Arquivos da categoria: 'FAUNA'
6 setembro, 2010 - 16:51h
A Estação Ecológica tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas.
É de posse e domínio públicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites serão desapropriadas, de acordo com o que dispõe a lei. É proibida a visitação pública, exceto quando com objetivo educacional, de acordo com o que dispuser o Plano de Manejo da unidade ou regulamento específico. A pesquisa científica depende de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade e está sujeita às condições e restrições por este estabelecidas, bem como àquelas previstas em regulamento.
Na Estação Ecológica só podem ser permitidas alterações dos ecossistemas no caso de:
I - medidas que visem a restauração de ecossistemas modificados;
II - manejo de espécies com o fim de preservar a diversidade biológica;
III - coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas;
IV - pesquisas científicas cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que aquele causado pela simples observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas, em uma área correspondente a no máximo três por cento da extensão total da unidade e até o limite de um mil e quinhentos hectares.
Fonte: Ambiente Brasil
6 setembro, 2010 - 16:10h
Um estudo sobre o potencial econômico das Unidades de Conservação do Brasil, como parques e florestas públicas, é desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo é levar os resultados obtidos à COP-10, a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, que acontece em novembro, na cidade de Nagoya, no Japão.
A partir do estudo, será elaborado um diagnóstico das oportunidades econômicas que áreas de preservação brasileiras oferecem. "O país tem um amplo potencial de aproveitamento dos parques, que ainda é pouco conhecido e explorado", diz Fábio França de Araújo, diretor do departamento de áreas protegidas do MMA.
Das 310 áreas de conservação federais e 374 estaduais apenas 26,7% permitem variedade de usos econômicos, como ecoturismo, pesquisa científica, manejo de recursos florestais e agricultura. Nos Estados Unidos, por exemplo, o turismo em parques nacionais promove uma receita de US$ 15 bilhões na economia e gera 250 mil empregos.
Fonte: Globo Rural Online
6 setembro, 2010 - 16:07h
Mato Grosso é o estado com maior número de focos, seguido do Pará.
Em Tocantins, Ilha do Bananal já perdeu 45% de sua área total.
A estiagem que já dura meses no centro do país é a principal responsável pelo aumento de focos de incêndio. A situação registrada em agosto é preocupante, pois o número de casos triplicou na comparação com agosto do ano passado.
O total de focos de incêndio em agosto chegou a 26.954, aumento de 260% em relação ao mesmo período do ano passado. Mato Grosso é o estado com o maior número de registros: 8.359 focos, 500% mais que há um ano. No Pará, foram registrados 5.772 focos, aumento de 140%.
Em Tocantins, foram 4.357 casos, variação superior a 600% na comparação com agosto de 2009. No estado, o fogo destruiu quase metade da vegetação da Ilha do Bananal e o trabalho dos bombeiros para controlar as chamas é intenso. No total, 150 homens estão em alerta, reunindo forças do Exército, do Ibama e do Corpo de Bombeiros, além de indígenas que se dividem em dois grupos para que o combate não seja interrompido. Dos mais de 2 milhões de hectares da Ilha do Bananal, pelo menos 45% já foram destruídos.
Em Mato Grosso, o fogo já atingiu a mesma área três vezes nos últimos dias e sobrou pouca coisa nas propriedades rurais. Pastagens foram queimadas e há muita fumaça.
Uma das regiões atingidas é a do assentamento Antônio Conselheiro, onde vivem cerca de 1.500 famílias. Na propriedade, o fogo atravessou a pastagem e chegou ao bananal, onde cerca de 3.000 pés foram perdidos em menos de 24 horas.
A agricultora Maria Aparecida Souza teve de assistir ao fogo destruir sua propriedade de 25 hectares sem poder fazer nada. "Queimou tudo que eu tinha e agora fiquei sem onde apanhar minhas três cabeças de criação", afirma.
Em Brasília, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, avaliou a situação das queimadas no país. "O dado do Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (Inpe) é que tem menos queimadas hoje na Amazônia do que teve no passado e tem queimada bastante crítica acontecendo no cerrado, embora não seja o ano mais crítico. Nós tivemos uma situação mais crítica em 2007", disse ela.
Fonte: G1/Amazônia
6 setembro, 2010 - 16:04h
Localidades decretaram emergência.
Defesa Civil emitiu estado de alerta para 25 cidades.
A seca do Rio Solimões e seus afluentes Purus e Juruá deixou quatro municípios do Amazonas isolados por via fluvial, como informa a Agência Estado. Envira, Benjamim Constant, Itamarati e Canutama, todas na região oeste do estado, têm estoque de alimentos, água e gasolina para só mais 15 dias.
Pelo menos 70 comunidades rurais desses municípios se encontram sem água potável - e sem chuvas - desde o mês passado. Os municípios decretaram estado de emergência. A Defesa Civil estadual, contudo, emitiu um estado de alerta para a seca que atinge severamente, além desses quatro, outros 25 municípios. O governo deve iniciar nesta semana o envio de alimentos e água para as cidades atingidas.
Peru
O desabastecimento é um problema que já ameaçava as comunidades do transcurso do Solimões no Peru. Ali, o nível da água no rio é o mais baixo desde 2004, ano com o menor registro histórico no nível de água até então, segundo informe técnico elaborado pela Defesa Nacional do país.
"O transporte de produtos de primeira necessidade não está chegando de maneira regular. Em condições normais, demora-se de 12 a 15 dias, mas agora o tempo duplicou", disse Robert Falcón, chefe regional da Defesa Nacional, para o jornal peruano "El Comercio". "Isso faz crescer a especulação e os preços dos alimentos sobem."
Fonte: G1/Amazônia
6 setembro, 2010 - 16:00h
Cascudo tem dentição específica para se alimentar desse material.
Exemplares encontrados em expedição ainda serão descritos formalmente.
Cientistas identificaram uma nova espécie de peixe que se alimenta de madeira, em expedição realizada entre 21 de julho e 3 de agosto deste ano. A descoberta foi feita durante o projeto "Revisão da Fauna Aquática no Parque Nacional do Alto Purus", financiado pela Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, na Amazônia peruana.
A expedição marcou a terceira etapa de um estudo feito durante três anos para documentar a vida aquática dos departamentos de Ucayali e Madre de Dios, nas cabeceiras dos Rios Yurúa e Purus, no Peru.
Integrante da equipe de cientistas da expedição, o brasileiro Paulo Petry, professor associado do departamento de ictiologia no Museu de Zoologia Comparada da Universidade Harvard, nos EUA, explica que os exemplares encontrados da espécie são os primeiros que permitirão a retirada de tecidos para fazer análises genéticas.
"A descrição formal da especie deverá sair em dezembro na revista 'Copeia' e está sendo feita por três colegas especialistas", diz Petry, que também é cientista da organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC).
O peixe identificado é de uma nova espécie de panaque, um tipo de cascudo que come madeira, segundo Petry. "O grupo tem dentes em forma de colher, que são adaptados a raspar os troncos de árvores que caem nos rios. Este padrão de dentição é único a este grupo que consome madeira", diz ele.
Petry explica que existem cerca de 12 espécies de cascudos que comem madeira, distribuídos em grandes bacias hidrográficas na América do Sul. "Várias delas são endêmicas e têm uma distribuição relativamente restrita. A espécie que coletamos é a de maior porte que se conhece, chegando a 70 cm de comprimento. No Peru, a chamam de carachama gigante", conta Petry.
Indígenas na região do Purus já conheciam o peixe, segundo o professor. "Eles o chamam de ishgunmahuan no idioma sharanahua", diz.
"Os primeiros exemplares foram encontrados na região oeste da Amazônia peruana há alguns anos e eram somente as carapaças ósseas externas. Não haviam sido encontrados exemplares vivos."
Fonte: G1/Amazônia
6 setembro, 2010 - 15:55h
As baratas, insetos considerados sujos por essência, poderiam contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos contra bactérias resistentes, segundo cientistas britânicos que descobriram substâncias com propriedades antibióticas inesperadas nestes insetos.
Uma equipe da Universidade de Nottingham identificou até nove moléculas diferentes no cérebro e nos tecidos nervosos de baratas e gafanhotos, substâncias tóxicas para as bactérias e que poderiam resultar em tratamentos para certas infecções frequentemente resistentes a antibióticos comuns.
Segundo os cientistas, estes tecidos seriam, ainda, capazes de matar mais de 90% dos Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA, na sigla em inglês) e de Eschirichia coli (E. coli), sem prejudicar as células humanas. Os pesquisadores estão, agora, estudando as propriedades específicas das substâncias descobertas em laboratório.
Para Simon Lee, da Escola de Medicina e de Ciência Veterinária da universidade britânica, esta descoberta aparentemente surpreendente é, na verdade, previsível.
"Os insetos costumam viver em meio a condições sanitárias e de higiene muito ruins, em ambientes onde estão expostos a um grande número de bactérias diferentes. Portanto, é lógico que eles tenham desenvolvido meios de se proteger dos microorganismos", explicou.
"Nós esperamos que estas moléculas possam conduzir a tratamentos contra as infecções causadas por E. Coli e MRSA, que se tornam cada vez mais resistentes aos medicamentos atuais", acrescentou Lee.
"Além disso, estes novos antibióticos poderiam constituir uma alternativa para os tratamentos já disponíveis, que podem ser eficazes, mas têm efeitos colaterais indesejáveis importantes", disse o pesquisador.
Fonte: Portal Terra
6 setembro, 2010 - 15:52h
Quarenta e seis países tiveram uma ideia mais clara, nesta sexta-feira, do que representará assegurar um acordo de centenas de bilhões de dólares em ajuda climática, uma questão que ameaça as esperanças de que seja aprovado um tratado sobre o aquecimento global.
O encontro informal de dois dias, que reuniu os maiores ''players'' da questão climática, indicou que o apoio crescente a um "fundo verde" para ajudar a levantar 100 bilhões de dólares ao ano até 2020, disseram alguns dos participantes.
A ministra mexicana das Relações Exteriores, Patricia Espinosa, disse ser possível que o fundo receba sinal verde, em dezembro, durante a conferência da Convenção-quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), formada por 194 países.
"Esperamos poder tomar uma decisão muito formal com respeito ao estabelecimento do fundo e, ao mesmo tempo, decidir sobre como fazer este fundo conseguir destinar os recursos imediatamente, porque há um senso de urgência", disse Espinosa a jornalistas.
No entanto, o otimismo dela foi rebaixado pelos Estados Unidos, ao alertar que espera uma contrapartida sobre outros temas ambientais revelantes, especialmente o corte de gases de efeito estufa e o monitoramento das garantias nacionais, antes da implantação do Fundo Verde.
"Isto tem que ser parte de um pacote", disse o enviado climático americano Todd Stern.
"Isto não significa que poderemos negociar mais adiante, (mas) todos estes elementos chave precisam se mexer, não apenas um ou dois", acrescentou.
O encontro de Genebra visava a restaurar a abalada confiança e focar no pragmatismo após o quase fiasco da Cúpula de Copenhague, em dezembro passado, concebido para selar um acordo para intensificar os cortes de emissões dos gases de combustíveis fósseis a partir de 2012 e reunir bilhões de dólares em ajuda para países vulneráveis.
Marcada por trocas de acusações, a cúpula foi encerrada com um acordo de último minuto, batizado de Acordo de Copenhague, no qual se estabeleceu a meta de reduzir o aquecimento global a dois graus Celsius e contou com o registro de promessas voluntárias para reduzir emissões.
Os países ricos também prometeram mobilizar até 100 bilhões de dólares ao ano em ajuda climática até 2020.
As conversações de Genebra reúnem as maiores economias, os grandes emergentes e países representantes das nações pobres, com vistas a trocar ideias sobre quem deveria administrar o dinheiro e como deveria ser supervisionado.
A secretária-executiva da Convenção-quadro, Christiana Figueres, descreveu o evento como "uma discussão muito, muito útil".
"Muitas propostas foram feitas. Cabe aos negociadores pegar estas ideias, selecioná-las e inseri-las na discussão mais ampla", disse à AFP.
Um painel de especialistas sob o mando do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estuda as opções de financiamento, inclusive com a atribuição de taxas de emissões de carbono. O painel se reúne pela última vez em Adis Abeba em 12 de outubro e lançará seu relatório "em 30 de outubro", explicou Janos Pasztor, integrante do painel.
Fonte: Portal Terra
6 setembro, 2010 - 15:47h
Morando perto da praia, vejo que as tabelas de maré são bastante precisas. Como essas previsões são feitas?
R. Os horários de maré alta ou baixa dependem não só das conhecidas forças gravitacionais da lua e do sol, mas também de fatores que incluem a configuração da linha costeira, a profundidade da água, a topografia do fundo do mar e as condições meteorológicas, segundo o National Ocean Service, parte da agência governamental norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration (administração oceânica e atmosférica nacional).
Para uma determinada localização, as observações de um medidor chamado marégrafo são geralmente analisadas junto à reação dos níveis de água em relação aos movimentos da Terra, da lua e o sol. Os resultados da análise e as posições futuras da Terra, lua e sol, que são conhecidas, são então combinados para fazer as previsões.
As marés reais podem diferir significativamente das previsões baseadas unicamente nas forças astronômicas usadas nesta análise, então as tabelas de marés consideram também os efeitos climáticos. Para máxima precisão, pode ser utilizada uma série de observações de marés, abrangendo de um ano a até um ciclo de 18,6 anos, segundo o serviço oceânico.
Nos Estados Unidos e em seus territórios, o serviço mantém uma rede de aproximadamente 156 medidores para monitorar continuadamente as marés, além de estações temporárias de curto prazo.
Em muitas regiões (como aquela ao norte da Baía de Chesapeake), os efeitos do clima sobre a variação diária no nível da água são mais significativos do que a astronomia, dificultando previsões precisas de maré.
Fonte: Portal Terra
6 setembro, 2010 - 15:43h
Dois pandas gigantes gêmeos nasceram no parque Adventure World, em Wakayama, e já viraram astros no Japão.
A imprensa foi reunida na última sexta-feira para ser apresentada aos filhotes, que pesam 760 gramas e 682 gramas. Os dois nasceram no dia 11 de agosto, filhotes do casal Rauhin e Eimer.
O centro japonês comemorou o nascimento dos gêmeos também por ter sido o resultado de inseminação natural, fato raro entre pandas em cativeiro.
Em geral, estes ursos perdem o interesse por sexo quando são presos.
O centro de reprodução em Wakayama é o mais bem-sucedido fora da China. Mais de dez pandas já nasceram no local.
Estima-se que existam apenas cerca de 1,6 mil pandas selvagens, a maioria deles nas montanhas de Sichuan, na China. Outros 210 vivem em cativeiro.
Fonte: Folha.com
6 setembro, 2010 - 15:34h
Mais de 40 países, representantes de todos os interesses na luta contra a mudança climática, debatem nesta quinta (2) e sexta-feira em Genebra (Suíça) como aumentar o financiamento no longo prazo de medidas para mitigar e adaptar-se ao aquecimento do planeta, a fim de preparar o terreno para a conferência de Cancún.
"Todos sabemos que a redução e a gestão do aquecimento climático exigirão importantes recursos financeiros. A regra da questão financeira é uma condição essencial para o sucesso das negociações de Cancún sobre o clima", assinalou o conselheiro federal suíço Moritz Leuenberger, ao inaugurar hoje este encontro.
Copresidido pela Suíça e México, o diálogo de Genebra sobre o clima é um encontro informal, que não faz parte das negociações oficiais da convenção da ONU sobre o clima, pelo qual não serão adotadas decisões.
Embora exista um consenso geral sobre a necessidade de aumentar os fundos para lutar contra a mudança climática, os países diferem sobre questões de como e onde partirão os recursos, qual será o papel do setor privado, que desenho terá o novo fundo sobre o clima e como será administrado o acesso e repartição dos fundos.
A secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres –sucessora de Yvo de Boer–, ressaltou hoje que recentes grandes desastres como as inundações do Paquistão e os incêndios da Rússia levaram "um crescente sentimento de urgência" nestas negociações.
A diplomata costarriquenha, que é a principal responsável destas negociações para reduzir as emissões de gases poluentes, acredita que ainda há esperanças de que na cidade mexicana de Cancún "possam ser adotadas decisões claras".
DINHEIRO
A base é o compromisso adquirido na conferência de Copenhague de 2009 pelos países industrializados de ajudar com US$ 30 bilhões aos países em desenvolvimento entre 2010 e 2012, e depois, até 2020, com US$ 100 bilhões cada ano.
A segunda quantia é julgada insuficiente pelos países em desenvolvimento. Na opinião de Figueres, "é difícil saber o custo da adaptação à mudança climática, isso só o tempo dirá, mas US$ 100 bilhões anuais é o mínimo que se requer".
Lembrou que "não está claro ainda de onde vai sair esse dinheiro, o que o certo é que uma só fonte de financiamento não pode gerar essa quantidade ao ano".
No centro das discussões está o conceito da responsabilidade histórica dos países industrializados em um problema, a mudança climática, que afeta todos.
Os países industrializados são responsáveis por 76% das emissões de dióxido de carbono até 2009, contra 24% dos países em desenvolvimento.
Mas a mudança registrada com o crescimento de grandes economias emergentes como China, a Índia e Brasil, acrescentou novos elementos à discussão, ao que se soma o fato de que os Estados Unidos, o maior poluidor per capita do planeta, é o único dos desenvolvidos que não assinou o protocolo de Kioto.
"Os governos dos países civilizados têm uma responsabilidade, mas é preciso entender que se só eles cumprem essa obrigação moral, não será suficiente", afirmou Figueres.
"Temos de buscar outras fontes de financiamento, que podem vir do setor privado, do mercado de carbono, de instrumentos interessantes e inovadores e, no fim, teremos diferentes fontes que podem chegar aos US$ 100 bilhões", acrescentou.
Embora tenha ressaltado "que os que causaram o problema historicamente, têm essa responsabilidade histórica…os países em desenvolvimento têm de evitar seguir os padrões de consumo e produção que tiveram os industrializados nos últimos cem anos".
Com relação ao papel dos Estados Unidos nesta luta global, opinou que "tem de participar do esforço global… de uma maneira paralela à responsabilidade histórica que tem".
E disse que a primeira economia mundial poderia "dar a sua indústria um grau de competitividade que está perdendo frente aos países que se deram conta que é preferível impulsionar uma indústria limpa, em vez continuar com uma obsoleta".
O México tenta assegurar mediante distintas reuniões que Cancún alcance êxito, e a chanceler mexicana, Patricia Espinosa, se somará esta noite à reunião de Genebra.
A ONU procura conseguir em Cancún um acordo global vinculativo e ambicioso que substitua o Protocolo de Kyoto sobre a redução das emissões de gás de efeito estufa quando este expire em 2012, mas a conferência vem precedida do fracasso da realizada em Copenhague.
Fonte: Folha.com
3 setembro, 2010 - 16:08h
Os SAF's apresentam várias vantagens, frente a sistemas de monocultivos, tais como: utilização mais eficiente do espaço, redução efetiva da erosão, sustentabilidade da produção, e estímulo a economias de produção com base participativa.
No final da década de 80, os problemas ligados à degradação dos recursos naturais adquiriram acentuada importância e, com isso, surgiram propostas de racionalização do uso do solo dentre elas a de geração de sistemas agroflorestais (SAF's) que combina benefícios de produção, econômicos, sociais e ambientais.
Os SAF's apresentam várias vantagens, frente a sistemas de monocultivos, tais como: utilização mais eficiente do espaço, redução efetiva da erosão, sustentabilidade da produção, e estímulo a economias de produção com base participativa. Dado ao caráter de múltiplo propósito das árvores, com os SAF's se pode aproveitar as vantagens dos diferentes estratos da vegetação para diversificação da produção, do uso da terra, da utilização da mão-de-obra e da renda, agregação de valor econômico e a produção de serviços ambientais.
A Embrapa Florestas iniciou trabalhos com SAFs em 1981 e a partir daí vários experimentos foram conduzidos gerando subsídios para a composição de SAF's que promoveram a diversificação de produtos e de receitas e aumentaram o interesse e o entusiasmo com a agrofloresta. A seguir são apresentados alguns desses experimentos.
Sistema silvipastoril com Pinus elliottii e gado de corte: concluiu-se que a manutenção de bovinos, em áreas florestais aumentou a produção de carne sem prejuízo para o desenvolvimento do Pinus, além de reduzir os riscos de incêndio e os custos de sua prevenção. Também constatou-se a conveniência de que a carga animal não ultrapasse o limite de 0,5 cabeça/ha no povoamento florestal e, que a execução de podas no povoamento, durante a permanência do gado, permite maior duração da pastagem sombreada.
Tolerância de gramíneas forrageiras a diferentes graus de sombreamento: testando-se braquiária x (trigo/soja/café)
Local - -
Sistemas silvipastoris
Erva-mate/bracatinga/araucária X pastagem Regional
Faxinal Pontual - -
Eucaliptos/pinus/acácia-negra/ x pastagem Pontual
Extraído de: MONTOYA, L.J.; MAZUCHOWSKI, J.Z. Estado da arte dos SAF's na região sul do Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS, 1 ENCONTRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS NOS PAÍSES DO MERCOSUL, 1., 1994, Porto Velho. Anais. Colombo: EMBRAPA-CNPF, 1994. v.1. p.77-96. (EMBRAPA-CNPF. Documentos, 27)
Pontual: utilização por algumas empresas de reflorestamento ou unidades produtoras; Local: utilização em poucos municípios; Regional: utilização em áreas de abrangência de vários municípios.
Os SAF's, em seus diversos tipos constituem-se em alternativa de manejo integral entre árvores x cultivos x pastagem, tornando-se evidente o caráter multipropósito das lenhosas perenes como geradoras de produtos tangíveis (alimentos, madeira, lenha, forragem), de serviços (sombra, quebra ventos, melhoria da fertilidade dos solos), sócieconômicos (diversificação de renda e mão-de-obra).
Contudo, a introdução do componente florestal na atividade agrícola e pecuária, não deve ser vista apenas como parte do desenho agroflorestal e sim dentro de um programa de desenvolvimento rural e com base em diagnósticos participativos. (Para tal, e em função das mudanças em torno da floresta, é necessário a definição de ações de pesquisa e de capacitação sob um enfoque integral, que contemple não só as ações a nível do subsistema (agrícola, pecuário, florestal) por unidade de área, mas também as relações entre os subsistemas da unidade produtiva, do grupo sócioeconômico e do regional. Assim, é necessário aprofundar o conhecimento das relações do produtor com a floresta no sentido mais amplo; como fonte de matéria prima, como fonte de alimentos, como melhoria de qualidade de vida e de lazer.
Engenheiro-agrônomo, Doutor, Pesquisador em Sistemas Agroflorestais da Embrapa Florestas. lucmont@cnpf.embrapa.br Engenheiro-agrônomo, Doutor, Pesquisador em Sistemas Agroflorestais e Chefe Adjunto de P&D da Embrapa Florestas. medrado@cnpf.embrapa.br
Fonte: Extraído do Portal Ambiental
3 setembro, 2010 - 16:04h
Novos incêndios atingiram áreas florestais no Rio de Janeiro. No Parque Estadual dos Três Picos, administrados pelo Instituto Estadual de Florestas, Inea, cerca de 80 hectares de pastagens, florestas e campos rupestres foram atingidos.
O foco foi identificado em um local chamado de Buraco do Ouro, em Teresópolis. O combate foi feito por 25 homens, incluindo agentes do Inea, bombeiros e guarda-parques. Na quinta-feira, 02, foi realizada a operação de rescaldo no local.
A administração do parque acredita que o fogo teve início a partir de queimadas de limpeza de pasto realizadas por proprietários rurais do entorno do parque. O fogo alastrou-se para a régio do parque devido às condições climáticas, com tempo seco e baixa umidade.
Outro incêndio foi identificado, no final de semana, na região das Torres de Bonsucesso, atingindo cerca de 20 hectares. Denúncias indicam que jovens teriam soltados fogos de artifício no local.
Nos dois casos, será apurada a responsabilidade dos suspeitos, que podem ser multados e responder a processo por crime ambiental.
O Inea registra em seu site um relatório com o Índice de Risco de Incêndios, com atualização diária, conforme publicado em EXCLUSIVO: Inea lança alerta contra incêndios em unidades de conservação no Rio. O endereço para acesso aos índices é: http://www.inea.rj.gov.br/.
*Fonte: Portal Ambiental com informações do Inea.
3 setembro, 2010 - 15:57h
Ação ocorreu na área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Pescadores estavam armados e foram levados a Tabatinga, mas 2 fugiram.
Agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Amazonas apreenderam nesta semana cerca de 2 toneladas de peixe pirarucu e 140 tracajás capturados de maneira irregular em uma região onde vivem milhares de índios em situação de isolamento. A ação ocorreu no Vale do Javari, no oeste do estado, próximo à área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
De acordo com Fabrício Ferreira Amorim, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental do Vale do Javari, o material estava embalado e pronto para ser transportado ao município de Atalaia do Norte, de onde poderia ser levado a Manaus ou a Letícia, já na Colômbia, e de lá para Bogotá. Um quilo de pirarucu não sai por menos de R$ 15 e pode chegar a R$ 40.
Queimada causa nuvem gigante e ofusca satélite no Pará 'Restaurante canibal' alemão é invenção de campanha pelo vegetarianismo Rio com baixo nível de água ameaça abastecimento na Amazônia peruana Índios no Pará ganham direito a indenização por devastação em sua terra Agosto tem três vezes mais incêndios na comparação com mesmo período de 2009 Índice de desmatamento da Amazônia em julho segue tendência de queda Força Nacional é acionada para conter invasão em Anapu, no PA Operação resgata botos presos em rio assoreado na Bolívia
A identificação do crime ambiental foi possível graças a uma denúncia feita por indígenas Kanamary que moram no Alto Rio Itaquaí e viajavam em direção à Atalaia do Norte quando viram indícios da pescaria. Eles comunicaram o caso à agentes da Funai, que foram até a área para confirmar a irregularidade.
A apreensão foi realizada nesta quarta-feira (1º). Na quinta-feira (2), a fiscalização voltou ao local junto com representantes do Ibama e da Polícia Federal, segundo Amorim, para procurar os infratores. Nesta sexta-feira (3), agentes ainda trabalham na contagem dos peixes para saber o peso exato do material apreendido.
A equipe prendeu 4 pescadores, levados para Tabatinga, mas 2 conseguiram fugir. "Eles estavam armados e disseram ter ficado 19 dias na mata para a pescaria", explica Amorim. Indígenas das etnias Matis, Marubo, Kanamary e Tikuna participaram da equipe que fez a apreensão.
Conflito
A pesca irregular não representa a única ameaça ao meio ambiente da região, de acordo com Amorim. Segundo ele, a área é que apresenta maior densidade de povos indígenas em situação de isolamento ou recém-contatados em todo o mundo. "A população de isolados é tão grande que ela pode ser próxima ou maior do que a de índios contatados, que é de cerca de 4 mil pessoas", diz ele.
Amorim explica que grupos de indígenas isolados têm organismo vulnerável a algumas doenças comuns a quem mora nas cidades, como a gripe. Além disso, existe o risco de conflito entre pescadores e indígenas Korubo ainda não contatados, que passam a frequentar mais regiões próximas ao Rio Itaquaí durante o verão amazônico, segundo ele.
"Não é só o crime ambiental que os pescadores cometem, existe o potencial de um crime de genocídio. Fazemos um esforço para respeitar o isolamento, mas eles acabam com isso", diz.
"Os pescadores conhecem muito bem os rios na região. Eles eram antigos moradores mas tiveram de deixar a área depois da demarcação de terras indígenas", diz o funcionário da Funai. "Hoje, entram escondidos porque a região é muito atrativa e eles preferem se arriscar."
No ano passado, Amorim lembra de uma apreensão de 2,5 toneladas de pirarucu. "Mas é comum encontrarmos quantidades muito menores. Tem nos surpreendido a quantidade de peixes que estamos encontrando", diz ele.
Fonte: G1
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