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3 setembro, 2010 - 16:08h
Os SAF's apresentam várias vantagens, frente a sistemas de monocultivos, tais como: utilização mais eficiente do espaço, redução efetiva da erosão, sustentabilidade da produção, e estímulo a economias de produção com base participativa.
No final da década de 80, os problemas ligados à degradação dos recursos naturais adquiriram acentuada importância e, com isso, surgiram propostas de racionalização do uso do solo dentre elas a de geração de sistemas agroflorestais (SAF's) que combina benefícios de produção, econômicos, sociais e ambientais.
Os SAF's apresentam várias vantagens, frente a sistemas de monocultivos, tais como: utilização mais eficiente do espaço, redução efetiva da erosão, sustentabilidade da produção, e estímulo a economias de produção com base participativa. Dado ao caráter de múltiplo propósito das árvores, com os SAF's se pode aproveitar as vantagens dos diferentes estratos da vegetação para diversificação da produção, do uso da terra, da utilização da mão-de-obra e da renda, agregação de valor econômico e a produção de serviços ambientais.
A Embrapa Florestas iniciou trabalhos com SAFs em 1981 e a partir daí vários experimentos foram conduzidos gerando subsídios para a composição de SAF's que promoveram a diversificação de produtos e de receitas e aumentaram o interesse e o entusiasmo com a agrofloresta. A seguir são apresentados alguns desses experimentos.
Sistema silvipastoril com Pinus elliottii e gado de corte: concluiu-se que a manutenção de bovinos, em áreas florestais aumentou a produção de carne sem prejuízo para o desenvolvimento do Pinus, além de reduzir os riscos de incêndio e os custos de sua prevenção. Também constatou-se a conveniência de que a carga animal não ultrapasse o limite de 0,5 cabeça/ha no povoamento florestal e, que a execução de podas no povoamento, durante a permanência do gado, permite maior duração da pastagem sombreada.
Tolerância de gramíneas forrageiras a diferentes graus de sombreamento: testando-se braquiária x (trigo/soja/café)
Local - -
Sistemas silvipastoris
Erva-mate/bracatinga/araucária X pastagem Regional
Faxinal Pontual - -
Eucaliptos/pinus/acácia-negra/ x pastagem Pontual
Extraído de: MONTOYA, L.J.; MAZUCHOWSKI, J.Z. Estado da arte dos SAF's na região sul do Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS, 1 ENCONTRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS NOS PAÍSES DO MERCOSUL, 1., 1994, Porto Velho. Anais. Colombo: EMBRAPA-CNPF, 1994. v.1. p.77-96. (EMBRAPA-CNPF. Documentos, 27)
Pontual: utilização por algumas empresas de reflorestamento ou unidades produtoras; Local: utilização em poucos municípios; Regional: utilização em áreas de abrangência de vários municípios.
Os SAF's, em seus diversos tipos constituem-se em alternativa de manejo integral entre árvores x cultivos x pastagem, tornando-se evidente o caráter multipropósito das lenhosas perenes como geradoras de produtos tangíveis (alimentos, madeira, lenha, forragem), de serviços (sombra, quebra ventos, melhoria da fertilidade dos solos), sócieconômicos (diversificação de renda e mão-de-obra).
Contudo, a introdução do componente florestal na atividade agrícola e pecuária, não deve ser vista apenas como parte do desenho agroflorestal e sim dentro de um programa de desenvolvimento rural e com base em diagnósticos participativos. (Para tal, e em função das mudanças em torno da floresta, é necessário a definição de ações de pesquisa e de capacitação sob um enfoque integral, que contemple não só as ações a nível do subsistema (agrícola, pecuário, florestal) por unidade de área, mas também as relações entre os subsistemas da unidade produtiva, do grupo sócioeconômico e do regional. Assim, é necessário aprofundar o conhecimento das relações do produtor com a floresta no sentido mais amplo; como fonte de matéria prima, como fonte de alimentos, como melhoria de qualidade de vida e de lazer.
Engenheiro-agrônomo, Doutor, Pesquisador em Sistemas Agroflorestais da Embrapa Florestas. lucmont@cnpf.embrapa.br Engenheiro-agrônomo, Doutor, Pesquisador em Sistemas Agroflorestais e Chefe Adjunto de P&D da Embrapa Florestas. medrado@cnpf.embrapa.br
Fonte: Extraído do Portal Ambiental
3 setembro, 2010 - 15:38h
Novo estudo descobriu que aranhas e plantas carnívoras competem entre si por alimentos. As duas espécies costumam se alimentar de insetos, e podem influenciar o comportamento uma da outra, segundo a análise dos biólogos autores do estudo que lecionam na Universidade do Sul da Flórida, Estados Unidos. As informações são do LiveScience.
Competição por alimentos é comum na natureza. Zebras e gazelas, por exemplo, competem por áreas de pastagem na África, em certas regiões, pela qualidade e pelos nutrientes presentes. Porém, estudos anteriormente realizados foram focados em espécies relativamente próximas. O caso de disputa entre plantas e animais é inédito.
Foram coletadas plantas carnívoras e, nelas, foram coladas pequenas barras parecidas com cerdas de escovas de dente cheirando à doce. Os insetos eram atraídos à planta pelo cheiro. Depois, foram plantadas em vasos no laboratório em que foi realizado o experimento. Já plantadas, receberam a companhia de aranhas.
Plantas que dividiram seus alimentos com aranhas produziram menos sementes e flores do que as que comeram os insetos sozinhas. O estudo, então, sugere que aranhas podem afetar a saúde e a reprodução de plantas carnívoras. Porém, não há certeza se as plantas afetam de alguma forma as aranhas. Na vida selvagem, as aranhas montam suas teias próximas às plantas, para aproveitar os insetos atraídos por elas.
Fonte: Portal Terra
30 agosto, 2010 - 15:55h
No último outono, quando a revista Science publicou um chamativo estudo associando a síndrome da fadiga crônica a um retrovírus recém-descoberto, muitos especialistas se mantiveram céticos - especialmente depois que quatro outros estudos não encontraram nenhuma associação parecida.
Agora, uma segunda equipe de pesquisa relatou uma ligação entre a síndrome da fadiga e a mesma classe de vírus, uma categoria conhecida como vírus relacionados ao MRV. Num artigo publicado em 23 de agosto por "The Proceedings of the National Academy of Sciences", cientistas descobriram sequências genéticas de diversos vírus relacionados ao MRV em células sanguíneas em 32 de 37 pacientes com fadiga crônica, mas apenas três em 44 pessoas saudáveis.
Os pesquisadores não encontraram XMRV, o retrovírus específico identificado em pacientes no último outono. Porém, ao confirmar a presença de um grupo de vírus geneticamente similares, o novo estudo representa um avanço significativo, segundo especialistas.
"Eu acho que isso esclarece a questão de se o estudo inicial era verdadeiro ou não", disse K. Kimberly McCleary, presidente da CFIDS Association of America, a principal organização para pessoas com a síndrome da fadiga crônica.
Leonard A. Jason, professor de psicologia da Universidade DePaul e um dos principais pesquisadores da síndrome, concorda. "Essa classe de retrovírus será provavelmente uma importante peça do quebra-cabeça", disse ele.
A síndrome da fadiga crônica - que, segundo estimativas, atinge um milhão de norte-americanos - não possui uma causa conhecida, nem exames de diagnóstico, embora os pacientes mostrem sinais de anormalidades imunológicas, neurológicas e endocrinológicas. Além de uma severa exaustão, os sintomas incluem distúrbios de sono, problemas cognitivos, dores em músculos e juntas, inflamação na garganta e dor de cabeça.
O novo artigo, produzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde, da FDA (órgão que regulamenta a comercialização de medicamentos e alimentos nos EUA) e da Faculdade de Medicina de Harvard, foi aceito para publicação em maio. Redes sociais e comunidades online logo descobriram as informações gerais e esperavam avidamente pelo artigo.
Em julho, porém, pesquisadores de outra agência federal, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em inglês), publicaram um estudo que não encontrou XMRV ou outros vírus relacionados ao MRV em pacientes com a síndrome. As descobertas conflitantes levaram os editores da "Proceedings", assim como os autores do novo artigo, a postergar a publicação e obter mais revisões. Alguns pacientes expressaram preocupação de que importantes informações científicas pudessem ser omitidas.
Pessoas com um diagnóstico de síndrome da fadiga crônica estão acostumadas a ouvir cientistas, médicos, empregadores, amigos e familiares afirmarem que a condição é psicossomática ou relacionada a stress ou traumas, apesar das evidências de que ela é frequentemente deflagrada por uma doença viral aguda. Muitos ficaram eufóricos ao saber que o segundo estudo estava sendo publicado.
"Realmente esperamos que isso mude a visão das coisas", afirmou Mary Schweitzer, uma historiadora que escreveu e palestrou sobre portar a doença. "Os pacientes estão esperançosos que agora a própria doença possa ser levada com seriedade, que eles serão tratados com seriedade, e que pode haver uma solução".
O principal autor do novo artigo, Dr. Harvey J. Alter, especialista em doenças infecciosas do Instituto Nacional de Saúde, disse estar bastante ciente a respeito do interesse em suas descobertas, mas que estava impossibilitado de responder publicamente.
"Eu concordava com o desejo de saber das pessoas. Era difícil, pois não podíamos nos comunicar diretamente com a comunidade de pacientes até que o artigo fosse publicado", disse ele.
Os retrovírus, incluindo o HIV, armazenam seu código genético como RNA, o convertem em DNA e se integram ao genoma das células hospedeiras para replicar. Pelo menos três medicamentos anti-retrovirais, usados contra o HIV, mostraram em laboratório que inibem o XMRV, que também foi associado ao câncer na próstata.
Alguns pacientes de fadiga crônica já estão experimentando medicamentos para HIV prescritos para outros fins. Uma paciente, a Dra. Jamie Deckoff-Jones, médica de Santa Fe, no Novo México, administra um blog bastante popular sobre sua melhora de saúde ao tomar anti-retrovirais prescritos por seu médico.
"Acho que os pacientes mais doentes têm o direito de tentar esses medicamentos", comentou, por e-mail. Alter foi rápido em apontar que "ainda foi provado" que um retrovírus cause a síndrome da fadiga crônica. Essa infecção poderia resultar de problemas básicos do sistema imunológico. Além disso, continua sendo incerto por que apenas duas equipes de pesquisa descobriram evidências de retrovírus. Uma razão poderia ser que equipes diferentes tenham usado métodos diversificados de testes e detecção; autoridades federais de saúde organizaram um esforço para padronizar o processo.
Os estudos também usaram métodos distintos para a amostragem de pacientes com a síndrome. Muitos especialistas e pesquisadores argumentam que a estratégia dos CDC levaria a um exagero de diagnósticos, pois falha em distinguir completamente a doença de distúrbios psiquiátricos como a depressão.
Autoridades da agência dizem que seus métodos são sólidos. William M. Switzer, microbiólogo e principal autor do artigo da agência, disse que a nova pesquisa "traz descobertas muito intrigantes, que precisam ser confirmadas".
As descobertas claramente levantam preocupações com a segurança do suprimento de sangue. Em julho, a AABB (American Association of Blood Banks, ou associação americana de bancos de sangue) recomendou que as pessoas com a doença sejam desestimuladas a doar, até que saiam novos estudos.
"A possibilidade de que esses agentes possam ser transmissíveis pelo sangue e patogênicos em recipientes justifica uma extensa investigação de pesquisa", escreveram Alter e seus co-autores no novo estudo.
Judy A. Mikovits, principal autora do artigo da Science, pretende organizar experimentos clínicos de anti-retrovirais até o fim do ano, apontando que eles poderiam levar a respostas sobre se os retrovírus causam a doença, além de tratamentos eficazes (Mikovits é diretora de pesquisa do Whittemore Peterson Institute for Neuro-Immune Disease, na Universidade de Nevada, em Reno, que colaborou no estudo do XMRV com o Instituto Nacional do Câncer e com a Cleveland Clinic.)
Cara Miller, porta-voz da Gilead, que fabrica um dos medicamentos para HIV testados contra o XMRV, disse que a empresa estava interessada, mas procedendo com cautela. "Estamos acompanhando esse campo em evolução", escreveu ela, por e-mail, "e continuaremos a avaliar futuras possibilidades de pesquisa".
Fonte: Portal Terra
27 agosto, 2010 - 10:01h
Será realizado na Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) nos dias 26, 27 e 28 de Agosto o I Colóquio Internacional "Recursos na luta contra a pobreza: entre o controle societal e reconhecimento social". Dentre as comunicações que serão apresentadas, está o trabalho intitulado: "DA SOGA AO ARREIO": A REALIDADE DOS CARROCEIROS NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS-MG, que será apresentado pelos autores: Profº Délcio César Cordeiro Rocha (Professor do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG) e Guélmer Júnior Almeida de Faria (Economista Doméstico, formado pela UFV).
Este artigo traz uma investigação sobre a interação e a exploração de eqüídeos por carroceiros como veículos de tração em meio urbano no município de Montes Claros-MG. Especificamente, pretendeu-se conscientizar a população sobre maus tratos com animais, diagnosticar a realidade do uso de eqüídeos como veiculo de tração animal, identificar as ações do poder público local quanto a esta questão, analisar a interação: carroceiro X animal e avaliar as condições de manejo e bem-estar.
Para isso, utilizou-se como metodologia uma pesquisa feita pelo "Projeto Carroceiro Consciente" veiculada ao ICA/UFMG, o método da observação, registro fotográfico e também uma pesquisa documental, junto a órgãos públicos e uma pesquisa bibliográfica. Portanto, o estudo em questão é de natureza diagnóstico/avaliativa, que se insere nos domínios da pesquisa qualitativa. Utilizando-se de técnicas descritivas.
Pode-se concluir que há ainda muita desinformação quanto aos maus tratos desses animais, a maioria dos carroceiros vive dessa renda, existe a prevenção quanto à saúde desses animais, o manejo alimentar é aquém das necessidades do animal, não existe política social voltada para estes sujeitos sociais (carroceiros); para que se garantam as condições apropriadas para sua manutenção e o controle rigoroso da sua utilização. A conscientização aliada à educação podem ser alternativas para que minimize os problemas de saúde desses animais, eduque o carroceiro, evite os maus-tratos com animais. Ao mesmo tempo em que beneficia a sociedade, gerando práticas de promoção a proteção animal e políticas sociais destinadas aos carroceiros para que reduza este problema de ordem social.
Informações Colóquio Internacional: http://www.coloquiointernacional.unimontes.br/
Fonte: Guélmer Faria
27 agosto, 2010 - 09:58h
Será realizado na Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) nos dias 26, 27 e 28 de Agosto o I Colóquio Internacional "Recursos na luta contra a pobreza: entre o controle societal e reconhecimento social". Dentre as comunicações que serão apresentadas, está o trabalho intitulado: "UM DIA LOTE VAGO NO OUTRO LIXÃO A CÉU ABERTO": A REALIDADE DE TERRENOS BALDIOS NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS-MG. Uma questão ambiental, social ou cultural? que será apresentado pelos autores: Guélmer Júnior Almeida de Faria (Economista Doméstico, formado pela UFV) e pelo Profº Délcio César Cordeiro Rocha (Professor do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG).
Este trabalho é uma reflexão sobre a relação entre o uso e ocupação do solo urbano em cidades de porte médio por parte da população através do diferentes usos que se faz de áreas "vazias" nos centros urbanos, mais especificamente sobre a utilização destes como "bolsões de lixo".
Para coleta dos dados referentes à pesquisa utilizou-se um levantamento junto aos órgãos públicos dos cadastros de lotes vagos do município de Montes Claros-MG, foram feitas visitas ao local para descrição detalhada das condições em que se encontravam e registros fotográficos. E também foram feitas observações in loco, com a finalidade de identificar quem são os principais atores sociais envolvidos.
Conclui-se que entre os fatores que levam a sociedade a descartar o lixo em terrenos baldios estão: muitos bairros não possuem uma coleta de lixo com horário compatível, facilidade em descartar o lixo em qualquer lugar, falta de conscientização da população, falta de educação, falta de investimento social, falta de programas de educação ambiental nas escolas. Os pontos onde com maior freqüência ocorre o descarte do lixo doméstico são em lotes vagos-terrenos baldios que não possuem edificação, geralmente, estes se encontram repletos de vegetação, o que agrava o problema de acúmulo de entulho e proliferação de animais (roedores répteis e etc.). O uso e ocupação do solo urbano em Montes Claros-MG vêm sendo permeados por todos os problemas que as cidades de médio porte estão passando com o advento do seu desenvolvimento econômico e social. O planejamento urbano é uma das alternativas, mas, muitos gestores aplicam suas forças em favor da ação política.
Informações Colóquio Internacional: http://www.coloquiointernacional.unimontes.br/
Fonte: Guélmer Faria
25 agosto, 2010 - 15:12h
Charles Darwin talvez estivesse errado quando disse que a competição era a principal força impulsionando a evolução das espécies. O autor de A Origem das Espécies, obra publicada em 1859 que lançou as bases da Teoria da Evolução, imaginou um mundo no qual os organismos lutavam por supremacia e em que apenas o mais forte sobrevivia.
Mas uma nova pesquisa identifica a disponibilidade de espaço para desenvolvimento de vida, em vez de competição, como o principal fator da evolução. A pesquisa, conduzida pelo estudante de pós-doutorado Sarda Sahney e outros colegas da Universidade de Bristol, foi publicada na revista científica Biology Letters.
Eles usaram fósseis para estudar padrões de evolução ao longo de 400 milhões de anos. Focando apenas em animais terrestres - anfíbios, répteis, mamíferos e pássaros - os cientistas descobriram que a quantidade de biodiversidade tem relação com o espaço disponível para a vida se desenvolver ao longo do tempo.
Ambiente
O conceito de espaço para a vida - conhecido na literatura científica como "conceito de nicho ecológico" - se refere às necessidades particulares de cada organismo para sobreviver. Entre os fatores estão a disponibilidade de alimentos e um habitat favorável à procriação.
A pesquisa sugere que grandes mudanças de evolução de espécies acontecem quando animais se mudam para áreas vazias, não ocupadas por outros bichos. Por exemplo, quando os pássaros desenvolveram a habilidade de voar, eles abriram uma nova fronteira de possibilidades aos demais animais.
Igualmente, os mamíferos tiveram a chance de se desenvolver depois que os dinossauros foram extintos, dando "espaço para a vida" aos demais animais. A ideia vai de encontro ao conceito darwinista de que uma intensa competição por recursos em ambientes altamente populosos é a grande força por trás da evolução.
Para o professor Mike Benton, co-autor do estudo, a "competição não desempenha um grande papel nos padrões gerais de evolução". "Por exemplo, apesar de os mamíferos viverem junto com os dinossauros há 60 milhões de anos, eles não conseguiam vencer os répteis na competição. Mas quando os dinossauros foram extintos, os mamíferos rapidamente preencheram os nichos vazios deixados por eles e hoje os mamíferos dominam a terra", disse ele à BBC.
No entanto, para o professor Stephen Stearns, biólogo evolucionista da universidade americana de Yale, que não participou do estudo, "há padrões interessantes, mas uma interpretação problemática" no trabalho da Universidade de Bristol.
"Para dar um exemplo, se os répteis não eram competitivamente superiores aos mamíferos durante a Era Mesozoica, então por que os mamíferos só se expandiram após a extinção dos grandes répteis no fim da Era Mesozoica?"
"E, em geral, qual é o motivo de se ocupar novas porções de espaço ecológico, se não o de evitar a competição com outras espécies no espaço ocupado?"
Fonte: Portal Terra
20 agosto, 2010 - 14:50h
A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia inclui entre os seus métodos de conservação de recursos genéticos o manejo de um Banco de Germoplasma de Sementes ou Coleção de Base de Sementes (Colbase), que no âmbito nacional faz parte da Curadoria de Germoplasma da Embrapa, juntamente com os Bancos Ativos (BaGs).
A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia inclui entre os seus métodos de conservação de recursos genéticos o manejo de um Banco de Germoplasma de Sementes ou Coleção de Base de Sementes (Colbase), que no âmbito nacional faz parte da Curadoria de Germoplasma da Embrapa, juntamente com os Bancos Ativos (BaGs).
O Banco foi criado em 1976, em consonância com as recomendações do International Plant Genetic Resources Institute (IPGRI), quais sejam, conservação em câmaras frias a -20ºC e sementes com conteúdo de umidade 7% e objetivando conservar fontes genéticas para uso futuro em programas de melhoramento e pesquisas, prevenir e evitar perdas de valiosos recursos genéticos. As atividades básicas relacionadas ao manejo, conservação e uso de germoplasma-semente são recebimento do germoplasma-semente, documentação, controle de qualidade e monitoramento da viabilidade das sementes durante o período de armazenamento.
Na Colbase são conservados acessos de germoplasma nacional e internacional de variedades e cultivares obsoletas, espécies silvestres, espécies afins, raças locais e indígenas. Atualmente, aproximadamente 87.000 acessos de diferentes espécies estão conservados a longo prazo. As principais espécies conservadas são Phaseolus vulgaris (feijão- 10393 acessos), Oryza sativa (arroz - 8776 acessos), Triticum aestivum (trigo- 5583 acessos), Glycine max (soja- 4436 acessos), Sorghum bicolor (sorgo - 3587 acessos) e Zea mays (milho - 2926 acessos).
O enriquecimento da coleção de germoplasma-semente é realizado por meio de intercâmbio e de coleta de sementes de espécies cultivadas e nativas.
O sistema de documentação e informação permite que cada uma destas atividades, seja registrada para cada amostra por produto, constituindo-se no banco de dados da Colbase.
O monitoramento das qualidades fisiológica e sanitária dos produtos que compõem a Colbase é de fundamental importância. Por meio do monitoramento tem sido identificados quais acessos devem ser regenerados e/ou multiplicados, assim como quais patógenos associados às sementes estão contribuindo para a deterioração ou perda de viabilidade dos acessos.
As condições ideais para a conservação a longo prazo de germoplasma- semente são igualmente ideais para a conservação de patógenos a ele associados. Verifica-se que um dos problemas em culturas agronômicas, em todo o mundo, tem sido causado por doenças de plantas. Em países desenvolvidos, estima-se que para algumas culturas, há um prejuízo médio de 15 a 20% do potencial da produção agrícola, devido às doenças. De modo geral, inúmeros danos podem ser provocados em plantas por fungos considerados patogênicos, quando associados às sementes, como redução da produção, má qualidade de sementes e grãos, perdas de poder germinativo e de vigor, ocorrência de plântulas anormais, podridão de raízes, deterioração de sementes, morte de pré e pós- emergência de plântulas.
Entre as principais doenças disseminadas por sementes citamos: brusone (Pyricularia oryzae), mancha parda (Drechslera oryzae) e escaldadura (Gerlachia oryzae) em arroz; antracnose (Colletotrichum lindemuthianum) em feijão, helminthosporiose (Drechslera sorokiniana) em trigo; queima da haste( Phomopsis sp.), antracnose (Colletotrichum dematium) e podridão branca (Sclerotinia sclerotiorum) em soja; helminthosporiose (Helminthosporium maydis) e podridão branca (Diplodia maydis) em milho; antracnose (Colletotrichum gossypii) e ramulose (Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides) em algodão; damping-off (Fusarium, Rhizoctonia e Cylindrocladium) e die-back (Cylindrocladium, Diplodia, Botryodiplodia e Fusarium) em sementes florestais.
A análise sanitária de 13.952 acessos da Colbase detectou a presença de fungos patogênicos e de armazenamento em suas sementes. Isto sugere que os Bancos Ativos podem servir como centro de diversidade para os patógenos. Tem sido recomendado a estes Bancos, a produção e o uso de sementes sadias, para evitar a perpetuação e disseminação de patógenos de plantas e salvaguardar o germoplasma a ser conservado.
A conservação de germoplasma-semente de espécies autóctones, na Colbase está condicionada ao conhecimento de suas características morfo-fisiológicas, de seu comportamento germinativo, de sua tolerância ao dessecamento e sensibilidade ao congelamento. Há mais de uma década, pesquisadoras da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia vêm se dedicando ao estudo de sementes de espécies autóctones (madeireiras, frutíferas, ornamentais e medicinais) para fins de conservação a longo prazo. Estes estudos visam determinar os padrões para testes de germinação e de conteúdo de umidade, caracterizar o tipo de dormência das sementes e avaliar sua tolerância ao dessecamento e sensibilidade ao congelamento a -20ºC e -196ºC. Tais parâmetros são utilizados para classificar as sementes quanto ao seu comportamento para fins de conservação em ortodoxas, intermediárias ou recalcitrantes e avaliar sua qualidade fisiológica antes e durante seu armazenamento na Colbase.
Sementes de 138 espécies nativas, coletadas em distintos locais dos estados de Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Área de Influência do Aproveitamento Hidrelétrico de Serra da Mesa - GO e Distrito Federal, já foram estudadas e classificadas para fins de conservação. As temperaturas de incubação indicadas para a germinação destas sementes são as alternadas de 20-30°C e as constantes de 20°C, 25°C e 30°C. Para a conservação destas sementes a -20ºC, tem sido adotado o conteúdo de umidade ? 8%. Sementes de 120 espécies foram classificadas como de comportamento ortodoxo, uma vez que mostraram-se tolerantes à desidratação e ao congelamento em temperaturas sub-zero. Atualmente, 542 amostras de 82 espécies nativas com sementes ortodoxas, estão conservadas a -20°C, na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
Sementes de duas espécies foram classificadas como intermediárias, pois toleraram a redução parcial do conteúdo de umidade, contudo, apresentaram perda significativa de viabilidade quando expostas a -20°C. Sementes de 16 espécies foram classificadas como recalcitrantes, mostrando-se intolerantes à desidratação e ao armazenamento a curto prazo, em baixas temperaturas (5ºC, 10ºC e 15ºC).
Não existe um método disponível, na atualidade, para a conservação a longo prazo de sementes recalcitrantes, portanto técnicas de conservação alternativas precisam ser definidas. A conservação in vitro, seja em condições de crescimento lento ou criopreservação de eixos embrionários isolados, ou de suas partes, são os métodos mais promissores para a conservação a médio e longo prazo, respectivamente. Tem sido relatado que eixos embrionários podem tolerar teores de umidade por volta de 12% e subsequente congelamento em nitrogênio líquido. Eixos embrionários criopreservados são resgatados usando a cultura e tecidos, sendo que deles se originam plantas inteiras. Tanto a conservação em condições de crescimento lento quanto a criopreservação estão sendo pesquisadas na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Essas técnicas são muito promissoras para a conservação de germoplasma de espécies nativas que apresentam sementes recalcitrantes, como por exemplo, Araucaria angustifolia (pinheiro do Paraná) da Floresta Subtropical, Eugenia uniflora (pitanga), Myrciaria cauliflora (jabuticaba) da Floresta Semidecidual, Bertholletia excelsa (castanha-do-Pará) e Virola surinamensis (ucuuba) da região Amazônica, Campomanesia adamantius (gabiroba), Eugenia bimarginata (falsa-cagaita), Eugenia dysenterica (cagaita),Euterpe edulis (palmito), Hancornia speciosa (mangaba), Inga cylindrica (ingá), Inga ingoides (ingá), Salacia sp. (bacupari), Talisia esculenta (pitomba), Tapirira guianensis (tapirira), Virola sebifera (virola) do Cerrado. Embora se saiba que a propagação dessas espécies ocorra principalmente via sementes, apenas informações preliminares sobre sua germinação e seu crescimento estão disponíveis. Existem relatos de que a propagação vegetativa a partir de mudas pode ser realizada com sucesso em alguns casos.
Referências Bibliográficas
FAIAD, M.G.R.; SALOMÃO, A.N.; FERREIRA, F.R.P.; GONDIM, M.T.P; WETZEL, M.M.V.S.; MENDES, R.A .; GOES, M. de. Manual de procedimentos para conservação de germoplasma semente a longo prazo na Embrapa, Brasília: Embrapa, 1998. 21 p. ( Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Documento, 30).
International Plant Genetic Resources Institute. Genebank standarts. Rome, 1994. 13 p.
SALOMÃO, A. N.; EIRA, M.T.S.; CUNHA, R. da; SANTOS, I.R.I.; MUNDIM, R.C.; REIS, R.B. dos. 1997. Padrões de germinação e comportamento para fins de conservação de sementes de espécies autóctones: madeireiras, alimentícias, medicinais e ornamentais. (Embrapa - Cenargen. Comunicado técnico, 23) 12 p.
SANTOS, I.R.I. Criopreservação: potencial e perspectivas para a conservação de germoplasma vegetal. Rev. Bras. Fisiol. Veg., 12: 70-84, 2000.
Marta Gomes Rodrigues Faiad, Antonieta Nassif Salomão Izulmé, Rita Imaculada dos Santos
Fonte: Portal Ambiental
20 agosto, 2010 - 14:39h
Novas imagens da Lua obtidas pela Nasa (agência espacial americana) revelaram a presença de "rachaduras" espalhadas por sua superfície. A distribuição geográfica e as propriedades físicas dessas falhas geológicas sugerem que o astro encolheu cem metros há cerca de 800 milhões de anos.
Algumas dessas "rachaduras" - escarpas íngremes criadas quando uma porção da casca lunar empurra outra, causando sua elevação - já haviam sido identificadas na década de 1970 por câmeras das missões Apollo 15, 16 e 17.
Mas como essas câmeras possuíam baixa definição e mapearam apenas a região equatorial da Lua (20% do total), não era possível dizer se havia mais dessas escarpas no astro e nem se elas estavam distribuídas por toda a superfície.
A análise das novas imagens, obtidas pela LRO ("Sonda Orbital de Reconhecimento Lunar", na sigla em inglês) da Nasa, revelou 14 novas escarpas, tanto na face visível quanto na face oculta da Lua, variando entre 3 e 12 quilômetros com comprimentos.
A descoberta das escarpas lunares foi possível não só pela maior definição das câmeras da LRO (de 0,5 a 2 metros por píxel), mas também pela sua maior amplitude de campo (capaz de mapear toda a superfície lunar).
DISTRIBUIÇÃO GLOBAL
Das 14 falhas detectadas, 7 ocorrem em latitudes maiores que 60º, tanto ao norte quanto ao sul, incluindo regiões polares. Isso indica que estão potencialmente distribuídas por toda a Lua, o que é sugestivo de um ovo rachado, uma esfera que se contraiu.
As escarpas lunares encontradas são baixas (menos de cem metros de altitude) e curtas (alguns quilômetros de comprimento). Em comparação, escarpas análogas em Mercúrio e Marte podem chegar a um quilômetro de altitude e dezenas de quilômetros de comprimento.
A presença de falhas gigantes em Mercúrio tem sido interpretada como evidência para a contração do planeta devido ao resfriamento do magma em seu núcleo. A pequena dimensão das falhas encontradas na Lua também sugere contração, mas em uma escala muito menor.
Em artigo publicado na revista "Science", Thomas Watters, do Instituto Smithsonian, em Washington, e colegas indicam que a Lua teria se contraído cem metros levando em consideração fatores internos (acomodação de estruturas geológicas) e externos (força gravitacional exercida pela Terra).
ESTRUTURAS JOVENS
A contração da Lua teria ocorrido há cerca de 800 milhões de anos, evento recente em relação a sua origem, por volta de 4,5 bilhões de anos atrás.
"As escarpas identificadas são estruturas geológicas recentes porque cortam crateras e são íngremes", afirma Eder Cassola Molina, geofísico do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP (Universidade de São Paulo).
"O fato de as falhas cruzarem crateras indica que as crateras já estavam lá antes das falhas. E o fato de serem íngremes mostra que as falhas ainda não tiveram tempo para se desgastarem e se tornarem menos inclinadas." Em suma, as escarpas encontradas na Lua são estruturas geológicas jovens.
Fonte: Folha.com
20 agosto, 2010 - 14:36h
A apenas 600 metros da Grande Barreira de Corais, o maior recife de corais do mundo, localizado nas águas da Austrália, encontra-se um recife menos espetacular, mas muito mais mais antigo.
A primeira pista da existência desse recife apareceu em 2007, quando medições sísmicas e de sonares revelou estranhas lagoas e formações montanhosas no leito do mar.
As medições foram confirmadas em fevereiro deste ano, quando uma equipe internacional extraiu 34 núcleos de sedimento desses locais no fundo do mar, revelando um recife de corais fossilizado que penetra 110 metros sob o leito do mar.
SXC
Grande Barreira de Corais (Austrália), maior recife do mundo; cientistas acharam fóssil que pode ter originado a barreira
Datação preliminar desses núcleos indica que o coral tem cerca de 169 mil anos.
"Esta é a tataravó da Grande Barreira de Corais", disse John Pandolfi, da Universidade de Queensland.
Segundo ele, trata-se de uma importante descoberta que deve trazer novas informações sobre a formação de recifes de corais.
Acreditava-se que a Grande Barreira de Corais encontra-se assentada sobre um recife morto e mais velho. Mas 110 metros abaixo do recife vivo há apenas rochas.
Corais precisam de luz para viver, e Pandolfi agora pensa que, quando o nível do mar subiu na última Era do Gelo, ele ameaçou eliminar a iluminação do recife antigo. Por causa disso, algumas larvas teriam populado águas mais rasas e semeado o recife hoje existente.
A descoberta do fóssil foi divulgada por Jody Webster, da Universidade de Sydney, em uma conferência na Alemanha em julho.
Fonte: Folha.com
18 agosto, 2010 - 14:10h
O consumo de água doce no mundo cresce a um ritmo superior ao do crescimento da população, restando, como uma das saídas, a produção de água doce, retirando-a do mar ou das águas salobras dos açudes e poços. A dessalinização de águas salobras acontece quando passa a vapor e se torna doce e o vapor não produz água salgada depois que se condensa.
Nos oceanos esta é a principal solução para o atendimento das futuras demandas de água doce, já que são possuidores de 95,5% da água existente no Globo Terrestre.
Processos para dessalinização da água do mar:
•destilação convencional
•destilação artificial
•eletrodiálise
•osmose reversa
A dessalinização da água salgada ou salobra, do mar, dos açudes e dos poços, se apresenta como uma das soluções para a humanidade vencer mais esta crise que já se pronuncia.
Atualmente muitos países e cidades estão se abastecendo totalmente de água doce extraída da água salgada do mar que, embora ainda a custos elevados, se apresenta como a única alternativa, concorrendo com o transporte em navios tanques, barcaças e outros.
O consumo de água doce no mundo cresce a um ritmo superior ao do crescimento da população, restando, como uma das saídas, a produção de água doce, retirando-a do mar ou das águas salobras dos açudes e poços.
O uso das fontes alternativas de energia, como a eólica e a solar, apresentamx-se como uma solução para viabilizar a dessalinização no nosso semi-árido, visando o consumo humano e animal e a micro-irrigação, o que propiciaria melhores condições para a fixação do homem no meio rural.
O Nordeste é caracterizado por condições semi-áridas, com baixa precipitação pluviométrica e por um solo predominantemente cristalino, que favorece a salinização dos lençóis freáticos. Até agora as iniciativas se restringiram a soluções paliativas, como a construção de açudes e a utilização de carros pipa.
A dessalinização de água através de osmose inversa apresenta-se como uma ótima alternativa, uma vez que possui um menor custo quando comparado com outros sistemas de dessalinização. Além de retirar o sal da água, este sistema permite ainda eliminar vírus, bactérias e fungos, melhorando assim a qualidade de vida da população interiorana. O seu funcionamento está baseado no efeito da pressão sobre uma membrana polimérica, através da qual a água irá passar e os sais ficarão retidos. A integração com a energia eólica faz-se necessária devido ao baixo índice de eletrificação rural da região, tornando o sistema autônomo. Será utilizada uma turbina de 1.5 KW que irá fornecer eletricidade alternadamente para a bomba de captação de água do poço.
Histórico dos processos de dessalinização:
•Em 1928 foi instalado em Curaçao uma estação dessalinizadora pelo processo da destilação artificial, com uma produção diária de 50 m3 de água potável.
•Nos Estados Unidos da América as primeiras iniciativas para o aproveitamento da água do mar datam de 1952, quando o Congresso aprovou a Lei Pública número 448, cuja finalidade seria criar meios que permitissem reduzir o custo da dessalinização da água do mar. O Congresso designou a Secretaria do Interior para fazer cumprir a lei, daí resultando a criação do Departamento de Águas Salgadas.
•O Chile foi um dos países pioneiros na utilização da destilação solar, construindo o seu primeiro destilador em 1961.
•Em 1964 entrou em funcionamento o alambique solar de Syni, ilha grega do Mar Egeu, considerado o maior da época, destinado a abastecer de água potável a sua população de 30.000 habitantes.
•A Grã-Bretanha, já em 1965, produzia 74% de água doce que se dessalinizava no mundo, num total aproximado de 190.000 m3 por dia.
•No Brasil, as primeiras experiências com destilação solar foram realizadas em 1970, sob os auspícios do ITA-Instituto Tecnológico da Aeronáutica.
•Em 1971 as instalações de Curaçao foram ampliadas para produzir 20.000 m3 por dia.
•Em 1987 a Petrobrás iniciou o seu programa de dessalinização de água do mar para atender às suas plataformas marítimas, usando o processo da osmose reversa, tendo esse processo sido usado pioneiramente, aqui no Brasil, em terras baianas, para dessalinizar água salobra nos povoados de Olho D'Água das Moças, no município de Feira de Santana, e Malhador, no município de Ipiara.
•Atualmente existem 7.500 usinas em operação no Golfo Pérsico, Espanha, Malta, Austrália e Caribe convertendo 4,8 bilhões de metros cúbicos de água salgada em água doce, por ano. O custo, ainda alto, está em torno de US$ 2,00 o metro cúbico.
•As grandes usinas, semelhantes às refinarias de petróleo, encontram-se no Kuwait, Curaçao, Aruba, Guermesey e Gibraltar, abastecendo-os totalmente com água doce retirada do mar.
Fonte: Redação Ambiente Brasil
16 agosto, 2010 - 14:36h
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que o fenômeno climático La Niña vai resultar em chuvas acima da média no Nordeste brasileiro e seca no Sul do país. Além dessas consequências, o instituto relaciona as baixas temperaturas de inverno registradas este ano nos estados do Sul do Brasil ao surgimento do fenômeno.
O chefe da divisão de pesquisas aplicadas do Inmet, Expedito Rebello, afirma que o La Niña não vai alterar totalmente os fatores climáticos no Brasil. O especialista explica que o fenômeno já ocorreu várias vezes e que não há motivos para alarde.
"É um fenômeno natural, que é responsável pelo esfriamento das águas do Oceano Pacífico. Ele modifica o clima em determinado período. Temos registros do seu aparecimento desde 1886. O fenômeno pode ser benéfico para alguns lugares e ruim para outros."
Segundo o especialista, o La Niña tem efeito oposto ao El Niño. Enquanto o primeiro esfria as águas do Pacífico, o segundo aquece. "Essa mudança de fenômenos altera as correntes na atmosfera. E essas são responsáveis por, em anos de La Niña, chover mais no Nordeste e menos no Sul e em anos de El Niño ocorrer o contrário."
De acordo com o Inmet, o La Niña tem duração de nove a doze meses e causa mudanças de 1 grau Celsius (ºC) a no máximo 4ºC na temperatura das águas no Pacífico.
"Vale ressaltar, que o efeito do La Niña é global, não só no Brasil. Casos de enchentes no Paquistão, calor na Europa, por exemplo, também têm relação com o fenômeno", disse Expedito.
De acordo com o Inmet, a última ocorrência do La Niña foi entre os anos de 2007 e 2008.
Fonte: Agência Brasil
16 agosto, 2010 - 14:22h
Embora os mercados de carbono e de genes ainda estejam em estágio embrionário de organização, o espectro de compensações econômicas pela manutenção da integridade dos ecossistemas amazônicos deverá ser uma realidade a médio prazo.
As florestas amazônicas protegem a circulação de 20% da água doce disponível no mundo. A água que evapora das florestas regula o regime de chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste e os rios da Amazônia representam praticamente todo o potencial hidrelétrico ainda inexplorado do Brasil, que é o maior do planeta. Existem indicações preliminares de que as gigantescas quantidades de carbono estocado na floresta podem estar aumentando, o que tornaria a Amazônia, desde que reduzidos os níveis correntes de desmatamento, em importante vetor de redução da quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera, reduzindo o aquecimento global, com implicações até na mudança de nível dos oceanos.
O surgimento de novas biotecnologias amplia em muito a importância do patrimônio genético e da gama de moléculas orgânicas contidas na biodiversidade da região como insumos para novos medicamentos e terapias. Embora os mercados de carbono e de genes ainda estejam em estágio embrionário de organização, o espectro de compensações econômicas pela manutenção da integridade dos ecossistemas amazônicos deverá ser uma realidade a médio prazo, o que, mesmo considerando-se uma taxa de desconto elevada, sinaliza para o aumento do valor do bioma conservado.
Entre os usos não consuntivos da natureza, destacam-se o ecoturismo, o turismo sustentável de massa, tomando-se os cuidados necessários para minimizar os danos socioambientais, o turismo científico, os esportes radicais, a observação de pássaros e a pesca amadora, entre outras atividades. Embora todas ainda estejam em fase nascente na Amazônia brasileira, seu potencial se revela nas altas taxas de crescimento do investimento privado em ecoturismo. Os pontos de estrangulamento para o desenvolvimento pleno do turismo sustentável dizem respeito principalmente à infra-estrutura de transportes, ao saneamento e à baixa qualificação da mão-de-obra local.
Fonte: Portal Ambiental/ Plano Amazônia Sustentável - Ministério do Meio Ambiente
16 agosto, 2010 - 14:17h
Cássio dos Santos Peixoto (*)
Quem não se recorda dos ensinamentos aprendidos nos primeiros anos de vida? "Lixo é para ser jogado no lixo"! Reprograme-se, esta afirmação não é mais uma verdade absoluta. A realidade mundial é outra! A sociedade se desenvolveu, descobriu o caminho do consumo, a vida útil dos produtos foi encurtada, as tecnologias avançaram com novos bens de consumo diuturnamente. Contudo, em contrapartida, o descarte proliferou, as cidades cresceram desordenadamente, os espaços tornaram-se limitados e a legislação relacionada ao meio ambiente veio se tornando mais restritiva.
Na visão moderna, a expressão "lixo" parece ser inadequada, como também, os malfadados "lixões" estão com seus dias contados, em obediência à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), agora, Lei nº 12.305 de 02 de agosto de 2010. Vale ressaltar que, para acompanhar o desenvolvimento da política ambiental atualmente, os vocábulos deverão ser revistos, separando o joio do trigo.
A lei é clara em seus conceitos e determinações. A prioridade é a não-geração dos resíduos, entretanto, é algo inimaginável e impossível. A diminuição se apresenta como uma primeira tentativa, ficando a reciclagem e o reaproveitamento como uma segunda alternativa. Outro ponto importante a destacar é que os resíduos são passíveis de reaproveitamento, reciclagem ou reutilização, com especial atenção às embalagens de produtos. A parte restante, do que se chamava, também, de "lixo", sem possibilidade alguma de reaproveitamento, mesmo com todos os recursos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, torna-se rejeito. Estes rejeitos precisam ter uma disposição ambientalmente correta de forma sustentável.
Outro ponto a ser focado é o significativo valor econômico e social, agregado aos resíduos sólidos e que não acontece, na mesma proporção, com os rejeitos. As grandes indústrias e distribuidores já avaliaram este potencial econômico e irão se adequar à lei de alguma forma: por imposição legal, convicção ou por enxergarem características econômicas positivas.
A lei trata dos conceitos, das diretrizes e das regras gerais da política em si, portanto, a regulamentação e o Plano Nacional de Resíduos Sólidos estão sendo trabalhados por técnicos do Ministério do Meio Ambiente e, deverá estar pronto em aproximadamente 60 dias. Nesta regulamentação deverá ser incluído um aspecto muito relevante, porém polêmico, que será o estabelecimento de metas a serem alcançadas.
Num país como o Brasil, com tanta diversidade e culturas regionais próprias, os números referentes às metas poderão não agradar ou atender adequadamente a região ou empreendimento. Por outro lado, indústrias, importadores, comerciantes, prestadores de serviços, potencialmente geradores de resíduos, deverão construir um plano de gerenciamento.
Os Estados e municípios deverão, também, criar seus planos de gerenciamento. Os municípios poderão fazê-los sob a forma "consorciada" com municípios vizinhos, como planos intermunicipais e microrregionais. A forma "consorciada" parece ser a solução economicamente mais atraente para a gestão integrada de resíduos sólidos e deverá contar com incentivos.
O Brasil, sempre carente de políticas públicas, para destinação do material descartado, faz nascer a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei sancionada, sem veto algum, no último dia 02 de agosto. Festejada pelo Presidente da República como um resgate tardio da dignidade dos "catadores" de material reciclado, até pelas características do ano em curso e a abordagem principal do evento, acabou ancorada na visão social de apenas um setor. Todavia, a política possui implicações igualmente relevantes com um emaranhado de responsabilidades ambientais, divididas entre toda a sociedade, pessoas físicas e jurídicas em todos os planos de negócios.
Fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e os consumidores terão seu quinhão de responsabilidade sobre sua produção e/ou descarte dos resíduos e, até mesmo pelo manuseio destes. Trata-se da responsabilidade compartilhada que integrará toda a cadeia de consumo e pode ser entendida pela expressão "do berço ao túmulo".
Muitas análises e conclusões poderão ser feitas a partir da Lei 12.305/2010, como a vinculação de planos de resíduos à concessão ou renovação da licença ambiental. Mesmo sem regulamentação, suas linhas já estão postas e as regras basilares estabelecidas, não deixando de considerar que as regras válidas sempre foram emanadas pelo CONAMA, através de suas resoluções e, pela primeira vez, os resíduos estão sendo tratados por lei.
(*) Cássio dos Santos Peixoto, Advogado, Professor de Legislação e Direito Ambiental da Pós-Graduação em Gestão Ambiental da Faculdade SENAC MG. cpeixoto.bms@terra.com.br , cpeixoto@bmsempresarial.com.br
Fonte: Portal Ambiental
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