Arquivos da categoria: 'Fruticultura'
21 julho, 2010 - 14:04h
A lavoura cítrica de pelo menos 54 municípios do Paraná já sofre com uma bactéria que destrói a plantação e se dissemina muito rápido, pois a contaminação de todas essas cidades ocorreu em dois anos, através da Huanglongbing, mais conhecida como HLB (“doença do ramo amarelo”, traduzindo a sigla para o português) ou greening (verde, em português). Nestes 54 municípios, pelo menos 20% das 500 propriedades de laranja, limão e tangerina já sofrem com a doença.
A bactéria é transmitida pelo inseto Diahporina Citri e está presente no Paraná, em São Paulo e em Minas Gerais.
A incidência dentro das lavouras, no entanto, não é tão grande ainda, varia entre 0,3 e 0,5%. Por enquanto, o que assusta é a rápida disseminação da doença, que deixa um dos ramos da planta amarelado. O engenheiro agrônomo da Secretaria Estadual de Agricultura (Seab) em Maringá, José Croce, explica que a bactéria entra no sistema de circulação da seiva da planta, o que pode destruí-la rapidamente. A Seab ainda não calculou os prejuízos que os produtores já tiveram com a bactéria. Porém, se considerar que cada planta pode ser responsável por duas caixas de frutas, e que cada caixa vale cerca de R$ 15, então o agricultor deve perder R$ 30 por planta afetada.
Croce adverte que é preciso tomar alguns cuidados, como fazer as quatro inspeções anuais (que são obrigatórias), eliminar a planta doente (cortar o ramo que estiver amarelado) e, ainda, pulverizar a plantação com o inseticida que ataca a bactéria. “O controle tem sido satisfatório, mas é preciso cuidar. Estimamos que até o final deste mês a bactéria chegue a 60 cidades”, informou Croce. O agricultor que não informa à Seab as suas inspeções tem que pagar multas, que variam de R$ 2 a R$ 5 mil.
O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar-PR), de Londrina, Rui Pereira Leite Júnior, disse que a preocupação é a quantidade de cidades atingidas, já que a bactéria é disseminada por um inseto. “Fazemos analogia com a dengue. Se tem alguém doente, a probabilidade de outra pessoa também ficar doente é grande. O mesmo pode ser aplicado com a planta”, comentou.
O “greening” ocorre no Brasil desde 2004 (em São Paulo). No Paraná, a bactéria chegou em 2007. Porém, na China e na África já há notícias de ocorrências bem antes de 2004. Em volume, o Paraná é o primeiro produtor brasileiro de laranja, com 13 milhões de caixa por ano.
Fonte: Paraná Online
6 janeiro, 2010 - 17:06h
Um projeto de lei, que aguarda emendas na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, pretende dar incentivos especiais ao proprietário cuja principal atividade seja o cultivo de espécies frutíferas nativas, como buriti, açaí, cupuaçu e graviola. A proposta é que os produtores sejam isentados, inclusive, do pagamento do Imposto Territorial Rural, nos locais onde houver cultivo dessas espécies.
O Projeto de Lei do Senado (PLS 580/09) foi apresentado pelo senador Arthur Virgilio (PSDB-AM), que justifica que a lei atual acerta ao isentar de impostos as Áreas de Preservação Permanente (APPs), de Reserva Legal (RL) e de interesse ecológico, mas precisa incluir nessa isenção as frutas nativas.
Virgilio acredita que, ao preencher essa lacuna no ordenamento legal, o Brasil estará incentivando uma atividade econômica e, ao mesmo tempo, contribuindo para a melhoria do meio ambiente, pois isso favorece a produção de alimentos e a recomposição de matas históricas. As informações são do jornal Diário do Amapá.
Fonte: Amazônia.org.br
27 outubro, 2009 - 20:49h
Na quarta-feira (28), quinta-feira (29) e sexta-feira (30), a cidade de São Paulo irá sediar as duas principais feiras de produtos orgânicos da América Latina. Trata-se da sétima edição da BioFach América Latina e da quinta edição da ExpoSustentável, que acontecem simultaneamente no Transamérica Expo Center. Serão três dias de exposições, palestras, fóruns e rodadas de negócios.
Um público acima de nove mil visitantes é esperado para 2009, sendo quase 10% do exterior. O Sebrae participará dos dois eventos com estandes e no apoio à presença de pequenos produtores de diferentes regiões do País.
Em sua sétima edição, a feira terá recorde de expositores internacionais e a expectativa é a mesma quanto aos visitantes do exterior. Na Conferência BioFach América Latina/ExpoSustentável, palestrantes internacionais confirmaram presença para falar sobre o crescente mercado de cosméticos naturais, o setor de fibras sustentáveis e algodão orgânico e a presença de produtos orgânicos em eventos, como a Copa do Mundo 2014. Palestrantes nacionais também vão falar do Programa de Aquisição de Alimentos, Programa PAIS e Agricultura Orgânica, e o Programa de Inovação do Sebrae. A cada dia serão realizados dois workshops de gastronomia.
Nos estandes do Sebrae estarão presentes pequenos produtores dos Estados de GO, MS, RN, PR, AL, BA, ES, RS, CE, e PA. No espaço institucional presente na BioFach serão expostos produtos orgânicos com certificação, como cachaça, café, frango orgânico, ovos caipira, laranja, mel, feijão, vinho e carne bovina. Na ExpoSustentável, o espaço do Sebrae contará com produtos certificados ou não e que estão ligados a atividades auto-sustentáveis. São artigos que trabalham com o conceito de comércio justo, como o artesanato, algodão e extrativismo sustentável.
Hoje, o Sebrae atende 32 projetos de Orgânicos situados em 17 estados. “A realização de feiras, como a Biofach e a Expo Sustentável é importante para reforçar o trabalho que o Sebrae desenvolve para mostrar o potencial do mercado orgânico. O esforço maior tem sido com relação ao Comércio Justo. Temos trabalhado para mostrar que sozinho o pequeno produtor não chega no mercado”, explica a coordenadora nacional da carteira de Orgânicos no Sebrae, Newman Costa. Segundo ela, a participação do produtor em feiras é importante para fortalecer sua rede de contatos. “Se ele não fecha negócio durante a feira, pode garantir negócios futuros”, afirma.
Encontros rentáveis
O Projeto Comprador, parceria entre Orgânicos Brasil e Planeta Orgânico, será realizado novamente na BioFach América Latina. Entre os compradores internacionais estão confirmados alguns dos principais distribuidores de produtos orgânicos nos Estados Unidos. A Third Coast Produce, distribuidor de frutas, legumes e verduras no Estado do Texas, é a mais nova integrante do grupo. A representante de marcas próprias da Rede de varejo H-E-B também confirmou presença. A rede H-E-B fica sediada no Texas e possui mais de 300 lojas nos Estados Unidos e México, com faturamento que ultrapassa 11 bilhões de dólares por ano.
Paralelamente ao Projeto Comprador, ocorrerá a Rodada Varejo Sustentável. Novamente, numa parceria entre Planeta Orgânico, Orgânicos Brasil e, também, com o Instituto Rastro Verde, doze compradores participarão dos encontros de negócios. Supermercados do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal confirmaram presença. Alguns expositores que participarão dos estandes do Sebrae também irão às rodadas de negócios.
Vinho orgânico
Nesta edição, a BioFach estréia área dedicada à promoção de vinhos orgânicos, com cinco empresas confirmadas. A Fundación Exportar, órgão federal responsável pela promoção da exportação na Argentina, levará ao menos duas vinícolas orgânicas. O país é referência internacional neste setor, já tendo sido premiado na BioFach de Nuremberg.
Participando pela primeira vez, a uruguaia Los Ecológicos traz sua marca de vinhos orgânicos. Do Brasil, a Vinícula Garibaldi estará presente promovendo a linha de vinhos orgânicos desenvolvidos no Rio Grande do Sul.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios/ Agência SEBRAE de Notícias.
25 outubro, 2009 - 20:30h
O Banco Central (BC) estabeleceu novas condições de renegociação das dívidas de investimento e custeio contratadas com fruticultores com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). A resolução está no Diário Oficial da União do dia 19.
Nas operações de investimento, poderão ser renegociadas as parcelas vencidas ou a vencer entre setembro de 2008 e dezembro de 2009, desde que se pague 2% do saldo devedor vencido e atualizado até a data da renegociação.
As parcelas prorrogadas serão transferidas para depois do vencimento da última parcela do contrato, obedecido o cronograma de pagamento estabelecido no instrumento de crédito (prestações mensais, bimestrais, trimestrais, semestrais ou anuais). As parcelas vencidas podem ser atualizadas pelos encargos financeiros usados normalmente nas operações de crédito.
Nas operações de custeio, a renegociação das dívidas - da mesma forma, vencidas ou a vencer entre setembro de 2008 e dezembro de 2009 - pode ser feita com o pagamento de 5% do saldo devedor atualizado até a data da renegociação. As parcelas vencidas e o saldo devedor serão atualizados e poderão ser prorrogados para pagamento em até cinco parcelas anuais e sucessivas a partir de 2010.
A renegociação das dívidas deverá ocorrer até 15 de novembro de 2009. Não são beneficiados por esta resolução do BC os mutuários que cometeram irregularidades na aplicação do crédito.
Fonte: Agência Brasil
5 maio, 2009 - 13:12h
O zoneamento agrícola para as culturas da uva, no Rio Grande do Sul, pêssego em Minas Gerais e São Paulo e nectarina em São Paulo, safra 2009, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (4), em quatro portarias.
O estudo identifica os municípios aptos e os períodos de plantio com menor risco climático e de geadas, as exigências para cada grupo de cultivares e o balanço hídrico das culturas.
O objetivo do zoneamento agrícola é minimizar os riscos de ocorrência de adversidades climáticas coincidentes com as fases mais sensíveis das culturas. Para cada município é indicada a melhor época de plantio, resultado de análise de séries climáticas históricas de no mínimo 15 anos, correlacionadas ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua retenção de água.
Fonte: MAPA
17 abril, 2009 - 15:34h
Com participações internacionais cada vez mais expressivas, o Expovinis Brasil, celebra o Ano da França no Brasil e recebe uma delegação de 27 vinícolas de regiões como Borgonha, Champagne, Côte du Rhône, Alsace, Bordeaux, Caen e Corse reunidas pela Embaixada da França. O evento acontece entre 5 e 7 de maio, no Transamérica Expo center, na cidade de São Paulo.
Dentre os produtores, 24 estarão pela primeira vez no Brasil em busca de importadoras interessadas em distribuir seus vinhos. Ainda da França, o Expovinis Brasil apresenta o Vins de Provence com seus vinhos rosados, ao lado de importantes investidores estrangeiros como os grupos da Alemanha (Weinexportkontor Baden Wuerttemberg), da Espanha (região de Castilla La Mancha), além dos já tradicionais blocos de produtores vindos da Itália, Portugal (Regiões da Madeira e Lisboa), África do Sul e da Argentina (ProMendoza). Uma das maiores empresas mundiais do setor - a chilena Concha y Toro - confirma presença e prestigia pela primeira vez o evento participando como expositora direta.
"O Expovinis Brasil se tornou foco estratégico de grandes players deste setor e se firma como o principal precursor de importantes negociações entre o mercado brasileiro e produtores nacionais e internacionais", ressalta Domingos Meirelles, diretor geral da Exponor Brasil. O evento conta com mais de 250 vinícolas confirmadas, incluindo também importadoras consagradas como Cantu, Costazzurra, Decanter, Interfood, KMM Vinhos, Magna Import, Malbec, Vinea Store e Zahil, entre outras.
Vinhos do Brasil
De acordo com Meirelles, apesar da crise mundial, o setor vitivinícola continua em expansão no Brasil. "Os rótulos importados estão entre os preferidos, mas a produção de vinhos finos e espumantes nacionais vem apresentando exelentes resultados beneficiada pela melhoria da qualidade, reconhecida em concursos internacionais", diz.
Um exemplo da efervescência deste mercado está fortemente presente nas exportações. Segundo dados do Ibravin - Instituto Brasileiro do Vinho, no primeiro semestre de 2008 o Brasil registrou a marca de R$ 2,72 milhões, um grande salto se comparado a 2003 onde os números não ultrapassaram os R$ 772 mil.
Fonte: Globo Rural Online
3 abril, 2009 - 08:07h
Em plena crise econômica, Mikio Okuda, um pequeno agricultor japonês de Gifu Hashima, na província de Gifu, desenvolveu uma variedade de morango que pode custar de US$ 100 a US$ 500 cada.
O fruto foi apelidado pelo departamento agrícola da província de "morango gigante" - ele tem cerca de 8 centímetros de altura por 6,5 de largura. Além do tamanho, tem uma cor vermelha mais intensa, é cerca de 50% mais doce e três vezes mais pesado do que os morangos comuns.
"Consegui colher um fruto de 91 gramas, mas espero conseguir alguns de até 100 gramas no próximo ano", disse Okuda à BBC Brasil. Em média, um morango grande encontrado no supermercado pesa cerca de 28 gramas.
Esta foi a primeira colheita da variedade, batizada pelo produtor de "bijinhime", ou algo como "bela princesa".
"Quem come esse morango se sente como uma princesa: linda e especial", brinca o japonês.
No entanto, os morangos gigantes ainda não estão à venda. "Vamos começar só no ano que vem e será somente pela internet", explica.
A colheita deste ano foi toda usada para fazer publicidade. A estratégia deu certo e a façanha do agricultor ganhou as páginas dos principais jornais japoneses e foi tema de vários programas de tevê no Japão.
O público alvo dele são celebridades, artistas ou simplesmente quem tem dinheiro. "Quem sabe alguém do Brasil não se interesse. Podemos despachar por avião", sugere o produtor.
O agricultor espera colher até 500 caixas da nova variedade. O pacote deverá vir com, no máximo, cinco unidades de 80 gramas cada.
"Se os morangos forem muito grandes, acima de 90 gramas, vamos colocar somente um na caixa", detalhou o japonês.
No Japão, frutas com preços equivalentes ao de uma jóia são comuns. Há lojas especializadas na venda destas preciosidades. Ali, um melão sai por cerca de US$ 300 e uma manga é vendida por US$ 160.
Anos de estudo - Okuda cultiva morangos há mais de três décadas. Dez anos atrás começou a estudar o desenvolvimento de uma variedade que fosse bem maior do que os existentes e também mais doce.
O segredo ele não conta. Mas o agricultor explica que basicamente enriqueceu a terra e controla a temperatura das estufas.
"Além disso, na primeira florada deixei apenas algumas flores, para que elas absorvessem o máximo de nutrientes", explica.
Um pé de morango comum produz cerca de 50 morangos por temporada. Já a variedade bijinhime dá apenas 20 frutos.
Fonte: G1
12 novembro, 2008 - 07:35h
O coqueiro é uma planta de grande importância socioeconômica, que além de produzir a água-de-coco, o albúmem sólido para indústria de alimentos e de óleos, gera ainda uma grande quantidade de subprodutos e resíduos. No Brasil, com uma área plantada de 290.515 hectares são produzidos anualmente cerca de 2,29 bilhões de cascas, 469,76 milhões de folhas que caem naturalmente da planta e 469,76 milhões de cachos com ramos florais e brácteas, o que corresponde 3,84 milhões de tonelada de resíduos, sendo 1,53 milhão de casca e 1,69 milhão de folhas. No estado de Sergipe, com uma área plantada de 39.994 hectares a produção anual de resíduos de coqueiro é de aproximadamente 334 mil toneladas, sendo 85.731 toneladas de cascas e 181.925 toneladas de folhas.
Atualmente, a maioria das cascas de coco, folhas e cachos do coqueiro são queimados ou descartados como lixo nas propriedades rurais produtoras de coco. Quando queimados produzem substâncias poluidoras do meio ambiente,quando descartados constituem meio adequado para procriação de animais peçonhentos e insetos vetores de doenças, servindo como agente poluidor do meio ambiente e de risco para a saúde dos trabalhadores rurais. Além disso, estão sendo eliminadas matérias-primas, infinitas e renováveis, de alto valor para a agricultura, sem as desvantagens ecológicas apresentadas por outros produtos como a turfa e a vermiculita, amplamente utilizadas, ao longo do tempo, como substratos, cuja extração gera graves problemas ambientais. Esses resíduos do coqueiro constituem também excelentes matérias-primas para produção de substratos e adubos orgânicos de grande importância agronômica, social e econômica sem desvantagens ecológicas, podendo contribuir, de maneira significativa, para o aumento da produção e melhoria da qualidade dos alimentos.
Visando reduzir a poluição atmosférica oriunda da queima e, à redução do volume de lixo depositado no meio ambiente, a Embrapa Tabuleiros Costeiros desenvolveu a tecnologia de "Biodegradação da Casca de Coco Seco e de Outros Resíduos do Coqueiro". Essa tecnologia é capaz de transformar resíduos do coqueiro em substratos e compostos/adubos orgânicos como alternativa agroecológica para os sistemas de produção agrícola e, como nova fonte de renda para as comunidades rurais. Os resíduos do coqueiro são coletados e triturados em máquinas especiais e específicas para cada tipo de resíduo. As etapas do processo consistem em trituração, lavagem e hidrolização ácida das fibras, inoculação das fibras com acelerador biológico e, montagem, monitoramento e manejo da leira de compostagem aeróbica.
Texto extraído e adaptado da Circular Técnica 46 intitulada "Tecnologia para Biodegradação da Casca de Coco Seco e de Outros Resíduos do Coqueiro" disponível em http://www.cpatc.embrapa.br/publicacoes_2007/ct-46.pdf.
Autoras: Maria Urbana Corrêa Nunes é Pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros e Raquel Fernandes de Araújo Rodrigues é Analista da Embrapa Tabuleiros Costeiros.
Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros
7 setembro, 2008 - 16:41h
Os preços da laranja estiveram em baixa na última semana. De acordo com colaboradores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o período de final de mês limitou o consumo da fruta no mercado in natura.
Também a indústria manteve baixa a procura, reduzindo ainda mais as cotações da laranja. Na média da semana passada, a laranja pêra para mercado in natura foi comercializada a R$ 10,34 a caixa de 40,8 quilos, na árvore, desvalorização de 3,7% em relação à média da semana anterior.
Quanto à pêra para indústria, o preço médio da fruta posta no portão (mercado spot, sem contrato) foi de R$ 9,29 a caixa de 40,8 kg, queda de 2,8% no período. Nesta semana, uma grande indústria deve retomar as atividades de processamento, favorecendo o escoamento da laranja.
Fonte: CEPEA
21 agosto, 2008 - 15:53h
O Brasil exportou, no final do ano passado, mais de 120 mil toneladas de maçã cultivada pelo Sistema de Produção Integrada (Sapi). Esse volume corresponde a cerca de 20% da fruta produzida no País, nos moldes do sistema integrado, voltado para alimentos de alta qualidade. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e foram apresentados, nesta quinta-feira (21), no 10° Seminário Brasileiro de Produção Integrada, realizado na cidade mineira de Ouro Preto.
"Esse é um número significativo, pois revela a crescente adesão dos produtores ao sistema. Eles estão cada vez mais conscientes de que a produção integrada permite a racionalização de insumos agrícolas, aumento da produtividade e qualidade do alimento e preferência nos mercados nacional e internacional", destacou o coordenador de Produção Integrada do Mapa, Luiz Nasser.
A maçã foi a primeira fruta a ingressar no sistema integrado de produção, executado no Brasil desde 2001. Atualmente, mais de 42 produtos agropecuários estão inseridos no sistema e 19 normas técnicas específicas de produção foram aprovadas pelo Mapa.
Entre as demais frutas inseridas no sistema, são destaques a manga, que alcançou volume de produção de mais de 305 mil toneladas, o melão, com cerca de 190 mil toneladas e a uva fina de mesa, que rendeu, em 2007, o equivalente a 167 mil toneladas. De acordo com dados do Mapa, o mercado externo consome quase 100% da uva. "Comparado com países da União Européia e com os Estados Unidos, ainda temos muito o que avançar em sistema de produção integrada. Mas estamos no caminho certo e muitos produtores já entendem a importância de produzir dentro de um processo economicamente viável, socialmente justo e com respeito ao meio ambiente", avaliou Nasser.
De:Cristiane Araujo
Fonte: MAPA
25 julho, 2008 - 11:37h
Para produzir melhor e crescer mais forte é importante que as plantas sejam submetidas a tratamentos de incluem a utilização de canivetes, tesouras e serrote e os meses de julho e agosto são os mais indicados para realizar as podas de inverno, como ressalta a Engenheira Agrônoma da Emater/RS-Ascar, Cristina Gadea. O objetivo da poda é evitar o desperdício de energia que a planta acumula na seiva.
Há quatro tipos de podas: as de formação, as de limpeza, as verdes e de frutificação. A de formação é realizada quando a muda está ganhando corpo e é feita para orientar o crescimento da planta. No Rio Grande do Sul, em razão do inverno que costuma apresentar temperaturas mais baixas, é indicado que seja feita nos meses de julho e agosto.
Já as podas de limpeza têm como intenção promover o revigoramento da planta antes de cada safra. A poda verde deve ser feita após o terceiro ano de vida quando a frutífera está bem viçosa, oportunizando maior entrada de luz solar no interior da planta. Já a poda de frutificação é feita somente em frutíferas de clima temperado e é realizada ao mesmo tempo da poda de limpeza, quando as plantas estão nuas, em repouso.
Cristina lembra que outro detalhe importante diz respeito aos galhos cortados que devem ser levados para fora do pomar, picados e enterrados para evitar que possam contaminar as plantas sadias com alguma doença ou praga.
Para obter mais informações sobre podas os interessados devem procurar um dos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar.
Por: Carine Massierer
Emater/RS - Regional Porto Alegre
51 2125 3155
Fonte: Grupo Cultivar
8 julho, 2008 - 08:59h
Em alta no mercado internacional, o cultivo da cana-de-açúcar cada vez mais chama a atenção de produtores, que vêem na cultura a chance de ampliar os negócios e aumentar a renda. Essa realidade que está mudando o cenário de algumas regiões do Estado de São Paulo. É o caso de Bebedouro, no Interior paulista. A cidade que já foi conhecida como a capital nacional da laranja agora está com mais de 60% das terras tomadas pela cana. Confira a reportagem do Rural Notícias.
Fonte: Canal Rural
4 junho, 2008 - 07:42h
Principal desafio para o setor citrícola na atualidade, o greening será o principal tema da 30ª Semana da Citricultura, que vai até a sextra-feira, dia 6, no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Pela primeira vez, o impacto da doença sobre os pomares será discutido durante um dia inteiro.
Em entrevista ao Mercado e Companhia, nesta segunda-feira, dia 2, o diretor do Centro de Citricultura de São Paulo Marcos Antônio Machado disse que só com a união dos produtores a doença pode ser combatida e extinta dos pomares. Segundo ele, atualmente há cerca de 3 milhões de plantas atingidas.
- Isso ainda não afeta nossa produção. Três milhões não são grande coisa no momento. O preocupante é que ela é muito rápida - disse o diretor do Centro de Citricultura, segundo quem há municípios onde a incidência da doença dobrou desde o ano passado.
O greening é uma doença bacteriana, provavelmente originária da China, detectada no Brasil pela primeira vez em 2004. De acordo com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), estudos sobre o tema apontam para a existência de dois tipos de agentes causadores. O vetor dessas bactérias seria um pequeno inseto, conhecido por Diaphorina citri.
Os primeiros sintomas aperecem em um ramo ou galho, que adquirem uma cor amarelada. Nas folhas, ocorre também o aparecimento de manchas irregulares e, em alguns casos, o engrossamento e o clareamento das nervuras. Os frutos ficam deformados, menores e há queda acentuada.
- É uma doença extremamente prejudicial. Exige um controle e uma inspeção atenta do produtor - advertiu Marcos Antônio Machado.
O controle do greening é feito com três medidas. A primeira é adquirir mudas sadias; a segunda, eliminar plantas doentes assim que surgirem os primeiros sintomas; e a terceira, fazer o controle químico com inseticidas.
O diagnóstico deve ser confirmado por laboratório credenciado. Apesar de considerar o atual momento crítico, Marcos Antônio Machado disse não acreditar que a doença esteja fora de controle. É necessário apenas uma ação rápida para evitar que a situação se agrave.
Fonte: Canal Rural
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