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8 setembro, 2010 - 15:15h
Os meses de agosto e setembro, época de maior estiagem no Brasil, são marcados também pela intensificação de queimadas. Incêndios que, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, acontecem em grande parte em propriedades privadas, onde fazendeiros e índios usam fogo para ampliar áreas de cultivo. Na tentativa de amenizar o problema que causa danos tanto a saúde quanto a natureza, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vem desenvolvendo tecnologias, acessíveis ao pequeno produtor, para evitar o fogo nas atividades agrícolas e pecuárias.
Embora o fogo seja uma das mais antigas práticas incorporadas aos sistemas de produção, por facilitar a limpeza de área e, segundo os produtores, tornar a terra mais fértil, pesquisas comprovam que a queima provoca a perda de 98% de carbono, 96% de nitrogênio, 76% de enxofre, 48% de potássio, 47% de fósforo, 40% de magnésio e 30% de sódio, provocando o empobrecimento do solo.
Alternativas
Segundo o órgão, tecnologias simples e acessíveis, como o uso de leguminosas, podem substituir o sistema de derruba e queima. A planta mucuna preta está entre as alternativas utilizadas por agricultores de diversos municípios do estado do Acre para evitar o uso do fogo na agricultura, ajudando na recuperação de áreas degradadas.
De fácil cultivo, a planta proporciona benefícios ao solo e pode melhorar a produtividade agrícola. Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Falberni Costa, o cultivo de plantas de cobertura de solo, como as leguminosas, ajuda na proteção contra os processos erosivos, causados pela ação da chuva, adiciona nitrogênio orgânico ao solo, para cultivos sucessores às leguminosas, auxilia no combate às ervas daninhas, com reflexos na limpeza das áreas para cultivo, e incorpora matéria orgânica ao solo, servindo de adubo natural.
"O uso destas plantas, porém, deve ser associado a outras práticas agronômicas para garantir a recuperação e o aumento da fertilidade de solos empobrecidos com o sistema de derruba e queima. Para maior eficiência desta técnica é necessário, por exemplo, a associação a programas de correção e fertilização de solos, além da diversificação da produção e dos sistemas agrícolas que revolvam minimamente o solo, como é o caso do plantio direto", explica Costa.
Pecuária
Outra alternativa para uma agricultura sem fogo é a trituração da capoeira, que serve de cobertura e adubo natural para o solo. Esta prática é possível com o equipamento conhecido como Tritucap, um trator de grande porte equipado com triturador de capoeira. A tecnologia desenvolvida pela Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA), em parceria com duas Universidades alemãs, já é adotada em alguns estados da Amazônia e, em breve, será realidade também para produtores acrianos.
As tecnologias alternativas ao uso do fogo, desenvolvidas pela Embrapa Acre, também contemplam a pecuária. Entre elas está o amendoim forrageiro, leguminosa bastante utilizada em consórcio com gramíneas. Suas folhas e talos secos servem para adubar o solo, aumentando a fertilidade e a capacidade produtiva, resultando em melhoria na qualidade das pastagens e aumento da longevidade dos capins e evitando a queima para renovação de pastagens.
Fonte: Globo Rural Online
8 setembro, 2010 - 14:59h
Um estudo científico validou o consumo controlado de psilocibina, substância encontrada em cogumelos alucinógenos, como tratamento para melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer em estado avançado, informou hoje o jornal "Los Angeles Times".
Na primeira pesquisa realizada em humanos com drogas psicodélicas em mais de 35 anos, os cientistas do Los Angeles Biomedical Research Institute (LA BioMed) demonstraram que o consumo dessa substância tem efeitos benéficos aos doentes. A psilocibina, um alucinógeno natural, foi fornecida a 12 pacientes com tumor em estado avançado que não respondiam a tratamentos convencionais e foi observada uma redução na ansiedade e uma melhora no ânimo durante os seis meses seguintes. "Este estudo mostrou que é possível administrar de forma segura a psilocibina e que deveriam ser realizadas mais pesquisas com alucinógenos para estabelecer seus benefícios potenciais", disse Charles S. Grob, diretor do estudo.
O resultado deste trabalho foi publicado esta semana na revista Archives of General Psychiatry, e é considerado o primeiro passo para restaurar a reputação dessas drogas.
Durante as décadas de 50 e 60, foram realizados numerosos estudos que concluíram que as substâncias alucinógenas tinham efeitos positivos sobre o humor e a ansiedade, do mesmo modo que diminuíam a necessidade de aplicar narcóticos para atenuar a dor de pacientes com câncer avançado.
Estas linhas de pesquisa foram abandonadas nos anos 70, coincidindo com a popularidade alcançada pelo consumo de alucinógenos com fins lúdicos, o que levou ao endurecimento da legislação nos EUA contra essas substâncias.
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:49h
Contrário a exploração ilegal de madeira e qualquer tipo de produção extrativista sem responsabilidade, a Coimma Balanças e Troncos de Contenção, líder no segmento no País, demonstra o seu compromisso com o meio ambiente e sustentabilidade de produção das cadeias, ao investir em um plano estratégico de manejo florestal sustentável na Fazenda Bom Destino, em Rio Branco (AC), área incluída no bioma Amazônia.
Iniciado em 2002 o projeto do grupo Coimma conta aproximadamente com uma extensão de mil hectares de reserva nativa, chancelada e certificada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Governo do Estado do Acre. Na área, anualmente 7.000 m³ de madeira em toras são retiradas da mata, sendo 90% oriundas da espécie cumaru ferro - conhecida pela resistência a fungos, insetos e brocas marinhas.
Com grande variedade de espécies nativas em seus diversos biomas, o Brasil apresenta enorme competitividade no mercado de produtos florestais. Para atender essa demanda o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabeleceu em 2009 a resolução 406/09 que padroniza critérios de elaboração, análise e fiscalização dos planos de manejo florestal em toda a Amazônia, além de prever procedimentos de rastreabilidade da origem da madeira por órgãos ambientais competentes.
A nova regulamentação é o complemento mais recente do código florestal brasileiro de 1965 (artigo 15) no qual define que as florestas da Amazônia só poderiam ser utilizadas através de plano de manejo. Desde a década de 1960, inúmeras regulamentações (decretos lei, medidas provisórias, portarias e instruções normativas) posteriormente foram estabelecidas para aprimorar e ordenar as regras do processo.
Para comprovar a importância do setor florestal brasileiro na economia brasileira, dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA) de 2000, apontam que a atividade representa 4% do PIB nacional e 8% das exportações brasileiras, gerando receita de US$ 30 bilhões/ano. Somente na silvicultura mais de 300 milhões de m³ de madeira são consumidos anualmente no país, sendo 110 milhões provenientes de florestas plantadas e 190 milhões de reservas nativas.
Segundo Paulo César Dancieri Filho, diretor de Desenvolvimento da Coimma e especialista em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, as concessões florestais surgiram para mudar a lógica da ilegalidade da atividade e abastecer o mercado interno. Outro fator importante é a possibilidade de regenerar a floresta com a entrada de luz e oxigênio nos espaços abertos, mantendo a biodiversidade animal/vegetal e o clima estabilizado.
O especialista explica ainda que os órgãos fiscalizadores que controlam a concessão especificam também as espécies que podem ser extraídas e mapeiam todo o terreno autorizado para o manejo.
"A legalidade da atividade é muito benéfica. Além de gerar receita para economia do País, o valor agregado do produto certificado aumenta consideravelmente. No caso da Coimma a madeira utilizada na produção de balanças e troncos de contenção tem longa vida útil, durando de 25 a 30 anos com o mesmo patamar de produtividade", acrescenta o profissional.
• Mais informações sobre a Coimma podem ser obtidas no telefone 0800 11 2555 ou no site www.coimma.com.br
Fonte: Portal do Agronegócio
8 setembro, 2010 - 14:47h
Um estudo realizado pela Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) e publicado como 'Global Survey of Agricultural - Mitigation Projects' (Levantamento Global da Produção Agrícola - Projetos de Mitigação) aponta o projeto Verde Rio como uma das iniciativas que mais combatem alterações climáticas. A pesquisa foi divulgada no final de agosto, foram analisados 50 projetos de agricultura com foco nas alterações climáticas, e apenas 22 deles tratam dos Gases do Efeito Estufa (GEE), e que acabaram sendo divulgados no estudo.
O estudo contribui para a discussão atual a respeito de maneiras de integrar pequenos agricultores em atividades de redução de danos agrícolas. Este estudo foi dividido em duas partes. A primeira fazia uma breve análise de todos os 50 projetos desenvolvidos para a mitigação agrícola, mas foram extraídos 22 que corresponderam às expectativas para evitar, reduzir e sequestrar emissões de GEE. A segunda parte do projeto da FAO dá uma visão geral dos resultados que tem por objetivo específico a redução de GEE.
"Para nós do Instituto Ação Verde, é bastante satisfatório saber que o Projeto Verde Rio está alinhado com as recomendações da FAO, no Pagamento de Serviços Ambientais, que deve ser feito na cadeia produtiva, e não somente em áreas indígenas, parques nacionais, etc. A criação da Unidade de Bens e Serviços Ambientais (UBSA) vem ao encontro, fazer com que o setor agroindustrial do estado de Mato Grosso coloque à disposição do mundo os seus ativos ambientais", relata o superintendente executivo do Instituto, Paulo Borges.
Incluso também nesse estudo há projetos nacionais e internacionais de ONG's, universidades e instituições de pesquisas, em países da África (20), Ásia e no Pacífico (14), América Latina e Caribe (15) e na Europa Oriental. O Brasil está em primeiro no ranking com quatro projetos, seguido de Quênia, Nigéria e Índia. No Brasil, o projeto do Instituto Ação Verde selecionado foi o Projeto Verde Rio, que visa recuperar as áreas degradadas, gerar renda de Pagamentos de Serviços Ambientais (PSA) e crédito de carbono para agricultores.
Mais informações:
www.fao.org/climatechange/22641-0-0.pdf h
www.fao.org/climatechange/micca/en
Fonte: Portal do Agronegócio
8 setembro, 2010 - 14:40h
O Peru é o maior produtor de um principais fertilizantes naturais e totalmente orgânicos encontrado no mundo: o guano, feito dos excrementos de pássaros como o cormorão guanay e o piquero e o pelicano.
A indústria existe há séculos na costa do Peru, mas agora, as ilhas do Pacífico são exploradas em um sistema de rodízio, com o objetivo de respeitar o habitat das aves e permite a recomposição das montanhas de fezes.
Embora as autoridades peruanas tentem manejar sustentavelmente a indústria, cientistas alertam que a população de animais marinhos ainda enfrenta a ameaça da pesca excessiva de anchovas, principal alimento dos pássaros.
O estoque do peixes também depende da corrente de Humboldt, que empurra a água da Antártica para o Equador e que é cada vez mais afetada pelo fenômeno El Niño.
População de aves - Mesmo assim, a população de pássaros marinhos aumentou de 3,2 milhões para 5 milhões nos últimos quatro anos, mas isso nem se compara aos 60 milhões que já existiram no país.
As fezes de pássaro já foram o centro da economia peruana, e chegaram a provocar guerras com os países vizinhos no século 19. Nos platôs da ilha Guanape Sur, há ninhos de piqueros peruanos e milhares de cormorões guanay, chamados assim por causa da grande quantidade de fezes ricas em nitrogênio que depositam no solo.
Em alguns lugares, os depósitos têm vários metros de profundidade. O guano, uma palavra da língua nativa da região, o quíchua, exerce um papel crucial na expansão da indústria de produtos orgânicos do país.
Pequenos empresários - Quase um milhão de pequenos fazendeiros de produtos orgânicos têm suas plantações tratadas com guano. O processo de coleta de guano permanece o mesmo há séculos. Trabalhadores extraem as fezes do platô com pás e picaretas, e carregam mais de cem sacos de 50 quilos de guano para barcos à espera do produto.
A maioria dos trabalhadores é de pequenos fazendeiros que investem o salário em suas terras. Eles ganham em média 1,2 mil novos sóis peruanos (cerca de R$ 740) por mês, mais do que o dobro do salário mínimo no Peru.
Os chocolates orgânicos peruanos são venerados na França e um café peruano, Tunki, foi eleito Café do Ano pela Speciality Coffee Association of America, que premia os grãos com melhor sabor produzidos em microclimas especiais no mundo.
Cerca de cem toneladas de guano por dia são produzidas, mas a Agrorural, agência de desenvolvimento rural do Peru, pretende coletar mais de 23 mil toneladas este ano.
Segundo oficiais da agência, a indústria de guano se expande 40% ao ano, graças à demanda da Califórnia e do Brasil, principais compradores. "É um recurso renovável que você não vai achar em nenhum outro lugar do mundo", diz Rodolfo Beltran, diretor da Agrorural. "Os pássaros marinhos são fábricas de guano, então fazemos o possível para manter o ecossistema deles protegido."
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:38h
Pesquisadores da Coppe/UFRJ, no Rio de Janeiro, desenvolveram um sistema eficiente para remover mercúrio de efluentes líquidos e do petróleo.
O processo inovador já gerou dois pedidos de patente e promete reduzir o impacto ambiental da contaminação do mercúrio no ar, na água e no solo.
O sistema capta o mercúrio sem gerar resíduo tóxico, evitando o passivo ambiental produzido nos métodos tradicionais utilizados para esse fim.
Coordenado pelos pesquisadores Vera Salim e Neuman S. de Resende, do Programa de Engenharia Química da Coppe, o projeto conta com o apoio da Petrobras.
Emissões de mercúrio no ambiente - As atividades industriais e a queima de combustíveis fósseis são responsáveis pela emissão de altas taxas de mercúrio no meio ambiente.
Segundo mapeamento do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP na sigla em inglês), estima-se um aumento de 1480 toneladas emitidas em 2005 para 1850 toneladas em 2020 nos níveis mundiais de mercúrio, atingindo regiões até então pouco afetadas como alguns países da América do Sul, entre eles o Brasil.
Os pesquisadores advertem que, se nada for feito, até 2050 serão lançadas na atmosfera cerca de 8 mil toneladas de mercúrio, com acumulação de 2 a 3 mil toneladas no meio ambiente.
Entre os países com índices mais altos de mercúrio no mundo estão China, Índia e Estados Unidos. O Brasil aparece em sétimo lugar.
No encontro promovido pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, em junho deste ano, na Suécia, os pesquisadores discutiram a necessidade de elaborar uma legislação para o controle dos níveis de mercúrio no mundo. "Apesar de verificarmos um crescimento expressivo dos níveis do metal no Brasil e no mundo, há carência de dados precisos para melhor avaliarmos seus efeitos", afirma Vera.
Remoção do mercúrio - No sistema concebido pelos pesquisadores do Laboratório de Fenômenos Interfaciais da Coppe, o mercúrio passa por uma coluna com adsorvente, um sólido à base de fosfato, que capta o mercúrio sem gerar resíduo.
A grande vantagem em relação aos métodos convencionais é que esse sistema possibilita a fixação do mercúrio na sua estrutura, evitando a recontaminação e os eventuais procedimentos de gerenciamento do material tóxico produzido.
Pelo método tradicional, ao regenerar o adsorvente o mercúrio é volatilizado e condensado, transformando-se no final do processo em mercúrio líquido, que é removido e estocado.
"Não temos dados sobre a quantidade e a forma como esse metal é armazenado. O risco de gerar um passivo ambiental é grande e os dados não são divulgados de forma transparente, o que dificulta uma avaliação precisa do índice de emissão e do risco de contaminação desse material no meio ambiente", afirma Vera Salim.
Há cerca de oito anos a Coppe desenvolve pesquisa em processos de descontaminação de mercúrio. O processamento de petróleo, por exemplo, gera inevitavelmente resíduos tóxicos e a emissão do mercúrio na atmosfera.
Outra preocupação é o mercúrio acumulado, que é reintroduzido no meio ambiente, constituindo uma ampla cadeia de contaminação: o mercúrio é transportado pelas chuvas, levado a regiões estuárias, podendo acumular-se nos sedimentos ou no ar, por meio de fotossíntese.
Mercúrio no meio ambiente - O mercúrio está presente no meio ambiente em três formas distintas: metálico, orgânico e inorgânico.
"O mercúrio orgânico é o mais letal e pode estar presente, por exemplo, em peixes contaminados. Um rio afetado contamina peixes que, ingeridos, contaminam pessoas. As correntes atmosféricas e a migração dos pássaros também são capazes de levar o mercúrio a longas distâncias. Por essa razão, medidas regionais não são suficientes para conter a contaminação. Precisamos de decisões de alcance global, pois o mercúrio tem grande capacidade de disseminação, com transporte de longo alcance", alerta Vera.
O mercúrio também está presente no dia-a-dia de todos, em produtos como amálgamas dentárias e lâmpadas fluorescentes que podem contaminar o meio ambiente após o seu descarte.
"É preciso ter consciência ambiental e regras para efetuar o descarte desse material. Precisamos estabelecer normas capazes de conter a disseminação do mercúrio e cumpri-las", adverte Vera Salim.
As erupções vulcânicas também são responsáveis por emissões. Segundo a professora da Coppe, ainda é difícil medir o impacto desse fenômeno. "Não sabemos, por exemplo, quais são as consequências da erupção do vulcão na Islândia, que este ano despejou grande quantidade de fumaça e cinzas na atmosfera".
Fonte: Site Inovação Tecnológica
8 setembro, 2010 - 14:36h
Com exceção daqueles que são acostumados com clima de deserto, os animais também sofrem a baixa umidade que atinge algumas regiões do País. Segundo Enrico Ortolani, professor da Faculdade de Medicina Veterinário e Zootecnia da USP, o tempo seco, o calor e a poeira podem causar problemas respiratórios mesmo em gigantes da natureza.
"Determinados lagartos, ratos e outros animais que vivem em ambientes desérticos e são mais adaptados a condições de clima seco. Agora, animais de clima tropical e que vivem em ambientes com grande umidade sofrem muito com a baixa umidade", diz o professor. Até algumas espécies acostumadas com locais com pouca chuva - como os leões e os elefantes originários da savana africana - sofrem com esse clima que estamos vivendo.
Ortolani explica que a baixa umidade e a poeira fazem com que os cílios do sistema respiratório desses animais percam viscosidade e mobilidade, o que diminui a sua capacidade de impedir que partículas de sujeira cheguem ao pulmão dos animais.
De acordo com o professor, a primeira coisa a fazer é oferecer o máximo de hidratação possível. Se não há um lago onde o animal possa refrescar, pelo menos algumas bacias deveriam ser deixadas próximas a ele.
Fonte: Portal Terra
8 setembro, 2010 - 14:34h
O Ministério do Meio Ambiente decretou estado de emergência ambiental em 14 estados e no Distrito Federal (DF) por causa do grande número de focos de queimadas. Estão na lista os estados do Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, do Pará, Piauí, Tocantins, da Bahia e de Goiás e Minas Gerais.
Com o decreto, se for preciso, os estados podem contratar brigadistas para combater o fogo sem necessidade de licitação. A portaria com a lista foi publicada na segunda-feira (6) no Diário Oficial da União. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os 14 estados estão sob emergência ambiental desde abril. A portaria de segunda-feira inclui o Distrito Federal na lista.
Levantamento do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostra a existência de 1.178 focos de incêndio no país nesta terça-feira (7), conforme dados do satélite de referência. Do total, o maior número foi registrado em Goiás, 392. Em seguida aparecem Tocantins (288 focos), Bahia (239), Minas Gerais (203), Distrito Federal (31), Mato Grosso (17) e São Paulo (8).
Fonte: Carolina Pimentel/ Agência Brasil
8 setembro, 2010 - 14:33h
Desastres naturais têm causado menos mortes, mas a mudança climática deve interferir nestas estatísticas ao provocar condições mais extremas do clima, e que deixam sequelas posteriores como doenças e má nutrição, dizem especialistas.
Temperaturas elevadas podem agravar os desastres, tanto quanto provocar a interrupção da produção de alimentos. Segundo as Nações Unidas, o aquecimento global causará mais secas, incêndios florestais, ondas de calor, inundações, deslizamentos de terra e aumento do nível do mar - todas ocorrências são uma ameaça para uma população que deve sair dos 6,8 bilhões para 9 bilhões de pessoas até 2050.
Os efeitos pós desastres naturais frequentemente são os piores, em termos de mortes adicionais. "Mortes em condições extremas de clima, como aconteceu neste ano nas inundações do Paquistão, são um alerta de que precisamos rever os esforços para manter a mudança climática sob controle", diz o diretor da London School of Hygiene and Tropical Medicine, Andrew Haines.
Mais de 1.750 pessoas morreram nas inundações do Paquistão, e outras milhares correm riscos devido a doenças. Ao menos 54 morreram nos incêndios na Rússia, em julho e agosto, que levaram ao aumento do preço de grãos - ameaçando os pobres com a má nutrição.
"Há um crescimento da taxa de mortalidade por causas indiretas. As pessoas estão mais pobres, e a mortalidade infantil que não é normal aumenta", completa Haines. "Deve haver significativas mortes que são subestimadas", diz ele. "A mudança climática poderia ser acrescentada aos prejuízos posteriormente provocados por desastres naturais."
As melhorias em alertas sobre ciclones e ondas de calor, assim como no índice da pobreza, em países em desenvolvimento, tornaram essas nações mais preparadas para condições extremas do tempo, o que colabora para frear o número de mortes.
"Estamos indo bem em termos de salvar de pessoas", diz o especialista sênior da Organização Mundial da Saúde (WHO, na sigla em inglês) das Nações Unidas, Diarmid Campbell-Lendrum. "Mas não há garantias futuras, já que vemos o perigo aumentando, principalmente como o calor [em regiões] onde não estamos bem preparados', disse à Reuters.
"A mudança climática apenas acrescenta outro motivo ao por que devemos controlar a malária, a diarreia, e a lidar com o problema da má nutrição", diz. "Esses são os grandes desafios."
Números subestimados - A Organização Mundial da Saúde vai divulgar uma pesquisa, no ano que vem, para atualizar os dados de um estudo de 2003, que estima que 150 mil pessoas morreriam a cada ano por causa do aquecimento global - a maioria por má nutrição, diarreia e malária. Esses números devem dobrar até 2030, mas o diretor do órgão evita anunciar os novos números.
"A resposta, a curto prazo, é de prevenção a desastres para ajudar a salvar vidas", diz Achim Steiner, chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que cita o exemplo de sucesso em Bangladesh e Cuba no controle de mortes provocadas por tempestades em décadas recentes.
Em Bangladesh, por exemplo, um alerta inicial e abrigos ajudaram. O ciclone Bhola matou 300 mil pessoas em 1970, enquanto outro ciclone de 1991 matou 139 mil, segundo o banco de dados EM-DAT, com sede na Bélgica. Já em 2007, o ciclone Sidr registrou 3.500 mortes fatais.
Com investimentos de prevenção contra inundações no Paquistão, ou melhores informações sobre como lidar com as ondas de calor, Steiner completa, as soluções de longo prazo deveriam ser o corte na emissão de gases do efeito estufa, principalmente os originados pela queima de combustíveis fósseis.
"O ponto fundamental da mudança climática será levar o mundo a investir no gerenciamento do desastre ou no desenvolvimento", Steiner diz à Reuters. "Esta é a opção desta geração."
Campbell-Lendrum diz que o estudo de 2003 da Organização Mundial da Saúde pode ter subestimado o impacto de inundações como as que ocorreram no Paquistão e as ondas de calor na Rússia (mais de 70 mil pessoas morreram na Europa em 2003 em decorrência das ondas de calor).
Ele diz que a mudança climática era um argumento de apoio para serviços básicos de saúde em nações pobres, onde 830 milhões de pessoas sofrem de subnutrição e estão em risco maior.
Outros estudos ligaram o aquecimento com a disseminação de carrapatos e encefalite no noroeste da Europa. Um deles sugeriu maiores taxas de suicídio entre fazendeiros australianos durante as secas, segundo um painel sobre o clima das Nações Unidas. A mudança climática, porém, tem efeitos negativos e positivos - mais pessoas estão ameaçadas pelas ondas de calor, por exemplo, mas idosos também sobrevivem melhor com invernos mais amenos.
Os dados da EM-DAT mostram que mortes provocadas por desastres naturais têm diminuído de, aproximadamente, 500 mil pessoas por ano, um século atrás, para menos de 50 mil em anos mais recentes - os números incluem desastres não relacionados à mudança climática como os tsunamis e as erupções vulcânicas; o pior em anos recentes é o de 2004, com o tsunami do oceano Índico.
Fonte: Folha.com
6 setembro, 2010 - 16:51h
A Estação Ecológica tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas.
É de posse e domínio públicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites serão desapropriadas, de acordo com o que dispõe a lei. É proibida a visitação pública, exceto quando com objetivo educacional, de acordo com o que dispuser o Plano de Manejo da unidade ou regulamento específico. A pesquisa científica depende de autorização prévia do órgão responsável pela administração da unidade e está sujeita às condições e restrições por este estabelecidas, bem como àquelas previstas em regulamento.
Na Estação Ecológica só podem ser permitidas alterações dos ecossistemas no caso de:
I - medidas que visem a restauração de ecossistemas modificados;
II - manejo de espécies com o fim de preservar a diversidade biológica;
III - coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas;
IV - pesquisas científicas cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que aquele causado pela simples observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas, em uma área correspondente a no máximo três por cento da extensão total da unidade e até o limite de um mil e quinhentos hectares.
Fonte: Ambiente Brasil
6 setembro, 2010 - 16:49h
Tratos Culturais Existem dois problemas imediatos após o plantio: a mortalidade das mudas e o crescimento extremamente lento ou crescimento travado.
A produção de um maciço florestal depende dos fatores genéticos das espécies e sementes utilizadas, da capacidade do sítio e das técnicas de manejo adotadas. Após o plantio, a produção florestal pode ser influenciada pelos fatores:
1. Melhoramento das condições ambientais, como adubações controle de pragas e competição por ervas daninhas.
2. Diminuição da população original, através de desbastes, disponibilizando melhores condições de luz, nutrientes e água às plantas.
3. Aprimoramento da qualidade das árvores, através da poda.
Tratos Culturais Existem dois problemas imediatos após o plantio: a mortalidade das mudas e o crescimento extremamente lento ou crescimento travado.
Algumas semanas após o plantio, faz-se uma estimativa sobre o número das mudas que estão mortas. Por exemplo, em um plantio onde uma em cada 5 mudas está morta, significa que há uma porcentagem de sobrevivência de 80% ou uma mortalidade de 20%. Se a mortalidade das plantas apresenta-se muito alta, é preciso efetuar o replantio nos espaços livres. É necessário tomar cuidado com a demora do replantio, pois certos atrasos podem causar às mudas replantadas desvantagens permanentes, em crescimento e desenvolvimento.
São vários os fatores que influenciam a sobrevivência das mudas no início do plantio:
•A habilidade dos operários durante o plantio, a firmeza do solo ao redor das raízes e a profundidade das covas.
•As condições meteorológicas após o plantio.
•A qualidade das sementes, mudas com raiz nua ou mudas em embalagem.
•Condições desfavoráveis do solo, como superfície alagada ou erosão.
•Ataque de formigas, cupins ou fungos.
•Competição de ervas daninhas.
•Danos causados por animais (criação intensiva, etc.).
As mudas destinadas ao replantio devem ser de boa qualidade, um pouco maior que o normal e com raízes bem desenvolvidas.
O crescimento lento e deficiente, mesmo sem a ocorrência de pragas, pode ocorrer em qualquer período. Normalmente acontece antes do fechamento do dossel. Como aspectos visíveis: a má formação das acículas ou folhas e um crescimento anual de 1 ou 2 cm; contudo, existem vários fatores podem causar esta deficiência em crescimento e desenvolvimento:
•Seleção errada das espécies.
•Deficiência de nutrientes.
•Drenagem insuficiente do solo ou lixiviação excessiva.
•Problemas no solo, como compactação, erosão.
•Deficiência ou ausência da associação micorrízica.
•Capinas insuficientes, criação intensiva de animais, e outras.
Através de uma correta adubação, pode-se conseguir melhorar as condições dos solos empobrecidos ou compactados, enriquecer os solos, favorecer o crescimento das mudas, aumentar a resistência das plantas contra fungos, insetos e doenças. A adubação é recomendada, conforme os resultados das análises de solo realizadas em laboratório e de acordo com as exigências da espécie selecionada.
Nutriente Importância
Nitrogênio (N) É o elemento mais importante para a elaboração de substâncias no interior da célula e na clorofila, sendo portanto fundamental para os processos vitais da planta.
Fósforo (P) Mantém o crescimento das raízes, da inflorescência e das sementes, favorece o processo de lignificação e é importante para a atividade da microflora e microfauna do solo.
Potássio (K) Influencia a atividade das enzimas, regula o balanço de água das plantas e é componente indispensável para a constituição da celulose e do processo de lignificação.
Cálcio (Ca) Atua como regulador dos nutrientes das plantas, protege a formação da clorofila, tem importância como elemento da estrutura das plantas e é um bom desacidificador do solo.
Magnésio (Mg) Atua na formação das clorofilas e conseqüentemente tem influência na fotossíntese.
Em relação à limpeza do terreno, para evitar a competição de água, luz e nutrientes pelo mato e por ervas daninhas, há o método manual, através de coroamentos e roçadas; o mecânico, através de gradeação superficial, e o químico, através da aplicação de herbicidas.
Sempre que houver a competição por mato ou ervas daninhas, independente da época, deve-se fazer a limpeza. Principalmente na época de crescimento (primavera), o plantio deve estar isento destes problemas para facilitar e estimular um bom desenvolvimento, sem a competição.
Desbastes
Os desbastes são executados com diferentes finalidades, entre elas: o aumento da produção volumétrica, a melhoria da qualidade do produto final e para acelerar o retorno dos investimentos, diminuindo os riscos do projeto.
Os métodos de desbaste são:
Seletivo: tem por objetivo a seleção e a proteção das melhores árvores pela eliminação da competição com as árvores vizinhas. São classificados em:
Desbastes baixos - visam a supressão apenas de árvores dominadas (árvores que apresentam copas raquíticas comprimidas ou unilateralmente desenvolvidas), sendo empregados com bastante freqüência em povoamentos de Pinus. É a forma mais comum de desbaste seletivo. O resultado é um povoamento com um estrato apenas de árvores dominantes e codominantes.
Desbastes altos - visam a retirada principalmente de árvores codominantes (árvores que apresentam copas formadas, mas fracas, em desenvolvimento) dando às dominantes melhores condições de sobrevivência e crescimento.
Sistemático: neste desbaste não se leva em consideração a classe da copa nem a qualidade das árvores a serem retiradas. Normalmente são retiradas linhas inteiras de árvores; sendo assim, o peso do desbaste dependerá do número de linhas retiradas.
Seletivo-sistemático: neste caso corta-se, a cada número fixo de linhas, uma linha inteira e nas linhas que ficam faz-se um desbaste seletivo, de onde se retiram as piores árvores (finas, bifurcadas, quebradas).
Graus de intensidade dos desbaste
Desbaste baixo
Leve Elimina além das árvores doentes, as oprimidas.
Moderado Retira árvores doentes e dominadas.
Forte Árvores doentes, dominadas e algumas dominantes e codominantes.
Muito forte O povoamento fica somente composto por árvores com boa forma de fuste e copa, com bom espaço para crescimento e com distribuição simétrica no sítio.
Desbaste alto
Leve São retiradas todas as árvores mortas, esmorecidas e doentes. Além destas, eliminam-se algumas árvores das classes dominantes, para aumentar o espaço vital dos elementos deste grupo.
Forte As árvores do corte final são em geral selecionadas. Beneficia um certo número de árvores de melhor incremento do povoamento.
Outros métodos de desbastes que são utilizados:
Arruda Veiga: para este método, existe um limite máximo de assimilação dos fatores disponíveis como luz, água e nutrientes em relação à área basal do povoamento.
Deichmann: método desenvolvido especificamente para povoamentos de Araucaria angustifolia. Baseia-se no espaço ocupado pelo crescimento.
Pré-selecionado: consiste na seleção de árvores que ficarão para o corte final. O intervalo entre os desbastes, de aproximadamente três anos, sempre retirando as árvores mais próximas das selecionadas, visa dar melhor condição de luz, água e nutrientes às selecionadas.
Podas
A poda, que também é designada por derrama, desrama ou derramagem, é a supressão e o corte de galhos ou ramos ao longo do fuste, sendo uma alternativa viável para obtenção de madeira e produtos de alta qualidade, sem ocorrência de nós.
Nó é o ponto de inserção de um ramo no fuste da árvore. Nesse local as fibras sofrem um desvio de direção, afetando o valor tecnológico da madeira pela sua inserção, forma, sanidade e localização. Há vários tipos de nós, conseqüências da não efetivação da poda, ou de podas bem ou mal conduzidas.
Nó vivo: é aquele que faz parte da madeira em conseqüência de poda bem conduzida. O corte do galho é rente à casca, permitindo uma boa cicatrização. A madeira apresentará desenhos característicos que agregam beleza e valor comercial.
Nó soltadiço: nó aparentemente solto, mas que não é possível retirar com a pressão dos dedos. Afeta negativamente a qualidade do produto.
Nó morto ou solto: pode cair com a pressão dos dedos. Restringe o uso da madeira para fins menos nobres.
A poda pode ser natural, ou seja, ao longo do tempo, conforme fatores genéticos e densidade do plantio, os galhos secam e caem. A desrama natural, geralmente, é bastante eficiente em florestas de eucalipto.
A desrama natural pode ser acelerada pelo manejo da densidade do povoamento, embora com sacrifício do crescimento em diâmetro. O processo mais simples consiste em desenvolver e manter um estoque inicial denso o que, além de manter os galhos inferiores pequenos, causa-lhes também a morte. Geralmente, isso representa o melhor meio para condução de povoamentos de eucalipto, pois não só estimula a desrama natural, como também impede que os troncos se tornem curvos e engalhados.
Já a poda artificial vem a ser a operação de corte dos galhos, objetivando a produção de "madeira limpa", ou seja, isenta de nós, em rotação mais curta que a exigida com desrama natural, e também para prevenir a formação de nós soltos, produzindo madeira com nós firmes, mas não necessariamente limpa.
A poda artificial, além de evitar a ocorrência de nós que desvalorizam a madeira, também apresenta as seguintes vantagens:
•Evitar a presença de nós na madeira.
•Beneficiar o controle e combate a incêndios.
•Facilitar os trabalhos de relascopia e manejo.
Há, entretanto, alguns danos causados pela poda artificial: em galhos muito grossos, pode ocorrer a formação de bolsas de resina, prejudicando a qualidade da madeira, e na poda de galhos verdes poderá ocorrer o ataque de fungos e bactérias, causando o apodrecimento das pontas dos galhos.
Quando a finalidade da madeira a ser obtida for para laminados, faqueados e serraria, a poda se torna necessária. Já para madeiras destinadas para aglomerados e fábrica de papel e celulose, a poda é dispensada.
O DAP é o fator decisivo para determinar o momento adequado para a execução da poda. É indicado podar as melhores árvores em diâmetro, que possuam:
•Fuste sem bifurcações.
•Galhos finos.
•Copa bem desenvolvida.
•Ausência de doenças ou pragas.
É importante ressaltar que a parte mais valiosa da madeira (seu volume) está concentrada na parte inferior do fuste. Portanto, a altura da poda deve ser de no mínimo 5 metros e não mais que 10 metros do solo.
Tipos de poda:
Poda seca: os galhos mortos e secos são eliminados. Pode ser realizada em qualquer período do ano.
Poda verde: os galhos vivos, na maior parte da área com sombra da copa viva, são eliminados. É importante ressaltar que esta poda, realizada fortemente, pode provocar perdas de crescimento na altura e no diâmetro da árvore; por isso, deve atingir no máximo, um terço da copa viva. A melhor época para proceder esta poda é a de menor crescimento vegetativo, em que a cicatrização é mais rápida.
Procedimento da Poda
Em função dos tipos de equipamentos (poda manual ou com máquinas), uma árvore sempre deverá ser podada no sentido horário, com o intuito de ter o corte mais perto possível da casca. O corte deve ser em um único golpe, para não arrebentar o resto do galho.
Fonte: Redação Ambiente Florestal/Portal Ambiental
6 setembro, 2010 - 16:16h
Produtividade da cultura é muito baixa, com a introdução de outros cultivos na plantação como mandioca e feijão produtores conseguem pagar os custos da produção e obterem lucro.
Existem dois tipos de coqueiros no Brasil.
Os coqueiros anões são destinados à produção de água e apresentam uma boa produtividade, de 100 a 120 frutos por planta ao ano. Já o coqueiro gigante serve para a produção de coco seco e tem uma produtividade muito baixa, de 30 a 40 frutos por planta ao ano, o que está inviabilizando a cultura e fazendo com que muitos produtores deixem de produzir coco. A Embrapa Tabuleiros Costeiros está introduzindo o sistema de consórcio agroecológico para tornar a produção viável e melhorar a renda dos produtores. Com o espaçamento de dez metros entre os coqueiros, pode-se plantar, principalmente, mandioca, feijão e milho. Outra proposta é o uso da gliricídia como adubo verde e a compostagem orgânica para a adubação.
A Embrapa recomenda, principalmente, o híbrido de Coqueiro Gigante do Brasil com Coqueiro Anão Verde do Brasil para o consórcio agroecológico que é plantado com espaçamento de dez metros entre as plantas. Se não for plantada nenhuma cultura nesta área vazia, ela é invadida por plantas daninhas que danificam o coqueiral. A cultura a ser escolhida para o consórcio depende das condições da propriedade. Pode ser utilizado milho, feijão e amendoim, mas a mandioca é a mais indicada porque suporta melhor as condições do solo arenoso em que os coqueiros são cultivados.
- O produtor fica durante três ou quatro anos plantando coco gigante com mandioca, vai colhendo a mandioca e mantendo o seu rendimento até iniciar a produção do coco. O que está se fazendo de diferente agora é o sistema agroecológico, principalmente para o pequeno produtor, em que se elimina praticamente o uso de insumos químicos e utilizando compostos orgânicos a base de palhada e esterco. Se introduz ao sistema a gliricídia, que é uma leguminosa, plantada na linha de plantio do coqueiro que é periodicamente cortada e serve de adubação verde para o coqueiro. Nestes três ou quatro anos, o produtor do coco não teria lucro nenhum, só teria gastos, e com o consórcio ele tira lucro durante todo este tempo com o plantio de outras culturas. No mínimo, os custos de produção do coqueiro nestes quatro primeiros anos seriam cobertos por estas outras culturas como a mandioca - explica o engenheiro agrônomo Humberto Fontes, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros.
Fonte: Portal Dia de Campo
6 setembro, 2010 - 16:10h
Um estudo sobre o potencial econômico das Unidades de Conservação do Brasil, como parques e florestas públicas, é desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo é levar os resultados obtidos à COP-10, a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, que acontece em novembro, na cidade de Nagoya, no Japão.
A partir do estudo, será elaborado um diagnóstico das oportunidades econômicas que áreas de preservação brasileiras oferecem. "O país tem um amplo potencial de aproveitamento dos parques, que ainda é pouco conhecido e explorado", diz Fábio França de Araújo, diretor do departamento de áreas protegidas do MMA.
Das 310 áreas de conservação federais e 374 estaduais apenas 26,7% permitem variedade de usos econômicos, como ecoturismo, pesquisa científica, manejo de recursos florestais e agricultura. Nos Estados Unidos, por exemplo, o turismo em parques nacionais promove uma receita de US$ 15 bilhões na economia e gera 250 mil empregos.
Fonte: Globo Rural Online
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