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2 fevereiro, 2010 - 15:28h
O secretário-executivo da ONU para Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, anunciou, nesta segunda-feira, que 55 países - responsáveis por 78% das emissões globais de gases do efeito estufa - confirmaram as metas de redução nacionais dentro do prazo estabelecido pelo Acordo de Copenhague.
O acordo, aprovado sem unanimidade em uma conferência organizada pela ONU na capital dinamarquesa em dezembro, previa que os países enviassem até 31 de janeiro dados relativos a quanto cada um pretende cortar nas emissões de gases.
Segundo Boer, a confirmação das metas de redução entregues pelas 55 nações representa "um importante fortalecimento das discussões da ONU sobre o clima".
"Eu vejo essas propostas como sinais claros da disposição para levar as negociações adiante, rumo a uma conclusão de sucesso", afirmou.
Mas o secretário afirmou que "será preciso mais ambição para se lidar com as dimensões do problema".
Entre os países que reafirmaram os planos de redução estão grandes poluentes, como China e Estados Unidos, que reiteraram as metas já anunciadas durante a reunião de dezembro.
Acordo
Apesar de contemplar uma carta de intenções com planos nacionais para cortes de emissões, o Acordo de Copenhague foi bastante criticado e tido como uma "decepção", uma vez que não estabelece limites à poluição e indica apenas que os países concordam que a temperatura do planeta não pode subir mais de 2ºC até 2020.
Ele prevê ações para a manutenção do aumento da temperatura global a 2ºC. Por outro lado, o acordo não prevê qualquer redução de emissões dos gases que provocam o efeito estufa para que isso seja possível.
Após o anúncio com o resultado final da adesão ao Acordo, confirmado nesta segunda-feira, Janos Pasztor, principal conselheiro do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, para assuntos climáticos, disse que mesmo com o cumprimento dos planos de redução, será difícil prevenir que as temperaturas subam apenas até a 2ºC - meta prevista em Copenhague.
Apesar das críticas sobre a falta de um acordo de efeito vinculativo, o documento prevê a criação de um fundo emergencial de US$ 30 bilhões pelos próximos três anos, para ajudar países pobres a combater causas e efeitos das mudanças do clima; além de angariar fundos para financiamentos de longo prazo de até US$ 100 bilhões até 2020.
No entanto, por ter sido fruto de um encontro entre os Estados Unidos e os chamados países BASIC - Brasil, África do Sul, Índia e China -, o acordo não foi reconhecido por representantes de diversas nações, como Sudão, Bolívia, Venezuela, Nicarágua e outras.
Segundo o analista da BBC para assuntos ambientais Matt McGrath, o acordo é fraco e não inclui metas claras sobre o corte de emissões.
Mas, segundo ele, esta é a primeira vez que a ONU terá um documento com promessas de ações.
A próxima Conferência sobre o Clima será realizada em Cancun, no México, em Dezembro.
Fonte: BBC / G1
2 fevereiro, 2010 - 15:24h
Um terremoto de magnitude 6,5 atingiu nesta sexta-feira (1º) a região de Papua-Nova Guiné, na Oceania, segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA.
O tremor ocorreu às 8h28 de terça pelo horário local, 20h28 de Brasília.
O epicentro está localizado a 258 km de Chirovanga, nas Ilhas Salomão, e a uma profundidade de 52 km.
Não houve alerta imediato de tsunami, e ainda não há informações sobre danos e vítimas.
Fonte: G1/Globo.com
2 fevereiro, 2010 - 15:09h
A partir de hoje (1) o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) passa a receber 60% dos valores arrecadados pela Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental do Estado do Rio de Janeiro (TCFA-RJ), que desde 2001 era recolhida integralmente ao Ibama.
Isso representa R$ 12 milhões a mais, por ano para controle e preservação do meio ambiente no estado. A mudança está prevista no termo de cooperação técnica assinado nesta manhã pelo presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, e o presidente Inea, Luiz Firmino Martins Pereira.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou da cerimônia, disse que os recursos provenientes do pagamento de indústrias, mineradoras e empresas que desenvolvam atividades com potencial poluidor não vão aumentar, apenas serão repartidas de forma justa.
"A fiscalização é compartilhada pelos órgãos estaduais e federais, logo, a cobrança de taxas também deve ser repartida. A gente também trabalhou muito para fortalecer essa fiscalização, com a criação de um sistema de dados único entre os governos estadual e federal".
O ministro explicou que o Inea e o Ibama vão compartilhar também o Cadastro Técnico Federal, com acesso por meio dos sites dos dois órgãos, para emissão de boletos bancários de recolhimento da taxa, que ocorre a cada trimestre.
A TCFA foi instituída pelo governo do Rio de Janeiro por meio da Lei 5.438/09, com fundamento na Lei Federal 10.165/00, que criou o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais.
O evento também serviu para a entrega dos termos aditivos aos convênios de descentralização do licenciamento ambiental firmados entre o Inea e 42 municípios, que terão autonomia para dar alguns tipos de licença.
"Isso vai desburocratizar o processo de licenças, e vai permitir que o Inea se concentre em assuntos de maior complexidade, agilizando os processos de licenciamento", comemorou Minc.
O novo Sistema de Licenciamento Ambiental (SLAM) do Estado do Rio de Janeiro que entrou em vigência hoje, embora tenha sido sancionado pelo governador Sérgio Cabral em novembro do ano passado, vai classificar as atividades no estado de acordo com seu porte e potencial poluidor.
Empreendimentos com potenciais poluidores insignificantes ganham classificação de nível 1, e precisam preencher somente um cadastro para receber certidão de inexigibilidade de licenciamento. Empreendimentos de maior impacto precisarão, a partir de agora, de um responsável técnico pelo cumprimento de todas as condicionantes correspondentes à atividade da empresa.
Fonte: Agência Brasil
2 fevereiro, 2010 - 15:08h
O presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dom Erwin Kräutler, afirmou hoje (1º) que é imprevisível a reação dos povos indígenas e das populações ribeirinhas contrárias ao projeto da Hidrelétrica de Belo Monte, se a usina for realmente construída no Rio Xingu, no Pará. "Esse povo vai chorar, vai gritar, vai se levantar", disse o bispo, durante debate sobre a construção da usina.
De acordo com dom Erwin, que também é bispo de Xingu, não se descarta a possibilidade de os índios e os ribeirinhos recorrerem à violência para protestar contra a remoção da área, por causa do alagamento de suas casas. "Eu peço a Deus que [a violencia] não aconteça", afirmou o religioso.
A Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, é um dos principais projetos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
Dom Erwin disse que, para os índios, sair da região teria um impacto ainda maior do que para os ribeirinhos, devido à relação cultural que eles têm com a terra. "Transferência de povos indígenas é horrível", afirmou. "Arranca-se um povo de um lugar que habitaram por milhares de anos. Não é possível, eles não têm o direito de fazer isso", completou.
Para o bispo, a construção da hidrelétrica é mais uma forma de explorar as riquezas do estado sem foco no desenvolvimento local, como ocorre com a mineração, a extração de madeira e a criação de gado. "O que a família paraense normal está ganhando com aquilo tudo, neste momento, neste segundo? Não sei quantos comboios de minério [seguem] para o Porto de São Luís, no Maranhão, levando minério pelo mundo afora. E nós com uma mão na frente e outra atrás", reclamou.
O bispo duvida, inclusive, dos postos de trabalho que, segundo os defensores do projeto, serão criados com a instalação do empreendimento. "Esse negócio de empregos diretos e indiretos, isso para mim é falácia, eu não acredito", ressaltou. "Está claro que, hoje em dia, uma construção dessas não vai dar tanto emprego porque tudo é feito por máquinas."
Ele criticou também a maneira como alguns agentes do governo apresentam o empreendimento aos indígenas. "Esse povo que está no alto escalão não tem didática para trabalhar com os povos indígenas. Eles pensam que podem falar como se estivesse em uma faculdade de engenharia." Essa falta de tato foi, segundo dom Erwin, um dos motivos pelos quais um engenheiro da Eletrobrás foi agredido com um facão em uma audiência com diversas etnias sobre a usina, em maio de 2008.
O bispo citou ainda a expressão "forças demoníacas", segundo ele, usada em setembro pelo Minas e Energia, Edison Lobão, para se referir aos que são contra o projeto da usina. Para dom Erwin, trata-se de uma fala racista.
Por ser de interesse das grandes empreiteiras, que fariam a obra, e das mineradoras, que usariam a energia, diz o bispo, tenta-se construir a usina a qualquer custo, apesar de existirem outras opções. "O sujeito histórico é o projeto. Onde esse sujeito histórico tem que ser realizado, aparece um povo indígena. É preciso uma solução para esse povo, mas não se questiona o projeto. Aí é que está o erro de lógica." Como opções, ele apontou o uso das energias eólica e solar e a modernização de hidrelétricas mais antigas para que produzam mais.
Fonte: Agência Brasil
2 fevereiro, 2010 - 15:06h
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu hoje (1º) a licença prévia para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). O documento, assinado pelo presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, lista 40 condicionantes que terão de ser cumpridas para que o empreendedor receba autorização para as obras.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que, junto com o combate ao desmatamento na Amazônia, o licenciamento ambiental de Belo Monte era um dos grandes desafios de sua gestão. "Belo Monte tem simbolismo muito forte, é a maior obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], a mais polêmica, é a terceira hidrelétrica do mundo, gera polêmica há mais de 20 anos", avaliou.
Segundo Minc, a licença prevê investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão em investimentos para mitigar os impactos ambientais e sociais da chegada do contingente que irá trabalhar na construção da usina. "São mitigações, contrapartidas e compensações ambientais."
Maior empreendimento energético do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Belo Monte terá potência instalada de 11 mil megawatts, a segunda maior do Brasil, atrás apenas da Hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, que tem 14 mil megawatts.
Hoje, Minc lembrou o histórico polêmico do licenciamento da hidrelétrica, que chegou a ser suspenso pela Justiça e reconheceu que a área foi alvo de pressões do setor energético e de ambientalistas.
"Tem pressões e contra-pressões, faz parte da democracia. O Messias fica imprensado com flechas sorrateiras de todos os lados: ou para fazer de qualquer jeito que está ou para não fazer de jeito nenhum", disse.
A pressão para autorizar as obras de Belo Monte desencadeou a saída do diretor de Licenciamento do Ibama, Sebastião Custódio Pires e do coordenador-geral de Infraestrutura de Energia do instituto, Leozildo Tabajara.
A construção da barragem, prevista desde a década de 1970, é alvo de críticas de comunidades tradicionais, lideranças indígenas e organizações ambientalistas.
A emissão da licença prévia autoriza o Ministério de Minas e Energia a marcar a data do leilão da usina, que será realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a dizer que estava "mendigando" a licença para a área ambiental.
A Empresa de Pesquisas Energética (EPE) estima o custo do empreendimento em pelo menos R$ 16 bilhões. O governo deverá ter participação em todos os consórcios que participem do leilão. Até agora, três das maiores empreiteiras do país demonstraram interesse em construir Belo Monte: Camargo Corrêa, Odebrecht e Andrade Gutierrez.
A licença prévia é a primeira das três licenças que fazem parte do processo de licenciamento ambiental. Se cumpridas as condicionantes, a próxima etapa é a licença de operação, que autoriza o início das obras. A última, a de operação, autoriza o funcionamento do empreendimento.
Fonte: Agência Brasil
2 fevereiro, 2010 - 15:04h
O que fazer com o lixo eletrônico? Peças que não têm mais utilidade, equipamentos fora de uso… O que não serve mais para uns, pode ser reaproveitado por outros.
A Universidade de São Paulo, USP, desenvolve um projeto com objetivo de dar um destino correto aos resíduos eletrônicos. No momento, apenas os resíduos da própria universidade estão sendo destinados, mas até abril, a USP deve expandir o projeto.
Até o final do mês de janeiro, pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), visitaram o Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir), para auxiliar na elaboração da expansão e definir parcerias com empresas de reciclagem e projetos sociais.
O Centro recebe os computadores e materiais e, depois de uma avaliação, encaminha para entidades sociais. Materiais sem possibilidade de reaproveitamento serão desmontados e suas peças separadas para que sejam vendidas de acordo com o material com que foram fabricadas.
Uma das principais dificuldades é a separação desses materiais, como a identificação dos metais e plásticos. Os resíduos são classificados de acordo com sua composição.
O Cedir está em funcionamento desde dezembro de 2009.
Fonte: PORTAL AMBIENTAL
22 janeiro, 2010 - 15:51h
O governo de Roraima entrou com uma ação no STF para impedir que a terra indígena Serra da Moça seja expandida para dentro de um assentamento rural. Segundo o governo estadual, o assentamento Nova Amazônia foi invadido por oito famílias indígenas que reivindicam o aumento de sua reserva.
Segundo o STF, a ação foi assinada pelo próprio governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, e pelo procurador-geral do estado. Eles alegam que a terra em disputa era uma fazenda desapropriada para fins de reforma agrária, destinada a produtores rurais não índios que foram desalojados da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, e que não é tradicionalmente ocupada por índios.
O governo de Roraima também acusa a Funai e o Incra apoiarem a invasão para transformar o local em reserva indígena.
Por meio de sua assessoria de comunicação, o Incra informou que ainda aguarda a notificação judicial. De acordo com o instituto, havia estudos para que ali se criasse um Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), mas os planos estão paralisados por causa da disputa judicial.
O Globo Amazônia entrou em contato com a Funai, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
Demarcação suspensa - Na última quarta-feira (20), o STF suspendeu parcialmente a demarcação de outra terra indígena em Roraima. Um trecho da futura reserva Anaro foi temporariamente excluído da demarcação por estar dentro de uma fazenda cujos donos alegam ter adquirido legalmente em 1943.
Fonte: Globo Amazônia
22 janeiro, 2010 - 15:50h
A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de suspender a homologação de terras indígenas até que o assunto seja julgado, provocou questionamentos de líderes indígenas e de representantes de entidades como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Fundação Nacional do Índio (Funai). Os fazendeiros e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elogiaram a decisão. Nos dias 19 e 20 deste mês, o ministro concedeu liminares suspendendo homologações que estendiam a demarcação das terras Arroio-Corá, em Mato Grosso do Sul, e Anaro, em Roraima.
No Cimi, o secretário adjunto, Cleber Buzatto, disse ter "estranhado" uma decisão tão rápida durante o recesso do Judiciário. "Estranhamos a rapidez do presidente do Surpremo em conceder essas liminares em meio ao recesso, quando existem questões mais urgentes para o país no STF há mais tempo", afirmou Buzatto. "Essa decisão está vinculada a uma série de outras em que há prejuízo de uma determinada classe social no país."
Buzzato lamentou os elogios feitos pela presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a Mendes, mas ressaltou que a entidade confia na Justiça brasileira e entende que essa é uma posição do presidente da Suprema Corte e não deverá ser seguida pelos outros juízes do tribunal.
O advogado do Cimi, Rogério Batalha, também acha que a decisão de Mendes deverá ser revista pelos demais ministros na hora do julgamento. Batalha lembrou que o principal fundamento usado por Mendes ao conceder as liminares foi o fato de que os índios não ocupavam as terras em 1988, quando a Constituição foi promulgada. Usada também no julgamento da Raposa Serra do Sol, em Roraima, essa premissa foi fundamental para que fosse mantida pelo STF a demarcação da terra indígena.
"Esses fundamentos devem ser revistos pelos demais ministros do Supremo, porque a situação de Mato Grosso do Sul não é semelhante à de Roraima", explicou o advogado. Segundo ele, os índios não ocupavam a terra em 1988 porque haviam sido violentamente expulsos do local por colonos, com a "anuência do Estado".
A decisão de Mendes agradou aos fazendeiros da região. Eles alegam que os índios chegaram lá há pouco tempo. Para o dono da fazenda Polegar, Otacílio Carollo Tramujas, a decisão do STF deixou expectativas positivas para os produtores rurais. "Isso nos animou, porque não queremos tirar os índios, mas estamos aqui há muitos anos, e nunca teve índio. Depois, eles apareceram dizendo que era deles (a terra)", diz. A fazenda perdeu 1.500 hectares com a homologação feita pelo governo federal, que agora foi suspensa pelo Supremo até que o plenário julgue finalmente o assunto.
Otacílio disse que a fazenda sempre foi produtiva com a criação de gado, mas a situação mudou desde que começou a disputa com os índios: parte da área foi ocupada e ele não pode mais trabalhar no terreno. "Se você for ver a minha terra, ela vai estar improdutiva, mas isso é de 2001 para cá, quando começou o problema."
Os índios sustentam que ocupam as terras há mais de 100 anos. O líder Guaranai Kaiowá Anastácio Peralta conta que eles foram retirados de lá na época em que foram demarcadas oito reservas na região, entre 1910 e 1927. Assim, os índios que viviam fora das áreas demarcadas foram removidos pelo antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI, substituído em 1967 pela Funai) para que as terras fossem liberadas para colonização.
"Então não demarcaram nossas terras. Fomos expulsos pelo próprio órgão (SPI) e pelos fazendeiros. Há mais de 100 anos que estamos na nossa terra, mas fomos expulsos. Eles também não estavam aqui, são todos de fora", acusa o índio.
A CNA comemorou a decisão e reforçou o pedido de que Supremo crie uma súmula vinculante para o assunto. Assim, diversas questões parecidas não precisariam chegar à instância final, sendo resolvidas mais rapidamente com base nas orientações da Suprema Corte.
Em nota, a Funai afirma que o amplo direito de defesa e do contraditório foi respeitado durante o processo de homologação da terra e que "não existem, portanto, vícios de maculação nos processos em questão". A nota lembra que a Procuradoria Federal Especializada da Funai vai recorrer da decisão referente à Terra Indígena Anaro, em Roraima, e que já entrou com recurso no caso da Arroio Corá, de Mato Grosso do Sul. Conforme o texto, a Funai espera que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente os recursos cabíveis para o plenário do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Agência Brasil
22 janeiro, 2010 - 15:44h
Dois fortes tremores - um com magnitude 4,8, conforme medição do Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) - voltaram a assustar a capital haitiana, Porto Príncipe, na quinta-feira. Na semana passada, a cidade foi virtualmente devastada por um forte terremoto, de magnitude 7, que matou milhares de pessoas. Ontem (20), houve mais um forte reflexo do primeiro tremor, de magnitude 6,1.
No total, o Haiti já teve pelo menos 50 tremores de magnitude 4,5 ou maior desde o grande tremor, do dia 12. Nenhum deles causou novos danos ou vítimas, mas houve alarme entre a população.
Nos últimos dias, cresceram os desentendimentos entre ONGs e as autoridades internacionais e as críticas ao papel de liderança assumido pelas forças americanas, que controlam o aeroporto de Porto Príncipe desde semana passada. As autoridades dos EUA e da ONU negam problemas e dizem que a divisão de tarefas é clara, com os americanos a cargo da ajuda humanitária e distribuição, podendo eventualmente atuar em autodefesa.
"Os capacetes azuis (como são conhecidos os militares da ONU) no Haiti "têm a responsabilidade da segurança. Os EUA vão fornecer o maior apoio possível, mas não vão tirar da ONU este papel", afirmou o secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, Arturo Valenzuela, em discurso perante embaixadores de países da América.
Valenzuela disse ainda que as tropas americanas deslocadas ao Haiti estão focadas na ajuda humanitária e pediu aos demais países que aumentem seus efetivos para ajudar na reconstrução do país caribenho e reforçar a Minustah.
O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse que viajará nesta sexta-feira ao Haiti para avaliar como está a situação no país. "O Brasil tem suas atribuições na Minustah e elas estão sendo cumpridas", disse Amorim, no fim da cerimônia em homenagem a Costa. "Levantar a discussão sobre disputa de poder Brasil-EUA é mesquinho", completou, acrescentando que o Brasil não disputa a liderança com ninguém.
Tragédia - O terremoto aconteceu às 16h53 do último dia 12 (19h53 no horário de Brasília) e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país, que ficou virtualmente devastada. O Palácio Nacional e a maioria dos prédios oficiais desabaram. O mesmo aconteceu na sede da missão de paz da ONU no país, a Minustah, liderada militarmente pelo Brasil.
Ainda não há um dado preciso do total de mortos. A Organização Pan-Americana de Saúde, ligada à ONU, afirma que podem ter morrido cerca de 100 mil pessoas. Já a Cruz Vermelha estima o número de mortos entre 45 mil e 50 mil. O governo do Haiti já chegou a estimar em 200 mil o número de mortos. A Direção da Proteção Civil haitiana afirmou nesta terça-feira que o terremoto deixou 75 mil mortos, 250 mil feridos e um milhão de desabrigados. Nos seus balanços, o governo tem contabilizado os corpos que teriam sido enterrados.
Entre os brasileiros, 21 morreram, sendo 18 militares e três civis - a brasileira Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa, e uma brasileira com dupla-cidadania europeia que não teve a identidade divulgada a pedido da família.
Fonte: Folha Online
22 janeiro, 2010 - 15:42h
Habitada por pescadores, a ilha Coroa Comprida, no litoral do Pará, está sendo engolida pelo oceano Atlântico. A prefeitura decretou situação de emergência no local.
A duas horas de barco do centro de Augusto Corrêa (240 km de Belém), a ilha de areia já foi habitada por mais de 300 famílias. Hoje, restam apenas 25 famílias vivendo na área.
A prefeitura afirma que a única solução é a retirada total dos habitantes que permanecem na ilha, já que o avanço da água está destruindo toda a estrutura do lugar.
O processo natural, que ocorre há pelo menos 30 anos, se intensificou nos últimos três, segundo os pescadores. Dos quase 700 metros de largura que a faixa de areia da ilha já teve, agora restam apenas cerca de 20 metros em alguns pontos.
A escola e o posto de saúde já tiveram de ser mudados três vezes de lugar por causa do avanço do mar. Na semana passada, mais uma família de pescadores deixou a ilha. Apenas um poço ainda fornece água potável - outros cinco foram inutilizados pela maré salgada.
Para Nils Edvin Asp Neto, professor de geologia marinha e costeira da Universidade Federal do Pará, o fenômeno que atinge Coroa Comprida é natural. "Por causa do movimento das marés, ilhas antigas sempre estão desaparecendo e novas, se formando, com a areia que é movimentada", afirma.
Para o pescador José Lucas Lopes, a saída é abandonar o local. "Do jeito que (a ilha) está, vai acabar logo. As pessoas estão com medo de sair para pescar e depois encontrarem a casa engolida pelo mar."
Segundo o pescador, a comunidade espera a doação de uma área em outra região pela prefeitura para a mudança.
O vice-prefeito José Guarany Medeiros (PTB) diz que o município providencia a aquisição de um terreno para instalar os pescadores, mas não aponta prazos para a medida.
Fonte: Folha Online
22 janeiro, 2010 - 15:41h
As emissões poluentes procedentes da Ásia afetam o ambiente no oeste dos Estados Unidos - algo que prejudica este país na tarefa de alcançar seus objetivos de redução de gases tóxicos na atmosfera.
É o que diz um estudo publicado na quinta-feira (21) na revista "Nature", que demonstra pela primeira vez o que até agora era uma suspeita: que os níveis de ozônio na troposfera - a camada da atmosfera mais próxima da superfície da Terra - nessa região dos EUA podem estar aumentando por causa das emissões asiáticas.
Quando presente nas camadas mais altas da atmosfera, o ozônio ajuda a filtrar os raios ultravioleta nocivos. Porém, na troposfera, ele pode atuar como gás tóxico, causando doenças respiratórias e afetando ecossistemas.
Já a partir do século 19, as emissões industriais passaram a provocar um aumento dos níveis de ozônio. Atualmente, o leste da Ásia é a região com maior crescimento de emissões do mundo.
Desde que se começou a medir a incidência deste gás, na década de 70 do século passado, havia a suspeita de que o aumento da produção asiática podia fazer os níveis de ozônio na troposfera americana crescerem, mas isto ainda não tinha sido comprovado.
O estudo utilizou medições de ozônio feitas a partir de diferentes plataformas no oeste dos EUA e descobriu um significativo aumento da proporção de ozônio no ambiente entre 1995 e 2008.
O ritmo de crescimento da presença de ozônio crescia na medida em que aumentava a influência das medições da poluição diretamente transportada da Ásia.
Fonte: Folha Online
22 janeiro, 2010 - 15:37h
O principal líder do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) foi obrigado a pedir desculpas pela inclusão, no relatório de 2007, de que havia uma chance "muito alta" de que as geleiras desaparecessem do Himalaia em 2035.
Rajendra Pachauri, presidente do IPCC, reconheceu na quarta-feira (20) que "os padrões claros e bem-estabelecidos de evidências apontam que procedimentos da IPCC não foram aplicados apropriadamente" quando a citação sobre o Himalaia foi inclusa nas 900 páginas de avaliação sobre os impactos da mudança climática.
No parágrafo da polêmica, lê-se: "Geleiras no Himalaia estão vazando mais rapidamente que qualquer outra parte do mundo e, se o padrão atual permanecer, a probabilidade de elas desaparecerem em 2035 e talvez antes disso é muito alta."
Fonte única - O relatório cita apenas uma única fonte: um relatório de 2005 da organização não-governamental WWF que, por sua vez, cita um artigo de 1999 na "New Scientist".
O artigo selecionado da "New Scientist" foi feito a partir de uma entrevista com o glaciologista indiano Syed Hasnain, vice-chanceler da Universidade Jawaharlal Nehru, em Nova Déli, e que escreveu acerca de um relatório para a Comissão Internacional para Neve e Gelo.
Dizia, com base na entrevista de Hasnain, que "todas as geleiras no centro e no leste do Himalaia podem desaparecer em 2035". A alegação não aparecia, contudo, no relatório da comissão, que só ficou disponível no final do ano passado.
Nesta semana, um grupo de geógrafos, liderados por Graham Cogley, da Universidade Trent, em Ontario (Canadá) escreveram na revista "Science" indicando que a alegação "exigia 25 vezes mais perda de 1999 até 2035 do que estimado entre 1960 e 1999. Isso conflita com o conhecimento das relações entre glaciologia e clima, e está errado."
Os geógrafos disseram ainda que a alegação foi "capturada da imaginação global, e frequentemente repetida na boa fé, inclusive recentemente pelo presidente do IPCC". Os erros do IPCC "poderiam ser evitados caso normas de publicação científica, incluindo revisão de trabalho e a concentração em trabalhos acadêmicos, fossem respeitadas".
Literatura verde - Um dos autores do relatório do IPCC, Stephen Schneider, da Universidade Stanford, na Califórnia, defendeu o uso nesta semana da chamada literatura verde nos relatórios do órgão.
Ele disse que é impossível incluir apenas pesquisas acadêmicas porque, particularmente nos capítulos de discussão dos impactos regionais da mudança climática, "a maioria da literatura não está acima do padrão dourado".
A afirmação sobre o Himalaia aparece em um capítulo regional sobre a Ásia. "Há poucos autores na região, então isso limita a base científica", disse Schneider.
Fonte: Folha Online
22 janeiro, 2010 - 15:36h
O prazo para os países assinarem o acordo fechado durante a reunião das Nações Unidas sobre mudanças climáticas realizada em dezembro de 2009 em Copenhague é "flexível", disse nesta quinta-feira (21) o secretário-executivo da Convenção da ONU para o clima, Yvo de Boer.
O chamado Acordo de Copenhague pede que os países enviem até o dia 31 de janeiro dados relativos ao quanto cada um vai cortar nas emissões de gases de efeito estufa.
Mas Yvo de Boer afirmou que a reunião de Copenhague não resultou no "acordo que o mundo precisa" para combater a mudança climática .
Neste final de semana, o grupo de países emergentes formado por Brasil, China, Índia e África do Sul deve analisar qual será a resposta do grupo.
Como países em desenvolvimento, a expectativa é de que os quatro não se comprometam com cortes nas emissões. Entretanto, conforme o previsto no acordo, esses países devem detalhar quais medidas serão tomadas para cortar o crescimento das emissões.
Sinais - Apesar de terem tido um papel decisivo na elaboração do acordo, há sinais de que os quatro países podem decidir não endossá-lo.
Previsões das fontes próximas ao bloco de quatro países sugerem que eles vão enviar seus planos, mas estes planos poderão não ser tão ambiciosos como as intenções que foram reveladas por estes países antes da reunião em Copenhague.
A União Europeia também indicou que vai enviar seus dados e apoiar o acordo, mesmo se este acordo não conseguir alcançar as "ambições mínimas" que o bloco queria em Copenhague.
Boer descreveu o acordo como uma "carta de intenções política".
Para ele, os responsáveis pelas políticas ambientais de cada país agora estão em um "período de esfriamento" antes de iniciar as discussões sobre os objetivos para a próxima reunião sobre mudança climática da ONU, que deve ocorrer no final de 2010 no México.
"A janela de oportunidade relativa a esta questão está se fechando mais rápido do que antes", acrescentou.
Estados Unidos - Os comentários de Yvo de Boer vão gerar decepção entre os grupos de ambientalistas, que gostariam de ver um cronograma definido para mais negociações e medidas políticas durante 2010.
Também há preocupação entre os ambientalistas devido à eleição do republicano Scott Brown, para substituir o senador democrata Edward Kennedy para a cadeira de Massachusetts, no Senado dos Estados Unidos.
A eleição fez com que os democratas do partido de Barack Obama perdessem a maioria na casa.
Alguns ativistas ambientais temem que a eleição de Brown vá atrasar, enfraquecer ou prejudicar o progresso, no Senado, do projeto de lei Boxer-Kerry , que visa limitar as emissões de carbono.
No começo da semana, o senador pelo Estado de Dakota do Norte, Byron Dorgan, um democrata que é contra o projeto de lei, previu que o Senado "não vai aprovar uma lei de mudança climática este ano".
Já o vencedor da eleição para a cadeira do Senado, Scott Brown, já se pronunciou contra medidas para limitar as emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos. Um ativista do Greenpeace, por outro lado, descreveu a vitória de Brown como "definitivamente, uma má notícia".
Mas, parece que, apesar das incertezas sobre as legislações do país, os Estados Unidos vão enviar seu compromisso para reduzir as emissões para o secretariado da convenção climática da ONU até o final de janeiro.
Fonte: G1
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