Arquivos da categoria: 'Bubalinocultura'
8 outubro, 2009 - 10:36h
A ética e a legislação relacionadas ao bem-estar animal serão temas de uma mesa-redonda que acontece no dia 09 de outubro, sexta-feira, de 8:00hs às 11:00hs, no auditório do Bloco C do ICA.
O evento será realizado por ocasião da Semana Mundial dos Animais. Para abrir as discussões, Dra Lenísia de Fátima Barbosa Amaral, assessora jurídica do Instituto Vida Animal (IVA), ONG de Montes Claros, vai apresentar as recentes mudanças na legislação européia que versa sobre o bem-estar animal. “Precisamos conhecer as novas exigências deles em relação à criação animal, para que a produção brasileira tenha mercado lá”, justifica o professor do curso de Zootecnia do ICA Délcio César Cordeiro Rocha. Segundo ele, visando ao mercado europeu, adaptações serão necessárias, como algumas que já estão sendo realizadas aqui em função de exigências anteriores feitas pela legislação européia. “A avicultura industrial tem até o ano de 2012 para adequar o espaço das gaiolas e o número de aves por gaiola segundo o que eles exigem”, exemplifica Délcio.
Também farão parte da mesa-redonda a zootecnista Jane Danielle Nogueira Lima, integrante do IVA, e o acadêmico de Zootecnia Yuri de Gennaro Jaruche. O evento é promovido pelo Grupo de Estudo em Etologia e Bem-Estar Animal (Gebea), Grupo de Estudo em Animais Silvestres (GAS) e IVA.
A participação é aberta a toda a comunidade. As inscrições devem ser feitas no local do evento, minutos antes do início. Os interessados em obter o certificado de participação devem pagar uma taxa de R$ 5. Mais informações com o professor Délcio Rocha, pelos telefones (38) 2101-7731 e (38) 8814-5516 ou pelo e-mail delcio.ufmg@yahoo.com.br
Fonte: ICA/UFMG
17 abril, 2009 - 15:15h
O animal que um brasileiro visualiza quando ouve a palavra "búfalo" não é o mesmo que surge na mente de um americano ou de um africano. A denominação engloba diversas espécies: o bisão ou búfalo americano (Bison bison), o búfalo africano (Sincerus caffer), não domesticado, e os búfalos asiáticos (Bubalus bubalis) -trazidos para o Brasil.
Embora não faça parte da paisagem rural brasileira, o rebanho nacional é um dos maiores do Ocidente, segundo Otávio Bernardes, presidente do Conselho Administrativo da ABCB (Associação Brasileira de Criadores de Búfalo).
Os primeiros animais chegaram pela ilha de Marajó em 1898. Nas décadas de 1940 e 1950, novas raças foram trazidas para atender aos hábitos dos imigrantes italianos, que usavam o leite de búfala para produzir o queijo mussarela. Hoje, o rebanho tem entre 1,3 milhão e 3 milhões de cabeças, segundo dados do IBGE e da ABCB, respectivamente.
Das quatro raças presentes no Brasil, "murrah" e mediterrânea são as mais exploradas na produção leiteira, enquanto os búfalos "jafarabadi", de maior porte, são mais voltados para corte. O rebanho "carabao", usado no sudoeste asiático como força de tração, é o menor.
Pouca gente sabe, mas a carne de búfalo é facilmente encontrada nas prateleiras dos supermercados. "Como é da família dos bovídeos e tem aspecto sensorial muito semelhante, a legislação permite que seja vendida como bovina", diz Bernardes. Mas, nos grandes centros consumidores, há pequenos negócios que vendem a carne de búfalo com a denominação correta.
Já as propriedades nutricionais são bem diferentes. "A carne bufalina tem 12 vezes menos gordura, metade do colesterol e mais ômega 3 que a bovina, além de ter pouca gordura entremeada", diz Bernardes, citando dados do departamento de agricultura dos EUA.
Ainda que a carne seja o produto mais explorado, o mercado que mais cresce é o de laticínios, principalmente no Sudeste. "O leite de búfala chega a ter o dobro de gordura e mais proteína que o de vaca, o que resulta em um rendimento muito grande", diz Bernardes.
A mussarela é o queijo mais cobiçado. Para coibir falsificações –mistura com leite de vaca–, a ABCB instituiu um selo de pureza que reúne nove laticínios e garante o uso de 100% de leite bufalino.
Fonte: Folha Online
16 maio, 2007 - 07:50h
www.zootecniabrasil.com.br em 16/05
13 maio, 2007 - 08:10h
Caros Zootecnistas,
Em homenagem ao dia do zootecnista ( 13 de maio) gostaria de presenteá-los com o novo site www.zootecniabrasil.com.br (em desenvolvimento).
As categoria "zootecnia" e "veterinária" desse site passarão a serem disponibilizadas no "Zootecnia Brasil" (para que possamos acresentar fotos, artigos técnicos e científicos sem prejudicar o acesso ao site)
O www.zootecniabrasil.com.br trará informações técnicas, científicas, mural de recados, curiosidades, fotos a vantagem é que funcionará como um "blog" onde as matérias e artigos fotos poderão ser comentados… Outro fato é que todos poderão se cadastrar como usuários ou especialistas (cadastro gratuito) podendo enviar fotos, artigos, curiosidades… votar enviar enquetes e eventos, ou seja, o portal será aberto para que possamos desenvolve-lo juntos.
Por isso peço a todos que enviem material para publicação, artigos (já publicados, enviando o local de publicação e as devidas referências) teses, dissertações, monografias, resumos…
O objetivo do site é contar com a participação de todos como especialistas, a idéia surgiu das informações desse site www.ambienteemfoco.com.br que em um ano possui mais de 250 mil visitantes únicos e área de zootecnia e agronegócios vêm sendo muito acessadas, com vários comentários e questionamentos nas mais diversas áreas, desta forma, tornando-se quase que praticamente impossíveis de serem respondidas por um único profissional.
Da mesma forma foi criado o site www.faunabrasil.com.br que em cinco meses possui mais de 50 mil visitantes únicos com visitantes de mais de 25 países.
Esses sites não são patrocinados desta forma estaremos prestando um serviço gratuito ao povo Brasileiro. É um "projeto" que só será implementado com a participação de voluntários. Por isso, façam do www.zootecniabrasil.com.br seu canal de divulgação de informações.
Certo de contar com vosso apoio e colaboração, desde já agradeço.
Um cordial abraço zootécnico.
Atenciosamente,
Délcio César Cordeiro Rocha
Zootecnista. Esp. em Ciências Biológicas. Ms em Agronegócios. Doutorando em Zootecnia UFV-MG. (área de produção de animais silvestres)
13 maio, 2007 - 07:59h
Zootecnista é o profissional mais capacitado para o desenvolvimento de dietas equilibradas e adequadas para animais
Pouco conhecida e, por isso mesmo, com freqüência, confundida com a Medicina Veterinária, a Zootecnia é uma área de atuação com muitas possibilidades. "Nós cuidamos dos detalhes da criação, da produção e da produtividade animal, atentando para todo o ciclo de vida. Mas quando o animal adoece, chamamos o veterinário". Com essa explicação da professora Luciana Castro Geraseev, da equipe do curso de Zootecnia da UFMG, a gente começa a entender melhor as atribuições do profissional dessa especialidade.
Faz parte da Zootecnia uma gama de atividades tão grande que certamente o aluno se surpreenderá. Além da administração da produção animal nas fazendas, granjas, empresas de agropecuária, cooperativas de criadores, laboratórios, fábricas de ração, frigoríficos, indústrias de abate, os zootecnistas podem trabalhar em órgãos públicos - como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) - e também em zoológicos.
O zootecnista destrói mitos como, por exemplo, o de que se é macaco, tem que comer, somente, banana. "Aspectos importantes para que os animais se reproduzam são a alimentação e a nutrição", diz o pesquisador Marcos Elias Traad, 59 anos, diretor do Zoológico de Curitiba (PR), lembrando ainda que no ambiente interno dos "zoos", existe uma pesquisa viva, de que participam os zootecnistas.
Parabéns pelo seu dia, pelos trabalhos e pesquisas que todos os profissionais da zootecnia estão desenvolvendo não só em prol da produção e bem-estar animal. Em homenagem ao dia do zootecnista gostaria de presenteá-los com o novo site www.zootecniabrasil.com.br (em desenvolvimento).
30 abril, 2007 - 07:10h
Começa no próximo dia 1º de maio mais uma etapa da campanha de vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa. A imunização abrangerá 15 estados e o Distrito Federal. De acordo com o calendário do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para 2007, os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins devem vacinar todo o rebanho, totalizando mais de 103,8 milhões de bovinos e 903,1 mil bubalinos.
No Mato Grosso, cujo rebanho total é de 26,1 milhões de bovinos e 49,3 mil bubalinos, deverão ser vacinados os animais de zero a dois anos de idade. Em Minas Gerais, devem ser imunizados os bovinos e bubalinos localizados no Circuito Pecuário Centro-Oeste do estado. A segunda etapa da campanha nestes 15 estados e no DF será realizada em novembro, sendo que no Mato Grosso do Sul a vacinação atingirá apenas animais com idade abaixo de 24 meses.
Em Minas Gerais haverá ainda mais duas etapas. Em setembro todo o rebanho com idade abaixo de 24 meses localizado no Circuito Pecuário Leste do estado deverá ser vacinado. No mês de novembro os animais abaixo de dois anos localizados no Circuito Pecuário Centro-Oeste de Minas também deverão ser imunizados.
Em setembro, além de parte do rebanho mineiro, serão vacinados todos os animais da Bahia, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. Também devem ser vacinados em setembro os animais localizados no Arquipélago de Marajó, no Pará.
Fonte: MAPA
24 abril, 2007 - 06:20h
As exportações brasileiras de couros cresceram 37% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2006, aumentando de US$ 403,16 milhões para US$ 552,44 milhões, segundo dados elaborados pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). Em volume, os embarques expandiram 9% em comparação aos três meses do ano passado.
Os principais destinos do couro brasileiro em receita entre janeiro e março foram a Itália (participação de 31,5 % e crescimento de 58% ante 2006), China (participação de 21,7% e elevação de 65%) e Hong Kong (10,62% e diminuição de 8%).
Estados Unidos, Vietnã, Indonésia, Coréia do Sul e Tailândia foram outros mercados importantes para o produto nacional. As vendas externas para o Vietnã cresceram 112% no período, saindo de US$ 6,18 milhões para US$ 13,12 milhões.
O primeiro trimestre de 2007 também registrou incremento nas vendas para outros países que não são importadores tradicionais do couro brasileiro como é o caso do México (expansão de 200%, de US$ 2,43 milhões para US$ 7,31 milhões) e da República Dominicana (aumento de 290%, saindo de US$ 593,9 mil para US$ 2,31 milhões). A Alemanha, por exemplo, expandiu suas compras em 140%, de US$ 3,17 milhões para US$ 7,61 milhões.
Os embarques para Cingapura cresceram 491%, de US$ 616,16 mil para US$ 3,64 milhões, enquanto as exportações para as Filipinas cresceram 72 vezes, saltando de US$ 3,4 mil para US$ 244,9 mil.
Principais estados exportadores
Segundo o balanço dos embarques de couros de janeiro a março de 2007 ante o trimestre anterior, São Paulo detém a liderança estadual (participação de 34,17% e crescimento de 45%), seguido pelo Rio Grande do Sul (participação de 24,61% e aumento de 28%), Mato Grosso do Sul (6,79% e expansão de 47%) e o Paraná (6,77% e elevação de 50%). Os demais estados são: Ceará, Goiás, Bahia e Minas Gerais.
Fonte: Revista Globo Rural
12 março, 2007 - 06:41h
A pecuária de corte optou por adotar novas rotas de produção, direcionando o gado para estados como Minas Gerais, Bahia e Tocantins para fugir da "invasão" das pastagens pela cana. Essa é uma das iniciativas do setor para evitar queda do volume movimentado, que no ano passado somou R$ 64 bilhões, e manter o Brasil como líder mundial de exportação de carne bovina.
Para se manter em alta, os produtores, além da migração do gado, investem cada vez mais em produtividade e buscam o aprimoramento genético, principalmente adotando novas espécies que permitem obter gado mais forte e com maior fertilidade.
"A pecuária está saindo de terras mais valorizadas no Sudeste e abrindo novas fronteiras", garante Ian Hill, diretor da Agropecuária Jacarezinho, empresa rural da família Grendene. "Desta vez, até por questões de meio ambiente, o Norte do País não é a região mais procurada, como aconteceu no passado. O gado de São Paulo e do Centro-Oeste tem se dirigido mais para Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Piauí".
O pecuarista Paulo Sérgio Ribeiro reforça essa tendência de migração. "A cana está tomando conta [das pastagens] e a laranja está ressurgindo no interior paulista", afirma.
Ribeiro era pecuarista da região de São José do Rio Preto, em São Paulo, transferiu sua produção de gado para o norte de Mato Grosso, e hoje utiliza suas terras em Populinas, no oeste paulista, para a produção de cana e laranja.
Ele lembra que a pecuária está migrando, mas as plantas frigoríficas paulistas continuam no estado. Segundo ele, 70% do gado engordado em São Paulo vem de outros estados.
"São Paulo responde por 60% das exportações de carne bovina, mas esses bois vêm de fora. Não podemos simplesmente blindar o estado para se proteger da aftosa de outros estados, senão faltará carne para exportar", alerta ele.
Aposta na produtividade
Para Ian Hill, da Agropecuária Jacarezinho, além dessa migração, o setor aposta na produtividade para continuar a crescer. Há vários sinais, segundo ele, nessa direção. "A taxa média de desfrute do rebanho [percentual do total do rebanho abatido por ano] é um indicador nesse sentido", assegura Hill. "Há dez anos, esse percentual era de 16%. Hoje, saltou para 24%, com abate de animais mais jovens e, por conseqüência, melhor qualidade do produto".
Trata-se de uma necessidade do setor, que tem a liderança mundial na exportação de carne bovina, mas enfrenta dificuldades. Estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o custo operacional total da pecuária subiu 4,8% no ano passado, em média, enquanto a arroba do boi gordo teve alta de 1%, na média ponderada dos estados pesquisados pela entidade.
Para evitar que essa situação perdure por mais tempo, a produtividade é o caminho escolhido pelos pecuaristas.
Uma das ações nesse sentido é a expansão da raça brahman, que tem crescido em escala geométrica: em 1994, existiam 200 cabeças deste tipo de gado no País, que era importado dos Estados Unidos, e hoje o número é de 80 mil cabeças e 150 mil cruzamentos, segundo dados da recém-formada Associação Paulista dos Criadores de Brahman.
Esse crescimento é importante porque o gado brahman é usado no cruzamento com nelore para a obtenção de animais mais fortes e mais férteis.
Mesmo depois da proibição da importação de gado vivo no ano de 2003, devido à febre aftosa, a raça continuou a crescer. Atualmente, o Estado de São Paulo conta com 50 produtores da raça.
O gado brahman é utilizado para o enriquecimento genético da raça nelore, que representa 80% do rebanho brasileiro.
O cruzamento trouxe resultados elogiados pelos pecuaristas, que com essa iniciativa em relação às duas raças conseguem diminuir em até dois anos o abate, com ganho de duas arrobas por animal.
Outra vantagem que o cruzamento traz para o criador é o aumento da resistência a doenças e insetos, facilidade de adaptação a qualquer tipo de terreno e também a temperaturas extremas, além de maior facilidade no parto - fatores que diminuem os custos na criação e no tratamento de doenças do animal.
Para aumentar ainda mais a propagação da raça, produtores propõem a doação de sêmen para pequenos produtores. As associações e núcleos doariam sêmen e as Casas de Agricultura das Cidades cuidariam da distribuição e custo da inseminação.
Fonte: DCI/ portaldoagronegocio
27 janeiro, 2007 - 06:36h
A cadeia produtiva do couro é um dos grandes motores da economia brasileira. O complexo industrial é formado pelos setores de curtumes, de calçados, de componentes, de máquinas e de artefatos de couro. A atividade movimenta receita superior a US$ 21 bilhões por ano, reúne 10 mil indústrias, emprega mais de 500 mil pessoas. Em 2006, as exportações do segmento coureiro-calçadista somaram US$ 4,5 bilhões. As informações são do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).
O Brasil é um dos grandes produtores mundiais de couros - com o processamento ao redor de 45 milhões de unidades, além de maior exportador com embarques da ordem de 35 milhões de peças. Essa posição de destaque é explicada por diversas vantagens comparativas, a começar pela abundante oferta de matéria-prima. O País possui o maior rebanho bovino comercial do mundo, estimado em mais de 190 milhões de cabeças.
Essa quantidade é transformada em qualidade por um moderno parque industrial, operado por mão-de-obra das mais qualificadas do mundo. O nível tecnológico do setor é dos mais apurados em nível internacional, fruto de maciços investimentos na modernização de processos, que absorveram mais de US$ 300 milhões nos últimos anos.
"A despeito das adversidades representadas pelas elevadas taxas de juros, pesada carga tributária, baixa cotação do dólar e demora pelo repasse dos créditos fiscais acumulados nas exportações, os embarques de janeiro a dezembro de 2006 cresceram 34% ante o mesmo período anterior, aumentando de US$ 1,4 bilhão para US$ 1,87 bilhão", salienta o presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Umberto Cilião Sacchelli. O PIB da indústria curtidora brasileira é de cerca de US$ 3 bilhões e a atividade emprega ao redor de 45 mil pessoas.
Segundo o presidente do CICB, Umberto Sacchelli, a cadeia produtiva coureiro-calçadista tem potencial para exportar US$ 10 bilhões e gerar 650 mil novos empregos nos próximos cinco anos.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de calçados, quarto maior exportador e possui treze pólos industriais espalhados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraíba e Bahia, cuja produção foi da ordem de 720 milhões de pares em 2006.
Para mais informações: Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil - (11) 5092-3746.
Fonte: Revista Cultivar
26 janeiro, 2007 - 08:05h
As exportações brasileiras de couros cresceram 34% em 2006, passando de US$ 1,4 bilhão, no ano anterior, para US$ 1,87 bilhão, de acordo com dados do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).
Em dezembro, as vendas externas do setor registraram US$ 186,4 milhões, valor 41% superior aos US$ 131,9 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. Já em volume, as exportações no mês de dezembro foram 20% maiores quando comparadas ao mesmo mês do ano anterior.
- A indústria de processamento de couros está aumentando cada vez mais sua participação no mercado mundial, a despeito das dificuldades representadas pelas altas taxas de juros, pela pesada carga fiscal e pela sobrevalorização do real sobre o dólar - diz o presidente do CICB, Umberto Cilião Sacchelli.
Os principais destinos do couro brasileiro foram a Itália (participação de 26,86% e elevação de 52% ante 2005), China (participação de 20,30% e aumento de 52%) e Hong Kong (15,22% e incremento de 22%).
Fonte: Agência O Globo
15 janeiro, 2007 - 07:48h
Na classificação zoológica, os búfalos domésticos, pertencem à família Bovidae, à subfamília Bovinae (mesma classificação dos bovinos) e à espécie Bubalus bubalis, sendo distinto do búfalo africano, Syncerus caffer e do búfalo americano, Bison bison. Podem ser classificados também em tipo: rio com coloração preta e com 50 pares de cromossomos; e, de pântano, com coloração mais clara e 48 pares de cromossomos.
A espécie teve origem no continente asiático, depois foi levada à Africa, mais tarde à Europa e Oceania e por último à América. No Brasil, foi introduzida através da Ilha de Marajó, em 1895, espalhando-se por todas as regiões fisiográficas, predominando na região Norte, com um efetivo acima de 50% do total nacional, estimado em três milhões de cabeças.
O búfalo é conhecido como o "trator vivo do oriente", devido ao seu grande potencial como animal de trabalho, sendo intensamente utilizado em campos de produção de arroz. Seus largos cascos fendados e as articulações do boleto, com até 180° de flexibilidade, proporcionam a redução do esforço de sucção quando o animal se desloca em solos moles
ou lamacentos. Dificilmente ficam atolados. Além da flexibilidade da articulação metacarpo-falangeana, os cascos ou unhas são muito duros, permitindo que essa espécie trabalhe com as patas mergulhadas na lama ou água. E ainda, a estrutura corporal dos bubalinos, especialmente a distribuição do peso sobre os membros, dá a essa espécie uma grande força de tração.
É notável a longevidade de trabalho do búfalo. Na Ásia, não é raro encontrar búfalos que continuam a trabalhar com idade de 30 anos, havendo relatos de animais trabalhando com 40 anos. Os búfalos podem ser usados para os mais diversos tipos de serviço, tais como: encoivaramento, aração, gradagem, nivelamento de terreno, capina, tração de carroça, tração de pequenas embarcações fluviais, montaria, arrasto de toras de madeira, bem como alargamento, aprofundamento e limpeza de drenos e beneficiamento de grãos.
Adaptam-se, também, ao constante trabalho circular (espremer cana, amassar barro para tijolos). Os búfalos podem trabalhar cinco horas por dia e arar de 0,25 a 0,33 ha, podendo chegar a 3 ha de terra irrigada. Dois búfalos podem puxar duas toneladas de carga em carroças com rodas pneumáticas, por 25 a 32 km em um dia.
Sabe-se que mais de 80% da produção agrícola nacional provém da pequena produção, ou seja, da agricultura que tem como base a família. Segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos, no Brasil, os pequenos criadores (com rebanho entre dez e 50 cabeças de búfalos) representam 70% dos criatórios. Nas pequenas propriedades, essa espécie tem sido utilizada para o cultivo de lavouras e como fonte de proteínas nobres de baixo custo, como o leite e a carne.
No extremo sul do país, em criações extensivas, os bubalinos podem ser abatidos aos 24 meses com, em torno de, 450kg de peso vivo. A carne dos búfalos apresenta características qualitativas similares à dos bovinos, sendo mais magra e tendo um baixo nível de colesterol. Comparada à bovina apresenta 40% menos colesterol, 12 vezes menos gordura, 55% menos calorias, 11% a mais de proteína e 10% a mais de minerais. Devido aos baixos índices de gordura e colesterol é uma carne indicada para pessoas com problemas cardíacos.
O leite tem coloração branco-opaca e sabor adocicado. É mais concentrado do que o dos bovinos. Possui maiores teores de proteína, gordura e minerais. A grande importância do leite bubalino está em proporcionar produtos lácteos de grande qualidade (mozzarella e iogurte). Seu rendimento industrial pode superar o rendimento do leite bovino em mais de 40%.
Devido às características inerentes à espécie, que vão desde rusticidade até a produção de alimentos de alta qualidade, a bubalinocultura seria uma alternativa à agricultura familiar no extremo sul do país, pois ajudaria a melhorar a qualidade de vida desses pequenos produtores,
mantendo-os no campo.
Por: Maria Cecilia Florisbal Damé (cecilia@cpact.embrapa.br) - Pesquisadora da Embrapa Clima Temperado - Pelotas, RS
Fonte: Embrapa Clima Temperado
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