Arquivos da categoria: 'Aquáticos'
6 setembro, 2010 - 16:04h
Localidades decretaram emergência.
Defesa Civil emitiu estado de alerta para 25 cidades.
A seca do Rio Solimões e seus afluentes Purus e Juruá deixou quatro municípios do Amazonas isolados por via fluvial, como informa a Agência Estado. Envira, Benjamim Constant, Itamarati e Canutama, todas na região oeste do estado, têm estoque de alimentos, água e gasolina para só mais 15 dias.
Pelo menos 70 comunidades rurais desses municípios se encontram sem água potável - e sem chuvas - desde o mês passado. Os municípios decretaram estado de emergência. A Defesa Civil estadual, contudo, emitiu um estado de alerta para a seca que atinge severamente, além desses quatro, outros 25 municípios. O governo deve iniciar nesta semana o envio de alimentos e água para as cidades atingidas.
Peru
O desabastecimento é um problema que já ameaçava as comunidades do transcurso do Solimões no Peru. Ali, o nível da água no rio é o mais baixo desde 2004, ano com o menor registro histórico no nível de água até então, segundo informe técnico elaborado pela Defesa Nacional do país.
"O transporte de produtos de primeira necessidade não está chegando de maneira regular. Em condições normais, demora-se de 12 a 15 dias, mas agora o tempo duplicou", disse Robert Falcón, chefe regional da Defesa Nacional, para o jornal peruano "El Comercio". "Isso faz crescer a especulação e os preços dos alimentos sobem."
Fonte: G1/Amazônia
6 setembro, 2010 - 16:00h
Cascudo tem dentição específica para se alimentar desse material.
Exemplares encontrados em expedição ainda serão descritos formalmente.
Cientistas identificaram uma nova espécie de peixe que se alimenta de madeira, em expedição realizada entre 21 de julho e 3 de agosto deste ano. A descoberta foi feita durante o projeto "Revisão da Fauna Aquática no Parque Nacional do Alto Purus", financiado pela Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, na Amazônia peruana.
A expedição marcou a terceira etapa de um estudo feito durante três anos para documentar a vida aquática dos departamentos de Ucayali e Madre de Dios, nas cabeceiras dos Rios Yurúa e Purus, no Peru.
Integrante da equipe de cientistas da expedição, o brasileiro Paulo Petry, professor associado do departamento de ictiologia no Museu de Zoologia Comparada da Universidade Harvard, nos EUA, explica que os exemplares encontrados da espécie são os primeiros que permitirão a retirada de tecidos para fazer análises genéticas.
"A descrição formal da especie deverá sair em dezembro na revista 'Copeia' e está sendo feita por três colegas especialistas", diz Petry, que também é cientista da organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC).
O peixe identificado é de uma nova espécie de panaque, um tipo de cascudo que come madeira, segundo Petry. "O grupo tem dentes em forma de colher, que são adaptados a raspar os troncos de árvores que caem nos rios. Este padrão de dentição é único a este grupo que consome madeira", diz ele.
Petry explica que existem cerca de 12 espécies de cascudos que comem madeira, distribuídos em grandes bacias hidrográficas na América do Sul. "Várias delas são endêmicas e têm uma distribuição relativamente restrita. A espécie que coletamos é a de maior porte que se conhece, chegando a 70 cm de comprimento. No Peru, a chamam de carachama gigante", conta Petry.
Indígenas na região do Purus já conheciam o peixe, segundo o professor. "Eles o chamam de ishgunmahuan no idioma sharanahua", diz.
"Os primeiros exemplares foram encontrados na região oeste da Amazônia peruana há alguns anos e eram somente as carapaças ósseas externas. Não haviam sido encontrados exemplares vivos."
Fonte: G1/Amazônia
3 setembro, 2010 - 15:57h
Ação ocorreu na área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Pescadores estavam armados e foram levados a Tabatinga, mas 2 fugiram.
Agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Amazonas apreenderam nesta semana cerca de 2 toneladas de peixe pirarucu e 140 tracajás capturados de maneira irregular em uma região onde vivem milhares de índios em situação de isolamento. A ação ocorreu no Vale do Javari, no oeste do estado, próximo à área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
De acordo com Fabrício Ferreira Amorim, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental do Vale do Javari, o material estava embalado e pronto para ser transportado ao município de Atalaia do Norte, de onde poderia ser levado a Manaus ou a Letícia, já na Colômbia, e de lá para Bogotá. Um quilo de pirarucu não sai por menos de R$ 15 e pode chegar a R$ 40.
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A identificação do crime ambiental foi possível graças a uma denúncia feita por indígenas Kanamary que moram no Alto Rio Itaquaí e viajavam em direção à Atalaia do Norte quando viram indícios da pescaria. Eles comunicaram o caso à agentes da Funai, que foram até a área para confirmar a irregularidade.
A apreensão foi realizada nesta quarta-feira (1º). Na quinta-feira (2), a fiscalização voltou ao local junto com representantes do Ibama e da Polícia Federal, segundo Amorim, para procurar os infratores. Nesta sexta-feira (3), agentes ainda trabalham na contagem dos peixes para saber o peso exato do material apreendido.
A equipe prendeu 4 pescadores, levados para Tabatinga, mas 2 conseguiram fugir. "Eles estavam armados e disseram ter ficado 19 dias na mata para a pescaria", explica Amorim. Indígenas das etnias Matis, Marubo, Kanamary e Tikuna participaram da equipe que fez a apreensão.
Conflito
A pesca irregular não representa a única ameaça ao meio ambiente da região, de acordo com Amorim. Segundo ele, a área é que apresenta maior densidade de povos indígenas em situação de isolamento ou recém-contatados em todo o mundo. "A população de isolados é tão grande que ela pode ser próxima ou maior do que a de índios contatados, que é de cerca de 4 mil pessoas", diz ele.
Amorim explica que grupos de indígenas isolados têm organismo vulnerável a algumas doenças comuns a quem mora nas cidades, como a gripe. Além disso, existe o risco de conflito entre pescadores e indígenas Korubo ainda não contatados, que passam a frequentar mais regiões próximas ao Rio Itaquaí durante o verão amazônico, segundo ele.
"Não é só o crime ambiental que os pescadores cometem, existe o potencial de um crime de genocídio. Fazemos um esforço para respeitar o isolamento, mas eles acabam com isso", diz.
"Os pescadores conhecem muito bem os rios na região. Eles eram antigos moradores mas tiveram de deixar a área depois da demarcação de terras indígenas", diz o funcionário da Funai. "Hoje, entram escondidos porque a região é muito atrativa e eles preferem se arriscar."
No ano passado, Amorim lembra de uma apreensão de 2,5 toneladas de pirarucu. "Mas é comum encontrarmos quantidades muito menores. Tem nos surpreendido a quantidade de peixes que estamos encontrando", diz ele.
Fonte: G1
1 setembro, 2010 - 15:59h
Uma gigantesca água-viva venenosa e com tentáculos que podem alcançar o mesmo comprimento de uma baleia azul (30 m) pode ter se tornado em um inesperado defensor do oceano. Um recente estudo indica que a água-viva juba de leão (Cyanea capillata) se tornou uma boa predadora do ctenóforo Mnemiopsis leidyi, um animal transparente e voraz invasor de diversos mares. As informações são do site da revista New Scientist.
A água-viva juba de leão pode chegar a 2,5 m de largura, mas é um dos animais mais compridos de todos os tempos. O estudo do Instituto de Pesquisa Marinha, em Bergen, na Noruega, e da Universidade de Gothenburg, na Suécia, indica que o ctenóforo - que é nativo do oeste do Atlântico - já pode ser encontrado no Mar do Norte e no Báltico.
Esse animal se alimenta de plâncton e devasta suas populações nas regiões invadidas, o que diminui drasticamente a quantidade de peixes que comem o plâncton. Como qualquer espécie invasora, o Mnemiopsis leidyi parecia não ter predadores, até agora.
Os tentáculos da água-viva são cobertos com pequenas células com perigosas toxinas que podem paralisar a vítima e que ainda causaram paradas cardíacas em testes em ratos de laboratório. Humanos geralmente têm reações menos intensas, a não ser que sejam alérgicos ou recebam muita toxina. Teoricamente, uma grande quantidade de protetor solar já ajuda a evitar maiores danos.
Mas a grande vantagem está no tamanho dos tentáculos, que conseguem pegar pequenos peixes e até outras águas-vivas de grande porte. Com essa capacidade, o "monstro" acabou se tornando um protetor dos mares ao caçar o ctenóforo invasor. Contudo, o estudo indica que esses animais conseguem escapar 90% das vezes do predador, mas sofrem danos no processo e sucumbem a repetidos ataques.
Fonte: Portal Terra
1 setembro, 2010 - 15:56h
límulo, mais conhecido como caranguejo-ferradura, é mais uma espécie que passa a correr risco de extinção com as mudanças climáticas na Terra. Animais de porte maior passaram a caçá-los com o sumiço de espécies que costumavam ser suas presas. Além disso, sofrem com o aumento da pesca em regiões na quais vivem. As informações são da Discovery News.
Equipe do Instituto de Vistorias Geológicas dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) visitou locais em que caranguejos-ferradura vivem e encontraram ligações entre as mudanças de clima e o declínio do número de caranguejos vivos.
Os caranguejos-ferradura, além de límulo, também são conhecidos como fósseis vivos, por seu formato, e são uma das espécies mais antigas vivas no planeta. Praticamente não mudaram desde que surgiram há 400 milhões de anos. Vivem na Ásia e nas Américas.
Um dos motivos, segundo cientistas, para tanto tempo de sobrevivência é a genética da espécie. Porém, este novo estudo do USGS mostra que esta falta de evolução traz prejuízos, que culminam na falta de adaptação ao clima atual.
Além deste problema, o crescimento do nível do mar faz com que os caranguejos-ferradura vivam em comunidades isoladas, diminuindo o poder de evolução conjunta.
Fonte: Portal Terra
30 agosto, 2010 - 15:32h
Um estudo realizado pela estudante do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas, UFAM, Angélica Maia Vieira, analisou a relação entre o povo indígena Paumari, que habita o sul do Amazonas, com o universo fluvial.
Com o tema "Índios fluviais: os Paumari e sua relação com o mundo aquático", a pesquisa foi desenvolvida entre julho de 2009 e agosto de 2010. Foram destinados cerca de R$ 4 mil por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).
"Procuramos estudar o padrão de residência, aspectos cosmológicos, grafismo e etc. Mas todos relacionados ao universo aquático", disse a pesquisadora. Para o levantamento foram utilizadas fontes etnográficas e documentais.
O estudo revelou aspectos que comprovam a relação dos indígenas com o mundo aquático, como a utilização de balsas flutuantes e ocupação dos rios, lagos e várzeas. Para eles os elementos aquáticos não eram apenas fonte de alimento, de acordo com Angélica, "todo o cotidiano Paumari está intimamente relacionado com as águas: pintura corporal, produção de cestarias, atribuição de identidade humana, mitos e rituais que expressam visivelmente esta relação", afirmou.
*Fonte: Portal Ambiental com informações da Agência Fapeam.
25 agosto, 2010 - 15:17h
O derretimento de extensões glaciares ao redor do mundo acelerou nos últimos anos em razão do aquecimento global, de acordo com especialistas que se reuniram recentemente em um simpósio internacional na Universidade Estadual de Ohio (OSU), nos Estados Unidos.
Quando o climatologista Lonnie Thompson voltou para um local de investigação sobre uma calota de gelo do Peru em 2007, ele foi surpreendido por aquilo que ele não viu. Um lago que se desenvolveu na década de 1980 e estava lá em 2006 tinha desaparecido. As geleiras se retraíram de tal forma que a água foi drenada para para um vale inferior, inundando-o.
"Acho que vamos ter de sair deste planeta para a glaciologia ter um futuro", alertou o pesquisador do Byrd Polar Research Center durante o evento. A próxima surpresa veio em julho deste ano, quando ele e um grupo de investigadores da OSU estiveram na maior geleira da Papua Nova Guiné para coletar amostras do núcleo de gelo.
Em vez de neve, chuva caía sobre a tripulação. "Essa é a parte assustadora: as surpresas e as coisas que você não entende", relatou Thompson.
Cerca de 100 pessoas de 15 países participaram recentemente do simpósio da Sociedade Internacional Glaciológica. A sociedade reúne-se de três a cinco vezes por ano para compartilhar ideias e histórias sobre pesquisas e geleiras, informou a diretora do Byrd Polar Research Center, Ellen Mosley-Thompson, ao jornal The New York Times.
O geólogo e especialista em clima da OSU, Jason Box, destacou que reunir a "pequena comunidade" de investigadores de geleiras em uma base regular é fundamental para manter a conversa sobre o desaparecimento das calotas polares. "Toda a ciência mudou na minha curta carreira. É tão rápido que nem mesmo os cientistas conseguem acompanhar estas mudanças", justificou.
Aquecimento
O tema desta semana foi o desaparecimento do gelo, um assunto oportuno, uma vez um grande pedaço da geleira de Petermann, na Groenlândia, rompeu há quase duas semanas. Box antecipou o destino da geleira em 2009 e deixou duas câmeras no local para capturar a perda. Ele voltará ao local no sábado, 28 de agosto, para recuperar as imagens e fazer um filme.
Segundo Lonnie Thompson, o desaparecimento do gelo pode ser atribuído ao aquecimento global, que tem sido mais acentuado por conta do aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
Para o cientista Paolo Gabrielli, que também viajou para a geleira na Papua-Nova Guiné, ao mesmo tempo em que a calota polar derrete, a história do planeta vai com ela.
Fonte: Portal Terra
23 agosto, 2010 - 10:17h
Por isso, projeto de recolhimento da Prefeitura de Porto Alegre aumenta número de pontos de coleta.
Depois de integrar o preparo de muitos pratos da alimentação do brasileiro, o óleo de fritura se torna um problema para o meio ambiente. Com alto poder contaminante, é alvo de um projeto de recolhimento da Prefeitura de Porto Alegre, que está aumentando o número de pontos de coleta.
Cada litro de óleo pode contaminar até um milhão de litros de água. No município, cada habitante consome em média um litro de óleo de cozinha por mês. Boa parte deste volume vai pelo ralo da pia ou no vaso sanitário, tendo como destino final as fontes de captação de água.
- Além de provocar o entupimento das tubulações, provoca a poluição hídrica e, sendo óleo, uma substância de não se mistura com água, também forma uma película que impede a entrada de oxigênio nos recursos hídricos - diz a coordenadora do projeto de entrega de óleo de fritura, Marisa Power.
Foi para reduzir esse impacto que a Prefeitura criou em 2007 o projeto de entrega de óleo de fritura, e instalou pontos de coleta em mais de 140 locais na cidade. Atualmente, são entregues 14 mil litros por mês. Para aumentar esse volume, é preciso conscientização.
- Reciclando ele, nós estamos fazendo a destinação adequada, evitando a poluição hídrica, a contaminação do meio ambiente e também transtornos à população - defende Marisa.
O óleo é recolhido gratuitamente nos postos de coleta e purificado por uma empresa que vende o produto para usinas de biodiesel. Tudo é feito sem processos químicos e com muitos cuidados como o tratamento de efluentes, já que 40% do que chega está misturado com água e resíduos de alimentos. São processados 140 mil litros de óleo por mês, mas há espaço para muito mais.
- Embora a gente esteja fazendo um trabalho de conscientização, nós estimamos que estamos recolhendo em torno de 20% do óleo descartado no Estado - avalia o supervisor de logística Paulo Roberto Lobato.
Na área rural de porto alegre, a Associação dos Pescadores e Piscicultores do Extremo Sul também aposta na reciclagem. Além do pescado, a agroindústria da associação produz bolinhos de peixe, vendidos para a merenda escolar e também em um quiosque no centro da cidade. O óleo utilizado na fritura dos bolinhos está sendo armazenado e vai se transformar em biodiesel para abastecer os barcos. A preocupação com o descarte correto do óleo é grande.
- Cada litro que é despejado, que vai cair na Lagoa dos Patos, prejudica demais a produção do pescado. A gente tem sentido isso ao longo dos anos - diz o presidente da associação, Roberto Superti.
Fonte: Canal Rural
20 agosto, 2010 - 14:41h
O embargo decidido pela União Europeia (UE) sobre os produtos derivados de focas entra em vigor nesta sexta-feira (20), tal como previsto, afirmou Maria Kokkonen, uma porta-voz da Comissão Europeia.
A caça de focas realizada tradicional e principalmente no Canadá, é criticada e considerada um massacre por muitos grupos de defesa animal.
No entanto, como disse hoje a porta-voz da UE, o embargo não vai se aplicar a grupos que moveram ações contra a decisão por enquanto, "até que a Corte Geral tenha a oportunidade de ouvir todas as partes envolvidas".
Nesta quinta-feira (19), uma organização de inuits (esquimós) do Canadá afirmou que a Corte Europeia de Justiça tinha suspendido o embargo. Kokkonen havia dito ontem simplesmente que "a Corte não se reúne neste momento".
A UE apenas autoriza a venda "com fins não lucrativos" de produtos derivados da pesca tradicional praticada pelas comunidades inuits, lembrou a porta-voz.
Os países da União Europeia decidiram em julho de 2009 proibir o comércio de produtos derivados das focas, apesar das ameaças do governo canadense de apresentar uma ação diante da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O embargo acontece na ocasião da abertura da temporada de caça de 2010. O fechamento dos mercados da UE soma-se a embargos decretados anteriormente por Estados Unidos e México, principais sócios comerciais do Canadá.
Fonte: Folha.com
20 agosto, 2010 - 14:36h
A apenas 600 metros da Grande Barreira de Corais, o maior recife de corais do mundo, localizado nas águas da Austrália, encontra-se um recife menos espetacular, mas muito mais mais antigo.
A primeira pista da existência desse recife apareceu em 2007, quando medições sísmicas e de sonares revelou estranhas lagoas e formações montanhosas no leito do mar.
As medições foram confirmadas em fevereiro deste ano, quando uma equipe internacional extraiu 34 núcleos de sedimento desses locais no fundo do mar, revelando um recife de corais fossilizado que penetra 110 metros sob o leito do mar.
SXC
Grande Barreira de Corais (Austrália), maior recife do mundo; cientistas acharam fóssil que pode ter originado a barreira
Datação preliminar desses núcleos indica que o coral tem cerca de 169 mil anos.
"Esta é a tataravó da Grande Barreira de Corais", disse John Pandolfi, da Universidade de Queensland.
Segundo ele, trata-se de uma importante descoberta que deve trazer novas informações sobre a formação de recifes de corais.
Acreditava-se que a Grande Barreira de Corais encontra-se assentada sobre um recife morto e mais velho. Mas 110 metros abaixo do recife vivo há apenas rochas.
Corais precisam de luz para viver, e Pandolfi agora pensa que, quando o nível do mar subiu na última Era do Gelo, ele ameaçou eliminar a iluminação do recife antigo. Por causa disso, algumas larvas teriam populado águas mais rasas e semeado o recife hoje existente.
A descoberta do fóssil foi divulgada por Jody Webster, da Universidade de Sydney, em uma conferência na Alemanha em julho.
Fonte: Folha.com
18 agosto, 2010 - 14:02h
Um aumento dramático nas temperaturas do oceano próximo à província de Aceh, na Indonésia, causou a morte de grandes áreas de corais. Cientistas temem que as consequências possam ser muito maiores do que imaginado inicialmente e uma dos piores na história da região.
O branqueamento das corais - por causa da remoção das algas de dentro de seus tecidos por conta de altas temperaturas - foi registrado pela primeira vez em maio depois de um aumento repentino nas temperaturas no Mar Andaman, entre a ponta norte da Ilha de Sumatra até a Tailândia e Mianmar.
Uma equipe internacional de cientistas estudando o processo de branqueamento descobriu que 80% de algumas espécies havia morrido desde a primeira avaliação em maio.
Espera-se que mais colônias de corais morram nos próximos meses, o que poderia ser um desastre para as comunidades locais que dependem dos recifes para alimento e dinheiro proveniente do turismo.
"Minha previsão é que o que estamos observando em Aceh, que é extraordinário, são índices de mortalidade semelhantes ocorrendo em todo o mar Andaman", disse Andrew Baird da University Cook em Townsville, no estado australiano de Queensland.
Caso isso aconteça, seria o pior branqueamento já registrado na região.
O processo também se insere no padrão de condições climáticas extremas, desde ondas de calor a inundações, que atingiram diversas regiões do mundo neste ano.
Entre abril e final de maio, as temperaturas na superfície do mar Andaman aumentaram para 34°C, 4 graus acima da média histórica, segundo o site Coral Hotspots da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (Noaa) dos EUA.
Fonte: G1
11 agosto, 2010 - 11:49h
Animais foram coletados até 2009 e divulgados nesta semana.
Espécies ainda aguardam publicação em revistas científicas.
Pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi, referência em pesquisa científica na Amazônia, descobriram pelo menos três novas espécies de peixes no bioma. A divulgação das espécies ocorreu nesta semana, mas os animais foram coletados em 2009 ou em anos anteriores. As descobertas foram feitas por alunos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Os trabalhos tiveram orientação do pesquisador Wolmar Benjamin Wosiacki, curador da Coleção de Ictiologia do Goeldi. Agora, aguardam publicação em revistas científicas, quando deve ser determinado o nome específico de cada nova espécie encontrada. "Quando descobrimos uma espécie, temos de confrontá-la com outros espécimes e analisar acervos científicos para ter certeza de que ela é nova", explica ele.
Um dos peixes descobertos é do gênero Hyphessobrycon, com espécie ainda não denominada, analisado pela bolsista Marilena Carvalho da Silva. O animal pertence a um grupo que vive em rios e lagos da África e da América. A nova espécie tem algumas diferenças em relação a outras do grupo, como uma mancha escura na nadadeira da cauda, segundo a bolsista.
Outra nova descoberta é do gênero Tetranematichthys, pesquisado pelo bolsista Luiz Antônio Wanderley Peixoto. Ele coletou o animal em 2007, entre a foz do Rio Negro e a do Trombetas, no Baixo Amazonas.
Já a bolsista Tamires Danielle Viana analisou uma nova espécie do gênero Hemigrammus. Segundo ela, há cerca de 43 espécies reconhecidas do gênero, distribuídas nos rios Amazonas, Orinoco, Paraná-Paraguai, no São Francisco em rios das Guianas e Suriname.
Fonte: G1/Amazônia
11 agosto, 2010 - 11:24h
Um pescador de uma comunidade ribeirinha de Maraã, no norte do Amazonas, capturou um peixe tambaqui gigante: 1,15 m de comprimento e 44 kg –normalmente a espécie tem entre 15 e 25 kg.
Devido ao tamanho do exemplar, a prefeitura da cidade doou o tambaqui ao Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
O tambaqui (Colossoma macropom) é um peixe nobre da bacia amazônica. Segundo maior peixe de escamas do Brasil –só perde para o pirarucu–, se alimenta de frutos, folhas e caules. Sua pesca é controlada, mas a espécie não está em extinção.
A doutora em ecologia Sidinéia Amadio, que trabalha no Inpa há 28 anos, disse que nunca tinha visto um tambaqui de 44 kg. "Pelos registros que nós temos no Inpa, esse é o maior, é uma raridade", disse.
Pelo tamanho do peixe, a pesquisadora acredita que o tambaqui gigante tenha entre 12 e 15 anos de idade. "Ele deu muita sorte de não ter sido pescado antes", afirmou.
Amadio afirmou que o peixe será preservado com formol para fins de pesquisas educacionais. Em no máximo três meses, o público poderá ver o tambaqui gigante na exposição da coleção de peixes do Inpa.
PESCADOR
A reportagem não localizou Nilton Firmino, 40, que pescou o tambaqui. Ele mora em uma comunidade isolada do rio Auti-Paraná (630 km de Manaus). Ele vendeu o tambaqui na feira da cidade por R$ 600 ao comerciante João Kennedy Mesquita.
O comerciante disse à reportagem, por telefone, que Firmino pescou o tambaqui no final de julho, no lago Anarucu, que deságua no rio Auti-Paraná, subafluente do Japurá, região de Solimões.
"Ele [Firmino] viu um bicho se debatendo e não conseguiu puxar [o peixe] com o anzol. Foi em casa e pegou um arpão, pensando que era um peixe-boi. Quando tirou da água viu que era um tambaqui", afirmou Mesquita.
O comerciante disse que vendeu o tambaqui ao prefeito de Maraã, Dilmar Santos Ávila (PTB), por R$ 1.000. O prefeito fretou um avião para transportar o animal para o Inpa, em Manaus, em seis horas de viagem. "É uma coisa inédita, que não podia ser consumida para o bem da ciência", disse.
Fonte: Folha.com
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