Arquivos da categoria: 'Recursos Hidricos'
6 setembro, 2010 - 16:04h
Localidades decretaram emergência.
Defesa Civil emitiu estado de alerta para 25 cidades.
A seca do Rio Solimões e seus afluentes Purus e Juruá deixou quatro municípios do Amazonas isolados por via fluvial, como informa a Agência Estado. Envira, Benjamim Constant, Itamarati e Canutama, todas na região oeste do estado, têm estoque de alimentos, água e gasolina para só mais 15 dias.
Pelo menos 70 comunidades rurais desses municípios se encontram sem água potável - e sem chuvas - desde o mês passado. Os municípios decretaram estado de emergência. A Defesa Civil estadual, contudo, emitiu um estado de alerta para a seca que atinge severamente, além desses quatro, outros 25 municípios. O governo deve iniciar nesta semana o envio de alimentos e água para as cidades atingidas.
Peru
O desabastecimento é um problema que já ameaçava as comunidades do transcurso do Solimões no Peru. Ali, o nível da água no rio é o mais baixo desde 2004, ano com o menor registro histórico no nível de água até então, segundo informe técnico elaborado pela Defesa Nacional do país.
"O transporte de produtos de primeira necessidade não está chegando de maneira regular. Em condições normais, demora-se de 12 a 15 dias, mas agora o tempo duplicou", disse Robert Falcón, chefe regional da Defesa Nacional, para o jornal peruano "El Comercio". "Isso faz crescer a especulação e os preços dos alimentos sobem."
Fonte: G1/Amazônia
6 setembro, 2010 - 15:47h
Morando perto da praia, vejo que as tabelas de maré são bastante precisas. Como essas previsões são feitas?
R. Os horários de maré alta ou baixa dependem não só das conhecidas forças gravitacionais da lua e do sol, mas também de fatores que incluem a configuração da linha costeira, a profundidade da água, a topografia do fundo do mar e as condições meteorológicas, segundo o National Ocean Service, parte da agência governamental norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration (administração oceânica e atmosférica nacional).
Para uma determinada localização, as observações de um medidor chamado marégrafo são geralmente analisadas junto à reação dos níveis de água em relação aos movimentos da Terra, da lua e o sol. Os resultados da análise e as posições futuras da Terra, lua e sol, que são conhecidas, são então combinados para fazer as previsões.
As marés reais podem diferir significativamente das previsões baseadas unicamente nas forças astronômicas usadas nesta análise, então as tabelas de marés consideram também os efeitos climáticos. Para máxima precisão, pode ser utilizada uma série de observações de marés, abrangendo de um ano a até um ciclo de 18,6 anos, segundo o serviço oceânico.
Nos Estados Unidos e em seus territórios, o serviço mantém uma rede de aproximadamente 156 medidores para monitorar continuadamente as marés, além de estações temporárias de curto prazo.
Em muitas regiões (como aquela ao norte da Baía de Chesapeake), os efeitos do clima sobre a variação diária no nível da água são mais significativos do que a astronomia, dificultando previsões precisas de maré.
Fonte: Portal Terra
3 setembro, 2010 - 15:57h
Ação ocorreu na área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Pescadores estavam armados e foram levados a Tabatinga, mas 2 fugiram.
Agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Amazonas apreenderam nesta semana cerca de 2 toneladas de peixe pirarucu e 140 tracajás capturados de maneira irregular em uma região onde vivem milhares de índios em situação de isolamento. A ação ocorreu no Vale do Javari, no oeste do estado, próximo à área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
De acordo com Fabrício Ferreira Amorim, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental do Vale do Javari, o material estava embalado e pronto para ser transportado ao município de Atalaia do Norte, de onde poderia ser levado a Manaus ou a Letícia, já na Colômbia, e de lá para Bogotá. Um quilo de pirarucu não sai por menos de R$ 15 e pode chegar a R$ 40.
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A identificação do crime ambiental foi possível graças a uma denúncia feita por indígenas Kanamary que moram no Alto Rio Itaquaí e viajavam em direção à Atalaia do Norte quando viram indícios da pescaria. Eles comunicaram o caso à agentes da Funai, que foram até a área para confirmar a irregularidade.
A apreensão foi realizada nesta quarta-feira (1º). Na quinta-feira (2), a fiscalização voltou ao local junto com representantes do Ibama e da Polícia Federal, segundo Amorim, para procurar os infratores. Nesta sexta-feira (3), agentes ainda trabalham na contagem dos peixes para saber o peso exato do material apreendido.
A equipe prendeu 4 pescadores, levados para Tabatinga, mas 2 conseguiram fugir. "Eles estavam armados e disseram ter ficado 19 dias na mata para a pescaria", explica Amorim. Indígenas das etnias Matis, Marubo, Kanamary e Tikuna participaram da equipe que fez a apreensão.
Conflito
A pesca irregular não representa a única ameaça ao meio ambiente da região, de acordo com Amorim. Segundo ele, a área é que apresenta maior densidade de povos indígenas em situação de isolamento ou recém-contatados em todo o mundo. "A população de isolados é tão grande que ela pode ser próxima ou maior do que a de índios contatados, que é de cerca de 4 mil pessoas", diz ele.
Amorim explica que grupos de indígenas isolados têm organismo vulnerável a algumas doenças comuns a quem mora nas cidades, como a gripe. Além disso, existe o risco de conflito entre pescadores e indígenas Korubo ainda não contatados, que passam a frequentar mais regiões próximas ao Rio Itaquaí durante o verão amazônico, segundo ele.
"Não é só o crime ambiental que os pescadores cometem, existe o potencial de um crime de genocídio. Fazemos um esforço para respeitar o isolamento, mas eles acabam com isso", diz.
"Os pescadores conhecem muito bem os rios na região. Eles eram antigos moradores mas tiveram de deixar a área depois da demarcação de terras indígenas", diz o funcionário da Funai. "Hoje, entram escondidos porque a região é muito atrativa e eles preferem se arriscar."
No ano passado, Amorim lembra de uma apreensão de 2,5 toneladas de pirarucu. "Mas é comum encontrarmos quantidades muito menores. Tem nos surpreendido a quantidade de peixes que estamos encontrando", diz ele.
Fonte: G1
3 setembro, 2010 - 15:17h
A Defesa Civil do Amazonas fez hoje um alerta para 27 municípios por causa da estiagem, que castiga a região oeste do Estado.
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Devido ao baixo nível dos rios na vazante (descida das águas), cidades como Lábrea, banhado pelo rio Purus, Tabatinga e Atalaia do Norte, ambas no alto Solimões, e Guajará, no rio Juruá, podem ficar isolados para navegação.
A seca mais severa nos rios do Amazonas aconteceu em 2005. Mais de 60 mil famílias de 62 municípios tiveram que ser atendidas com cestas básicas, enviadas até por helicópteros do Exército, por causa dos isolamento.
Segundo a Defesa Civil, os alertas são preventivos aos municípios. No caso de intensificação da estiagem e comprovada a situação de risco, o órgão atuará nas ações de resposta nas localidades atingidas.
Marco Antônio de Oliveira, superintendente regional do Serviço Geológico do Brasil, disse que a situação mais crítica é no rio Purus. Lá, os níveis d'água estão muito baixos, o que faz com que os barcos encalhem.
Fonte: Folha.com
1 setembro, 2010 - 15:27h
O nível do Rio Madeira está tão baixo em decorrência da estiagem na Amazônia, que ameaça interromper a ligação de Rondônia com o Acre e com o Amazonas, via BR-364 e BR-319, cuja travessia de veículos é feita com o uso de balsas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou nesta terça-feira (31) que a travessia em direção ao Acre, em Abunã, distrito de Porto Velho RO), está muito lenta. Uma das balsas está avariada, existe uma fila de veículos de quase quatro quilômetros e a espera pela travessia chega a demorar até cinco horas.
As manobras do rebocador da balsa tentam evitar os bancos de areia que se formaram no Madeira, mas a situação considerada mais crítica é na balsa que liga a BR-319, entre Porto Velho e Humaitá (AM).
Existem duas balsas encalhadas, lotadas de carretas, num trecho navegável do Madeira, na localidade de Calama, a 20 quilômetros de Porto Velho.
De acordo com a PRF, no ponto de travessia de Abunã, por volta das 23 horas da segunda-feira (30), houve um encalhe de uma das balsas que opera no local, por causa de avarias em seu casco.
O local do encalhe impossibilitava a utilização do embarcador existente, ocasionando a interrupção total da travessia. Mesmo com a utilização de três rebocadores e um pá carregadeira, a retirada somente ocorreu por volta das 9 horas da manhã desta terça-feira.
A balsa avariada conseguiu fazer a travessia com a utilização de uma bomba para a retirada da água que entrava pela fissura existente, porém ficará inoperante até seu conserto.
A PRF informou que a balsa avariada foi substituída por outra de menor porte, o que fez aumentar o tempo de espera para a travessia, que já estava próximo da normalidade.
A situação, na avaliação da PRF, poderá se agravar devido a ultima chuva. O terreno próximo ao embarcador encontra-se encharcado e com possibilidade de formação de atoleiros.
A previsão de finalização da reconstrução de outro embarcador é para acontecer até a sexta-feira. A PRF recomenda o adiamento de viagens terrestres para o Acre.
Fonte: Amazônia.org.br
27 agosto, 2010 - 10:10h
O presidente do consórcio responsável pela usina de Belo Monte disse que ela será a única construída no rio Xingu e que nenhuma compensação, tanto ambiental quanto para as comunidades locais, será deixada de fora.
Concessão de Belo Monte é assinada hoje sob protestos de 56 entidades
Empresa quer começar obra de Belo Monte ainda neste ano
A declaração foi feita nesta quinta-feira (26), durante a assinatura de concessão da usina,por Carlos Nascimento, presidente da Sociedade de Propósito Específico do Consórcio Norte Energia, que venceu a licitação para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte,
"A população e as comunidades podem confiar nas palavras e ações da Norte Energia para evitar impactos. Ninguém deixará de ser ouvido e de participar do processo de escolha das formas de indenização", afirmou.
Segundo Nascimento, nunca um empreendimento foi tão estudado. Os possíveis impactos causados pela obra foram tema de teses sobre os reflexos físicos, bióticos (relativo à vida ou aos seres vivos) e socioeconômicos.
Segundo ele, a expectativa é de que a usina gere 18 mil empregos diretos, 23 mil agregados e beneficie pelo menos 54 mil pessoas, incluindo familiares.
O ministro de Minas e Energia, Marcio Zimermann, lembrou que a obra da Usina de Santo Antônio, no rio Madeira, formou cerca de 30 mil jovens da região para uma profissão.
"Isso para uma usina leiloada em 2007 e que ainda não está em operação", ressalta ele. A Hidrelétrica de Santo Antônio deve começar a gerar energia em um ano.
Fonte: Folha.com
27 agosto, 2010 - 10:03h
Uma substância que lembra açúcar, conhecida como "água seca", pode se tornar uma nova arma na luta contra o aquecimento global. Ela absorveria e guardaria dióxido de carbono, o gás que mais ajuda no aquecimento. Cientistas da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, divulgaram estudo sobre o produto no 240° Encontro Nacional da Sociedade Americana de Químicos, segundo informações do site Science Daily.
O nome é este pois 95% de sua formação é água, e é seco e igual a pó. Os pesquisadores, liderados por Andrew Cooper, professor da universidade, disseram que o produto pode ter várias utilidades, como, por exemplo, ser uma maneira segura de transportar e guardar produtos industriais perigosos.
Cada partícula do produto contém uma gota de água modificada por sílica. A sílica impede que as gotas de água, depois de transformadas em pó, voltem a ser líquidas. O resultado é um fino pó que pode sugar gases.
A água seca foi descoberta em 1968, com o principal uso sendo em cosméticos. Em 2006, cientistas da Universidade de Hull, também na Inglaterra, começaram a estudar a estrutura do pó, e perceberam que havia possibilidade de outros usos. A água seca absorve três vezes mais dióxido de carbono do que produtos comuns sem a mistura da sílica.
Fonte: Portal Terra
18 agosto, 2010 - 14:10h
O consumo de água doce no mundo cresce a um ritmo superior ao do crescimento da população, restando, como uma das saídas, a produção de água doce, retirando-a do mar ou das águas salobras dos açudes e poços. A dessalinização de águas salobras acontece quando passa a vapor e se torna doce e o vapor não produz água salgada depois que se condensa.
Nos oceanos esta é a principal solução para o atendimento das futuras demandas de água doce, já que são possuidores de 95,5% da água existente no Globo Terrestre.
Processos para dessalinização da água do mar:
•destilação convencional
•destilação artificial
•eletrodiálise
•osmose reversa
A dessalinização da água salgada ou salobra, do mar, dos açudes e dos poços, se apresenta como uma das soluções para a humanidade vencer mais esta crise que já se pronuncia.
Atualmente muitos países e cidades estão se abastecendo totalmente de água doce extraída da água salgada do mar que, embora ainda a custos elevados, se apresenta como a única alternativa, concorrendo com o transporte em navios tanques, barcaças e outros.
O consumo de água doce no mundo cresce a um ritmo superior ao do crescimento da população, restando, como uma das saídas, a produção de água doce, retirando-a do mar ou das águas salobras dos açudes e poços.
O uso das fontes alternativas de energia, como a eólica e a solar, apresentamx-se como uma solução para viabilizar a dessalinização no nosso semi-árido, visando o consumo humano e animal e a micro-irrigação, o que propiciaria melhores condições para a fixação do homem no meio rural.
O Nordeste é caracterizado por condições semi-áridas, com baixa precipitação pluviométrica e por um solo predominantemente cristalino, que favorece a salinização dos lençóis freáticos. Até agora as iniciativas se restringiram a soluções paliativas, como a construção de açudes e a utilização de carros pipa.
A dessalinização de água através de osmose inversa apresenta-se como uma ótima alternativa, uma vez que possui um menor custo quando comparado com outros sistemas de dessalinização. Além de retirar o sal da água, este sistema permite ainda eliminar vírus, bactérias e fungos, melhorando assim a qualidade de vida da população interiorana. O seu funcionamento está baseado no efeito da pressão sobre uma membrana polimérica, através da qual a água irá passar e os sais ficarão retidos. A integração com a energia eólica faz-se necessária devido ao baixo índice de eletrificação rural da região, tornando o sistema autônomo. Será utilizada uma turbina de 1.5 KW que irá fornecer eletricidade alternadamente para a bomba de captação de água do poço.
Histórico dos processos de dessalinização:
•Em 1928 foi instalado em Curaçao uma estação dessalinizadora pelo processo da destilação artificial, com uma produção diária de 50 m3 de água potável.
•Nos Estados Unidos da América as primeiras iniciativas para o aproveitamento da água do mar datam de 1952, quando o Congresso aprovou a Lei Pública número 448, cuja finalidade seria criar meios que permitissem reduzir o custo da dessalinização da água do mar. O Congresso designou a Secretaria do Interior para fazer cumprir a lei, daí resultando a criação do Departamento de Águas Salgadas.
•O Chile foi um dos países pioneiros na utilização da destilação solar, construindo o seu primeiro destilador em 1961.
•Em 1964 entrou em funcionamento o alambique solar de Syni, ilha grega do Mar Egeu, considerado o maior da época, destinado a abastecer de água potável a sua população de 30.000 habitantes.
•A Grã-Bretanha, já em 1965, produzia 74% de água doce que se dessalinizava no mundo, num total aproximado de 190.000 m3 por dia.
•No Brasil, as primeiras experiências com destilação solar foram realizadas em 1970, sob os auspícios do ITA-Instituto Tecnológico da Aeronáutica.
•Em 1971 as instalações de Curaçao foram ampliadas para produzir 20.000 m3 por dia.
•Em 1987 a Petrobrás iniciou o seu programa de dessalinização de água do mar para atender às suas plataformas marítimas, usando o processo da osmose reversa, tendo esse processo sido usado pioneiramente, aqui no Brasil, em terras baianas, para dessalinizar água salobra nos povoados de Olho D'Água das Moças, no município de Feira de Santana, e Malhador, no município de Ipiara.
•Atualmente existem 7.500 usinas em operação no Golfo Pérsico, Espanha, Malta, Austrália e Caribe convertendo 4,8 bilhões de metros cúbicos de água salgada em água doce, por ano. O custo, ainda alto, está em torno de US$ 2,00 o metro cúbico.
•As grandes usinas, semelhantes às refinarias de petróleo, encontram-se no Kuwait, Curaçao, Aruba, Guermesey e Gibraltar, abastecendo-os totalmente com água doce retirada do mar.
Fonte: Redação Ambiente Brasil
13 agosto, 2010 - 11:02h
Acontecerá na Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) nos dias 26, 27 e 28 de agosto de 2010 o Colóquio Internacional "Recursos na luta contra a pobreza: entre controle societal e reconhecimento social".
Dentre as comunicações que serão apresentadas, o trabalho intitulado: Indicadores Sociais da População Veredeira de Bonito de Minas-MG será apresentado pelos autores: Sandra Muniz, Gildete Soares Fonseca, Yule Roberta Ferreira Nunes e Walter Viana Neves o qual está vinculado ao Programa Vereda Viva.
O Programa Vereda Viva, instituído dentro do NIEA-NM, tem como objetivo principal o resgate do passivo ambiental em áreas de veredas, na bacia do Rio São Francisco. Os problemas ambientais decorrentes da ocupação e intensificação do uso do solo em áreas de veredas apontam, cada vez mais, para a necessidade de um conhecimento aprofundado deste ambiente, tanto no âmbito ecológico, quanto no econômico e social, e o Programa Vereda Viva visa contribuir para esse conhecimento.
O NIEA-NM (Núcleo Interinstitucional de Estudos e Ações Ambientais do Norte de Minas) é formado por representantes do Ministério Público de Minas Gerais, através da Coordenadoria Regional das Promotorias do Rio São Francisco, Sub-bacia do Rio Verde Grande e Bacia do Rio Pardo (PJSF), representantes do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (ICA/UFMG), representantes da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) e da Fundação Santo Agostinho (FUNDASA). O núcleo foi criado através do convênio 56/2006 e reúne semanalmente na sede da Coordenadoria das Promotorias em Montes Claros. As reuniões são abertas, para participar basta comparecer.
Informações NIEA-NM: <http://www.niea.com.br/>
Informações Colóquio Internacional: http://www.coloquiointernacional.unimontes.br/
Publicado por: Franciellen Morais
11 agosto, 2010 - 11:53h
Vinte e quatro representantes de instituições públicas e privadas sem fins lucrativos e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) participam até sexta-feira (13) do 1º Encontro de Intercâmbio e Capacitação sobre Recuperação e Proteção de Nascentes. O objetivo da reunião com executivos dos Ministérios da Integração Nacional e do MMA é apresentar resultados dos projetos destinados ao tema em questão, promover a troca de experiências e avaliar a execução das iniciativas.
O MMA vai aproveitar o encontro para julgar as estratégias e metodologias usadas e a repercussão nas políticas públicas relacionadas à recuperação e proteção de nascentes. "A lógica dos projetos pressupõe a existência de eventos de intercâmbio para identificar soluções para problemas comuns", comentou Juliana Pacheco, gerente de Projetos do Ministério do Meio Ambiente. A ideia foi lançada em 2005 com a intenção de apoiar estudos voltados para o tema do encontro.
Durante o processo seletivo, entre 2006 e 2007, foram selecionados 31 dos 256 projetos apresentados ao MMA. Os 27 convênios e os quatro contratos de repasse totalizaram um investimento previsto em pouco mais de R$ 10 milhões. Destes projetos, que englobam todos os biomas e todas as 12 regiões hidrográficas do País, 24 ainda estão em execução. E deste número, 18 ainda têm recursos a receber dos dois ministérios envolvidos.
No encontro, o Ministério do Meio Ambiente está representado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Programa Nacional de Florestas, Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do São Francisco, Programa Nacional de Educação Ambiental, além da Agência Nacional de Águas (ANA).
Fonte: Rogério Ippoliti/ MMA
11 agosto, 2010 - 11:46h
No dia 24 de setembro, a Universidade do Café Brasil (UDC) vai realizar o seminário "Manejo de águas residuárias do café", no Centro de Pesquisas Cafeeiras Eloy Carlos Heringer, em Martins Soares, MG.
Para orientar os cafeicultores sobre as melhores práticas sustentáveis, o engenheiro agrônomo Sergio D'Alessandro vai apresentar os procedimentos corretos para o manejo e tratamento da água utilizada no processamento do grão, antes de devolvê-la à natureza.
O seminário tem entrada gratuita e as inscrições antecipadas devem ser feitas até o dia 21 de setembro na Associação de Cafés Especiais de Minas Gerais (SCAMG), localizada na Rua Desembargador Alonso Starling, 317 - sala 101, em Manhuaçu, ou por meio do telefone (33) 3331-7777. As inscrições também podem ser realizadas no portal da Universidade do Café Brasil.
No mesmo dia, a UDC realizará o seminário "O segredo da produção de cafés de qualidade", no Centro de Excelência do Café em Caratinga, MG. Com o intuito de aproximar os cafeicultores das melhores práticas voltadas à alta qualidade do café, D'Alessandro tirará as dúvidas sobre as melhores técnicas e os procedimentos voltados ao cultivo, à colheita e ao beneficiamento do café.
O evento também tem entrada franca e as inscrições devem ser feitas até 21 de setembro, na Secretaria Municipal de Agricultura de Caratinga, localizada na Rua Coronel Antônio da Silva, 700. As inscrições podem ser realizadas ainda no site da UDC.
Fonte: Globo Rural Online
9 agosto, 2010 - 14:27h
Os povos indígenas estão sofrendo "de forma desproporcional" o impacto negativo das usinas hidrelétricas construídas em suas terras de origem quase sem receber benefícios por isso.
É a conclusão de um relatório publicado hoje pela organização Survival International por ocasião do Dia Internacional dos Povos Indígenas, no qual se denunciam os efeitos devastadores da atual corrida para construir represas hidrelétricas, várias delas com fundos do Banco Mundial.
Segundo a entidade, há no mundo todo um forte aumento do ritmo de construção dessas usinas, que exigem o alagamento de extensas áreas para as represas e forçam a retirada das comunidades nativas.
A tribo amazônica Enawene Nawe será afetada pelos planos do Governo de construir 29 represas em seus rios, ressalta o relatório, segundo o qual, em toda a Amazônia, inúmeras comunidades serão afetadas pela expansão na energia hidrelétrica na região, entre as quais cinco isoladas.
Com fundos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), as comunidades ribeirinhas do rio Xingu também sofrerão o impacto da polêmica usina de Belo Monte, acrescenta o relatório.
A Survival exemplifica também casos do Peru e da China para ilustrar o impacto negativo das hidrelétricas sobre comunidades nativas.
Fonte: Folha.com
8 agosto, 2010 - 22:58h
Vereda Viva

As veredas constituem um tipo fisionômico do Cerrado de grande significado ecológico.
Por ser um ambiente sempre úmido, onde o lençol freático aflora ou encontra-se muito próximo a superfície, pode exercer a função de nascentes de cursos d’água, local de dessedentação de animais e fonte de água para uso doméstico.
Entretanto, apesar de sua imensa importância, as veredas são ambientes que sofrem forte pressão antrópica. Grande parte da degradação das veredas no norte de Minas Gerais ocorreu nas décadas de 1970 e 1980, em decorrência dos impactos das empresas de reflorestamento associada à agroexportação, especialmente de bovinos e a agricultura de subsistência.
Desta forma, desde a criação da Promotoria de Justiça de Defesa do Rio São Francisco foram firmados vários TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) e, com os respectivos recursos vem sendo apoiados e desenvolvidos projetos visando a revitalização do Rio São Francisco.
Assim, o Programa Vereda Viva tem como objetivo principal o resgate do passivo ambiental em áreas de veredas, na bacia do Rio São Francisco. Os problemas ambientais decorrentes da ocupação e intensificação do uso do solo em áreas de veredas apontam, cada vez mais, para a necessidade de um conhecimento aprofundado deste ambiente, tanto no âmbito ecológico, quanto no econômico e social, e o Programa Vereda Viva visa contribuir para esse conhecimento.
Contato: contato@niea.com.br
Fonte: http://www.niea.com.br/index.php?option=com_contact&view=contact&id=1&Itemid=16
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