Arquivos da categoria: 'Arquitetura e Paisagismo'
30 agosto, 2010 - 15:34h
A criação de uma rede de monitoramento contínuo do mar, que envolve marés fora da baía, mudanças de direção de ondas e tempestades, pode ser um elemento preventivo à elevação do nível das águas dos oceanos, em função do aquecimento global. A tese é defendida pelo pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dieter Muehe.
O professor é um dos palestrantes do seminário Aquecimento Global e seus Impactos no Rio de Janeiro com a Elevação do Nível do Mar, que o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci/RJ) promove na terça-feira (31). O encontro faz parte do Movimento Ação e Cidadania, cujo tema central é a Sustentabilidade e o Mercado Imobiliário.
Ele explicou à Agência Brasil que o monitoramento deve começar a ser feito de maneira imediata, uma vez que os resultados são observados somente após algumas décadas. Imagens de satélites, embora caras, podem facilitar esse monitoramento, de acordo com o especialista em vulnerabilidade costeira.
A partir dessa rede de monitoramento, poderão ser elaboradas políticas públicas para prevenir ou, pelo menos, minimizar os problemas decorrentes do aquecimento global. "Políticas públicas só vão ter respaldo a partir de informações."
Na avaliação do especialista o risco é maior quanto às enchentes. "Tem que ter uma política pública no sentido de prevenir inundações e identificar quais seriam as áreas em que se poderia permitir ou não a expansão. Esse é um ponto importante para o futuro da ocupação das regiões, principalmente de baixadas."
O problema mais imediato da elevação do nível do mar é a erosão nas praias, que podem perder areia. Isso ocorre em especial com as praias urbanas. "As praias urbanas são um problema por causa dos muros. E a linha de costa não consegue se adaptar à nova posição. Você acabaria erodindo as pistas de rolamento e teria que fazer ou obra dura, que é menos favorável, ou então aterro artificial de praias, como já se fez em Copacabana, Flamengo e Leblon", expôs.
Dieter Muehe esclareceu, contudo, que em cidades onde se paga impostos mais elevados, poderia ser criado um fundo para que não faltem recursos quando for necessário. "Tem que recuperar a areia que foi perdida. E, em alguns lugares, esse aterro teria que ser feito com urgência, até anualmente". O benefício compensaria, segundo ele, os gastos que fossem efetuados.
Muehe defendeu, também, a criação de uma agência reguladora que centralize esses estudos e seja capaz de interpretar os dados medidos, de forma que o trabalho tenha garantia de continuidade.
Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil
23 agosto, 2010 - 09:32h
Um terremoto de 4,3 graus na escala Richter foi registrado, este domingo (22), no departamento (estado) colombiano de Nariño, no sul do país, sem causar danos ou vítimas, informou o Instituto Geológico Mineiro (Ingeominas).
O tremor ocorreu às 8h43 locais (10h43 de Brasília), com epicentro situado a 1,5 km da cratera do vulcão Galeras e, segundo o Ingeominas, é o quarto em importância detectado nos últimos três dias nas proximidades do vulcão, situado nos arredores da cidade de Pasto, capital de Nariño.
"O comportamento do Galeras sugere uma mudança significativa de sua atividade", advertiu o Ministério do Interior, enquanto as autoridades informaram que a atividade vulcânica se mantém em nível amarelo, o que significa alerta preventivo.
Fonte: Folha.com
30 julho, 2010 - 18:56h
Para edição do mês de agosto de 2010, a revista Americana Vanity Fair perguntou a 90 especialistas quais seria as "maiores obras arquitetônicas dos últimos 30 anos". Com 28 votos, o Museu Guggenheim Bilbao, de Frank Gehry, foi o grande vencedor, seguido pelo Menil Collection, de Renzo Piano. A lista contou ainda com outras XIX construções tidas como as mais importantes ou memoráveis da arquitetura moderna.
Para o arquiteto e colunista da Architect Magazine, Lance Hosey, a única falha da seleção foi excluir as construções sustentáveis das candidatas. "Até as obra selecionadas de Piano e Norman Foster, arquitetos reconhecidos pela alta performance ambiental, são velhas e das menos ambiciosas. Pelo que eu vi, a sustentabilidade não tem sido o foco da elite da arquitetura", opina.
Para Hosey, embora as construções verdes tenham-se popularizado com mais intensidade nas últimas três décadas, o fosso entre os padrões de excelência em design e desempenho ambiental pode ser cada vez maior. Pensando nisso, ele decidiu criar sua própria lista das "cinco construções verdes mais importantes desde 1980".
Para isso, o arquiteto perguntou a 150 especialistas dos Estados Unidos, Europa e Ásia quais seriam os melhores representantes da área. Os selecionados foram:
- Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis - Inaugurado em 2000, o Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis (AJCES), localizado no campus da Universidade de Oberlin, é um dos mais avançados exemplos de edifício auto-sustentável dos Estados Unidos. O AJCES produz toda energia que consome através de painéis fotovoltaicos, com potências instaladas de 60kW na cobertura e 100kW em área adjacente (estacionamentos).
O Centro Lewis ainda utiliza um sistema de tratamento de água chamado de "A Máquina Viva", que recebe a água de esgoto e a trata e purifica para que ela possa ser reutilizada nos vasos sanitários. O prédio ainda tem janelas posicionadas de maneira apropriada para aproveitar ao máximo a luz do dia e poços geotérmicos, que ajudam a aquecer e a resfriar a área interna da construção.
- Academia das Ciências da Califórnia - Desenhada pelo conceituado arquiteto italiano Renzo Piano, a Academia das Ciências da Califórnia foi inaugurada em 2008 e definida como uma "construção revolucionária".
O telhado verde mantém o interior do edifício sempre fresco e os 13 milhões de litros de água usados por ano na rega das plantas são em grande parte reutilizados para outros fins no museu.
No telhado de vidro, janelas e cortinas controladas por computadores abrem-se e fecham-se para manter a temperatura adequada dentro do ambiente e facilitar a passagem da brisa do Pacífico. Calças jeans velhas foram utilizadas no isolamento das paredes e uma barreira de vedação envidraçada possui células fotovoltaicas integradas que geram 15 % da energia elétrica que o edifício consome.
- Genzyme Center - O Genzyme Center, sede mundial da empresa de biotecnologia Genzyme Corporation inaugurada 2003, recebeu o selo de platina do Green Building Council EUA graças aos seus princípios ambientais. O aproveitamento da luz natural e uso inteligente da água contribuíram para uma redução de 42 % dos gastos anuais em eletricidade e 32% do consumo da água.
- BedZED - Este bairro construído no Reino Unidos em 2002 é considerado um modelo de sustentabilidade urbana. Ele segue uma filosofia de composição heterogênea dos seus residentes, e possui moradores de classe média, alta e baixa vivendo no mesmo local. O empreendimento ainda foi erguido com material de construção comprado na região, uso de materiais reciclados e mão-de-obra local, e possui um Clube do carro exclusivo para os moradores.
- Centro Ambiental Philip Merrill da Fundação Baía de Chesapeake - Inaugurado em 2001, o Centro ocupa uma área construída de quase 3.000 m2 e segue padrões mundiais de conservação de energia, tendo recebido a certificação Platinum Rating do Green Building Council. Materiais reciclados e recicláveis foram usados na sua construção. Além disso, a utilização de um sistema de coleta de água de chuva associado a vasos sanitários compostáveis reduziu o consumo de água em 90%.
Fonte: Portal Terra
28 julho, 2010 - 17:07h
Apesar de terem ganhado destaque nos últimos anos, as construções sustentáveis não são tão recentes assim. Uma prova disso é o Centro Cultural Jean Marie Tjibaou, localizado na Nova Caledônia. O local foi construído em 1998 e já trazia em sua base os conceitos da sustentabilidade.
Desenhado pelo arquiteto italiano Renzo Pian, o centro é composto por 10 unidades de diferentes tamanhos e funções, com a forma de concha posicionada verticalmente, assemelhando-se às tendas tradicionais da Nova Caledônia.
No seu interior, o programa cultural desenvolve-se como uma espécie de ritual, passando pelas exposições dos espaços naturais da ilha, da arte, da história e da religião da civilização kanak. Para isso, o edifício foi organizado como um conjunto de três povoados que abrigam exposições, performances ao ar livre, anfiteatros, escritórios.
Ligações culturais
Segundo o arquiteto, o formato do Centro tem fortes ligações com a cultura local, já que a construção foi erguida para representar um símbolo da civilização kanak.
Marcada por muitas controvérsias políticas, a ilha foi sujeita à ocupação francesa por mais de 100 anos e viu seu líder, Jean-Marie Tjibaou, ser assassinado por um extremista enquanto lutava pela independência do local. Uma das grandes preocupações de Tjibaou era assegurar que sua comunidade valorizasse suas raízes, ao mesmo tempo em que fosse aberta para a cultura mundial.
Pensando nisso, Pian buscou nas tradições kanak os valores que realmente importavam para esse povo e desenvolveu o projeto com consultas à população local, aprendendo com a cultura e a natureza.
Por fim, ele desenhou um espaço que representasse um conjunto de edificações, vias e espaços abertos unidos por um núcleo central: a alameda do povoado tradicional.
Antigo e moderno
Apesar da inspiração ancestral, o Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou foi construído com tecnologia moderna, em madeira laminada colada, estruturada por tubos de aço inoxidável. A estrutura foi feita para resistir a furacões e terremotos, chegando a passar imune pelo ciclone Erika.
Outra característica da arquitetura moderna inserida no projeto foi o aproveitamento do vento local para melhorar o clima dentro dos espaços. O Centro Cultural está exposto por um lado a fortes ventos e por outro a brisas suaves.
Assim, o arquiteto desenhou as estruturas verticais e horizontais de uma forma que elas pudessem modificar o efeito dos ventos e as condições internas, adaptando as grelhas conforme a direção e velocidade deles e expelindo o ar interno pela parte mais alta do teto. Esse movimento ainda produz um som que representa os mesmos da floresta e das vilas kanaks.
Para a doutora em Arquitetura pela Universidade de Valladolid e professora e pesquisadora do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Ana Rosa de Oliveira, o local é um marco na arquitetura mundial.
"O Centro Cultural é a materialização de um cuidadoso esforço para encontrar, em confronto com diversos ritmos (espaço, tempo, cultura e clima), o justo equilíbrio entre artefato e natureza, tradição e tecnologia, memória e modernidade", conclui.
Fonte: Ecodesenvolvimento
26 julho, 2010 - 18:07h
A valorização do bem-estar aliado ao equilíbrio dos ambientes internos e externos está ampliando a aplicação de projetos paisagísticos nos municípios. São praças, parques, condomínios, residências, clubes, canteiros e avenidas espalhados nas principais cidades brasileiras que refletem esse movimento de harmonização, embelezamento e melhoria da qualidade ambiental do espaço público e privado. Por esse motivo, o 13º CONGRESSO BRASILEIRO DE PAISAGISMO, principal evento técnico para troca de conhecimento e informações do setor, terá como tema central "O Projeto de Paisagismo em Escala Urbana - Parques, Praças e Condomínios Verticais e Horizontais".
De acordo com Teodoro Henrique da Silva, diretor do evento, o objetivo do Congresso é promover a discussão dos assuntos mais pertinentes dentro do cotidiano do profissional do paisagismo e dos temas que possam impactar sua carreira, sendo uma ótima oportunidade para que ele conheça os principais movimentos do mercado e fique atualizado quanto às tendências de seu segmento. "O paisagismo vem crescendo nos últimos anos acompanhando o boom imobiliário e o aumento da renda das classes menos privilegiadas da sociedade, o que obriga esse profissional a buscar constantemente informações relevantes para seu trabalho", explica.
A programação do 13º CONGRESSO BRASILEIRO DE PAISAGISMO será composta por 11 paineis temáticos, ministrados por renomados especialistas do setor. Entre os palestrantes já confirmados estão: a arquiteta urbanista Rosa Kliass, o arquiteto paisagista Alex Hanazaki, o arquiteto paisagista Roberto Riscala, a arquiteta paisagista Martha Gavião, a arquiteta urbanista Adriana Levisky, a arquiteta paisagista Evani Franco, o arquiteto paisagista Luiz Vieira, os arquitetos urbanistas Leandro Schenk e Luciana Schenk, José Giacoia Neto, gerente geral da Rain Bird, e o ambientalista Ricardo Henrique Cardim, da SkyGarden ENVEC.
A agenda do evento contará, ainda, com a apresentação da arquiteta paisagista mexicana Claudia Harari, membro do atual conselho da Escola de Desenho de Harvard, nos Estados Unidos, e professora da Escola de Arquitetura da Universidade TEC, de Monterrey, no México. Harari foi responsável pelo projeto de paisagismo e tetos verdes do Museu do Aço, Forno 3, na cidade de Monterrey, multipremiado nacional e internacionalmente por seu vanguardismo.
Com o apoio e coordenação da ABAP - Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas, o 13º CONGRESSO BRASILEIRO DE PAISAGISMO será realizado entre 23 e 25 de setembro próximo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, paralelamente à 13ª FIAFLORA EXPOGARDEN - Feira Internacional de Paisagismo, Jardinagem, Lazer e Floricultura, mais importante feira de negócios do setor na América Latina.
Sobre a feira
Em uma área de 15 mil m², a 13ª FIAFLORA EXPOGARDEN, realizada entre 23 a 26 de setembro, terá a participação de cerca de 220 expositores, divididos em quatro setores principais, que remetem aos quatro elementos da natureza - AR, ÁGUA, FOGO e TERRA.
A visitação nos dois primeiros dias - 23 e 24 de setembro, quinta e sexta-feira - será focada no público profissional e de negócios. Nos dias 25 e 26 - sábado e domingo -, além da visitação dos profissionais de negócios, também será permitida a visitação do público interessado nos produtos de paisagismo, jardinagem, lazer e floricultura.
A feira, organizada e promovida pela THS Associados Feiras e Exposições, juntamente com a Reed Exhibitions Alcantara Machado, é parte integrante da Semana Imobiliária São Paulo 2010, formada por mais três feiras: 5º SISP - Salão Imobiliário São Paulo, 16º Expo Síndico Secovi Condomínio e Casa & Decoração Show.
As quatro feiras reúnem, em um único local, as principais novidades e soluções para o segmento imobiliário, apresentando total sinergia entre seus expositores e entre o público. Para facilitar a visitação, cada feira terá seu credenciamento e entrada exclusivos. No entanto, ao término da visitação de uma feira, o publico será direcionado a visitar as outras três feiras. A Semana Imobiliária 2010 deve receber mais de 85 mil visitantes.
Mais informações do Congresso, da feira e dos eventos simultâneos:
13º CONGRESSO BRASILEIRO DE PAISAGISMO
Central de atendimento: (11) 3845-0828 / thsfeiras@uol.com.br
13ª FIAFLORA EXPOGARDEN - Feira internacional de negócios de paisagismo, jardinagem, lazer e floricultura
Site: www.expogarden.com.br
Central de atendimento: (11) 3845-0828 / thsfeiras@uol.com.br
OBS: Não é permitida a entrada para menores de 16 anos, mesmo que acompanhados
Fonte: Portal do Agronegócio
21 julho, 2010 - 15:15h
Parece coisa de desenho animado, onde o lixo é usado para mover carros e foguetes. Mas é a vida real: o que você joga fora hoje pode voltar para sua casa, conduzido por fios de eletricidade. No Brasil já existem alguns aterros com usinas que reaproveitam o lixo por meio da queima. Agora, os resíduos também poderão virar energia por meio de um reator de micro-ondas. E Matozinhos, no interior de Minas Gerais, será o primeiro no país a ter essa tecnologia. Para começar, a usina de tratamento de resíduos, que está sendo construída junto com o aterro, terá capacidade de 1,5 MW/h, o suficiente para abastecer 3.000 residências.
A tecnologia foi desenvolvida pelo brasileiro Luciano Prozillo, diretor da Micro Ambiental. "O lixo passa por um reator de micro-ondas que retira sua umidade, aumentando seu poder combustível. Depois, ele é compactado e se transforma em briquetes (tijolinhos), que são queimados, liberando o vapor que vai mover turbinas e gerar energia, que poderá ser usada pela prefeitura ou comercializada no mercado livre", explica.
O projeto de Matozinhos é feito em parceria com a Cavo Serviços & Meio Ambiente. De acordo com diretor comercial da empresa, João Carlos David, o aterro deve ficar pronto em agosto e a usina em outubro ou novembro deste ano. "Nós fazemos a instalação dos equipamentos, quando tudo estiver pronto, a Prefeitura de Matozinhos vai ter que realizar uma licitação para definir quem vai operar a usina".
Ganhos. A prefeitura pode fazer essa licitação ou vender briquetes diretamente para potenciais consumidores, como cimenteiras. A procuradora geral do município, Maria Sílvia Viana, explica que ainda isso não está definido. Entretanto, qualquer uma das opções trará impactos econômicos e ambientais muito positivos. "Com a comercialização de energia, teremos aumento na arrecadação de impostos sobre serviços, além disso, como a tecnologia vai reduzir a emissão de poluentes, vamos nos credenciar a receber ICMS ecológico", avalia.
O projeto recebeu investimentos de R$ 10 milhões. Os recursos vieram do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro), pois, com a implantação da usina de tratamento de lixo, os afluentes do rio das Velhas estarão protegidos da contaminação por chorume - líquido tóxico gerado na decomposição do lixo.
Fonte: http://www.otempo.com.br
19 julho, 2010 - 14:43h
Investigadores descobriram que as plantas são capazes de "lembrar" e "reagir" à informação contida na luz.
Elas transmitem informações sobre a intensidade e qualidade da luz de folha em folha de uma forma muito semelhante ao nosso sistema nervoso. Estes "sinais eletro-químicos" são conduzidos por células que atuam como "nervos" nas plantas.
Os pesquisadores usaram imagens de fluorescência para ver como as plantas respondiam. A luz que brilhou sobre uma folha causou que a planta inteira respondesse. E a resposta, que assumiu a forma de reações químicas induzidas pela luz nas folhas, continuou no escuro - ou seja, a planta se "lembrou" da informação codificada na luz.
O que foi ainda mais peculiar é que a reação das plantas mudou conforme a cor da luz que as atingiu. Os pesquisadores suspeitam que as plantas possam usar a informação codificada em função de estimular reações químicas de proteção, já que o efeito de diferentes cores de luz afetou a imunidade das plantas a doenças.
Quando se brilhava uma luz na planta por uma hora e as infectava com um vírus ou bactérias 24 horas depois, a planta resistia à infecção. Mas quando a planta era infectada antes de brilhar a luz, ela não conseguia construir a resistência.
Ou seja, os cientistas afirmam que a planta tem uma memória específica para a luz que constrói a sua imunidade contra patogenias, e ela pode adaptar essa memória a diferentes condições de luz, afinal cada dia ou semana de uma temporada tem uma "qualidade de luz" característica.
Os pesquisadores dizem que isso pode ser considerado uma forma de
inteligência.
Fonte: Paraná Online
5 março, 2010 - 10:19h
A Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, FAU/RJ, e uma indústria cimenteira, desenvolveu o projeto de uma casa modelo sustentável, com cerca de 45m2.
O projeto alia o baixo custo à preocupação ambiental, com sistemas de aquecimento solar, ventilação, captação de águas pluviais para reutilização em descargas no vaso sanitário, etc.
Um coletor de óleo de cozinha, lixeiras para reciclagem e entrada de luz em grande quantidade, também fazem parte do modelo.
São oferecidos três tipos de plantas, sendo que um deles é voltado à portadores de necessidades especiais. As casas podem ser expandidas horizontalmente, chegando a 66m2. O professor da FAU, Osvaldo de Souza, que participou do desenvolvimento do projeto, afirmou que ideia é ampliar o projeto, para que a casa possa ser ampliada também verticalmente.
Blocos de concreto formam a estrutura da casa. A arquiteta Alice Brasileiro, também professora da FAU, destacou ainda que foram agregadas diferentes tecnologias já existentes no mercado com objetivo de tornar o projeto mais eficiente, "evitando o desperdício de materiais e reduzindo o tempo de execução da obra" disse.
Fonte: PORTAL AMBIENTAL
11 janeiro, 2010 - 12:30h
Empresa amazonense investiu R$ 3 milhões para criar telhas de plástico reciclado semelhantes às de cerâmica, porém mais leves e duráveis
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios Online
A ideia de fabricar telhados a partir de garrafas PET é resultado de inspiração e, acima de tudo, de muito trabalho. O engenheiro eletrônico Luiz Antonio Pereira Formariz, de 34 anos, pesquisou por dois anos antes de tornar-se empreendedor. Há 12 anos criou a Telhas Leve, em Manaus, no Amazonas, com investimento de R$ 3 milhões, para produzir telhas a partir de plástico reciclado. As peças pesam um décimo das feitas de barro. A durabilidade é, no mínimo, o dobro da tradicional, mas pode ser até cinco vezes maior.
Com 80 representantes no país, a empresa fabrica 30 mil telhas por mês e fatura R$ 1,3 milhão por ano. A inovação custa ao consumidor duas vezes e meia o preço das telhas convencionais. No entanto, a estrutura de sustentação do telhado sai por um quarto do preço da tradicional. A companhia afirma que a economia com a estrutura compensa o valor maior da cobertura. “O mercado para esse tipo de produto cresce pouco, mas de maneira consistente. Falta mudar a cultura da construção”, afirma Formariz.
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ANTI-UV As telhas recebem tratamento contra radiação solar para assegurar a durabilidade. A fixação é feita com pinos e abraçadeiras que acompanham os lotes |
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TELHADO COLORIDO A companhia fabrica telhas em cinco cores. A marrom-cerâmica reproduz com fidelidade o tom das peças tradicionais, feitas com barro |
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EMPREGOS INDIRETOS A empresa adquire 50 toneladas de garrafas PET por mês de 65 cooperativas de catadores em Manaus. A atividade beneficia famílias inteiras, totalizando 400 pessoas |
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PRODUÇÃO ENXUTA Cada injetora elétrica leva 30 segundos para fabricar uma telha. O plástico é lavado, moído e segue para as máquinas, que derretem e inserem o material dentro dos moldes
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11 janeiro, 2010 - 12:24h
Prédios ecológicos melhoram o planeta e também o caixa de sua empresa
Por Carin Hommonay Petti
Os chamados prédios verdes são benéficos para o meio ambiente, reduzem os custos e aumentam oslucros das empresas. A construção é 5% a 10% mais cara que a de um edifício convencional, mas o investimento se paga em dois anos, afirma Nelson Kawakami, diretor-executivo da ONG Green Building Council Brasil. A diminuição de custos, que é permanente, chega a 50% do consumo de água e a 45% do gasto com energia, segundo a consultoria ambiental Instituto Muda. “Mesmo pequenas mudanças, como a troca de torneiras e válvulas da descarga, permitem ganhos consideráveis”, diz o sócio da empresa Alexandre Furlan Braz. Ao lado ele mostra as principais características dos prédios verdes.
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| 1> As placas captam a energia solar, utilizada para o aquecimento da água
2> Os aparelhos de ar condicionado têm certificado de economia de energia emitido pela Eletrobrás em parceria com o Inmetro
3> Claraboias e janelas favorecem a iluminação natural, reduzem o consumo de energia elétrica e melhoram as condições de trabalho. Um exemplo: na empresa americana de biotecnologia Genzyme, nos arredores de Boston, a produtividade dos funcionários aumentou 15% e as ausências por doença caíram 5% após a mudança da sede para um prédio com muitas janelas e teto de vidro
4> Floreiras nas janelas contribuem para reduzir a temperatura do interior do prédio
5> A água da chuva, captada no telhado, é levada pelas calhas a um tanque para armazenagem e depois utilizada para lavar áreas comuns e regar o jardim
6> O consumo de energia elétrica pode cair até 40% com a instalação de sensores de presença para acionar as luzes de locais menos movimentados, como garagens e escadas
7> Os restos de frutas consumidas pelos funcionários, folhas secas e a grama cortada vão para a compostagem, que transforma o lixo em adubo orgânico
8> Vidros especiais, conhecidos como low-e, deixam a luz entrar sem esquentar demais o ambiente
9> Cobrir o telhado e as paredes com plantas ajuda a resfriar o interior do prédio e a economizar com o ar-condicionado |
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| 1> Canecas substituem os copos descartáveis
2> Caixas sob as mesas servem para coleta de papel usado. Em cada andar há cestos de lixo para reaproveitamento. O material pode ser doado a cooperativas dedicadas à reciclagem |
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| 1> A descarga tem dois dispositivos: um para vazão de seis litros de água, para resíduos sólidos, e outro para três litros, destinado a líquidos
2> A água do chuveiro dos funcionários é reutilizada nas descargas
3> Torneiras de pressão ou acionadas por sensores ajudam a reduzir o consumo de água em até 40% |
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Em um prédio comercial de 18 andares há mais emissão de carbono em dois anos de obras do que em dez anos de uso do edifício, mostra um levantamento feito por Roberto Marin, sócio-diretor da consultoria ATA (Ativos Técnicos Ambientais). Marin e Alexandre Furlan Braz, sócio do Instituto Muda, dão algumas dicas para minimizar o problema:
>>> Utilize madeira certificada. O desmatamento é causa de 70% das emissões de gases do efeito estufa no Brasil
>>> Use materiais reciclados,como aço, ferro e peças de demolição
>>> Contrate projetos arquitetônicos com menor emprego de aço e cimento. A sua produção gera emissões de carbono
>>> Procure usar cimento do tipo CP 3 e CP 4, produzidos com resíduos industriais
>>> Nunca descarte o material na rua. Contrate caçambas ou leve o entulho a pontos de coleta e reciclagem da prefeitura
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios Online
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7 janeiro, 2010 - 05:30h
Cerca de 60 toneladas de lixo foram retiradas da Ilha do Mel até segunda-feira (4) e o trabalho deve terminar apenas na quinta-feira (7), de acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O material deixado na ilha se trata de lixo doméstico e materiais recicláveis (garrafas, latas, canudos, entre outros) que foram abandonados pelos turistas entre 30 de dezembro e 3 de janeiro.
De acordo com o coordenador da Ilha do Mel, Reginato Bueno, a remoção do lixo está sendo feita apenas no período da tarde, pois pela manhã a maré estava alta e não era possível acessar os locais de depósito. Segundo Bueno, até quinta-feira (7) mais 20 toneladas devem ser retiradas da ilha. "A falta de conscientização ambiental de alguns turistas é preocupante", resume Bueno.
Para que o ecossistema da Ilha do Mel seja preservado, o IAP reforça a orientação para que os turistas não deixem lixo espalhado no local. Além disso, não se deve levar e nem retirar plantas e animais da ilha. "Cada um tem que se policiar e ter consciência do que não se deve fazer na ilha, que é uma área de preservação ambiental", afirma o coordenador da Ilha.
No dia 30 de dezembro a Ilha do Mel atingiu a lotação máxima, que é de cinco mil visitantes. De quinta-feira (31) até o sábado (2) a ilha continuou cheia, mas houve renovação de cerca de 1,2 mil pessoas por dia, segundo a estimativa do coordenador da ilha. Já no domingo o tempo nublado fez com que aproximadamente três dos cinco mil visitantes deixassem o local.
Fiscalização - Cinco barcos clandestinos foram flagrados pela Força Verde da Polícia Militar e pelo IAP fazendo travessia irregular para a Ilha do Mel na madrugada do dia 30 para o dia 31, quando a lotação já havia sido atingida. Os donos dos barcos foram notificados e os 200 visitantes foram levados novamente para o continente (confira quais os riscos da travessia clandestina para a Ilha).
Para não perder a viagem, o turista deve ligar para o telefone do terminal de embarque da Ilha do Mel, que fica em Pontal do Sul - ( 41 - 3455-1144 ), e verificar se existem vagas. Além disso, existem placas informativas na estrada que liga Paranaguá a Pontal do Paraná; e na que liga Matinhos a Pontal do Paraná sobre a lotação do local. A travessia é feita das 8 às 20 horas.
Além disso, houve duas prisões na Ilha do Mel no feriado de ano-novo, de acordo com a Força Verde. Um homem foi detido porque estava com 400 gramas de maconha. A segunda prisão que ocorreu no local foi de um homem que passou notas falsas de R$ 100 no comércio local.
Fonte: Gazeta do Povo/PR
27 dezembro, 2009 - 18:09h
A unidade em Bertioga, no litoral de São Paulo, conta com a certificação LEED para construções sustentáveis e reduziu seu consumo de água e energia
Fachada da unidade verde do McDonald's em Bertioga, São Paulo
O restaurante McDonald's de Bertioga, na Riviera São Lourenço, litoral de São Paulo, é o primeiro da América Latina a obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo U.S. Green Building Council – organização que reúne representantes dos setores de construção e arquitetura - a empreendimentos que atendam critérios de sustentabilidade no projeto arquitetônico e na construção.
A construção contou com a utilização de tecnologias de baixo impacto ao meio ambiente, destacando a prevenção de poluição, o reaproveitamento de resíduos, o uso de água da chuva e de energia limpa e a utilização de materiais naturais, renováveis, reciclados e de produção regionalizada.
A iniciativa de se enquadrar em padrões sustentáveis veio da parceria do proprietário da unidade, Roberto Pestana, e da operadora da marca McDonald’s na América Latina, Arcos Dourados.
Entre as ações adotadas pelo restaurante está o sistema de captura de água pluvial, para utilização na lavagem de pisos e descargas em toaletes, o que permitiu a redução do consumo de água potável em 50% e em 100% no caso da irrigação dos jardins; o gás das câmaras de refrigeração foi substituído por um modelo que não afeta a camada de ozônio; as peças de madeira utilizam produtos provenientes de áreas de manejo florestal e são certificadas pelo FSC (sigla em inglês para Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal, em português).
O McDonald’s de Bertioga também não utiliza CFC no seu sistema de ar condicionado e é munido de um dispositivo que monitora as temperaturas interna e externa do restaurante. Quando necessário, o sistema desliga os aparelhos e abre as janelas automaticamente. Com isso, a carga térmica necessária para a refrigeração é 25% menor.
Ainda como parte do gerenciamento inteligente de energia, o aquecimento de água das torneiras da cozinha e vestiários é feito por meio de energia solar. A grande quantidade de paredes de vidro destaca o uso da luz natural e as luminárias instaladas perto das janelas só acendem quando realmente necessário. Em todo o edifício, é priorizado o uso de lâmpadas LED. Todas essas iniciativas promoveram uma economia de 14% no consumo de energia do empreendimento.
A rede McDonald's conta com mais dois restaurantes verdes no mundo, em Chicago (EUA) e em Lindora (Costa Rica).
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios Online.
1 novembro, 2009 - 09:56h
Bromélias
A família das Bromeliáceas abriga mais de 3000 espécies e milhares de híbridos. Com uma única exceção, todas são nativas das Américas, sendo que o abacaxi é a mais popular delas. Só no Brasil, existem mais de 1500 espécies.
As bromélias não são parasitas como muitas pessoas pensam. Na natureza, aparecem como epífitas (simplesmente apoiando-se em outro vegetal para obter mais luz e mais ventilação), terrestres ou rupícolas (espécies que crescem sobre as pedras) e compõem uma das mais adaptáveis famílias de plantas do mundo, pois apresentam uma impressionante resistência para sobreviver e apresentar infinitas e curiosas variedades de formas e combinações de cores.
As bromélias estão divididas em grupos chamados gêneros - que hoje são mais de 50. A maioria das espécies de um mesmo gênero tem características e exigências iguais. Gêneros diferentes requerem diferentes variações de luminosidade, rega e substrato. No cultivo, os gêneros mais comuns são:
•AECHMEA
•BILLBERGIA
•CRYPTANTHUS
•DYCKIA
•GUZMANIA
•NEOREGELIA
•NIDULARIUM
•TILLANDSIA
•VRIESEA
A maioria das bromélias podem ser plantadas em vasos, mas podemos mantê-las sobre troncos ou xaxim. As Tillandsias, de folhas acinzentadas, não se adaptam ao plantio em vasos, preferindo os troncos.
As bromélias crescem em quase todos os solos, levemente ácidos, bem drenados, não compactados e que propiciem condições de bom desenvolvimento para o sistema radicular. O substrato deve ter partes iguais de areia grossa ou pedriscos, musgo seco (esfagno) ou xaxim e turfa, ou mesmo húmus de minhoca. O importante é que a mistura possibilite uma rápida drenagem. Cryptanthus e Dyckias crescem bem no mesmo tipo de mistura, acrescentando-se, ainda, uma parte de terra ou folhas secas moídas.
Algumas regras para o plantio correto:
1. Não enterre demais as bromélias, mantenha a base das folhas acima do solo.
2. Não use um vaso muito grande, pois há perigo de umidade excessiva nas raízes.
3. Não permita que a planta fique "balançando", fixe-a bem, pois isto poderá danificar o tenro desenvolvimento das novas raízes. Estaqueie a planta se necessário, até que as raízes estejam bem desenvolvidas.
4. Coloque sempre uma boa camada de cacos de telha ou pedriscos no vaso, que deve ser sempre furado nas laterais ou no fundo.
REGAS
As bromélias gostam de ter suas raízes molhadas, mas sempre de forma bastante moderada, o mais importante é molhar as folhas e manter sempre o tanque central com água. Quando a temperatura ambiente estiver muito alta, borrife com água as folhas, mas nunca sob luz solar direta e nas horas mais quentes do dia. Plantas de folhas macias apreciam ambiente mais úmido do que plantas de folhas rígidas.
LUMINOSIDADE
Bastante claridade em luz difusa é a condição preferida pela maioria das bromélias. Em geral, plantas com folhas rígidas, estreitas e espinhentas, tal como folhas de cor cinza-esverdeada, cinza, avermelhada ou prateada, gostam de maior luminosidade durante maior período de tempo, em alguns casos até mesmo sol pleno. Plantas de folhas macias, de cor verde ou verde-escura, apreciam locais com menor intensidade de luz, mas nunca um local escuro. As Nidulariuns requerem pouca luz, enquanto as Neoregelias se encontram no outro extremo. O intenso e atraente vermelho translúcido encontrado em muitas Neoregelias desaparece quando a planta é transferida para um local de menor luminosidade.
Como sintomas de pouca luminosidade, as plantas apresentam folhas escuras ou pobres em cor, freqüentemente macias, caídas e bem mais longas que o normal (estioladas). Como sintomas de excesso de luz, temos folhas amareladas, com manchas esbranquiçadas, ressecadas e até com verdadeiras queimaduras.
ADUBAÇÃO
As bromélias devem ser adubadas com muito critério. São extremamente sensíveis e absorvem os nutrientes com muita facilidade pelas folhas. Use um adubo químico de boa qualidade. Adube semanalmente durante os meses de maior intensidade de luz e calor (de agosto a abril). A relação NPK de 2-1-4 com traços de Magnésio parece ser ideal. O Boro (Bo) deve ser evitado por causar queimaduras nas pontas das folhas, o que também ocorre no caso do excesso de Fósforo (P). Cuidado com o Cobre (Cu) que, mesmo em muitas pequenas quantidades, mata a planta. A quantidade de adubo foliar recomendada é de 0,5 g/litro de água usada em aspersão, de qualquer forma nunca supere 2 g/litro.
TEMPERATURA E UMIDADE
As bromélias são plantas tipicamente tropicais, portanto, a maioria aprecia temperaturas elevadas e bons índices de umidade associados a local muito ventilado. As Guzmanias são as que menos apreciam temperaturas altas, e as Tillandsias as mais exigentes em arejamento, enquanto Vrieseas e Nidulariuns gostam de locais com bastante umidade.
PRAGAS E DOENÇAS
As bromélias, apesar de muito resistentes, são suscetíveis a pragas, fungos e doenças como todas as plantas, porém são muito sensíveis a fungicidas e inseticidas, pois absorvem esses produtos facilmente com seu metabolismo. Para combater cochonilhas e pulgões, utilize uma solução de fumo diluída em água. Retire as pragas com uma escova de dentes. Para combater os fungos, utilize uma esponja macia e úmida, com sabão de coco dissolvido em água. Nunca utilize fungicidas à base de Cobre, como a calda bordalesa - lembre-se que o Cobre mata as bromélias. As bromélias são, com freqüência, atacadas por lesmas e lagartas. Tente elimina-las manualmente. Caso necessite aplicar algum inseticida, o mais tolerado é o Malatol, cuja dissolução deve ser feita pela metade do indicado na embalagem.
Lembre-se que a principal causa do ataque de pragas é o desequilíbrio ecológico. Convém lembrar, ainda, que as bromélias são plantas extremamente sensíveis ao ar enfumaçado ou poluído, pois absorvem elementos nocivos, depositados na água do cálice.
FLORAÇÃO
As bromélias florescem somente uma vez durante seu tempo de vida. Após a floração, a planta geralmente desenvolve uma brotação lateral que substituirá a planta que irá morrer. As bromélias atingem a maturidade e florescem em diferentes idades - de meses a dezenas de anos, dependendo da espécie e condições do ambiente, respeitando sempre uma determinada época do ano. Muitas vezes, uma planta não floresce em razão da falta de luminosidade ou outro fator ambiental como, por exemplo, a temperatura. Por outro lado, uma brusca mudança do ambiente pode provocar a floração numa planta adulta. A planta sente-se ameaçada e o instinto de preservação da espécie desencadeia a floração com a finalidade de gerar sementes e brotos laterais: tudo isso para assegurar a sua preservação.
Dependendo da espécie, algumas plantas apresentam inflorescência extremamente exuberante, podendo ser de longa duração. Algumas duram meses, como Aechmea fasciata e a Guzmania denise, outras são breves, duram dias, como muitas das Billbergias.
Fonte: Sociedade Brasileira de Bromélias: http://www.bromelia.org.br
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