Arquivos da categoria: 'ECOLOGIA'
3 setembro, 2010 - 16:08h
Os SAF's apresentam várias vantagens, frente a sistemas de monocultivos, tais como: utilização mais eficiente do espaço, redução efetiva da erosão, sustentabilidade da produção, e estímulo a economias de produção com base participativa.
No final da década de 80, os problemas ligados à degradação dos recursos naturais adquiriram acentuada importância e, com isso, surgiram propostas de racionalização do uso do solo dentre elas a de geração de sistemas agroflorestais (SAF's) que combina benefícios de produção, econômicos, sociais e ambientais.
Os SAF's apresentam várias vantagens, frente a sistemas de monocultivos, tais como: utilização mais eficiente do espaço, redução efetiva da erosão, sustentabilidade da produção, e estímulo a economias de produção com base participativa. Dado ao caráter de múltiplo propósito das árvores, com os SAF's se pode aproveitar as vantagens dos diferentes estratos da vegetação para diversificação da produção, do uso da terra, da utilização da mão-de-obra e da renda, agregação de valor econômico e a produção de serviços ambientais.
A Embrapa Florestas iniciou trabalhos com SAFs em 1981 e a partir daí vários experimentos foram conduzidos gerando subsídios para a composição de SAF's que promoveram a diversificação de produtos e de receitas e aumentaram o interesse e o entusiasmo com a agrofloresta. A seguir são apresentados alguns desses experimentos.
Sistema silvipastoril com Pinus elliottii e gado de corte: concluiu-se que a manutenção de bovinos, em áreas florestais aumentou a produção de carne sem prejuízo para o desenvolvimento do Pinus, além de reduzir os riscos de incêndio e os custos de sua prevenção. Também constatou-se a conveniência de que a carga animal não ultrapasse o limite de 0,5 cabeça/ha no povoamento florestal e, que a execução de podas no povoamento, durante a permanência do gado, permite maior duração da pastagem sombreada.
Tolerância de gramíneas forrageiras a diferentes graus de sombreamento: testando-se braquiária x (trigo/soja/café)
Local - -
Sistemas silvipastoris
Erva-mate/bracatinga/araucária X pastagem Regional
Faxinal Pontual - -
Eucaliptos/pinus/acácia-negra/ x pastagem Pontual
Extraído de: MONTOYA, L.J.; MAZUCHOWSKI, J.Z. Estado da arte dos SAF's na região sul do Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS, 1 ENCONTRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS NOS PAÍSES DO MERCOSUL, 1., 1994, Porto Velho. Anais. Colombo: EMBRAPA-CNPF, 1994. v.1. p.77-96. (EMBRAPA-CNPF. Documentos, 27)
Pontual: utilização por algumas empresas de reflorestamento ou unidades produtoras; Local: utilização em poucos municípios; Regional: utilização em áreas de abrangência de vários municípios.
Os SAF's, em seus diversos tipos constituem-se em alternativa de manejo integral entre árvores x cultivos x pastagem, tornando-se evidente o caráter multipropósito das lenhosas perenes como geradoras de produtos tangíveis (alimentos, madeira, lenha, forragem), de serviços (sombra, quebra ventos, melhoria da fertilidade dos solos), sócieconômicos (diversificação de renda e mão-de-obra).
Contudo, a introdução do componente florestal na atividade agrícola e pecuária, não deve ser vista apenas como parte do desenho agroflorestal e sim dentro de um programa de desenvolvimento rural e com base em diagnósticos participativos. (Para tal, e em função das mudanças em torno da floresta, é necessário a definição de ações de pesquisa e de capacitação sob um enfoque integral, que contemple não só as ações a nível do subsistema (agrícola, pecuário, florestal) por unidade de área, mas também as relações entre os subsistemas da unidade produtiva, do grupo sócioeconômico e do regional. Assim, é necessário aprofundar o conhecimento das relações do produtor com a floresta no sentido mais amplo; como fonte de matéria prima, como fonte de alimentos, como melhoria de qualidade de vida e de lazer.
Engenheiro-agrônomo, Doutor, Pesquisador em Sistemas Agroflorestais da Embrapa Florestas. lucmont@cnpf.embrapa.br Engenheiro-agrônomo, Doutor, Pesquisador em Sistemas Agroflorestais e Chefe Adjunto de P&D da Embrapa Florestas. medrado@cnpf.embrapa.br
Fonte: Extraído do Portal Ambiental
3 setembro, 2010 - 16:04h
Novos incêndios atingiram áreas florestais no Rio de Janeiro. No Parque Estadual dos Três Picos, administrados pelo Instituto Estadual de Florestas, Inea, cerca de 80 hectares de pastagens, florestas e campos rupestres foram atingidos.
O foco foi identificado em um local chamado de Buraco do Ouro, em Teresópolis. O combate foi feito por 25 homens, incluindo agentes do Inea, bombeiros e guarda-parques. Na quinta-feira, 02, foi realizada a operação de rescaldo no local.
A administração do parque acredita que o fogo teve início a partir de queimadas de limpeza de pasto realizadas por proprietários rurais do entorno do parque. O fogo alastrou-se para a régio do parque devido às condições climáticas, com tempo seco e baixa umidade.
Outro incêndio foi identificado, no final de semana, na região das Torres de Bonsucesso, atingindo cerca de 20 hectares. Denúncias indicam que jovens teriam soltados fogos de artifício no local.
Nos dois casos, será apurada a responsabilidade dos suspeitos, que podem ser multados e responder a processo por crime ambiental.
O Inea registra em seu site um relatório com o Índice de Risco de Incêndios, com atualização diária, conforme publicado em EXCLUSIVO: Inea lança alerta contra incêndios em unidades de conservação no Rio. O endereço para acesso aos índices é: http://www.inea.rj.gov.br/.
*Fonte: Portal Ambiental com informações do Inea.
3 setembro, 2010 - 15:57h
Ação ocorreu na área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Pescadores estavam armados e foram levados a Tabatinga, mas 2 fugiram.
Agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Amazonas apreenderam nesta semana cerca de 2 toneladas de peixe pirarucu e 140 tracajás capturados de maneira irregular em uma região onde vivem milhares de índios em situação de isolamento. A ação ocorreu no Vale do Javari, no oeste do estado, próximo à área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
De acordo com Fabrício Ferreira Amorim, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental do Vale do Javari, o material estava embalado e pronto para ser transportado ao município de Atalaia do Norte, de onde poderia ser levado a Manaus ou a Letícia, já na Colômbia, e de lá para Bogotá. Um quilo de pirarucu não sai por menos de R$ 15 e pode chegar a R$ 40.
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A identificação do crime ambiental foi possível graças a uma denúncia feita por indígenas Kanamary que moram no Alto Rio Itaquaí e viajavam em direção à Atalaia do Norte quando viram indícios da pescaria. Eles comunicaram o caso à agentes da Funai, que foram até a área para confirmar a irregularidade.
A apreensão foi realizada nesta quarta-feira (1º). Na quinta-feira (2), a fiscalização voltou ao local junto com representantes do Ibama e da Polícia Federal, segundo Amorim, para procurar os infratores. Nesta sexta-feira (3), agentes ainda trabalham na contagem dos peixes para saber o peso exato do material apreendido.
A equipe prendeu 4 pescadores, levados para Tabatinga, mas 2 conseguiram fugir. "Eles estavam armados e disseram ter ficado 19 dias na mata para a pescaria", explica Amorim. Indígenas das etnias Matis, Marubo, Kanamary e Tikuna participaram da equipe que fez a apreensão.
Conflito
A pesca irregular não representa a única ameaça ao meio ambiente da região, de acordo com Amorim. Segundo ele, a área é que apresenta maior densidade de povos indígenas em situação de isolamento ou recém-contatados em todo o mundo. "A população de isolados é tão grande que ela pode ser próxima ou maior do que a de índios contatados, que é de cerca de 4 mil pessoas", diz ele.
Amorim explica que grupos de indígenas isolados têm organismo vulnerável a algumas doenças comuns a quem mora nas cidades, como a gripe. Além disso, existe o risco de conflito entre pescadores e indígenas Korubo ainda não contatados, que passam a frequentar mais regiões próximas ao Rio Itaquaí durante o verão amazônico, segundo ele.
"Não é só o crime ambiental que os pescadores cometem, existe o potencial de um crime de genocídio. Fazemos um esforço para respeitar o isolamento, mas eles acabam com isso", diz.
"Os pescadores conhecem muito bem os rios na região. Eles eram antigos moradores mas tiveram de deixar a área depois da demarcação de terras indígenas", diz o funcionário da Funai. "Hoje, entram escondidos porque a região é muito atrativa e eles preferem se arriscar."
No ano passado, Amorim lembra de uma apreensão de 2,5 toneladas de pirarucu. "Mas é comum encontrarmos quantidades muito menores. Tem nos surpreendido a quantidade de peixes que estamos encontrando", diz ele.
Fonte: G1
3 setembro, 2010 - 15:38h
Novo estudo descobriu que aranhas e plantas carnívoras competem entre si por alimentos. As duas espécies costumam se alimentar de insetos, e podem influenciar o comportamento uma da outra, segundo a análise dos biólogos autores do estudo que lecionam na Universidade do Sul da Flórida, Estados Unidos. As informações são do LiveScience.
Competição por alimentos é comum na natureza. Zebras e gazelas, por exemplo, competem por áreas de pastagem na África, em certas regiões, pela qualidade e pelos nutrientes presentes. Porém, estudos anteriormente realizados foram focados em espécies relativamente próximas. O caso de disputa entre plantas e animais é inédito.
Foram coletadas plantas carnívoras e, nelas, foram coladas pequenas barras parecidas com cerdas de escovas de dente cheirando à doce. Os insetos eram atraídos à planta pelo cheiro. Depois, foram plantadas em vasos no laboratório em que foi realizado o experimento. Já plantadas, receberam a companhia de aranhas.
Plantas que dividiram seus alimentos com aranhas produziram menos sementes e flores do que as que comeram os insetos sozinhas. O estudo, então, sugere que aranhas podem afetar a saúde e a reprodução de plantas carnívoras. Porém, não há certeza se as plantas afetam de alguma forma as aranhas. Na vida selvagem, as aranhas montam suas teias próximas às plantas, para aproveitar os insetos atraídos por elas.
Fonte: Portal Terra
3 setembro, 2010 - 15:35h
O quarto lugar entre os principais destinos de turismo rural no mundo é ocupado pelo Brasil. Mas a forte tradição agrícola e o histórico como colônia rural poderão levar o país ao primeiro lugar da lista dentro de dez anos. A previsão é de Andréa Roque, palestrante do 1º Seminário Nordeste de Turismo Rural, que acontece até sábado (04/09), em João Pessoa, PB.
A grande novidade para o setor é que a Lei do Turismo Rural foi aprovada recentemente na Câmara dos Deputados. Assim, até o final de 2010 o turismo rural deve ser reconhecido como atividade formal, ou seja, o dono de um negócio no ramo terá um CNPJ, podendo emitir nota fiscal de seus serviços. A medida contribuirá com a economia do país e estimulará os profissionais envolvidos.
Para Andréa, a chave para o sucesso de qualquer negócio que lide com o turismo rural é proporcionar ao turista um serviço profissional e de qualidade, oferecendo suportes modernos, mas sem deixar de lado o "ar campestre". "O cliente não deve ser apenas um agente contemplativo", afirma.
Um estudo de Mapeamento de Oportunidades de Negócios nas cidades sedes da Copa 2014 será apresentado nesta sexta-feira (03/09), durante o seminário. Paralelamente, no mesmo local, também ocorre a 6ª Feira Regional de Turismo Rural, a RuralTur, que reúne 40 empresas brasileiras para comércio de roteiros de viagens que prometem fazer qualquer turista esquecer a agitação das grandes cidades.
Fonte: Globo Rural Online
3 setembro, 2010 - 15:31h
Um estudo sobre o potencial econômico das Unidades de Conservação do Brasil, como parques e florestas públicas, é desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo é levar os resultados obtidos à COP-10, a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, que acontece em novembro, na cidade de Nagoya, no Japão.
A partir do estudo, será elaborado um diagnóstico das oportunidades econômicas que áreas de preservação brasileiras oferecem. "O país tem um amplo potencial de aproveitamento dos parques, que ainda é pouco conhecido e explorado", diz Fábio França de Araújo, diretor do departamento de áreas protegidas do MMA.
Das 310 áreas de conservação federais e 374 estaduais apenas 26,7% permitem variedade de usos econômicos, como ecoturismo, pesquisa científica, manejo de recursos florestais e agricultura. Nos Estados Unidos, por exemplo, o turismo em parques nacionais promove uma receita de US$ 15 bilhões na economia e gera 250 mil empregos.
Fonte: Globo Rural
3 setembro, 2010 - 15:23h
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) realiza amanhã (3) a palestra intitulada "Radiografia e Modelagem Espacial do Uso da Terra no Brasil & Fragmentos de uma proposta de Novo Código Ambiental", ministrada pelo assessor científico da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE-PR), Arnaldo Carneiro Filho.
A palestra busca expor a real necessidade de abertura de novas áreas destinadas às atividades agropecuárias e que a incorporação de novas tecnologias permite o uso mais eficiente destas terras, inibindo o constante avanço da fronteira agrícola.
Carneiro Filho tem estudado alternativas a um novo código ambiental para o Brasil, que possa efetivamente trazer de volta os ativos florestais perdidos ao longo de décadas e que será esboçado durante a palestra.
Sobre o palestrante: Arnaldo Carneiro Filho é pesquisador possui graduação em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz (1982), mestrado em Soil Survey And Remote Sensing Aplications, pelo International Institute For Aerospace Survery And Earth Sciences (1991), doutorado em Paleoecologia no Centre de Recherches Eco Géographiques (2002) e Pós-doutorado na Universidade de Wageningen.
Atualmente é pesquisador do Inpa. Tem experiência na área de Ecologia da Paisagem e Paleoecologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Amazônia, quaternário, paleogeografia, ecologia da paisagem, análise espacial, modelagem e cenários.
Fonte: Portal Dia de Campo
3 setembro, 2010 - 15:17h
A Defesa Civil do Amazonas fez hoje um alerta para 27 municípios por causa da estiagem, que castiga a região oeste do Estado.
Estiagem causa falta de água em cinco cidades do Paraná
Umidade chega a 19% e São Paulo entra em estado de alerta
Devido ao baixo nível dos rios na vazante (descida das águas), cidades como Lábrea, banhado pelo rio Purus, Tabatinga e Atalaia do Norte, ambas no alto Solimões, e Guajará, no rio Juruá, podem ficar isolados para navegação.
A seca mais severa nos rios do Amazonas aconteceu em 2005. Mais de 60 mil famílias de 62 municípios tiveram que ser atendidas com cestas básicas, enviadas até por helicópteros do Exército, por causa dos isolamento.
Segundo a Defesa Civil, os alertas são preventivos aos municípios. No caso de intensificação da estiagem e comprovada a situação de risco, o órgão atuará nas ações de resposta nas localidades atingidas.
Marco Antônio de Oliveira, superintendente regional do Serviço Geológico do Brasil, disse que a situação mais crítica é no rio Purus. Lá, os níveis d'água estão muito baixos, o que faz com que os barcos encalhem.
Fonte: Folha.com
3 setembro, 2010 - 15:08h
Nesta sexta-feira, o Instituto de Ciências Biológicas, ICB, da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, promove uma mesa-redonda sobre a ocupação, uso sustentável e preservação das matas secas de Minas Gerais.
Cientistas brasileiros e estrangeiros, representando variadas instituições vão discutir a importância da preservação do bioma.
Um movimento nacional defende a denúncia de inconstitucionalidade da lei aprovada pela Assembleia mineira, que permite o desmatamento de até 70% das matas secas no estado, conforme publicado por AmbienteBrasil, em Uso sustentável das matas secas será debatido em Minas Gerais. http://noticias.ambientebrasil.com.br/exclusivas/2010/08/11/58830-exclusivo-uso-sustentavel-das-matas-secas-sera-debatido-em-minas-gerais.html
Um dos coordenadores da mesa redonda e professor da UFMG, Geraldo Wilson Fernandes, destacou a necessidade do envolvimento da comunidade acadêmica na questão. "O envolvimento da comunidade acadêmica, excluída das discussões até agora, pode ter contribuição fundamental para a definição de estratégias de ocupação sustentável dessa parte da Mata Atlântica e de outros ecossistemas brasileiros", afirmou.
O encontro acontece a partir das 8h30, no ICB, que fica no campus Pampulha da UFMG.
*Fonte: Portal Ambiental com informações da UFMG.
3 setembro, 2010 - 15:05h
A nova chefe do clima na ONU, Christiana Figueres, alertou nesta quinta-feira (2) que a série de calamidades climáticas demonstram a urgência de se chegar a um acordo revolucionário sobre o aquecimento global ainda neste ano.
Falando antes de uma rodada de conversações com 40 países sobre finanças, um tema que tem contribuído para paralisar as negociações climáticas na ONU, Figueres disse que as enchentes no Paquistão, os incêndios na Rússia e outros desastres ambientais são um chocante sinal de alerta.
"As notícias demonstram que um futuro de desastres climáticos intensos e globais não é o futuro que nós desejamos", disse à imprensa Figueres, recém-indicada para chefiar a secretaria-executiva da Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (UNFCCC, na sigla em inglês).
"A ciência irá demonstrar se e como estes eventos estão relacionados com as mudanças climáticas causadas pelas emissões de gases-estufa pela humanidade, mas o ponto é claro: não temos condições de enfrentar uma escalada de desastres deste tipo", acrescentou.
As conversações em Genebra, que se estendem até sexta-feira, reúnem mais de 40 países em nível ministerial, inclusive economias avançadas, grandes emergentes e países representativos de nações pobres.
O objetivo é estabelecer um "diálogo" nas linhas gerais de como arrecadar 100 bilhões de dólares ao ano até 2020.
As muitas questões incluem os recursos para este fundo, o papel dos setores público e privado e como o dinheiro seria administrado.
Sobre a mesa também está a questão de como implementar de forma rápida recursos de 30 bilhões de dólares nos próximos três anos.
As duas são promessas chave feitas pelos países ricos na Cúpula do Clima de Copenhague, em dezembro passado, um evento que esteve à beira da catástrofe por causa de disputas e trocas de acusações.
Hoje, a desconfiança impera, especialmente entre os países em desenvolvimento, em vista das poucas premissas sólidas acertadas no encontro na capital dinamarquesa.
"Ficaremos muito satisfeitos com o encontro (em Cancún) se ele começar a dar sinais de confiança, de um entendimento comum dos desafios…. Das questões importantes; isto seria um enorme avanço", afirmou o negociador suíço Franz Perrez.
Os países em desenvolvimento, em particular, querem garantias de que os 30 bilhões de dólares do financiamento de curto prazo virão de novas fontes e não serão retiradas da ajuda ao desenvolvimento ou de orçamentos já existentes, explicou o conselheiro político da organização não-governamental Oxfam, Romain Benicchio.
Figueres pediu aos governos que concordem em "quatro ou cinco" grandes suportes durante as conversações climáticas da UNFCCC previstas para o fim do ano, em Cancún, e que servirão de plataforma para um pacto global sobre o clima a partir de 2012.
Uma das questões para debate em Cancún será o financiamento.
Estima-se que sejam necessários centenas de bilhões de dólares para evitar futuras emissões de gases-estufa de países emergentes, e para ajudar as nações pobres a enfrentar a intensificação dos efeitos das mudanças climáticas, como seca, cheias, tempestades e elevação do nível dos mares.
Suíça e México, que partilham a organização do evento, insistiram que as conversações em Genebra não constituem um encontro de uma elite.
Ao contrário, afirmaram, seu resultado alimentará o processo no âmbito da ONU, o único meio válido, apesar de seus muitos problemas, para se tratar da ameaça das mudanças climáticas.
O próximo fórum da Convenção-quadro, integrada por 194 países, está prevista para outubro, em Tianjin, na China, antes da Cúpula de Cancún, prevista para 29 de novembro a 10 de dezembro.
Depois do traumático resultado da COP-15, em Copenhague, as expectativas estão baixas.
Na melhor das hipóteses, afirmam especialistas, Cancún terminará com um bom avanço nas questões chave, mas o mundo precisará esperar outro ano até que esteja pronto o esboço de um tratado.
Se tudo correr bem, o acordo entrará em vigor após 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto - atual documento de compromissos da UNFCC -, estabelecendo uma nova diretriz para reduzir as emissões de gases-estufa de origem antropogênica - provocada pelo homem - e para se estabelecer o apoio financeiro necessário para cumprir este objetivo.
Fonte: G1
3 setembro, 2010 - 15:02h
Ainda é inverno, mas por causa das altas temperaturas a alimentação dos bichos no zoológico de Sorocaba, a 99 km de São Paulo, já é típica de verão. Os macacos recebem sorvetes de melancia.
Para os felinos, um preparado de carne congelada refresca os animais. Esse cardápio especial só é fornecido três vezes por semana. Elefantes e outros bichos são banhados para aguentar o calor.
Fonte: G1
3 setembro, 2010 - 14:59h
Nas últimas horas, o Chile foi atingido por uma série de quatro terremotos, cuja magnitude variou de 3,3 graus a 5,2 graus na escala Richter. As regiões Centro e Sul chilenas foram as mais afetadas. Não há informações de vítimas e feridos. Os dados são do Serviço de Sismologia da Universidade do Chile.
Os abalos começaram na quarta-feira (1º) às 13h e só terminaram por volta das 20h, de acordo com o Serviço de Simologia. O tremor mais intenso ocorreu às 13h24, a cerca de 40 quilômetros da cidade de Concepción - o município mais destruído em fevereiro, quando houve o terremoto de 8,8 graus na escala Richter.
Há seis meses do terremoto mais intenso vivido no Chile nos últimos 50 anos, o país ainda reconstrói o que veio abaixo por causa dos tremores de terra. Escolas, hospitais, prédios públicos e privados não resistiram aos vários tremores de terra que se seguiram ao mais intenso, em 27 de fevereiro.
Em março, ao assumir o governo, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, elegeu como prioridade a reconstrução do país. Homenageou vítimas e prometeu intensificar o apoio para quem vive nas áreas que estão sob ameaça constante de abalos sísmicos.
Fonte: Renata Giraldi/ Agência Brasil
3 setembro, 2010 - 14:56h
Uma pesquisa está identificando áreas para o manejo florestal comunitário. Com o tema: "Sistema de Informação Geográfica Aplicado no Manejo Florestal de Unidades de Conservação", será criado um banco de dados geográfico que vai contribuir na tomada de decisão de políticas públicas.
O estudo deve fazer parte do trabalho de doutorado, desenvolvido pela Mestre em Geografia Marilene Alves da Silva, que é vinculada ao Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas, Ifam.
O Sistema de Informação Geográfica foi empregado como ferramenta para monitoramento e manejo florestal em Unidades de Conservação, permitindo o gerenciamento dos dados e análises geográficas precisas.
"O mapeamento das áreas de manejo florestal foram digitalizados em um software com base no mosaico de imagens de satélite sensor TM (Thematic Mapper) do Landsat-5 da área da reserva, o trabalho permitiu a realização dos levantamentos de coordenadas geográficas por meio do Sistema de Posicionamento Global (GPS) em áreas de uso florestal", afirmou a pesquisadora.
No próximo mês, ela vai apresentar os dados em Curitiba,PR, durante o IX Seminário de Atualização em Sensoriamento Remoto e Sistema de Informações Geográficas Aplicadas à Engenharia Florestal.
Na avaliação da pesquisadora, o evento vai contribuir para a atualização das informações sobre novas ferramentas, técnicas, mapeamento, etc.
*Fonte: Portal Ambiental com informações da Agência Fapeam.
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