Arquivos da categoria: 'VIDA E SAÚDE'
8 setembro, 2010 - 15:05h
A tempestade tropical Igor formou-se sobre o extremo leste do Oceano Atlântico na quarta-feira e deve ganhar força e virar furacão dentro dos próximos dias.
O Centro Nacional de Furacões dos EUA afirmou que Igor não apresentava nenhuma ameaça imediata a terra. A tempestade mantinha ventos sustentados perto de 65 quilômetros por hora e movia-se lentamente em direção oeste a 13 quilômetros por hora.
Ele deverá centralizar-se ao sul das Ilhas de Cabo Verde até quinta-feira, informou o centro de furacões, com sede em Miami.
O centro informou que modelos de computador mostraram Igor ganhando força de furacão "dentro dos próximos dias", movendo-se para o oeste a uma velocidade crescente.
Ainda é muito cedo para calcular a ameaça potencial de Igor para o Caribe ou à infra-estrutura norte-americana no Golfo do México.
Os investidores do setor de energia ficam atentos às tempestades que podem entrar no Golfo porque a região abriga cerca de 30 por cento da produção de petróleo norte-americana, 11 por cento da produção de gás natural e mais de 43 por cento da capacidade de refinação dos EUA.
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 15:02h
A ciência será obrigada a deixar de utilizar na Europa os grandes símios em seus experimentos e terá que limitar ao máximo, de acordo com regras rígidas, o uso de outros animais, em uma decisão aprovada pelo Parlamento Europeu após dois anos de intensas negociações.
A nova regra proíbe o uso de chimpanzés, gorilas e orangotangos em experimentos científicos, enquanto o uso de outros primatas será objeto de uma "restrição estrita".
A Eurocâmara aprovou, em termos gerais, que as experiências com animais sejam substituídas, na medida do possível, por um método alternativo cientificamente satisfatório.
Os cientistas terão que trabalhar para que "a dor e o sofrimento infligidos sejam reduzidos ao mínimo", afirma o texto aprovado em sessão plenária pelo Parlamento Europeu, com sede em Estrasburgo (França).
O uso dos animais só pode acontecer nos experimentos que têm como objetivo fazer avançar a pesquisa sobre o homem, os animais ou doenças (câncer, esclerose múltipla, Alzheimer e Parkinson).
A norma, que tem prazo de dois anos para ser adotada pelos Estados europeus, completa uma lei aprovada em 2009 que proíbe os testes de produtos cosméticos em animais. Mas o texto desagradou tanto os defensores de uma abolição total como os favoráveis à causa científica.
"O progresso da medicina é crucial para a humanidade e, infelizmente, para avançar é necessára a experimentação animal", afirmou o eurodeputado conservador italiano Herbert Dorfmann.
Já a eurodeputada parlamentar belga Isabelle Durant, verde, afirmou que "é possível reduzir o número de animais utilizados com fins científicos sem prejudicar a pesquisa".
Quase 12 milhões de animais são utilizados a cada ano com fins experimentais na UE. Segundo os especialistas, o estado atual do conhecimento científico não permite a supressão total do uso.
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:59h
Um estudo científico validou o consumo controlado de psilocibina, substância encontrada em cogumelos alucinógenos, como tratamento para melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer em estado avançado, informou hoje o jornal "Los Angeles Times".
Na primeira pesquisa realizada em humanos com drogas psicodélicas em mais de 35 anos, os cientistas do Los Angeles Biomedical Research Institute (LA BioMed) demonstraram que o consumo dessa substância tem efeitos benéficos aos doentes. A psilocibina, um alucinógeno natural, foi fornecida a 12 pacientes com tumor em estado avançado que não respondiam a tratamentos convencionais e foi observada uma redução na ansiedade e uma melhora no ânimo durante os seis meses seguintes. "Este estudo mostrou que é possível administrar de forma segura a psilocibina e que deveriam ser realizadas mais pesquisas com alucinógenos para estabelecer seus benefícios potenciais", disse Charles S. Grob, diretor do estudo.
O resultado deste trabalho foi publicado esta semana na revista Archives of General Psychiatry, e é considerado o primeiro passo para restaurar a reputação dessas drogas.
Durante as décadas de 50 e 60, foram realizados numerosos estudos que concluíram que as substâncias alucinógenas tinham efeitos positivos sobre o humor e a ansiedade, do mesmo modo que diminuíam a necessidade de aplicar narcóticos para atenuar a dor de pacientes com câncer avançado.
Estas linhas de pesquisa foram abandonadas nos anos 70, coincidindo com a popularidade alcançada pelo consumo de alucinógenos com fins lúdicos, o que levou ao endurecimento da legislação nos EUA contra essas substâncias.
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:47h
Um estudo realizado pela Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) e publicado como 'Global Survey of Agricultural - Mitigation Projects' (Levantamento Global da Produção Agrícola - Projetos de Mitigação) aponta o projeto Verde Rio como uma das iniciativas que mais combatem alterações climáticas. A pesquisa foi divulgada no final de agosto, foram analisados 50 projetos de agricultura com foco nas alterações climáticas, e apenas 22 deles tratam dos Gases do Efeito Estufa (GEE), e que acabaram sendo divulgados no estudo.
O estudo contribui para a discussão atual a respeito de maneiras de integrar pequenos agricultores em atividades de redução de danos agrícolas. Este estudo foi dividido em duas partes. A primeira fazia uma breve análise de todos os 50 projetos desenvolvidos para a mitigação agrícola, mas foram extraídos 22 que corresponderam às expectativas para evitar, reduzir e sequestrar emissões de GEE. A segunda parte do projeto da FAO dá uma visão geral dos resultados que tem por objetivo específico a redução de GEE.
"Para nós do Instituto Ação Verde, é bastante satisfatório saber que o Projeto Verde Rio está alinhado com as recomendações da FAO, no Pagamento de Serviços Ambientais, que deve ser feito na cadeia produtiva, e não somente em áreas indígenas, parques nacionais, etc. A criação da Unidade de Bens e Serviços Ambientais (UBSA) vem ao encontro, fazer com que o setor agroindustrial do estado de Mato Grosso coloque à disposição do mundo os seus ativos ambientais", relata o superintendente executivo do Instituto, Paulo Borges.
Incluso também nesse estudo há projetos nacionais e internacionais de ONG's, universidades e instituições de pesquisas, em países da África (20), Ásia e no Pacífico (14), América Latina e Caribe (15) e na Europa Oriental. O Brasil está em primeiro no ranking com quatro projetos, seguido de Quênia, Nigéria e Índia. No Brasil, o projeto do Instituto Ação Verde selecionado foi o Projeto Verde Rio, que visa recuperar as áreas degradadas, gerar renda de Pagamentos de Serviços Ambientais (PSA) e crédito de carbono para agricultores.
Mais informações:
www.fao.org/climatechange/22641-0-0.pdf h
www.fao.org/climatechange/micca/en
Fonte: Portal do Agronegócio
8 setembro, 2010 - 14:42h
Uma nota técnica do Ministério da Saúde confirmou o alto índice de complicações em animais vacinados contra a raiva no Estado de SP.
O material, divulgado a profissionais do setor e obtido pela Folha, diz que o lote n.º 59/10 foi o único usado em São Paulo e Guarulhos, onde os casos de reações adversas se concentram.
Há duas semanas, o ministério disse que não havia problemas com a vacina e que a campanha -suspensa no Estado em 20 de agosto após mortes de sete animais- deveria continuar.
Procurado na segunda-feira (6), não comentou a nota técnica e informou que detalhes serão divulgados nesta semana.
Estudo feito pelas secretarias estadual e municipal de Saúde aponta que o número de complicações em cães e gatos na cidade de São Paulo foi 177 vezes maior em 2010 do que no ano passado.
Em 2009, 53 reações foram registradas, uma incidência de 0,05 casos a cada mil doses. Agora, passou para 2.198 reações, o que representa 8,88 a cada mil. No interior, o índice é de 1,13 a cada mil.
A vacina, produzida pelo laboratório Biovet, está sendo usada pela primeira vez na rede pública.
Uma investigação dos casos deve ser concluída em 15 dias. Até lá, a secretaria estadual decidiu manter a campanha suspensa.
Em todo o Estado, 2.627 animais imunizados tiveram reações adversas associadas, sendo 1.903 gatos, 713 cães e 11 em processo de identificação. Desses, 66 morreram.
Laboratório - O Biovet informou que a qualidade da vacina foi comprovada em testes feitos pelo Laboratório Nacional Agropecuário, ligado ao Ministério da Agricultura, e que está realizando análises internas.
Fonte: Folha.com
8 setembro, 2010 - 14:38h
Pesquisadores da Coppe/UFRJ, no Rio de Janeiro, desenvolveram um sistema eficiente para remover mercúrio de efluentes líquidos e do petróleo.
O processo inovador já gerou dois pedidos de patente e promete reduzir o impacto ambiental da contaminação do mercúrio no ar, na água e no solo.
O sistema capta o mercúrio sem gerar resíduo tóxico, evitando o passivo ambiental produzido nos métodos tradicionais utilizados para esse fim.
Coordenado pelos pesquisadores Vera Salim e Neuman S. de Resende, do Programa de Engenharia Química da Coppe, o projeto conta com o apoio da Petrobras.
Emissões de mercúrio no ambiente - As atividades industriais e a queima de combustíveis fósseis são responsáveis pela emissão de altas taxas de mercúrio no meio ambiente.
Segundo mapeamento do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP na sigla em inglês), estima-se um aumento de 1480 toneladas emitidas em 2005 para 1850 toneladas em 2020 nos níveis mundiais de mercúrio, atingindo regiões até então pouco afetadas como alguns países da América do Sul, entre eles o Brasil.
Os pesquisadores advertem que, se nada for feito, até 2050 serão lançadas na atmosfera cerca de 8 mil toneladas de mercúrio, com acumulação de 2 a 3 mil toneladas no meio ambiente.
Entre os países com índices mais altos de mercúrio no mundo estão China, Índia e Estados Unidos. O Brasil aparece em sétimo lugar.
No encontro promovido pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, em junho deste ano, na Suécia, os pesquisadores discutiram a necessidade de elaborar uma legislação para o controle dos níveis de mercúrio no mundo. "Apesar de verificarmos um crescimento expressivo dos níveis do metal no Brasil e no mundo, há carência de dados precisos para melhor avaliarmos seus efeitos", afirma Vera.
Remoção do mercúrio - No sistema concebido pelos pesquisadores do Laboratório de Fenômenos Interfaciais da Coppe, o mercúrio passa por uma coluna com adsorvente, um sólido à base de fosfato, que capta o mercúrio sem gerar resíduo.
A grande vantagem em relação aos métodos convencionais é que esse sistema possibilita a fixação do mercúrio na sua estrutura, evitando a recontaminação e os eventuais procedimentos de gerenciamento do material tóxico produzido.
Pelo método tradicional, ao regenerar o adsorvente o mercúrio é volatilizado e condensado, transformando-se no final do processo em mercúrio líquido, que é removido e estocado.
"Não temos dados sobre a quantidade e a forma como esse metal é armazenado. O risco de gerar um passivo ambiental é grande e os dados não são divulgados de forma transparente, o que dificulta uma avaliação precisa do índice de emissão e do risco de contaminação desse material no meio ambiente", afirma Vera Salim.
Há cerca de oito anos a Coppe desenvolve pesquisa em processos de descontaminação de mercúrio. O processamento de petróleo, por exemplo, gera inevitavelmente resíduos tóxicos e a emissão do mercúrio na atmosfera.
Outra preocupação é o mercúrio acumulado, que é reintroduzido no meio ambiente, constituindo uma ampla cadeia de contaminação: o mercúrio é transportado pelas chuvas, levado a regiões estuárias, podendo acumular-se nos sedimentos ou no ar, por meio de fotossíntese.
Mercúrio no meio ambiente - O mercúrio está presente no meio ambiente em três formas distintas: metálico, orgânico e inorgânico.
"O mercúrio orgânico é o mais letal e pode estar presente, por exemplo, em peixes contaminados. Um rio afetado contamina peixes que, ingeridos, contaminam pessoas. As correntes atmosféricas e a migração dos pássaros também são capazes de levar o mercúrio a longas distâncias. Por essa razão, medidas regionais não são suficientes para conter a contaminação. Precisamos de decisões de alcance global, pois o mercúrio tem grande capacidade de disseminação, com transporte de longo alcance", alerta Vera.
O mercúrio também está presente no dia-a-dia de todos, em produtos como amálgamas dentárias e lâmpadas fluorescentes que podem contaminar o meio ambiente após o seu descarte.
"É preciso ter consciência ambiental e regras para efetuar o descarte desse material. Precisamos estabelecer normas capazes de conter a disseminação do mercúrio e cumpri-las", adverte Vera Salim.
As erupções vulcânicas também são responsáveis por emissões. Segundo a professora da Coppe, ainda é difícil medir o impacto desse fenômeno. "Não sabemos, por exemplo, quais são as consequências da erupção do vulcão na Islândia, que este ano despejou grande quantidade de fumaça e cinzas na atmosfera".
Fonte: Site Inovação Tecnológica
8 setembro, 2010 - 14:36h
Com exceção daqueles que são acostumados com clima de deserto, os animais também sofrem a baixa umidade que atinge algumas regiões do País. Segundo Enrico Ortolani, professor da Faculdade de Medicina Veterinário e Zootecnia da USP, o tempo seco, o calor e a poeira podem causar problemas respiratórios mesmo em gigantes da natureza.
"Determinados lagartos, ratos e outros animais que vivem em ambientes desérticos e são mais adaptados a condições de clima seco. Agora, animais de clima tropical e que vivem em ambientes com grande umidade sofrem muito com a baixa umidade", diz o professor. Até algumas espécies acostumadas com locais com pouca chuva - como os leões e os elefantes originários da savana africana - sofrem com esse clima que estamos vivendo.
Ortolani explica que a baixa umidade e a poeira fazem com que os cílios do sistema respiratório desses animais percam viscosidade e mobilidade, o que diminui a sua capacidade de impedir que partículas de sujeira cheguem ao pulmão dos animais.
De acordo com o professor, a primeira coisa a fazer é oferecer o máximo de hidratação possível. Se não há um lago onde o animal possa refrescar, pelo menos algumas bacias deveriam ser deixadas próximas a ele.
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:34h
O Ministério do Meio Ambiente decretou estado de emergência ambiental em 14 estados e no Distrito Federal (DF) por causa do grande número de focos de queimadas. Estão na lista os estados do Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, do Pará, Piauí, Tocantins, da Bahia e de Goiás e Minas Gerais.
Com o decreto, se for preciso, os estados podem contratar brigadistas para combater o fogo sem necessidade de licitação. A portaria com a lista foi publicada na segunda-feira (6) no Diário Oficial da União. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os 14 estados estão sob emergência ambiental desde abril. A portaria de segunda-feira inclui o Distrito Federal na lista.
Levantamento do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostra a existência de 1.178 focos de incêndio no país nesta terça-feira (7), conforme dados do satélite de referência. Do total, o maior número foi registrado em Goiás, 392. Em seguida aparecem Tocantins (288 focos), Bahia (239), Minas Gerais (203), Distrito Federal (31), Mato Grosso (17) e São Paulo (8).
Fonte: Carolina Pimentel/ Agência Brasil
8 setembro, 2010 - 14:33h
Desastres naturais têm causado menos mortes, mas a mudança climática deve interferir nestas estatísticas ao provocar condições mais extremas do clima, e que deixam sequelas posteriores como doenças e má nutrição, dizem especialistas.
Temperaturas elevadas podem agravar os desastres, tanto quanto provocar a interrupção da produção de alimentos. Segundo as Nações Unidas, o aquecimento global causará mais secas, incêndios florestais, ondas de calor, inundações, deslizamentos de terra e aumento do nível do mar - todas ocorrências são uma ameaça para uma população que deve sair dos 6,8 bilhões para 9 bilhões de pessoas até 2050.
Os efeitos pós desastres naturais frequentemente são os piores, em termos de mortes adicionais. "Mortes em condições extremas de clima, como aconteceu neste ano nas inundações do Paquistão, são um alerta de que precisamos rever os esforços para manter a mudança climática sob controle", diz o diretor da London School of Hygiene and Tropical Medicine, Andrew Haines.
Mais de 1.750 pessoas morreram nas inundações do Paquistão, e outras milhares correm riscos devido a doenças. Ao menos 54 morreram nos incêndios na Rússia, em julho e agosto, que levaram ao aumento do preço de grãos - ameaçando os pobres com a má nutrição.
"Há um crescimento da taxa de mortalidade por causas indiretas. As pessoas estão mais pobres, e a mortalidade infantil que não é normal aumenta", completa Haines. "Deve haver significativas mortes que são subestimadas", diz ele. "A mudança climática poderia ser acrescentada aos prejuízos posteriormente provocados por desastres naturais."
As melhorias em alertas sobre ciclones e ondas de calor, assim como no índice da pobreza, em países em desenvolvimento, tornaram essas nações mais preparadas para condições extremas do tempo, o que colabora para frear o número de mortes.
"Estamos indo bem em termos de salvar de pessoas", diz o especialista sênior da Organização Mundial da Saúde (WHO, na sigla em inglês) das Nações Unidas, Diarmid Campbell-Lendrum. "Mas não há garantias futuras, já que vemos o perigo aumentando, principalmente como o calor [em regiões] onde não estamos bem preparados', disse à Reuters.
"A mudança climática apenas acrescenta outro motivo ao por que devemos controlar a malária, a diarreia, e a lidar com o problema da má nutrição", diz. "Esses são os grandes desafios."
Números subestimados - A Organização Mundial da Saúde vai divulgar uma pesquisa, no ano que vem, para atualizar os dados de um estudo de 2003, que estima que 150 mil pessoas morreriam a cada ano por causa do aquecimento global - a maioria por má nutrição, diarreia e malária. Esses números devem dobrar até 2030, mas o diretor do órgão evita anunciar os novos números.
"A resposta, a curto prazo, é de prevenção a desastres para ajudar a salvar vidas", diz Achim Steiner, chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que cita o exemplo de sucesso em Bangladesh e Cuba no controle de mortes provocadas por tempestades em décadas recentes.
Em Bangladesh, por exemplo, um alerta inicial e abrigos ajudaram. O ciclone Bhola matou 300 mil pessoas em 1970, enquanto outro ciclone de 1991 matou 139 mil, segundo o banco de dados EM-DAT, com sede na Bélgica. Já em 2007, o ciclone Sidr registrou 3.500 mortes fatais.
Com investimentos de prevenção contra inundações no Paquistão, ou melhores informações sobre como lidar com as ondas de calor, Steiner completa, as soluções de longo prazo deveriam ser o corte na emissão de gases do efeito estufa, principalmente os originados pela queima de combustíveis fósseis.
"O ponto fundamental da mudança climática será levar o mundo a investir no gerenciamento do desastre ou no desenvolvimento", Steiner diz à Reuters. "Esta é a opção desta geração."
Campbell-Lendrum diz que o estudo de 2003 da Organização Mundial da Saúde pode ter subestimado o impacto de inundações como as que ocorreram no Paquistão e as ondas de calor na Rússia (mais de 70 mil pessoas morreram na Europa em 2003 em decorrência das ondas de calor).
Ele diz que a mudança climática era um argumento de apoio para serviços básicos de saúde em nações pobres, onde 830 milhões de pessoas sofrem de subnutrição e estão em risco maior.
Outros estudos ligaram o aquecimento com a disseminação de carrapatos e encefalite no noroeste da Europa. Um deles sugeriu maiores taxas de suicídio entre fazendeiros australianos durante as secas, segundo um painel sobre o clima das Nações Unidas. A mudança climática, porém, tem efeitos negativos e positivos - mais pessoas estão ameaçadas pelas ondas de calor, por exemplo, mas idosos também sobrevivem melhor com invernos mais amenos.
Os dados da EM-DAT mostram que mortes provocadas por desastres naturais têm diminuído de, aproximadamente, 500 mil pessoas por ano, um século atrás, para menos de 50 mil em anos mais recentes - os números incluem desastres não relacionados à mudança climática como os tsunamis e as erupções vulcânicas; o pior em anos recentes é o de 2004, com o tsunami do oceano Índico.
Fonte: Folha.com
6 setembro, 2010 - 16:10h
Um estudo sobre o potencial econômico das Unidades de Conservação do Brasil, como parques e florestas públicas, é desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo é levar os resultados obtidos à COP-10, a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, que acontece em novembro, na cidade de Nagoya, no Japão.
A partir do estudo, será elaborado um diagnóstico das oportunidades econômicas que áreas de preservação brasileiras oferecem. "O país tem um amplo potencial de aproveitamento dos parques, que ainda é pouco conhecido e explorado", diz Fábio França de Araújo, diretor do departamento de áreas protegidas do MMA.
Das 310 áreas de conservação federais e 374 estaduais apenas 26,7% permitem variedade de usos econômicos, como ecoturismo, pesquisa científica, manejo de recursos florestais e agricultura. Nos Estados Unidos, por exemplo, o turismo em parques nacionais promove uma receita de US$ 15 bilhões na economia e gera 250 mil empregos.
Fonte: Globo Rural Online
6 setembro, 2010 - 16:07h
Mato Grosso é o estado com maior número de focos, seguido do Pará.
Em Tocantins, Ilha do Bananal já perdeu 45% de sua área total.
A estiagem que já dura meses no centro do país é a principal responsável pelo aumento de focos de incêndio. A situação registrada em agosto é preocupante, pois o número de casos triplicou na comparação com agosto do ano passado.
O total de focos de incêndio em agosto chegou a 26.954, aumento de 260% em relação ao mesmo período do ano passado. Mato Grosso é o estado com o maior número de registros: 8.359 focos, 500% mais que há um ano. No Pará, foram registrados 5.772 focos, aumento de 140%.
Em Tocantins, foram 4.357 casos, variação superior a 600% na comparação com agosto de 2009. No estado, o fogo destruiu quase metade da vegetação da Ilha do Bananal e o trabalho dos bombeiros para controlar as chamas é intenso. No total, 150 homens estão em alerta, reunindo forças do Exército, do Ibama e do Corpo de Bombeiros, além de indígenas que se dividem em dois grupos para que o combate não seja interrompido. Dos mais de 2 milhões de hectares da Ilha do Bananal, pelo menos 45% já foram destruídos.
Em Mato Grosso, o fogo já atingiu a mesma área três vezes nos últimos dias e sobrou pouca coisa nas propriedades rurais. Pastagens foram queimadas e há muita fumaça.
Uma das regiões atingidas é a do assentamento Antônio Conselheiro, onde vivem cerca de 1.500 famílias. Na propriedade, o fogo atravessou a pastagem e chegou ao bananal, onde cerca de 3.000 pés foram perdidos em menos de 24 horas.
A agricultora Maria Aparecida Souza teve de assistir ao fogo destruir sua propriedade de 25 hectares sem poder fazer nada. "Queimou tudo que eu tinha e agora fiquei sem onde apanhar minhas três cabeças de criação", afirma.
Em Brasília, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, avaliou a situação das queimadas no país. "O dado do Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (Inpe) é que tem menos queimadas hoje na Amazônia do que teve no passado e tem queimada bastante crítica acontecendo no cerrado, embora não seja o ano mais crítico. Nós tivemos uma situação mais crítica em 2007", disse ela.
Fonte: G1/Amazônia
6 setembro, 2010 - 16:04h
Localidades decretaram emergência.
Defesa Civil emitiu estado de alerta para 25 cidades.
A seca do Rio Solimões e seus afluentes Purus e Juruá deixou quatro municípios do Amazonas isolados por via fluvial, como informa a Agência Estado. Envira, Benjamim Constant, Itamarati e Canutama, todas na região oeste do estado, têm estoque de alimentos, água e gasolina para só mais 15 dias.
Pelo menos 70 comunidades rurais desses municípios se encontram sem água potável - e sem chuvas - desde o mês passado. Os municípios decretaram estado de emergência. A Defesa Civil estadual, contudo, emitiu um estado de alerta para a seca que atinge severamente, além desses quatro, outros 25 municípios. O governo deve iniciar nesta semana o envio de alimentos e água para as cidades atingidas.
Peru
O desabastecimento é um problema que já ameaçava as comunidades do transcurso do Solimões no Peru. Ali, o nível da água no rio é o mais baixo desde 2004, ano com o menor registro histórico no nível de água até então, segundo informe técnico elaborado pela Defesa Nacional do país.
"O transporte de produtos de primeira necessidade não está chegando de maneira regular. Em condições normais, demora-se de 12 a 15 dias, mas agora o tempo duplicou", disse Robert Falcón, chefe regional da Defesa Nacional, para o jornal peruano "El Comercio". "Isso faz crescer a especulação e os preços dos alimentos sobem."
Fonte: G1/Amazônia
6 setembro, 2010 - 16:00h
Cascudo tem dentição específica para se alimentar desse material.
Exemplares encontrados em expedição ainda serão descritos formalmente.
Cientistas identificaram uma nova espécie de peixe que se alimenta de madeira, em expedição realizada entre 21 de julho e 3 de agosto deste ano. A descoberta foi feita durante o projeto "Revisão da Fauna Aquática no Parque Nacional do Alto Purus", financiado pela Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, na Amazônia peruana.
A expedição marcou a terceira etapa de um estudo feito durante três anos para documentar a vida aquática dos departamentos de Ucayali e Madre de Dios, nas cabeceiras dos Rios Yurúa e Purus, no Peru.
Integrante da equipe de cientistas da expedição, o brasileiro Paulo Petry, professor associado do departamento de ictiologia no Museu de Zoologia Comparada da Universidade Harvard, nos EUA, explica que os exemplares encontrados da espécie são os primeiros que permitirão a retirada de tecidos para fazer análises genéticas.
"A descrição formal da especie deverá sair em dezembro na revista 'Copeia' e está sendo feita por três colegas especialistas", diz Petry, que também é cientista da organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC).
O peixe identificado é de uma nova espécie de panaque, um tipo de cascudo que come madeira, segundo Petry. "O grupo tem dentes em forma de colher, que são adaptados a raspar os troncos de árvores que caem nos rios. Este padrão de dentição é único a este grupo que consome madeira", diz ele.
Petry explica que existem cerca de 12 espécies de cascudos que comem madeira, distribuídos em grandes bacias hidrográficas na América do Sul. "Várias delas são endêmicas e têm uma distribuição relativamente restrita. A espécie que coletamos é a de maior porte que se conhece, chegando a 70 cm de comprimento. No Peru, a chamam de carachama gigante", conta Petry.
Indígenas na região do Purus já conheciam o peixe, segundo o professor. "Eles o chamam de ishgunmahuan no idioma sharanahua", diz.
"Os primeiros exemplares foram encontrados na região oeste da Amazônia peruana há alguns anos e eram somente as carapaças ósseas externas. Não haviam sido encontrados exemplares vivos."
Fonte: G1/Amazônia
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