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6 setembro, 2010 - 16:51h
A Estação Ecológica tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas.
É de posse e domínio públicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites serão desapropriadas, de acordo com o que dispõe a lei. É proibida a visitação pública, exceto quando com objetivo educacional, de acordo com o que dispuser o Plano de Manejo da unidade ou regulamento específico. A pesquisa científica depende de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade e está sujeita às condições e restrições por este estabelecidas, bem como àquelas previstas em regulamento.
Na Estação Ecológica só podem ser permitidas alterações dos ecossistemas no caso de:
I - medidas que visem a restauração de ecossistemas modificados;
II - manejo de espécies com o fim de preservar a diversidade biológica;
III - coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas;
IV - pesquisas científicas cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que aquele causado pela simples observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas, em uma área correspondente a no máximo três por cento da extensão total da unidade e até o limite de um mil e quinhentos hectares.
Fonte: Ambiente Brasil
6 setembro, 2010 - 16:49h
Tratos Culturais Existem dois problemas imediatos após o plantio: a mortalidade das mudas e o crescimento extremamente lento ou crescimento travado.
A produção de um maciço florestal depende dos fatores genéticos das espécies e sementes utilizadas, da capacidade do sítio e das técnicas de manejo adotadas. Após o plantio, a produção florestal pode ser influenciada pelos fatores:
1. Melhoramento das condições ambientais, como adubações controle de pragas e competição por ervas daninhas.
2. Diminuição da população original, através de desbastes, disponibilizando melhores condições de luz, nutrientes e água às plantas.
3. Aprimoramento da qualidade das árvores, através da poda.
Tratos Culturais Existem dois problemas imediatos após o plantio: a mortalidade das mudas e o crescimento extremamente lento ou crescimento travado.
Algumas semanas após o plantio, faz-se uma estimativa sobre o número das mudas que estão mortas. Por exemplo, em um plantio onde uma em cada 5 mudas está morta, significa que há uma porcentagem de sobrevivência de 80% ou uma mortalidade de 20%. Se a mortalidade das plantas apresenta-se muito alta, é preciso efetuar o replantio nos espaços livres. É necessário tomar cuidado com a demora do replantio, pois certos atrasos podem causar às mudas replantadas desvantagens permanentes, em crescimento e desenvolvimento.
São vários os fatores que influenciam a sobrevivência das mudas no início do plantio:
•A habilidade dos operários durante o plantio, a firmeza do solo ao redor das raízes e a profundidade das covas.
•As condições meteorológicas após o plantio.
•A qualidade das sementes, mudas com raiz nua ou mudas em embalagem.
•Condições desfavoráveis do solo, como superfície alagada ou erosão.
•Ataque de formigas, cupins ou fungos.
•Competição de ervas daninhas.
•Danos causados por animais (criação intensiva, etc.).
As mudas destinadas ao replantio devem ser de boa qualidade, um pouco maior que o normal e com raízes bem desenvolvidas.
O crescimento lento e deficiente, mesmo sem a ocorrência de pragas, pode ocorrer em qualquer período. Normalmente acontece antes do fechamento do dossel. Como aspectos visíveis: a má formação das acículas ou folhas e um crescimento anual de 1 ou 2 cm; contudo, existem vários fatores podem causar esta deficiência em crescimento e desenvolvimento:
•Seleção errada das espécies.
•Deficiência de nutrientes.
•Drenagem insuficiente do solo ou lixiviação excessiva.
•Problemas no solo, como compactação, erosão.
•Deficiência ou ausência da associação micorrízica.
•Capinas insuficientes, criação intensiva de animais, e outras.
Através de uma correta adubação, pode-se conseguir melhorar as condições dos solos empobrecidos ou compactados, enriquecer os solos, favorecer o crescimento das mudas, aumentar a resistência das plantas contra fungos, insetos e doenças. A adubação é recomendada, conforme os resultados das análises de solo realizadas em laboratório e de acordo com as exigências da espécie selecionada.
Nutriente Importância
Nitrogênio (N) É o elemento mais importante para a elaboração de substâncias no interior da célula e na clorofila, sendo portanto fundamental para os processos vitais da planta.
Fósforo (P) Mantém o crescimento das raízes, da inflorescência e das sementes, favorece o processo de lignificação e é importante para a atividade da microflora e microfauna do solo.
Potássio (K) Influencia a atividade das enzimas, regula o balanço de água das plantas e é componente indispensável para a constituição da celulose e do processo de lignificação.
Cálcio (Ca) Atua como regulador dos nutrientes das plantas, protege a formação da clorofila, tem importância como elemento da estrutura das plantas e é um bom desacidificador do solo.
Magnésio (Mg) Atua na formação das clorofilas e conseqüentemente tem influência na fotossíntese.
Em relação à limpeza do terreno, para evitar a competição de água, luz e nutrientes pelo mato e por ervas daninhas, há o método manual, através de coroamentos e roçadas; o mecânico, através de gradeação superficial, e o químico, através da aplicação de herbicidas.
Sempre que houver a competição por mato ou ervas daninhas, independente da época, deve-se fazer a limpeza. Principalmente na época de crescimento (primavera), o plantio deve estar isento destes problemas para facilitar e estimular um bom desenvolvimento, sem a competição.
Desbastes
Os desbastes são executados com diferentes finalidades, entre elas: o aumento da produção volumétrica, a melhoria da qualidade do produto final e para acelerar o retorno dos investimentos, diminuindo os riscos do projeto.
Os métodos de desbaste são:
Seletivo: tem por objetivo a seleção e a proteção das melhores árvores pela eliminação da competição com as árvores vizinhas. São classificados em:
Desbastes baixos - visam a supressão apenas de árvores dominadas (árvores que apresentam copas raquíticas comprimidas ou unilateralmente desenvolvidas), sendo empregados com bastante freqüência em povoamentos de Pinus. É a forma mais comum de desbaste seletivo. O resultado é um povoamento com um estrato apenas de árvores dominantes e codominantes.
Desbastes altos - visam a retirada principalmente de árvores codominantes (árvores que apresentam copas formadas, mas fracas, em desenvolvimento) dando às dominantes melhores condições de sobrevivência e crescimento.
Sistemático: neste desbaste não se leva em consideração a classe da copa nem a qualidade das árvores a serem retiradas. Normalmente são retiradas linhas inteiras de árvores; sendo assim, o peso do desbaste dependerá do número de linhas retiradas.
Seletivo-sistemático: neste caso corta-se, a cada número fixo de linhas, uma linha inteira e nas linhas que ficam faz-se um desbaste seletivo, de onde se retiram as piores árvores (finas, bifurcadas, quebradas).
Graus de intensidade dos desbaste
Desbaste baixo
Leve Elimina além das árvores doentes, as oprimidas.
Moderado Retira árvores doentes e dominadas.
Forte Árvores doentes, dominadas e algumas dominantes e codominantes.
Muito forte O povoamento fica somente composto por árvores com boa forma de fuste e copa, com bom espaço para crescimento e com distribuição simétrica no sítio.
Desbaste alto
Leve São retiradas todas as árvores mortas, esmorecidas e doentes. Além destas, eliminam-se algumas árvores das classes dominantes, para aumentar o espaço vital dos elementos deste grupo.
Forte As árvores do corte final são em geral selecionadas. Beneficia um certo número de árvores de melhor incremento do povoamento.
Outros métodos de desbastes que são utilizados:
Arruda Veiga: para este método, existe um limite máximo de assimilação dos fatores disponíveis como luz, água e nutrientes em relação à área basal do povoamento.
Deichmann: método desenvolvido especificamente para povoamentos de Araucaria angustifolia. Baseia-se no espaço ocupado pelo crescimento.
Pré-selecionado: consiste na seleção de árvores que ficarão para o corte final. O intervalo entre os desbastes, de aproximadamente três anos, sempre retirando as árvores mais próximas das selecionadas, visa dar melhor condição de luz, água e nutrientes às selecionadas.
Podas
A poda, que também é designada por derrama, desrama ou derramagem, é a supressão e o corte de galhos ou ramos ao longo do fuste, sendo uma alternativa viável para obtenção de madeira e produtos de alta qualidade, sem ocorrência de nós.
Nó é o ponto de inserção de um ramo no fuste da árvore. Nesse local as fibras sofrem um desvio de direção, afetando o valor tecnológico da madeira pela sua inserção, forma, sanidade e localização. Há vários tipos de nós, conseqüências da não efetivação da poda, ou de podas bem ou mal conduzidas.
Nó vivo: é aquele que faz parte da madeira em conseqüência de poda bem conduzida. O corte do galho é rente à casca, permitindo uma boa cicatrização. A madeira apresentará desenhos característicos que agregam beleza e valor comercial.
Nó soltadiço: nó aparentemente solto, mas que não é possível retirar com a pressão dos dedos. Afeta negativamente a qualidade do produto.
Nó morto ou solto: pode cair com a pressão dos dedos. Restringe o uso da madeira para fins menos nobres.
A poda pode ser natural, ou seja, ao longo do tempo, conforme fatores genéticos e densidade do plantio, os galhos secam e caem. A desrama natural, geralmente, é bastante eficiente em florestas de eucalipto.
A desrama natural pode ser acelerada pelo manejo da densidade do povoamento, embora com sacrifício do crescimento em diâmetro. O processo mais simples consiste em desenvolver e manter um estoque inicial denso o que, além de manter os galhos inferiores pequenos, causa-lhes também a morte. Geralmente, isso representa o melhor meio para condução de povoamentos de eucalipto, pois não só estimula a desrama natural, como também impede que os troncos se tornem curvos e engalhados.
Já a poda artificial vem a ser a operação de corte dos galhos, objetivando a produção de "madeira limpa", ou seja, isenta de nós, em rotação mais curta que a exigida com desrama natural, e também para prevenir a formação de nós soltos, produzindo madeira com nós firmes, mas não necessariamente limpa.
A poda artificial, além de evitar a ocorrência de nós que desvalorizam a madeira, também apresenta as seguintes vantagens:
•Evitar a presença de nós na madeira.
•Beneficiar o controle e combate a incêndios.
•Facilitar os trabalhos de relascopia e manejo.
Há, entretanto, alguns danos causados pela poda artificial: em galhos muito grossos, pode ocorrer a formação de bolsas de resina, prejudicando a qualidade da madeira, e na poda de galhos verdes poderá ocorrer o ataque de fungos e bactérias, causando o apodrecimento das pontas dos galhos.
Quando a finalidade da madeira a ser obtida for para laminados, faqueados e serraria, a poda se torna necessária. Já para madeiras destinadas para aglomerados e fábrica de papel e celulose, a poda é dispensada.
O DAP é o fator decisivo para determinar o momento adequado para a execução da poda. É indicado podar as melhores árvores em diâmetro, que possuam:
•Fuste sem bifurcações.
•Galhos finos.
•Copa bem desenvolvida.
•Ausência de doenças ou pragas.
É importante ressaltar que a parte mais valiosa da madeira (seu volume) está concentrada na parte inferior do fuste. Portanto, a altura da poda deve ser de no mínimo 5 metros e não mais que 10 metros do solo.
Tipos de poda:
Poda seca: os galhos mortos e secos são eliminados. Pode ser realizada em qualquer período do ano.
Poda verde: os galhos vivos, na maior parte da área com sombra da copa viva, são eliminados. É importante ressaltar que esta poda, realizada fortemente, pode provocar perdas de crescimento na altura e no diâmetro da árvore; por isso, deve atingir no máximo, um terço da copa viva. A melhor época para proceder esta poda é a de menor crescimento vegetativo, em que a cicatrização é mais rápida.
Procedimento da Poda
Em função dos tipos de equipamentos (poda manual ou com máquinas), uma árvore sempre deverá ser podada no sentido horário, com o intuito de ter o corte mais perto possível da casca. O corte deve ser em um único golpe, para não arrebentar o resto do galho.
Fonte: Redação Ambiente Florestal/Portal Ambiental
6 setembro, 2010 - 16:16h
Produtividade da cultura é muito baixa, com a introdução de outros cultivos na plantação como mandioca e feijão produtores conseguem pagar os custos da produção e obterem lucro.
Existem dois tipos de coqueiros no Brasil.
Os coqueiros anões são destinados à produção de água e apresentam uma boa produtividade, de 100 a 120 frutos por planta ao ano. Já o coqueiro gigante serve para a produção de coco seco e tem uma produtividade muito baixa, de 30 a 40 frutos por planta ao ano, o que está inviabilizando a cultura e fazendo com que muitos produtores deixem de produzir coco. A Embrapa Tabuleiros Costeiros está introduzindo o sistema de consórcio agroecológico para tornar a produção viável e melhorar a renda dos produtores. Com o espaçamento de dez metros entre os coqueiros, pode-se plantar, principalmente, mandioca, feijão e milho. Outra proposta é o uso da gliricídia como adubo verde e a compostagem orgânica para a adubação.
A Embrapa recomenda, principalmente, o híbrido de Coqueiro Gigante do Brasil com Coqueiro Anão Verde do Brasil para o consórcio agroecológico que é plantado com espaçamento de dez metros entre as plantas. Se não for plantada nenhuma cultura nesta área vazia, ela é invadida por plantas daninhas que danificam o coqueiral. A cultura a ser escolhida para o consórcio depende das condições da propriedade. Pode ser utilizado milho, feijão e amendoim, mas a mandioca é a mais indicada porque suporta melhor as condições do solo arenoso em que os coqueiros são cultivados.
- O produtor fica durante três ou quatro anos plantando coco gigante com mandioca, vai colhendo a mandioca e mantendo o seu rendimento até iniciar a produção do coco. O que está se fazendo de diferente agora é o sistema agroecológico, principalmente para o pequeno produtor, em que se elimina praticamente o uso de insumos químicos e utilizando compostos orgânicos a base de palhada e esterco. Se introduz ao sistema a gliricídia, que é uma leguminosa, plantada na linha de plantio do coqueiro que é periodicamente cortada e serve de adubação verde para o coqueiro. Nestes três ou quatro anos, o produtor do coco não teria lucro nenhum, só teria gastos, e com o consórcio ele tira lucro durante todo este tempo com o plantio de outras culturas. No mínimo, os custos de produção do coqueiro nestes quatro primeiros anos seriam cobertos por estas outras culturas como a mandioca - explica o engenheiro agrônomo Humberto Fontes, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros.
Fonte: Portal Dia de Campo
3 setembro, 2010 - 16:08h
Os SAF's apresentam várias vantagens, frente a sistemas de monocultivos, tais como: utilização mais eficiente do espaço, redução efetiva da erosão, sustentabilidade da produção, e estímulo a economias de produção com base participativa.
No final da década de 80, os problemas ligados à degradação dos recursos naturais adquiriram acentuada importância e, com isso, surgiram propostas de racionalização do uso do solo dentre elas a de geração de sistemas agroflorestais (SAF's) que combina benefícios de produção, econômicos, sociais e ambientais.
Os SAF's apresentam várias vantagens, frente a sistemas de monocultivos, tais como: utilização mais eficiente do espaço, redução efetiva da erosão, sustentabilidade da produção, e estímulo a economias de produção com base participativa. Dado ao caráter de múltiplo propósito das árvores, com os SAF's se pode aproveitar as vantagens dos diferentes estratos da vegetação para diversificação da produção, do uso da terra, da utilização da mão-de-obra e da renda, agregação de valor econômico e a produção de serviços ambientais.
A Embrapa Florestas iniciou trabalhos com SAFs em 1981 e a partir daí vários experimentos foram conduzidos gerando subsídios para a composição de SAF's que promoveram a diversificação de produtos e de receitas e aumentaram o interesse e o entusiasmo com a agrofloresta. A seguir são apresentados alguns desses experimentos.
Sistema silvipastoril com Pinus elliottii e gado de corte: concluiu-se que a manutenção de bovinos, em áreas florestais aumentou a produção de carne sem prejuízo para o desenvolvimento do Pinus, além de reduzir os riscos de incêndio e os custos de sua prevenção. Também constatou-se a conveniência de que a carga animal não ultrapasse o limite de 0,5 cabeça/ha no povoamento florestal e, que a execução de podas no povoamento, durante a permanência do gado, permite maior duração da pastagem sombreada.
Tolerância de gramíneas forrageiras a diferentes graus de sombreamento: testando-se braquiária x (trigo/soja/café)
Local - -
Sistemas silvipastoris
Erva-mate/bracatinga/araucária X pastagem Regional
Faxinal Pontual - -
Eucaliptos/pinus/acácia-negra/ x pastagem Pontual
Extraído de: MONTOYA, L.J.; MAZUCHOWSKI, J.Z. Estado da arte dos SAF's na região sul do Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS, 1 ENCONTRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS NOS PAÍSES DO MERCOSUL, 1., 1994, Porto Velho. Anais. Colombo: EMBRAPA-CNPF, 1994. v.1. p.77-96. (EMBRAPA-CNPF. Documentos, 27)
Pontual: utilização por algumas empresas de reflorestamento ou unidades produtoras; Local: utilização em poucos municípios; Regional: utilização em áreas de abrangência de vários municípios.
Os SAF's, em seus diversos tipos constituem-se em alternativa de manejo integral entre árvores x cultivos x pastagem, tornando-se evidente o caráter multipropósito das lenhosas perenes como geradoras de produtos tangíveis (alimentos, madeira, lenha, forragem), de serviços (sombra, quebra ventos, melhoria da fertilidade dos solos), sócieconômicos (diversificação de renda e mão-de-obra).
Contudo, a introdução do componente florestal na atividade agrícola e pecuária, não deve ser vista apenas como parte do desenho agroflorestal e sim dentro de um programa de desenvolvimento rural e com base em diagnósticos participativos. (Para tal, e em função das mudanças em torno da floresta, é necessário a definição de ações de pesquisa e de capacitação sob um enfoque integral, que contemple não só as ações a nível do subsistema (agrícola, pecuário, florestal) por unidade de área, mas também as relações entre os subsistemas da unidade produtiva, do grupo sócioeconômico e do regional. Assim, é necessário aprofundar o conhecimento das relações do produtor com a floresta no sentido mais amplo; como fonte de matéria prima, como fonte de alimentos, como melhoria de qualidade de vida e de lazer.
Engenheiro-agrônomo, Doutor, Pesquisador em Sistemas Agroflorestais da Embrapa Florestas. lucmont@cnpf.embrapa.br Engenheiro-agrônomo, Doutor, Pesquisador em Sistemas Agroflorestais e Chefe Adjunto de P&D da Embrapa Florestas. medrado@cnpf.embrapa.br
Fonte: Extraído do Portal Ambiental
3 setembro, 2010 - 14:56h
Uma pesquisa está identificando áreas para o manejo florestal comunitário. Com o tema: "Sistema de Informação Geográfica Aplicado no Manejo Florestal de Unidades de Conservação", será criado um banco de dados geográfico que vai contribuir na tomada de decisão de políticas públicas.
O estudo deve fazer parte do trabalho de doutorado, desenvolvido pela Mestre em Geografia Marilene Alves da Silva, que é vinculada ao Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas, Ifam.
O Sistema de Informação Geográfica foi empregado como ferramenta para monitoramento e manejo florestal em Unidades de Conservação, permitindo o gerenciamento dos dados e análises geográficas precisas.
"O mapeamento das áreas de manejo florestal foram digitalizados em um software com base no mosaico de imagens de satélite sensor TM (Thematic Mapper) do Landsat-5 da área da reserva, o trabalho permitiu a realização dos levantamentos de coordenadas geográficas por meio do Sistema de Posicionamento Global (GPS) em áreas de uso florestal", afirmou a pesquisadora.
No próximo mês, ela vai apresentar os dados em Curitiba,PR, durante o IX Seminário de Atualização em Sensoriamento Remoto e Sistema de Informações Geográficas Aplicadas à Engenharia Florestal.
Na avaliação da pesquisadora, o evento vai contribuir para a atualização das informações sobre novas ferramentas, técnicas, mapeamento, etc.
*Fonte: Portal Ambiental com informações da Agência Fapeam.
30 agosto, 2010 - 16:04h
O incêndio que atinge a Serra da Canastra, no centro-sul de Minas Gerais, já destruiu pelo menos 80 mil hectares de mata preservada, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O fogo começou na noite de quinta-feira, 26, e o os bombeiros foram acionados na sexta-feira, 27.
Ontem, o fogo tomou grandes proporções, segundo a corporação. Cerca de 30 brigadistas do Parque Nacional da Canastra e 15 bombeiros tentam controlar as chamas.
Fonte: Paraná Online
25 agosto, 2010 - 16:04h
INCRA está emitindo notificações, referentes aos processos de georreferenciamento, pela internet (www.incra.gov.br)
O Coordenador Marcelo Cunha informou que, até 19/08/2010, foram realizadas 2.589 notificações e, que até o final de setembro, pretende notificar todos os processos protocolados.
Todos os proprietários de imóveis rurais que estão com processos de georreferenciamento protocolados junto ao INCRA, fiquem atentos às notificações para cumprir na íntegra as pendências, pois, segundo o coordenador, os processos que atenderem às notificações serão encaminhados diretamente para análise e certificação.
Obs:
Reforçando informações anteriores, segue abaixo, a relação mínima de documentos que o INCRA exige para certificação:
1 - Requerimento de certificação de acordo com os Anexos VI ou VII apresentados na 2ª edição da Norma de Georreferenciamento de Imóveis Rurais - NTGIR;
2 - Declaração de respeito de limites de acordo com o Anexo XIV da 2ª edição da Norma de Georreferenciamento de Imóveis Rurais - NTGIR (essa declaração é obrigatório na comarca do imóvel);
3 - Planta;
4 - Memorial Descritivo;
5 - ART - Anotação de Responsabilidade Técnica com comprovante de pagamento;
6 - CD com todos os arquivos pertinentes ao trabalho de georreferenciamento;
7 - Certidão de Inteiro Teor da matrícula(s) ou transcrição(ões) do imóvel - original ou cópia autenticada;
8 - Cópia do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural - CCIR vigente à época, devidamente quitado, quando houver;
9 - Formulários da Declaração para Cadastro de Imóveis Rurais, devidamente preenchidos e assinados, de acordo com o Manual de Orientação para Preenchimento da Declaração para Cadastro de Imóveis;
10 - Cópia do RG e CPF do proprietário autenticado;
11 - CNPJ e documento de constituição da pessoa jurídica e Ata de eleição da atual direção (se for o caso);
12 - Quando a documentação foi entre por representante legal, apresentar também a cópia autenticada dos documentos do representante legal (RG e CPF), bem como a procuração
Fonte: Portal do Agronegócio
25 agosto, 2010 - 15:00h
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23 agosto, 2010 - 10:05h
Técnica dispensa o revolvimento da terra com o uso de grades e arados e trabalha com rotações de culturasHá 38 anos, o produtor rural Herbert Arnold Bartz começou o plantio direto, experiência inédita no Brasil e que, atualmente, é uma das bases da agricultura sustentável no Brasil.
- Essa foi a maior revolução agrícola do final do milênio, porque retira o gás carbônico da atmosfera e o retém no solo, transformando-o em matéria orgânica - explica.
A técnica dispensa o revolvimento da terra com o uso de grades e arados e trabalha com rotações de culturas, aumentando a matéria orgânica. A semeadura é feita na palha da cultura anterior, o que impede a queima da área. Sem a massa vegetal queimada, o dióxido de carbono (CO2) não é liberado.
O plantio direto é uma das ações diretas estimuladas pelo governo federal no programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), lançado em junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Wagner Rossi, no Plano Agropecuário que financia a safra brasileira 2010/2011. O programa destina R$ 2 bilhões para as práticas agronômicas que permitem compatibilizar aumento da produção e proteção ao meio ambiente.
Com o plantio direto, estima-se a ampliação da área atual em oito milhões de hectares, passando de 25 milhões para 33 milhões de hectares, nos próximos 10 anos. Esse acréscimo vai permitir a redução da emissão de 16 a 20 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.
Além de promover o sequestro de dióxido de carbono da atmosfera, o plantio direto é exemplo de agricultura conservacionista, com preservação da qualidade dos recursos naturais, como água e solo.
- Preservamos o solo e conseguimos fazer com que praticamente não se fale mais em erosão. A água que sai das lavouras para os rios é limpa, sem lama -, enfatiza.
O local de plantio também é beneficiado com maior número de nutrientes.
Para José Eloir Denardin, pesquisador da Embrapa Trigo que atua na área de manejo e conservação do solo e da água, a organização do produtor é primordial para o sucesso do sistema.
- Sem um sistema agrícola produtivo planejado e direcionado, nem um modelo devidamente quantificado econômica, social e ambientalmente, a atividade não vai funcionar - alerta.
Denardin recomenda também a diversificação das espécies para ativar a fertilidade do solo com material orgânico adequado.
- É preciso trabalhar com rotação de culturas que produzam quantidade, qualidade e frequência no aporte de matéria orgânica - explica.
De acordo com a Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP), as principais culturas de verão são soja, milho e feijão. E, as de inverno, trigo, aveia e cevada.
Fonte: Canal Rural
20 agosto, 2010 - 14:50h
A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia inclui entre os seus métodos de conservação de recursos genéticos o manejo de um Banco de Germoplasma de Sementes ou Coleção de Base de Sementes (Colbase), que no âmbito nacional faz parte da Curadoria de Germoplasma da Embrapa, juntamente com os Bancos Ativos (BaGs).
A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia inclui entre os seus métodos de conservação de recursos genéticos o manejo de um Banco de Germoplasma de Sementes ou Coleção de Base de Sementes (Colbase), que no âmbito nacional faz parte da Curadoria de Germoplasma da Embrapa, juntamente com os Bancos Ativos (BaGs).
O Banco foi criado em 1976, em consonância com as recomendações do International Plant Genetic Resources Institute (IPGRI), quais sejam, conservação em câmaras frias a -20ºC e sementes com conteúdo de umidade 7% e objetivando conservar fontes genéticas para uso futuro em programas de melhoramento e pesquisas, prevenir e evitar perdas de valiosos recursos genéticos. As atividades básicas relacionadas ao manejo, conservação e uso de germoplasma-semente são recebimento do germoplasma-semente, documentação, controle de qualidade e monitoramento da viabilidade das sementes durante o período de armazenamento.
Na Colbase são conservados acessos de germoplasma nacional e internacional de variedades e cultivares obsoletas, espécies silvestres, espécies afins, raças locais e indígenas. Atualmente, aproximadamente 87.000 acessos de diferentes espécies estão conservados a longo prazo. As principais espécies conservadas são Phaseolus vulgaris (feijão- 10393 acessos), Oryza sativa (arroz - 8776 acessos), Triticum aestivum (trigo- 5583 acessos), Glycine max (soja- 4436 acessos), Sorghum bicolor (sorgo - 3587 acessos) e Zea mays (milho - 2926 acessos).
O enriquecimento da coleção de germoplasma-semente é realizado por meio de intercâmbio e de coleta de sementes de espécies cultivadas e nativas.
O sistema de documentação e informação permite que cada uma destas atividades, seja registrada para cada amostra por produto, constituindo-se no banco de dados da Colbase.
O monitoramento das qualidades fisiológica e sanitária dos produtos que compõem a Colbase é de fundamental importância. Por meio do monitoramento tem sido identificados quais acessos devem ser regenerados e/ou multiplicados, assim como quais patógenos associados às sementes estão contribuindo para a deterioração ou perda de viabilidade dos acessos.
As condições ideais para a conservação a longo prazo de germoplasma- semente são igualmente ideais para a conservação de patógenos a ele associados. Verifica-se que um dos problemas em culturas agronômicas, em todo o mundo, tem sido causado por doenças de plantas. Em países desenvolvidos, estima-se que para algumas culturas, há um prejuízo médio de 15 a 20% do potencial da produção agrícola, devido às doenças. De modo geral, inúmeros danos podem ser provocados em plantas por fungos considerados patogênicos, quando associados às sementes, como redução da produção, má qualidade de sementes e grãos, perdas de poder germinativo e de vigor, ocorrência de plântulas anormais, podridão de raízes, deterioração de sementes, morte de pré e pós- emergência de plântulas.
Entre as principais doenças disseminadas por sementes citamos: brusone (Pyricularia oryzae), mancha parda (Drechslera oryzae) e escaldadura (Gerlachia oryzae) em arroz; antracnose (Colletotrichum lindemuthianum) em feijão, helminthosporiose (Drechslera sorokiniana) em trigo; queima da haste( Phomopsis sp.), antracnose (Colletotrichum dematium) e podridão branca (Sclerotinia sclerotiorum) em soja; helminthosporiose (Helminthosporium maydis) e podridão branca (Diplodia maydis) em milho; antracnose (Colletotrichum gossypii) e ramulose (Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides) em algodão; damping-off (Fusarium, Rhizoctonia e Cylindrocladium) e die-back (Cylindrocladium, Diplodia, Botryodiplodia e Fusarium) em sementes florestais.
A análise sanitária de 13.952 acessos da Colbase detectou a presença de fungos patogênicos e de armazenamento em suas sementes. Isto sugere que os Bancos Ativos podem servir como centro de diversidade para os patógenos. Tem sido recomendado a estes Bancos, a produção e o uso de sementes sadias, para evitar a perpetuação e disseminação de patógenos de plantas e salvaguardar o germoplasma a ser conservado.
A conservação de germoplasma-semente de espécies autóctones, na Colbase está condicionada ao conhecimento de suas características morfo-fisiológicas, de seu comportamento germinativo, de sua tolerância ao dessecamento e sensibilidade ao congelamento. Há mais de uma década, pesquisadoras da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia vêm se dedicando ao estudo de sementes de espécies autóctones (madeireiras, frutíferas, ornamentais e medicinais) para fins de conservação a longo prazo. Estes estudos visam determinar os padrões para testes de germinação e de conteúdo de umidade, caracterizar o tipo de dormência das sementes e avaliar sua tolerância ao dessecamento e sensibilidade ao congelamento a -20ºC e -196ºC. Tais parâmetros são utilizados para classificar as sementes quanto ao seu comportamento para fins de conservação em ortodoxas, intermediárias ou recalcitrantes e avaliar sua qualidade fisiológica antes e durante seu armazenamento na Colbase.
Sementes de 138 espécies nativas, coletadas em distintos locais dos estados de Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Área de Influência do Aproveitamento Hidrelétrico de Serra da Mesa - GO e Distrito Federal, já foram estudadas e classificadas para fins de conservação. As temperaturas de incubação indicadas para a germinação destas sementes são as alternadas de 20-30°C e as constantes de 20°C, 25°C e 30°C. Para a conservação destas sementes a -20ºC, tem sido adotado o conteúdo de umidade ? 8%. Sementes de 120 espécies foram classificadas como de comportamento ortodoxo, uma vez que mostraram-se tolerantes à desidratação e ao congelamento em temperaturas sub-zero. Atualmente, 542 amostras de 82 espécies nativas com sementes ortodoxas, estão conservadas a -20°C, na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
Sementes de duas espécies foram classificadas como intermediárias, pois toleraram a redução parcial do conteúdo de umidade, contudo, apresentaram perda significativa de viabilidade quando expostas a -20°C. Sementes de 16 espécies foram classificadas como recalcitrantes, mostrando-se intolerantes à desidratação e ao armazenamento a curto prazo, em baixas temperaturas (5ºC, 10ºC e 15ºC).
Não existe um método disponível, na atualidade, para a conservação a longo prazo de sementes recalcitrantes, portanto técnicas de conservação alternativas precisam ser definidas. A conservação in vitro, seja em condições de crescimento lento ou criopreservação de eixos embrionários isolados, ou de suas partes, são os métodos mais promissores para a conservação a médio e longo prazo, respectivamente. Tem sido relatado que eixos embrionários podem tolerar teores de umidade por volta de 12% e subsequente congelamento em nitrogênio líquido. Eixos embrionários criopreservados são resgatados usando a cultura e tecidos, sendo que deles se originam plantas inteiras. Tanto a conservação em condições de crescimento lento quanto a criopreservação estão sendo pesquisadas na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Essas técnicas são muito promissoras para a conservação de germoplasma de espécies nativas que apresentam sementes recalcitrantes, como por exemplo, Araucaria angustifolia (pinheiro do Paraná) da Floresta Subtropical, Eugenia uniflora (pitanga), Myrciaria cauliflora (jabuticaba) da Floresta Semidecidual, Bertholletia excelsa (castanha-do-Pará) e Virola surinamensis (ucuuba) da região Amazônica, Campomanesia adamantius (gabiroba), Eugenia bimarginata (falsa-cagaita), Eugenia dysenterica (cagaita),Euterpe edulis (palmito), Hancornia speciosa (mangaba), Inga cylindrica (ingá), Inga ingoides (ingá), Salacia sp. (bacupari), Talisia esculenta (pitomba), Tapirira guianensis (tapirira), Virola sebifera (virola) do Cerrado. Embora se saiba que a propagação dessas espécies ocorra principalmente via sementes, apenas informações preliminares sobre sua germinação e seu crescimento estão disponíveis. Existem relatos de que a propagação vegetativa a partir de mudas pode ser realizada com sucesso em alguns casos.
Referências Bibliográficas
FAIAD, M.G.R.; SALOMÃO, A.N.; FERREIRA, F.R.P.; GONDIM, M.T.P; WETZEL, M.M.V.S.; MENDES, R.A .; GOES, M. de. Manual de procedimentos para conservação de germoplasma semente a longo prazo na Embrapa, Brasília: Embrapa, 1998. 21 p. ( Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Documento, 30).
International Plant Genetic Resources Institute. Genebank standarts. Rome, 1994. 13 p.
SALOMÃO, A. N.; EIRA, M.T.S.; CUNHA, R. da; SANTOS, I.R.I.; MUNDIM, R.C.; REIS, R.B. dos. 1997. Padrões de germinação e comportamento para fins de conservação de sementes de espécies autóctones: madeireiras, alimentícias, medicinais e ornamentais. (Embrapa - Cenargen. Comunicado técnico, 23) 12 p.
SANTOS, I.R.I. Criopreservação: potencial e perspectivas para a conservação de germoplasma vegetal. Rev. Bras. Fisiol. Veg., 12: 70-84, 2000.
Marta Gomes Rodrigues Faiad, Antonieta Nassif Salomão Izulmé, Rita Imaculada dos Santos
Fonte: Portal Ambiental
11 agosto, 2010 - 11:46h
No dia 24 de setembro, a Universidade do Café Brasil (UDC) vai realizar o seminário "Manejo de águas residuárias do café", no Centro de Pesquisas Cafeeiras Eloy Carlos Heringer, em Martins Soares, MG.
Para orientar os cafeicultores sobre as melhores práticas sustentáveis, o engenheiro agrônomo Sergio D'Alessandro vai apresentar os procedimentos corretos para o manejo e tratamento da água utilizada no processamento do grão, antes de devolvê-la à natureza.
O seminário tem entrada gratuita e as inscrições antecipadas devem ser feitas até o dia 21 de setembro na Associação de Cafés Especiais de Minas Gerais (SCAMG), localizada na Rua Desembargador Alonso Starling, 317 - sala 101, em Manhuaçu, ou por meio do telefone (33) 3331-7777. As inscrições também podem ser realizadas no portal da Universidade do Café Brasil.
No mesmo dia, a UDC realizará o seminário "O segredo da produção de cafés de qualidade", no Centro de Excelência do Café em Caratinga, MG. Com o intuito de aproximar os cafeicultores das melhores práticas voltadas à alta qualidade do café, D'Alessandro tirará as dúvidas sobre as melhores técnicas e os procedimentos voltados ao cultivo, à colheita e ao beneficiamento do café.
O evento também tem entrada franca e as inscrições devem ser feitas até 21 de setembro, na Secretaria Municipal de Agricultura de Caratinga, localizada na Rua Coronel Antônio da Silva, 700. As inscrições podem ser realizadas ainda no site da UDC.
Fonte: Globo Rural Online
9 agosto, 2010 - 14:54h
Operação Dinizia será deflagrada em Rondônia.
Iniciou na segunda, dia 2, a Operação Dinizia, que tem como principal objetivo coibir ilícitos ambientais relativos à exploração e industrialização ilegal de produtos e subprodutos florestais, especialmente o combate aos "créditos virtuais", o "esquentamento" de madeira ilegal, muitas vezes proveniente de Terras Indígenas e Unidades de Conservação.
Segundo o Ibama, a operação será deflagrada em Porto Velho, especialmente nos distritos de Jaci-Paraná, Vista Alegre do Abunã, Extrema e Nova Califórnia. Participam da operação, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, a Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança, a Polícia Rodoviária Federal e o Sistema de Proteção da Amazônia. Em conjunto, esses órgãos formam a Comissão Interministerial de Combate aos Crimes e Infrações Ambientais (CICCIA).
- A união dos órgãos federais em ação conjunta é a maneira mais viável para combater os ilícitos ambientais. Ação que se apresenta coroada pela integração das entidades que compõem o CICCIA - avalia o superintendente do Ibama de Rondônia, César Guimarães.
Dinizia excelsa Ducke é o nome científico da popular Faveira Ferro ou Angelim Vermelho, uma das árvores de maior porte e altura da Região Norte. É uma madeira muito pesada e resistente e vastamente utilizada na construção civil, sendo por isso, uma das espécies mais exploradas ilegalmente na Amazônia. Daí surgiu a inspiração para o nome da Operação.
A operação não tem previsão para término.
Fonte: Canal Rural
9 agosto, 2010 - 14:51h
Processo é garantido através do manejo nas culturas de açaí, copaíba e castanha-do-brasil com monitoramento por GPS.
Trabalho iniciado em 2009 em Rondônia mostra importante avanço no setor produtivo primário do Estado no que diz respeito às garantias de um desenvolvimento econômico sustentável. Pelo cronograma do Projeto Extrativismo Comunitário, faz-se agora o acompanhamento, monitoramento e orientação técnica do manejo florestal para extração de óleo de copaíba, de castanha-do-brasil e do açaí, nas reservas de Castanheira, Aquariquara e Maçaranduba, no município de Machadinho do Oeste, a 350 quilômetros de Porto Velho.
O trabalho está sendo feito sob a coordenação do engenheiro florestal Reisso Pontes Soeiro junto a mais de 40 extrativistas que residem nas próprias reservas, depois de diagnosticado o potencial de cada área de produção dessas essências florestais.
- Esse trabalho é fundamental, porque ninguém mais que os produtores conhecem essas reservas. Eles atuam como guias de campo, auxiliando principalmente na identificação da botânica - avalia Pontes Soeiro.
O engenheiro florestal explica que a tecnologia também tem sua parcela na preservação - os produtores atuam, depois de capacitados, com aparelhos de GPS, o que contribuiu para um crescimento produtivo de 10% em um ano.
- Como os produtos são bons e a produção tem qualidade, agora estamos monitorando os resultados do que foi feito na etapa inicial. Isso tudo representa agregação de valor à produção. É um trabalho de longo prazo, porque a coleta da copaíba, por exemplo, ocorre de três em três anos. Agora, só em 2013. O açaí é colhido nos meses de junho e julho e a castanha em abril e maio - reforça Soeiro.
O projeto é desenvolvido pelo Sebrae Rondônia, a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia, prefeitura municipal de Machadinho do Oeste, a Embrapa, Associação Comercial e Industrial de Rolim de Moura e a Associação dos Seringueiros do município de Machadinho e Banco do Brasil. Também integram a ação o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) Rondônia.
Fonte: SEBRAE
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