Arquivos da categoria: 'Transgênicos'
6 julho, 2010 - 16:18h
Os eurodeputados franceses José Bové e Sandrine Bélier (Os Verdes) pediram hoje a suspensão de novas autorizações de organismos geneticamente modificados na União Europeia, até que haja métodos científicos apropriados para examinar seus riscos.
Em entrevista coletiva, os eurodeputados apresentaram um estudo de uma ONG que considera insuficientes as avaliações feitas sobre os expedientes de transgênicos na UE - prévias a sua aprovação -, por isso que esses exames deveriam ser mais firmes.
Diante dessas conclusões, Bové solicitou ao comissário da Saúde europeu, John Dalli, que "suspenda todas as autorizações de organismos geneticamente modificados" que neste momento está pendente, até que haja análises de riscos apropriados.
Os eurodeputados divulgaram o relatório, coincidindo com a preparação por parte da Comissão Europeia (CE) de uma proposta, que deverá ser aprovado na próxima semana, para modificar os procedimentos de aceitação dos transgênicos.
Bruxelas quer dar maior liberdade aos países para que vetem o cultivo de transgênicos em seus territórios.
Os eurodeputados assinalaram que a CE deve impor regras ainda mais restritivas aos transgênicos e desacelerar sua aprovação, pois defendem que o projeto de Bruxelas não vai eliminar a incerteza sobre esses produtos.
Fonte: Folha.com/Ambiente
14 janeiro, 2010 - 19:08h
A primeira leguminosa a ter seu genoma sequenciado é a soja, em pesquisa destacada na edição desta quinta-feira (14/1) da Nature. O sequenciamento da soja, destaca a revista, abre o caminho para melhorias no cultivo que poderão ter grande impacto na produção de alimentos e até mesmo na geração de energia.
Após mais de 15 anos de pesquisa, grupo internacional, em artigo naNature, descreve o sequenciamento de um dos vegetais mais cultivados no mundo ()divulgação)
A soja é hoje uma das mais importantes plantas cultivadas em todo o mundo para a produção de alimentos e de óleo e tem grande capacidade de fixar o nitrogênio atmosférico por meio de simbiose com microrganismos presentes no solo.
Após mais de 15 anos de pesquisa, um grupo internacional de pesquisadores conseguiu sequenciar 85% dos 1,1 bilhão de pares de base da soja, por meio da técnica conhecida como “shotgun do genoma completo”, por meio da qual o genoma é “explodido” em fragmentos pequenos e sequenciado em larga escala.
No artigo, Scott Jackson, do Departamento de Agronomia da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, e colegas destacam que o trabalho será importante referência para decifrar a genética de mais de 20 mil outras espécies de leguminosas.
A Nature ressalta que o trabalho de sequenciamento ajudará a compreender a capacidade da soja em transformar dióxido de carbono, água, luz solar, nitrogênio e outros minerais em energia, proteína e nutrientes para uso tanto humano como animal.
“A soja e outras leguminosas têm papel fundamental na segurança alimentar global e na saúde humana, sendo usadas em uma ampla gama de produtos, como farinha, leite, substitutos da carne, tofu, óleo e biodiesel. Essas novas informações sobre a genética da soja poderão levar ao desenvolvimento de variedades que produzam mais proteína e mais óleo, que se adaptem melhor a condições climáticas adversas ou que sejam mais resistentes a pragas e a doenças”, destacou Molly Jahn, da divisão de pesquisa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Fonte: Agência FAPESP
7 janeiro, 2010 - 16:42h
Pesquisa da Clínica Mayo identifica mecanismo que ajusta metabolismo. Descoberta foi publicada na revista 'Cell Metabolism'.
Organismo de roedores de laboratório passou a gastar energia de modo menos eficiente (Foto: New York Times)
"Os mecanismos que preservam energia são naturalmente protetores em períodos de escassez de alimentos ou de stress ambiental, mas promovem obesidade em uma sociedade sedentária, como a moderna"
Cientistas da Clínica Mayo, um centro privado de pesquisa nos EUA, descobriram um mecanismo molecular que controla o gasto de energia em músculos e ajuda a determinar o peso corpóreo. Participaram do estudo especialistas da Universidade de Iowa, de Connecticut e de Nova York, todas americanas. A conclusão do grupo é que a descoberta, apresentada na revista “Cell Metabolism”, pode levar a uma nova abordagem médica no tratamento da obesidade.
O mecanismo de preservação de energia do organismo é controlado por canais de potássio sensível a ATP (trifosfato de adenosina, na sigla em inglês, uma substância que atua como “armazém” de energia). Os canais (KATP) regulam o desempenho do coração e dos músculos de acordo com o nível dos reservatórios de ATP. Sem este dispositivo "energy-saving", os animais queimam mais energia estocada, dissipando mais calorias mesmo em repouso.
A ideia dos cientistas foi bagunçar de propósito o sistema, eliminando canais KATP. Assim, o organismo dos roedores de laboratório passou a gastar energia de modo menos eficiente. Gastando mais energia, e guardando menos, não engordavam. “Os mecanismos que preservam energia são naturalmente protetores em períodos de escassez de alimentos ou de stress ambiental”, explica Alexey Alekseev, principal autor do estudo. “Mas promovem obesidade em uma sociedade sedentária, como a moderna.”
Ainda segundo Alekseev, as descobertas sugerem que mirar em novas terapias as funções dos canais KATP, “especificamente em músculos”, poderia oferecer uma nova opção para pacientes obesos com baixa capacidade de se exercitar.
Trecho do artigo 'Sarcolemmal ATP-Sensitive K+ Channels Control Energy Expenditure Determining Body Weight' (Foto: Cell Metabolism)
Fonte: G1.com
28 maio, 2009 - 14:43h
Cientistas demonstraram que macacos transgênicos podem passar o gene implantado para os filhotes, um importante avanço para a criação de animais com versões de doenças humanas, para pesquisa médica.
Embora pesquisadores já criem há tempos camundongos e outros animais transgênicos, dando-lhes material genético extra, os macacos oferecem uma oportunidade promissora de pesquisa médica, por conta de sua semelhança com seres humanos.
Cientistas já haviam implantado genes em macacos reso antes, mas o novo trabalho com micos é o primeiro a documentar que os macacos podem passar o gene inserido para as futuras gerações. Isso é importante porque abre caminho para a criação de colônias de macacos transgênicos por acasalamento, o que seria muito mais simples do que o trabalhoso processo de criar cada animal a partir do zero, inserindo genes em embriões.
O trabalho é descrito na edição desta quinta-feira (28) da revista científica Nature, por pesquisadores do Instituto Central de Animais Experimentais do Japão.
Os pesquisadores esperam usar micos transgênicos para estudar condições como o mal de Parkinson e a esclerose lateral amiotrófica, diz nota do instituto.
Para o estudo, os pesquisadores usaram um gene que faz os tecidos brilhares sob luz ultravioleta, como um modo simples de determinar a presença do gene. Eles puderam o trecho de DNA em um vírus que iria inseri-lo no código genético das células, e então injetaram o vírus em embriões de micos. Desses embriões nasceram cinco micos saudáveis. Todos mostraram evidência do gene.
Mais tarde, esses animais geraram um macho, por fertilização in vitro. O gene se mostrou ativo na pele do filhote.
Fonte: Estadão Online
23 maio, 2009 - 09:56h
Uma nova polêmica começa a se formar na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Desta vez, a discussão é sobre a segunda geração de transgênicos, chamados piramidais. São sementes transgênicas "filhas" do cruzamento de duas variedades transgênicas. Quatro pedidos de consulta para avaliação dessas variedades foram feitos. O debate é como tal processo tem de ser realizado - em um rito simplificado ou no padrão tradicional. Dependendo do resultado, há a possibilidade de que novas batalhas judiciais envolvendo transgênicos sejam travadas.
Na quinta-feira (21), quando o assunto começaria ser discutido pela CTNBio, seus integrantes receberam carta do diretor de Conservação e Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Ferreira Souza, pedindo cautela e criticando a possibilidade de aprovação automática. Alertou que, em caso de efeitos inesperados, alguém teria de ser responsabilizado. "Acho que foi uma espécie de ameaça", avaliou o presidente da CTNBio, Walter Colli.
Um grupo da CTNBio argumenta que, se a nova espécie resulta do cruzamento de transgênicos aprovados, a liberação comercial deveria ser automática. Outro defende um rito mais rápido; e um terceiro, análise detalhada, como qualquer outro transgênico. O diretor argumenta que rito simplificado ou análise em bloco contrariam o princípio da Lei de Biossegurança, que determina que os processos sejam analisados um a um. Colli diz que análises mais simplificadas não significam menor cuidado. "Apenas economia processual."
A carta do diretor foi enviada à consultoria jurídica da comissão. Ferreira Souza avalia que, de acordo com o desenrolar das próximas reuniões, há o risco de decisões da CTNBio serem alvo de novas ações judiciais. Ontem, três das quatro consultas de avaliação deveriam ser avaliadas: uma de algodão e duas de milho. O representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Leonardo Melgarejo, apresentou parecer contrário à avaliação em rito simplificado.
Fonte: Estadão Online
5 maio, 2009 - 13:15h
A Embrapa e o Japan International Research Center for Agricultural Sciences (Jircas), empresa de pesquisa vinculada ao governo japonês, aprovaram projeto no valor de R$ 6 milhões que irá impulsionar as pesquisas com soja transgênica tolerante à seca, realizadas no Brasil.
Para testes de comprovação da tecnologia, o gene foi introduzido em uma cultivar de soja brasileira que é sensível à seca. O resultados foram bastante positivos em laboratório e em casa de vegetação (estufas). Caso a CTNBIO autorize testes a campo, pretendemos avaliar a capacidade da planta de responder à seca, na safra 2009/2010, relata o pesquisador da Embrapa Soja, Alexandre Lima Nepomuceno.
De acordo com Nepomuceno, a aprovação do projeto é muito importante, porque vai permitir a aquisição de novos equipamentos de biotecnologia, material de laboratório e a contratação de pessoal especializado. Com os recursos disponíveis poderemos aumentar o número de linhagens de soja nos testes, conduzir os testes a campo, iniciar as avaliações de biossegurança e também a introdução deste gene em cultivares de soja comerciais, destaca.
Fonte: MAPA, com informações da Embrapa
16 abril, 2009 - 13:52h
A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), vai "refletir" sobre o cultivo de milho transgênico, após a decisão alemã de suspendê-lo, declarou nesta quarta-feira (15) o comissário europeu para o Meio Ambiente, Savros Dimas, em Praga.
"Vamos pensar sobre este assunto para tomar a decisão correta", declarou, após uma reunião informal dos ministros europeus do Meio Ambiente em Praga.
Segundo uma fonte próxima à Comissão, pode haver inclusive mudanças na legislação.
"A opinião pública é contrária ao cultivo do milho transgênico na Europa, as mentalidade mudaram e a legislação atua como um piloto automático e é preciso dar uma direção a ela", acrescentou a mesma fonte.
Ao ativar a cláusula de proteção contra o milho MON810 do gigante americano Monsanto, a Alemanha é o sexto país, depois de França, Grécia, Áustria, Hungria e Luxemburgo, a ter proibido esta variedade de OGM (Organismo Geneticamente Modificado), em nome do princípio da precaução.
Até agora, a Comissão tentou convencer os países contrários a autorizar o cultivo do MON810, mas com a França e a Alemanha no grupo dos opositores, é mais difícil reunir a maioria considerada necessária (uma maioria de Estados que representem dois terços dos cidadãos da UE), para impor os cultivos transgênicos.
Se o caso tiver de ser submetido agora ao voto europeu, seria recusado com certeza, disse a fonte europeia, que preferiu se manter no anonimato.
Fonte: Folha Online
9 março, 2009 - 07:19h
Uma experiência feita com ratos mostrou que o laser talvez possa ser útil para modelar as contraturas que se estabelecem ao redor dos implantes de silicone. Carlos Roberto Padovani e colegas da Unesp investigaram 60 ratos machos que foram divididos em dois grupos. Ambos, de acordo com os pesquisadores, receberam implante de silicone na região dorsal, mas apenas um foi submetido a sessões de irradiação com laser após a cirurgia -chamado grupo II.
De acordo com artigo feito em conjunto pelos departamentos e cirurgia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço da Faculdade de Medicina e do Instituto de Biociências da Unesp Botucatu, após os animais serem sacrificados, o material de pesquisa foi preparado para exame de histologia e a pseudocápsula (que se forma em torno do implante) foi avaliada em espessura e reação inflamatória. O texto, publicado na edição da Acta Cirurgica Brasileira de janeiro/fevereiro de 2009, afirma que "o estudo histológico não mostrou diferença significativa entre os grupos, destacando-se apenas maior quantidade de vasos intumescidos no Grupo II". Além disso, "a espessura da pseudocápsula foi menor no Grupo II", dizem os autores.
O grupo da Unesp aponta na publicação que a causa das pseudocápsulas permanece desconhecida, sendo que a contração pode ser causada por células que se contraem chamadas miofibroblastos. Para eles, novos estudos precisam ser feitos para investigar "se o laser de baixa intensidade tem o mesmo efeito quando a superfície do implante não é plana, para determinar o impacto de lasers de diferenças comprimentos de onda e no sentido de saber se existem sinais morfológicos que atestem a eficiência do tratamento com laser de baixa intensidade do ponto de vista ultraestrutural". Para ler todo o artigo da revista científica brasileira, mas que está publicado em inglês acesse http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-86502009000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=en.
Fonte: Agência Notisa
13 fevereiro, 2009 - 06:56h
Ecologistas franceses questionaram nesta quinta-feira (12) o relatório da Agência Francesa de Segurança Alimentar (AFSSA) que considerou que o milho OGM (geneticamente modificado) da Monsanto é inofensivo para o homem, considerando que se trata de uma opinião "política e não-científica" baseada em estudos parciais.
"A opinião da AFSSA é uma opinião política, não é uma opinião científica", considerou nesta quinta-feira a organização ambiental França Natureza e Meio Ambiente (FNE).
"De um ponto de vista científico, o que se pode dizer atualmente é que estamos em um contexto de incerteza: há controvérsias entre especialistas, há dúvidas, há conhecimentos fragmentados", acrescentou.
Na quarta-feira (11), o jornal francês Le Figaro informou em seu site que a AFSSA havia indicado que o milho geneticamente modificado da gigante norte-americana Monsanto, cujo cultivo na França foi suspenso em 2008, não é perigoso para a saúde do homem.
Fonte: Yahoo!
12 fevereiro, 2009 - 08:05h
A área plantada com produtos transgênicos no Brasil teve crescimento de 5,3% em 2008, atingindo 15,8 milhões de hectares, informou nesta quarta-feira a ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agrobiotecnológicas, na sigla em inglês).
Apesar do aumento do plantio, o crescimento no Brasil ficou abaixo da taxa global. No mundo inteiro houve alta de 9,4% na área cultivada no ano passado ante 2007, atingindo 125 milhões de hectares.
Dos 15,8 milhões de hectares ocupados com plantações de transgênicos no Brasil, 14 milhões são de soja, 1,4 milhão de milho e 0,4 milhão para algodão. A soja geneticamente modificada já representa 64% do total das plantações do grão. Já o milho transgênico ocupa 35% da área total, enquanto que no algodão essa taxa é de 14%.
O Brasil se manteve no terceiro lugar no ranking de plantio de transgênicos, sendo superado apenas pelos Estados Unidos (62,5 milhões de hectares) e pela Argentina (21 milhões de hectares).
Segundo o representante da ISAAA no Brasil, Anderson Galvão, a demora em aprovar o uso de sementes geneticamentes modificadas para o milho fez com que o plantio da safra 2008-2009 não tivesse uma grande porcentagem de transgênicos, e isso "atrasou" a expectativa do país ultrapassar a Argentina no ranking até 2009.
"Admitindo que o ritmo de trabalho na CNTBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) tenha se restabelecido, podemos esperar agora que em dois ou três anos ultrapassemos a Argentina", disse.
Outra expectativa dos produtores para esse ano é que o governo libere o uso das sementes de genes combinados –ou seja, sejam resistentes tanto aos herbicidas como a insetos. Essas sementes já são usadas nos EUA e na Argentina, mas ainda são proibidos no país.
A mudança mais significativa no ranking mundial foi o da Índia, que ultrapassou o Canadá e agora possui a quarta maior área plantada de transgênicos do mundo, com 7,6 milhões de hectares. Os canadenses agora estão em quinto. Em seguida aparecem a China (3,8 milhões de hectares), Paraguai (2,7 milhões), África do Sul (1,8 milhão), Uruguai (0,7 milhão) e Bolívia (0,6 milhão).
Questionado se a crise financeira global pode brecar o crescimento do uso dos transgênicos, Galvão disse que ocorre justamente o contrário. "São nos momentos de crise que acontecem as maiores taxas de crescimento, pois os produtores procuram ainda mais ganhar rentabilidade", justificou.
Por: Ygor Sales
Fonte: Folha Online
3 novembro, 2008 - 06:29h
A desculpa de que "falta dinheiro" não está mais colando para justificar resultados insatisfatórios na ciência brasileira. Várias lideranças científicas consultadas pelo Estado consideram que os recursos disponíveis para ciência e tecnologia hoje são adequados para atender às necessidades de financiamento da pesquisa no País. O novo desafio, dizem, é desenvolver bons projetos e desembaraçar a máquina burocrática para garantir que esses recursos sejam bem aproveitados - além de torcer para que a crise financeira internacional não ponha tudo a perder no ano que vem.
O tema é tratado com cautela pelos pesquisadores, que medem as palavras para não passar a idéia de que está "sobrando dinheiro" na ciência. E não está. Mas a responsabilidade parece ter passado, definitivamente, para o lado da gestão e da produção de resultados. "Quem tem um bom projeto consegue dinheiro" é uma frase que se ouve com freqüência, principalmente nos Estados do Sul e do Sudeste, onde estão as melhores - e mais bem financiadas - instituições de ensino e pesquisa do País.
Por: Herton Escobar
Fonte: O Estado de São Paulo
24 julho, 2008 - 08:50h
Click, leia e comente as Notícias do www.zootecniabrasil.com.br
17 julho, 2008 - 08:58h
A nova geração de pesquisas com transgênicos se volta para variedades resistentes a condições climáticas adversas. A Embrapa Soja desenvolve há cinco anos uma variedade mais resistente à seca, que pode ocasionar perda de até 70% de uma safra. A unidade trabalha para desenvolver uma variedade entre 30 e 40% mais tolerante à estiagem do que as que existem hoje no mercado.
O gene de outra planta que não sofre tanto com a falta de água foi inserido no embrião de sementes de soja. Nessa fase os pesquisadores começam a monitorar o sucesso do procedimento - a confirmação dos genes. Em seguida, os experimentos de sucesso seguem para a Casa de Vegetação, onde se transformam em plantas adultas.
- Quando a planta precisa de água ela ativa esse gene, e ele, por sua vez, ativa os genes pertencentes à planta de soja, que vão dar proteção maior contra a perda de água - explica o pesquisador Ricardo Vilela Abdelnoor.
A transformação genética, assim como as condições de clima e solo, influencia na sobrevivência e produtividade do grão. De acordo com Abdelnoor, as sementes devem ser aptas a todas as regiões produtoras do país.
A Embrapa vai começar os testes de campo com a cultivar de soja mais resistente à seca no ano que vem. Depois serão mais cinco anos, em média, para que a pesquisa dê retorno e possa ser avaliada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Só depois de aprovada pelo órgão é que a variedade poderá ser oferecida aos produtores.
Por: Kátia Baggio,
Fonte: Canal Rural
Anteriores