Arquivos da categoria: 'Tráfico ilegal'
3 setembro, 2010 - 15:57h
Ação ocorreu na área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Pescadores estavam armados e foram levados a Tabatinga, mas 2 fugiram.
Agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Amazonas apreenderam nesta semana cerca de 2 toneladas de peixe pirarucu e 140 tracajás capturados de maneira irregular em uma região onde vivem milhares de índios em situação de isolamento. A ação ocorreu no Vale do Javari, no oeste do estado, próximo à área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
De acordo com Fabrício Ferreira Amorim, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental do Vale do Javari, o material estava embalado e pronto para ser transportado ao município de Atalaia do Norte, de onde poderia ser levado a Manaus ou a Letícia, já na Colômbia, e de lá para Bogotá. Um quilo de pirarucu não sai por menos de R$ 15 e pode chegar a R$ 40.
Queimada causa nuvem gigante e ofusca satélite no Pará 'Restaurante canibal' alemão é invenção de campanha pelo vegetarianismo Rio com baixo nível de água ameaça abastecimento na Amazônia peruana Índios no Pará ganham direito a indenização por devastação em sua terra Agosto tem três vezes mais incêndios na comparação com mesmo período de 2009 Índice de desmatamento da Amazônia em julho segue tendência de queda Força Nacional é acionada para conter invasão em Anapu, no PA Operação resgata botos presos em rio assoreado na Bolívia
A identificação do crime ambiental foi possível graças a uma denúncia feita por indígenas Kanamary que moram no Alto Rio Itaquaí e viajavam em direção à Atalaia do Norte quando viram indícios da pescaria. Eles comunicaram o caso à agentes da Funai, que foram até a área para confirmar a irregularidade.
A apreensão foi realizada nesta quarta-feira (1º). Na quinta-feira (2), a fiscalização voltou ao local junto com representantes do Ibama e da Polícia Federal, segundo Amorim, para procurar os infratores. Nesta sexta-feira (3), agentes ainda trabalham na contagem dos peixes para saber o peso exato do material apreendido.
A equipe prendeu 4 pescadores, levados para Tabatinga, mas 2 conseguiram fugir. "Eles estavam armados e disseram ter ficado 19 dias na mata para a pescaria", explica Amorim. Indígenas das etnias Matis, Marubo, Kanamary e Tikuna participaram da equipe que fez a apreensão.
Conflito
A pesca irregular não representa a única ameaça ao meio ambiente da região, de acordo com Amorim. Segundo ele, a área é que apresenta maior densidade de povos indígenas em situação de isolamento ou recém-contatados em todo o mundo. "A população de isolados é tão grande que ela pode ser próxima ou maior do que a de índios contatados, que é de cerca de 4 mil pessoas", diz ele.
Amorim explica que grupos de indígenas isolados têm organismo vulnerável a algumas doenças comuns a quem mora nas cidades, como a gripe. Além disso, existe o risco de conflito entre pescadores e indígenas Korubo ainda não contatados, que passam a frequentar mais regiões próximas ao Rio Itaquaí durante o verão amazônico, segundo ele.
"Não é só o crime ambiental que os pescadores cometem, existe o potencial de um crime de genocídio. Fazemos um esforço para respeitar o isolamento, mas eles acabam com isso", diz.
"Os pescadores conhecem muito bem os rios na região. Eles eram antigos moradores mas tiveram de deixar a área depois da demarcação de terras indígenas", diz o funcionário da Funai. "Hoje, entram escondidos porque a região é muito atrativa e eles preferem se arriscar."
No ano passado, Amorim lembra de uma apreensão de 2,5 toneladas de pirarucu. "Mas é comum encontrarmos quantidades muito menores. Tem nos surpreendido a quantidade de peixes que estamos encontrando", diz ele.
Fonte: G1
27 agosto, 2010 - 10:08h
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) doa nesta sexta-feira (27) 65 mil metros cúbicos de madeira apreendida ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
O evento, que faz parte das comemorações dos três anos de criação do ICMBio, ocorre no Parque Nacional de Brasília (Água Mineral), às 10h, com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Na ocasião, serão lançados um plano para a revitalização do parque e diversas ações para a criação de novas reservas, proteção a espécies ameaçadas e concessão do direito de uso de cerca de 800 mil hectares para famílias.
Também será entregue, pela Superintendência do Patrimônio da União no DF, um terreno para a construção da sede do instituto, no Setor de Clubes Sul.
Fonte: Folha.com
4 agosto, 2010 - 16:22h
Projeto ajuda a proteger animais em períodos de desova.
Considerada a menor, espécie mede cerca de 4 cm ao nascer.
Funcionários da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará e do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, vinculado à Universidade Federal do Pará (UFPA), ajudaram a resgatar, no fim de semana passado, 44 filhotes de tartaruga que estavam em uma praia na Ilha da Marieta, no litoral paraense.
Os filhotes eram monitorados pelo Projeto Ecologia e Conservação de Tartarugas Marinhas no Litoral Paraense, que organiza um calendário com pescadores e moradores locais para proteger os animais em períodos de desova na praia.
Considerada a menor das tartarugas marinhas, a tartaruga-oliva tem cor cinza e mede cerca de 4 centímetros ao nascer. Os ninhos monitorados na Ilha da Marieta também tinham outras espécies, como a tartaruga verde e a de pente. Todas foram levadas ao mar em segurança.
Fonte: G1
4 agosto, 2010 - 16:09h
Policiais Militares Ambientais destruíram, nesta terça-feira (3), material de pesca apreendido durante ações de combate à pesca predatória na região de Governador Valadares (MG). Os objetos foram incinerados em uma fábrica do município.
Entre os objetos incinerados estão 473 redes de espera, cinco redes de arrasto, uma rede de tecido e 17 tarrafas. Segundo a polícia, a maior parte da mercadoria foi apreendida durante o período da piracema.
Fonte: G1
4 agosto, 2010 - 16:05h
Durante a safra da tainha no litoral sudeste-sul do Brasil que se iniciou no dia 15 de maio e terminou no sábado, dia 31 de julho, as ações de fiscalização do Ibama resultaram em mais de R$ 4 milhões em multas aplicadas. O principal alvo das ações foram embarcações que operam na modalidade de cerco e que receberam autorizações provisórias para a pesca da tainha de acordo com a Instrução Normativa Ibama nº 171, de 9 de maio de 2008.
Durante o período foram desenvolvidas as operações Tainha para Todos II, Tsunami e Ciclone, que incluíram o patrulhamento das águas marítimas territoriais, a fiscalização em portos de desembarque de pescado e sobrevoos, no litoral dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Foram inspecionadas 16 embarcações de cerco e 130 mil quilos de tainha. As principais irregularidades encontradas foram a pesca em local proibido (faixa de 5 milhas náuticas da costa de Santa Catarina e 10 milhas náuticas da costa do Rio Grande do Sul) e a pesca por embarcações não autorizadas.
As viagens de pesca de algumas das embarcações vistoriadas ainda estão sendo analisadas através dos registros do sistema de rastreamento por satélite de embarcações pesqueiras (PREPS) de forma a determinar possíveis irregularidades em suas operações, o que resultaria em novas autuações.
As operações foram conduzidas pelas Superintendências do Ibama em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul e pela Coordenação de Fiscalização e Operações em Brasília.
Fonte: Ibama
2 agosto, 2010 - 16:04h
Uma empresa de Belém comercializou ilegalmente 24 toneladas de barbatanas de tubarões, segundo documentação levantada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
O crime ambiental equivale ao abate de 280 mil desses animais, de acordo com cálculo da ONG Instituto Justiça Ambiental, que processa a empresa em R$ 1,38 bilhão pelos danos ambientais –ação civil pública protocolada na semana retrasada.
O valor cobrado à empresa Sigel do Brasil pode parecer alto. Mas, segundo Leandro Aranha, chefe da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama do Pará, "perto do impacto ambiental, com tubarões sumindo, é até muito pouco".
Editoria de Arte/Folhapress
Felício Ponte, procurador do Ministério Público Federal de Belém, afirma que a ação "tem grande chance de vencer", apesar da tradicional demora com recursos.
Além das multas que a empresa já sofreu via autos de infração do Ibama (que chegavam a cerca de R$ 200 mil), e da ação civil da ONG, o procurador quer abrir processo criminal. "É preciso verificar quais pessoas comandam a empresa", explica.
Os autos de infração do Ibama se referem à falta de documentos válidos para a atividade da empresa; à repetida ultrapassagem do limite mensal de captura, equivalente a uma tonelada de barbatanas; e também ao fato de que as carcaças dos animais correspondentes às barbatanas não foram apresentadas. Matar os tubarões só para retirar as barbatanas é proibido.
Aranha, do Ibama, afirma que a fiscalização faz parte de uma ofensiva na área que ocorre no último ano e meio. Mas a ação se concentrou na Sigel, processadora das barbatanas, por ser a principal exploradora do animal, explica Cristiano Pacheco, advogado e diretor da ONG.
Como sucesso anterior, ele cita ação já deferida de R$ 70 milhões no Rio Grande do Sul, aberta em 2008 e também envolvendo a exploração de tubarões. A multa ainda não foi paga, mas todos os bens ligados à empresa infratora (sem relação com a Sigel) estão sendo protestados, como já ocorreu com um automóvel e um apartamento.
ESPÉCIE AMEAÇADA
Entre as espécies de tubarão pescados pela Sigel está o grelha, ameaçado de extinção. No Rio Grande do Sul, foram citadas as espécies tubarão-anjo e o cola-fina.
"Os brasileiros precisam saber que a área costeira amazônica é a mais rica do país em biodiversidade marinha", diz Pacheco. Essa pesca descontrolada do tubarões,"topo de cadeia", completa, "coloca em colapso ecossistemas marinhos da região" e "vai contra o direito à vida de cada animal".
E o pior, segundo estima o diretor da ONG, é que essa seria só a ponta do iceberg. Ele estima que 70 vezes mais tubarões escapam da fiscalização do Ibama e são abatidos.
Também "não sabemos se empresas estejam passando a exportar por outros Estados", diz Aranha, do Ibama.
Procurada pela Folha, a Sigel afirmou que não vai se manifestar sobre o assunto.
Fonte: Folha.com/Ambiente
21 julho, 2010 - 14:07h
A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante quatro argentinos, um paraguaio e três brasileiros que tentavam caçar na região de Sinop, no Mato Grosso. Outros sete suspeitos também foram detidos. As prisões fazem parte da Operação Jaguar, que tem o objetivo de desmantelar uma organização criminosa com atuação nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, cuja principal atividade consiste no abate clandestino de animais de grande porte, principalmente onças-pintadas, pardas e pretas, no Pantanal e em outras regiões do País.
De acordo com a PF, os agentes também cumpriram 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Corumbá (MS). Os oito suspeitos presos em flagrante em Sinop portavam grande número de armas e munições de diversos calibres. As investigações tiveram início no ano passado após relatos do encontro de carcaças de onças em algumas fazendas na região pantaneira e do sumiço de felinos que estavam em monitoramento pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A PF, então, encontrou pessoas transportando em caminhonetes cães típicos para caça de grande felinos. Elas estavam acompanhadas do filho do "Caçador de Onça" - o mais famoso caçador de desses felinos no Brasil -, que se diz regenerado da fama e convertido ao trabalho pela preservação da espécie. As investigações apontaram que o conhecido caçador e seu filho aproveitavam a captura de onças para encoleirar os bichos para o programa Pró-Carnívoros, desenvolvido pelo Ibama, para acobertar a caça clandestina e predatória.
De acordo com a polícia, os caçadores chegam ao Pantanal por meio de aviões particulares, que pousam em fazendas da região equipados com modernas armas de caça. Nas fazendas utilizam os cães, normalmente cedidos por caçadores da região ou por fazendeiros que têm interesse em proteger o gado. Depois de tirar fotos dos animais abatidos, os caçadores destroem as carcaças. Há evidências que alguns "troféus" são levados até para o exterior, uma vez que a PF descobriu a frequente participação de um morador de Curitiba com conhecimento em taxidermia - arte de empalhar animais.
'Safári'
Ainda segundo a corporação, normalmente as caçadas são organizadas por um profissional que mora em Cascavel, também no Paraná. Pelos chamados "safáris", os clientes pagavam por animal abatido e, por um valor maior, tinham direito a pele, cabeça ou a todo o animal, que era empalhado em Curitiba. Os agentes não descartam a possibilidade do grupo participar de safáris na África, trazendo para o Brasil peles e partes de animais, inclusive marfim - cuja comercialização é proibida internacionalmente -, caçados na África.
Os suspeitos serão indiciados com base na Lei de Crimes Ambientais, como perseguir, caçar ou matar animais da fauna silvestre sem permissão, cuja pena varia entre seis meses e um ano; por porte ilegal de arma de fogo, cuja pena prevista é de até 4 anos de reclusão; e formação de quadrilha, com pena entre um e três anos.
Fonte: Paraná Online
19 julho, 2010 - 09:25h
|
|
Projeto de bibliotecas virtuais propõe participação do público universitário na edição de conteúdos
No dia 12 de agosto, o Instituto de Ciências Agrárias (ICA), campus regional de Montes Claros, receberá professores de escolas estaduais e municipais de Montes Claros e região para a aula inaugural de um curso gratuito de capacitação na área ambiental. Depois desse primeiro encontro, os demais módulos do curso serão oferecidos a distância, até o encontro final no Parque Estadual da Lapa Grande, em Montes Claros, onde os professores poderão aplicar o que aprenderem ao longo do curso.
A realização desse curso marcará o início da segunda fase de um projeto de extensão que vem sendo desenvolvido desde 2009 no ICA: o Bibliotecas Virtuais. Parte do programa Universidade Solidária, esse projeto mantém sites como o www.edubrasil.com.br, por meio do qual será oferecido o curso a distância. Como o próprio nome sugere, o objetivo principal do projeto é manter uma biblioteca atualizada para consulta online de trabalhos científicos e técnicos nas mais diversas áreas de conhecimento, além de fotos e espaço para troca de informações entre editores e o público.
Também integram o projeto os sites Ambiente em Foco, com temas relacionados ao meio ambiente de maneira geral, políticas públicas e outros temas atuais; Fauna Brasil, com informações sobre comportamento e bem-estar de animais silvestres e exóticos, e Zootecnia Brasil, na mesma linha, porém sobre animais domésticos; Brasil Atual, sobre agronegócio, economia, saúde humana e política; e Planeta Online, criado para atender outras áreas de conhecimento não atendidas pelas demais páginas.
Ampliar interação No entanto, a proposta de multiplicar o número de editores de conteúdo dos sites e, consequentemente, a interação entre eles, ainda não corresponde ao esperado: praticamente todo o conteúdo é atualizado pelo professor Délcio, que conta com o auxílio de três estudantes do ICA, sendo um bolsista e dois voluntários.
Segundo ele, são necessárias cerca de três horas diárias, de segunda a sexta, e seis horas aos sábados e aos domingos para manter os sites minimamente atualizados. As páginas recebem contribuições, ainda, de um voluntário da Universidade Federal de Viçosa (UFV), um da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e, mais recentemente, outro da Universidade Federal de Lavras (Ufla).
Mesmo que a participação do público na edição dos conteúdos ainda não seja satisfatória, o coordenador do projeto comemora o número de acessos dos sites ligados ao Bibliotecas Virtuais. No último mês de março, eles totalizaram cerca de 980 mil visitas, de internautas de mais de 40 países. Estados Unidos, Portugal, Angola, Moçambique, Itália, França, Alemanha, Rússia, Chile, Peru, Venezuela, México, China, Guatemala, Suíça, Japão e Austrália são alguns dos países que acessam os sites, o que representa 30% de suas visitas.
“O número de acessos só não é maior porque ainda não temos condição de atender todas as demandas do público em potencial, em termos de informação”, avalia Délcio. Segundo ele, para que os sites chegassem a um nível adequado de atualização seriam necessárias pelo menos cinco pessoas trabalhando diariamente em cada um deles.

(Assessoria de Comunicação do ICA)
Segundo o coordenador do Bibliotecas Virtuais, professor Délcio César Cordeiro Rocha [foto], a ideia é que os conteúdos sejam postados e atualizados por grupos de estudos das diversas universidades brasileiras, por meio de login e senha próprios. Assim, além de trabalhos científicos e técnicos, cada grupo pode divulgar eventos e outras informações de interesse nos sites. Para conseguir o login e a senha, os interessados devem entrar em contato com o professor Délcio pelo e-mail universidadesolidaria@yahoo.com.br. “Preciso saber qual o tipo de informação a pessoa pretende postar para direcioná-la ao site mais adequado entre os disponíveis”, explica.
Por: Juliana Paiva
Fonte: UFMG
www.universidadesolidaria.com.br
|
16 julho, 2010 - 14:55h
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) só conseguiu receber o dinheiro de 0,2% das multas que aplicou de janeiro a outubro de 2009, revela o Tribunal de Contas da União.
O problema está se acentuando mesmo com a queda no número de autuações por ano, tendência registrada de 2008 até agora. Em 2005, o governo tinha conseguido receber o pagamento de 1% do total de multas aplicadas.
O Ibama está no topo da lista nacional dos piores arrecadadores. Dos R$ 23,8 bilhões devidos por credores da União, 64% são multas ambientais, aplicadas pelo órgão, que não foram pagas.
Desde 2009, o Ibama tem concentrado sua ação de fiscalização nos grandes infratores. Num primeiro momento, a estratégia fez cair em 25% o número de autuações e o montante total das multas aplicadas. A soma das multas de 2008 é R$ 724,2 milhões maior que a de 2009.
LACUNA MINEIRA
O principal responsável pela queda na arrecadação em 2009 foi Minas Gerais, onde foi cancelado o convênio com a Polícia Militar. O Estado aplicou 6.200 multas a menos com o fim da parceria. "A máquina [em Minas] estava em colapso. Passamos a focar as ações de maior escala em todo o país porque o objetivo é a dissuasão", diz Bruno Barbosa, diretor de fiscalização do Ibama.
Diante da nova política, podem deixar de ser alvos prioritários do órgão colecionadores caseiros de animais silvestres sem registro e até os 869 assentamentos da reforma agrária que contribuíram com o desmate verificado durante o ano passado na Amazônia Legal.
PUNIÇÃO EXEMPLAR
A fiscalização do órgão diz acreditar que, ao fazer grandes operações e aplicar multas mais pesadas, intimida os pequenos infratores. Essa estratégia está concentrada na Amazônia, que acumulou 74% do total de R$ 7,5 bilhões em multas aplicadas nos últimos dois anos por poluição, degradação e infrações contra fauna e flora.
Nesse período, fiscais assinaram 52,6 mil autuações em todo país, sendo 20,8 mil delas (39,6%) na Amazônia.
No ano passado, o Pará apareceu nas planilhas do Ibama como o campeão em multas, tanto em números de autos de infração quanto de autuações de maior valor. O resultado foi impulsionado da Operação Boi Pirata 2, que concentrou ações no município de Novo Progresso, área de intenso desmatamento.
Na empreitada, foram apreendidas cerca de 800 cabeças de gado criadas em uma área de proteção ambiental de um único dono. O gado foi doado aos governos dos de Mato Grosso, Bahia e Pará, que se responsabilizaram pelo deslocamento e distribuição dos bois a beneficiários de programas sociais.
Fonte: Folha.com
14 junho, 2010 - 16:17h
O Nepal está investigando a caça ilegal de rinocerontes no país após a morte de 28 desses animais nos últimos 11 meses, informou nesta segunda (14) um funcionário do governo.
O primeiro-ministro, Madhav Kumar, e o ministro das Florestas, Deepak Bohara, reuniram os chefes da polícia, do exército e de órgãos do meio ambiente para traçar estratégias para segurar a caça.
Rinocerontes são protegidos pelo governo e as florestas onde vivem são áreas de conservação. Forças de segurança são responsáveis por protegê-los.
Mas a instabilidade política no Nepal tem resultado no constante redirecionamento dessas forças para áreas urbanas.
Os rinocerontes indianos são nativos do norte da Índia e sul do Nepal. Apenas 200 existiam antes que medidas duras de preservação entraram em vigor no século 20.
Agora existem cerca de 2.500 rinocerontes na região, embora a caça ilegal ainda seja um problema sério.
Na última contagem, realizada em 2008, foram encontrados 435 rinocerontes no Nepal.
O rinoceronte indiano é o segundo maior de cinco espécies vivas, pesando até 2.700 quilogramas, com 1,8 metros de altura e 3,7 metros de comprimento.
Fonte: Folha.com
10 junho, 2010 - 10:36h
Pescador diz que chega a matar entre 100 e 200 animais por mês.
Atividade é considerada crime ambiental, mas não há fiscalização.
Usada como isca para pescar o piracatinga, peixe muito consumido na Colômbia, a carne de boto é tão procurada na Amazônia que existem matadores de aluguel contratados para caçar estes animais. O crime encomendado virou comércio para um produto de exportação.
Um pescador que prefere não se identificar diz que deixou um emprego para se tornar matador de botos. "Matamos cerca de 100 ou 200 botos por mês. Puxamos o animal para dentro da canoa e matamos com facão, cassetete, essas coisas", diz ele.
Segundo o matador, quem contrata o serviço busca o comércio de órgãos do animal, como olhos e partes reprodutivas. A carne também é usada para pescar o piracatinga.
A preocupação com os botos da Amazônia levou o pesquisador português do Programa Botos no Pará, Antônio Migueis, a investigar o comércio do piracatinga. "O peixe vai para a Colômbia e para os Estados Unidos, onde é usado como aperitivo em restaurantes", explica Migueis.
Operação encontra trabalhadores alojados em estábulo de fazenda no Pará Mato Grosso tem nove das dez cidades com maior desmatamento detectado Inpe detecta 103,5 km² de desmatamento em março e abril na Amazônia Projeto quer recuperar pesquisas ainda não publicadas sobre a Amazônia Pesquisa revela espécies novas e raras em florestas da Calha Norte, no PA
Já a especialista em botos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Vera da Silva, estuda o animal da região de Mamirauá, no Amazonas. "Temos percebido que cada vez mais há uma diminuição do número de botos na área", diz ela.
Com redução confirmada no número de botos e perto do maior mercado consumidor de piracatinga, a região de Mamirauá concentra os casos de matadores de aluguel para o animal. Mas denúncias do pesquisador português Antônio Migueis mostram que o mesmo problema ocorre perto de Santarém, no Pará. "O boto sempre foi considerado importante para o folclore e para a cultura da região e agora ele está sendo utilizado como isca", diz Vera.
A matança de botos nos rios da floresta é considerada crime ambiental. Há dez dias, o Globo Amazônia reportou que agentes no Brasil não conseguem fiscalizar a atividade ilícita no país. No início de maio, moradores no Peru relataram ter encontrado 200 botos mortos nos últimos dois anos. Há cerca de um ano, outra reportagem mostrou como funciona a venda de olhos de boto-cor-de-rosa como amuletos em mercados do Norte do Brasil.
Fonte: G1
10 junho, 2010 - 10:12h
A produção de madeira na Amazônia caiu pela metade entre 1998 e 2009, de 28,3 milhões de m3 para 14,2 milhões de m3, afirma um levantamento divulgado hoje pelo SBF (Serviço Florestal Brasileiro) e pela ONG Imazon.
Esse novo raio-X da atividade madeireira na Amazônia Legal aponta um trio de causas que teriam ajudado a desencadear a mudança. Uma delas é a substituição da madeira da floresta por outros materiais, como forros de PVC e madeiras plantadas, como a de eucalipto.
Outro fator é o aumento de operações contra o desmatamento e o comércio ilegal de madeira, que foram de 20 em 2003 para 160 em 2007.
E, como era de se esperar, a crise econômica também afetou o setor no ano passado. O faturamento bruto das madeireiras amazônicas foi de R$ 4,9 bilhões em 2009, contra R$ 6,7 bilhões.
"Acho que parte da queda pode ser explicada mesmo pela crise econômica, mas o resultado geral mostra que as políticas públicas estão começando a dar seus primeiros resultados", afirma Antonio Carlos Hummel, diretor-geral do SBF e coautor do levantamento. Além da fiscalização direta, diz Hummel, o acesso a sistemas eletrônicos de monitoramento, como o GPS, também facilitou o controle do desmate.
O diretor do SBF afirma que ainda não há dados referentes a este ano. O esperado é que a demanda por madeira tenha aumentado, graças ao crescimento da economia nos últimos meses.
"A pressão sobre a floresta é muito influenciada pelo ritmo da construção civil, então o aumento do PIB realmente pode alterar esse quadro. É preciso estar preparado para isso", adverte Hummel.
DEMANDA NACIONAL
O relatório também deixa claro que o consumo interno, e não nações desenvolvidas supostamente sedentas por madeira, é que fazem rodar a exploração madeireira na Amazônia, em grande medida. Quase 80% da madeira amazônica abastece o mercado brasileiro, em especial o de São Paulo e o de outros Estados do Sudeste.
Ao mesmo tempo em que a produção total caiu, os dados do levantamento sugerem que a participação das toras brutas, ou seja, madeira não processada e sem valor agregado, aumentou de 63% para 72% do volume negociado pelas madeireiras amazônicas. Nesse ponto, porém, Hummel diz que a tendência deve se inverter, com um aumento paulatino do grau de beneficiamento da madeira na região.
Entre os Estados amazônicos, 43% da receita gerada por atividades madeireiras corresponde ao Pará. Mato Grosso vem em seguida, com 33%, e Rondônia é o terceiro, com 13% do valor total.
Fonte: Folha.com
25 setembro, 2009 - 12:53h
Para combater o desmatamento do Cerrado, que já teve cerca de 48% de sua cobertura vegetal original destruída, foi desmontada nesta quinta-feira (24) mais uma carvoaria ilegal, na Fazenda Buritizal, região de Cristalina (GO), a cerca de 100 km de Brasília.
A operação, realizada pelo Ibama, MMA e Polícia Militar Ambiental de Goiás, destruiu 19 fornos que utilizavam vegetação nativa do bioma, e contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e do assessor especial do MMA, José Maurício de Brito Padrone. A ação foi organizada pelo coordenador de operações do Ibama, Roberto Cabral, e contou com o apoio de vinte e dois policiais ambientais.
Houve ainda apreensão do trator utilizado na produção clandestina, aplicação de multa e embargo da área. A carvoaria funcionava desde 2005 e estava com a licença vencida há dois anos. O responsável, Sebastião Brandão, foi encaminhado à delegacia para ser indiciado por crime ambiental e pode pegar uma pena de um a seis meses de prisão.
No local, eram produzidos cerca de quatro caminhões de carvão por semana. O desmatamento observado na área chegava a cem hectares por ano, o equivalente a cem estádios de futebol. Árvores importantes da vegetação nativa, como aroeira, sucupira, pau-ferro e barbatimão foram encontradas nos fornos.
Carlos Minc disse que a partir de agora serão realizadas e intensificadas operações semelhantes às que ocorrem na região amazônica. "Precisamos defender o Cerrado, que tem a mesma importância da Amazônia, pois este bioma é o berço das águas, e para isso vamos combater a impunidade ambiental", acrescentou.
Ele afirmou que haverá a implementação de barreiras e entrocamentos para fiscalização de caminhões e cargas, bem como o corte de crédito para os produtores que estiverem em situação ilegal, tanto na questão fundiária como ambiental.
O ministro explicou a dinâmica de devastação que vem acontecendo no bioma. Primeiro são retiradas as madeiras de lei, depois as outras espécies são utilizadas para fazer carvão e, em seguida, há as queimadas para a formação de pasto e criação ilegal de gado.
"A partir de agora vamos fazer um planejamento com órgãos ambientais estaduais para começar a exigir a certificação ambiental do carvão, bem como promoção de campanhas para que os varejistas e consumidores comprem um produto de origem conhecida", completou.
Minc afirmou ainda que, em parceria com a Embrapa, o MMA vai investir cerca de U$10 milhões de dólares - doados por outros países em prol da conservação da biodiversidade brasileira - na recuperação de solos em áreas degradadas.
Ele também defendeu a implementação de alternativas econômicas ao desmatamento no Cerrado, como o pagamento por serviços ambientais e plano de manejo florestal adequado nas propriedades.
Recentemente foi divulgada pelo MMA uma lista com os estados que mais desmatam o cerrado, dentre eles o Maranhão, Mato Grosso e Bahia. O ministro disse que nos 60 municípios onde há maior incidência de desmatamento haverá o controle do crédito e barreiras de fiscalização.
Esta foi a terceira operação de fiscalização e combate ao desmatamento realizada no bioma. A primeira foi em uma fazenda de soja na Bahia e a outra em assentamento no estado de Goiás. As multas por crime ambiental podem chegar a R$ 50 mil, e em alguns casos a 10 milhões de reais. A pena aplicada pode ser de até 3 anos de prisão.
Fonte: Carine Corrêa/ MMA
Anteriores