Arquivos da categoria: 'Educação Ambiental'
30 julho, 2010 - 18:56h
Para edição do mês de agosto de 2010, a revista Americana Vanity Fair perguntou a 90 especialistas quais seria as "maiores obras arquitetônicas dos últimos 30 anos". Com 28 votos, o Museu Guggenheim Bilbao, de Frank Gehry, foi o grande vencedor, seguido pelo Menil Collection, de Renzo Piano. A lista contou ainda com outras XIX construções tidas como as mais importantes ou memoráveis da arquitetura moderna.
Para o arquiteto e colunista da Architect Magazine, Lance Hosey, a única falha da seleção foi excluir as construções sustentáveis das candidatas. "Até as obra selecionadas de Piano e Norman Foster, arquitetos reconhecidos pela alta performance ambiental, são velhas e das menos ambiciosas. Pelo que eu vi, a sustentabilidade não tem sido o foco da elite da arquitetura", opina.
Para Hosey, embora as construções verdes tenham-se popularizado com mais intensidade nas últimas três décadas, o fosso entre os padrões de excelência em design e desempenho ambiental pode ser cada vez maior. Pensando nisso, ele decidiu criar sua própria lista das "cinco construções verdes mais importantes desde 1980".
Para isso, o arquiteto perguntou a 150 especialistas dos Estados Unidos, Europa e Ásia quais seriam os melhores representantes da área. Os selecionados foram:
- Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis - Inaugurado em 2000, o Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis (AJCES), localizado no campus da Universidade de Oberlin, é um dos mais avançados exemplos de edifício auto-sustentável dos Estados Unidos. O AJCES produz toda energia que consome através de painéis fotovoltaicos, com potências instaladas de 60kW na cobertura e 100kW em área adjacente (estacionamentos).
O Centro Lewis ainda utiliza um sistema de tratamento de água chamado de "A Máquina Viva", que recebe a água de esgoto e a trata e purifica para que ela possa ser reutilizada nos vasos sanitários. O prédio ainda tem janelas posicionadas de maneira apropriada para aproveitar ao máximo a luz do dia e poços geotérmicos, que ajudam a aquecer e a resfriar a área interna da construção.
- Academia das Ciências da Califórnia - Desenhada pelo conceituado arquiteto italiano Renzo Piano, a Academia das Ciências da Califórnia foi inaugurada em 2008 e definida como uma "construção revolucionária".
O telhado verde mantém o interior do edifício sempre fresco e os 13 milhões de litros de água usados por ano na rega das plantas são em grande parte reutilizados para outros fins no museu.
No telhado de vidro, janelas e cortinas controladas por computadores abrem-se e fecham-se para manter a temperatura adequada dentro do ambiente e facilitar a passagem da brisa do Pacífico. Calças jeans velhas foram utilizadas no isolamento das paredes e uma barreira de vedação envidraçada possui células fotovoltaicas integradas que geram 15 % da energia elétrica que o edifício consome.
- Genzyme Center - O Genzyme Center, sede mundial da empresa de biotecnologia Genzyme Corporation inaugurada 2003, recebeu o selo de platina do Green Building Council EUA graças aos seus princípios ambientais. O aproveitamento da luz natural e uso inteligente da água contribuíram para uma redução de 42 % dos gastos anuais em eletricidade e 32% do consumo da água.
- BedZED - Este bairro construído no Reino Unidos em 2002 é considerado um modelo de sustentabilidade urbana. Ele segue uma filosofia de composição heterogênea dos seus residentes, e possui moradores de classe média, alta e baixa vivendo no mesmo local. O empreendimento ainda foi erguido com material de construção comprado na região, uso de materiais reciclados e mão-de-obra local, e possui um Clube do carro exclusivo para os moradores.
- Centro Ambiental Philip Merrill da Fundação Baía de Chesapeake - Inaugurado em 2001, o Centro ocupa uma área construída de quase 3.000 m2 e segue padrões mundiais de conservação de energia, tendo recebido a certificação Platinum Rating do Green Building Council. Materiais reciclados e recicláveis foram usados na sua construção. Além disso, a utilização de um sistema de coleta de água de chuva associado a vasos sanitários compostáveis reduziu o consumo de água em 90%.
Fonte: Portal Terra
30 julho, 2010 - 18:53h
A multa para empresas que causarem danos ambientais poderá subir, admitiu nesta sexta-feira (30) a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente). Atualmente, o teto é de R$ 50 milhões.
A discussão sobre o aumento da punição nos bolsos das empresas será paralela à definição do plano nacional de contingência contra vazamentos de petróleo, explicou a ministra. O texto do plano deverá ser entregue em setembro, segundo Teixeira.
"As empresas continuarão tendo que reparar os danos causados, seja o preço que for. A multa em relação ao desastre poderá ser modificada. Isso vai ser debatido, vamos definir critérios para isso", afirmou, após encontro, no Rio, com o engenheiro Ian Hernadez, diretor da O'Brian, empresa que trabalha na gestão do vazamento de petróleo da plataforma da BP, no golfo do México.
SUGESTÕES
A ministra disse que estão sendo colhidas sugestões e sendo avaliada a experiência do desastre nos Estados Unidos para se delinear o plano de contingência. A ação emergencial extrema englobará a ação de vários órgãos, de forma "unificada", frisou a ministra. O parâmetro para se acionar o plano ainda será definido.
A ideia central do plano é permitir mecanismos que agilizem a tomada de ações, em condições extraordinárias. Um exemplo disso é a possibilidade de se permitir a queima de petróleo que tenha vazado de um poço ou plataforma. As regras atuais não permitem isso, mas o plano deve admitir essa ação.
A importação de equipamentos em condições especiais também deverá constar do plano, assim como autorizações para que estrangeiros trabalhem em casos extremos do porte do vazamento nos Estados Unidos. Izabella Teixeira lembrou que o acidente da BP mobilizou 44.000 pessoas de todas as partes do mundo.
RESPOSTA DOS EUA
"Considero satisfatória a resposta dos Estados Unidos. Temos que avaliar que se trata de um vazamento sem precedentes na história. Nenhum país do mundo, nem os Estados Unidos, estava preparado para isso", observou.
Mecanismos para acelerar o ressarcimento de danos também constarão no plano. A intenção é mapear grandes áreas onde há produção de petróleo e a atividade econômica no entorno.
A ministra destacou que isso é feito nos Estados Unidos, o que acelerou o pagamento de indenizações a quem teve atividades profissionais afetadas pelo vazamento.
Os critérios de riscos na definição de licenciamento ambiental para as atividades de petróleo deverão ser revistos, acrescentou Izabella Teixeira.
Ela disse que somente após a conclusão das investigações do vazamento da BP é que a experiência desse caso poderá ser levada em conta na definição de novas diretrizes acerca dos licenciamentos.
Fonte: Folha.com
30 julho, 2010 - 18:50h
Cientistas afirmam ter descoberto duas colônias de Triops cancriformis, espécie que seria a mais velha viva no planeta, em Caerlaverock, no Reino Unido. Os especialistas acreditam que possam existir mais populações "escondidas" do crustáceo considerado em risco de extinção. A descoberta revelou algumas peculiaridades sobre o estilo de vida de estranho e primitivo ser que pode, segundo os pesquisadores, recriar toda a população a partir de um único animal. As informações são do site do Telegraph.
Fósseis indicam que o Triops continua igual ao que era há 200 milhões de anos. O animal se adaptou para viver em piscinas naturais temporárias. Quando estas secam, os adultos morrem, mas deixam ovos que podem sobreviver por anos até a água reaparecer.
Cientistas da Universidade de Glasgow, que descobriram as colônias, afirmam que encontraram ovos do crustáceo em lama de piscinas na região de Caerlaverock. A lama foi secada, novamente molhada e colocada em pequenos aquários. Em poucas semanas, os pesquisadores se espantaram ao encontrar um pequeno animal nadando em um dos tanques.
Em 2004, o cientista Larry Griffin descobriu uma colônia isolada a centenas de quilômetros em uma piscina natural em Caerlaverock. "Na época, parecia que a colônia de Caerlaverock era vulnerável, isolada do passado e presente da população (do animal). (…) Mas agora nós sabemos como essa curiosa criatura sobrevive, nós percebemos que há uma boa chance de haver uma população maior", diz Griffin sobre a descoberta.
"Triops crescem rapidamente e produzem centenas de ovos em apenas poucas semanas. A água em que eles vivem pode secar, mas os ovos podem sobreviver na lama por muitos anos. (…) Eles têm as partes reprodutivas masculinas e femininas, portanto, apenas um ovo é necessário para regenerar toda a população", diz o cientista.
Fonte: Portal Terra
30 julho, 2010 - 18:46h
A reciclagem de resíduos sólidos tem sido uma atividade de destaque na economia colombiana, uma vez que contribui para a geração de emprego e renda. No entanto, o destino final do lixo é considerado crítico na maioria das cidades colombianas: 96,15% do que é jogado fora em 38 cidades acabam em aterros sanitários.
Os dados constam em uma publicação da Rede por Negócios Inclusivos, formada por organizações como a Fundação Avina, Fundes e WRI. O documento integra a série Guias Setoriais, que busca melhorar a eficiência da cadeia de valor do setor de reciclagem, além da situação social e econômica dos atores que o alimentam na Colômbia.
Segundo o estudo, mais de 18 mil pessoas vivem da atividade de reciclagem só na capital Bogotá. O relatório é dividido em cinco capítulos: Contexto da cadeia de reciclagem; Aspectos técnicos e do mercado da cadeia de reciclagem; Principais resultados do estudo; Fatores de sucesso; e Propostas de modelos de negócios inclusivos.
Brasil
De acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em maio, o Brasil poderia economizar cerca de R$ 8 bilhões ao ano se a sociedade brasileira reciclasse todos os resíduos que são encaminhados aos lixões e aterros.
Atualmente, as cidades do país produzem 150 mil toneladas de lixo por dia, das quais 59% são destinadas aos lixões aos lixões e aterros. Em agosto, a Política Nacional de Resíduos Sólidos será sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova lei prevê, entre outros pontos, a participação das cooperativas de catadores no processo de gestão de resíduos.
Fonte: Portal Terra
30 julho, 2010 - 18:39h
Enquanto olhos do mundo todo se voltam para o derramamento de petróleo no Golfo do México, uma lenta "poluição" invade silenciosamente ambientes costeiros. São diversos seres, entre eles algas, crustáceos e moluscos, carregados na água dos porões dos navios e que podem causar desastres ambientais quando chegam em portos estrangeiros, onde muitas vezes não encontram predadores naturais e se alastram.
Durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre nesta semana em Natal, cientistas que estudam o mar explicaram que ainda não há solução definitiva para esse problema, e que o Brasil tem vários exemplos de animais que já causaram transtornos ambientais.
A água, em geral captada nos portos onde os navios saem, é utilizada pelas embarcações para dar equilíbrio quando a viagem é feita sem carga. Ao chegar ao porto de destino, a chamada "água de lastro" é liberada, causando uma migração involuntária de milhões de seres vivos.
"O mundo inteiro está preocupado com esse problema, e ainda não há nenhum método eficaz para combatê-lo", afirma a bióloga Rosa Luz de Souza , pesquisadora de Universidade Federal Fluminense (UFF) e organizadora do livro "Água de lastro e bioinvasão".
Segundo a bióloga, um dos piores exemplos de espécie exótica que se alastrou pelo Brasil foi o mexilhão dourado. Ele veio da Ásia nos porões dos navios e se tornou uma praga nos rios brasileiros, chegando até o Pantanal. O animal se espalhou com tanto vigor que agora causa problema para as usinas hidrelétricas, pois se incrusta nos equipamentos e atrapalha a passagem da água.
O cientista Marco Cutrim, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), explica que os pesquisadores têm dificuldade para criar mecanismos que controlem esses seres depois que eles foram soltos na natureza, e aponta que faltam pesquisas sobre a biologia marinha. "No Nordeste no Norte nós não conhecemos nem a nossa biota [conjunto de seres que habitam um ambiente]."
Troca de água - No Brasil, a Marinha exige a troca da água de lastro em mar aberto antes que os navios cheguem aos portos. Há também normas específicas para o Rio Amazonas, para que embarcações não soltem água salgada em portos fluviais.
Segundo Flávio da Costa Fernando, pesquisador do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, ligado à Marinha, a substituição da água resolve parte do problema, mas não é totalmente eficaz, já que os navios não foram construídos para isso, e microorganismos invasores podem permanecer nos porões durante a troca.
O pesquisador explica que já foram feitas experiências com substâncias químicas para tratar a água, mas esses elementos podem matar os organismos nativos dos portos quando a água for desembarcada.
Convenção internacional - A grande esperança, segundo ele, é a implantação da Convenção Internacional para Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimentos de Navios. Aprovada pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) em 2004, ela não foi posta em prática ainda porque precisa da assinatura de 30 países, mas até agora conseguiu aprovação de 26, entre eles o Brasil.
"A convenção exige uma densidade máxima de organismos [na água de lastro]", informa Fernandes. Segundo o pesquisador, para eliminar os seres vivos estão sendo desenvolvidos sistemas de tratamento, que ainda passarão pela aprovação da IMO.
Fonte: Iberê Thenório/ G1
30 julho, 2010 - 18:33h
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu mais 30 dias para que a administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) comece a apresentar os estudos ambientais para regularização ambiental dos terminais que, no começo de julho, foram fechados pelo órgão ambiental e reabertos por decisão judicial.
Em acordo assinado nesta quinta-feira (29), o órgão estadual que administra os portos se comprometeu a entregar o Plano de Emergência Individual em 30 dias, o Relatório de Controle Ambiental e o Plano de Controle Ambiental em 90 dias, e a Avaliação Ambiental Integrada em 18 meses. A licença de operação para os portos só será concedida se a Appa cumprir os prazos e as condições do acordo.
O termo de compromisso foi assinado pelo presidente do Ibama, Abelardo Bayma, e o superintendente da Appa, Mário Lobo Filho.
No dia 8 de julho, o Ibama fechou o Porto de Paranaguá, o segundo maior do país, por "flagrante descumprimento" da legislação ambiental. O embargo afetou a operação de pelo menos 84 navios, e foi revertido no dia seguinte por uma liminar da Justiça Federal.
Segundo o Ibama, o acordo desta quinta-feira seguiu a decisão judicial, que previa a assinatura de um termo de compromisso em 30 dias.
Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil
30 julho, 2010 - 18:24h
A extração de madeira e outros produtos da floresta como óleos, sementes e cipós é uma fonte de renda para ribeirinhos, indígenas, quilombolas e agricultores familiares, mas para que a atividade ganhe impulso, há a necessidade de se adequar e criar normas que regulam o manejo.
Foi com o intuito de buscar formas para facilitar o manejo florestal em unidades de conservação e assentamentos que a Comissão de Gestão de Florestas Públicas (CGFLOP), que reúne 23 integrantes do governo, movimentos sociais, setor privado e organizações da sociedade civil, fez uma reunião extraordinária na quarta-feira (28), em Brasília.
"A sociedade exige hoje que as normas sejam simples, transparentes e menos burocratizadas e que os órgãos sejam capazes de atender às demandas dos comunitários em relação ao manejo florestal", diz o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel. "Os balcões dos órgãos públicos não podem se transformar em barreiras burocráticas que não ajudem a manter a floresta em pé", afirma.
A importância dos assuntos em discussão se refletiu no número de participantes, cerca de 50 pessoas, o dobro da quantidade média de integrantes e ouvintes presentes. "Esta reunião foi um ponto de referência para consolidarmos políticas públicas eficazes para a implantação do manejo florestal comunitário", diz Hummel.
Entre as questões que requerem debate estão as parcerias entre agricultores familiares da reforma agrária e empresas voltadas à extração de produtos madeireiros dentro de assentamentos, e as regras sobre o uso das unidades de conservação, a exemplo de reservas extrativistas, florestas nacionais e reservas de desenvolvimento sustentável por essas comunidades.
Os dois temas serão objeto de encaminhamentos da CGFLOP aos órgãos que tratam diretamente do assunto. "A revisão [da Instrução Normativa que trata de manejo em assentamentos] é extremamente necessária e oportuna e pode gerar um instrumento mais qualificado para lidar com um processo extremamente delicado", diz o representante do Grupo de Trabalho Amazônico e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e para o Desenvolvimento, Rubens Gomes.
Médio Juruá - O manejo florestal bem estruturado é capaz de dar outra perspectiva a comunidades na Amazônia. Os moradores da Reserva Extrativista do Médio Juruá, no Amazonas, produzem óleo de copaíba, borracha e farinha de mandioca dentro da unidade de conservação, e os vendem diretamente para os clientes, sem atravessadores, o que melhorou as condições da comunidade.
O fato de estar dentro de unidade de conservação e de cuidar do próprio negócio fez a diferença para quem conheceu outra realidade na extração de borracha. "O sistema que a gente vivia era de escravidão, ninguém tinha a corrente no pé, mas ela estava de forma invisível", diz o presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, Manoel Silva da Cunha. "A gente não podia avançar no processo produtivo porque você era limitado a produzir aquilo e vender para aquela pessoa, que pagava o preço que queria."
Cunha diz que hoje a situação é diferente. "A gente só conseguiu melhorar a qualidade de vida a partir desse espaço da gestão e do empoderamento no processo da cadeia produtiva", diz.
Fonte: MMA
30 julho, 2010 - 18:21h
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução afirmando o direito universal à água e ao saneamento, porém mais de 40 países se abstiveram, dizendo que o tema não está contemplado no direito internacional.
Cerca de 884 milhões de pessoas carecem de acesso à água potável no planeta, mais de 2,6 bilhões não têm saneamento básico, e cerca de 1,5 milhão de crianças menores de 5 anos morrem a cada ano por causa de doenças vinculadas à água e ao saneamento, segundo países patrocinadores da resolução.
A medida, que foi apresentada pela Bolívia e não é de cumprimento obrigatório, diz que o direito à água potável e ao saneamento é "um direito humano essencial ao pleno desfrute da vida e de todos os direitos humanos."
E, numa cláusula que parece lançar sobre os países ricos o ônus de corrigir a situação, o texto pede aos governos e organizações internacionais que "intensifiquem os esforços" para fornecer água potável e saneamento a todos.
A resolução foi aprovada por 122 votos a favor, nenhum contra e 41 abstenções, principalmente de países desenvolvidos.
Consultora - Os países que se abstiveram alegaram que uma especialista independente, a advogada portuguesa Catarina de Albuquerque, deve apresentar no ano que vem ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, as obrigações dos países a respeito de água e saneamento.
Eles acusaram os patrocinadores da resolução de tentarem esvaziar as conclusões da especialista.
John Sammis, representante dos EUA, disse que a resolução "fica aquém de obter o apoio unânime dos Estados membros e pode até prejudicar o trabalho em andamento em Genebra." Ele disse que a apresentação da resolução foi precipitada.
A delegada britânica Nicola Freedman afirmou que Londres "não acredita que exista no momento suficiente base legal sob o direito internacional para declarar ou reconhecer a água ou o saneamento como direitos humanos à parte."
Já a entidade norte-americana Food & Water Watch qualificou a resolução como histórica. "É hora de chegar ao consenso de que os pobres do mundo merecem o reconhecimento desse direito humano, sem mais demora ou equívoco", disse o grupo em nota na qual acusou os EUA de "obstruírem o reconhecimento do direito humano à água."
Fonte: Folha.com
28 julho, 2010 - 17:29h
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou nesta terça-feira (27/07) uma chamada para apresentação de projetos que contribuam para a proteção, o manejo sustentável e a recuperação da Mata Atlântica. As propostas devem ser enviadas ao Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), instituição que irá gerir os recursos disponíveis para os projetos, até o dia 27 de agosto (o endereço do destinatário consta no edital da chamada).
Base cartográfica, situação fundiária, uso do solo, situação socioeconômica de municípios são alguns dos estudos técnicos necessários à criação ou ampliação de Unidades de Conservação (UC), assim como consultas públicas. O programa vai disponibilizar um total de R$1,45 milhão em recursos, sendo que cada instituição proponente poderá receber até R$260 mil - R$80 mil para projetos de UCs estaduais e R$50 mil para cada área de UC municipal a ser criada. Serão contempladas categorias de UCs previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), sob a Lei nº 9.985/2000 e o Decreto nº 4.340/2002. Será feita exceção para áreas de proteção ambiental e florestas estaduais ou municipais.
Os recursos são do projeto "Proteção da Mata Atlântica II", coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. A Mata Atlântica, considerada um dos biomas com maior biodiversidade no mundo, abarca cerca de 15% do território do Brasil, 3,2 mil municípios, 17 estados e as maiores cidades do país, onde vivem cerca de 120 milhões de pessoas e são gerados aproximadamente 70% do PIB brasileiro. Hoje, o bioma tem apenas 7,5% de sua vegetação original preservada em fragmentos florestais, apesar de ser um sumidouro de carbono de importância global para o clima e com relevante biodiversidade.
Fonte: Globo Rural Online
28 julho, 2010 - 17:21h
Aprovada em 7 de julho no Senado, depois de tramitar por cerca de duas décadas, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é considerada um avanço no Brasil, país no qual as cidades produzem 150 mil toneladas de lixo por dia, das quais 59% são destinadas aos lixões. Em artigo publicado nesta quarta-feira (28), no jornal O Estado de S.Paulo, a pesquisadora, diretora e coordenadora da área de Meio Ambiente Urbano do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg, analisou os pontos positivos e negativos da nova lei.
"Entre os positivos eu destacaria, em primeiro lugar, o fato de que o texto aprovado é enxuto e enfatiza a redução, o reúso e o reaproveitamento. Em segundo lugar, o texto tem dez referências à participação das cooperativas de catadores no processo de gestão de resíduos. Há, inclusive, a previsão de financiamento para municípios que façam coleta seletiva com catadores, medida indutora do desenvolvimento das cooperativas", destacou Grimberg.
Segundo a pesquisadora, outro ponto positivo da PNRS diz respeito a proibição da importação de resíduos perigosos e rejeitos cujas características causem dano ao ambiente e à saúde. "Absurdo que a lei corrigiu", observou.
Elisabeth Grimberg também elogiou as metas e prazos inclusos na elaboração da PNRS, bem como o tratamento consorciado de resíduos, que permite a pequenos municípios planejarem conjuntamente a destinação. "O fato de a lei garantir remuneração ao Estado, caso ele tenha de se ocupar das atribuições relativas à logística reversa dos geradores, também é positivo", acrescentou.
Problemas
Os pontos negativos, na opinião da pesquisadora, são referentes aos artigos 9º e 33 da regulamentação. O primeiro "abriu possibilidades para a 'recuperação energética' dos resíduos, ou seja, a incineração".
Grimberg questiona a medida ao considerar o caráter tóxico da queima de lixo. Segundo ela, as cinzas devem ser destinadas a um aterro especial. "Mais um aspecto negativo: a análise do ciclo de vida do produto não foi incluída como um processo anterior à coleta. Seria a deixa para os fabricantes repensarem seus produtos, como o excesso de embalagens", pontua.
Sobre o artigo 33, que trata da logística reversa, Elisabeth Grimberg criticou o fato de o texto deixar a cargo dos geradores de resíduos (setor empresarial) a liberdade de escolha referente a execução do processo para produtos em que não há obrigatoriedade prevista na lei. "Se o gerador disser que não pode recolher um produto, por inviabilidade técnica ou econômica, a sociedade terá de aceitar", conclui.
Sanção
Segundo informações do Ministério do Meio Ambiente, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) deverá ser sancionada, por meio de um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento que está previsto para ser realizado em 2 de agosto. Nos dias que antecedem a possível sanção, todos os ministérios que têm relação com o tema deverão se manifestar, e caso haja propostas, elas serão encaminhadas para a Casa Civil
Fonte: Portal Terra
28 julho, 2010 - 17:17h
Uma alternativa para quem quer comprar roupas, bolsas e outros produtos feitos com materiais mais sustentáveis é o tecido de garrafa PET. Ele é feito a partir da reciclagem do plástico e pode evitar que novas matérias-primas sejam produzidas, além de reaproveitar o material que iria para o lixo.
Apesar de parecer novidade, os tecidos produzidos a partir das embalagens PET são os mesmos das roupas comuns de poliéster. A grande diferença é que em vez de utilizar o Tereftalato de Etileno virgem, a indústria recicla o plástico das garrafas e o transforma em fibras de poliéster.
Posteriormente, essa fibra poderá ser tecida junto com algodão e virar matéria-prima para roupas, bolsas, travesseiros, roupas de cama, tapetes e outra infinidade de produtos, ou ainda ser utilizada em sua forma bruta na confecção de banners, sacolas, embalagens etc.
Basta olhar a etiqueta de algumas roupas para ver que a composição do produto é feita com 50% de algodão e 50% de poliéster. As roupas feitas a partir dessa mistura ainda são mais resistentes, correm menor risco de desbotar ou formar "bolinhas", além de amassam menos que aquelas feitas com 100% de algodão.
Benefícios ambientais
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de PET (ABIPET), em 2008 foram recicladas no Brasil 253 mil toneladas de embalagens, sendo que 38% foram encaminhadas para a área têxtil. Destes, 44% foram usados na indústria de vestuário, 35% para a produção de cordas, cerdas e monofilamentos e 21% para não-tecidos.
Além de incentivar os investimentos em cooperativas e catadores de lixo, a reciclagem pode trazer diversos ganhos ambientais. Para produzir um quilo de malha PET são recicladas 11 garrafas de dois litros de refrigerante.
Além disso, ao reutilizar o material a indústria deixa de produzir novas unidades de Tereftalato de Etileno, economizando água, energia e matérias-primas, como o petróleo. Por fim, a reciclagem evita o acúmulo do material em lixões e aterros e prolonga sua vida útil.
Fonte: Ecodesenvolvimento
28 julho, 2010 - 17:07h
Apesar de terem ganhado destaque nos últimos anos, as construções sustentáveis não são tão recentes assim. Uma prova disso é o Centro Cultural Jean Marie Tjibaou, localizado na Nova Caledônia. O local foi construído em 1998 e já trazia em sua base os conceitos da sustentabilidade.
Desenhado pelo arquiteto italiano Renzo Pian, o centro é composto por 10 unidades de diferentes tamanhos e funções, com a forma de concha posicionada verticalmente, assemelhando-se às tendas tradicionais da Nova Caledônia.
No seu interior, o programa cultural desenvolve-se como uma espécie de ritual, passando pelas exposições dos espaços naturais da ilha, da arte, da história e da religião da civilização kanak. Para isso, o edifício foi organizado como um conjunto de três povoados que abrigam exposições, performances ao ar livre, anfiteatros, escritórios.
Ligações culturais
Segundo o arquiteto, o formato do Centro tem fortes ligações com a cultura local, já que a construção foi erguida para representar um símbolo da civilização kanak.
Marcada por muitas controvérsias políticas, a ilha foi sujeita à ocupação francesa por mais de 100 anos e viu seu líder, Jean-Marie Tjibaou, ser assassinado por um extremista enquanto lutava pela independência do local. Uma das grandes preocupações de Tjibaou era assegurar que sua comunidade valorizasse suas raízes, ao mesmo tempo em que fosse aberta para a cultura mundial.
Pensando nisso, Pian buscou nas tradições kanak os valores que realmente importavam para esse povo e desenvolveu o projeto com consultas à população local, aprendendo com a cultura e a natureza.
Por fim, ele desenhou um espaço que representasse um conjunto de edificações, vias e espaços abertos unidos por um núcleo central: a alameda do povoado tradicional.
Antigo e moderno
Apesar da inspiração ancestral, o Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou foi construído com tecnologia moderna, em madeira laminada colada, estruturada por tubos de aço inoxidável. A estrutura foi feita para resistir a furacões e terremotos, chegando a passar imune pelo ciclone Erika.
Outra característica da arquitetura moderna inserida no projeto foi o aproveitamento do vento local para melhorar o clima dentro dos espaços. O Centro Cultural está exposto por um lado a fortes ventos e por outro a brisas suaves.
Assim, o arquiteto desenhou as estruturas verticais e horizontais de uma forma que elas pudessem modificar o efeito dos ventos e as condições internas, adaptando as grelhas conforme a direção e velocidade deles e expelindo o ar interno pela parte mais alta do teto. Esse movimento ainda produz um som que representa os mesmos da floresta e das vilas kanaks.
Para a doutora em Arquitetura pela Universidade de Valladolid e professora e pesquisadora do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Ana Rosa de Oliveira, o local é um marco na arquitetura mundial.
"O Centro Cultural é a materialização de um cuidadoso esforço para encontrar, em confronto com diversos ritmos (espaço, tempo, cultura e clima), o justo equilíbrio entre artefato e natureza, tradição e tecnologia, memória e modernidade", conclui.
Fonte: Ecodesenvolvimento
28 julho, 2010 - 16:41h
O zoológico de Hannover, na Alemanha, divulgou a primeira imagem do filhote da elefanta Califa nascido recentemente no parque. O pequeno, ainda sem nome, é o terceiro elefante asiático a nascer este ano no zoo alemão. As informações são da agência EFE.
O filhote passeou com Califa pelo cercado dos elefantes asiáticos e encontrou-se com os outros dois filhotes, Saphira e Nuka, e suas mães.
Segundo o site do zoo, os elefantes são os mamíferos terrestres mais pesados do mundo e um elefante asiático adulto pode pesar até cinco toneladas e medir de 2,40 a três metros de altura. A espécie é menor que o seu parente africano, que pode pesar até seis toneladas e medir de cinco a sete metros.
Fonte: Redação Terra
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