Arquivos da categoria: 'Artigos Técnicos'
19 julho, 2010 - 09:25h
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Projeto de bibliotecas virtuais propõe participação do público universitário na edição de conteúdos
No dia 12 de agosto, o Instituto de Ciências Agrárias (ICA), campus regional de Montes Claros, receberá professores de escolas estaduais e municipais de Montes Claros e região para a aula inaugural de um curso gratuito de capacitação na área ambiental. Depois desse primeiro encontro, os demais módulos do curso serão oferecidos a distância, até o encontro final no Parque Estadual da Lapa Grande, em Montes Claros, onde os professores poderão aplicar o que aprenderem ao longo do curso.
A realização desse curso marcará o início da segunda fase de um projeto de extensão que vem sendo desenvolvido desde 2009 no ICA: o Bibliotecas Virtuais. Parte do programa Universidade Solidária, esse projeto mantém sites como o www.edubrasil.com.br, por meio do qual será oferecido o curso a distância. Como o próprio nome sugere, o objetivo principal do projeto é manter uma biblioteca atualizada para consulta online de trabalhos científicos e técnicos nas mais diversas áreas de conhecimento, além de fotos e espaço para troca de informações entre editores e o público.
Também integram o projeto os sites Ambiente em Foco, com temas relacionados ao meio ambiente de maneira geral, políticas públicas e outros temas atuais; Fauna Brasil, com informações sobre comportamento e bem-estar de animais silvestres e exóticos, e Zootecnia Brasil, na mesma linha, porém sobre animais domésticos; Brasil Atual, sobre agronegócio, economia, saúde humana e política; e Planeta Online, criado para atender outras áreas de conhecimento não atendidas pelas demais páginas.
Ampliar interação No entanto, a proposta de multiplicar o número de editores de conteúdo dos sites e, consequentemente, a interação entre eles, ainda não corresponde ao esperado: praticamente todo o conteúdo é atualizado pelo professor Délcio, que conta com o auxílio de três estudantes do ICA, sendo um bolsista e dois voluntários.
Segundo ele, são necessárias cerca de três horas diárias, de segunda a sexta, e seis horas aos sábados e aos domingos para manter os sites minimamente atualizados. As páginas recebem contribuições, ainda, de um voluntário da Universidade Federal de Viçosa (UFV), um da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e, mais recentemente, outro da Universidade Federal de Lavras (Ufla).
Mesmo que a participação do público na edição dos conteúdos ainda não seja satisfatória, o coordenador do projeto comemora o número de acessos dos sites ligados ao Bibliotecas Virtuais. No último mês de março, eles totalizaram cerca de 980 mil visitas, de internautas de mais de 40 países. Estados Unidos, Portugal, Angola, Moçambique, Itália, França, Alemanha, Rússia, Chile, Peru, Venezuela, México, China, Guatemala, Suíça, Japão e Austrália são alguns dos países que acessam os sites, o que representa 30% de suas visitas.
“O número de acessos só não é maior porque ainda não temos condição de atender todas as demandas do público em potencial, em termos de informação”, avalia Délcio. Segundo ele, para que os sites chegassem a um nível adequado de atualização seriam necessárias pelo menos cinco pessoas trabalhando diariamente em cada um deles.

(Assessoria de Comunicação do ICA)
Segundo o coordenador do Bibliotecas Virtuais, professor Délcio César Cordeiro Rocha [foto], a ideia é que os conteúdos sejam postados e atualizados por grupos de estudos das diversas universidades brasileiras, por meio de login e senha próprios. Assim, além de trabalhos científicos e técnicos, cada grupo pode divulgar eventos e outras informações de interesse nos sites. Para conseguir o login e a senha, os interessados devem entrar em contato com o professor Délcio pelo e-mail universidadesolidaria@yahoo.com.br. “Preciso saber qual o tipo de informação a pessoa pretende postar para direcioná-la ao site mais adequado entre os disponíveis”, explica.
Por: Juliana Paiva
Fonte: UFMG
www.universidadesolidaria.com.br
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27 julho, 2009 - 14:39h
Mobilizar, segundo o dicionário Houaiss, é movimentar, mover, pôr em ação para uma tarefa ou campanha. Com o intuito de conclamar a sua participação enquanto movimento socioambiental, a Rede de Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rejuma, realizou durante o terceiro dia do VI Fórum de Educação Ambiental, manifesto para sinalizar a sua insatisfação com a atual situação da política ambiental brasileira.
Em meio a participação do Ministro Calos Minc, Meio Ambiente, na mesa redonda sobre Educação, Meio Ambiente e Sustentabilidade, jovens de diversas regiões do país, que compõem a Rejuma, realizaram uma iniciativa simples e objetiva que chamou a atenção de toda a platéia presente.
Em tom contrário ao do ministro, que manteve o discurso político, o manifesto realizado pelos jovens, apontou para a necessidade e para a importância de um posicionamento a favor de uma política justa de responsabilidade sobre os danos causados ao Meio Ambiente. "O manifesto é importante porque dá voz a juventude ambientalista brasileira, a partir de um documento construído a várias mãos, por jovens de todas as regiões do país, que acreditam e fazem deste, um mundo melhor", afirmou Diogo Damasceno Pires, do Coletivo Jovem-GO, Rejuma.
Para dar continuidade às atividades referentes ao mês da Mobilização da Juventude pelo Meio Ambiente, o manifesto apontou para reivindicações ambientais importantes, entre elas: a aprovação do PEC 115/150 (PEC do Cerrado e da Caatinga); não desmantelamento do Código Ambiental Brasileiro; a continuidade da Política Nacional de Educação Ambiental através dos coletivos jovens, coletivos educadores, salas verdades e das Conferências de Meio Ambiental, tanto a adulta como a infanto-juvenil; e, a efetivação do Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente. Para conhecer o documento, acesse o site www.rejuma.org.br
VI Fórum
Entre os dias 22 e 25 de julho o Rio de Janeiro vem sendo o centro das atenções dos principais ambientalistas do país. Neste período, está acontece o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, evento promovido pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (ReBEA) e que reuniu um público de cerca de três mil participantes no campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O VI Fórum de Educação Ambiental se constitui um espaço que congrega e articula os mais diversos atores e segmentos da Educação Ambiental, proporcionando aos educadores ambientais um espaço de encontro e oportunidades de convivência para diálogos e trocas, convidando os sujeitos sociais à participação em prol de uma sociedade justa e sustentável.
*Fonte: Efraim Neto é jornalista e moderador da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.
17 junho, 2009 - 08:46h
A função prioritária das multas ambientais, não deve ser, a princípio, uma punição pura e simples da empresa supostamente poluidora. Acertadamente, as pesadas multas aplicadas deverão servir de sinal de alerta para investidores de empreendimentos potencialmente poluidores. Não deve existir, por parte dos Órgãos Ambientais, qualquer interesse de inviabilizar economicamente o negócio, até porque, multa não recupera área degradada e se um empreendimento for inviabilizado, pouco poderá fazer para a remediação do dano. Em um primeiro momento, a prioridade deverá ser a criação de um plano de contingenciamento eficiente que procure estancar as fontes de poluição e ainda privilegie o controle eficaz, visando inibir o avanço das áreas infectadas.
Avaliando a questão ambiental sob o foco da punibilidade, não parece coerente a utilização do poder judiciário como coadjuvante na intenção de retardar a solução do dano. As demandas não se configuram vantajosas para as empresas, órgãos ambientais, Ministério Publico e, muito menos, para o meio ambiente. As discussões judiciais podem ser excessivamente longas e o dano poderá ser agravado com o decorrer do tempo, inviabilizando formas eficazes e seguras de recuperação. Por outro lado, na ampla maioria dos eventos poluidores, existe a necessidade de rever processos, criar controles e aderir a novas tecnologias. Economicamente é inviável uma empresa adquirir novas tecnologias ambientais, pagar integralmente a multa e recompor o meio ambiente de forma satisfatória sem padecer economicamente.
Neste exato ponto, vislumbra-se a importância do TAC - Termo de Ajustamento de Conduta, momento oportuno para o empreendedor se posicionar de forma serena e equilibrada. Claramente, será melhor optar por um acordo que patrocinar uma demanda interminável. Aliás, a intenção do legislador nos parece ter sido exatamente esta. Privilegiar a solução do problema em detrimento das longas discussões judiciais. Seguramente, entendeu o legislador que o ecossistema é uma engrenagem muito sensível, perfeita e cadenciada e, que não poderá ficar a mercê das decisões dos tribunais e do tempo expendido. Assim, as multas poderão figurar como o grande financiador de modernas tecnologias de mitigação de danos ambientais causados e o financiamento se realiza através do TAC, já que a empresa poluidora poderá negociar com o órgão ambiental, assistido pelo Ministério Público, a redução de até 90% da multa, com o intuito de investir tecnologias mitigadoras e novos processos menos poluentes. Nesta hipótese, o caráter meramente punitivo é reduzido para 10% da multa, fazendo com que, a maior parte da penalidade seja convertida em investimentos em prol do meio ambiente.
Na verdade, o TAC é um instrumento contratual, firmado pelo órgão ambiental, Ministério Público e o estabelecimento considerado poluidor, capaz de suspender a aplicação de grande parte da multa para viabilizar medidas que provoquem inequívoco investimento em tecnologias mitigadoras. Neste termo, a empresa se compromete a por em prática uma série de medidas como a adequação de processos, aquisição de novos equipamentos, treinamento, mitigação dos danos causados e prevenção de outros. Além disso, é de relevância ímpar, deixar esclarecido que o TAC é um compromisso com força de título executivo, podendo ser cobrado caso as medidas transacionadas não sejam implementadas. Desta forma, enquanto não houver o adimplemento total das bases acordadas, este título executivo ficará suspenso, voltando a ser exigível caso as cláusulas não sejam materializadas no prazo acordado no termo. Uma vez cumpridas todas as cláusulas extingue-se a exigibilidade do título executivo.
Todavia, o empreendedor deverá empenhar-se em desenvolver medidas prévias que antecedam à assinatura do TAC e, quando possível, desenvolver estudos antes mesmo do evento poluidor. No primeiro deles, o empreendimento deve ter uma análise de riscos ambientais inerentes à sua atividade. Esta análise municia o investidor de informações técnicas sobre a possibilidade de eventos desagradáveis e indesejados, as formas de contingenciamento e o custo de um eventual acidente. Outra questão, não menos importante, é o e que chamaremos de perícia de conformidade legal e suplementar. O objetivo desta perícia é a certificação que o empreendimento está rigorosamente dentro dos ditames legais para àquela atividade e, que ainda, tenha adotado expedientes extralegais de forma suplementar à segurança legislativa.
Voltando ao Termo de Ajustamento de Conduta, antes de firmá-lo, será prudente que o empreendedor conheça os custos relacionados à assinatura deste pacto. Inadvertidamente ou no afã de se livrar das pesadas multas, empresas assinam o TAC sem possuir a dimensão exata dos custos inerentes. Medidas mitigadoras e/ou a mudança de tecnologia são onerosas e precisam ser conhecidas. Simulações precisam ser construídas e devem ser trabalhadas exaustivamente para municiar os gestores das bases negociais. Os temas tratados no TAC podem ser muito amplos e prever itens como: comunicação ambiental, saúde pública, descontaminação, novas e tecnologias limpas, destinação de resíduos, e uma infinidade de outras condutas.
O ponto relevante será saber quais as tecnologias estão disponíveis, se podem ser aplicadas ao caso material e o custo da sua implementação. O que jamais poderá ser esquecido, caso seja necessário discutir a aplicação da sanção no judiciário, será conhecer a fragilidade legal do empreendimento.
* Fonte: Cássio dos Santos Peixoto , Advogado, Perito Ambiental, Pós-Graduado em Direito Tributário, Direito Empresarial, Direito Ambiental e em Gestão Ambiental.
18 maio, 2009 - 10:56h
O Brasil desfruta da inglória fama de campeão mundial do desmatamento. A cada ano, os satélites que nos orbitam mandam mensagens mais alarmantes sobre o avanço da destruição das nossas florestas. Todo cuidado é pouco, mas convém lançar um olhar histórico sobre essa infame notoriedade.
Mais de 75% das florestas do planeta já desapareceram. A África mantém hoje apenas 7,8% de sua cobertura vegetal original. A Ásia, 5,6%, a América Central, 9,7% e a Europa, apenas 0,3%. Contudo, o Brasil, com a fama de vilão mundial, mantém intactas 69,4% de suas florestas primitivas. A tal ponto nós nos distinguimos do resto do mundo que, há 8 mil anos, a área onde está o Brasil detinha apenas 9,8% das florestas mundiais, mas hoje, a despeito do nosso ritmo de desmatamento, respondemos por 28,3% do total.
Bem o disse Shakespeare na comédia Assim é se lhe parece, que o mundo é um palco e nele somos todos atores. Coube ao Brasil o papel de vilão nessa grande encenação.
E nem se diga que nosso exitoso desempenho derive de inércia histórica. Além do extraordinário legado indígena que ao longo de milhares de anos preservou o meio natural, já no Brasil Colônia as ordenações reais criaram regras para a exploração da vegetação protegendo algumas árvores que ficaram conhecidas até hoje como madeira de lei. Em 1797, as cartas régias consolidaram nossas primeiras leis ambientais, sujeitas ao severo exame dos Juízes Conservadores.
Muitos outros marcos legais se sucederam como nobres precursores do nosso atual ordenamento jurídico ambiental. Podemos e devemos nos orgulhar dessa herança bendita que forjou uma inteligência crítica contínua sobre a questão.
No percurso da nossa história, o desmatamento em ritmo insustentável é fenômeno relativamente recente. O avanço da fronteira agrícola acendeu os sinais de alerta.
Para medirmos o risco real do problema um bom começo é saber exatamente qual a situação hoje. Para isso, a Embrapa realizou extensa pesquisa, sob coordenação do Dr. Evaristo Miranda, versando sobre o Alcance Territorial da Legislação Ambiental e Indigenista. O estudo mapeou, com base em imagens de satélite e cartografia digital, quanta terra está legalmente disponível para a atividade agrícola no Brasil. Os resultados mostram que, descontadas as unidades de conservação, as reservas indígenas e as áreas de reserva legal e de proteção permanente, restam cerca de 31% para a ocupação agrícola. Pode parecer pouco, mas é terra suficiente para alimentar mais de um bilhão de pessoas.
O problema é que boa parte das terras protegidas já está ocupada, criando, dessa forma, um enorme abismo de conflitos entre a legitimidade e a legalidade do uso. Diversas culturas tradicionais, como o arroz nas várzeas do Maranhão ou as vinícolas de Santa Catarina passaram à ilegalidade em face das restrições das últimas medidas de proteção. Conflitos já começam a chegar ao Supremo Tribunal Federal.
É necessário compatibilizar a letra e o espírito da lei para que esse impasse não agrave a governança territorial, gerando conflitos policiais e impedimentos produtivos. Nesse cenário, todos perdem.
Não admira que as discussões em torno da revisão do Código Florestal venham gerando mais calor do que luz. Carecemos de parâmetros de discussão claros em torno de um projeto de nação que contemple a questão ambiental, não como uma variável restritiva, mas uma condição necessária e um capital de oportunidade. Precisamos ser capazes de repactuar nosso ordenamento territorial definindo, para início de conversa, algumas premissas básicas tais como o absoluto respeito aos territórios indígenas e às unidades de conservação, a decisiva e pétrea determinação de conter o desmatamento, bem como o respeito às culturas tradicionais e ao valor social do trabalho no campo.
Devemos separar o joio predatório de má fé do trigo das atividades seculares de cultivo. É imperativo sentarmo-nos em torno das convergências, que nos aproximam, ao invés dos dissensos que nos afastam. É hora da generosa idéia do desenvolvimento sustentável deixar de ser brandida mais como uma bandeira política do que um compromisso social.
Esse é o desafio que teremos que enfrentar. Seremos dignos da nobre herança que recebemos dos nossos antepassados?
Fonte: AmbienteBrasil/ Roberto Rocha (PSDB/MA) é deputado federal e presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
25 março, 2009 - 05:24h
Pertencem à família das palmáceas, nome este que se relaciona à forma de suas folhas, denominadas palmas. O seu caule, denominado "estipe", é muito bonito e pode ser liso ou apresentar saliências. Suas folhas são originais, belas e ornamentais, adaptando-se a qualquer ambiente, inclusive interiores.
Sua reprodução é feita por sementes e como o seu crescimento é bastante lento, normalmente, utilizam-se mudas cujo desenvolvimento ou tamanho podem variar de acordo com o seu aproveitamento e as condições ambientais.
Elas podem ser plantadas nos mais diversos ambientes, inclusive em vasos, porque suas raízes não são muito desenvolvidas. Sua replanta também é muito fácil, apresentando os melhores resultados, porque elas são muito resistentes a essa operação, inclusive as plantas já adultas.
As palmeiras são muito plantadas beirando entradas de propriedades, formando verdadeiros corredores nas entradas de sítios, fazendas e casas em zonas urbanas. Além disso, também são plantadas em vias públicas, como ruas e avenidas, como parte de projetos públicos de paisagismo.
Um cuidado que devem receber, regularmente, é terem as suas folhas borrifadas de água, para que permaneça uma certa umidade sobre elas e da qual necessitam para se manter em boas condições vegetativas.
De um modo geral, as palmeiras possuem um tronco mais ou menos cilíndrico e muitas delas podem atingir a altura de 10 metros ou mais. Entre as diversas espécies de palmeiras, podemos mencionar as que seguem:
Jerivá: Apresenta um tronco mais ou menos cilíndrico. Sua altura atinge a 10 metros. Produz frutos comestíveis, muito saborosos, perfumados e doces, muito apreciados pelos homens, pássaros e muitos outros animais domésticos e selvagens.
Butia capitata e butia eriospatha: muito semelhantes entre si, servindo ambas para a ornamentação de pequenos jardins. Eles se diferenciam pela espata protetora das inflorescências, pois o primeiro tem a superfície lisa e o segundo a possui revestida por rugosidades.
Os butiazeiros, ao contrário das palmeiras que, em geral, são de clima quente, resistem muito bem ao frio. Suas folhas permanecem junto ao tronco da árvore, são de uma cor verde acinzentada ou azulada e se apresentam bem recurvadas.
Como outras palmeiras, elas são muito utilizadas para a plantação nas beiradas de estradas ou de entradas de casas, fazendas, sítios ou de outras propriedades rurais ou urbanas.
Além das palmeiras já mencionadas, podemos destacar a Areca bambu, a Caryota ou cauda de peixe, a Palmeira Real, a Raphis (originária da China) e a Tucum, que é nativa do Brasil e produz cachos de frutos pretos e suculentos.
Fonte: Rural News
23 março, 2009 - 06:31h
As podas fazem parte de um conceito mais amplo, que é o de conservação da vegetação, seja ela nativa, ornamental ou de grandes áreas cultivadas comercialmente para a produção de alimentos. Elas podem ser executadas tendo em vista uma variedade distinta de objetivos, todos eles direcionados ao melhor desempenho possível que podemos obter de uma planta.
De uma maneira geral, podemos dizer que as podas são executadas para que façamos certas correções no desenvolvimento das plantas, de acordo com as necessidades de luz, adubação e irrigação, ou seja, para mantermos a planta saudável e com um desempenho adequado às suas características. É um importante recurso utilizado para obtermos resultados concretos na produção de muitos tipos de plantas e árvores. Desta maneira, torna-se uma técnica economicamente muito importante para agricultores, pois pode representar aumento na produtividade e maiores lucros.
Existem três tipos básicos de podas, que são executadas de acordo com a planta e o objetivo do cultivo. São elas a poda de produção, a poda de limpeza e a poda de formação. A poda de produção, como o nome já explica, visa aumentar a produção e a produtividade de uma planta. É amplamente utilizada no cultivo comercial de frutíferas, por exemplo. Para que este tipo de poda surta os melhores efeitos, o agricultor deverá conhecer muito bem o processo vegetativo das plantas, sob o risco de diminuir a produtividade, ao invés de aumentá-la.
A poda de limpeza é a mais conhecida, utilizada não só em grandes plantações mas, também, em jardinagem caseira. Esta modalidade visa eliminar galhos ou ramos mortos, secos, ou que apresentem má formação. Isto faz com que a energia vital da planta não seja "desperdiçada" com estes ramos ou galhos problemáticos, ajudando no melhor desenvolvimento do vegetal. Por último, existe a poda de formação que é feita no início da vida do vegetal, quando este atinge um certo tamanho e precise sofrer uma correção no rumo de seu desenvolvimento. Este procedimento faz com que as plantas cresçam mais fortes, com boa formação de arbustos, frutificações, etc. e principalmente, alcancem o máximo de sua produtividade através de uma condição bastante saudável.
As podas devem ser feitas com ferramentas adequadas, para cada tipo de planta ou cultura. Não devem ser feitos cortes irregulares e, para isso, os instrumentos utilizados devem ser bem cortantes e afiados. Como as podas são feitas desde pequenos vegetais até grandes árvores, as ferramentas utilizadas podem e devem ser completamente diferentes, variando desde um pequeno alicate especial para poda até uma motosserra, utilizada para a execução de podas em grandes árvores.
Como toda poda é uma "mutilação", mesmo que benéfica, em certos casos é interessante que se utilize algum produto especial, no local do corte, para que haja uma cicatrização mais rápida e eficiente. Esses produtos são facilmente encontrados no comércio especializado.
Por último, é importante ressaltar que em plantações comerciais nas quais os procedimentos de poda geram uma grande quantidade de resíduos (os ramos podados), estes devem ser tratados e utilizados de maneira racional e ecologicamente correta. Não devemos proceder queimadas, em hipótese alguma. Além disso, estes resíduos podem ser aproveitados para a geração de energia, através da produção de biomassa e há, também, a alternativa de uso na produção de composto orgânico.
Fonte:
20 março, 2009 - 05:12h
A formação de um jardim depende de vários fatores, entre os quais, o local do terreno, a sua área ou tamanho, a sua conformação, topografia ou perfil, qualidade ou composição do solo, etc. Depende também, logicamente, do desejo, gosto ou necessidades do seu dono e o uso a que se destina.
De acordo com o tamanho ou a área do jardim a ser feito, devemos dispor de uma série de ferramentas e utensílios, como os seguintes: enxada, enxadão, pá comum, pá de jardineiro ou direita, ancinho, regador, carrinho de mão, soquete, tesoura para poda, estacas ou piquetes de madeira ou bambu, com 40 a 60cm de comprimento e 2 a 4cm de grossura, rolo de cordinha e uma trena. Esses utensílios ou equipamentos e possivelmente outros, serão utilizados depois da criação do jardim, para a sua manutenção e outros serviços necessários.
Nos pequenos jardins, as passagens podem ter de 60cm a 1m de largura, para pessoas e de 2,5m para carros. Neste caso, para obtermos um resultado mais preciso, deve-se medir a largura de um carro que passará por este caminho e deixar um espaço maior, por segurança.
Sarjetas
Outro problema que deve ser resolvido é o escoamento das águas das chuvas e das regas, principalmente das que invadem os caminhos e estradas. A solução para isso é a construção de sarjetas, que nada mais são do que canais rasos e estreitos, que podem variar de largura, podendo ter 20cm de largura, nos pequenos jardins, o que normalmente é suficiente para o escoamento das águas. Quando as sarjetas são insuficientes, não dando vazão às águas, podemos lançar mão das caixas de escoamento ou bueiros.
Diques
São obstáculos construídos nas sarjetas e se destinam a desviar para fora dos caminhos e das sarjetas, todo o excesso de água, principalmente das chuvas. Para que eles possam apresentar os resultados desejados, no entanto, só podem ser construídos nos trechos das sarjetas em que suas bordas exteriores não sejam altas demais. Na sua construção são muito empregados blocos de terra cobertos de grama, pois esta vai se enraizando, tornando-os firmes.
Terminado o acabamento das sarjetas, já pode ser dado o perfil do leito dos caminhos ou estradas, normalmente abaulados para as suas margens, o que pode ser feito pela consolidação e compressão, com a utilização de soquetes ou compressores ou, ainda, por algum tipo especial de pavimentação.
Pavimentação das passagens
Antes de ser feita a pavimentação dos caminhos ou passagens, devemos espalhar a terra sobre o seu leito, dando-lhe o perfil desejado. Depois, comprime-se a terra colocada sobre ele, espalhando-a com uma enxada, criando, assim, a forma desejada.
Terminada a preparação do leito das passagens, podemos fazer a sua pavimentação com pedras mais ou menos aparelhadas, lajotas de concreto ou de cimento, seixinhos lavados ou outros materiais adequados para esse uso.
Fonte: Rural News
18 março, 2009 - 18:10h
As trepadeiras são plantas muito apreciadas e cultivadas pela sua beleza, variedade de formas e de cores, resistência, perfumes que exalam e por sua capacidade de compor e embelezar os ambientes em que se encontram, sejam ao ar livre ou em ambientes internos.
Estas plantas devem ser plantadas em solos úmidos e apresentam, ainda, a vantagem de suas raízes serem superficiais, podendo, por esta razão, ser cultivadas em vasos ou em outros recipientes rasos, desde que bem largos, com uma camada de terra, relativamente fina. Mesmo nesses ambientes (vasos), elas produzem uma volumosa massa verde.
Como possuem um caule bastante longo, elas não podem se manter levantadas na vertical e por esse motivo, necessitam de apoios em outras plantas, em estacas, cercas, etc. Elas costumam, também, subir em árvores, atingindo até as mais altas copas, principalmente para receberem a luz solar diretamente. As trepadeiras necessitam de muita luminosidade para se desenvolverem bem.
Apesar de precisarem de muita luminosidade, precisam também de sombreamento, na sua parte inferior, podendo ser plantadas encostadas em muros. Em passagens e outros locais estreitos, elas se adaptam perfeitamente sendo, por isso, muito empregada nesses locais.
As trepadeiras também são bastante usadas como decorações e coberturas em cercas, muros, caramanchões e postes, inclusive como divisões, em diversos ambientes.
Existem algumas trepadeiras que possuem folhas caducas que, quando caem, formam um verdadeiro tapete sobre o solo. Algumas trepadeiras se agarram, fixando-se, mesmo em superfícies lisas. Outras necessitam de suportes especiais para se apoiarem, com fios, telas, etc. Além destas, existem as que crescem em superfícies mais ou menos lisas, que dispensam o uso de suportes ou outros cuidados especiais.
Entre as trepadeiras, podemos destacar as que seguem:
HERA (Hedera sp): existem cerca de 50 variedades de heras. Elas se caracterizam por possuírem por folhas apresentando o formato de estrelas de 5 pontas. Suas cores variam bastante, indo do verde até o amarelo, branco e cinza. Sua reprodução ou multiplicação é feita por estacas. Resistem bem às geadas e são utilizadas como cortinas, forrando paredes, etc.
GUACO (Mikania laevigata): É uma planta muito conhecida porque, adicionada ao mel e ao agrião, compõe um bom xarope contra a tosse e a bronquite. Sua plantações pode ser feita com o emprego de sementes ou de estacas. Suas folhas são muito bonitas, apresentando uma cor verde brilhante.
Fonte: Rural News
17 março, 2009 - 05:37h
O cultivo de plantas ornamentais e flores em apartamentos é uma oportunidade de lazer para quem cuida, uma forma de deixar o ambiente mais alegre, vivo e fazer uma composição decorativa interessante. É claro que ao cultivarmos plantas em um apartamento devemos levar em consideração algumas limitações e, principalmente, conhecermos as técnicas envolvidas, para que o resultado final seja o desejado.
Em primeiro lugar, devemos atentar para o próprio apartamento e suas características. Isto se deve ao fato de existir apartamentos com varandas ou sacadas, apartamentos com jardineiras do lado de fora das janelas, com muita ou pouca incidência de sol, com áreas envidraçadas maiores ou menores, etc. Estas características vão determinar os tipos de plantas e flores mais indicadas e os locais do apartamento mais apropriados para o seu cultivo.
Precisamos, antes de iniciarmos o cultivo, decidir quais as espécies de plantas ornamentais ou flores são mais indicadas, levando-se em consideração, como já mencionamos, as características do apartamento. Existem plantas que necessitam maior incidência de sol, outras que precisam ficar na sombra e protegidas dos ventos, aquelas que precisam de sol, mas em ?doses? menores, etc. Desta forma, precisamos recriar, na medida do possível, dentro do apartamento, as condições que as diferentes plantas encontram na natureza, condições estas as mais indicadas para um bom desenvolvimento.
Muitas são as plantas e flores que podem ser cultivadas em apartamentos e, como dissemos, devemos suprir essas plantas com as necessidades mínimas para seu bom desenvolvimento. O gerânio e a azaléia, por exemplo, devem ficar parte do dia expostas ao sol. Já a maria-sem-vergonha e a prímula se desenvolvem melhor em local sombreado. As orquídeas são uma boa opção para apartamentos, desde que possam ficar em local com bastante iluminação, mesmo sem sol direto sobre elas.
Outro bom exemplo de planta ornamental que pode ser cultivada em apartamento e que oferece um componente decorativo interessante é o bonsai. Os bonsais são ?miniaturas? de árvores cultivadas de acordo com as tradições orientais e podem se adaptar muito bem a ambientes que não tenham a incidência direta do sol, mas precisam de iluminação adequada para o seu bom desenvolvimento, além do cuidado com podas constantes, para manter as proporções e o padrão dos bonsais japoneses.
Para o cultivo em vasos, devemos, em primeiro lugar, escolher o vaso correto para cada tipo de planta. Podemos seguir a recomendação básica de que a área do vaso deve ser suficiente para abrigar as raízes da planta a ser cultivada. Os vasos podem ser feitos de barro, madeira, porcelana, cimento, etc., e devem ser escolhidos, também, pelo seu papel decorativo.
Os cuidados básicos que devemos tomar com as plantas e flores cultivadas em vasos são vários. O vaso deve apresentar uma boa drenagem, possibilitando o escoamento do excesso de água, quando houver. O solo para o cultivo deve ser rico em matéria orgânica e com uma boa aeração. Em geral, aconselha-se uma proporção de 20% de matéria orgânica em um solo fértil. A temperatura ambiente é um componente importante, pois pode variar bastante, mesmo dentro de um apartamento. Os locais muito quentes devem ser evitados, da mesma forma que locais mais frios. As plantas mais cultivadas em apartamentos se desenvolvem melhor em temperaturas mais altas, entre 20 e 25ºC.
As regas são um fator de grande importância, pois devemos efetua-las de acordo com as necessidades específicas de cada planta: samambaias, por exemplo, necessitam de uma quantidade bem maior de água que os cactus, que pouco precisam ser regados. Além desses cuidados, devemos manter as plantas livres de doenças, fungos e parasitas e, ainda, manter os vasos limpos, retirando galhos, folhas e flores mortas e, por último, efetuar podas sempre que necessário.
Fonte: Rural News
16 março, 2009 - 05:15h
Os arbustos podem ser utilizados de diversas formas em um jardim ou projeto paisagístico tendo, também, diversas utilidades práticas na manutenção e na estruturação de toda a área. Um jardim arbustivo pode ser bastante agradável e bonito, sendo da maior importância a escolha adequada das plantas arbustivas a serem cultivadas. Como elementos decorativos das plantas, temos que levar em consideração as formas, as cores, os frutos, as folhas e as texturas de cada espécie.
São plantas que não necessitam de grandes espaços para o seu bom desenvolvimento, o que é bastante útil em projetos para pequenas áreas. Muitas vezes, arbustos podem substituir árvores que não podem se desenvolver devido ao espaço reduzido. São muito utilizados, ainda, na delimitação de espaços, como cercas-vivas, no controle da erosão, principalmente em terrenos com maior grau de inclinação. Outra grande vantagem do emprego dos arbustos na delimitação de espaços é o fato de estas plantas delimitarem, sem obstruir a visão, o que nos faz ter a impressão de que a área é maior.
Jardins nos quais os arbustos são empregados de forma destacada, devem utilizar plantas que valorizem a arquitetura do local, que componham, com suas cores e formas, um ambiente agradável, podendo ser utilizados até mesmo como "objetos" de decoração, como uma estátua viva, por exemplo.
Para que arbustos sejam utilizados adequadamente em um projeto de jardim ou área arborizada, é necessário que se conheça o desenvolvimento de cada uma das espécies de arbustos a serem plantados. Desta forma, deve-se saber as colorações das flores, o tamanho e volume que cada arbusto desenvolve, a área necessária para o plantio de um determinado arbusto, os cuidados e tratos culturais necessários, etc. Conhecer bem cada espécie utilizada no jardim é vital, pois caso contrário, todo o desenvolvimento das plantas e, consequentemente, o projeto paisagístico poderá ficar comprometido.
Em algumas situações, dependendo do local e do projeto a ser desenvolvido, podemos utilizar arbustos em vasos, sendo importante, mais uma vez, escolher uma espécie que, além de ser decorativamente adequada, se adapte ao plantio em vasos. Podemos citar alguns arbustos muito utilizados em jardins, dentre os quais temos a Azaléia, bambu anão, gardênia, hibisco, buquê de noiva, quaresmeira, jasmim amarelo, hortênsia, Urucum, marmeleiro ornamental, coroa de cristo gigante, estrelícia, etc. Dentre as espécies a serem escolhidas, devemos dar preferência aos arbustos perenes, pois a sua manutenção é mais fácil, não alterando a composição paisagística.
Geralmente, os arbustos são plantas que não necessitam de tratos culturais mais complexos. As podas, normalmente, são feitas apenas para formação, ainda quando as plantas estão no viveiro. As podas de limpeza são mais comuns, feitas para retirar ramos e galhos com problemas ou mortos e, ainda, para facilitar a entrada de luz e a circulação do ar na parte central da planta.
Fonte: Rural News
16 março, 2009 - 05:05h
Para cuidarmos de um jardim de maneira apropriada e com todo o prazer que esta atividade pode proporcionar, é necessária a utilização de algumas ferramentas e equipamentos apropriados. Existem muitas ferramentas, de diferentes tipos, aplicações, tamanhos e qualidades, que podem ser úteis ou até mesmo indispensáveis para a correta manutenção de um jardim, gramado, canteiro ou mesmo quando temos o nosso jardim em um apartamento, com a utilização de vasos.
Ao escolhermos as ferramentas ou os equipamentos necessários, devemos levar em consideração alguns aspectos do jardim ou local no qual utilizaremos determinado utensílio, para que não façamos escolhas erradas, causando transtornos na hora da utilização e, ainda, prejuízos desnecessários.
Vamos tomar como exemplo um simples gramado que precisa ter uma manutenção realizada, pois o mato cresceu demais. Se a extensão do gramado for muito grande, não é aconselhável comprarmos um cortador de grama elétrico, pois não será possível conectá-lo à eletricidade quando for necessário aparar a grama em uma área que não disponha de uma tomada elétrica.
De uma maneira geral, para a manutenção de jardins, as ferramentas mais utilizadas são as seguintes:
- Tesoura de poda: utilizada principalmente para podar galhos e ramos de plantas e flores em geral. Existem diversos tamanhos, com maior ou menor capacidade de corte. A escolha do modelo ideal deverá levar em consideração o tamanho das plantas nas quais serão utilizadas este instrumento;
- Cortadores de gramas tradicionais movidos à gasolina ou à eletricidade: os equipados com motores à gasolina são em geral muito mais potentes do que os que utilizam motores elétricos que, entretanto, costumam ser mais baratos. As características de cada produto deverão ser analisadas de acordo com a necessidade do local;
- Roçadeiras: são máquinas cortadoras de gramas mais leves, mas que apresentam algumas vantagens, como poder fazer "acertos" em beiradas com grande precisão. Também podem ser encontradas com motores elétricos ou movidas à gasolina;
- Colher de transplante: ferramenta utilizada para auxiliar no preparo de covas para transplante de mudas;
- Pulverizador: equipamento utilizado para aplicação de defensivos, fertilizantes ou simplesmente para borrifar água sobre as plantas. Existem dezenas de modelos, com tanque de armazenamento maior ou menor, que deverá ser escolhido de acordo com a sua utilização.;
- Sacho: ferramenta utilizada para abrir sulcos na terra, onde serão colocadas as sementes. Depois de feita a semeadura, este mesmo instrumento é utilizado para cobrir as sementes;
- Mini-trator cortador de grama: é um pequeno "carro" com motor à gasolina, com capacidade para transportar uma pessoa e equipado com lâminas giratórias que vão cortando a grama por onde o veículo vai passando. É muito utilizado em grandes áreas gramadas, como campos de golf, por exemplo.
Estes são alguns exemplos de ferramentas e equipamentos utilizados na jardinagem. O importante é que a pessoa que lide com um jardim regularmente tenha sempre à sua disposição todas as ferramentas e insumos necessários para realizar esta atividade, seja ela por lazer ou uma atividade profissional.
Fonte: Rural News
13 março, 2009 - 06:04h
As mudanças climáticas vêm ocupando o centro da problemática ambiental na atualidade. Desde a década de 70, são promovidos encontros da comunidade internacional para discutir os impactos desse fenômeno e a instituição de mecanismos capazes de mitigar os seus efeitos. Nesse contexto, foram promulgados a Convenção sobre Mudanças Climáticas e o Protocolo de Kyoto, que instituem o marco jurídico fundamental ao desenvolvimento, regulamentação e implementação dos critérios técnicos, legais e mercadológicos relacionados à mitigação e adaptação das nações à mudança climática.
O arcabouço jurídico-normativo introduzido pelo Protocolo para viabilizar reduções de Gases de Efeito Estufa (GEE) envolve os mecanismos de flexibilidade, cuja finalidade é promover a execução de projetos ambientalmente responsáveis, que resultarão em unidades de redução de emissões, as quais poderão ser utilizadas para abatimento interno (os países desenvolvidos ratificantes do Protocolo têm metas de redução a cumprir) ou comercializadas (inclusive entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento, possibilitando a participação do Brasil).
Tais unidades de redução decorrem, em apertada síntese, da substituição de fontes fósseis de energia pelas renováveis (eólica, solar, biomassa e outras) e da implantação de tecnologias destinadas a conter as emissões de GEEe (emissões evitadas), por meio da captura dos gases antes lançados à atmosfera (aterros sanitários, biodigestores e outros).
Não obstante, além do mercado regulado de carbono que envolve os mecanismos e respectivas unidades de redução de emissões (os chamados "Créditos de Carbono" do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), existem mercados voluntários nacionais e regionais em países desenvolvidos que sequer ratificaram o Protocolo de Kyoto, a exemplo dos Estados Unidos, "Chicago Climate Exchange" (CCX), e Austrália, "New South Wales Green House Gases Scheme" (NSW GGAS). Nesse sentido, resta claro que a obtenção de informações técnicas e jurídicas atualizadas pelo investidor acerca do chamado "Sistema de Kyoto" e dos mercados voluntários é fundamental para a execução das transações relacionadas a esse mercado.
Aprofundando-nos na análise legal desse tema, constamos que há uma sinergia e, portanto, a necessidade de uma análise jurídica especializada e integrada das questões relacionadas, por exemplo, à auditoria jurídica, à adequação da transação ao ordenamento jurídico dos países desenvolvedores/receptores do projeto, à avaliação das questões tributárias, ao desenvolvimento da estrutura societária e elaboração dos respectivos contratos, constituição de fundos, análise de riscos legais, dentre vários outros aspectos.
Dessa maneira, o lançamento do "Global Climate Change Law Guide" pelo escritório Baker & McKenzie veio ao encontro da necessidade cada vez mais evidente de empresas, investidores, entidades públicas e outros interessados acessarem de maneira fácil e sistematizada as normas e regulamentos desenvolvidos pelos mais diversos países para adequarem-se ao chamado "Sistema de Kyoto". Trata-se do primeiro guia online sobre leis relacionadas a créditos de carbono e sua implementação, que foi redigido por especialistas da Europa, Estados Unidos, China, Japão, Austrália, México e do Brasil. Neste ano de 2009, outros países passarão a integrar o projeto, como o Canadá e a Nova Zelândia.
No Brasil, os advogados Rodrigo Sales, Beatriz Mello, Ana Beatriz Kesselring, Clarissa Machado, Renata Campetti Amaral, Viviane Kwon, Fernanda Veloso e Reinaldo Ravelli, do escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados - associado à rede Baker & McKenzie - foram os responsáveis pela redação dos textos que descrevem a legislação brasileira relativa a mudanças do clima. Rodrigo Sales atuou na coordenação geral e na revisão final do conteúdo que aborda, inclusive, aspectos referentes ao setor de energia e aos impactos tributários das atividades de compra e venda de créditos e investimentos em projetos de CDM no Brasil.
A relevância para as empresas brasileiras em buscar conhecimento acerca das normas aplicáveis ao setor é crescente. A tendência mundial de obter alternativas que visem a permitir o desenvolvimento de atividades que não contribuam para o Efeito Estufa e, mais do que isso, reduzam a quantidade de gases já emitidos pelas atividades do homem é uma realidade.
Em qualquer processo de aquisição de empresas, por exemplo, há que se considerar o perfil da empresa adquirida, seja porque atividades emissoras de Gases de Efeito Estufa podem ocasionar compromissos futuros de reduções e, portanto, gerarão custos, seja porque a reputação de empresas pode vir a ser afetada positiva ou negativamente, dependendo de sua atuação frente ao problema do aquecimento global.
Além disso, diversas oportunidades de investimentos e de melhoria de processos produtivos advêm do "Sistema de Kyoto". No Brasil, são inúmeros os exemplos desses benefícios, tanto no setor do agronegócio (projetos no setor de suinocultura, biocombustível, etc.), como no setor industrial (alterações de matriz energética, por exemplo).
Ou seja, as empresas e até mesmo o Poder Público podem obter vantagens financeiras a partir de bens que já possuem e atividades que já realizam, os quais passam a trazer benefícios ambientais que, por sua vez, podem se transformar em créditos. A administração de aterros sanitários é um exemplo claro disso. O imóvel e os resíduos que já existem no aterro passam a gerar uma renda adicional, a partir do desenvolvimento de um projeto de captação de emissões de metano.
Contudo, tais projetos e o correspondente mercado de créditos são regidos por um sistema de normas cada vez mais complexo. Com o desenvolvimento do "Sistema de Kyoto", países como o Brasil passaram a desenvolver normas internas, visando a se adequar e, em alguns casos, ir além dos compromissos internacionalmente assumidos. Daí a necessidade de se desenvolver uma ferramenta prática e acessível, que sistematizasse a legislação aplicável e mantivesse as empresas atualizadas sobre as alterações ocorridas nessas regras. Foi pensando nisso que a Baker & McKenzie envolveu seu time nesse projeto pioneiro.
Por: Fernanda Veloso e Renata Amaral, Advogadas do escritório Trench, Rossi e Watanabe.
Fonte: Revista Eco 21 nº 147
13 março, 2009 - 05:08h
Os cortadores de grama são máquinas muito úteis e essenciais para quem possui um gramado em casa, no seu sítio, chácara ou fazenda. Manter um gramado bem cuidado, além de esteticamente bonito é importante para que o terreno fique limpo e com menor incidência de plantas invasoras e mais fácil de visualizar animais perigosos, como cobras, ratos, etc.
No mercado atual, existem diversos fabricantes, que disponibilizam ao público uma enorme variedade de modelos, que se adaptam às mais diversas necessidades dos consumidores. Existem cortadores com motores elétricos e à combustão, com diversas potências e lâminas variadas. O difícil mesmo é saber qual o melhor modelo para cada aplicação além de, naturalmente, escolhermos uma máquina de boa qualidade, resistente e com os acessórios certos. Para a escolha correta, o principal aspecto a ser levado em consideração é o tamanho da área a ser trabalhada: em grandes áreas, devemos sempre empregar cortadores com motores a gasolina. Além disso, quanto maior a área, mais a potente e resistente deve ser a máquina.
Tanto no caso dos cortadores movidos a gasolina quanto nos que possuam motores elétricos, devemos ficar atentos ao consumo. Para isso, o melhor é compararmos modelos de diferentes marcas, mas com potência semelhante, para que possamos determinar quais são os mais econômicos. Entretanto, ter pouco consumo de eletricidade ou de gasolina não significa que a máquina é "a melhor", pois deve existir uma relação entre consumo e potência que seja adequada às necessidades de cada serviço.
A qualidade do cortador de grama deve ser cuidadosamente analisada, pois só devemos adquirir produtos de fabricantes com boa "reputação" no mercado pois, muitas vezes, ao comprarmos produtos somente levando em consideração o preço, podemos estar comprando na verdade um grande problema, uma máquina cujo motor não tenha durabilidade ou com lâminas de baixa qualidade. Precisamos verificar, ainda, a qualidade das chapas de aço utilizadas na fabricação do cortador de grama, que devem ser fortes e, de preferência, com um bom tratamento anti-ferrugem.
Um bom cortador de grama apresenta regulagens de altura e posições de corte, para se adaptar melhor às diferentes necessidades e características do terreno. Ainda, existem alguns modelos que possuem um sistema que evita danos que pedras ou pequenos tocos poderiam causar. Este sistema consiste em fazer com que o eixo gire em falso, quando a lâmina encontrar um obstáculo maior.
Devemos notar, também, a ergonometria do cortador de grama, isto é, se ele apresenta um manuseio que não canse muito o seu operador, principalmente se a área a ser trabalhada for muito extensa.
Outro aspecto importante que deve ser levado em consideração é o tipo de terreno no qual o cortador de grama irá operar, pois se houver áreas de maior ângulo de inclinação, alguns cortadores de grama movidos a gasolina não funcionam bem, pois o óleo fica acumulado em uma parta do motor, causando problemas no funcionamento do mesmo.
Fonte: Rural News
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