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6 setembro, 2010 - 16:49h
Tratos Culturais Existem dois problemas imediatos após o plantio: a mortalidade das mudas e o crescimento extremamente lento ou crescimento travado.
A produção de um maciço florestal depende dos fatores genéticos das espécies e sementes utilizadas, da capacidade do sítio e das técnicas de manejo adotadas. Após o plantio, a produção florestal pode ser influenciada pelos fatores:
1. Melhoramento das condições ambientais, como adubações controle de pragas e competição por ervas daninhas.
2. Diminuição da população original, através de desbastes, disponibilizando melhores condições de luz, nutrientes e água às plantas.
3. Aprimoramento da qualidade das árvores, através da poda.
Tratos Culturais Existem dois problemas imediatos após o plantio: a mortalidade das mudas e o crescimento extremamente lento ou crescimento travado.
Algumas semanas após o plantio, faz-se uma estimativa sobre o número das mudas que estão mortas. Por exemplo, em um plantio onde uma em cada 5 mudas está morta, significa que há uma porcentagem de sobrevivência de 80% ou uma mortalidade de 20%. Se a mortalidade das plantas apresenta-se muito alta, é preciso efetuar o replantio nos espaços livres. É necessário tomar cuidado com a demora do replantio, pois certos atrasos podem causar às mudas replantadas desvantagens permanentes, em crescimento e desenvolvimento.
São vários os fatores que influenciam a sobrevivência das mudas no início do plantio:
•A habilidade dos operários durante o plantio, a firmeza do solo ao redor das raízes e a profundidade das covas.
•As condições meteorológicas após o plantio.
•A qualidade das sementes, mudas com raiz nua ou mudas em embalagem.
•Condições desfavoráveis do solo, como superfície alagada ou erosão.
•Ataque de formigas, cupins ou fungos.
•Competição de ervas daninhas.
•Danos causados por animais (criação intensiva, etc.).
As mudas destinadas ao replantio devem ser de boa qualidade, um pouco maior que o normal e com raízes bem desenvolvidas.
O crescimento lento e deficiente, mesmo sem a ocorrência de pragas, pode ocorrer em qualquer período. Normalmente acontece antes do fechamento do dossel. Como aspectos visíveis: a má formação das acículas ou folhas e um crescimento anual de 1 ou 2 cm; contudo, existem vários fatores podem causar esta deficiência em crescimento e desenvolvimento:
•Seleção errada das espécies.
•Deficiência de nutrientes.
•Drenagem insuficiente do solo ou lixiviação excessiva.
•Problemas no solo, como compactação, erosão.
•Deficiência ou ausência da associação micorrízica.
•Capinas insuficientes, criação intensiva de animais, e outras.
Através de uma correta adubação, pode-se conseguir melhorar as condições dos solos empobrecidos ou compactados, enriquecer os solos, favorecer o crescimento das mudas, aumentar a resistência das plantas contra fungos, insetos e doenças. A adubação é recomendada, conforme os resultados das análises de solo realizadas em laboratório e de acordo com as exigências da espécie selecionada.
Nutriente Importância
Nitrogênio (N) É o elemento mais importante para a elaboração de substâncias no interior da célula e na clorofila, sendo portanto fundamental para os processos vitais da planta.
Fósforo (P) Mantém o crescimento das raízes, da inflorescência e das sementes, favorece o processo de lignificação e é importante para a atividade da microflora e microfauna do solo.
Potássio (K) Influencia a atividade das enzimas, regula o balanço de água das plantas e é componente indispensável para a constituição da celulose e do processo de lignificação.
Cálcio (Ca) Atua como regulador dos nutrientes das plantas, protege a formação da clorofila, tem importância como elemento da estrutura das plantas e é um bom desacidificador do solo.
Magnésio (Mg) Atua na formação das clorofilas e conseqüentemente tem influência na fotossíntese.
Em relação à limpeza do terreno, para evitar a competição de água, luz e nutrientes pelo mato e por ervas daninhas, há o método manual, através de coroamentos e roçadas; o mecânico, através de gradeação superficial, e o químico, através da aplicação de herbicidas.
Sempre que houver a competição por mato ou ervas daninhas, independente da época, deve-se fazer a limpeza. Principalmente na época de crescimento (primavera), o plantio deve estar isento destes problemas para facilitar e estimular um bom desenvolvimento, sem a competição.
Desbastes
Os desbastes são executados com diferentes finalidades, entre elas: o aumento da produção volumétrica, a melhoria da qualidade do produto final e para acelerar o retorno dos investimentos, diminuindo os riscos do projeto.
Os métodos de desbaste são:
Seletivo: tem por objetivo a seleção e a proteção das melhores árvores pela eliminação da competição com as árvores vizinhas. São classificados em:
Desbastes baixos - visam a supressão apenas de árvores dominadas (árvores que apresentam copas raquíticas comprimidas ou unilateralmente desenvolvidas), sendo empregados com bastante freqüência em povoamentos de Pinus. É a forma mais comum de desbaste seletivo. O resultado é um povoamento com um estrato apenas de árvores dominantes e codominantes.
Desbastes altos - visam a retirada principalmente de árvores codominantes (árvores que apresentam copas formadas, mas fracas, em desenvolvimento) dando às dominantes melhores condições de sobrevivência e crescimento.
Sistemático: neste desbaste não se leva em consideração a classe da copa nem a qualidade das árvores a serem retiradas. Normalmente são retiradas linhas inteiras de árvores; sendo assim, o peso do desbaste dependerá do número de linhas retiradas.
Seletivo-sistemático: neste caso corta-se, a cada número fixo de linhas, uma linha inteira e nas linhas que ficam faz-se um desbaste seletivo, de onde se retiram as piores árvores (finas, bifurcadas, quebradas).
Graus de intensidade dos desbaste
Desbaste baixo
Leve Elimina além das árvores doentes, as oprimidas.
Moderado Retira árvores doentes e dominadas.
Forte Árvores doentes, dominadas e algumas dominantes e codominantes.
Muito forte O povoamento fica somente composto por árvores com boa forma de fuste e copa, com bom espaço para crescimento e com distribuição simétrica no sítio.
Desbaste alto
Leve São retiradas todas as árvores mortas, esmorecidas e doentes. Além destas, eliminam-se algumas árvores das classes dominantes, para aumentar o espaço vital dos elementos deste grupo.
Forte As árvores do corte final são em geral selecionadas. Beneficia um certo número de árvores de melhor incremento do povoamento.
Outros métodos de desbastes que são utilizados:
Arruda Veiga: para este método, existe um limite máximo de assimilação dos fatores disponíveis como luz, água e nutrientes em relação à área basal do povoamento.
Deichmann: método desenvolvido especificamente para povoamentos de Araucaria angustifolia. Baseia-se no espaço ocupado pelo crescimento.
Pré-selecionado: consiste na seleção de árvores que ficarão para o corte final. O intervalo entre os desbastes, de aproximadamente três anos, sempre retirando as árvores mais próximas das selecionadas, visa dar melhor condição de luz, água e nutrientes às selecionadas.
Podas
A poda, que também é designada por derrama, desrama ou derramagem, é a supressão e o corte de galhos ou ramos ao longo do fuste, sendo uma alternativa viável para obtenção de madeira e produtos de alta qualidade, sem ocorrência de nós.
Nó é o ponto de inserção de um ramo no fuste da árvore. Nesse local as fibras sofrem um desvio de direção, afetando o valor tecnológico da madeira pela sua inserção, forma, sanidade e localização. Há vários tipos de nós, conseqüências da não efetivação da poda, ou de podas bem ou mal conduzidas.
Nó vivo: é aquele que faz parte da madeira em conseqüência de poda bem conduzida. O corte do galho é rente à casca, permitindo uma boa cicatrização. A madeira apresentará desenhos característicos que agregam beleza e valor comercial.
Nó soltadiço: nó aparentemente solto, mas que não é possível retirar com a pressão dos dedos. Afeta negativamente a qualidade do produto.
Nó morto ou solto: pode cair com a pressão dos dedos. Restringe o uso da madeira para fins menos nobres.
A poda pode ser natural, ou seja, ao longo do tempo, conforme fatores genéticos e densidade do plantio, os galhos secam e caem. A desrama natural, geralmente, é bastante eficiente em florestas de eucalipto.
A desrama natural pode ser acelerada pelo manejo da densidade do povoamento, embora com sacrifício do crescimento em diâmetro. O processo mais simples consiste em desenvolver e manter um estoque inicial denso o que, além de manter os galhos inferiores pequenos, causa-lhes também a morte. Geralmente, isso representa o melhor meio para condução de povoamentos de eucalipto, pois não só estimula a desrama natural, como também impede que os troncos se tornem curvos e engalhados.
Já a poda artificial vem a ser a operação de corte dos galhos, objetivando a produção de "madeira limpa", ou seja, isenta de nós, em rotação mais curta que a exigida com desrama natural, e também para prevenir a formação de nós soltos, produzindo madeira com nós firmes, mas não necessariamente limpa.
A poda artificial, além de evitar a ocorrência de nós que desvalorizam a madeira, também apresenta as seguintes vantagens:
•Evitar a presença de nós na madeira.
•Beneficiar o controle e combate a incêndios.
•Facilitar os trabalhos de relascopia e manejo.
Há, entretanto, alguns danos causados pela poda artificial: em galhos muito grossos, pode ocorrer a formação de bolsas de resina, prejudicando a qualidade da madeira, e na poda de galhos verdes poderá ocorrer o ataque de fungos e bactérias, causando o apodrecimento das pontas dos galhos.
Quando a finalidade da madeira a ser obtida for para laminados, faqueados e serraria, a poda se torna necessária. Já para madeiras destinadas para aglomerados e fábrica de papel e celulose, a poda é dispensada.
O DAP é o fator decisivo para determinar o momento adequado para a execução da poda. É indicado podar as melhores árvores em diâmetro, que possuam:
•Fuste sem bifurcações.
•Galhos finos.
•Copa bem desenvolvida.
•Ausência de doenças ou pragas.
É importante ressaltar que a parte mais valiosa da madeira (seu volume) está concentrada na parte inferior do fuste. Portanto, a altura da poda deve ser de no mínimo 5 metros e não mais que 10 metros do solo.
Tipos de poda:
Poda seca: os galhos mortos e secos são eliminados. Pode ser realizada em qualquer período do ano.
Poda verde: os galhos vivos, na maior parte da área com sombra da copa viva, são eliminados. É importante ressaltar que esta poda, realizada fortemente, pode provocar perdas de crescimento na altura e no diâmetro da árvore; por isso, deve atingir no máximo, um terço da copa viva. A melhor época para proceder esta poda é a de menor crescimento vegetativo, em que a cicatrização é mais rápida.
Procedimento da Poda
Em função dos tipos de equipamentos (poda manual ou com máquinas), uma árvore sempre deverá ser podada no sentido horário, com o intuito de ter o corte mais perto possível da casca. O corte deve ser em um único golpe, para não arrebentar o resto do galho.
Fonte: Redação Ambiente Florestal/Portal Ambiental
6 setembro, 2010 - 16:16h
Produtividade da cultura é muito baixa, com a introdução de outros cultivos na plantação como mandioca e feijão produtores conseguem pagar os custos da produção e obterem lucro.
Existem dois tipos de coqueiros no Brasil.
Os coqueiros anões são destinados à produção de água e apresentam uma boa produtividade, de 100 a 120 frutos por planta ao ano. Já o coqueiro gigante serve para a produção de coco seco e tem uma produtividade muito baixa, de 30 a 40 frutos por planta ao ano, o que está inviabilizando a cultura e fazendo com que muitos produtores deixem de produzir coco. A Embrapa Tabuleiros Costeiros está introduzindo o sistema de consórcio agroecológico para tornar a produção viável e melhorar a renda dos produtores. Com o espaçamento de dez metros entre os coqueiros, pode-se plantar, principalmente, mandioca, feijão e milho. Outra proposta é o uso da gliricídia como adubo verde e a compostagem orgânica para a adubação.
A Embrapa recomenda, principalmente, o híbrido de Coqueiro Gigante do Brasil com Coqueiro Anão Verde do Brasil para o consórcio agroecológico que é plantado com espaçamento de dez metros entre as plantas. Se não for plantada nenhuma cultura nesta área vazia, ela é invadida por plantas daninhas que danificam o coqueiral. A cultura a ser escolhida para o consórcio depende das condições da propriedade. Pode ser utilizado milho, feijão e amendoim, mas a mandioca é a mais indicada porque suporta melhor as condições do solo arenoso em que os coqueiros são cultivados.
- O produtor fica durante três ou quatro anos plantando coco gigante com mandioca, vai colhendo a mandioca e mantendo o seu rendimento até iniciar a produção do coco. O que está se fazendo de diferente agora é o sistema agroecológico, principalmente para o pequeno produtor, em que se elimina praticamente o uso de insumos químicos e utilizando compostos orgânicos a base de palhada e esterco. Se introduz ao sistema a gliricídia, que é uma leguminosa, plantada na linha de plantio do coqueiro que é periodicamente cortada e serve de adubação verde para o coqueiro. Nestes três ou quatro anos, o produtor do coco não teria lucro nenhum, só teria gastos, e com o consórcio ele tira lucro durante todo este tempo com o plantio de outras culturas. No mínimo, os custos de produção do coqueiro nestes quatro primeiros anos seriam cobertos por estas outras culturas como a mandioca - explica o engenheiro agrônomo Humberto Fontes, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros.
Fonte: Portal Dia de Campo
6 setembro, 2010 - 16:10h
Um estudo sobre o potencial econômico das Unidades de Conservação do Brasil, como parques e florestas públicas, é desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo é levar os resultados obtidos à COP-10, a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, que acontece em novembro, na cidade de Nagoya, no Japão.
A partir do estudo, será elaborado um diagnóstico das oportunidades econômicas que áreas de preservação brasileiras oferecem. "O país tem um amplo potencial de aproveitamento dos parques, que ainda é pouco conhecido e explorado", diz Fábio França de Araújo, diretor do departamento de áreas protegidas do MMA.
Das 310 áreas de conservação federais e 374 estaduais apenas 26,7% permitem variedade de usos econômicos, como ecoturismo, pesquisa científica, manejo de recursos florestais e agricultura. Nos Estados Unidos, por exemplo, o turismo em parques nacionais promove uma receita de US$ 15 bilhões na economia e gera 250 mil empregos.
Fonte: Globo Rural Online
30 agosto, 2010 - 16:01h
Seis meses depois do fim da operação Boi Pirata na Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, uma grande quantidade de gado foi flagrada esta semana pastando ao lado de uma área queimada em uma das maiores Unidades de Conservação da Amazônia.
A Boi Pirata foi criada justamente para expulsar o gado dessas unidades.
Ocupantes de área equivalente a quase oito vezes o tamanho da cidade de São Paulo haviam sido notificados a retirar todo o gado da reserva. Mas ele estava pastando dentro da Unidade de Conservação ao lado de novas áreas de queimadas - provocadas para abrigar novos pastos, segundo André Muggiati, coordenador do Greenpeace.
Na semana passada, a Flona do Jamanxim teve seu território sobrevoado por uma equipe da ONG ambientalista. O gado estava mais ao centro, distante das fronteiras da floresta.
A Flona do Jamanxim é uma das unidades de conservação campeãs em queimadas na Amazônia, de acordo com o Greenpeace, baseado em dados dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre o final de julho e o dia 22 de agosto, foram detectados 885 focos de incêndio na Jamanxim.
Fonte: Globo Rural
25 agosto, 2010 - 21:04h
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25 agosto, 2010 - 16:04h
INCRA está emitindo notificações, referentes aos processos de georreferenciamento, pela internet (www.incra.gov.br)
O Coordenador Marcelo Cunha informou que, até 19/08/2010, foram realizadas 2.589 notificações e, que até o final de setembro, pretende notificar todos os processos protocolados.
Todos os proprietários de imóveis rurais que estão com processos de georreferenciamento protocolados junto ao INCRA, fiquem atentos às notificações para cumprir na íntegra as pendências, pois, segundo o coordenador, os processos que atenderem às notificações serão encaminhados diretamente para análise e certificação.
Obs:
Reforçando informações anteriores, segue abaixo, a relação mínima de documentos que o INCRA exige para certificação:
1 - Requerimento de certificação de acordo com os Anexos VI ou VII apresentados na 2ª edição da Norma de Georreferenciamento de Imóveis Rurais - NTGIR;
2 - Declaração de respeito de limites de acordo com o Anexo XIV da 2ª edição da Norma de Georreferenciamento de Imóveis Rurais - NTGIR (essa declaração é obrigatório na comarca do imóvel);
3 - Planta;
4 - Memorial Descritivo;
5 - ART - Anotação de Responsabilidade Técnica com comprovante de pagamento;
6 - CD com todos os arquivos pertinentes ao trabalho de georreferenciamento;
7 - Certidão de Inteiro Teor da matrícula(s) ou transcrição(ões) do imóvel - original ou cópia autenticada;
8 - Cópia do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural - CCIR vigente à época, devidamente quitado, quando houver;
9 - Formulários da Declaração para Cadastro de Imóveis Rurais, devidamente preenchidos e assinados, de acordo com o Manual de Orientação para Preenchimento da Declaração para Cadastro de Imóveis;
10 - Cópia do RG e CPF do proprietário autenticado;
11 - CNPJ e documento de constituição da pessoa jurídica e Ata de eleição da atual direção (se for o caso);
12 - Quando a documentação foi entre por representante legal, apresentar também a cópia autenticada dos documentos do representante legal (RG e CPF), bem como a procuração
Fonte: Portal do Agronegócio
25 agosto, 2010 - 15:00h
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Projetos voltados à sustentabilidade agropecuária receberão investimentos de mais de R$ 51 milhões
Centro de Capacitação vai impulsionar a agricultura familiar no Rio Grande do Norte
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Até onde vai o boi
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11 agosto, 2010 - 11:26h
O desmatamento na Amazônia em 2010 deve ser, pelo segundo ano consecutivo, um dos menores da história, indicam dados de monitoramento por satélite. A questão é se a cifra será a menor ou a segunda menor. Depende de para quem se pergunta.
O governo federal prevê uma queda recorde, com base em dados preliminares do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A ONG Imazon fala em um aumento discreto em relação a 2009.
No ano passado, a taxa foi a mais baixa da história: 7.400 km2, o equivalente a "apenas" cinco vezes a área da cidade de São Paulo.
Ontem, os ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia) divulgaram dados que indicam uma queda de 49% entre agosto de 2009 e junho deste ano.
Segundo o sistema Deter, que detecta o desmate com maior velocidade, mas menor precisão, foram 1.808 km2 desmatados nesse período, contra 3.537 km2 nos 11 meses anteriores.
Rezende chegou a arriscar que o Prodes, sistema que dá a taxa oficial do ano, mostrará uma devastação "em torno de 5.500 km2".
Já o SAD, sistema desenvolvido pelo Imazon e que usa o mesmo tipo de imagem de satélite que o Deter, aponta um aumento de 8% no acumulado agosto-junho.
QUENTE E SECO
Adalberto Veríssimo, do Imazon, aposta que o número final ficará em torno de 8.000 km2. "É um ano muito quente e muito seco na Amazônia, além de ser ano de eleição", diz. "Vamos torcer para 5.000 km2, mas não bate com nada do que estamos vendo aqui", continua.
Se a previsão do governo se confirmar, será a primeira vez na história que o desmatamento amazônico cai em um ano de eleição.
Um dos fatores que podem explicar a divergência grande entre o SAD e o Deter é a mudança no perfil do desmate amazônico.
CAFÉ PEQUENO
Em vez de grandes derrubadas, concentradas no sul, sudeste e leste (o chamado "arco do desmatamento"), o que se vê hoje são derrubadas pequenas.
Elas estão concentradas sobretudo no eixo da BR-163 e na Terra do Meio, no Pará e no sul do Amazonas (único Estado que teve aumento no desmate no período).
Segundo Gilberto Câmara, diretor do Inpe, o número de desmatamentos menores de 50 hectares (limite de detecção do Deter) subiu de 30% do total na Amazônia em 2002 para 75% em 2009.
"O Inpe reafirma que não dá para afirmar que o desmatamento caiu 50% por causa do problema dos pequenos desmatamentos", declarou.
POMPA E CIRCUNSTÂNCIA
A divulgação dos dados de junho do sistema Deter foi feita com pompa e circunstância. A entrevista coletiva contava com dois ministros e um diretor do Inpe.
É um barulho incomum para um dado tão banal: a série anual do Deter, de 12 meses, só será fechada mesmo daqui a duas semanas. Os dados mensais têm sido simplesmente postados no site do Inpe, com uma explicação da ministra do Meio Ambiente à imprensa no mesmo dia.
E o Deter, como o próprio governo faz questão de frisar, não serve para fazer cálculo de área desmatada.
Izabella Teixeira, que assumiu o ministério no lugar do midiático Carlos Minc, tem dois motivos para dar tal tratamento ao número. O primeiro é o óbvio esforço de produzir fatos positivos no momento eleitoral. O segundo é a necessidade de obter visibilidade e apoio para o setor ambiental do governo numa hora delicada, a da discussão do Código Florestal.
CÓDIGO FLORESTAL
A ministra comprou briga contra o projeto de reforma da lei em tramitação na Câmara dos Deputados. De autoria do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ele tem pontos que o ministério considera inaceitáveis, como a anistia a desmatadores e a redução das áreas de preservação permanente.
Teixeira quer propor um novo projeto de código, o que já despertou reação contrária do Ministério da Agricultura.
Há também uma insurgência dos pecuaristas da Amazônia contra o acordo entre os grandes frigoríficos e o Ministério Público, que barra a compra de carne vinda de área desmatada ilegalmente.
A ministra quer mostrar que as medidas do governo para conter o desmate têm dado resultado, e que o Brasil está a caminho de cumprir, com folga, sua meta de cortar o desmatamento em 80% até 2020 - a meta para este ano seria de 9.000 km2, e é improvável que o desmatamento chegue a tanto.
Mas, para isso, as medidas têm de ser mantidas, com um apoio fundamental: o de Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: Folha.com
9 agosto, 2010 - 14:51h
Processo é garantido através do manejo nas culturas de açaí, copaíba e castanha-do-brasil com monitoramento por GPS.
Trabalho iniciado em 2009 em Rondônia mostra importante avanço no setor produtivo primário do Estado no que diz respeito às garantias de um desenvolvimento econômico sustentável. Pelo cronograma do Projeto Extrativismo Comunitário, faz-se agora o acompanhamento, monitoramento e orientação técnica do manejo florestal para extração de óleo de copaíba, de castanha-do-brasil e do açaí, nas reservas de Castanheira, Aquariquara e Maçaranduba, no município de Machadinho do Oeste, a 350 quilômetros de Porto Velho.
O trabalho está sendo feito sob a coordenação do engenheiro florestal Reisso Pontes Soeiro junto a mais de 40 extrativistas que residem nas próprias reservas, depois de diagnosticado o potencial de cada área de produção dessas essências florestais.
- Esse trabalho é fundamental, porque ninguém mais que os produtores conhecem essas reservas. Eles atuam como guias de campo, auxiliando principalmente na identificação da botânica - avalia Pontes Soeiro.
O engenheiro florestal explica que a tecnologia também tem sua parcela na preservação - os produtores atuam, depois de capacitados, com aparelhos de GPS, o que contribuiu para um crescimento produtivo de 10% em um ano.
- Como os produtos são bons e a produção tem qualidade, agora estamos monitorando os resultados do que foi feito na etapa inicial. Isso tudo representa agregação de valor à produção. É um trabalho de longo prazo, porque a coleta da copaíba, por exemplo, ocorre de três em três anos. Agora, só em 2013. O açaí é colhido nos meses de junho e julho e a castanha em abril e maio - reforça Soeiro.
O projeto é desenvolvido pelo Sebrae Rondônia, a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia, prefeitura municipal de Machadinho do Oeste, a Embrapa, Associação Comercial e Industrial de Rolim de Moura e a Associação dos Seringueiros do município de Machadinho e Banco do Brasil. Também integram a ação o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) Rondônia.
Fonte: SEBRAE
6 agosto, 2010 - 10:06h
O setor ambiental tem apresentado inúmeras oportunidades nos últimos anos. Trabalhadores de diversos segmentos estão se qualificando para atender a crescente demanda por profissionais da área.
As formas de qualificação são tão variadas quanto as oportunidades e a tecnologia tem contribuído para que cada vez mais profissionais tenham condições de ingressar no ramo.
O advogado e gestor ambiental, Fernando Klisiewicz, que também ministra cursos relacionados ao mercado de carbono, destaca que os setores de energias renováveis e troca de combustíveis fosseis são os mais promissores. Na quinta-feira, 05, ele encerrou uma capacitação online, para profissionais de todo o Brasil.
Ele reforça a importância da capacitação. "Normalmente as equipes são multidisciplinares, pois varias áreas são envolvidas. Dificilmente uma só pessoa escreve um projeto inteiro", afirmou.
Klisiewicz dá algumas orientações para quem pretende atuar com os projetos: "primeiro estudar bem o que já existe, ler projetos, ler PDDs, Metodologias, para entender a sistemática do mercado de carbono. Depois buscar um projeto, um cliente, e tentar se associar a uma empresa que já faca projetos para aprender na prática, para depois alçar voos sozinho".
O mercado é muito divulgado, mas pouco desenvolvido, segundo ele, mas bons profissionais que saibam elaborar projetos não ficam sem emprego.
Fonte: Portal Ambiental
4 agosto, 2010 - 16:27h
Pesca do pirarucu é proibida em todo o estado do Amazonas.
Atividade já rendeu R$ 1 milhão para pescadores de reserva.
Maior peixe encontrado em rios da Amazônia, o pirarucu foi tão caçado que quase desapareceu. Mas em Mamirauá, uma das maiores reservas de vida selvagem no Brasil, o peixe gigante vive sem ser ameaçado.
Veja o site do Jornal Hoje
A espécie pode chegar a ter mais de 2 metros e pesar mais de 100 quilos, e pode retirar oxigênio tanto da água como do ar. Na época da seca, ele precisa vir à tona para respirar a cada 20 minutos, momento em que fica vulnerável a ação de pescadores.
Pescar pirarucu sem rede exige paciência e habilidade. O pescador rema com um braço e com o outro segura o arpão. Durante três semanas por ano, cada um pesca até pirarucus diariamente. Difícil é adivinhar onde o peixe vai respirar. “Geralmente a gente observa ele respirar na superfície”, diz o pescador Manoel de Castro.
A pesca do pirarucu é proibida em todo o Amazonas, só liberada nas reservas Mamirauá e Amanã. Desde 1999, quando a pesca controlada teve início, aumentou a quantidade de pirarucus na região. “Antigamente a gente não via essa quantidade de peixes aqui na reserva”, conta Manoel.
Os 900 pescadores que vivem na reserva se tornaram fiscais. Durante três anos, ninguém pescou o pirarucu. Atualmente, eles impedem a entrada de qualquer barco de fora.
Mais de 5.200 pirarucus foram pescados na reserva em 2008. Os animais precisam ter pelo menos 1,5 metro para receber o lacre. A atividade rendeu cerca de R$ 1 milhão para os ribeirinhos, que aprenderam que preservar é um bom negócio.
Fonte: G1
28 julho, 2010 - 17:07h
Apesar de terem ganhado destaque nos últimos anos, as construções sustentáveis não são tão recentes assim. Uma prova disso é o Centro Cultural Jean Marie Tjibaou, localizado na Nova Caledônia. O local foi construído em 1998 e já trazia em sua base os conceitos da sustentabilidade.
Desenhado pelo arquiteto italiano Renzo Pian, o centro é composto por 10 unidades de diferentes tamanhos e funções, com a forma de concha posicionada verticalmente, assemelhando-se às tendas tradicionais da Nova Caledônia.
No seu interior, o programa cultural desenvolve-se como uma espécie de ritual, passando pelas exposições dos espaços naturais da ilha, da arte, da história e da religião da civilização kanak. Para isso, o edifício foi organizado como um conjunto de três povoados que abrigam exposições, performances ao ar livre, anfiteatros, escritórios.
Ligações culturais
Segundo o arquiteto, o formato do Centro tem fortes ligações com a cultura local, já que a construção foi erguida para representar um símbolo da civilização kanak.
Marcada por muitas controvérsias políticas, a ilha foi sujeita à ocupação francesa por mais de 100 anos e viu seu líder, Jean-Marie Tjibaou, ser assassinado por um extremista enquanto lutava pela independência do local. Uma das grandes preocupações de Tjibaou era assegurar que sua comunidade valorizasse suas raízes, ao mesmo tempo em que fosse aberta para a cultura mundial.
Pensando nisso, Pian buscou nas tradições kanak os valores que realmente importavam para esse povo e desenvolveu o projeto com consultas à população local, aprendendo com a cultura e a natureza.
Por fim, ele desenhou um espaço que representasse um conjunto de edificações, vias e espaços abertos unidos por um núcleo central: a alameda do povoado tradicional.
Antigo e moderno
Apesar da inspiração ancestral, o Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou foi construído com tecnologia moderna, em madeira laminada colada, estruturada por tubos de aço inoxidável. A estrutura foi feita para resistir a furacões e terremotos, chegando a passar imune pelo ciclone Erika.
Outra característica da arquitetura moderna inserida no projeto foi o aproveitamento do vento local para melhorar o clima dentro dos espaços. O Centro Cultural está exposto por um lado a fortes ventos e por outro a brisas suaves.
Assim, o arquiteto desenhou as estruturas verticais e horizontais de uma forma que elas pudessem modificar o efeito dos ventos e as condições internas, adaptando as grelhas conforme a direção e velocidade deles e expelindo o ar interno pela parte mais alta do teto. Esse movimento ainda produz um som que representa os mesmos da floresta e das vilas kanaks.
Para a doutora em Arquitetura pela Universidade de Valladolid e professora e pesquisadora do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Ana Rosa de Oliveira, o local é um marco na arquitetura mundial.
"O Centro Cultural é a materialização de um cuidadoso esforço para encontrar, em confronto com diversos ritmos (espaço, tempo, cultura e clima), o justo equilíbrio entre artefato e natureza, tradição e tecnologia, memória e modernidade", conclui.
Fonte: Ecodesenvolvimento
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