Arquivos da categoria: 'Reciclagem'
27 agosto, 2010 - 09:55h
O estado do Rio ainda não tem nenhuma estratégia oficial para dar destinação adequada ao lixo gerado pelo setor de informática, disse o subsecretário de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria do Ambiente do estado, Gelson Serva.
"A gente está participando, no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), do grupo de trabalho para tratar dos resíduos eletroeletrônicos, criado no segundo semestre do ano passado", informou. A secretaria é representada no grupo pela Coordenadoria de Reciclagem.
Embora não haja ainda um programa governamental em relação ao descarte do lixo eletrônico, a secretaria apoia as iniciativas e propostas destinadas a coletar e reciclar materiais do setor que sejam reaproveitáveis, afirmou Serva. "Nossa intenção é incentivar o máximo de projetos".
A secretaria está iniciando um plano de gestão de resíduos contaminados e perigosos, aos quais os eletroeletrônicos estão associados. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação, Software e Internet - seção Rio de Janeiro (Assespro/RJ), os equipamentos obsoletos, como computadores, que são despejados em lixões, geram derramamento de metais pesados e tóxicos e prejudicam a saúde.
O subsecretário considera que a Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi um divisor de águas, porque definiu que os fabricantes e importadores têm a responsabilidade de criar um sistema de logística reversa. Essa é a área da logística que envolve o retorno de produtos, materiais e embalagens ao centro de produção. "Eles vão ter que estruturar ou financiar a logística reversa desse material". Isso vale para pneus, baterias, lâmpadas e também para eletroeletrônicos, lembrou.
O governo fluminense está aguardando a regulamentação da lei em nível nacional para implementá-la, adequando-a às necessidades estaduais. Na área de tecnologia da informação, a secretaria pretende incentivar a criação de centrais de reciclagem dos equipamentos e materiais. O problema é que, no caso dos computadores, eles são montados por meio de vários componentes, o que impede que um único fabricante possa ser responsabilizado pelo descarte.
Gelson Serva acredita que a União e o estado vão definir metas de reaproveitamento que serão escalonadas ao longo dos anos. "Como faz a Europa. Cada país tem um percentual de reciclagem que vai crescendo. E os produtores, importadores e distribuidores é que definem de que forma vão atingir essas metas".
Na Europa, foram criadas empresas sem fins lucrativos que financiam a reciclagem promovida pelos municípios, informou o subsecretário. A regulamentação da Lei 12.305 vai detalhar a questão em cada cadeia produtiva. No caso específico do lixo eletrônico, Serva avaliou que deve haver uma proporcionalidade em relação aos vários componentes de um computador. Como o descarte dos resíduos é obrigação inclusive do distribuidor, ele disse que é possível que o comprometimento seja estabelecido em um ponto da cadeia que não inclua apenas o fabricante.
Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil
25 agosto, 2010 - 15:30h
Os países ricos já colocaram na mesa US$ 27,9 bilhões para combater a mudança climática até 2012. O problema, segundo um estudo do WRI (World Resources Institute) divulgado nesta segunda-feira (23), é que não se trata de dinheiro novo, e sim de verbas recicladas de outros programas de ajuda internacional.
O chamado "fast-start money", ou dinheiro para ação imediata, foi um dos poucos resultados da malfadada conferência do clima de Copenhague, em 2009.
Pelo acordo, os países desenvolvidos se comprometeram a colocar US$ 30 bilhões em ações de adaptação e corte de emissões nos países pobres, especialmente nos mais vulneráveis (como os africanos e as nações-ilhas).
A meta era ter a verba disponível para ser gasta no triênio 2010-2012, mas metade de 2010 passou sem que os países pobres vissem a cor do dinheiro.
Rebatizados - Apesar de a promessa ter sido de que haveria dinheiro novo na mesa, segundo o levantamento do WRI, "várias das promessas são compromissos rebatizados ou reafirmados já feitos no passado".
O estudo cita como exemplo a Iniciativa Hatoyama, do Japão, de US$ 15 bilhões. Metade do dinheiro vem da verba de ajuda ao desenvolvimento que o país já paga anualmente, e mais US$ 5 bilhões vêm de fundos preexistentes. A iniciativa é bastante parecida com outra que o país já havia anunciado antes, com poucos recursos adicionais.
Os países ricos justificaram que o Acordo de Copenhague foi adotado no final do ano passado, quando os orçamentos de 2010 já estavam aprovados nos Parlamentos nacionais - daí a impossibilidade de alocar verba nova para este ano.
Mas o WRI aponta que não há nem mesmo um consenso sobre o que seja dinheiro "novo", ou um mecanismo comum de controle desses gastos. "Embora os compromissos sejam claros, seu cumprimento é incerto", avalia a ONG.
Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com
23 agosto, 2010 - 10:17h
Por isso, projeto de recolhimento da Prefeitura de Porto Alegre aumenta número de pontos de coleta.
Depois de integrar o preparo de muitos pratos da alimentação do brasileiro, o óleo de fritura se torna um problema para o meio ambiente. Com alto poder contaminante, é alvo de um projeto de recolhimento da Prefeitura de Porto Alegre, que está aumentando o número de pontos de coleta.
Cada litro de óleo pode contaminar até um milhão de litros de água. No município, cada habitante consome em média um litro de óleo de cozinha por mês. Boa parte deste volume vai pelo ralo da pia ou no vaso sanitário, tendo como destino final as fontes de captação de água.
- Além de provocar o entupimento das tubulações, provoca a poluição hídrica e, sendo óleo, uma substância de não se mistura com água, também forma uma película que impede a entrada de oxigênio nos recursos hídricos - diz a coordenadora do projeto de entrega de óleo de fritura, Marisa Power.
Foi para reduzir esse impacto que a Prefeitura criou em 2007 o projeto de entrega de óleo de fritura, e instalou pontos de coleta em mais de 140 locais na cidade. Atualmente, são entregues 14 mil litros por mês. Para aumentar esse volume, é preciso conscientização.
- Reciclando ele, nós estamos fazendo a destinação adequada, evitando a poluição hídrica, a contaminação do meio ambiente e também transtornos à população - defende Marisa.
O óleo é recolhido gratuitamente nos postos de coleta e purificado por uma empresa que vende o produto para usinas de biodiesel. Tudo é feito sem processos químicos e com muitos cuidados como o tratamento de efluentes, já que 40% do que chega está misturado com água e resíduos de alimentos. São processados 140 mil litros de óleo por mês, mas há espaço para muito mais.
- Embora a gente esteja fazendo um trabalho de conscientização, nós estimamos que estamos recolhendo em torno de 20% do óleo descartado no Estado - avalia o supervisor de logística Paulo Roberto Lobato.
Na área rural de porto alegre, a Associação dos Pescadores e Piscicultores do Extremo Sul também aposta na reciclagem. Além do pescado, a agroindústria da associação produz bolinhos de peixe, vendidos para a merenda escolar e também em um quiosque no centro da cidade. O óleo utilizado na fritura dos bolinhos está sendo armazenado e vai se transformar em biodiesel para abastecer os barcos. A preocupação com o descarte correto do óleo é grande.
- Cada litro que é despejado, que vai cair na Lagoa dos Patos, prejudica demais a produção do pescado. A gente tem sentido isso ao longo dos anos - diz o presidente da associação, Roberto Superti.
Fonte: Canal Rural
20 agosto, 2010 - 14:14h
A Universidade Federal de Viçosa, UFV, em Minas Gerais, por meio da Comissão de Resíduos e Rejeitos Tóxicos, Químicos, Biológicos e Radioativos, está oferecendo o serviço de coleta de resíduos perigosos.
Os prédios Arthur Bernardes, Centro de Ciências Exatas (CCE), Coluni, Departamentos de Química, Engenharia Florestal e Biologia, Funarbe, PVA, PVB e Biblioteca Central, da UFV, possuem coletoras especiais onde podem ser depositadas lâmpadas, baterias e pilhas.
Os resíduos laboratoriais, lâmpadas fluorescentes, podem ser encaminhados à Comissão. O agendamento deve ser feito com o Diretor de Logística e Segurança e Gestor de Resíduos e Rejeitos, Belmiro Zamperlini, pelos telefones (31)3899-1022 ou 3899-2119.
O material coletado será armazenado em um depósito na universidade e depois recolhido por uma empresa especializada, para a destinação adequada. Ainda este ano será licitado o projeto para a construção das instalações da Gerência de Resíduos e Rejeitos na UFV.
*Fonte: Portal Ambiental com informações da UFV.
16 agosto, 2010 - 14:17h
Cássio dos Santos Peixoto (*)
Quem não se recorda dos ensinamentos aprendidos nos primeiros anos de vida? "Lixo é para ser jogado no lixo"! Reprograme-se, esta afirmação não é mais uma verdade absoluta. A realidade mundial é outra! A sociedade se desenvolveu, descobriu o caminho do consumo, a vida útil dos produtos foi encurtada, as tecnologias avançaram com novos bens de consumo diuturnamente. Contudo, em contrapartida, o descarte proliferou, as cidades cresceram desordenadamente, os espaços tornaram-se limitados e a legislação relacionada ao meio ambiente veio se tornando mais restritiva.
Na visão moderna, a expressão "lixo" parece ser inadequada, como também, os malfadados "lixões" estão com seus dias contados, em obediência à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), agora, Lei nº 12.305 de 02 de agosto de 2010. Vale ressaltar que, para acompanhar o desenvolvimento da política ambiental atualmente, os vocábulos deverão ser revistos, separando o joio do trigo.
A lei é clara em seus conceitos e determinações. A prioridade é a não-geração dos resíduos, entretanto, é algo inimaginável e impossível. A diminuição se apresenta como uma primeira tentativa, ficando a reciclagem e o reaproveitamento como uma segunda alternativa. Outro ponto importante a destacar é que os resíduos são passíveis de reaproveitamento, reciclagem ou reutilização, com especial atenção às embalagens de produtos. A parte restante, do que se chamava, também, de "lixo", sem possibilidade alguma de reaproveitamento, mesmo com todos os recursos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, torna-se rejeito. Estes rejeitos precisam ter uma disposição ambientalmente correta de forma sustentável.
Outro ponto a ser focado é o significativo valor econômico e social, agregado aos resíduos sólidos e que não acontece, na mesma proporção, com os rejeitos. As grandes indústrias e distribuidores já avaliaram este potencial econômico e irão se adequar à lei de alguma forma: por imposição legal, convicção ou por enxergarem características econômicas positivas.
A lei trata dos conceitos, das diretrizes e das regras gerais da política em si, portanto, a regulamentação e o Plano Nacional de Resíduos Sólidos estão sendo trabalhados por técnicos do Ministério do Meio Ambiente e, deverá estar pronto em aproximadamente 60 dias. Nesta regulamentação deverá ser incluído um aspecto muito relevante, porém polêmico, que será o estabelecimento de metas a serem alcançadas.
Num país como o Brasil, com tanta diversidade e culturas regionais próprias, os números referentes às metas poderão não agradar ou atender adequadamente a região ou empreendimento. Por outro lado, indústrias, importadores, comerciantes, prestadores de serviços, potencialmente geradores de resíduos, deverão construir um plano de gerenciamento.
Os Estados e municípios deverão, também, criar seus planos de gerenciamento. Os municípios poderão fazê-los sob a forma "consorciada" com municípios vizinhos, como planos intermunicipais e microrregionais. A forma "consorciada" parece ser a solução economicamente mais atraente para a gestão integrada de resíduos sólidos e deverá contar com incentivos.
O Brasil, sempre carente de políticas públicas, para destinação do material descartado, faz nascer a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei sancionada, sem veto algum, no último dia 02 de agosto. Festejada pelo Presidente da República como um resgate tardio da dignidade dos "catadores" de material reciclado, até pelas características do ano em curso e a abordagem principal do evento, acabou ancorada na visão social de apenas um setor. Todavia, a política possui implicações igualmente relevantes com um emaranhado de responsabilidades ambientais, divididas entre toda a sociedade, pessoas físicas e jurídicas em todos os planos de negócios.
Fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e os consumidores terão seu quinhão de responsabilidade sobre sua produção e/ou descarte dos resíduos e, até mesmo pelo manuseio destes. Trata-se da responsabilidade compartilhada que integrará toda a cadeia de consumo e pode ser entendida pela expressão "do berço ao túmulo".
Muitas análises e conclusões poderão ser feitas a partir da Lei 12.305/2010, como a vinculação de planos de resíduos à concessão ou renovação da licença ambiental. Mesmo sem regulamentação, suas linhas já estão postas e as regras basilares estabelecidas, não deixando de considerar que as regras válidas sempre foram emanadas pelo CONAMA, através de suas resoluções e, pela primeira vez, os resíduos estão sendo tratados por lei.
(*) Cássio dos Santos Peixoto, Advogado, Professor de Legislação e Direito Ambiental da Pós-Graduação em Gestão Ambiental da Faculdade SENAC MG. cpeixoto.bms@terra.com.br , cpeixoto@bmsempresarial.com.br
Fonte: Portal Ambiental
11 agosto, 2010 - 11:31h
A Secretaria estadual do Ambiente do Rio de Janeiro quer reduzir, até o fim do ano, em 30% o volume de sacolas plásticas utilizadas nos supermercados. Fiscalizações têm sido feitas com regularidades para fazer cumprir a lei, que entrou em vigor há um mês, e que prevê a troca das sacolas plásticas por outras reutilizáveis. As empresas que não cumprirem a lei passam a ser multadas em até R$ 30 mil.
Desde a entrada da lei em vigor, a secretaria já fiscalizou 12 estabelecimentos de grande e médio porte. Apenas um descumpria totalmente a lei, dois cumpriam parcialmente e os outros nove agiam corretamente, segundo o coronel José Maurício Padrone, da Coordenadoria Integrada de Combate a Crimes Ambientais, da secretaria.
"A lei entrou em vigor em julho de 2009. As empresas de médio e grande porte tiveram um ano para se adaptar. O prazo venceu em julho. Elas se adaptaram e portanto, não cabe mais orientação", disse o coordenador, lembrando que as empresas que não cumprirem a lei passarão a ser multadas.
Segundo o coordenador, serão realizadas campanhas educativas para um esclarecimento melhor da população.
Padrone explicou que os estabelecimentos devem oferecer um desconto de R$ 0,3 a cada cinco itens comprados, desde que o consumidor não utilize a sacola plástica. Isso, segundo ele, não gera nenhuma despesa para os supermercados, o consumidor sai ganhando e se polui menos o ambiente.
"A natureza agradece. A meta da secretaria é retirar 700 milhões de sacolas plásticas dos bueiros, do mar, dos lixões, dos rios. É um benefício imensurável para o meio ambiente", destacou o coronel. (
Fonte: G1
9 agosto, 2010 - 14:14h
Quanto resíduo é gerado apenas com as embalagens de produtos que consumimos? Poucos se dão conta de volume de lixo que poderia ser evitado com o uso consciente das embalagens.
Em Manaus (AM) os alunos do ensino médio da Escola Estadual Marcantônio Vilaça, estão desenvolvendo uma pesquisa com o tema "Universo das Embalagens", com objetivo de identificar as vantagens e desvantagens do uso delas, assim como a destinação final, depois dos produtos adquiridos.
A pesquisa está sendo realizada por meio do Programa Ciência na Escola, fomentado com da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, FAPEAM.
O projeto deve ser encerrado em dezembro deste ano e a coordenadora, Lílian Querino, diz esperar conscientizar os estudantes sobre o consumo moderado dos produtos por meio das embalagens. "Muitas pessoas compram os produtos pelas embalagens. Seja produtos alimentícios, escolares ou de limpeza, e a partir desta pesquisa de campo queremos conscientizá-los do desperdício desses materiais, que muitas vezes vão para o lixo", disse.
Inicialmente está sendo realizado um levantamento sobre quais as embalagens mais utilizadas no dia a dia, com a identificação de características como cores, tamanho e tipo de material.
Depois, os alunos vão pesquisar em sites e livros especializados sobre o tema, para buscar informações sobre as consequências dessas embalagens para o meio ambiente. Finalizando, os alunos vão às ruas para fazer um levantamento com a comunidade.
*Fonte: Portal Ambiental com informações da Fapeam.
6 agosto, 2010 - 10:13h
Galpões de coleta seletiva do lixo serão construídos nos municípios do Rio de Janeiro. Além disso, o estado vai reforçar o apoio ao Projeto de Coleta Seletiva Solidária desenvolvido por cooperativas de catadores de materiais recicláveis em condomínio residenciais. Essas são algumas das medidas do programa Pacto pela reciclagem, lançado nesta quinta-feira (5) pelo governo do estado em parceria com o Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável, a Associação Brasileira de Administradores de Imóveis e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
A iniciativa visa a reverter a situação ambiental em relação aos lixos nas cidades, oferecendo a reciclagem como opção. Segundo a secretária estadual de Ambiente, Marilene Ramos, apenas na capital fluminense são recolhidos diariamente pelo menos 8 mil toneladas de lixo domiciliar. Desse total, apenas 1% é reciclado, quando o percentual reaproveitável poderia chegar a 40%.
"Nossa expectativa é unir forças para fazer avançar a reciclagem no Rio. Vamos trabalhar com as prefeituras para ampliar os galpões de coleta seletiva. Para tanto, já iniciamos o mapeamento para ver onde eles podem ser construídos", afirmou Marilene.
Segundo Jorge Pinheiro, integrante da organização não governamental lixo.com.br, o resgate das coletas seletivas e intervenções municipais é importante, porque "os catadores estavam à margem do processo" e o "pacto vem impulsionar a relação entre os atores".
Segundo presidente da cooperativa Coopar, Jorge Neves, o programa é bem aceito pelos catadores, mas falta participação da categoria na elaboração das políticas públicas. Neves destaca que o pacto tem de ser cumprido e sugeriu que todos os catadores sejam chamados para dar um suporte às leis.
De acordo com Marilene Ramos, o programa já está implantado em 20 dos 92 cidades do estado. No município do Rio de Janeiro, ele vai começar pelo centro.
Fonte: Agência Brasil
2 agosto, 2010 - 16:11h
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá sancionar, nesta segunda-feira, às 15h30, em cerimônia no Palácio do Itamaraty, a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Estarão presentes a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério.
A política será sancionada depois de tramitar por duas décadas no Congresso Nacional. A ministra afirmou que "Com a aprovação, o Brasil passa a ter um conjunto de instrumentos inovadores para a solução dos problemas do lixo no País".
Um das inovações é a chamada logística reversa, conjunto de ações para facilitar o retorno dos resíduos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. A lei também inova com a previsão da gestão compartilhada, o que significa dividir as responsabilidades entre sociedade, iniciativa privada e poder público.
O secretário do MMA, que coordenou as discussões do Executivo com o Legislativo, disse que o encaminhamento da matéria pelo Palácio do Planalto, em setembro de 2007, acelerou a tramitação. "Essa iniciativa nunca havia sido tomada pelo Executivo", afirmou.
Cerca de 150 t de lixo são produzidas diariamente nas cidades brasileiras. Deste total, 59% são destinados aos "lixões" e apenas 13% têm destinação correta em aterros sanitários.
Fonte: Portal Terra
30 julho, 2010 - 18:46h
A reciclagem de resíduos sólidos tem sido uma atividade de destaque na economia colombiana, uma vez que contribui para a geração de emprego e renda. No entanto, o destino final do lixo é considerado crítico na maioria das cidades colombianas: 96,15% do que é jogado fora em 38 cidades acabam em aterros sanitários.
Os dados constam em uma publicação da Rede por Negócios Inclusivos, formada por organizações como a Fundação Avina, Fundes e WRI. O documento integra a série Guias Setoriais, que busca melhorar a eficiência da cadeia de valor do setor de reciclagem, além da situação social e econômica dos atores que o alimentam na Colômbia.
Segundo o estudo, mais de 18 mil pessoas vivem da atividade de reciclagem só na capital Bogotá. O relatório é dividido em cinco capítulos: Contexto da cadeia de reciclagem; Aspectos técnicos e do mercado da cadeia de reciclagem; Principais resultados do estudo; Fatores de sucesso; e Propostas de modelos de negócios inclusivos.
Brasil
De acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em maio, o Brasil poderia economizar cerca de R$ 8 bilhões ao ano se a sociedade brasileira reciclasse todos os resíduos que são encaminhados aos lixões e aterros.
Atualmente, as cidades do país produzem 150 mil toneladas de lixo por dia, das quais 59% são destinadas aos lixões aos lixões e aterros. Em agosto, a Política Nacional de Resíduos Sólidos será sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova lei prevê, entre outros pontos, a participação das cooperativas de catadores no processo de gestão de resíduos.
Fonte: Portal Terra
28 julho, 2010 - 17:21h
Aprovada em 7 de julho no Senado, depois de tramitar por cerca de duas décadas, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é considerada um avanço no Brasil, país no qual as cidades produzem 150 mil toneladas de lixo por dia, das quais 59% são destinadas aos lixões. Em artigo publicado nesta quarta-feira (28), no jornal O Estado de S.Paulo, a pesquisadora, diretora e coordenadora da área de Meio Ambiente Urbano do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg, analisou os pontos positivos e negativos da nova lei.
"Entre os positivos eu destacaria, em primeiro lugar, o fato de que o texto aprovado é enxuto e enfatiza a redução, o reúso e o reaproveitamento. Em segundo lugar, o texto tem dez referências à participação das cooperativas de catadores no processo de gestão de resíduos. Há, inclusive, a previsão de financiamento para municípios que façam coleta seletiva com catadores, medida indutora do desenvolvimento das cooperativas", destacou Grimberg.
Segundo a pesquisadora, outro ponto positivo da PNRS diz respeito a proibição da importação de resíduos perigosos e rejeitos cujas características causem dano ao ambiente e à saúde. "Absurdo que a lei corrigiu", observou.
Elisabeth Grimberg também elogiou as metas e prazos inclusos na elaboração da PNRS, bem como o tratamento consorciado de resíduos, que permite a pequenos municípios planejarem conjuntamente a destinação. "O fato de a lei garantir remuneração ao Estado, caso ele tenha de se ocupar das atribuições relativas à logística reversa dos geradores, também é positivo", acrescentou.
Problemas
Os pontos negativos, na opinião da pesquisadora, são referentes aos artigos 9º e 33 da regulamentação. O primeiro "abriu possibilidades para a 'recuperação energética' dos resíduos, ou seja, a incineração".
Grimberg questiona a medida ao considerar o caráter tóxico da queima de lixo. Segundo ela, as cinzas devem ser destinadas a um aterro especial. "Mais um aspecto negativo: a análise do ciclo de vida do produto não foi incluída como um processo anterior à coleta. Seria a deixa para os fabricantes repensarem seus produtos, como o excesso de embalagens", pontua.
Sobre o artigo 33, que trata da logística reversa, Elisabeth Grimberg criticou o fato de o texto deixar a cargo dos geradores de resíduos (setor empresarial) a liberdade de escolha referente a execução do processo para produtos em que não há obrigatoriedade prevista na lei. "Se o gerador disser que não pode recolher um produto, por inviabilidade técnica ou econômica, a sociedade terá de aceitar", conclui.
Sanção
Segundo informações do Ministério do Meio Ambiente, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) deverá ser sancionada, por meio de um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento que está previsto para ser realizado em 2 de agosto. Nos dias que antecedem a possível sanção, todos os ministérios que têm relação com o tema deverão se manifestar, e caso haja propostas, elas serão encaminhadas para a Casa Civil
Fonte: Portal Terra
21 julho, 2010 - 15:15h
Parece coisa de desenho animado, onde o lixo é usado para mover carros e foguetes. Mas é a vida real: o que você joga fora hoje pode voltar para sua casa, conduzido por fios de eletricidade. No Brasil já existem alguns aterros com usinas que reaproveitam o lixo por meio da queima. Agora, os resíduos também poderão virar energia por meio de um reator de micro-ondas. E Matozinhos, no interior de Minas Gerais, será o primeiro no país a ter essa tecnologia. Para começar, a usina de tratamento de resíduos, que está sendo construída junto com o aterro, terá capacidade de 1,5 MW/h, o suficiente para abastecer 3.000 residências.
A tecnologia foi desenvolvida pelo brasileiro Luciano Prozillo, diretor da Micro Ambiental. "O lixo passa por um reator de micro-ondas que retira sua umidade, aumentando seu poder combustível. Depois, ele é compactado e se transforma em briquetes (tijolinhos), que são queimados, liberando o vapor que vai mover turbinas e gerar energia, que poderá ser usada pela prefeitura ou comercializada no mercado livre", explica.
O projeto de Matozinhos é feito em parceria com a Cavo Serviços & Meio Ambiente. De acordo com diretor comercial da empresa, João Carlos David, o aterro deve ficar pronto em agosto e a usina em outubro ou novembro deste ano. "Nós fazemos a instalação dos equipamentos, quando tudo estiver pronto, a Prefeitura de Matozinhos vai ter que realizar uma licitação para definir quem vai operar a usina".
Ganhos. A prefeitura pode fazer essa licitação ou vender briquetes diretamente para potenciais consumidores, como cimenteiras. A procuradora geral do município, Maria Sílvia Viana, explica que ainda isso não está definido. Entretanto, qualquer uma das opções trará impactos econômicos e ambientais muito positivos. "Com a comercialização de energia, teremos aumento na arrecadação de impostos sobre serviços, além disso, como a tecnologia vai reduzir a emissão de poluentes, vamos nos credenciar a receber ICMS ecológico", avalia.
O projeto recebeu investimentos de R$ 10 milhões. Os recursos vieram do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro), pois, com a implantação da usina de tratamento de lixo, os afluentes do rio das Velhas estarão protegidos da contaminação por chorume - líquido tóxico gerado na decomposição do lixo.
Fonte: http://www.otempo.com.br
29 junho, 2010 - 15:05h
Plásticos podem levar centenas de ano para serem degradados. Por isso garrafas e sacolas de plástico são um perigo para a vida selvagem, estrangulando e sufocando pássaros, mamíferos e peixes.
Além disso, plástico é caro para reciclar e requer um grande aporte energético, principalmente na separação dos diferentes polímeros nele presentes.
Agora Vila Ganpat Pol, do Laboratório Nacional Argonne, em Illinois (EUA), desenvolveu uma técnica para converter uma mistura de lixos plásticos em microesferas de fuligem, carbono resultante de combustão incompleta. As microesferas podem ser usadas em tintas, lubrificantes e pneus e até incorporadas em anodos de baterias de lítio.
Para criar as esferas, Pol fundiu uma mistura de plásticos em um reator a 700 ºC. Nessa temperatura, a pressão no reator chega a 34 atmosferas, ajudando a quebrar as ligações químicas entre os átomos de hidrogênio e carbono nas cadeias de polímeros dos plásticos. O gás hidrogênio foi sugado para fora do reator, deixando para trás microesferas de até 10 micrômetros de diâmetro.
Pol recentemente usou um processo similar para converter lixo plástico em nanotubos de carbono. No entanto, esse processo requeria o uso de um catalisador relativamente caro. A nova técnica, diz Pol, não requer nenhum catalisador.
Geoffrey Mitchell, um cientista de materiais na Universidade de Reading, no Reino Unido, afirma que o fato de o processo não precisar de catalisar é um avanço e que, se a técnica puder ser usada para reciclar a crescente quantidade de lixo plástico misturado de baixo valor, ela poderá ter um futuro promissor.
O estudo foi publicado no periódico “Environmental Science and Technology”.
Fonte: Folha.com
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