Arquivos da categoria: 'Etologia'
8 setembro, 2010 - 14:36h
Com exceção daqueles que são acostumados com clima de deserto, os animais também sofrem a baixa umidade que atinge algumas regiões do País. Segundo Enrico Ortolani, professor da Faculdade de Medicina Veterinário e Zootecnia da USP, o tempo seco, o calor e a poeira podem causar problemas respiratórios mesmo em gigantes da natureza.
"Determinados lagartos, ratos e outros animais que vivem em ambientes desérticos e são mais adaptados a condições de clima seco. Agora, animais de clima tropical e que vivem em ambientes com grande umidade sofrem muito com a baixa umidade", diz o professor. Até algumas espécies acostumadas com locais com pouca chuva - como os leões e os elefantes originários da savana africana - sofrem com esse clima que estamos vivendo.
Ortolani explica que a baixa umidade e a poeira fazem com que os cílios do sistema respiratório desses animais percam viscosidade e mobilidade, o que diminui a sua capacidade de impedir que partículas de sujeira cheguem ao pulmão dos animais.
De acordo com o professor, a primeira coisa a fazer é oferecer o máximo de hidratação possível. Se não há um lago onde o animal possa refrescar, pelo menos algumas bacias deveriam ser deixadas próximas a ele.
Fonte: Portal Terra
3 setembro, 2010 - 15:38h
Novo estudo descobriu que aranhas e plantas carnívoras competem entre si por alimentos. As duas espécies costumam se alimentar de insetos, e podem influenciar o comportamento uma da outra, segundo a análise dos biólogos autores do estudo que lecionam na Universidade do Sul da Flórida, Estados Unidos. As informações são do LiveScience.
Competição por alimentos é comum na natureza. Zebras e gazelas, por exemplo, competem por áreas de pastagem na África, em certas regiões, pela qualidade e pelos nutrientes presentes. Porém, estudos anteriormente realizados foram focados em espécies relativamente próximas. O caso de disputa entre plantas e animais é inédito.
Foram coletadas plantas carnívoras e, nelas, foram coladas pequenas barras parecidas com cerdas de escovas de dente cheirando à doce. Os insetos eram atraídos à planta pelo cheiro. Depois, foram plantadas em vasos no laboratório em que foi realizado o experimento. Já plantadas, receberam a companhia de aranhas.
Plantas que dividiram seus alimentos com aranhas produziram menos sementes e flores do que as que comeram os insetos sozinhas. O estudo, então, sugere que aranhas podem afetar a saúde e a reprodução de plantas carnívoras. Porém, não há certeza se as plantas afetam de alguma forma as aranhas. Na vida selvagem, as aranhas montam suas teias próximas às plantas, para aproveitar os insetos atraídos por elas.
Fonte: Portal Terra
18 agosto, 2010 - 14:53h
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12 agosto, 2010 - 14:04h
Dois filhotes gêmeos da panda gigante Rauhin nasceram em um parque da província de Wakayama, centro do Japão, dois anos após o nascimento de outras duas crias da mesma mãe, informaram nesta quinta-feira seus tratadores.
Rauhin, de dez anos, deu à luz na quarta-feira um macho de 158 gramas e uma fêmea de 123 gramas, nascidos com 19 minutos de diferença, segundo o site do parque Adventureworld.
Ainda não foram escolhidos os nomes dos filhotes, que chegaram ao mundo quase dois anos depois que Rauhin teve, no mesmo parque, seus primeiros dois gêmeos, Meihin e Eihin.
Nos dois casos a panda gigante foi fertilizada por métodos naturais, segundo os responsáveis pelo parque.
A própria Rauhin nasceu em 2000, também no Adventureworld, na localidade de Shirahama, e se tornou a primeira mamãe panda que veio ao mundo no Japão.


O parque de Wakayama realiza um programa de pesquisa e criação de pandas gigantes com a colaboração do Centro de Pesquisa de Reprodução do Panda Gigante de Chengdu (China).
Com o programa, as autoridades chinesas enviaram a Wakayama, há dez anos, a fêmea Meimei, que teve dez filhotes (entre eles Rauhin) na China e Japão antes de morrer em outubro de 2008 aos 14 anos, o equivalente a 50 anos humanos.
O panda gigante é um dos animais em maior perigo de extinção devido à dificuldade que tem para se reproduzir, um problema causado pela perda de habitat e a pela endogamia.

Cientistas acreditam que cerca de mil de pandas gigantes vivam em liberdade, principalmente nas florestas das províncias chinesas de Sichuan, Shanxi e Gansu, e cerca de 290 estão em cativeiro em todo o mundo.
Os primeiros pandas que viveram no Japão foram Lan Lan e Kang Kang, doados pela China quando os países normalizaram em 1972 suas relações diplomáticas.
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com
4 agosto, 2010 - 15:44h
Orangotangos pulam de galho em galho no alto de árvores. Mesmo assim, eles gastam menos calorias por massa do que um humano sedentário médio. O único outro mamífero de placenta que gasta menos energia é o bicho preguiça.
Isso é o que diz a pesquisa liderada por Herman Pontzer, da Universidade de Washington em St. Louis, Missouri (EUA), em artigo publicado na revista “PNAS”. O grupo analisou a urina dos animais.
A quantidade de energia usada diariamente por um animal cresce proporcionalmente à sua massa. Quanto mais pesado é o animal, mais energia ele precisa. Mas a equipe de Pontzer acha que a falta de regularidade na disponibilidade de comida no habitat do orangotango (sudeste da Ásia) levou a uma evolução de um tipo de metabolismo especialmente econômico.
O macaco, que é espécie ameaçada, depende de uma dieta de frutas maduras, mas a oferta de alimento na floresta tropical pode cair de repente, forçando o orangotango a sobreviver às vezes meses sem uma alimentação adequada.
Embora a economia metabólica seja útil em meio a ciclos frutas sensíveis, ela não ajuda a repor os números cada vez menores da espécie. Orangotangos levam 12 anos para atingir a idade adulta e procriam-se em intervalos de, no mínimo sete anos, o mais longo de qualquer primata.
O consolo é que florestas degradadas, antes consideradas pouco apropriadas para a espécie, podem ser um ambiente “habitável” para esses simpáticos primatas.
“Se causarmos a extinção dessa espécie”, diz Pontzer, “teríamos uma vergonha adicional, sabendo agora que se trata de um animal que evoluiu para ser um sobrevivente em condições naturais difíceis”.
Fonte: Folha.com
28 julho, 2010 - 17:15h
Um estudo da Universidade de Viena, na Áustria, sugere que os cães "imitam automaticamente" os movimentos de seus donos. Esta imitação automática seria uma parte crucial do aprendizado social a respeito de humanos, diz a pesquisa, que também revela pistas sobre como este tipo de aprendizado evoluiu.
Os cientistas austríacos afirmam que o fenômeno - no qual a visão do movimento de outro corpo faz com que o observador se movimente da mesma forma - é evidente em muitos outros animais. O estudo, liderado pela cientista Friederike Range, também sugere que a forma com que as pessoas interagem e brincam com seus cães enquanto eles crescem modela a habilidade do animal para a imitação.
"Não é algo espontâneo. Os cães precisaram de muito treinamento para aprender isto", disse Range.
Abrindo portas
Range e seus colegas investigaram a habilidade de imitação dos cães com uma série de experimentos com testes simples de abertura de portas.
Os pesquisadores austríacos construíram uma caixa com uma porta na frente, que poderia ser aberta com um puxador.
Os donos dos cães então demonstraram como abrir a porta aos animais, usando a mão ou a boca.
"Quando os donos usaram a mão, o cão tinha que abrir a porta com a pata para conseguir uma recompensa", disse Range.
Quando o dono abria a porta usando a boca, o cão tinha que usar a mesma técnica. "Um segundo grupo de cães tinha que aprender o método alternativo - se o dono usava a mão, eles tinham que usar a boca, e quanto o dono usava a boca para abrir a porta, os cães tinham que usar a pata", explicou a cientista à BBC.
Aprendizado
Os cães que tiveram que imitar a mesma ação que os donos aprenderam a tarefa muito mais rapidamente do que aqueles que tiveram que fazer o contrário.
Isto mostra que os cães tinham uma predisposição para imitar os movimentos de mão/pata ou boca/focinho. Range também notou que, devido ao fato de os cães possuírem um corpo muito diferente das pessoas, eles também tinham que interpretar o que viam.
"Este tipo de aprendizado tem vantagens evolucionárias óbvias para os animais", afirmou a pesquisadora. "Eles podem aprender a respeito de certos aspectos da vida sem ter que aprender por tentativa e erro, o que sempre é mais arriscado."
Fonte: BBC Brasil
19 julho, 2010 - 09:25h
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Projeto de bibliotecas virtuais propõe participação do público universitário na edição de conteúdos
No dia 12 de agosto, o Instituto de Ciências Agrárias (ICA), campus regional de Montes Claros, receberá professores de escolas estaduais e municipais de Montes Claros e região para a aula inaugural de um curso gratuito de capacitação na área ambiental. Depois desse primeiro encontro, os demais módulos do curso serão oferecidos a distância, até o encontro final no Parque Estadual da Lapa Grande, em Montes Claros, onde os professores poderão aplicar o que aprenderem ao longo do curso.
A realização desse curso marcará o início da segunda fase de um projeto de extensão que vem sendo desenvolvido desde 2009 no ICA: o Bibliotecas Virtuais. Parte do programa Universidade Solidária, esse projeto mantém sites como o www.edubrasil.com.br, por meio do qual será oferecido o curso a distância. Como o próprio nome sugere, o objetivo principal do projeto é manter uma biblioteca atualizada para consulta online de trabalhos científicos e técnicos nas mais diversas áreas de conhecimento, além de fotos e espaço para troca de informações entre editores e o público.
Também integram o projeto os sites Ambiente em Foco, com temas relacionados ao meio ambiente de maneira geral, políticas públicas e outros temas atuais; Fauna Brasil, com informações sobre comportamento e bem-estar de animais silvestres e exóticos, e Zootecnia Brasil, na mesma linha, porém sobre animais domésticos; Brasil Atual, sobre agronegócio, economia, saúde humana e política; e Planeta Online, criado para atender outras áreas de conhecimento não atendidas pelas demais páginas.
Ampliar interação No entanto, a proposta de multiplicar o número de editores de conteúdo dos sites e, consequentemente, a interação entre eles, ainda não corresponde ao esperado: praticamente todo o conteúdo é atualizado pelo professor Délcio, que conta com o auxílio de três estudantes do ICA, sendo um bolsista e dois voluntários.
Segundo ele, são necessárias cerca de três horas diárias, de segunda a sexta, e seis horas aos sábados e aos domingos para manter os sites minimamente atualizados. As páginas recebem contribuições, ainda, de um voluntário da Universidade Federal de Viçosa (UFV), um da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e, mais recentemente, outro da Universidade Federal de Lavras (Ufla).
Mesmo que a participação do público na edição dos conteúdos ainda não seja satisfatória, o coordenador do projeto comemora o número de acessos dos sites ligados ao Bibliotecas Virtuais. No último mês de março, eles totalizaram cerca de 980 mil visitas, de internautas de mais de 40 países. Estados Unidos, Portugal, Angola, Moçambique, Itália, França, Alemanha, Rússia, Chile, Peru, Venezuela, México, China, Guatemala, Suíça, Japão e Austrália são alguns dos países que acessam os sites, o que representa 30% de suas visitas.
“O número de acessos só não é maior porque ainda não temos condição de atender todas as demandas do público em potencial, em termos de informação”, avalia Délcio. Segundo ele, para que os sites chegassem a um nível adequado de atualização seriam necessárias pelo menos cinco pessoas trabalhando diariamente em cada um deles.

(Assessoria de Comunicação do ICA)
Segundo o coordenador do Bibliotecas Virtuais, professor Délcio César Cordeiro Rocha [foto], a ideia é que os conteúdos sejam postados e atualizados por grupos de estudos das diversas universidades brasileiras, por meio de login e senha próprios. Assim, além de trabalhos científicos e técnicos, cada grupo pode divulgar eventos e outras informações de interesse nos sites. Para conseguir o login e a senha, os interessados devem entrar em contato com o professor Délcio pelo e-mail universidadesolidaria@yahoo.com.br. “Preciso saber qual o tipo de informação a pessoa pretende postar para direcioná-la ao site mais adequado entre os disponíveis”, explica.
Por: Juliana Paiva
Fonte: UFMG
www.universidadesolidaria.com.br
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12 julho, 2010 - 18:57h
Os biólogos debatem há anos como os animais conseguem aprender o necessário para sua sobrevivência - por herança genética ou quando "moldados" pelo ambiente, por exemplo. Um recente estudo de mangustos selvagens indica, por outro lado, que os filhotes aprendem ao copiar os "adolescentes". As informações são da New Scientist.
Mangustos têm duas maneiras para quebrar ovos de aves antes de comê-los: mordendo ou batendo contra pedras. Os pesquisadores Corsin Müller e Michael Cant, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, deram ovos artificiais aos animais para testar sua reação.
Os animais mais velhos, que acompanhavam os filhotes, mordiam e batiam os ovos artificiais contra pedras, enquanto os pequenos observavam. Em um período entre dois e quatro meses depois, os cientistas deram ovos para os filhotes. Na maioria, os pequenos utilizaram as mesmas técnicas para quebrar a casca que observaram nos "adolescentes".
Os pesquisadores afirmam que o experimento é o primeiro a demonstrar na vida selvagem que conhecimentos, ou "tradições", podem ser passados por imitação. "Eu evito o termo 'ensinar' porque os filhotes estão copiando as técnicas que eles observam", diz Müller à reportagem.
Michael Krützen, da Universidade de Zurique, que também estuda como os animais conseguem aprender, disse à reportagem que o estudo "mostra sem sombra de dúvida, na minha opinião, que a imitação contextual tem um importante papel social na transmissão de comportamentos". Segundo Krützen, como as duas formas de quebrar os ovos coexistem na mesma população de mangustos, as explicações genéticas e ambientais podem ser descartadas.
Ainda de acordo com a reportagem, Müller - que agora trabalha para a Universidade de Viena - diz que uma implicação do experimento é que a aprendizagem social pode ser mais comum na natureza do que se pensa, e não é restrita apenas a espécies mais inteligentes, como chimpanzés, golfinhos e corvos.
Fonte: Portal Terra
6 julho, 2010 - 16:22h
Quando o assunto é canto de pássaros, diamante-mandarins macho (Taeniopygia guttata) superam suas fêmeas, alcançando frequências mais altas que qualquer soprano. Fêmeas, por outro lado, são limitadas a apenas algumas chamadas de baixa frequência.
A extensão vocal é crítica para machos durante a temporada de procriação, quando eles usam suas músicas para atrair fêmeas. Cientistas sabem que os músculos vocais na siringe em aves macho têm o dobro do tamanho daqueles das fêmeas.
Agora um estudo mostra que machos também possuem maior habilidade para controlar seus músculos vocais que fêmeas. É essa habilidade que os permite uma amplitude sonora tão grande.
Pesquisadores operaram pássaros e fêmeas, cortando os nervos que controlam músculos vocais na siringe. Após a operação, os machos ainda podiam cantar, mas não conseguiam produzir altas frequências em suas músicas. Em vez disso, tinham apenas a mesma amplitude de baixa frequência das fêmeas.
"A física é muito similar à da laringe humana", disse Tobias Riede, biólogo da Universidade de Utah (EUA), líder do estudo publicado na revista "Plos ONE". "O resultado pode nos dar pistas sobre como reparar tecidos danificados em cantores, atores, técnicos, qualquer um que use suas vozes em seu trabalho."
Fonte: Folha.com/Ciência
6 janeiro, 2010 - 17:08h
O mistério começou no dia em que o fazendeiro Russ Kremer se viu entre um porco ciumento e sua fêmea. Atacado e ferido no joelho pelo animal, sua perna inchou atingindo o dobro de sua largura normal.
Dois meses de uso de múltiplos antibióticos pareciam não fazer efeito. Uma infecção se espalhou, ameaçando sua vida e desafiando os médicos. A resposta estava nas veias do porco.
O animal recebeu pequenas doses de penicilina (um tipo de antibiótico) em sua alimentação, gerando uma linhagem de bactérias resistentes a outros antibióticos. O germe resistente havia sido transmitido para Kremer.
Assim como o fazendeiro, mais e mais americanos - muitos deles vivendo longe dos estábulos e pastos - estão expostos ao risco da disseminação da prática de alimentar as criações com a presença de antibióticos. Esses animais crescem mais rapidamente, porém também podem desenvolver infecções resistentes a medicamentos que podem ser transmitidas para os seres humanos.
Nos EUA, os fazendeiros dão a suas criações de porcos, gado e galinhas cerca de 8% a mais de antibióticos a cada ano, normalmente para tratar infecções no pulmão, no sangue e na pele.
No entanto, 13% dos antibióticos administrados nas fazendas americanas em 2008 foram usados para que animais sadios se desenvolvessem mais rapidamente. Esses medicamentos geraram uma economia de cerca de 30% no custo da alimentação de porcos jovens.
Agora, o assunto está recebendo atenção como resultado do interesse da Casa Branca e pela agitação causada por novos estudos que apontam a relação entre o uso de antibióticos em animais e a resistência a medicamentos em seres humanos.
Pesquisas - Cientistas afirmam que o uso abusivo de antibióticos em seres humanos e animais está levando a um problema que são as infecções resistentes a medicamentos que mataram mais de 65 mil pessoas nos Estados Unidos no último ano - isso é mais do que a soma dos óbitos decorrentes dos cânceres de próstata e mama, em um país em que 70% dos antibióticos consumidos são destinados ao gado, porcos e galinhas. Em nível mundial, esse tipo de consumo é equivalente a 50% do total.
"Este é um problema real, é o grande lobo mau batendo em nossa porta", disse Vance Fowler, um especialista em doenças infecciosas da Duke University.
O aumento do uso de antibióticos é parte de um crescente problema de doenças resistentes a medicamentos em todo o mundo. Como resultado, doenças mortais como a malaria, tuberculose e as bactérias estafilococos estão ressurgindo em formas mais mortais.
Como resposta, a pressão contra o uso de antibióticos na agricultura está aumentando. A Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu neste ano que a resistência a antibióticos é um dos maiores desafios para a saúde humana. No último mês, a Casa Branca afirmou que o problema é "urgente".
"Se nós não tomarmos cuidado com esses medicamentos e dos programas para administrá-los, estaremos indo para um era pós-antibióticos", disse Thomas Frieden, que estava à frente do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC na sigla em inglês).
Também neste ano, as três agências federais de proteção à saúde pública - Food and Drug Administration (FDA), CDC e o Departamento de Agricultura dos EUA - declararam que as doenças resistentes aos medicamentos originadas do uso de antibióticos em animais são uma "preocupação de emergência séria." Já um representante do FDA afirmou ao Congresso americano que os fazendeiros devem parar de usar antibióticos em suas criações.
Grupos de fazendeiros e representantes das indústrias farmacêuticas rebatem que os medicamentos mantém os animais saudáveis e o preço da carne mais baixo. Eles têm derrotado uma série de propostas para limitar o uso dos antibióticos.
Fonte: G1
6 janeiro, 2010 - 17:00h
A pesquisadora Deise Nishimura, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) perdeu parte da perna direita após ser atacada por um jacaré na Reserva de Mamirauá, em Tefé (AM). O acidente ocorreu no último dia 30, quando a pesquisadora estava em local afastado da sede da reserva. Deise tem 24 anos e estuda botos.
De acordo com o Inpa, após o acidente a pesquisadora conseguiu se comunicar com a base de Mamirauá por meio de um rádio, e foi levada ao hospital de Tefé, onde passou por cirurgia.
Segundo funcionários da reserva, Deise sofreu amputação da maior parte da perna e permanece no hospital, mas está se recuperando bem e pode receber alta ainda nesta semana.
Muitos jacarés - A população de jacarés é muito alta na região de Tefé. Em entrevista ao Globo Amazônia em abril de 2009, o pesquisador Robinson Botero-Arias contou que há lugares em que chega a haver cem jacarés por quilômetros na margem dos rios.
Por causa da grande quantidade de animais, a caça controlada de jacarés é praticada na reserva com a autorização do Ibama.
Fonte: Globo Amazônia
6 janeiro, 2010 - 16:57h
O dono do chamado "melhor emprego do mundo" afirmou ter ficado "à beira da morte" depois de ter sido picado por uma medusa, a poucos dias de concluir suas tarefas de zelador em uma ilha paradisíaca da Austrália.
O inglês Ben Southall explicou em seu blog que levou a picada enquanto praticava esqui aquático em águas da ilha de Hamilton. Southall contou que sentiu muitas dores e só sobreviveu graças a uma pronta assistência médica.
O homem, de 34 anos, que vai receber um total de US$ 120 mil (cerca de R$ 209 mil) por trabalhar por seis meses na ilha, disse que antes de desmaiar de dor, notou como aumentava a febre acompanhada de uma intensa enxaqueca, paralisia parcial do corpo e alta da pressão sanguínea.
Embora seja pequena, a medusa irukandji (Caurukia barnes) tem um veneno até cem vezes mais potente que o de uma cobra, segundo especialistas.
Dois turistas morreram em 2002 por causa da picada dessa espécie, que habita as águas do nordeste da Austrália.
Southall foi eleito para o emprego entre 34 mil candidatos. Entre os requisitos para a vaga, era necessário saber nadar, mergulhar, fazer fotos e vídeos, e relatar pela internet as atividades realizadas durante a missão.
O concurso fez parte do plano publicitário destinado a promover o potencial turístico do estado australiano de Queensland e suas ilhas.
Fonte: G1
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