoas sofrem de subnutrição e estão em risco maior.
Outros estudos ligaram o aquecimento com a disseminação de carrapatos e encefalite no noroeste da Europa. Um deles sugeriu maiores taxas de suicídio entre fazendeiros australianos durante as secas, segundo um painel sobre o clima das Nações Unidas. A mudança climática, porém, tem efeitos negativos e positivos - mais pessoas estão ameaçadas pelas ondas de calor, por exemplo, mas idosos também sobrevivem melhor com invernos mais amenos.
Os dados da EM-DAT mostram que mortes provocadas por desastres naturais têm diminuído de, aproximadamente, 500 mil pessoas por ano, um século atrás, para menos de 50 mil em anos mais recentes - os números incluem desastres não relacionados à mudança climática como os tsunamis e as erupções vulcânicas; o pior em anos recentes é o de 2004, com o tsunami do oceano Índico.
Fonte: Folha.com
6 setembro, 2010 - 16:51h
A Estação Ecológica tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas.
É de posse e domínio públicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites serão desapropriadas, de acordo com o que dispõe a lei. É proibida a visitação pública, exceto quando com objetivo educacional, de acordo com o que dispuser o Plano de Manejo da unidade ou regulamento específico. A pesquisa científica depende de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade e está sujeita às condições e restrições por este estabelecidas, bem como àquelas previstas em regulamento.
Na Estação Ecológica só podem ser permitidas alterações dos ecossistemas no caso de:
I - medidas que visem a restauração de ecossistemas modificados;
II - manejo de espécies com o fim de preservar a diversidade biológica;
III - coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas;
IV - pesquisas científicas cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que aquele causado pela simples observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas, em uma área correspondente a no máximo três por cento da extensão total da unidade e até o limite de um mil e quinhentos hectares.
Fonte: Ambiente Brasil
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