Arquivos da categoria: 'Aves Silvestres'
25 agosto, 2010 - 15:23h
Pássaros enxergam o mundo mais colorido do que os seres humanos, principalmente quando se trata de seus ovos, diz estudo de equipe da Universidade de Birmingham, Inglaterra, segundo informações do site LiveScience.
Diferente dos seres humanos, que possuem três, os pássaros possuem quatro receptores de cores nos olhos, o que facilita a distinção das cores, além de conseguirem enxergar luzes ultravioletas. A possibilidade de enxergar os ovos de maneira diferente facilita na identificação de quais são seus e quais são os de outras espécies.
Foram utilizados no estudo amostras pertencentes ao Museu Nacional de História da cidade de Tring, Reino Unido. Mais de 2 mil ovos de 251 espécies de pássaros foram examinados. A maior parte da variação de cor está dentro da percepção de seres humanos, porém na menor parte é que se encontra a variabilidade de cor na luz ultravioleta que o homem não enxerga, e que faz os pássaros poderem separar seus ovos.
Os pesquisadores acreditam que os pássaros também utilizam essa variação de cor para defender seus ovos de predadores. Além disso, a cor pode ser um reforço na proteção ao sol para o pássaro que nascerá ou até para fortalecer a casca e a resistência.
Fonte: Portal Terra
18 agosto, 2010 - 14:53h
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2 agosto, 2010 - 16:02h
Tendo licença do Ibama para coletar dois pássaros diferentes -o tapicuru-de-cara-pelada e o caraúna-de-cara-branca- o pesquisador diz ter se confundido e abatido guarás. A aves abatidas estão na lista de espécies ameaçadas da região, apesar de estarem se recuperando.
"Devido à distância com que foram feitas as coletas, à luminosidade desfavorável durante a manhã daquele dia (com a presença de névoa) e à grande similaridade entre os juvenis de guará e exemplares de caraúna-de-cara-branca, houve um erro de identificação da espécie", escreveu o biólogo em ofício. O documento foi entregue ao Museu de Capão da Imbuia, em Curitiba, instituição que deveria receber as aves.
Os animais, porém, acabaram apreendidos pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná), que apreendeu os animais. "O pesquisador também será autuado e a multa poderá chegar a R$ 50 milhões", afirma comunicado.
A decisão provocou reação da comunidade de ornitólogos. Cientistas dizem que Klemann Jr. sofre perseguição ideológica por parte de autoridades contrárias a prática da coleta em biologia. O abate controlado de animais, dizem, é crucial para estudar a ecologia das espécies.
"Boa parte da política ambiental brasileira é planejada com base na distribuição de das espécies que ocorrem no país", afirma Alexandre Aleixo, pesquisador do Museu Goeldi, em documento emitido pela Sociedade Brasileira de Ornitologia. E casos de coleta acidental, diz, não são passíveis de multa, desde que sejam notificados.
O Conselho Regional de Biologia, que no início criticou Klemann Jr., está agora apurando o caso para decidir como agir.
Fonte: Folha.com
24 julho, 2010 - 15:57h
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu um parecer favorável ao controle do número de pombas-amargosas (tipo de pomba urbana) na região central de Londrina (PR). Porém, antes de obter autorização para abater os animais, a prefeitura terá de cumprir uma série de exigências.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ibama, o parecer foi emitido nesta quinta-feira (22).
Conforme a Prefeitura de Londrina, as pombas-amargosas são as mais nocivas para a saúde pública e existem em grande quantidade na cidade.
Para o Ibama emitir a autorização para o abate dos animais, a prefeitura deverá apresentar um cronograma detalhado das ações que serão realizadas, principalmente a data prevista para início do abate. Pelas regras do Ibama, é crime matar pombas sem autorização do órgão.
O instituto também pede uma estimativa atual do número de aves que vivem no Centro da cidade, além da apresentação das empresas que serão responsáveis pelo levantamento e também pela captura das aves, que deverão ser abatidas em ambientes fechados e seguindo recomendações técnicas. A empresa também terá que dar destino adequado às carcaças das aves.
O Ibama ainda exige que a prefeitura apresente um programa de recuperação da mata ciliar e reflorestamento nas áreas rurais.
Em nota, a Prefeitura de Londrina informou que terá a “máxima celeridade” para apresentar as informações ao Ibama porque “a questão das pombas em Londrina é causa de saúde pública”.
A assessoria de imprensa disse que não é possível estimar quando enviará o documento, uma vez que o processo de levantamento deve ser complexo. Em uma estimativa passada, a prefeitura indicou que seria necessário abater 48 mil pombas. A assessoria informou, porém, que o número ainda será atualizado.
Fonte: G1
19 julho, 2010 - 09:25h
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Projeto de bibliotecas virtuais propõe participação do público universitário na edição de conteúdos
No dia 12 de agosto, o Instituto de Ciências Agrárias (ICA), campus regional de Montes Claros, receberá professores de escolas estaduais e municipais de Montes Claros e região para a aula inaugural de um curso gratuito de capacitação na área ambiental. Depois desse primeiro encontro, os demais módulos do curso serão oferecidos a distância, até o encontro final no Parque Estadual da Lapa Grande, em Montes Claros, onde os professores poderão aplicar o que aprenderem ao longo do curso.
A realização desse curso marcará o início da segunda fase de um projeto de extensão que vem sendo desenvolvido desde 2009 no ICA: o Bibliotecas Virtuais. Parte do programa Universidade Solidária, esse projeto mantém sites como o www.edubrasil.com.br, por meio do qual será oferecido o curso a distância. Como o próprio nome sugere, o objetivo principal do projeto é manter uma biblioteca atualizada para consulta online de trabalhos científicos e técnicos nas mais diversas áreas de conhecimento, além de fotos e espaço para troca de informações entre editores e o público.
Também integram o projeto os sites Ambiente em Foco, com temas relacionados ao meio ambiente de maneira geral, políticas públicas e outros temas atuais; Fauna Brasil, com informações sobre comportamento e bem-estar de animais silvestres e exóticos, e Zootecnia Brasil, na mesma linha, porém sobre animais domésticos; Brasil Atual, sobre agronegócio, economia, saúde humana e política; e Planeta Online, criado para atender outras áreas de conhecimento não atendidas pelas demais páginas.
Ampliar interação No entanto, a proposta de multiplicar o número de editores de conteúdo dos sites e, consequentemente, a interação entre eles, ainda não corresponde ao esperado: praticamente todo o conteúdo é atualizado pelo professor Délcio, que conta com o auxílio de três estudantes do ICA, sendo um bolsista e dois voluntários.
Segundo ele, são necessárias cerca de três horas diárias, de segunda a sexta, e seis horas aos sábados e aos domingos para manter os sites minimamente atualizados. As páginas recebem contribuições, ainda, de um voluntário da Universidade Federal de Viçosa (UFV), um da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e, mais recentemente, outro da Universidade Federal de Lavras (Ufla).
Mesmo que a participação do público na edição dos conteúdos ainda não seja satisfatória, o coordenador do projeto comemora o número de acessos dos sites ligados ao Bibliotecas Virtuais. No último mês de março, eles totalizaram cerca de 980 mil visitas, de internautas de mais de 40 países. Estados Unidos, Portugal, Angola, Moçambique, Itália, França, Alemanha, Rússia, Chile, Peru, Venezuela, México, China, Guatemala, Suíça, Japão e Austrália são alguns dos países que acessam os sites, o que representa 30% de suas visitas.
“O número de acessos só não é maior porque ainda não temos condição de atender todas as demandas do público em potencial, em termos de informação”, avalia Délcio. Segundo ele, para que os sites chegassem a um nível adequado de atualização seriam necessárias pelo menos cinco pessoas trabalhando diariamente em cada um deles.

(Assessoria de Comunicação do ICA)
Segundo o coordenador do Bibliotecas Virtuais, professor Délcio César Cordeiro Rocha [foto], a ideia é que os conteúdos sejam postados e atualizados por grupos de estudos das diversas universidades brasileiras, por meio de login e senha próprios. Assim, além de trabalhos científicos e técnicos, cada grupo pode divulgar eventos e outras informações de interesse nos sites. Para conseguir o login e a senha, os interessados devem entrar em contato com o professor Délcio pelo e-mail universidadesolidaria@yahoo.com.br. “Preciso saber qual o tipo de informação a pessoa pretende postar para direcioná-la ao site mais adequado entre os disponíveis”, explica.
Por: Juliana Paiva
Fonte: UFMG
www.universidadesolidaria.com.br
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6 julho, 2010 - 16:22h
Quando o assunto é canto de pássaros, diamante-mandarins macho (Taeniopygia guttata) superam suas fêmeas, alcançando frequências mais altas que qualquer soprano. Fêmeas, por outro lado, são limitadas a apenas algumas chamadas de baixa frequência.
A extensão vocal é crítica para machos durante a temporada de procriação, quando eles usam suas músicas para atrair fêmeas. Cientistas sabem que os músculos vocais na siringe em aves macho têm o dobro do tamanho daqueles das fêmeas.
Agora um estudo mostra que machos também possuem maior habilidade para controlar seus músculos vocais que fêmeas. É essa habilidade que os permite uma amplitude sonora tão grande.
Pesquisadores operaram pássaros e fêmeas, cortando os nervos que controlam músculos vocais na siringe. Após a operação, os machos ainda podiam cantar, mas não conseguiam produzir altas frequências em suas músicas. Em vez disso, tinham apenas a mesma amplitude de baixa frequência das fêmeas.
"A física é muito similar à da laringe humana", disse Tobias Riede, biólogo da Universidade de Utah (EUA), líder do estudo publicado na revista "Plos ONE". "O resultado pode nos dar pistas sobre como reparar tecidos danificados em cantores, atores, técnicos, qualquer um que use suas vozes em seu trabalho."
Fonte: Folha.com/Ciência
7 janeiro, 2010 - 05:39h
O método de classificação de DNA barcoding, para identificar espécies por trechos de seus genomas apresentados em forma de código de barras, está auxiliando cientistas a descobrir e a mapear peixes e aves em todo o planeta.
Iniciado em 2005, o All Birds Barcoding Initiative (ABBI) pretende montar um arquivo de 10 mil espécies de aves com seus respectivos códigos de barras de DNA. De acordo com o argentino Pablo Tubaro, líder da iniciativa, o método tem apresentado bons resultados e apenas duas espécies não puderam ser identificadas por meio da técnica no continente americano.
"Essa relativa facilidade em identificar aves faz do ABBL um centro gerador de procedimentos para sequenciamentos de outras espécies animais e vegetais", disse Tubaro, que em dezembro participou do Simpósio Internacional sobre DNA Barcoding do Programa Biota-FAPESP, na sede da Fundação.
O trabalho já permitiu descobertas que vão além da identificação de espécies. Ao fazer o levantamento de populações na América do Sul, os pesquisadores descobriram espécies que estão presentes tanto na região de Yungas, entre a Bolívia e a Argentina, como na vegetação atlântica brasileira, dois sistemas que não possuem ligação atualmente. "Desconfiamos que essas regiões eram ligadas por uma vegetação contínua no passado", apontou Tubaro.
Graças ao DNA barcoding, os cientistas descobriram, por exemplo, que 99% das espécies de aves presentes no Uruguai estão na Argentina. Das espécies do Sul do Brasil, 94% também estão presentes na Argentina, mas aquele país compartilha apenas 52% de suas aves com a Bolívia. "Isso indica a enorme diversidade de pássaros da Bolívia", afirmou.
O banco de dados da ABBI pretende ser uma fonte de referência para estudiosos e interessados em pássaros. Segundo Tubaro, a boa qualidade das identificações permite que os dados tenham aplicações que vão desde aplicações em investigações forenses até estudos de biologia evolucionista.
Barbatanas de tubarões - Aplicações inusitadas também ocorrem em outra iniciativa com DNA barcoding, o Fish Barcode of Live Initiative (Fish-BOL). Com auxílio da técnica, pesquisadores que participam do projeto analisaram, por exemplo, várias toxinas do peixe baiacu.
A técnica também permitiu mapear todas as espécies de tubarões que frequentam os mares da Austrália, que foram identificados por meio de características de suas barbatanas.
O canadense Robert Hanner, coordenador do Fish-BOL, conta que o necessita de sistemas robustos de identificação de espécies, o que significa critérios e metodologias padronizadas de coleta de informações e de produção de dados. A solução para essa demanda foi centralizar os trabalhos em uma instituição especialmente projetada para a tarefa.
O Canadian Centre for DNA Barcoding (CCDB), da Universidade de Guelph, em Ontário, foi concebido, segundo Hanner, para ser uma verdadeira "fábrica de barcoding". "Com ele, conseguimos aumentar a quantidade e a qualidade do sequenciamento", afirmou.
Os trabalhos do CCDB já garantiram o sequenciamento de 95% dos peixes de água doce do Canadá e 98% dos peixes ornamentais comercializados para aquários. Entre as contribuições desses estudos está a separação de populações que se imaginava serem formadas por uma só espécie. Também foram detectadas espécies idênticas que haviam recebido nomes diferentes quando foram registradas.
Segundo Hanner, o Brasil tem um enorme campo de trabalho em mapeamento de espécies de peixes. Ao mostrar um mapa do país, o pesquisador lembra que as principais espécies já catalogadas com DNA barcoding estão nas regiões Sul e Sudeste.
"Ainda há muito peixe para ser registrado nadando no resto do país", disse. Ao todo, foram codificados 904 tipos de peixe na América Latina, muito pouco diante de um universo estimado em mais de 8 mil espécies.
Fonte: Agência Fapesp
16 outubro, 2009 - 14:51h
O projeto de extensão “Educação Ambiental no Zoo”, do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, vai levar hoje, dia 15, ao zoológico municipal de Montes Claros, um grupo de 48 crianças de um assentamento do Movimento dos Sem-Terra (MST) de Montes Claros ao Zoológico Municipal, de 13h30 às 17h30.
Segundo o coordenador do projeto, professor Délcio César Cordeiro Rocha, o projeto também tem a ajuda dos alunos do ICA, e tem como objetivo passar uma conscientização sobre a preservação da fauna e flora brasileira e sobre o tratamento dado aos animais de estimação. Na visita ele explica que as crianças irão aprender sobre manejo de fauna e bem-estar animal.

Ainda de acordo com o coordenador o projeto teve início no semestre passado onde alunos foram treinados para lidar com as crianças, mas está sendo colocado em prática hoje. A ideia de organizar a visitação com as crianças de um assentamento do Movimento dos Sem-Terra, segundo Délcio, foi de oferecer atividades para elas, já que seus pais participam do projeto Sol Nascente dos alunos da ICA, onde são desenvolvidas atividades para os produtores rurais assentados.
“O projeto é uma parceria da UFMG entre o Ibama, o Instituto Vida Animal, a Fase e a secretaria municipal de meio ambiente, através do expresso ambiental que é o principal meio de locomoção das crianças” ressalta. Atualmente, o Educação Ambiental no Zôo funciona no zoológico municipal, mas a idéia, segundo coordenador é de atender às escolas que solicitarem, através de palestras e minicursos para alunos e professores.
“Está sendo feito um treinamento com o pessoal do Instituto Vida Animal, e estamos pensando em elaborar formas mais didática de passar as informações para as crianças. Mas a idéia é que as outras faculdades também possam participar e colaborar com o projeto” conclui.
Por: Paula Machado
Fonte: Gazeta Norte Mineira
8 junho, 2009 - 14:11h
BR-319 cruza campos onde vive ave ainda desconhecida.
Queimadas e desmatamento podem destruir esses ambientes.
Uma gralha recém-descoberta no estado do Amazonas ainda nem foi batizada pelos cientistas, mas já está ameaçada. Ela só vive em um ambiente peculiar que margeia a rodovia BR-319, que liga Porto Velho, em Rondônia, a Manaus, no Amazonas.
Atualmente, a estrada está abandonada e intransitável, mas sua reforma está dentro do cronograma do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Com a rodovia voltando a funcionar, a ave tende a desaparecer, pois pode não resistir às queimadas e desmatamentos que começarão a ocorrer na região.
Quem faz o alerta é o ornitólogo - especialista em aves - que descobriu a nova espécie, Mario Cohn-Haft. "Levando em consideração os precedentes que temos na Amazônia, a ameaça é enorme", afirma o pesquisador, que trabalha no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
"Todos os exemplos que temos de asfaltamento de estradas na Amazônia levaram a muita degradação ambiental. Não temos porque acreditar que neste caso será diferente. Só que ao longo da BR-319 perderemos animais e plantas que não ocorrem em nenhum outro lugar do planeta", alerta.
Entre a floresta e o cerrado
A nova gralha descoberta vive entre os rios Madeira e Purus, justamente no traçado da BR-319. Como outras gralhas, é grande em relação a outros pássaros, colorida, barulhenta e anda em bandos. Ela habita as bordas dos grandes campos naturais que ocorrem na região, em uma faixa estreita de vegetação que é uma mistura entre cerrado e floresta.
Segundo Cohn-Haft, são justamente essas matas ralas beirando o campo que tendem a desaparecer se começarem a ocorrer queimadas na região. "A ave depende totalmente dessa vegetação única. Quando se queima o campo, é eliminada a transição e é acentuada a diferença entre campo e mata", explica.
Os hábitos da gralha foram estudados a fundo pelo pesquisador Marcelo Augusto Santos Jr, orientado por Cohn-Haft. Ele descobriu que a ave coloca seu ninho sempre próximo à margem dos campos, em capões de mata. Somando toda a área que pode ser ocupada pela espécie, concluiu-se que esse espaço é tão pequeno que a ave já pode ser considerada vulnerável à extinção.
Com a ocupação da estrada, essa ameaça torna-se real. "Só se precisa permitir que gente chegue perto para destruir o ambiente dela. O ser humano parece não saber conviver com campos naturais sem queimá-los. Os campos próximos à cidade de Humaitá, por exemplo, não hospedam a gralha porque queimam todo ano", diz Cohn-Haft.
Aventura amazônica
A descoberta da nova ave fez parte de uma via-crúcis que o cientista fez pelo Amazonas em busca dos campos da região. Desde a década de 1990, ele olhava os mapas e desconfiava de que espécies novas poderiam ocorrer nos campos entre os rios Madeira e Purus, mas o acesso ao local era inviável. Não havia estradas nem rios que ajudassem a chegar lá.
"Em 1997, convenci alguns amigos a rachar umas horas de vôo, para ver de perto. Acho que fomos os primeiros cientistas a ver aqueles campos. Não havia nenhum sinal de gente, estava muito longe de tudo. Ainda hoje, essas campinas são muito pouco estudadas", relata.
Depois, disso, o pesquisador tentou chegar a esses campos por terra. Foram três tentativas frustradas. "Sempre alguma coisa dava errado. O carro quebrou, caiu o hélice da canoa, e na terceira tentativa, tivemos que dormir no chão do mato antes de finalmente chegar, no dia seguinte."
O perrengue, contudo, valeu a pena. Em 2003, o ornitólogo viu pela primeira vez a gralha desconhecida, mas não conseguiu chegar perto dela. Foi apenas em 2005, depois de caminhar mais de 18 quilômetros em uma estrada de terra em que o carro não conseguiu entrar, que Cohn-Haft pôde capturar a ave e compará-la com as espécies já estudadas. Foi só então que ele conseguiu comprovar tratar-se de um animal jamais visto.
Espécies inéditas
A região cortada pela BR-319 é uma das mais preservadas da Amazônia, mas também uma das menos estudadas pelos cientistas. Segundo o especialista do Inpa, há várias outras espécies de plantas e animais que já foram descobertos na região, mas ainda nem foram nomeados. "Se nos poucos trabalhos que desenvolvemos na região já encontramos três aves, um macaco e uma palmeira, todos novos para a ciência, é muito natural supor que ainda tem muita coisa a ser descoberta nesse lugar", prevê.
Fonte: Iberê Thenório
Do Globo Amazônia/G1
19 maio, 2009 - 14:42h
A vida na selva de pedra da cidade grande não é nada fácil, mas o pássaro americano Mimus polyglottos, primo dos nossos sabiás, até que se sai bem nesse ambiente complicado. Pesquisadores da Universidade da Flórida em Gainesville (EUA) mostraram, com experimentos de interação entre pessoas e os bichos, que a forma urbana da ave sabe diferenciar entre indivíduos da nossa espécie.
Em geral, eles nem dão bola para os humanos que passam perto de seu ninho, mas basta alguém tomar uma atitude ameaçadora, como se aproximar de mais dos ovos ou dos filhotes, para que o invasor fique "marcado" e seja atacado pelos pássaros toda vez que volta ao local. O estudo está na edição desta semana da revista científica "PNAS".
Fonte: G1
13 fevereiro, 2009 - 08:00h
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26 novembro, 2008 - 07:34h
A prefeitura de Maringá (PR) instalou três placas em praças da cidade para orientar a população a não alimentar pombos.
A iniciativa é parte de uma campanha desenvolvida pelo Centro de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal da Saúde, que alerta a população sobre os problemas causados pela presença dos pombos, dentre os quais o risco de se contrair doenças.
A campanha, realizada em parceria com o Observatório Ambiental da Universidade Estadual de Maringá (UEM), começou há cerca de um mês, com a distribuição de folhetos educativos. O objetivo das ações é diminuir a quantidade atual - e a proliferação - das aves no município, sobretudo no centro e nas praças.
As placas podem ser encontradas nas praças Raposo Tavares, Napoleão Moreira da Silva e Centro de Convivência Comunitário Renato Celidônio.
Proliferação de doenças - "Além de danificar monumentos e a pintura dos carros, os pombos podem transmitir uma série de doenças às pessoas, principalmente pelo contato com as penas das aves ou a inalação de partículas presentes nas fezes do animal", explica Marilda Fonseca, coordenadora da Vigilância Sanitária e do CCZ de Maringá.
O maior risco à saúde da população associado aos pombos, diz respeito a alguns tipos de fungos que são excretados por estas aves através de suas fezes. Esses fungos se mantêm vivos e infectantes mesmo depois de as fezes terem secado.
Quando expostos ao ambiente, os fungos podem ficar em suspensão no ar, aumentando a chance de serem inalados. De acordo com Marilda, a presença destes microorganismos no corpo humano pode originar, dentre outras doenças, pneumonias, caso eles se alojem no pulmão, ou meningites, caso o destino seja o cérebro. As ações, diz Marilda, ainda são preventivas, pois ainda não há registro no município de doenças causadas pelas aves.
Mudança de habitat - Segundo Marilda, as populações de pombos que habitam os centros urbanos crescem rapidamente, já que eles não têm predador natural nas cidades. Também contribui para esse crescimento o fato de elas encontrarem condições favoráveis de vida, com abrigo e alimentação ao alcance, principalmente quando os habitantes oferecem comida.
Entretanto, o aumento da concentração de pombos nas áreas urbanas de Maringá não é apenas causado pelo hábito da população de alimentar os animais. É também decorrência da falta de reservas florestais e regiões arborizadas distantes da área urbana, segundo Jorge Villa Lobos, coordenador do Observatório Ambiental da UEM.
Ele explica que o município, um dos mais arborizados do país, antes servia apenas de dormitório para as aves, que voltavam para a zona rural durante o dia em busca de alimentos. Entretanto, com a redução das áreas florestais em torno do município, as pombas passam a permanecer na cidade.
Fonte: G1
30 outubro, 2008 - 15:15h
Técnicos fazem nesta semana monitoramento da gripe aviária e da doença de Newcastle em aves migratórias capturadas para análise na Lagoa do Peixe, litoral do Rio Grande do Sul. Milhares vão até o local em busca de alimentos e se misturam com pássaros que residem na área.
A Lagoa do Peixe é o principal ponto de observação de aves migratórias no Brasil. Das 160 espécies que cruzam o país todos os anos, mais da metade são encontradas na localidade.
- Quando está chegando o inverno no hemisfério norte, elas começam a sair de lá, buscando clima mais ameno. Então vão para o sul, onde é verão. Por outro lado, as aves que estão mais ao sul do Brasil, como na Patagônia, enfrentam um inverno mais rigoroso que o nosso. Por isso elas também sobem para fugir do frio - explica o biólogo Isaac Simão Neto, do Centro Nacional para Conservação de Aves Silvestres (Cemave).
As rotas de pássaros que vêm da América do Norte podem cruzar com o percurso de animais que passam pela Ásia, onde existem casos de gripe aviária e outras doenças. O temor é que uma ave que esteja doente transmita vírus para frangos e outras espécies comerciais no Brasil.
Os técnicos montam acampamento no Parque Nacional da Lagoa do Peixe por dez dias. No início da noite são armadas redes. Ao longo da madrugada as equipes inspecionam as armadilhas. É preciso usar roupas especiais para evitar uma possível contaminação. Durante o trabalho a equipe encontrou um exemplar de Trinta Réis com uma anilha, mostra de que a ave já havia sido catalogada nos Estados Unidos ou no Canadá.
De manhã cedo é hora de coletar amostras de resíduos da cloaca e da boca dos animais. O material é analisado em laboratório. Até hoje, nenhum caso de gripe aviária foi registrado no país, mas o monitoramento é importante para manter a sanidade nos aviários comerciais. Os cuidados são exigência dos países que compram frango do Brasil.
O governo federal mantém monitoramento em outros 17 sítios de pássaros migratórios no país. Os criadores que observarem mortes acima da média em suas aves, e suspeitarem de alguma contaminação, devem comunicar a Secretaria da Agricultura de seu Estado.
O trabalho na Lagoa do Peixe começou em 24 de outubro e vai até 4 de novembro. Fazem parte, equipes do Cemave, do Ministério da Agricultura, do Ibama, da Secretaria Estadual da Agricultura do Rio Grande do Sul e da Secretaria da Saúde do Estado.
Fonte: click RBS
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