Arquivos da categoria: 'Fênomenos'
6 setembro, 2010 - 16:07h
Mato Grosso é o estado com maior número de focos, seguido do Pará.
Em Tocantins, Ilha do Bananal já perdeu 45% de sua área total.
A estiagem que já dura meses no centro do país é a principal responsável pelo aumento de focos de incêndio. A situação registrada em agosto é preocupante, pois o número de casos triplicou na comparação com agosto do ano passado.
O total de focos de incêndio em agosto chegou a 26.954, aumento de 260% em relação ao mesmo período do ano passado. Mato Grosso é o estado com o maior número de registros: 8.359 focos, 500% mais que há um ano. No Pará, foram registrados 5.772 focos, aumento de 140%.
Em Tocantins, foram 4.357 casos, variação superior a 600% na comparação com agosto de 2009. No estado, o fogo destruiu quase metade da vegetação da Ilha do Bananal e o trabalho dos bombeiros para controlar as chamas é intenso. No total, 150 homens estão em alerta, reunindo forças do Exército, do Ibama e do Corpo de Bombeiros, além de indígenas que se dividem em dois grupos para que o combate não seja interrompido. Dos mais de 2 milhões de hectares da Ilha do Bananal, pelo menos 45% já foram destruídos.
Em Mato Grosso, o fogo já atingiu a mesma área três vezes nos últimos dias e sobrou pouca coisa nas propriedades rurais. Pastagens foram queimadas e há muita fumaça.
Uma das regiões atingidas é a do assentamento Antônio Conselheiro, onde vivem cerca de 1.500 famílias. Na propriedade, o fogo atravessou a pastagem e chegou ao bananal, onde cerca de 3.000 pés foram perdidos em menos de 24 horas.
A agricultora Maria Aparecida Souza teve de assistir ao fogo destruir sua propriedade de 25 hectares sem poder fazer nada. "Queimou tudo que eu tinha e agora fiquei sem onde apanhar minhas três cabeças de criação", afirma.
Em Brasília, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, avaliou a situação das queimadas no país. "O dado do Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (Inpe) é que tem menos queimadas hoje na Amazônia do que teve no passado e tem queimada bastante crítica acontecendo no cerrado, embora não seja o ano mais crítico. Nós tivemos uma situação mais crítica em 2007", disse ela.
Fonte: G1/Amazônia
6 setembro, 2010 - 16:04h
Localidades decretaram emergência.
Defesa Civil emitiu estado de alerta para 25 cidades.
A seca do Rio Solimões e seus afluentes Purus e Juruá deixou quatro municípios do Amazonas isolados por via fluvial, como informa a Agência Estado. Envira, Benjamim Constant, Itamarati e Canutama, todas na região oeste do estado, têm estoque de alimentos, água e gasolina para só mais 15 dias.
Pelo menos 70 comunidades rurais desses municípios se encontram sem água potável - e sem chuvas - desde o mês passado. Os municípios decretaram estado de emergência. A Defesa Civil estadual, contudo, emitiu um estado de alerta para a seca que atinge severamente, além desses quatro, outros 25 municípios. O governo deve iniciar nesta semana o envio de alimentos e água para as cidades atingidas.
Peru
O desabastecimento é um problema que já ameaçava as comunidades do transcurso do Solimões no Peru. Ali, o nível da água no rio é o mais baixo desde 2004, ano com o menor registro histórico no nível de água até então, segundo informe técnico elaborado pela Defesa Nacional do país.
"O transporte de produtos de primeira necessidade não está chegando de maneira regular. Em condições normais, demora-se de 12 a 15 dias, mas agora o tempo duplicou", disse Robert Falcón, chefe regional da Defesa Nacional, para o jornal peruano "El Comercio". "Isso faz crescer a especulação e os preços dos alimentos sobem."
Fonte: G1/Amazônia
3 setembro, 2010 - 14:59h
Nas últimas horas, o Chile foi atingido por uma série de quatro terremotos, cuja magnitude variou de 3,3 graus a 5,2 graus na escala Richter. As regiões Centro e Sul chilenas foram as mais afetadas. Não há informações de vítimas e feridos. Os dados são do Serviço de Sismologia da Universidade do Chile.
Os abalos começaram na quarta-feira (1º) às 13h e só terminaram por volta das 20h, de acordo com o Serviço de Simologia. O tremor mais intenso ocorreu às 13h24, a cerca de 40 quilômetros da cidade de Concepción - o município mais destruído em fevereiro, quando houve o terremoto de 8,8 graus na escala Richter.
Há seis meses do terremoto mais intenso vivido no Chile nos últimos 50 anos, o país ainda reconstrói o que veio abaixo por causa dos tremores de terra. Escolas, hospitais, prédios públicos e privados não resistiram aos vários tremores de terra que se seguiram ao mais intenso, em 27 de fevereiro.
Em março, ao assumir o governo, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, elegeu como prioridade a reconstrução do país. Homenageou vítimas e prometeu intensificar o apoio para quem vive nas áreas que estão sob ameaça constante de abalos sísmicos.
Fonte: Renata Giraldi/ Agência Brasil
1 setembro, 2010 - 15:31h
O Ministério do Meio Ambiente divulgou, nesta terça-feira (31), que foram detectados 259.942 focos de calor em todo o país no mês de agosto e, embora isso não signifique ocorrência de incêndios em todos os casos, foi constatado que 85 unidades de conservação, em seu interior ou no seu entorno, foram atingidas. Segundo a ministra Izabella Teixeira, a situação é pior no Parque Nacional das Emas, no interior de Goiás, que foi totalmente destruído pelo fogo, iniciado no dia 13 de agosto.
Ela disse que as responsabilidades pelo incêndio, iniciado fora do parque, serão apuradas para que os culpados sejam processados. O Parque Nacional das Emas é cercado por fazendas de soja, que, segundo a ministra, podem ter provocado o incêndio. Em 24 horas, conforme fotos exibidas por ela, o parque foi inteiramente destruído.
Izabella Teixeira disse que os principais focos de calor atualmente estão na região de Cerrado. Os gastos do governo no combate a incêndios em áreas de vegetação somam R$ 29,3 mil. O estado com maior quantidade de focos é Mato Grosso, com 63.992 (27%); seguido do Pará, com 62.718 (26%); Tocantins, 32.014 (13%); Maranhão,14.218 (6%); e de Rondônia,14.056 (5%).
Fonte: Jorge Wamburg/ Agência Brasil
1 setembro, 2010 - 15:27h
O nível do Rio Madeira está tão baixo em decorrência da estiagem na Amazônia, que ameaça interromper a ligação de Rondônia com o Acre e com o Amazonas, via BR-364 e BR-319, cuja travessia de veículos é feita com o uso de balsas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou nesta terça-feira (31) que a travessia em direção ao Acre, em Abunã, distrito de Porto Velho RO), está muito lenta. Uma das balsas está avariada, existe uma fila de veículos de quase quatro quilômetros e a espera pela travessia chega a demorar até cinco horas.
As manobras do rebocador da balsa tentam evitar os bancos de areia que se formaram no Madeira, mas a situação considerada mais crítica é na balsa que liga a BR-319, entre Porto Velho e Humaitá (AM).
Existem duas balsas encalhadas, lotadas de carretas, num trecho navegável do Madeira, na localidade de Calama, a 20 quilômetros de Porto Velho.
De acordo com a PRF, no ponto de travessia de Abunã, por volta das 23 horas da segunda-feira (30), houve um encalhe de uma das balsas que opera no local, por causa de avarias em seu casco.
O local do encalhe impossibilitava a utilização do embarcador existente, ocasionando a interrupção total da travessia. Mesmo com a utilização de três rebocadores e um pá carregadeira, a retirada somente ocorreu por volta das 9 horas da manhã desta terça-feira.
A balsa avariada conseguiu fazer a travessia com a utilização de uma bomba para a retirada da água que entrava pela fissura existente, porém ficará inoperante até seu conserto.
A PRF informou que a balsa avariada foi substituída por outra de menor porte, o que fez aumentar o tempo de espera para a travessia, que já estava próximo da normalidade.
A situação, na avaliação da PRF, poderá se agravar devido a ultima chuva. O terreno próximo ao embarcador encontra-se encharcado e com possibilidade de formação de atoleiros.
A previsão de finalização da reconstrução de outro embarcador é para acontecer até a sexta-feira. A PRF recomenda o adiamento de viagens terrestres para o Acre.
Fonte: Amazônia.org.br
27 agosto, 2010 - 09:51h
A umidade relativa do ar tem registrado índice abaixo de 30% em 12 estados do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Região Centro-Oeste é a mais afetada pela falta de umidade. Em Mato Grosso, o índice pode chegar a 15%.
Em São Paulo, com exceção da região litorânea, a umidade do ar fica na faixa de 20%. Na quarta-feira (25), foi registrada umidade de apenas 13% na capital paulista. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências, órgão municipal responsável pela previsão meteorológica, há uma semana a cidade de São Paulo tem registros de umidade relativa abaixo dos 30%.
Além de São Paulo e Mato Grosso, a umidade do ar vem registrando índices abaixo de 30% em Goiás, Mato Grosso do Sul, no Tocantins, em Rondônia, Minas Gerais, no sul do Pará, Maranhão, Piauí, na Bahia e no Distrito Federal.
Segundo o Ministério da Saúde, o tempo seco desta época do ano representa um alerta para a população, principalmente para as pessoas que têm problemas respiratórios, como rinite alérgica e asma. De acordo com o ministério, também aumentam os casos de diarreia, viroses e doenças de pele.
A recomendação é de que as pessoas evitem a exposição ao sol das 10h às 17h e que não pratiquem exercícios entre as 11h e as 15h. Também é aconselhado que se beba bastante líquido para evitar problemas de desidratação.
A baixa umidade do ar em agosto se reflete na falta de chuva, principalmente na região central do país. De acordo com o Inmet, quanto menor for a umidade relativa do ar, menor é a possibilidade de chuva. A última chuva deste ano foi registrada no DF no dia 23 de maio. A estiagem também atinge parte dos estados de Goiás, do Tocantins, de Mato Grosso e a parte sul do Pará, que estão há cerca de três meses sem chuva ou com chuva abaixo da média.
Fonte: Agência Brasil
27 agosto, 2010 - 09:50h
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) decretou nesta quinta-feira (26) alerta máximo em todas as unidades de conservação do Rio de Janeiro por causa da falta de chuva e dos níveis muito baixos da umidade relativa do ar.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, não há previsão de chuva até a próxima semana e a média da umidade do ar no Rio tem ficado entre 20% e 30%, mas ontem chegou a 12% na zona oeste da cidade.
As equipes do instituto estão em prontidão 24 horas por dia, mapeando as áreas mais suscetíveis a incêndios e passando as informações para o Centro Integrado de Gerenciamento de Incêndios Florestais. Criado há seis meses, o centro desenvolve estratégias para prevenção e combate a incêndios em matas, com base em um índice de risco de incêndios florestais.
Apesar do alerta em quase todo o estado, o presidente do Inea, Luiz Firmino, destacou que a maior preocupação é com o Parque Estadual da Pedra Branca, na zona oeste do Rio, e com o Parque do Desengano, na região de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. Estas áreas, segundo ele, são muito áridas e mais propensas a incêndios.
Na manhã desta quarta-feira, bombeiros foram acionados para apagar um incêndio no alto do morro do Andaraí, na zona norte do Rio. O fogo, que foi controlado horas depois, destruiu uma grande área de vegetação e assustou moradores de uma comunidade do morro.
Nesta semana, também foram registrados incêndios no cume da Pedra da Ermitage, em Teresópolis; no Parque da Pedra Branca; na Reserva Biológica e Arqueológica de Guaratiba no Rio; e no Parque Estadual da Serra da Concórdia, em Valença.
Fonte: Cristiane Ribeiro/ Agência Brasil
25 agosto, 2010 - 15:17h
O derretimento de extensões glaciares ao redor do mundo acelerou nos últimos anos em razão do aquecimento global, de acordo com especialistas que se reuniram recentemente em um simpósio internacional na Universidade Estadual de Ohio (OSU), nos Estados Unidos.
Quando o climatologista Lonnie Thompson voltou para um local de investigação sobre uma calota de gelo do Peru em 2007, ele foi surpreendido por aquilo que ele não viu. Um lago que se desenvolveu na década de 1980 e estava lá em 2006 tinha desaparecido. As geleiras se retraíram de tal forma que a água foi drenada para para um vale inferior, inundando-o.
"Acho que vamos ter de sair deste planeta para a glaciologia ter um futuro", alertou o pesquisador do Byrd Polar Research Center durante o evento. A próxima surpresa veio em julho deste ano, quando ele e um grupo de investigadores da OSU estiveram na maior geleira da Papua Nova Guiné para coletar amostras do núcleo de gelo.
Em vez de neve, chuva caía sobre a tripulação. "Essa é a parte assustadora: as surpresas e as coisas que você não entende", relatou Thompson.
Cerca de 100 pessoas de 15 países participaram recentemente do simpósio da Sociedade Internacional Glaciológica. A sociedade reúne-se de três a cinco vezes por ano para compartilhar ideias e histórias sobre pesquisas e geleiras, informou a diretora do Byrd Polar Research Center, Ellen Mosley-Thompson, ao jornal The New York Times.
O geólogo e especialista em clima da OSU, Jason Box, destacou que reunir a "pequena comunidade" de investigadores de geleiras em uma base regular é fundamental para manter a conversa sobre o desaparecimento das calotas polares. "Toda a ciência mudou na minha curta carreira. É tão rápido que nem mesmo os cientistas conseguem acompanhar estas mudanças", justificou.
Aquecimento
O tema desta semana foi o desaparecimento do gelo, um assunto oportuno, uma vez um grande pedaço da geleira de Petermann, na Groenlândia, rompeu há quase duas semanas. Box antecipou o destino da geleira em 2009 e deixou duas câmeras no local para capturar a perda. Ele voltará ao local no sábado, 28 de agosto, para recuperar as imagens e fazer um filme.
Segundo Lonnie Thompson, o desaparecimento do gelo pode ser atribuído ao aquecimento global, que tem sido mais acentuado por conta do aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
Para o cientista Paolo Gabrielli, que também viajou para a geleira na Papua-Nova Guiné, ao mesmo tempo em que a calota polar derrete, a história do planeta vai com ela.
Fonte: Portal Terra
23 agosto, 2010 - 09:32h
Um terremoto de 4,3 graus na escala Richter foi registrado, este domingo (22), no departamento (estado) colombiano de Nariño, no sul do país, sem causar danos ou vítimas, informou o Instituto Geológico Mineiro (Ingeominas).
O tremor ocorreu às 8h43 locais (10h43 de Brasília), com epicentro situado a 1,5 km da cratera do vulcão Galeras e, segundo o Ingeominas, é o quarto em importância detectado nos últimos três dias nas proximidades do vulcão, situado nos arredores da cidade de Pasto, capital de Nariño.
"O comportamento do Galeras sugere uma mudança significativa de sua atividade", advertiu o Ministério do Interior, enquanto as autoridades informaram que a atividade vulcânica se mantém em nível amarelo, o que significa alerta preventivo.
Fonte: Folha.com
20 agosto, 2010 - 14:46h
Uma estimativa sobre as consequências das mudanças climáticas no Brasil mostra que em 2020 o país pode ter aumento da desigualdade entre as riquezas das regiões Sudeste e Nordeste. Além disso, deve ocorrer redução do PIB (Produto Interno Bruto).
Especialistas reunidos na ICID 2010 (Segunda Conferência Internacional: Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas), que acontece nesta semana em Fortaleza, no Ceará, citam danos ao sistema de saúde, produção de alimentos, escassez de água e redução da biodiversidade e as projeções não são animadoras.
O economista Gustavo Inácio de Moraes concluiu recentemente uma tese de doutorado na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) da USP (Universidade de São Paulo) cujo foco foi o impacto da mudança do clima na economia, tendo como base a agricultura, que depende diretamente dos recursos naturais.
O estudo levou em conta informações sobre efeitos do clima e produção de alimentos divulgadas pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas).
A primeira das duas análises se refere a 2020 e conclui que o Brasil deve ter uma redução no PIB de 0,29%. Com as mudanças na agricultura, o custo de vida das pessoas mais pobres aumenta porque o preço dos alimentos, em razão de os produtos ficarem mais escassos - isso é preocupante porque a parcela do orçamento gasta com comida é maior entre os mais pobres.
Em entrevista ao R7, Moraes contou que a desigualdade entre ricos e pobre deve aumentar, segundo essa projeção, especialmente entre quem vive nas regiões Sudeste e Nordeste.
- É correto dizer que o Nordeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se distanciariam mais do Sudeste na ocorrência de mudanças climáticas brandas ou extremas. A razão básica é que estes Estados possuem uma estrutura econômica mais relacionada à atividade agrícola comparativamente aos Estados do Sudeste. Além disso, na presença de mudança climática, com impactos negativos na agricultura, recursos produtivos [capital e trabalho] dessas regiões tenderiam a migrar para as atividades de serviços e indústria. Assim, os Estados do Sudeste seriam beneficiados por possuírem uma estrutura econômica mais voltada para estes setores.
Em sua tese, são contempladas estimativas para a produção de feijão, milho, soja, algodão, arroz, cana de açúcar, mandioca e café.
Para 2020, a análise mostra um benefício da região Sudeste por ser grande produtora de cana de açúcar, que tem seu rendimento aumentado em condições de aquecimento climático brando.
Mas na segunda etapa da análise, referente a 2070, os ganhos para a atividade econômica do Sudeste são menores, pois o efeito benéfico sobre a cana desaparece em cenários mais graves de mudança climática, provocando um declínio nacional da atividade econômica. O mercado de trabalho passaria a ter uma migração da mão de obra das regiões Nordeste e Centro Oeste para as demais.
Também há a previsão, segundo o estudioso, de um grande fluxo de mão de obra para os setores urbanos, o que chama a atenção para a necessidade de que as políticas urbanas sejam aperfeiçoadas para garantir habitação e oferta de serviços público.
O economista diz que, de uma maneira geral, investimento em tecnologia agrícola e fontes renováveis de energia compensariam os efeitos das mudanças climáticas.
- Poderíamos pensar em aumento de subsídios para aquisição de tecnologia agrícola, mas em especial para diminuir o custo dos alimentos, atenuando o efeito sobre a distribuição de renda. E finalmente, uma estrutura econômica) menos dependente da agricultura seria recomendável, sobretudo para o Centro Oeste e Nordeste. Penso que projetos de desenvolvimento voltados para a indústria e serviços seriam mais adequados nestas do que em outras regiões.
Fonte: R7
20 agosto, 2010 - 14:39h
Novas imagens da Lua obtidas pela Nasa (agência espacial americana) revelaram a presença de "rachaduras" espalhadas por sua superfície. A distribuição geográfica e as propriedades físicas dessas falhas geológicas sugerem que o astro encolheu cem metros há cerca de 800 milhões de anos.
Algumas dessas "rachaduras" - escarpas íngremes criadas quando uma porção da casca lunar empurra outra, causando sua elevação - já haviam sido identificadas na década de 1970 por câmeras das missões Apollo 15, 16 e 17.
Mas como essas câmeras possuíam baixa definição e mapearam apenas a região equatorial da Lua (20% do total), não era possível dizer se havia mais dessas escarpas no astro e nem se elas estavam distribuídas por toda a superfície.
A análise das novas imagens, obtidas pela LRO ("Sonda Orbital de Reconhecimento Lunar", na sigla em inglês) da Nasa, revelou 14 novas escarpas, tanto na face visível quanto na face oculta da Lua, variando entre 3 e 12 quilômetros com comprimentos.
A descoberta das escarpas lunares foi possível não só pela maior definição das câmeras da LRO (de 0,5 a 2 metros por píxel), mas também pela sua maior amplitude de campo (capaz de mapear toda a superfície lunar).
DISTRIBUIÇÃO GLOBAL
Das 14 falhas detectadas, 7 ocorrem em latitudes maiores que 60º, tanto ao norte quanto ao sul, incluindo regiões polares. Isso indica que estão potencialmente distribuídas por toda a Lua, o que é sugestivo de um ovo rachado, uma esfera que se contraiu.
As escarpas lunares encontradas são baixas (menos de cem metros de altitude) e curtas (alguns quilômetros de comprimento). Em comparação, escarpas análogas em Mercúrio e Marte podem chegar a um quilômetro de altitude e dezenas de quilômetros de comprimento.
A presença de falhas gigantes em Mercúrio tem sido interpretada como evidência para a contração do planeta devido ao resfriamento do magma em seu núcleo. A pequena dimensão das falhas encontradas na Lua também sugere contração, mas em uma escala muito menor.
Em artigo publicado na revista "Science", Thomas Watters, do Instituto Smithsonian, em Washington, e colegas indicam que a Lua teria se contraído cem metros levando em consideração fatores internos (acomodação de estruturas geológicas) e externos (força gravitacional exercida pela Terra).
ESTRUTURAS JOVENS
A contração da Lua teria ocorrido há cerca de 800 milhões de anos, evento recente em relação a sua origem, por volta de 4,5 bilhões de anos atrás.
"As escarpas identificadas são estruturas geológicas recentes porque cortam crateras e são íngremes", afirma Eder Cassola Molina, geofísico do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP (Universidade de São Paulo).
"O fato de as falhas cruzarem crateras indica que as crateras já estavam lá antes das falhas. E o fato de serem íngremes mostra que as falhas ainda não tiveram tempo para se desgastarem e se tornarem menos inclinadas." Em suma, as escarpas encontradas na Lua são estruturas geológicas jovens.
Fonte: Folha.com
20 agosto, 2010 - 14:05h
Inundações como as que devastaram um quinto do território do Paquistão podem ser muito mais graves por causa da destruição dos ecossistemas do que propriamente pela mudança climática, afirmam especialistas em meio ambiente.
O desmatamento intensivo, a transformação dos pântanos em terra cultivável ou o crescimento urbano e o acúmulo de lixo que causa a obstrução dos sistemas de deságue são algumas das razões que acentuam as consequências das inundações.
"Não podemos nos limitar a jogar a culpa na natureza", declarou Ganesh Pangare, coordenador regional para a água dos pântanos da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), erradicado em Bancoc, Tailândia.
"Os humanos invadiram as zonas inundáveis", explicou.
Para Pangare, uma melhor condução dessas zonas limitaria as consequências humanas e econômicas dos desastres naturais, como as chuvas recordes que atingiram o Paquistão, deixando um saldo de 1.400 mortos.
"As infraestruturas têm de estar em lugares seguros. Caso contrário, o desenvolvimento da Ásia se torna insustentável", enfatizou.
MUDANÇAS CLIMÁTICAS COMO PRETEXTO
Para Red Constantino, que dirige em Manila (Filipinas) o Instituto do Clima e Cidades Sustentáveis, a mudança climática se converteu num bom pretexto para os dirigentes asiáticos quando ocorrem desastres naturais.
"Quando há inundações de grande amplitude, é só jogar a culpa na mudança climática, quando os problemas poderiam ser solucionados localmente", afirmou Constantino.
"Seja onde for que estejamos, em Jacarta (Indonésia), Bancoc ou Manila, há coisas óbvias que podem ser feitas, como melhorar a transformação do lixo, o uso da terra ou o gerenciamento do crescimento urbano", acrescentou.
Constantino recordou que o temporal tropical Ketsana, que atingiu Manila e seus arredores no ano passado, provocou as piores inundações em 40 anos e a morte de mais de 400 pessoas.
Apesar da então presidente Gloria Arroyo enfatizar a incidência da mudança climática, outros fatores humanos também incidiram.
Por exemplo, milhões de pessoas construíram moradias em zonas inundáveis nas últimas décadas e foram destruídas florestas, enquanto que o lixo resultante passou a obstruir canais de deságue. Tudo isso agravou o desastre, assegura.
"Manila está sofrendo as consequências de um planejamento territorial ruim e, depois do desastre não houve maiores mudanças na política urbanística", acrescenta.
DESMATAMENTO
Para Bruce Dunn, especialista em meio ambiente do Banco Asiático de Desenvolvimento, o desmatamento na Ásia é um dos principais agravantes das inundações.
O especialista recorda que o estudo da Universidade Charles Darwin, da Austrália, e da Universidade Nacional de Cingapura indica que uma destruição das florestas de 10% pode provocar um aumento da frequência das inundações de 4% a 28%.
Em meio a tantas políticas que fazem piorar as coisas, Dunn citou alguns exemplos contrários, como o realizado pela China em termos de reflorestamento depois das grandes inundações dos anos 1980.
Fonte: Folha.com
18 agosto, 2010 - 14:02h
Um aumento dramático nas temperaturas do oceano próximo à província de Aceh, na Indonésia, causou a morte de grandes áreas de corais. Cientistas temem que as consequências possam ser muito maiores do que imaginado inicialmente e uma dos piores na história da região.
O branqueamento das corais - por causa da remoção das algas de dentro de seus tecidos por conta de altas temperaturas - foi registrado pela primeira vez em maio depois de um aumento repentino nas temperaturas no Mar Andaman, entre a ponta norte da Ilha de Sumatra até a Tailândia e Mianmar.
Uma equipe internacional de cientistas estudando o processo de branqueamento descobriu que 80% de algumas espécies havia morrido desde a primeira avaliação em maio.
Espera-se que mais colônias de corais morram nos próximos meses, o que poderia ser um desastre para as comunidades locais que dependem dos recifes para alimento e dinheiro proveniente do turismo.
"Minha previsão é que o que estamos observando em Aceh, que é extraordinário, são índices de mortalidade semelhantes ocorrendo em todo o mar Andaman", disse Andrew Baird da University Cook em Townsville, no estado australiano de Queensland.
Caso isso aconteça, seria o pior branqueamento já registrado na região.
O processo também se insere no padrão de condições climáticas extremas, desde ondas de calor a inundações, que atingiram diversas regiões do mundo neste ano.
Entre abril e final de maio, as temperaturas na superfície do mar Andaman aumentaram para 34°C, 4 graus acima da média histórica, segundo o site Coral Hotspots da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (Noaa) dos EUA.
Fonte: G1
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