Arquivos da categoria: 'Aquecimento global'
8 setembro, 2010 - 14:33h
Desastres naturais têm causado menos mortes, mas a mudança climática deve interferir nestas estatísticas ao provocar condições mais extremas do clima, e que deixam sequelas posteriores como doenças e má nutrição, dizem especialistas.
Temperaturas elevadas podem agravar os desastres, tanto quanto provocar a interrupção da produção de alimentos. Segundo as Nações Unidas, o aquecimento global causará mais secas, incêndios florestais, ondas de calor, inundações, deslizamentos de terra e aumento do nível do mar - todas ocorrências são uma ameaça para uma população que deve sair dos 6,8 bilhões para 9 bilhões de pessoas até 2050.
Os efeitos pós desastres naturais frequentemente são os piores, em termos de mortes adicionais. "Mortes em condições extremas de clima, como aconteceu neste ano nas inundações do Paquistão, são um alerta de que precisamos rever os esforços para manter a mudança climática sob controle", diz o diretor da London School of Hygiene and Tropical Medicine, Andrew Haines.
Mais de 1.750 pessoas morreram nas inundações do Paquistão, e outras milhares correm riscos devido a doenças. Ao menos 54 morreram nos incêndios na Rússia, em julho e agosto, que levaram ao aumento do preço de grãos - ameaçando os pobres com a má nutrição.
"Há um crescimento da taxa de mortalidade por causas indiretas. As pessoas estão mais pobres, e a mortalidade infantil que não é normal aumenta", completa Haines. "Deve haver significativas mortes que são subestimadas", diz ele. "A mudança climática poderia ser acrescentada aos prejuízos posteriormente provocados por desastres naturais."
As melhorias em alertas sobre ciclones e ondas de calor, assim como no índice da pobreza, em países em desenvolvimento, tornaram essas nações mais preparadas para condições extremas do tempo, o que colabora para frear o número de mortes.
"Estamos indo bem em termos de salvar de pessoas", diz o especialista sênior da Organização Mundial da Saúde (WHO, na sigla em inglês) das Nações Unidas, Diarmid Campbell-Lendrum. "Mas não há garantias futuras, já que vemos o perigo aumentando, principalmente como o calor [em regiões] onde não estamos bem preparados', disse à Reuters.
"A mudança climática apenas acrescenta outro motivo ao por que devemos controlar a malária, a diarreia, e a lidar com o problema da má nutrição", diz. "Esses são os grandes desafios."
Números subestimados - A Organização Mundial da Saúde vai divulgar uma pesquisa, no ano que vem, para atualizar os dados de um estudo de 2003, que estima que 150 mil pessoas morreriam a cada ano por causa do aquecimento global - a maioria por má nutrição, diarreia e malária. Esses números devem dobrar até 2030, mas o diretor do órgão evita anunciar os novos números.
"A resposta, a curto prazo, é de prevenção a desastres para ajudar a salvar vidas", diz Achim Steiner, chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que cita o exemplo de sucesso em Bangladesh e Cuba no controle de mortes provocadas por tempestades em décadas recentes.
Em Bangladesh, por exemplo, um alerta inicial e abrigos ajudaram. O ciclone Bhola matou 300 mil pessoas em 1970, enquanto outro ciclone de 1991 matou 139 mil, segundo o banco de dados EM-DAT, com sede na Bélgica. Já em 2007, o ciclone Sidr registrou 3.500 mortes fatais.
Com investimentos de prevenção contra inundações no Paquistão, ou melhores informações sobre como lidar com as ondas de calor, Steiner completa, as soluções de longo prazo deveriam ser o corte na emissão de gases do efeito estufa, principalmente os originados pela queima de combustíveis fósseis.
"O ponto fundamental da mudança climática será levar o mundo a investir no gerenciamento do desastre ou no desenvolvimento", Steiner diz à Reuters. "Esta é a opção desta geração."
Campbell-Lendrum diz que o estudo de 2003 da Organização Mundial da Saúde pode ter subestimado o impacto de inundações como as que ocorreram no Paquistão e as ondas de calor na Rússia (mais de 70 mil pessoas morreram na Europa em 2003 em decorrência das ondas de calor).
Ele diz que a mudança climática era um argumento de apoio para serviços básicos de saúde em nações pobres, onde 830 milhões de pessoas sofrem de subnutrição e estão em risco maior.
Outros estudos ligaram o aquecimento com a disseminação de carrapatos e encefalite no noroeste da Europa. Um deles sugeriu maiores taxas de suicídio entre fazendeiros australianos durante as secas, segundo um painel sobre o clima das Nações Unidas. A mudança climática, porém, tem efeitos negativos e positivos - mais pessoas estão ameaçadas pelas ondas de calor, por exemplo, mas idosos também sobrevivem melhor com invernos mais amenos.
Os dados da EM-DAT mostram que mortes provocadas por desastres naturais têm diminuído de, aproximadamente, 500 mil pessoas por ano, um século atrás, para menos de 50 mil em anos mais recentes - os números incluem desastres não relacionados à mudança climática como os tsunamis e as erupções vulcânicas; o pior em anos recentes é o de 2004, com o tsunami do oceano Índico.
Fonte: Folha.com
6 setembro, 2010 - 15:52h
Quarenta e seis países tiveram uma ideia mais clara, nesta sexta-feira, do que representará assegurar um acordo de centenas de bilhões de dólares em ajuda climática, uma questão que ameaça as esperanças de que seja aprovado um tratado sobre o aquecimento global.
O encontro informal de dois dias, que reuniu os maiores ''players'' da questão climática, indicou que o apoio crescente a um "fundo verde" para ajudar a levantar 100 bilhões de dólares ao ano até 2020, disseram alguns dos participantes.
A ministra mexicana das Relações Exteriores, Patricia Espinosa, disse ser possível que o fundo receba sinal verde, em dezembro, durante a conferência da Convenção-quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), formada por 194 países.
"Esperamos poder tomar uma decisão muito formal com respeito ao estabelecimento do fundo e, ao mesmo tempo, decidir sobre como fazer este fundo conseguir destinar os recursos imediatamente, porque há um senso de urgência", disse Espinosa a jornalistas.
No entanto, o otimismo dela foi rebaixado pelos Estados Unidos, ao alertar que espera uma contrapartida sobre outros temas ambientais revelantes, especialmente o corte de gases de efeito estufa e o monitoramento das garantias nacionais, antes da implantação do Fundo Verde.
"Isto tem que ser parte de um pacote", disse o enviado climático americano Todd Stern.
"Isto não significa que poderemos negociar mais adiante, (mas) todos estes elementos chave precisam se mexer, não apenas um ou dois", acrescentou.
O encontro de Genebra visava a restaurar a abalada confiança e focar no pragmatismo após o quase fiasco da Cúpula de Copenhague, em dezembro passado, concebido para selar um acordo para intensificar os cortes de emissões dos gases de combustíveis fósseis a partir de 2012 e reunir bilhões de dólares em ajuda para países vulneráveis.
Marcada por trocas de acusações, a cúpula foi encerrada com um acordo de último minuto, batizado de Acordo de Copenhague, no qual se estabeleceu a meta de reduzir o aquecimento global a dois graus Celsius e contou com o registro de promessas voluntárias para reduzir emissões.
Os países ricos também prometeram mobilizar até 100 bilhões de dólares ao ano em ajuda climática até 2020.
As conversações de Genebra reúnem as maiores economias, os grandes emergentes e países representantes das nações pobres, com vistas a trocar ideias sobre quem deveria administrar o dinheiro e como deveria ser supervisionado.
A secretária-executiva da Convenção-quadro, Christiana Figueres, descreveu o evento como "uma discussão muito, muito útil".
"Muitas propostas foram feitas. Cabe aos negociadores pegar estas ideias, selecioná-las e inseri-las na discussão mais ampla", disse à AFP.
Um painel de especialistas sob o mando do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estuda as opções de financiamento, inclusive com a atribuição de taxas de emissões de carbono. O painel se reúne pela última vez em Adis Abeba em 12 de outubro e lançará seu relatório "em 30 de outubro", explicou Janos Pasztor, integrante do painel.
Fonte: Portal Terra
6 setembro, 2010 - 15:38h
O Ibama multou a Prefeitura de Curitiba (PR) em R$ 100 mil pelo descarte de lixo hospitalar em um aterro sanitário. O município, autuado ontem, tem 20 dias para recorrer.
A fiscalização afirma que a prefeitura infringiu resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) que determina que o lixo hospitalar deve ser destinado a "estabelecimentos licenciados para receber e tratar este tipo de resíduos'', o que não é o caso do aterro sanitário da Caximba.
A legislação estabelece punição a quem "deixar de dar destinação ambientalmente adequada a produtos, subprodutos, embalagens, resíduos ou substâncias quando assim determinar a lei ou ato normativo".
A Superintendência do Ibama no Paraná constatou o descarte de lixo hospitalar no aterro no último dia 20 de agosto, após o caso ser denunciado pelo Ministério Público do Paraná.
OUTRO LADO
A Prefeitura de Curitiba, por meio de nota do secretário municipal do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto, informou que irá recorrer da autuação.
Andreguetto argumenta que o lixo encontrado no aterro sanitário não é ''resíduo hospital usado, mas sim material limpo, fora do prazo de validade''.
Segundo a nota, a Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba autuou dois hospitais pelo descarte do material no aterro sanitário, com base no plano de gerenciamento de lixo do município. Pelo plano, o material não utilizado e que é descartado deve ser reciclado e não enviado ao aterro sanitário.
O fato de o município ter autuado os hospitais que fizeram o descarte indevido também será usado na justificativa da prefeitura ao recorrer da multa do Ibama.
Fonte: Folha.com
6 setembro, 2010 - 15:34h
Mais de 40 países, representantes de todos os interesses na luta contra a mudança climática, debatem nesta quinta (2) e sexta-feira em Genebra (Suíça) como aumentar o financiamento no longo prazo de medidas para mitigar e adaptar-se ao aquecimento do planeta, a fim de preparar o terreno para a conferência de Cancún.
"Todos sabemos que a redução e a gestão do aquecimento climático exigirão importantes recursos financeiros. A regra da questão financeira é uma condição essencial para o sucesso das negociações de Cancún sobre o clima", assinalou o conselheiro federal suíço Moritz Leuenberger, ao inaugurar hoje este encontro.
Copresidido pela Suíça e México, o diálogo de Genebra sobre o clima é um encontro informal, que não faz parte das negociações oficiais da convenção da ONU sobre o clima, pelo qual não serão adotadas decisões.
Embora exista um consenso geral sobre a necessidade de aumentar os fundos para lutar contra a mudança climática, os países diferem sobre questões de como e onde partirão os recursos, qual será o papel do setor privado, que desenho terá o novo fundo sobre o clima e como será administrado o acesso e repartição dos fundos.
A secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres –sucessora de Yvo de Boer–, ressaltou hoje que recentes grandes desastres como as inundações do Paquistão e os incêndios da Rússia levaram "um crescente sentimento de urgência" nestas negociações.
A diplomata costarriquenha, que é a principal responsável destas negociações para reduzir as emissões de gases poluentes, acredita que ainda há esperanças de que na cidade mexicana de Cancún "possam ser adotadas decisões claras".
DINHEIRO
A base é o compromisso adquirido na conferência de Copenhague de 2009 pelos países industrializados de ajudar com US$ 30 bilhões aos países em desenvolvimento entre 2010 e 2012, e depois, até 2020, com US$ 100 bilhões cada ano.
A segunda quantia é julgada insuficiente pelos países em desenvolvimento. Na opinião de Figueres, "é difícil saber o custo da adaptação à mudança climática, isso só o tempo dirá, mas US$ 100 bilhões anuais é o mínimo que se requer".
Lembrou que "não está claro ainda de onde vai sair esse dinheiro, o que o certo é que uma só fonte de financiamento não pode gerar essa quantidade ao ano".
No centro das discussões está o conceito da responsabilidade histórica dos países industrializados em um problema, a mudança climática, que afeta todos.
Os países industrializados são responsáveis por 76% das emissões de dióxido de carbono até 2009, contra 24% dos países em desenvolvimento.
Mas a mudança registrada com o crescimento de grandes economias emergentes como China, a Índia e Brasil, acrescentou novos elementos à discussão, ao que se soma o fato de que os Estados Unidos, o maior poluidor per capita do planeta, é o único dos desenvolvidos que não assinou o protocolo de Kioto.
"Os governos dos países civilizados têm uma responsabilidade, mas é preciso entender que se só eles cumprem essa obrigação moral, não será suficiente", afirmou Figueres.
"Temos de buscar outras fontes de financiamento, que podem vir do setor privado, do mercado de carbono, de instrumentos interessantes e inovadores e, no fim, teremos diferentes fontes que podem chegar aos US$ 100 bilhões", acrescentou.
Embora tenha ressaltado "que os que causaram o problema historicamente, têm essa responsabilidade histórica…os países em desenvolvimento têm de evitar seguir os padrões de consumo e produção que tiveram os industrializados nos últimos cem anos".
Com relação ao papel dos Estados Unidos nesta luta global, opinou que "tem de participar do esforço global… de uma maneira paralela à responsabilidade histórica que tem".
E disse que a primeira economia mundial poderia "dar a sua indústria um grau de competitividade que está perdendo frente aos países que se deram conta que é preferível impulsionar uma indústria limpa, em vez continuar com uma obsoleta".
O México tenta assegurar mediante distintas reuniões que Cancún alcance êxito, e a chanceler mexicana, Patricia Espinosa, se somará esta noite à reunião de Genebra.
A ONU procura conseguir em Cancún um acordo global vinculativo e ambicioso que substitua o Protocolo de Kyoto sobre a redução das emissões de gás de efeito estufa quando este expire em 2012, mas a conferência vem precedida do fracasso da realizada em Copenhague.
Fonte: Folha.com
3 setembro, 2010 - 15:05h
A nova chefe do clima na ONU, Christiana Figueres, alertou nesta quinta-feira (2) que a série de calamidades climáticas demonstram a urgência de se chegar a um acordo revolucionário sobre o aquecimento global ainda neste ano.
Falando antes de uma rodada de conversações com 40 países sobre finanças, um tema que tem contribuído para paralisar as negociações climáticas na ONU, Figueres disse que as enchentes no Paquistão, os incêndios na Rússia e outros desastres ambientais são um chocante sinal de alerta.
"As notícias demonstram que um futuro de desastres climáticos intensos e globais não é o futuro que nós desejamos", disse à imprensa Figueres, recém-indicada para chefiar a secretaria-executiva da Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (UNFCCC, na sigla em inglês).
"A ciência irá demonstrar se e como estes eventos estão relacionados com as mudanças climáticas causadas pelas emissões de gases-estufa pela humanidade, mas o ponto é claro: não temos condições de enfrentar uma escalada de desastres deste tipo", acrescentou.
As conversações em Genebra, que se estendem até sexta-feira, reúnem mais de 40 países em nível ministerial, inclusive economias avançadas, grandes emergentes e países representativos de nações pobres.
O objetivo é estabelecer um "diálogo" nas linhas gerais de como arrecadar 100 bilhões de dólares ao ano até 2020.
As muitas questões incluem os recursos para este fundo, o papel dos setores público e privado e como o dinheiro seria administrado.
Sobre a mesa também está a questão de como implementar de forma rápida recursos de 30 bilhões de dólares nos próximos três anos.
As duas são promessas chave feitas pelos países ricos na Cúpula do Clima de Copenhague, em dezembro passado, um evento que esteve à beira da catástrofe por causa de disputas e trocas de acusações.
Hoje, a desconfiança impera, especialmente entre os países em desenvolvimento, em vista das poucas premissas sólidas acertadas no encontro na capital dinamarquesa.
"Ficaremos muito satisfeitos com o encontro (em Cancún) se ele começar a dar sinais de confiança, de um entendimento comum dos desafios…. Das questões importantes; isto seria um enorme avanço", afirmou o negociador suíço Franz Perrez.
Os países em desenvolvimento, em particular, querem garantias de que os 30 bilhões de dólares do financiamento de curto prazo virão de novas fontes e não serão retiradas da ajuda ao desenvolvimento ou de orçamentos já existentes, explicou o conselheiro político da organização não-governamental Oxfam, Romain Benicchio.
Figueres pediu aos governos que concordem em "quatro ou cinco" grandes suportes durante as conversações climáticas da UNFCCC previstas para o fim do ano, em Cancún, e que servirão de plataforma para um pacto global sobre o clima a partir de 2012.
Uma das questões para debate em Cancún será o financiamento.
Estima-se que sejam necessários centenas de bilhões de dólares para evitar futuras emissões de gases-estufa de países emergentes, e para ajudar as nações pobres a enfrentar a intensificação dos efeitos das mudanças climáticas, como seca, cheias, tempestades e elevação do nível dos mares.
Suíça e México, que partilham a organização do evento, insistiram que as conversações em Genebra não constituem um encontro de uma elite.
Ao contrário, afirmaram, seu resultado alimentará o processo no âmbito da ONU, o único meio válido, apesar de seus muitos problemas, para se tratar da ameaça das mudanças climáticas.
O próximo fórum da Convenção-quadro, integrada por 194 países, está prevista para outubro, em Tianjin, na China, antes da Cúpula de Cancún, prevista para 29 de novembro a 10 de dezembro.
Depois do traumático resultado da COP-15, em Copenhague, as expectativas estão baixas.
Na melhor das hipóteses, afirmam especialistas, Cancún terminará com um bom avanço nas questões chave, mas o mundo precisará esperar outro ano até que esteja pronto o esboço de um tratado.
Se tudo correr bem, o acordo entrará em vigor após 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto - atual documento de compromissos da UNFCC -, estabelecendo uma nova diretriz para reduzir as emissões de gases-estufa de origem antropogênica - provocada pelo homem - e para se estabelecer o apoio financeiro necessário para cumprir este objetivo.
Fonte: G1
1 setembro, 2010 - 15:56h
límulo, mais conhecido como caranguejo-ferradura, é mais uma espécie que passa a correr risco de extinção com as mudanças climáticas na Terra. Animais de porte maior passaram a caçá-los com o sumiço de espécies que costumavam ser suas presas. Além disso, sofrem com o aumento da pesca em regiões na quais vivem. As informações são da Discovery News.
Equipe do Instituto de Vistorias Geológicas dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) visitou locais em que caranguejos-ferradura vivem e encontraram ligações entre as mudanças de clima e o declínio do número de caranguejos vivos.
Os caranguejos-ferradura, além de límulo, também são conhecidos como fósseis vivos, por seu formato, e são uma das espécies mais antigas vivas no planeta. Praticamente não mudaram desde que surgiram há 400 milhões de anos. Vivem na Ásia e nas Américas.
Um dos motivos, segundo cientistas, para tanto tempo de sobrevivência é a genética da espécie. Porém, este novo estudo do USGS mostra que esta falta de evolução traz prejuízos, que culminam na falta de adaptação ao clima atual.
Além deste problema, o crescimento do nível do mar faz com que os caranguejos-ferradura vivam em comunidades isoladas, diminuindo o poder de evolução conjunta.
Fonte: Portal Terra
1 setembro, 2010 - 15:49h
A criação de uma rede de monitoramento contínuo do mar, que envolve marés fora da baía, além de mudanças de direção de ondas e tempestades, pode ser um elemento preventivo à elevação do nível das águas dos oceanos, em função do aquecimento global. A tese é defendida pelo pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dieter Muehe.
O professor é um dos palestrantes do seminário Aquecimento Global e seus Impactos no Rio de Janeiro com a Elevação do Nível do Mar, que o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci/RJ) promove nesta terça-feira, 31 de agosto. O encontro faz parte do Movimento Ação e Cidadania, cujo tema central é a Sustentabilidade e o Mercado Imobiliário.
Ele explicou à Agência Brasil que o monitoramento deve começar a ser feito de maneira imediata, uma vez que os resultados são observados somente após algumas décadas. Imagens de satélites, embora caras, podem facilitar tal controle, de acordo com o especialista em vulnerabilidade costeira.
A partir dessa rede de monitoramento poderão ser elaboradas políticas públicas para prevenir ou, pelo menos, minimizar os problemas decorrentes do aquecimento global. "Políticas públicas só vão ter respaldo a partir de informações", disse Muehe.
Na avaliação do especialista o risco é maior quanto às enchentes. "Tem que ter uma política pública no sentido de prevenir inundações e identificar quais seriam as áreas em que se poderia permitir ou não a expansão. Esse é um ponto importante para o futuro da ocupação das regiões, principalmente de baixadas."
Menos areia
O problema mais imediato da elevação do nível do mar é a erosão nas praias, que podem perder areia. Isso ocorre em especial com as praias urbanas. "As praias urbanas são um problema por causa dos muros. E a linha de costa não consegue se adaptar à nova posição. Você acabaria erodindo as pistas de rolamento e teria que fazer ou obra dura, que é menos favorável, ou então aterro artificial de praias, como já se fez em Copacabana, Flamengo e Leblon", exemplificou o especialista.
Dieter Muehe esclareceu, contudo, que em cidades onde se paga impostos mais elevados, poderia ser criado um fundo para que não faltem recursos quando for necessário. "Tem que recuperar a areia que foi perdida. E, em alguns lugares, esse aterro teria que ser feito com urgência, até anualmente". O benefício compensaria, segundo ele, os gastos que fossem efetuados.
Muehe defendeu também a criação de uma agência reguladora que centralize esses estudos e seja capaz de interpretar os dados medidos, de forma que o trabalho tenha garantia de continuidade.
Fonte: Portal Terra
30 agosto, 2010 - 15:59h
As mudanças climáticas já estão causando alterações no padrão de crescimento das florestas - tanto das tropicais quanto das temperadas. É o que apontam dois estudos realizados pelo Smithsonian Institution, dos Estados Unidos.
As alterações no clima têm feito com que as florestas tropicais cresçam em um ritmo mais lento do que o habitual, ao passo que o inverso ocorre nas florestas temperadas, onde as árvores se desenvolvem a taxas mais aceleradas. Em ambos os casos, o fenômeno pode ser explicado pelo aumento nas concentrações de gás carbônico (CO2) na atmosfera.
"Nos últimos 40 anos, verificamos um aumento de 15% nas emissões de CO2 na atmosfera. Era esperado que isso afetasse os padrões de crescimento das florestas, mas só agora estamos tendo as primeiras pistas de como isso está acontecendo na prática", afirma o pesquisador Stuart James Davies, diretor científico do Smithsonian Tropical Research Institute, considerada uma das principais instituições mundiais de estudos na área de ecologia tropical, com atuação em 40 países.
No Brasil, o Experimento de Grande Escala da Interação Biosfera-Atmosfera da Amazônia, iniciativa que soma mais de 150 projetos de pesquisas, ainda não possibilitou aferir conclusões sobre como o bioma é afetado pelo aquecimento global. "Ainda não temos dados suficientes para afirmar que a floresta tropical brasileira teve seus padrões de crescimento alterados em razão das mudanças climáticas", afirma Luiz Antonio Martinelli, pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP).
Segundo Martinelli, as florestas tropicais têm maior variabilidade genética e possibilidade de adaptação a mudanças do que as florestas de clima temperado. "Mas já temos um banco de dados consistente para investigações futuras", afirma.
Fonte: Globo Rural
30 agosto, 2010 - 15:53h
Centenas de sítios arqueológicos antigos foram descobertos em imagens aéreas na Grã-Bretanha, graças ao verão seco que atingiu o país neste ano. De acordo com dados levantados pela instituição English Heritage, de conservação do patrimônio histórico da Inglaterra, as imagens mostram marcas de construções antigas que estão soterradas.
Entre os lugares descobertos pelos arqueólogos estão ruínas romanas próximas à cidade de Bradford Abbas, na região de Dorset, no sudoeste da Inglaterra. O local foi revelado em imagens feitas em junho. Nas fotos, é possível ver um muro circular que teria servido de proteção aos soldados romanos durante manobras militares no primeiro século d.C.
Na cidade de Tadcaster, em North Yorkshire, no norte da Inglaterra, os arqueólogos identificaram um forte romano de mais de 2 mil anos de idade. Além disso, uma muralha reforçada foi construída no ano de 290 d.C.
"As marcas em lavouras são sempre mais visíveis em clima seco, mas os últimos verões foram decepcionantes", disse o analista Dave MacLeod, do English Heritage.
"Neste ano, nós tiramos proveito das condições climáticas. Nós tentamos nos concentrar nas regiões em que há poucas descobertas arqueológicas."
A English Heritage afirma que alguns sítios arqueológicos que não eram visíveis desde a seca de 1976 ressurgiram neste ano.
Fonte: Portal Terra
30 agosto, 2010 - 15:41h
O grupo intergovernamental de especialistas sobre a mudança climática deve sofrer uma reforma profunda para evitar novos erros como os cometidos em 2007 a respeito do Himalaia, concluiu a ONU (Organização das Nações Unidas) nesta segunda-feira (30).
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) mudou muito pouco desde sua criação, concluiu um grupo de especialistas que examinou seu funcionamento e recomendou a reforma para incrementar o processo de transparência e responsabilidade.
Aconselhou, além disso, a criação de um comitê executivo e a nomeação de um "cientista eminente" para que atue como diretor do organismo e adote, além disso, medidas para evitar os "conflitos de interesse".
Criado há 20 anos pela ONU e premiado com um Nobel da Paz, o IPCC publica a cada seis ou sete anos um relatório que serve de referência para as negociações internacionais sobre a mudança climática.
O IPCC admitiu em janeiro passado que cometeu um "erro lamentável" ao afirmar, em 2007, que as geleiras do Himalaia derretiam mais rápido do que as outras e que podiam desaparecer por volta de 2035 ou mesmo antes.
Fonte: Folha.com
27 agosto, 2010 - 10:03h
Uma substância que lembra açúcar, conhecida como "água seca", pode se tornar uma nova arma na luta contra o aquecimento global. Ela absorveria e guardaria dióxido de carbono, o gás que mais ajuda no aquecimento. Cientistas da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, divulgaram estudo sobre o produto no 240° Encontro Nacional da Sociedade Americana de Químicos, segundo informações do site Science Daily.
O nome é este pois 95% de sua formação é água, e é seco e igual a pó. Os pesquisadores, liderados por Andrew Cooper, professor da universidade, disseram que o produto pode ter várias utilidades, como, por exemplo, ser uma maneira segura de transportar e guardar produtos industriais perigosos.
Cada partícula do produto contém uma gota de água modificada por sílica. A sílica impede que as gotas de água, depois de transformadas em pó, voltem a ser líquidas. O resultado é um fino pó que pode sugar gases.
A água seca foi descoberta em 1968, com o principal uso sendo em cosméticos. Em 2006, cientistas da Universidade de Hull, também na Inglaterra, começaram a estudar a estrutura do pó, e perceberam que havia possibilidade de outros usos. A água seca absorve três vezes mais dióxido de carbono do que produtos comuns sem a mistura da sílica.
Fonte: Portal Terra
27 agosto, 2010 - 10:00h
Um lago escondido ameaça a vila francesa de Saint-Gervais-les-Bains, que fica ao lado do Mont Blanc, o ponto culminante dos Alpes. A vila tem 3 mil habitantes e é popular entre alpinistas.
Mas entre o pico e a base do vale está um lago escondido sob o gelo glacial. O volume é equivalente a 26 piscinas olímpicas. O suficiente para produzir uma tromba d'água em apenas 15 minutos.
O fenômeno já ocorreu antes, em 1982, quando pelo menos 175 pessoas se afogaram depois que 80 mil m³ de água escaparam. Por isso, engenheiros estão começando a colocar tubos que deverão descer a 80 m de profundidade para drenar o primeiro foco de água.
Os engenheiros precisam trabalhar rapidamente pois estão a 3,2 mil m em um local propenso a avalanches que pode ser acessado apenas de helicóptero.
As temperaturas mais elevadas podem ter contribuído para a criação do lago, mas uma recente onda de frio foi responsável pelo congelamento nas rotas naturais de drenagem da montanha.
Os técnicos ainda não sabem o que acontecerá depois que drenarem a água, mas um plano de evacuação da vila já foi divulgado para a população local prevendo uma possível enxurrada relâmpago.
Fonte: Portal Terra
25 agosto, 2010 - 21:04h
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