Arquivos da categoria: 'DEFINIÇÕES'
9 agosto, 2010 - 14:20h
Pequim deseja que a próxima reunião das negociações da ONU sobre o clima, que será realizada em Tianjin em outubro, consiga avanços à cúpula de Cancún, no México, pois "a China continuará fazendo suas próprias contribuições para enfrentar o problema da mudança climática", disse Su Wei, chefe da delegação chinesa. Na reunião de princípios de outubro, as partes tentarão polir o texto estipulado em Bonn, na Alemanha, em 6 de agosto, e encontrar mais pontos em comum para a cúpula de Cancún, destacou Su à agência oficial Xinhua.
"Nesta etapa substancial das negociações, as partes precisam mostrar sua sinceridade e assumir os compromissos necessários para enfrentar um desafio comum à humanidade", acrescentou o negociador. No entanto, Su disse que perante Cancún, é necessário estar pronto para dois cenários, pois "embora estejamos dispostos a completar a missão da cúpula de Copenhague em 2009, que terminou apenas em um acordo político, a reunião pode não conseguir mais que sentar uma base sólida para a cúpula de 2011 na África do Sul", acrescentou.
"Diversos eventos climáticos extremos no mundo todo este ano nos trouxeram experiências de primeira mão sobre a mudança climática e aumenta a urgência de ações concretas para conduzir a situação, acelerar o ritmo das conversas sobre clima e transformar as palavras em ações sem demora", disse Su. Sobre a atitude da China, o negociador chinês disse que a sessão de outubro antes da cúpula de Cancún reflete a "atitude sincera" de Pequim e sua grande atenção ao processo de negociação climática da ONU.
Fonte: Portal Terra
8 agosto, 2010 - 22:39h
O NIEA-NM é formado por representantes do Ministério Público de Minas Gerais, através da Coordenadoria Regional das Promotorias do Rio São Francisco, Sub-bacia do Rio Verde Grande e Bacia do Rio Pardo (PJSF), representantes do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (ICA/UFMG), representantes da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) e da Fundação Santo Agostinho (FUNDASA). O núcleo foi criado através do convênio 56/2006 e reúne semanalmente na sede da Coordenadoria das Promotorias em Montes Claros. As reuniões são abertas, para participar basta comparecer.
Embasado nas denominadas “premissas Werneckianas" para lida com a questão socioambiental:
- Sensibilização das pessoas para a causa ambiental;
- Cuidar da pessoa humana para cuidar do Rio;
- Valorização da familia como céulula potencializadora de solução de problemas ambientais;
- Discurso otimista em relaçao à possibilidade de sustentabilidade sócio ambiental;
- "Trabalhar com e não contra ninguém".
A partir dessa ótica humanista e das próprias características da região, notadamente, baixos índices de desenvolvimento humano-municipal, características antropológicas de pelo menos seis espécies de populações tradicionais (Vazanteiros, Veredeiros, Geraizeiros, Quilombolas Pescadores e Xacriabás) todas, de uma forma ou de outra, muito ligadas ao extrativismo dos recursos naturais e com ligação sui generis com o Rio, aliadas a resultados de diagnósticos realizados em parceria com as instituições integrantes do NIEA, foram identificados os principais desafios que estavam a contribuir negativamente para o aumento do dilema crescimento econômico X preservação ambiental X problemas sociais:
- Conflitos socioambientais decorrentes da baixa disponibilidade hídrica;
- Grandioso passivo ambiental decorrente de implantação de monocultura na região;
- Vácuo jurídico no âmbito local/inexistência de sistemas municipais de meio ambiente;
- Atividade acadêmica pouco voltada para a extensão e pesquisa, em importantes regiões da bacia existentes na região;
- Pouca articulação entre os órgãos de fiscalização;
- Desconfiança da população acerca do Programa de Revitalização do Rio São Francisco.
Feito este diagnóstico passou-se ao estabelecimento de metas e programas tendentes alcançá-los, consoante estratégia institucional abaixo:
Fonte: http://www.niea.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15&Itemid=11
23 julho, 2010 - 09:30h
A Amazônia perdeu uma área de 109,6 quilômetros quadrados (km²) em maio de 2010, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A derrubada é 12% menor do que a registrada pelos satélites no mesmo mês do ano passado e, somada aos resultados dos últimos meses, pode sinalizar uma tendência de queda na taxa anual do desmatamento. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comentou os dados do Inpe.
Os números do desmatamento mês a mês são calculados pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que monitora áreas maiores do que 25 hectares e serve para direcionar a fiscalização ambiental.
No acumulado de agosto de 2009 a maio de 2010 – primeiros dez meses do calendário oficial do desmatamento – o Deter registrou uma área de 1.567 km² a menos de florestas. O acumulado é 47% menor do que o registrado pelo Deter no período anterior (agosto de 2008 a maio de 2009), quando a soma atingiu 2.960 km².
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse dia 22/07/10, que a taxa anual de desmatamento na Amazônia deste ano é ainda menor do que a registrada em 2009. "Se no ano passado já tivemos o menor desmatamento da Amazônia, esse ano vai ser o menor do menor", disse a ministra, ao comentar os dados mais recentes do Inpe.
Izabella acredita que a tendência de queda pode antecipar o cumprimento da meta brasileira de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia até 2020, principal compromisso da meta nacional de redução de emissões de gases do efeito estufa.
"Nossa expectativa é bastante positiva e otimista frente aos compromissos que o Brasil assumiu internacionalmente. Estamos não só reduzindo o desmatamento, mas começando a mudar o patamar na questão das emissões".
O diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Luciano Evaristo, atribui a redução do desmatamento à mudança na estratégia das operações de fiscalização na Amazônia Legal.
"O resultado demonstra que acertamos ao fazer um mapa com as áreas críticas. Chegamos nessas áreas e conseguimos neutralizar focos mais importantes, como a BR-163. Também apertamos o cerco na Transamazônica e em outras rodovias no Pará", avaliou.
De acordo com a ministra, o monitoramento da Amazônia vai ser aprimorado nos próximos meses, com a ampliação da utilização de um sistema japonês, que consegue observar o desmatamento mesmo quando há coberura de nuvens sobre uma região.
Fonte: http://www.agrosoft.org.br
29 maio, 2009 - 14:35h
As "raças" e o racismo são uma invenção recente na história da humanidade. O conceito de que existem diferentes "raças humanas" foi criado pelo próprio homem e ganhou força com base em interesses de determinados grupos, que necessitavam de justificativas para a dominação sobre outros grupos.
A afirmação é do geneticista Sérgio Pena, autor do livro "Humanidade Sem Raças?" (Publifolha, 2008), da Série 21. O título tem formato de ensaio e aborda o conceito de "raças" e o racismo de forma sintética. Saiba mais sobre o livro
O autor examina a questão sob o prisma da biologia e da genética moderna, com uma perspectiva histórica. E propõe, já no trecho de abertura do livro, que pode ser lido abaixo, a necessidade da "desinvenção" imediata do conceito de "raças".
"Perversamente, o conceito tem sido usado não só para sistematizar e estudar as populações humanas, mas também para criar esquemas classificatórios que parecem justificar o status quo e a dominação de alguns grupos sobre outros", afirma o autor. "Assim, a sobrevivência da ideia de raça é deletéria por estar ligada à crença continuada de que os grupos humanos existem em uma escala de valor."
Leia abaixo o trecho de introdução de "Humanidade Sem Raças?". O texto mantém a ortografia original do livro, publicado em 2008.
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A Bíblia nos apresenta os Quatro Cavaleiros do Apocalipse: Morte, Guerra, Fome e Peste. Com os conflitos na Irlanda do Norte, em Ruanda e nos Bálcãs, no fim do século passado, e após o 11 de Setembro, a invasão do Afeganistão e do Iraque e os conflitos de Darfur no início do século 21, temos de adicionar quatro novos cavaleiros: Racismo, Xenofobia, Ódio Étnico e Intolerância Religiosa.
Neste livro vamos examinar um desses: o racismo, com o seu principal comparsa, a crença na existência de "raças humanas". Proponho demonstrar que as raças humanas são apenas produto da nossa imaginação cultural. Como disse o epidemiologista americano Jay S. Kaufman, as raças não existem em nossa mente porque são reais, mas são reais porque existem em nossa mente.1
Acredito que a palavra devia ser sempre escrita entre aspas. Como isso comprometeria demais a apresentação do texto, serão omitidas aqui, mas gostaria de sugerir que o leitor as mantivesse, imaginariamente, a cada ocorrência do termo. No passado, a crença de que as raças humanas possuíam diferenças biológicas substanciais e bem demarcadas contribuiu para justificar discriminação, exploração e atrocidades. Ao longo dos tempos, esse infeliz conceito integrou-se à trama da nossa sociedade, sem que sua adequação ou veracidade tenham sido suficientemente questionadas.
Perversamente, o conceito tem sido usado não só para sistematizar e estudar as populações humanas, mas também para criar esquemas classificatórios que parecem justificar o status quo e a dominação de alguns grupos sobre outros. Assim, a sobrevivência da idéia de raça é deletéria por estar ligada à crença continuada de que os grupos humanos existem em uma escala de valor. Essa persistência é tóxica, contaminando e enfraquecendo a sociedade como um todo.
Henry Louis Gates Jr. (1950), professor da Universidade de Harvard e diretor do Instituto w.e.b. Du Bois de Pesquisa Sobre Africanos e Afro-Americanos, é um brilhante intelectual norte-americano da atualidade. Em um artigo intitulado "A Ciência do Racismo", recentemente publicado online na revista The Root, Gates faz a seguinte afirmativa: "[…] a última grande batalha sobre o racismo não será lutada com relação ao acesso a um balcão de restaurante, a um quarto de hotel, ao direito de votar, ou mesmo ao direito de ocupar a Casa Branca; ela será lutada no laboratório, em um tubo de ensaio, sob um microscópio, no nosso genoma, no campo de guerra do nosso DNA. É aqui que nós, como uma sociedade, ordenaremos e interpretaremos a nossa diversidade genética".2
Vou seguir a sugestão de Gates e examinar toda a questão das raças humanas e do racismo sob o prisma da biologia e da genética moderna, com uma perspectiva histórica. Assim, contrasto três modelos estruturais da diversidade humana. O primeiro, com base na divisão da humanidade em raças bem definidas, foi desenvolvido nos séculos 17 e 18 e culminou no racismo científico da segunda metade do século 19 e no movimento nazista do século 20. Esse equivocado modelo tipológico definiu as raças como muito diferentes entre si e internamente homogêneas. E foi essa crença de que as diferentes raças humanas possuíam diferenças biológicas substanciais e bem demarcadas que contribuiu para justificar discriminação, exploração e atrocidades.
O segundo foi o modelo populacional. Incorporando novos conhecimentos científicos, ele surgiu após o final da Segunda Guerra Mundial, e fez a divisão da humanidade em populações, que passaram a ser corretamente percebidas como internamente heterogêneas e geneticamente sobrepostas. Infelizmente ele se degenerou em um modelo "populacional de raças" e tem sido compatível com a continuação do preconceito e da exploração.
O que proponho para o século 21 é a substituição desses dois modelos prévios por um novo paradigma genômico/individual de estrutura da diversidade humana, que vê essa espécie dividida não em raças ou populações, mas em seis bilhões de indivíduos genomicamente diferentes entre si, mas com graus maiores ou menores de parentesco em suas variadas linhagens genealógicas.
Este terceiro e novo modelo genômico/individual valoriza cada ser humano como único, em vez de enfatizar seu pertencimento a uma população específica, e está solidamente alicerçado nos avanços da genômica, especialmente na demonstração genética e molecular da individualidade genética humana e na comprovação da origem única e recente da humanidade moderna na África. Ele é fundamentalmente genealógico e baseado na história evolucionária humana - enfatiza a individualidade e a singularidade das pessoas e o fato de que a humanidade é uma grande família. Nele, a noção de raça humana perde totalmente o sentido e se desfaz como fumaça.
A mensagem principal deste livro é que se deve fazer todo esforço em prol de uma sociedade desracializada, que valorize e cultive a singularidade do indivíduo e na qual cada um tenha a liberdade de assumir, por escolha pessoal, uma pluralidade de identidades, em vez de um rótulo único, imposto pela coletividade. Esse sonho está em perfeita sintonia com o fato demonstrado pela genética moderna: cada um de nós tem uma individualidade genômica absoluta, que interage com o ambiente para moldar uma exclusiva trajetória de vida.
A Invenção das Raças
Parece existir uma noção generalizada de que o conceito de raças humanas e sua indesejável conseqüência, o racismo, são tão velhos como a humanidade. Há mesmo quem pense neles como parte essencial da "natureza humana". Isso não é verdade. Pelo contrário, as raças e o racismo são uma invenção recente na história da humanidade.
Desde os primórdios da humanidade houve violência entre grupos humanos, mas só na era moderna essa violência passou a ser justificada por uma ideologia racista. De fato, nas civilizações antigas não são encontradas evidências inequívocas da existência de racismo (que não deve ser confundido com rivalidade entre comunidades). É certo que havia escravidão na Grécia, em Roma, no mundo árabe e em outras regiões. Mas os escravos eram geralmente prisioneiros de guerra e não havia a idéia de que fossem "naturalmente" inferiores aos seus senhores. A escravidão era mais conjuntural que estrutural - se o resultado da guerra tivesse sido outro, os papéis de senhor e escravo estariam invertidos.
A emergência do racismo e a cristalização do conceito de raças coincidiram historicamente com dois fenômenos da era moderna: o início do tráfico de escravos da África para as Américas e o esvanecimento do tradicional espírito religioso em favor de interpretações científicas da natureza.
Diversidade Humana
Antes de prosseguirmos, proponho ao leitor um simples experimento. Dirija-se a um local onde haja grande número de pessoas - uma sala de aula, um restaurante, o saguão de um edifício comercial ou mesmo a calçada de uma rua movimentada. Agora observe cuidadosamente as pessoas ao redor.
Deverá logo saltar aos olhos que somos todos muito parecidos e, ao mesmo tempo, muito diferentes. Podemos ver grandes similaridades no plano corporal, na postura ereta, na pele fina e na falta relativa de pêlos, características da espécie humana que nos distinguem dos outros primatas.
Por outro lado, serão evidentes as extraordinárias variações morfológicas entre as diferentes pessoas: sexo, idade, altura, peso, massa muscular e distribuição de gordura corporal, comprimento, cor e textura dos cabelos (ou ausência deles), cor e formato dos olhos, formatos do nariz e lábios, cor da pele etc.
Essas variações são quantitativas, contínuas, graduais. A priori, não existe absolutamente qualquer razão para valorizar uma ou outra dessas características no exercício de perscrutação. Mas logo se descobre que nem todos os traços têm a mesma relevância. Alguns são mais importantes; por exemplo, quando reparamos que algumas pessoas são mais atraentes que outras.
Além disso, há características que podem nos fornecer informações sobre a origem geográfica ancestral das pessoas: uma pele negra pode nos levar a inferir que a pessoa tenha ancestrais africanos, olhos puxados evocam ancestralidade oriental etc. Mas isso é tudo: não há nada mais que se possa captar à flor da pele.
Pense bem. Como é possível que o fato de possuir ancestrais na África faça o todo de uma pessoa ser diferente de quem tem ancestrais na Ásia ou Europa? O que têm a pigmentação da pele, o formato e a cor dos olhos ou a textura do cabelo a ver com as qualidades humanas singulares que determinam uma individualidade existencial? Tratar um indivíduo com base na cor da sua pele ou na sua aparência física é claramente errado, pois alicerça toda a relação em algo que é moralmente irrelevante com respeito ao caráter ou ações daquela pessoa.
1 Kaufman, J. S., "How Inconsistencies in Racial Classification Demystify The Race Construct in Public Health Statistics". Em: Epidemiology, 10:108-11, 1999.
2 Gates, H. L., "The Science of Racism". Em: The Root (www.theroot.com/id/46680/output/print), 2008.
Fonte: FOLHA ONLINE
2 agosto, 2008 - 09:46h
O gelo do Ártico não deve repetir neste ano o encolhimento recorde de 2007, mas novas pesquisas sugerem que está ocorrendo uma perda lenta e gradual, segundo especialistas.
Os dados de 2007 sugeriam que o Pólo Norte poderia pela primeira vez ficar sem gelo neste verão, o que seria letal para criaturas como ursos polares, mas por outro lado seria útil para empresas de navegação e exploração de gás e petróleo.
"Provavelmente não haverá um novo recorde mínimo de gelo no Ártico em setembro próximo", disse Ola M. Johannessen, do Centro Ambiental Nansen de Sensoreamento Remoto, no oeste da Noruega.
Atualmente, o gelo do Ártico ocupa cerca de 6 milhões de quilômetros quadrados - equivalente à Austrália - ou seja, está cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados maior do que no final de julho de 2007, mas bem abaixo da média das últimas décadas.
Mark Serreze, do Centro Nacional de Dados da Neve e do Gelo dos EUA, disse que no ano passado houve uma conjunção de fatores que favoreceram o degelo, mas não se repetiram neste ano. Em maio, o instituto considerava "bastante possível" que o Ártico ficasse sem gelo neste verão.
O encolhimento dramático de 2007, superando o recorde de 2005, estimulou mais debates sobre o aquecimento global, num momento em que os governos se preparam para negociar um novo tratado climático que substitua o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
Johannessen entregou à Reuters um estudo até agora inédito mostrando que nas últimas décadas há uma coincidência de 90 por cento entre o aumento das emissões dos gases do efeito estufa (especialmente pela queima de combustíveis fósseis) e o recuo do gelo polar.
"Empiricamente, 90 por cento do decréscimo da extensão do gelo marinho é 'responsabilidade' do aumento do dióxido de carbono na atmosfera", escreveu ele no estudo, a ser publicado na edição de agosto da Academia Chinesa de Ciências.
Se essa correlação se mantiver, até 2050 a extensão média do gelo será vários milhões de quilômetros menor do que previsto pelo Painel Climático da ONU, que reúne 2.500 cientistas do mundo todo, segundo o novo estudo.
Serreze disse manter a previsão de que o oceano Ártico ficará sem gelo no verão até 2030, ou seja, décadas antes do que prevê o Painel Climático.
O Ártico se aquece ao dobro do ritmo médio do planeta nas últimas décadas. Como o gelo e a neve refletem o calor, qualquer degelo revela faixas escuras de terra e mar, o que atrai o calor do sol e acelera ainda mais o descongelamento.
Fonte: Estadão Online
9 agosto, 2007 - 14:10h
Estudo liderado pelo paleoclimatologista Curt Stager sugere que chuvas inesperadamente fortes que atingiram o leste da África ao longo do século 20 precederam picos na atividade de manchas solares em cerca de um ano.
Sabendo que as manchas solares atingem pontos máximos em ciclos de cerca de 11 anos, os pesquisadores esperam que os novos dados ajudem a evitar epidemias disseminadas por insetos. O trabalho aparece na edição desta terça-feira (07) do Journal of Geophysical Research.
"Esperamos que as pessoas usem esta pesquisa para prever eventos de chuva pesada", disse Stager, segundo nota divulgada pela Fundação Nacional de Ciência (NSF) dos EUA. "Esses eventos levam a erosão, enchentes e doenças".
Manchas solares representam um aumento na energia emitida pelo Sol. O próximo pico do ciclo de 11 anos é esperado para o período 2011-2012.
Se o padrão se mantiver, chuvas deverão ser torrenciais no ano anterior. Como mosquitos e outros insetos transmissores de doença prosperam no clima úmido, chuvas pesadas podem prenunciar surtos e epidemias.
Os pesquisadores valeram-se de registros de chuva de até 100 anos atrás. Registros históricos do nível dos lagos Tanganica, Victoria e Naivasha também parecem confirmar a ligação.
Fonte: Estadão Online
29 outubro, 2006 - 20:00h

O QUE É UM ANIMAL SILVESTRE?
Você sabia que o Brasil é um dos países do mundo que mais exporta animais silvestres ilegalmente? É um negócio que movimenta mais de 1 bilhão de dólares e comercializa cerca de 12 milhões de animais anualmente. Uma das maiores ameaças à natureza.
Para ajudar você saber mais sobre o assunto, retrataremos as questões elaboradas pela WWF-Brasil. Leia e colabore nessa luta pela salvação da fauna brasileira.
O que é um animal silvestre?
Animal silvestre não é o doméstico. O doméstico já está acostumado a viver perto das pessoas, como os gatos, cachorros, galinhas e porcos, entre outros. Já o animal silvestre foi tirado da natureza e reage à presença do ser humano. Por essa razão, tem dificuldades para crescer e se reproduzir em cativeiro. O papagaio, a arara, o mico e o jabuti, ao contrário do que muitos pensam, são animais silvestres.
O que é o tráfico de animais silvestres?
Tráfico é o comércio ilegal. Traficar animais significa capturá-los na natureza, prendê-los e vendê-los com o objetivo de ganhar dinheiro. Se participamos disso, estamos contribuindo para o tráfico de animais. Acredita-se que o comércio ilegal de animais movimente cerca de 10 bilhões de dólares por ano em todo o mundo. Só o tráfico de drogas e armas é maior.
O que o tráfico de animais silvestres tem a ver comigo?
Todos os seres vivos dependem da natureza para sobreviver, pois é dela que obtemos desde alimentos até remédios. Os animais são parte fundamental da cadeia. Se forem extintos ou se tornarem raros, comprometem todo o equilíbrio da natureza.
Qual a participação do Brasil no tráfico internacional de animais?
Há uma relação entre o tráfico nacional e o internacional: o Brasil possui um grande comércio interno de animais, que sustenta os traficantes que agem no país e servem como intermediários para os traficantes internacionais. Se o tráfico interno diminuir, o número de animais brasileiros levados para o exterior também será menor.
Quais são as principais rotas do tráfico de animais no Brasil?
A maioria dos animais silvestres é capturada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Mas a principal rota de transporte desses animais está no sentido da região Nordeste para a Sudeste. Há verdadeiras redes organizadas para enganar a fiscalização existente nas principais rodovias do país. Essas redes agem de forma que os animais sejam transportados por até 3.000 quilômetros de distância sem que os traficantes sejam descobertos. A maior parte do público consumidor está no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Como os animais são transportados até as feiras para serem vendidos?
Os meios de transporte mais usados pelos traficantes são caminhões, ônibus interestaduais e carros particulares. Os animais são transportados nas piores condições possíveis. São escondidos em fundos de malas ou caixotes, sem ventilação, e ficam vários dias sem comer e sem beber. Resultado: de cada 10 animais capturados, nove morrem no caminho e um chega às mãos dos compradores.
Você sabia que os traficantes mutilam os animais?
Alguns traficantes costumam rodar os micos pelo rabo para que eles fiquem tontos e passem ao comprador a imagem de que são animais mansos. Muitos cegam os pássaros e cortam as suas asas para que eles não fujam e arrancam os dentes e serram as garras dos animais para que eles se tornem menos perigosos.
Quais são os animais mais vendidos?
O papagaio é a ave mais vendida no Brasil e no exterior. Depois dele vêm as araras, os periquitos, micos, tartarugas e tucanos.
Por que (mesmo tratando bem) não devemos ter animais silvestres em casa?
Cuidar de animais silvestres em casa pode parecer uma forma de amar a natureza, mas não é. Lugar de bicho é em seu habitat natural, e não nas cidades. Quem realmente gosta dos animais vai querer que eles fiquem onde se sintam mais felizes.
Por que comprar bichos é ilegal?
Ter animais silvestres como bichos de estimação é ilegal conforme a Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605 / 98. Ela proíbe a utilização, perseguição, destruição e caça de animais silvestres e prevê pena de prisão de seis meses a um ano, além de multa para quem a desrespeitar.
O que fazer ao encontrar alguém vendendo animais silvestres?
Primeiro, certifique-se de que os animais que estão sendo vendidos são silvestres e pertencem à fauna brasileira. Clique aqui e saiba como proceder para realizar sua denúncia
Quais são os problemas de quem cria animais em casa?
Ser dono de animal silvestre não é uma atividade muito segura. Entre os principais problemas estão o risco de ataques e a transmissão de doenças como a malária, a febre amarela e várias viroses desconhecidas.
Quais são os problemas para os animais que são criados em casa?
Ele pode perder a sua identidade. Pode sofrer de solidão e ter dificuldades para se reproduzir. Também sofre porque fica em espaço físico reduzido, come alimentos inapropriados e pode pegar doenças que nos seres humanos têm pouca gravidade (gripe, herpes etc), mas que podem ser fatais para os animais.
Fonte: wwwf.org.br
Foto: lobo-guará
19 outubro, 2006 - 10:41h

Mais de 1.400.000 de espécies foram descritas e receberam nomes latinos. Muitas, mas particularmente nas regiões pouco exploradas dos trópicos, aguardam a descoberta pela ciência.
Alguns especialistas estimaram que o número final de espécies poderia estar entre 10 e 30 milhões, a grande maioria delas insetos. Estas estimativas podem estar influenciadas, mas é incontestável que dividimos este planeta com vários milhões de outras espécies de plantas, animais e microrganismos.
Fazer listas dos nomes das espécies é uma forma de tabelar a diversidade. O conceito de biodiversidade também inclui os atributos únicos de todas as coisas vivas.
Deste modo, embora todas as espécies difiram de todas as outras no nome que a ciência as designa, elas também diferem na forma pela qual suas adaptações definem o seu espaço no ecossistema.
Por exemplo, diferentes espécies de plantas têm diferentes tolerâncias as condições do solo e ao stresse de água e possuem defesas díspares contra os herbívoros; elas também diferem na forma de crescimento e nas estratégias de polinização e dispersão de sementes.
Fonte: Ricklefs
http://fotolog.terra.com.br/ecologiabr
14 setembro, 2006 - 10:23h
Nome comum: Jaguatirica
Nome científico: Felis pardalis.
Nome em inglês: "Ocelot".
Ordem: Carnívora.
Família: Felidae.
Habitat: Cerrado, Caatinga, Pantanal, Florestas Tropicais e Sub-Tropicais.
Distribuição geográfica: Sudoeste do Texas (EUA) e do Oeste do México até o Norte da Argentina.
Características: O adulto pode pesar até 15 kg e medir 50 cm de altura, sendo considerado um felino de médio porte. Seus hábitos são diurnos/noturnos.
Gestação: Dura cerca de 70 a 85 dias.
Número de filhotes: 01 a 04.
Alimentação: Aves, répteis, roedores, coelhos, cutias, e pacas. Em cativero alimenta-se de carne picada e pequenos animais abatidos.
artigo completo em pdf
13 setembro, 2006 - 21:36h
Ema
Nome Popular: Ema, Nhandu.
Classe: Aves
Ordem: Rheiformes
Família: Rheidae
Nome científico: Rhea americana
Nome vulgar: Ema
Categoria: Vulnerável
Características físicas: o dorso é marrom acinzentado, com a parte inferior mais clara. O macho distingue-se por ter a base do pescoço negra. Tem as pernas fortes e três dedos nos pés. Maior ave do continente, um adulto macho pode atingir 1,70 m de comprimento e pesar até 34 kg.
Habitat: Vive nas regiões campestres e nos cerrados do Nordeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil, assim como na Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.
13 setembro, 2006 - 20:12h

Cachorro-do-mato
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Espécie: Cerdocyon thous
Nome popular: Cachorro do mato, graxaim, lobinho, guaraxo
Habitat: é adaptado a diferentes Habitats, mais comum em áreas de cerrados ou matas ciliares.
Alimentação: invertebrados, vertebrados (pequenos roedores) e frutas. Nos Lhanos, o caranguejo faz parte da dieta na estação seca.
Reprodução: período de gestação em torno de 53 dias; 5 filhotes por parto, em média
Tamanho adulto: 65 cm de comprimento e 30 cm de altura
Peso: 8 quilos
Tempo de vida: aproximadamente 10 anos
Categoria: Vulnerável
Distribuição: Norte da América do Sul (do sul do Amazonas ao Paraguai)
Observações: animal de hábitos essencialmente noturnos, vive em pares monogâmicos que ocupam territórios exclusivos delimitados pela urina. Os jovens começam a caçar a partir de seis semanas de idade junto dos pais, com os quais podem permanecer mais de um ano.
Peso: 8 quilos
Tempo de vida: aproximadamente 10 anos
Categoria: Vulnerável
Peculiaridades: Esse cachorro medroso, que se esconde das pessoas, come gafanhotos, besouros e frutinhas do mato e no auge da ousadia invade galinheiros, foi falsamente acusado de ser o "chupa cabra", um animal lendário, inventado no México, e depois acusado de matar cabras, carneiros e até bois e cavalos na América Central e no interior do Brasil. O "chupa cabra" não existe, pois são mortes por fatores variados que lhe são atribuídas, mas, se existisse, jamais poderia ser esse cachorro do-mato, que não tem porte sequer para atacar uma cabra.Comum em qualquer mata, inclusive na periferia das cidades, em cativeiro esse animal gosta mesmo é de banana e mais ainda de maçã, mas dificilmente fica manso e nunca vem buscar a comida na mão da gente, por mais que conheça o tratador.Vivendo isolado ou no máximo com a companheira, o cachorro do mato é bastante perseguido pela crença de que ataca as criações, mas não chega a correr risco, porque é muito prolífico, chegando a ter seis filhotes por parto. Como os pais são dedicados, o que é regra entre os canídeos, é comum todos os filhotes sobreviverem, o que garante uma população estável, compensando os cachorros do mato mortos pelos sitiantes e fazendeiros.
Referências Bibliográficas
http://www.hotelsaladerocue.com.br/fauna_guaraxo.htm
http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/mamifero/cac_mato.html
http://www.procarnivoros.org.br/animais_cac.htm
http://www.ambientebrasil.com.br/
www.cactos.com.br
www.internationalpaper.com.br
www.juarezsilva.com.br/ gal_fau_mam07.htm
www.sinomar.com.br/
www.mma.gov.br
www.polmil.sp.gov.br/unidades/cpfm/faunext.htm
http://www.portalbrasil.net/cerrado_faunaeflora.htm
http://www.brigadamilitar.rs.gov.br/
http://www.semad.mg.gov.br/pesquisa_fauna.asp
Queiroz, Luiz R. de S. 100 animais brasileiros publicados no Estadão O estado de São Paulo, 1997.
Foto: Juarez Silva
Autor: Fabiana Lopes Ramos de Oliveira, estudante do curso de Zootecnia na Universidade Federal de Viçosa/UFV.
Enviado para o site www.ambienteemfoco.com.br em 13/09/2006
13 setembro, 2006 - 19:57h

BOTO-COR-DE-ROSA
Nome Popular: Boto-cor-de-rosa
Nome Científico: Inia geofrensis
Comprimento: Entre 2 e 2,5 metros
Família: Platanistidae
Peso: Entre 100 e 160 kg
Distribuição: No Brasil ocorrem na Bacia do Amazonas
Características: Rostro longo, melão bem destacado, olhos muito pequenos, corpo alongado, nadadeira dorsal reduzida a uma corcova baixa, nadadeiras peitorais largas, achatadas e flexíveis, a dentição é do tipo heterodonte.
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13 setembro, 2006 - 06:33h

Falar-se sobre o conceito de biodiversidade, nunca será demais recordar que estamos diante de um neologismo.
Não se acha o verbete, até o momento, registrado no dicionário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira[1]; nem no Michaelis[2]; tampouco no Diccionario de la Real Academia Española [3], ou no Dictionnaire de l'Académie Française, sendo o mesmo encontrado, porém, nas mais modernas edições nos dicionários de língua inglesa.
A par das mais variadas conceituações existentes, todas elas destacando, em última análise, a universalidade dos seres vivos do nosso planeta e de todas as suas variações genéticas, cumpre anotar que a definição adotada pela Convenção sobre Diversidade Biológica, assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada na cidade do Rio de Janeiro, no período de 5 a 14 de junho de 1992 - igualmente conhecida como Convenção da Biodiversidade - da qual é signatário o nosso país, considera a biodiversidade como "a variabilidade dos organismos vivos de toda origem, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas".
Todos os danos ambientais, assim, de que a sociedade tecnológica atual é absolutamente pródiga em dar exemplos, são agressões à biodiversidade. Prepondera nessa mesma sociedade que se revela axiologicamente míope relativamente aos perigos que ela engendra para o bem estar da Humanidade a chamada «lógica do mercado», que poderia ser resumida, grosso modo, na insaciável vontade de privatizar, tanto quanto possível, os lucros e de socializar ao máximo os prejuízos…
Com efeito, não parece necessário um grande esforço de análise crítica para perceber que o homem, quase sempre escravo de uma sociedade arrogante e argentária, tem devastado a própria casa onde mora, não obstante tenha dado isoladas contribuições positivas para a mudança da face da Terra. Mas estas últimas foram a exceção e não a regra, como seria desejável…
Na maioria das vezes, infelizmente, ele fez de seu próprio habitat uma festa espandongada…. Nos primórdios, a sua ação predatória dava-se para facilitar a caçada dos cervos, sendo útil, para tal fim, que se queimasse a vegetação rasteira, aumentando-se a visibilidade…Posteriormente, no início da atividade agrícola, o corte e a queima de florestas ocorria por causa da necessidade de novos espaços para plantar-se o alimento… Já durante os séculos XVI, XVII e XVIII, as florestas eram vorazmente dizimadas para que alguns países, como a França, a Espanha e a Inglaterra, por exemplo, construíssem os seus navios…
Irrecusável, pois, a constatação de que o homem, fosse movido por necessidades de sobrevivência, fosse motivado por objetivos gananciosos, fosse, enfim, guiado por interesses diversos, não pudesse cuidar adequadamente sequer de seu próprio lar dentro do qual ele vive e escreve a sua mágica aventura sobre a Terra…
Também não me parece necessária uma análise muito acurada para perceber, no contexto da civilização atual, que os países detentores de tecnologia não estão dispostos a abdicar de sua supremacia social e econômica, sacramentada por um regime jurídico de transferência empresarial de tecnologia que outra coisa não faz senão perpetuar a desigualdade de fato existente.
Mostrou-o há tempos o Eminente Prof. Fábio Konder Comparato, em luminosa conferência pronunciada no II Seminário Nacional de Propriedade Industrial, realizada no Rio de Janeiro, nos idos de 1982, na qual esse jurista evidenciava a insuficiência do chamado direito industrial para que se operasse a necessária transformação radical, quer no âmbito da organização interna dos países pobres, quer no da estrutura das relações internacionais, pelas quais perpassa toda a problemática da transferência de tecnologia[4].
Já nas linhas conclusivas dessa penetrante investigação, ensinara o citado professor[5]:
«É preciso, afinal, reconhecer e proclamar a evidência: em regime de livre concorrência entre unidades econômicas que obedecem à lei do lucro máximo, a desigualdade é sempre mais reforçada e acaba anulando a liberdade econômica, em nome da qual se erigiu o sistema. As relações empresariais, no mercado mundial, são relações de poder, com fins egoístas; e o poder econômico existe, hoje, sempre mais em função da acumulação tecnológica. Ora, na lógica do poder, ninguém se despoja de sua supremacia voluntariamente.
Por outro lado, as nações subdesenvolvidas já não podem ser mantidas na ilusão de que, um dia, chegarão a igualar o nível de vida dos países opulentos. Seria isto repetir, de forma tragicamente coletiva, a velha fábula da rã e do boi».
Alguns insucessos da Convenção da Biodiversidade, realizada em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, viriam demonstrar o acerto daqueles considerações tecidas tantos anos antes pelo Prof. Comparato. Bastaria lembrar, a esse propósito, os resultados a que lá se chegou em matéria de acesso e compartilhamento dos benefícios oriundos dos recursos genéticos vegetais para alimentação e para a agricultura.
Sabe-se, em princípio, que a recusa dos Estados Unidos da América no sentido de aderirem àquela Convenção não derivava do questionamento da necessidade de meios aptos à preservação da biodiversidade de resto já proclamada pelos países desenvolvidos desde 1982[6], mas sim da posição assumida pelos meios empresariais privados dos países tecnologicamente desenvolvidos[7]…
Assinale-se, também, ter sido a Europa o primeiro continente a preocupar-se com a devastação planetária. O Tratado da Comunidade Econômica Européia, hoje União Européia, estabelecera alguns princípios tendentes à proteção do meio ambiente. E o Jornal Oficial das Comunidades Européias, de 30 de julho de 1998, publicou a Diretiva 98/44/CE do Parlamento Europeu e do Conselho da União Européia, importante documento sobre a proteção jurídica das invenções biotecnológicas, após uma série de 56 consideranda.
_____________________________________________________________________ [1] «Novo Dicionário da Língua Portuguesa», Editora Nova Fronteira S.A., 1975. Edições mais recentes também não o contemplaram.
[2] «Moderno Dicionário da Língua Portuguesa», 1998, Cia. Melhoramentos de São Paulo. Registre-se, no entanto, que no «Minidicionário da Língua Portuguesa», do Prof. Antônio Soares Amora, 3.ª edição, Saraiva, 1998, encontra-se o verbete registrando: «variedade de espécies animais ou vegetais existente na Terra ou em determinada região».
[3] 21ª.edição, Madrid, 1992.
[4] «A transferência empresarial de tecnologia para países subdesenvolvidos: um caso típico de inadequação dos meios aos fins», «Direito Empresarial», Saraiva, 1990, pp. 38 a 53.
[5] Ob. cit., p. 53.
[6] A Resolução 37/7, da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, adotada em 28 de outubro de 1982, que aprovara a Carta mundial sobre a Natureza, reconhecia que toda forma de vida é única e deve ser respeitada qualquer que seja a sua utilização pelo homem.
[7] O art. 19 da Convenção, relativo à gestão da biotecnologia e à distribuição de seus benefícios, ensejou clara oposição do governo norte-americano.
Por: Dr. Newton De Lucca
Fonte: Ruralnews
Foto: ilustrativa
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